terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais de 1.700 mães não conseguiram vaga para filhos em creches de Cuiabá

Mães recorreram aos conselhos tutelares para conseguir vaga em creches.
Cerca de 90% dos pedidos de ajuda são da região do Coxipó e Pedra 90.



Do G1 MT

CMEI Ady Figueiredo (Pedra 90)
Foto Jorge Pinho (SME)
Nos cinco primeiros meses deste ano, 1.748 mães recorreram a conselhos tutelares de Cuiabá porque não conseguiram vaga para os filhos nos centros municipais de Educação Infantil (Cmei) ou em creches. O conselho que atende a região do Pedra 90 foi o que recebeu a maior demanda. Um total de 1.091 mães procuraram ajuda do órgão. Em segundo lugar está o conselho da região do Coxipó. Nessa unidade, 480 mães pediram ajuda para matricular os filhos.
Essas duas unidades compõem a região sul da cidade e juntas representam cerca de 90% de toda a demanda registrada em Cuiabá. Conforme dados dos conselhos tutelares, a quantidade de mães que procuraram os conselhos neste ano em busca de vagas em creches já é três vezes maior que o registrado no ano passado.
Segundo o conselheiro tutelar Rivail de França Barbosa, esse problema seria consequência da construção e distribuição de casas populares em regiões sem a estrutura. Outro problema seria  a falta de vagas em escolas públicas nessas regiões. "Quando chegamos aqui havia o projeto para a construção de uma creche, mas até agora nada. Está complicado, com os filhos em casa eu não tenho como trabalhar. Daí começa a faltar alimento", reclamou a dona de casa Denilde Silva.
Quem recebe o Bolsa Família precisa que a criança esteja frequentando a sala de aula. Caso contrário, exiete o risco de perder o benefício. Quando o problema chega ao conselho, ele é repassado para a Secretaria Municipal de Educação. Mas segundo França Barbosa, poucas solicitações são atendidas.
O secretário de Educação de Cuiabá, Gilberto Gomes de Figueiredo, argumentou que o motivo da falta de estrutura dos conjuntos habitacionais é a falta de recuros repassados pelo governo federal. Segundo o secretario o problema é grave e não dá para  ser resolvido a curto prazo. Porém, ele ressaltou que providências já foram tomadas para amenizar a falta de vagas na região do Altos do Parque, no Coxipó.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/06/mais-de-1700-maes-nao-conseguiram-vaga-para-filhos-em-creches-de-cuiaba.html

Debatedores consideram analfabetismo violação a direito fundamental

Gorette Brandão
Slide: EducaGil
A realidade do analfabetismo no Brasil, onde mais de 13,2 milhões de pessoas não sabem ler e escrever, foi discutida em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (9). Pelos registros apresentados, além dos analfabetos plenos, outros 40 milhões de brasileiros não chegaram a ultrapassar os quatro primeiros anos de estudo e permanecem analfabetos funcionais, de modo geral sem capacidade para interpretar um texto curto e simples.
Para os participantes da audiência pública, que analisaram o tema pela ótica dos direitos humanos, o analfabetismo representa a violação de um direito fundamental da pessoa num mundo que passou à "era do conhecimento". Isso porque, quando despojado de um padrão básico de formação, o indivíduo não reúne condições de acessar e exercer plenamente outros direitos fundamentais, inclusive deter informações para votar com consciência.
- Creio que o debate ajudou na ideia de criar um clima de indignação em relação ao quadro brasileiro vergonhoso do analfabetismo, que nos coloca entre os dez países com maior número de analfabetos no mundo – avaliou ao fim o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Lei de Responsabilidade
O senador, que foi o propositor da audiência, falou de “indignação” assim que abriu os trabalhos. O sentimento foi compartilhado pelos convidados à audiência, de professores especialistas a representantes governamentais. Depois, a título de solução, houve apoio à ideia de uma “Lei de Responsabilidade Educacional”, já prevista em projeto legislativo do próprio Cristovam. Além de fixar compromissos para a erradicação do analfabetismo, o texto prevê punições administrativas para os gestores públicos que deixassem de fazer sua parte.
Aida Maria Monteiro Silva, do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, salientou que os direitos humanos são “indivisíveis e interdependentes”, não podendo haver supressão de qualquer um deles. Segundo ela, o analfabetismo é um fator de “vulnerabilidade”, que acaba deixando a pessoa “à margem das possibilidades” da vida social.
- A educação é bem social do qual não podemos abrir mão e seu objetivo não se reduz à formação de capital humano e da empregabilidade. Precisamos de educação que contribua para a formação da personalidade do ser humano com respeito aos direitos humanos e à democracia – defendeu.

