quarta-feira, 18 de junho de 2014

Projeto de Lei determina reciclagem de lixo na rede pública de educação

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6589/13, do deputado Miriquinho Batista (PT-PA), que determina a implantação de programas de reciclagem de resíduos sólidos na rede pública de educação básica em todo o território nacional.
O objetivo, de acordo com o autor, é “conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos para o desenvolvimento sustentável”. Segundo Miriquinho Batista, a proposta foi inspirada em uma lei distrital que implementou programas desse tipo nas escolas públicas do Distrito Federal.
Conforme a proposta, os programas deverão ser coordenados por um ou mais professores, e ser participativos, envolvendo todo o corpo docente e de alunos, demais servidores, familiares dos estudantes e comunidade do entorno da escola
Categorias
Conforme o projeto, os resíduos sólidos gerados na escola deverão ser descartados em recipientes próprios, se possível, de acordo com as seguintes categorias e cores:
- azul: papel e papelão;
- vermelho: plástico;
- verde: vidro;
- amarelo: metal;
- preto: madeira;
- marrom: resíduos orgânicos;
- cinza: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.
Na impossibilidade de separação do material nessas categorias, os resíduos recicláveis secos deverão ser separados dos resíduos não passíveis de reciclagem. Ainda segundo o texto, a renda obtida com a venda dos resíduos recicláveis deverá ser utilizada, obrigatoriamente, na compra de equipamentos voltados para o desenvolvimento técnico-científico das escolas.
Tramitação
Tramitando em caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:




  • Reportagem – Lara Haje
Edição - Janary Júnior



terça-feira, 17 de junho de 2014

CCJ aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei PL 4699/2012, do Senado, que regulamenta a profissão de historiador.
O projeto determina quais atividades são próprias da profissão, como a sistematização de informações para exposições e eventos, organização de serviços de pesquisa histórica, tratamento de documentos e elaboração de pareceres e laudos sobre temas históricos.
A proposta permite o exercício da profissão a quem tenha diploma de curso superior em História; de mestrado ou doutorado em História ou que tenha linha de pesquisa dedicada à História; ou aos diplomados em outras áreas que tenham exercido a profissão de historiador há mais de cinco anos, a contar da publicação da lei.
Segundo o texto, apenas os profissionais com diploma na área poderão dar aulas de História nos ensinos fundamental e médio, desde que seja cumprida a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) quanto à obrigatoriedade da licenciatura.
A relatora do projeto, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), acredita que a exigência vai garantir a qualidade do ensino. “Quem ganha com isso é o estudante, quem ganha com isso é a educação”, afirmou.
O texto exige ainda que todas as entidades que prestam serviço em História mantenham historiadores no quadro de funcionários.
Impacto da regulamentação
Para o presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (Anpuh), Rodrigo Patto Sá Motta, a regulamentação vai garantir a criação de carreiras de historiadores em órgãos públicos, qualificando o trabalho em museus e outras instituições.
Já o historiador e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa ressaltou que a proposta é resultado de uma demanda do mercado de trabalho que vai além das salas de aula.
“Posso citar grandes empresas que têm necessidade de construir a sua própria trajetória, a sua própria história. Nesses casos, um profissional da área [de História] seria fundamental”, disse.
Barbosa afirmou que a presença de um historiador formado também é fundamental nos setores governamentais, “para produzir conhecimento que vai ser utilizado para o conjunto da sociedade”.
Tramitação
O projeto foi aprovado pela CCJ no último dia 28 de maio e ainda precisa ser votado pelo Plenário da Câmara.

Íntegra da proposta:

Da Redação – PT
Colaboração – Emily Almeida



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/470458-CCJ-APROVA-PROJETO-QUE-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-HISTORIADOR.html

Professores poderão ter licença para aperfeiçoamento a cada seis anos

R7
Está pronto para ser votado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado um projeto de lei que garante a concessão de licença periódica para o aperfeiçoamento e reciclagem dos Professores da Educação básica e superior de instituições públicas.
Pelo texto, de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), garante que, a cada seis anos, os professores das instituições públicas de educação superior tenham licença de seis meses para atualização técnico-profissional em sua área de atuação. Nesse período, os docentes continuarão recebendo suas remunerações.
Da mesma forma, os profissionais da educação básica pública irão poder, também a cada seis anos, desfrutar um programa de atualização em sua área de atuação. O programa deve ser oferecido gratuitamente pelo sistema de ensino a que os docentes estiverem vinculados, tendo uma carga horária mínima de 240 horas, sem prejuízo remuneratório.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), relatora da matéria, é favorável ao projeto. Segundo afirmou, a atualização profissional é de grande relevância para qualquer carreira na época atual.
No caso do magistério, os avanços tecnológicos e as exigências de boa formação em nível básico e superior tornam essa atualização ainda mais premente. Por isso, considera imprescindível que a legislação educacional acompanhe essa evolução.
Entretanto, ela apresentou substitutivo modificando partes da proposta, como a eliminação de a atualização dos professores da educação básica ser “puramente pedagógica” ou a possibilidade de deixar “a critério da administração” a redução da jornada de trabalho, e acrescentou a alternativa de dispensa do trabalho, além de sanar incompatibilidades com outras licenças a que docentes vinculados à união têm direito, entre outros pontos.
A proposta altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e recebe decisão terminativa na comissão.

http://noticias.r7.com/educacao/professores-poderao-ter-licenca-para-aperfeicoamento-a-cada-seis-anos-14062014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

"É preciso aumentar o investimento na Educação Infantil"