Continue lendo: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/06/09/debatedores-consideram-analfabetismo-violacao-a-direito-fundamental

Escolas recebem premiação pela gincana cultural

O secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, entregou na segunda-feira (09) a premiação para as três melhores colocadas na gincana cultural do projeto Educando com a Copa. As escolas Antônio Ferreira Valentin, Hilda Caetano e José Torquato conquistaram o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Cada escola foi representada por três pessoas, sendo um professor, um pai de aluno e um técnico da unidade de ensino. Cada representante da equipe que ficou em primeiro lugar foi premiado com uma TV de 51 polegadas. O segundo lugar recebeu um notebook e o terceiro lugar, um smartphone. Todos ganharam medalhas e as escolas receberam troféus.
O secretário ressaltou que a premiação é uma forma de valorizar a todos os participantes que se empenharam em fazer o melhor na gincana. “As escolas deram um brilho especial ao evento, isso demonstra que conseguimos chegar ao nosso propósito, que era mobilizar a comunidade escolar para o evento da Copa do Mundo. Agora é pensar positivo e torcer por nossa seleção”, disse o secretário.
Conforme Gilberto Figueiredo, a secretaria está estudando a possibilidade de promover outros eventos como esse. “Nossa intenção é ampliar essa ação, mas agora com foco nos estados e municípios brasileiros, que têm uma diversidade enorme”.
A secretária-adjunta da Pasta, Marioneide Kliemaschewsk, elogiou o envolvimento de todos. “A participação deles foi muito intensa, nós pudemos perceber o quanto nossos alunos e profissionais da educação são capazes”.
Segundo a diretora da escola Antônio Ferreira Valentim, Rosane França, a dedicação e a vontade dos professores em aprender foi um dos fatores que contribuiu para que conquistassem o primeiro lugar. “A nossa equipe estava determinada e quando isso acontece o resultado é sempre positivo”.
Os participantes da gincana responderam a perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países que jogarão na Arena Pantanal, em Cuiabá.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-recebem-premiacao-pela-gincana-cultural/9061

Lei que garante alimentação escolar diferenciada para os alunos entra em vigor em agosto

Entra em vigor no fim de agosto lei (12.982/14) que garante merenda escolar especial a alunos com restrições alimentares. O texto, recém-sancionado pela presidente Dilma Rousseff, é resultado de uma discussão que começou no Congresso em 2006.
Nesse ano, o ex-deputado Celso Russomano apresentou projeto prevendo alimentação diferenciada a alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia. Ao longo dos debates, a proposta foi ampliada para beneficiar todos os estudantes com algum tipo de restrição alimentar.
Mãe de uma criança com diabetes e intolerância a glúten, Rosi Andrade, de Brasília, elogiou a iniciativa, mas tem dúvidas sobre como a lei será cumprida na prática. "A gente, em casa, se desdobra. Faz um cuscuz, uma tapioca, procura fazer um bolo com adoçante, sem glúten. Na escola, eu vejo isso muito complicado, muito mesmo”, observa. “Por exemplo, um pacote de biscoito cream cracker que seja para o diabético e também sem glúten custa, em média, R$ 20,00."
Otimismo
Arquivo/ Luiz Cruvinel
Sandra Rosado
Rosado: kits diferenciados de alimentação não terão preço diferentes.
Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN) é mais otimista.
"Nos estados e municípios, as escolas recebem a merenda e deverão apenas adequar a compra desses produtos ao número de pessoas e crianças que são portadoras dessas doenças”, afirma. “Esses kits diferenciados de alimentação certamente não terão um preço diferente daqueles que já são oferecidos na merenda escolar como um todo."
Adaptação
A coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, Albaneide Peixinho, concorda que será uma questão de adaptação das escolas conforme o número de alunos diagnosticados com alguma restrição alimentar.
Ela lembra que desde 2009 uma outra lei define de uma maneira mais ampla a necessidade de adequação dos cardápios conforme a faixa etária e características dos alunos, bem como os costumes alimentares regionais.
A nova lei, segundo a técnica, vem para definir com mais clareza a necessidade de a merenda seguir indicações médicas e nutricionais para os estudantes. "Não são as escolas que devem estar preparadas. Na realidade, são os órgãos de saúde, as unidades de saúde que devem estar mais estruturadas agora para atender a esse grande número de alunos”, destaca.
“Qual vai ser o trabalho que a gente vai fazer, que o MEC vai fazer junto com FNDE? Primeiro, notificar os municípios que eles têm que ter um nutricionista porque todos os municípios têm crianças com patologias. A grande maioria dos municípios e estados, mais de 85%, têm nutricionistas", acrescenta.
Nutricionistas
Segundo Albaneide Peixinho, entre 200 a 300 municípios no País ainda não têm nutricionista para atender ao programa de alimentação escolar. Hoje, são 6890 profissionais da área para 5570 municípios.
Desde a sanção da nova lei em 28 de maio, está correndo prazo de 90 dias para estados e municípios se adaptarem às regras de merenda diferenciada a alunos com restrições alimentares.
Reportagem – Ana Raquel Macedo
Edição – Newton Araújo