Para enfrentar os principais problemas da Educação no Brasil, é necessário aumentar o investimento no desenvolvimento infantil e definir uma política sensata para identificar e reter os bons Professores, diz o economista Flavio Cunha. Professor da Universidade da Pensilvânia, Cunha escreveu vários estudos com sobre a importância da Educação infantil com James Heckman, Nobel de Economia em 2000. "Para melhorar a qualidade das Escolas públicas, nós temos que melhorar o preparo dos Alunos antes que eles cheguem à Escola pública primária. Sem Aluno de qualidade, não existe Escola de qualidade."
Nesse cenário, é fundamental elevar investimentos na Educação infantil de crianças carentes, diz Cunha. "Isso pode ser feito através de programas de apoio à família, como os feitos nos EUA, Jamaica e Colômbia, dentre outros países. Esses programas são focados nas crianças carentes de zero a três anos de idade. Para as crianças de quatro e cinco anos, devemos aumentar os investimentos em Pré-Escola."
Para identificar e reter os melhores Professores, Cunha propõe que seja criada uma comissão dedicada exclusivamente à avaliação desses profissionais em sala de aula. "A atuação da comissão deveria ser imparcial e transparente para evitar perseguição e corporativismo. Identificado o bom Professor, deveríamos compensá-lo pela sua dedicação para que ele se sinta motivado a permanecer nessa carreira." O crucial é analisar se o Professor está sempre presente, se prepara bem a aula, se faz uma apresentação clara dos tópicos que deve cobrir, por exemplo.
Para Cunha, a maior prioridade educacional para quem vencer as eleições neste ano é implementar políticas que diminuam o desperdício de capital humano. "Esse desperdício acontece quando não oferecemos oportunidades de desenvolvimento para as crianças que nascem em famílias carentes ou em localidades muito distantes dos grandes centros urbanos", diz ele, para quem isso também ocorre quando os jovens morrem devido a causas violentas, como homicídio e acidente de carro.
Segundo Cunha, crianças carentes que recebem Educação infantil de melhor qualidade tendem a ter mais renda, menor envolvimento com a criminalidade e maior possibilidade de ter casa própria. Há também economia de gastos com Educação, porque a repetência diminui, e há redução de despesas públicas com a saúde da criança.
O economista não acredita numa melhora rápida dos estudantes brasileiros em testes de avaliação internacional, como o Pisa da OCDE. "Tentar modificar algum programa que existe no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é extremamente descentralizado e autônomo", diz ele. "Podemos tentar começar a construir um sistema educacional agora para que, em 2040, os Alunos brasileiros estejam entre os dez melhores do mundo e em 2050 entre os cinco melhores do mundo. Isso é mais ou menos replicar o que a Coreia do Sul fez nos últimos 50 anos."
Cunha ganhou neste ano a Medalha Frisch, distinção concedida a cada dois anos pela Sociedade Econométrica, junto com Heckman, da Universidade de Chicago, e Susanne Schennach, da Universidade Brown. Com mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e PhD na Universidade de Chicago, ele é o primeiro brasileiro a receber o prêmio, conferido desde 1978. A seguir os principais trechos da entrevista, feita por meio de intensa troca de e-mails.
Valor: O Congresso aprovou um projeto aumentando para 10% do PIB o valor a ser investido em Educação pública. A medida é positiva?
Flavio Cunha: Depende de como o dinheiro será gasto. Se o plano é fazer mais do mesmo, então a medida não é positiva. Se o plano for utilizar a oportunidade para lançar novos programas, então pode ser positivo. Nesse caso, depende dos programas que forem lançados. Vamos considerar um exemplo positivo. No Ceará, existe o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic) que tem como objetivo garantir que toda criança esteja alfabetizada até os sete anos de idade. A análise de Leandro Costa (do Banco Mundial) e de Martin Carnoy (da Escola de Educação de Stanford) mostra que o programa tem impacto relativamente elevado na Alfabetização de crianças.
Valor: Por quê?
Cunha: O sucesso do Paic se deve a vários elementos. Para começar, os técnicos da Secretaria de Educação produziram um currículo e materiais de instrução para os Professores, que foram usados para formar Professores com um foco na sala de aula, algo que, infelizmente, nem sempre ocorre no nosso país. Além disso, o programa contém um elemento de investimento em Educação infantil e de formação de leitores.
Além desses elementos estritamente técnicos, o programa também investe na gestão municipal do plano, ou seja, o Paic incentiva os municípios a desenvolver uma cultura de monitoramento das Escolas, planejamento de ações, coletas de dados, e várias outras iniciativas de gerenciamento. E, para poder avaliar o desempenho do programa, existem as provas que mensuram o produto final do programa. Todos esses elementos são importantes, mas cada um deles é muito difícil de ser implementado.
Qual o incentivo que um prefeito do Ceará teria para colocar esse programa em prática em vez dos 500 outros programas que a prefeitura poderia realizar? No caso do Ceará, a resposta tem quatro letras: ICMS. O governo do Estado atrelou parcialmente a redistribuição de ICMS à performance do município no programa de Alfabetização. Isso muda os incentivos do gestor.
Ele agora percebe que investir na Alfabetização aumenta a receita do município. Mas o incentivo por si só não é suficiente. Sem os outros elementos do plano (desenvolvimento do material e treinamento dos Professores, Educação infantil, incentivo a leitura, investimento em gestão, e um processo de avaliação externa), seria muito mais custoso, ou até impossível, para o município perseguir o objetivo de alfabetizar todas as crianças na idade certa.
"A maior prioridade é tentar implementar políticas para reduzir o desperdício de capital humano"
Valor: Os gastos com Educação aumentaram nos últimos anos, mas a qualidade continua muito ruim. O Brasil gasta pouco ou gasta mal?
Cunha: Existe localidade que gasta pouco e bem, assim como localidade que gasta muito e mal. Deveríamos investigar os casos onde o dinheiro é gasto bem e tentar replicar essas experiências em locais onde se gasta mal.
Valor: Quais os principais problemas do modelo educacional brasileiro? Como enfrentá-los?
Cunha: O principal problema é que ele falha na tarefa de produzir um Ensino de qualidade. Para resolver esse problema, é necessário aumentar o investimento no desenvolvimento infantil e estabelecer uma política sensata de identificação e retenção dos bons Professores. Essas medidas básicas me parecem necessárias para avançar na solução dos problemas.
Para compreender a razão da minha insistência sobre a importância do desenvolvimento infantil, é preciso entender certas semelhanças entre uma Escola e um restaurante. Quando você vai a um restaurante, você quer não somente saborear uma refeição de qualidade. Poucas pessoas iriam a um restaurante de um ótimo chef se os clientes fossem inconvenientes. A qualidade de um restaurante é, pois, parcialmente determinada pela atratividade dos clientes. Do mesmo modo, a qualidade da Escola é parcialmente determinada pela qualidade dos Alunos, os clientes da Escola. Quando entendemos essa característica, nós conseguimos explicar o modo como elas operam.
Valor: Dê um exemplo.
Cunha: Quando é publicada a performance das Escolas no Enem, os muitos pais que se preocupam com Educação tentam matricular os filhos nas poucas instituições mais bem colocadas no ranking. Qual a regra que as Escolas demandadas usam para alocar as poucas vagas disponíveis entre os muitos concorrentes? Em vez de aumentar a mensalidade, muitas usam um exame de entrada para selecionar os Alunos mais promissores, que serão aqueles que terão boas notas no Enem.
Isso garantirá a elevada posição da Escola no ranking e que, finalmente, irá atrair os melhores Alunos. Sucesso gera sucesso. Para melhorar a qualidade das Escolas públicas, temos que melhorar o preparo dos Alunos antes que eles cheguem à Escola pública primária. Sem Aluno de qualidade não existe Escola de qualidade. Por isso falo tanto na importância da Educação infantil. A minha segunda recomendação é ter uma política para identificar e reter os bons Professores.
Valor: Como fazer isso?
Cunha: Muitos cientistas sociais acreditam que podemos identificar os bons Professores através de uma análise criteriosa das notas dos Alunos em testes padronizados. A visão que tenho sobre o papel fundamental dos Alunos na determinação da qualidade da Escola não me deixa sentir tão seguro sobre essa abordagem. Para mim, a maneira mais confiável que podemos utilizar é mensurar a dedicação do Professor aos Alunos. O Professor está sempre presente? Está preparando bem a sua aula? Faz apresentação clara dos tópicos que deve cobrir? Passa e corrige dever de casa? Está seguindo o currículo? Consegue manter a disciplina dentro da sala de aula?
Para mim, essas são as maneiras pelas quais podemos mensurar a qualidade do Professor. Na prática, teríamos que criar uma comissão que fosse dedicada exclusivamente à avaliação dos Professores em sala de aula. A atuação da comissão deveria ser imparcial e transparente para evitar perseguição e corporativismo. Identificado o bom Professor, deveríamos compensá-lo pela sua dedicação para que se sinta motivado a permanecer nessa carreira.
Valor: Quais devem ser as prioridades para a Educação de quem ganhar as eleições presidenciais?
Cunha: A maior prioridade é tentar implementar políticas que visem a reduzir o desperdício de capital humano no Brasil. Esse desperdício acontece quando não oferecemos oportunidades de desenvolvimento para as crianças que nascem em famílias carentes ou em localidades muito distantes dos grandes centros urbanos. Esse desperdício de cérebros tem um custo enorme para o país. Ele também ocorre quando nossa juventude morre por causas violentas, como homicídio e acidente de carro. Quando leio as notícias sobre o número de mortes em acidentes de carro nas estradas durante um feriado prolongado, eu sinto pelas famílias das vítimas, mas, como economista, é impossível ignorar que essa perda de capital humano torna o nosso país mais pobre.
Valor: Os resultados dos Alunos brasileiros em testes de avaliação internacional como o Pisa mostram o país em geral nas últimas colocações. Há o que fazer para reverter esse quadro rapidamente?
Cunha: Não acho realista. Temos um sério entrave de execução de políticas públicas. Tentar modificar algum programa que existe no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é extremamente descentralizado e autônomo. Melhorar a qualidade do Ensino requer estabelecer uma política de Estado que deverá ser executada por vários governos. É um projeto de longo prazo.
Podemos tentar começar a construir um sistema educacional agora para que, em 2040, os Alunos brasileiros estejam entre os dez melhores do mundo e em 2050 entre os cinco melhores do mundo. Isso é mais ou menos replicar o que a Coreia do Sul fez nos últimos 50 anos. É um desafio enorme.
Valor: O sr. tem vários trabalhos com James Heckman mostrando a importância da Educação infantil. Quais as principais conclusões?
Cunha: A acumulação de capital humano é algo que começa antes mesmo do nascimento de uma criança e continua ao longo de toda a vida. Portanto, Educação e formação de capital humano é papel das Escolas, das famílias, das empresas e dos governos. O capital humano adquirido em uma etapa da vida é usado para acumular ainda mais capital humano. Uma vez tendo aprendido a ler, podemos usar esse conhecimento para ler e aprender sobre matemática. Déficits em acumulação de habilidades cognitivas aparecem cedo na vida de uma pessoa.
Quanto mais tarde intervirmos para alterar essa trajetória, maior será o custo dessa intervenção. Essa é uma das razões pelas quais programas como o Educação de Jovens e Adultos tendem a ter baixo retorno. Capital humano é a combinação de várias habilidades cognitivas e não cognitivas, como persistência, motivação, paciência. Se perdermos as chances de intervir cedo na formação de habilidades cognitivas, podemos focar sobretudo nas intervenções que formam as habilidades não cognitivas.

Valor: O Brasil está muito atrasado no investimento na Educação infantil? É o caso de investir maciçamente nesse segmento?


Cunha:
Sim, temos que aumentar investimentos na Educação infantil de crianças carentes. Isso pode ser feito através de programas de apoio à família, como os feitos nos EUA, Jamaica e Colômbia, dentre outros países. Esses programas são focados nas crianças carentes de zero a três anos de idade. Para as crianças de quatro e cinco anos, devemos aumentar os investimentos em Pré-Escola.
"Tentar modificar algum programa no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é muito descentralizado e autônomo"
Valor: Quais as principais consequências da Educação infantil de melhor qualidade para a vida de crianças carentes?

Cunha:
Mais renda, emprego, ter casa própria, menor envolvimento em crime. Há também a redução no custo com Educação, pois a repetência diminui, e menor custo do governo com a saúde da criança. Os impactos variam de programa para programa, pois os objetivos são distintos. Um ponto importante é que esses impactos são maiores quanto melhor for a qualidade da Escola. Existe sinergia entre investimento infantil e melhora da qualidade da Escola.
Valor: Há algum modelo de outro país que o Brasil deveria seguir?
Cunha: Nós devemos estudar o que foi implementado em outros países e determinar se é desejável e factível colocar em prática no Brasil. Para determinar se é desejável, devemos conduzir uma avaliação de impacto da iniciativa no contexto brasileiro. Um programa pode ser desejável, mas ter custos muito superiores às disponibilidades orçamentárias. Ou o programa pode ferir direitos constitucionais no Brasil. Em ambos os casos, o programa não seria factível.
Valor: Em que medida a baixa produtividade brasileira se explica pela má qualidade da Educação?
Cunha: Crescimento de longo prazo decorre de aumentos sustentados na produtividade. Temos que conseguir produzir mais usando os mesmos recursos. Para que isso ocorra, é preciso gerar incentivos para o desenvolvimento e adoção de novas tecnologias de produção. Para desenvolver novas tecnologias, precisamos fazer pesquisa, o que requer capital humano.
Para adotar novas tecnologias, precisamos de mão de obra qualificada. Portanto, para ter maior crescimento de longo prazo, é necessário melhorar a qualidade da Educação no Brasil. Mas ela é condição necessária, não suficiente. Não adianta educar melhor sem resolver o problema de infraestrutura. Mesmo que a população seja educada, um empresário não vai investir se não houver como atingir o mercado consumidor.
Valor: O que mais é preciso fazer para crescer a taxas mais elevadas?
Cunha: Teremos que reduzir impostos, pois o maior incentivo à adoção e desenvolvimento de novas tecnologias é o lucro. Avançar nesse tema é difícil, pois todo mundo tem medo de perder receita. A classe política entende que a reforma tributária afeta não somente a fatia do bolo, mas também o tamanho do bolo.
O problema é que eles também compreendem que o sacrifício é presente e garantido, enquanto o lucro é futuro e incerto. Por essa razão, não conseguimos avançar na direção necessária. O mesmo raciocínio impede a realização de reforma política. Talvez a única abordagem possível seria realizar agora uma reforma tributária e uma reforma política que entrassem em vigor apenas em 2025.
Valor: Universidades públicas no Brasil, como a USP, não cobram mensalidades. O sr. acha que os Alunos mais ricos deveriam pagar?
Cunha: Isso deve ser uma escolha da sociedade e é debatido desde o tempo que estava na universidade. As universidades brasileiras necessitam de recursos para aumentar a quantidade e qualidade do Ensino e pesquisa. Então, precisamos levantar recursos. Mas não acredito que seja possível fazer isso através de novos impostos. Uma alternativa é cobrar de Alunos mais ricos. Outra alternativa é cobrar um percentual da renda do Aluno quando ele estiver trabalhando.
Suponha que cada Aluno da universidade pública tenha que pagar 3% do salário por mês por um período de 240 meses. Essa alternativa tem certas vantagens e desvantagens. Quem estiver desempregado não paga nada. Quem tiver uma renda mais elevada paga um pouco mais. Isso cria recursos e incentivos para as universidades melhorarem seus programas.
Torna-se interessante para a universidade formar bem os seus Alunos, pois, quanto melhor o preparo do Aluno, maior a sua renda e maior a receita da universidade. Esse modelo existe na Suécia. Quanto às dificuldades, teríamos que criar uma ligação entre o Ministério da Educação e a Receita Federal para implementar o programa. Temos que levar em consideração que o mercado informal existe e é enorme no Brasil. E esses recursos devem ter fins bem definidos, pois simplesmente fazer mais do mesmo não é suficiente para alcançarmos os objetivos de excelência que desejamos para as nossas universidades. 

“Agência de propaganda” ajuda alunos a melhorar desempenho


O projeto de criação de uma agência de publicidade e propaganda experimental na Escola Estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, provocou mudanças positivas entre os alunos participantes. Desenvolvido na turma B do oitavo ano do ensino fundamental, que apresentava as notas mais baixas da escola, o projeto incluía, entre os principais benefícios, a elevação da autoestima dos estudantes.

“O projeto Agência de Publicidade e Propaganda 30IdeiasPP foi um divisor de águas para nossa escola”, diz seu criador, o professor Alexandre Gonçalves de Souza. Segundo ele, “o respeito, o carinho, a dedicação, o compromisso e a vontade de vencer foram mudanças evidentes em nossos alunos”.

Contratada, de forma fictícia, pela direção da escola, a agência funcionava de modo semelhante ao de uma real, com a tarefa de desenvolver as campanhas publicitárias solicitadas. Os estudantes foram divididos em cinco equipes, denominadas departamentos, de acordo com as habilidades de cada um. Como o projeto foi desenvolvido em parceria com professores de outras disciplinas, os departamentos estavam ligados diretamente às disciplinas envolvidas: recursos humanos (língua inglesa), contabilidade e financeiro (matemática), linguística e design (língua portuguesa), criação e finalização (tecnologias educacionais). 

O trabalho foi um dos vencedores da sexta edição do Prêmio Professores do Brasil, na categoria Educação Digital. Hoje, funciona como projeto extraclasse, aberto à participação de todos os alunos. “Criamos uma agência de cinema dentro da escola para a produção de pequenos filmes sobre a cultura de Mato Grosso do Sul”, explica Alexandre. “Com isso, realizaremos intercâmbio cultural com alunos de outros países da América Latina por meio de uma rede internacional de educadores inovadores.” 

Orgulho — De acordo com o professor, apesar de algumas dificuldades encontradas para a realização do projeto — conexão com a internet e pane nos computadores, entre outros —, o trabalho teve continuidade, com o esforço dos estudantes. “Dessa forma, quando os prêmios começaram a chegar, tudo mudou. Os alunos, orgulhosos, anunciavam na comunidade o que acontecia na escola”, destaca Alexandre. “Minha vida é dividida entre antes e depois do 30IdeiasPP e meu currículo foi enriquecido.” 

Com graduação em filosofia e em história e especialização em mídias na educação, Alexandre exerce a atividade de professor gerenciador de tecnologias educacionais e recursos midiáticos na escola Olinda Conceição Teixeira Bacha. Para ele, a evolução constante das tecnologias apresenta cenário inovador e desafiador para a educação. “Cabe à escola inserir o aluno nesse novo mundo.”

Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor, no facebook e no instagram da EE Olinda Conceição


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20529

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conselho Tutelar poderá acionar Ministério Público se suas solicitações não forem atendidas

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou proposta da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) que dá aos conselhos tutelares da infância e da adolescência o poder de representar ao Ministério Público caso seus pedidos de serviços públicos não tenham sido atendidos pelos órgãos competentes.
Projeto de Lei 4081/2008  foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para levá-lo ao Plenário da Câmara dos Deputados.
Atualmente, os conselhos podem requisitar diferentes serviços públicos que considerem necessários para garantir o bem-estar de crianças e adolescentes, mas nem sempre essas demandas são atendidas. São pedidos que variam de atendimento médico a vaga em creches ou escolas públicas. Os conselhos também já podem representar diretamente à Justiça.
Para a relatora da proposta na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), a entrada do Ministério Público pode fortalecer a posição do conselho. "Os conselhos tutelares, muitas vezes, ficam sem instrumentos que garantam as suas pendências, as suas requisições, que muitas vezes são recusadas. Com o envolvimento do Ministério Público, passa a existir uma via mais eficaz de cumprimento das requisições do conselho tutelar", afirmou.
A CCJ aprovou o parecer favorável da relatora ao projeto, com emenda que fez ajustes de redação.
Sugestão dos conselhos
A presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do Distrito Federal, Selma Costa, afirmou que a lei deveria ser ainda mais rígida diante do descumprimento dos pedidos do conselho. "Uma sanção mais rígida, que realmente pressionasse o órgão a cumprir ou então ele estaria sujeito a uma penalidade maior, uma multa maior, o gestor sofrer a perda do cargo", sugeriu.

Íntegra da proposta:


Matéria relacionada: Mais de 1700 mães não conseguiram vaga



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/470117-APROVADO-PROJETO-QUE-AUTORIZA-REPRESENTACAO-DE-CONSELHO-TUTELAR-AO-MINISTERIO-PUBLICO.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Coral da EMEB Elza Luiza Esteves será uma das atrações da Arena Cultural

Foto: Jorge Pinho (SME)
O coral “Sonhos”, formado por alunos da escola municipal Elza Luiza Esteves, será uma das atrações da abertura da Arena Cultural Cuiabá, nesta quinta-feira (12). A apresentação será às 21h no palco principal da Arena.
Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Francisca Bezerra Mendes, o coral, formado por 70 crianças, apresentará um repertório formado por 10 músicas de artistas regionais, entre elas Vem Cá Morena, Pixé, Falar Cuiabano, Cuiabá muito prazer.
“Para finalizar vamos fazer uma apresentação com a música ‘Vivir Mi Vida’, do cantor Marc Anthony, em homenagem à comunidade latino-americana, cuja presença está muito forte em Cuiabá por conta da copa do mundo”, disse a coordenadora.
Os alunos do coral estarão caracterizados com vestimentas típicas dos oito países que jogarão na Arena Pantanal.
Francisca Bezerra ressalta que foram quase dois meses de ensaio e preparação com o coral para deixar tudo perfeito para esse momento. “Estamos preparando uma linda apresentação, que, com certeza, vai emocionar o público presente”.
O coral Sonhos é desenvolvido em parceria com o projeto Artes nas Comunidades, promovido pela Associação Cultural Cena Onze. O projeto oferece oficinas de teatro, dança e música para cerca de 650 crianças e jovens, de 6 a 17 anos, que participam de programas sociais da Prefeitura de Cuiabá, como o Siminina, Projovem e PETI.
A Arena Cultural está localizada no Memorial João Paulo II, na Morada do Ouro, e funcionará entre os dias 12 e 24, das 19h às 2h da manhã, com várias apresentações culturais, além de exposições, intervenções de artes plásticas, grafite, fotografia, teatro, dança, shows de bandas regionais, mostra audiovisual, feira de artesanato, espetáculos indígenas, contação de história e literatura. A entrada será gratuita.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/coral-da-escola-elza-luiza-esteves-sera-uma-das-atracoes-da-arena-cultural/9089

Emissora de rádio faz sucesso com alunos da educação infantil

Os programas de rádio, com duração de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação (foto: arquivo da Secretaria de Educação de Volta Redonda)
Uma rádio, que vai ao ar com participação ativa de crianças de 3 a 5 anos, faz sucesso entre os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato, suas famílias e moradores do município fluminense de Volta Redonda. Implantada em 2013, pela professora Ana Paula Corrêa de Oliveira Coelho, a Rádio Monteiro Lobato tornou-se conhecida na cidade como Rádio Monteirinho.
“Desenvolver um projeto de rádio, com a participação ativa das crianças, foi meu maior desafio”, diz a pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia, há 21 anos na área de educação infantil. Ana Paula, que trabalha como implementadora de informática desde 2007, explica que o projeto foi uma orientação da Coordenação de Informática Aplicada à Educação de Volta Redonda. Ele foi desenvolvido anteriormente por Patrícia Osório, implementadora de informática na Escola Municipal Rubens Machado, com alunos do ensino fundamental.
A grande referência de Ana Paula em seu trabalho é o educador Paulo Freire [1921-1977]. Para ele, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção. Por isso, as atividades que ela promove no laboratório de informática visam a um trabalho integrado com a sala de aula, a fim de tornar a aprendizagem significativa para as crianças.
Com uma programação variada, a rádio divulga notícias, relata as atividades de destaque nas salas de aulas, transmite a troca de recados entre as crianças e presta homenagem a aniversariantes, com mensagens e oferecimento de músicas a estudantes, professores e funcionários.
A definição dos temas é feita durante as chamadas “reuniões de pauta”, quando Ana Paula reúne os representantes de cada turma. “Em conversa com os alunos, vou instigando e anotando as ideias que vão surgindo”, revela. O passo seguinte é a realização das entrevistas. Os estudantes percorrem as salas de aula para ouvir professores e demais colegas.
Difusão — Os programas, com duração total de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação. São apresentados também durante as reuniões com pais e responsáveis. Para que qualquer pessoa possa ouvir os programas, em qualquer lugar e a qualquer momento, arquivos de áudio (podcast), geralmente no formato MP3, são postados no blogue dos implementadores de informática de Volta Redonda.
“A experiência da Rádio Monteirinho foi maravilhosa. Os alunos ficaram empolgados, e a comunidade abraçou o projeto”, ressalta a pedagoga Tatiana da Silva Vicente, que em 2013 trabalhava com uma das turmas participantes. Com pós-graduação em psicopedagogia e experiência de 14 anos na área da educação, Tatiana salienta que o projeto foi bem-sucedido.
“As crianças desenvolveram a linguagem oral, a percepção e a atenção auditiva, ampliaram o período de atenção e a concentração”, destaca. Além disso, ela cita a melhoria na socialização e no desenvolvimento da expressão corporal. “Os alunos sentavam-se juntos para ouvir os programas e, quando tocava alguma música agitada, logo criavam coreografias.”
Atual diretora-adjunta do Centro de Educação Monteiro Lobato, Tatiana está empolgada com as novidades previstas para este ano. “A implementadora Ana Paula pretende abrir um espaço na rádio para as famílias atuarem ativamente e divulgarem seus produtos artesanais”, afirma.
Repercussão — Segundo a diretora da escola, Paula Cristina de Souza Silva, o projeto teve boa repercussão. “Recebemos cumprimentos até de pessoas de outros municípios da região”, ressalta.
Pedagoga, com pós-graduação em gestão escolar, há 22 anos no magistério, 12 dos quais na direção, Paula Cristina entende ser de fundamental importância o uso de novas tecnologias na escola. “O trabalho se torna mais dinâmico e instigante, contemplando assim todas as linguagens — visual, auditiva e cinestésica”, diz. Para ela, as tecnologias estão presentes no uso de jogos on-line e off-line, produção de fotos, vídeos, músicas, filmes e outros meios que contribuem para dinamização e enriquecimento de todo processo de ensino-aprendizagem.

Fátima Schenini

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20523

Educação, satisfação pessoal e saúde são prioridades no país, diz índice

Índice de qualidade de vida da OCDE ganha versão em português.
Ferramenta permite comparar prioridades de diferentes países.

Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo



Educação, satisfação pessoal e saúde são as prioridades do brasileiro em termos de qualidade de vida, segundo o Índice para Uma Vida Melhor (Better Life Index, em inglês), desenvolvido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para tentar mensurar o nível de bem-estar nos países.
O índice, lançado em 2011, é uma ferramenta colaborativa na qual os moradores de cada país classificam, por ordem de relevância, 11 tópicos: moradia, renda, trabalho, comunidade, educação, meio ambiente, engajamento civil, saúde, satisfação pessoal, segurança e, por fim, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Até então, o aplicativo interativo no site da OCDE – a partir do qual é elaborado o índice – estava disponível em inglês, francês, espanhol, alemão e russo. A versão em português foi lançada nesta segunda-feira (9) em São Paulo. Com isso, ele passa a ser o 6º idioma disponível para a participação na formulação do indicador.
Tabela - prioridades dos brasileiros - qualidade de vida (Foto: G1)
As prioridades de cada país apontam pelo índice refletem o preenchimento voluntário do formulário do aplicativo, que permite que cada usuário crie o seu próprio índice. No Brasil, 34 mil já visitaram o site, segundo os organizadores.
A lista de prioridades elencadas pelos brasileiros traz a segurança em 4º lugar, seguida por equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, empregos, meio ambiente e moradia. Nas três últimas posições estão renda, comunidade e engajamento cívico.
A ferramenta também permite comparar as preferências de cada país. No índice geral, as preferências mundiais são bem parecidas com as do brasileiro, mas é a saúde o tópico que aparece como o mais importante no mundo, seguido por satisfação pessoal e educação.
O lançamento do índice no Brasil às vésperas da Copa aproveitou o apelo do futebol para propor “Transformar o jogo bonito em uma vida bonita”.
Administrado no país em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice pode contribuir para a formulação de políticas sociais. A ideia é oferecer um complemento ao Produto Interno Brunto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país, com dados que possam ir além dos indicadores econômicos.
“Poderemos elaborar um diagnóstico mais profundo e multilateral das nossas necessidades, e a partir daí traçar políticas públicas”, destacou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, durante o lançamento.
O ex-jogador Pelé tambem participou do evento de lançamento do índice em São Paulo e listou aquilo que ele considera os pontos prioritários para o bem-estar no Brasil. Pela ordem: educação, saúde e satisfação pessoal. “Foi o que eu precisei para dirigir a minha vida”, disse.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Campanha salarial, 2014 - SINTEP Cuiabá


Por: João Custódio

  Reunidos em Assembleia Geral no dia 6 de junho de 2014, no auditório da EE. Liceu Cuiabano, os trabalhadores da educação  da rede municipal de ensino aprovaram por unanimidade a pauta de reivindicação, abaixo elencada, tendo em vista a data-base no mês de julho.


-  RECOMPOSIÇÃO SALARIAL DE 10.84%;

-  AMPLIAÇÃO DA HORA-ATIVIDADE PARA PROFESSORES DE 20 PARA 33%;

-  CALENDÁRIO DE  REFORMAS E CLIMATIZAÇÃO DAS UNIDADES DE ENSINO;

-  E UMA POLÍTICA PÚBLICA DE  SAÚDE DO TRABALHADOR.

 Após as férias das unidades de ensino e período de negociações com os gestores  do município de  Cuiabá, a direção do Sintep Subsede de Cuiabá  convocará  reunião de representantes e  uma nova Assembleia Geral.  


Veja a Tabela Salarial em vigência, desde março 2014

Matéria relacionada Piso nacional do magistério


http://sintepcba.org.br/

Com o PNE, governo precisa redefinir as prioridades de investimento

Sem contabilizar as matrículas que deverão ser criadas, será preciso fazer um aporte extra de R$ 46 bilhões para atingir as metas de qualidade


Marina Kuzuyabu
Daniel Cara

Durante os três anos que permaneceu sob tramitação, o Plano Nacional da Educação (PNE) recebeu mais de 3 mil emendas e teve três versões. A que prevaleceu foi a do Senado, que não é a melhor de todas, mas que apesar disso contempla muitas das demandas sociais. A opinião é de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que se reuniu com educadores na tarde de quinta-feira (5/6) para fazer uma leitura comentada do documento. O encontro foi organizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC Vila Mariana.

Em sua opinião, duas importantes proposições ficaram de fora: a criação de um plano de carreira para o magistério baseado em tempo de serviço e formação e a exclusividade do uso dos recursos – os 10% do PIB – na educação pública.

Da forma como foi aprovado, o montante destinado à educação também poderá ser aplicado em programas de expansão do ensino – a exemplo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Ciências sem Fronteias –, em creches conveniadas e outras parcerias público-privadas (PPP). Na prática, isso quer dizer que uma parte dos recursos – de 1% até 3% do PIB – ficará nas mãos de instituições privadas.

Por outro lado, diretrizes importantes foram resguardadas, entre elas a erradicação do analfabetismo; a universalização da educação infantil na pré-escola para  as crianças de 4 a 5 anos de idade; a ampliação da oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos; a implementação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) como parâmetro para os investimentos em educação; e a complementação de recursos financeiros, por parte da União, a todos os estados, ao Distrito Federal e aos municípios que não conseguirem prover os recursos necessários para atingir o padrão mínimo de qualidade.
Sem considerar as matrículas que deverão criadas ao longo dos próximos dez anos, conforme prevê o PNE, será preciso fazer um incremento de R$ 46 bilhões para atingir o CAQi, cujos valores por nível de ensino são:

Creche: R$ 8.803,99

Pré-escola: R$ 3.584,32
Ensino Fundamental I: R$ 3.449,91
Ensino Fundamental II: R$ 3.360,30
Ensino Médio: R$ R$ 3.472,31
Ensino Superior: R$ 6.048,54


“A arrecadação do Brasil é suficiente. O que o governo precisa agora é rediscutir as prioridades”, falou. “O PNE vai exigir sacrifícios, mas ele deve ser tratado como um plano de desenvolvimento para todo o país. Tendo em vista as mudanças no padrão etário da população brasileira, ou essa geração de agora recebe uma educação de qualidade ou o futuro do país estará comprometido”, complementou.

Embora a aguardada aprovação do plano tenha sido comemorada pela sociedade civil, Daniel foi enfático ao dizer que os desafios pela frente são enormes e que a mobilização deve continuar. A cada dois anos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) ficará responsável pela publicação de relatórios sobre o cumprimento das metas. Em paralelo, a população, por meio dos conselhos de educação e da interlocução com o Ministério Público, os Tribunais de Contas e as Controladorias Gerais, deve cobrar e participar. “Esse não é um plano perfeito, mas temos que batalhar para que ele seja cumprido”, declarou.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/com-o-pne-governo-precisa-redefinir-as-prioridades-de-investimento-313312-1.asp

Três grandes razões para desenvolver a autoliderança


Escrito por Fábio Torres

O escritor Maurício Louzada, em sua nova obra Pra valer (Editora Pandorga), enumera três razões fundamentais para que todos desenvolvam a autoliderança, que, segundo o autor, está até mesmo nas escolhas mais simples.
1)    O líder é quem corre mais risco em uma equipe
“O líder é quem vai à frente, observando o terreno, advertindo sua equipe sobre possíveis obstáculos, determinando a rota e criando um traçado seguro para os demais. Mas ele também é o que corre mais riscos quando algo não dá certo. Por isso, a autoliderança é de extrema importância: ela dará a tranquilidade necessária para tomar as decisões corretas nos momentos mais difíceis.”
2)    O líder jamais permite que sua equipe se desestimule
“Por mais difícil e árduo que seja um caminho ou uma tarefa, o líder tem a obrigação de estimular sua equipe a acreditar e a continuar, mostrando que juntos todos podem atingir grandes metas. Entretanto, isso não pode ser feito de maneira falsa ou artificial. O líder precisa acreditar e superar suas crenças limitantes antes de estimular sua equipe. Ele deve usar sua autoliderança para se convencer de que é possível e de que o esforço vale a pena. Caso contrário, não conseguirá convencer ninguém, pois só podemos difundir aquilo em que realmente acreditamos.”
3)    O líder acredita em si independentemente do que as pessoas possam dizer
“Ao longo da nossa jornada, sempre encontraremos pessoas tentando nos convencer a fazer coisas e mudar de atitudes em favor de suas necessidades.
Nessas horas, precisamos colocar nossa autoliderança em prática e, sem deixar de avaliar novas possibilidades, ter força e coragem para cumprir o plano que traçamos.”
http://www.profissaomestre.com.br/index.php/artigos/reflexao/802-tres-grandes-razoes-para-desenvolver-a-autolideranca

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais de 1.700 mães não conseguiram vaga para filhos em creches de Cuiabá

Mães recorreram aos conselhos tutelares para conseguir vaga em creches.
Cerca de 90% dos pedidos de ajuda são da região do Coxipó e Pedra 90.



Do G1 MT

CMEI Ady Figueiredo (Pedra 90)
Foto Jorge Pinho (SME)
Nos cinco primeiros meses deste ano, 1.748 mães recorreram a conselhos tutelares de Cuiabá porque não conseguiram vaga para os filhos nos centros municipais de Educação Infantil (Cmei) ou em creches. O conselho que atende a região do Pedra 90 foi o que recebeu a maior demanda. Um total de 1.091 mães procuraram ajuda do órgão. Em segundo lugar está o conselho da região do Coxipó. Nessa unidade, 480 mães pediram ajuda para matricular os filhos.
Essas duas unidades compõem a região sul da cidade e juntas representam cerca de 90% de toda a demanda registrada em Cuiabá. Conforme dados dos conselhos tutelares, a quantidade de mães que procuraram os conselhos neste ano em busca de vagas em creches já é três vezes maior que o registrado no ano passado.
Segundo o conselheiro tutelar Rivail de França Barbosa, esse problema seria consequência da construção e distribuição de casas populares em regiões sem a estrutura. Outro problema seria  a falta de vagas em escolas públicas nessas regiões. "Quando chegamos aqui havia o projeto para a construção de uma creche, mas até agora nada. Está complicado, com os filhos em casa eu não tenho como trabalhar. Daí começa a faltar alimento", reclamou a dona de casa Denilde Silva.
Quem recebe o Bolsa Família precisa que a criança esteja frequentando a sala de aula. Caso contrário, exiete o risco de perder o benefício. Quando o problema chega ao conselho, ele é repassado para a Secretaria Municipal de Educação. Mas segundo França Barbosa, poucas solicitações são atendidas.
O secretário de Educação de Cuiabá, Gilberto Gomes de Figueiredo, argumentou que o motivo da falta de estrutura dos conjuntos habitacionais é a falta de recuros repassados pelo governo federal. Segundo o secretario o problema é grave e não dá para  ser resolvido a curto prazo. Porém, ele ressaltou que providências já foram tomadas para amenizar a falta de vagas na região do Altos do Parque, no Coxipó.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/06/mais-de-1700-maes-nao-conseguiram-vaga-para-filhos-em-creches-de-cuiaba.html

Debatedores consideram analfabetismo violação a direito fundamental

Gorette Brandão
Slide: EducaGil
A realidade do analfabetismo no Brasil, onde mais de 13,2 milhões de pessoas não sabem ler e escrever, foi discutida em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (9). Pelos registros apresentados, além dos analfabetos plenos, outros 40 milhões de brasileiros não chegaram a ultrapassar os quatro primeiros anos de estudo e permanecem analfabetos funcionais, de modo geral sem capacidade para interpretar um texto curto e simples.
Para os participantes da audiência pública, que analisaram o tema pela ótica dos direitos humanos, o analfabetismo representa a violação de um direito fundamental da pessoa num mundo que passou à "era do conhecimento". Isso porque, quando despojado de um padrão básico de formação, o indivíduo não reúne condições de acessar e exercer plenamente outros direitos fundamentais, inclusive deter informações para votar com consciência.
- Creio que o debate ajudou na ideia de criar um clima de indignação em relação ao quadro brasileiro vergonhoso do analfabetismo, que nos coloca entre os dez países com maior número de analfabetos no mundo – avaliou ao fim o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Lei de Responsabilidade
O senador, que foi o propositor da audiência, falou de “indignação” assim que abriu os trabalhos. O sentimento foi compartilhado pelos convidados à audiência, de professores especialistas a representantes governamentais. Depois, a título de solução, houve apoio à ideia de uma “Lei de Responsabilidade Educacional”, já prevista em projeto legislativo do próprio Cristovam. Além de fixar compromissos para a erradicação do analfabetismo, o texto prevê punições administrativas para os gestores públicos que deixassem de fazer sua parte.
Aida Maria Monteiro Silva, do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, salientou que os direitos humanos são “indivisíveis e interdependentes”, não podendo haver supressão de qualquer um deles. Segundo ela, o analfabetismo é um fator de “vulnerabilidade”, que acaba deixando a pessoa “à margem das possibilidades” da vida social.
- A educação é bem social do qual não podemos abrir mão e seu objetivo não se reduz à formação de capital humano e da empregabilidade. Precisamos de educação que contribua para a formação da personalidade do ser humano com respeito aos direitos humanos e à democracia – defendeu.

Continue lendo: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/06/09/debatedores-consideram-analfabetismo-violacao-a-direito-fundamental

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...