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/470062-ALUNOS-COM-RESTRICOES-ALIMENTARES-TERAO-DIREITO-A-MERENDA-ESCOLAR-ESPECIAL.html

Projeto ensina o que é política para jovens

Politiquê? pretende aumentar participação de pessoas de 15 a 25 anos em processos democráticos



COM A COLABORAÇÃO DE: 

A partir do Recife, em Pernambuco, uma iniciativa apartidária de politização pretende aumentar a participação dos jovens brasileiros nos processos democráticos. O principal objetivo do projeto Politiquê? é criar espaço para debates sobre o que é e como é feita na prática a política. “Queremos passar uma base do que é política, para responder a inquietações daqueles que falam muito, mas – de fato – não sabem o que estão falando”, explicou a criadora do projeto, Camilla Borges, de 25 anos.
O Politiquê? surgiu em março de 2013, mas ainda é considerado um projeto em desenvolvimento pelos seus 19 voluntários envolvidos em organizar atividades virtuais e presenciais para tornar a representatividade democrática mais acessível a jovens de 15 a 25 anos. Por enquanto, mobilizações vem sendo realizadas via Facebook, Twitter e pessoalmente, através de visitas a escolas nas quais eles buscam abarcar interessados nas aventuras da cidadania. Um site também está sendo construído e deve ser lançado em breve.
iaod / Fotolia.com

Camilla acredita que a melhor forma para envolver as pessoas ainda é pelo contato presencial. Segundo ela, o interesse do jovem em política é muito restrito e, para causar impacto, é preciso desenvolver o lado “humano”, ou seja, estar presente. Ela concorda, no entanto, que houve uma oportuna coincidência entre a fundação do Politiquê? e as manifestações iniciadas em junho de 2013 no Brasil. Com o rebuliço político, o interesse pelo tema aumentou.
A primeira atividade de impacto realizada pelo grupo foi a de levar 20 alunos da escola Olinto Victor, do Recife, para fazer o título de eleitor no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.
Segundo a criadora do Politiquê?, a mobilização foi bastante significativa, principalmente, porque teve começo, meio e fim. “Nem sempre esse resultado é possível em nossos trabalhos, pois política é um processo”, pontuou.
O próximo passo é capacitar ‘embaixadores’, alunos que representem um grupo e que possam se tornar referências entre os jovens. A ideia é envolver cerca de 2.000 alunos por meio de 20 embaixadores, em 60 escolas. Entre as atividades previstas estão simulação de campanha e votação. “O conteúdo vai aparecer do começo ao fim do processo eleitoral. Os participantes se lembrarão daquilo porque vivenciaram”, explica Camilla, para quem “experiências práticas são muito mais transformadoras”.
Formada em Relações Internacionais, ela lembra que foi um estágio-visita que fez durante a faculdade na Câmara dos Deputados, em Brasília, que a motivou a criar o Politiquê?. Na ocasião estudantes de todas as partes do Brasil se dividiram em mini-comissões para debater o tema ‘cota racial’ e chegar a um consenso.
A internacionalista, no entanto, reconhece que política não é tema fácil. “Aprendi mais vivenciando conflitos do que nos livros. Como na ‘teoria dos jogos’, sempre um ganha, alguém tem que ceder. São choques de interesses, defesa de opiniões. Nem sempre se pode sair ganhando. Só se entende isso na realidade”, diz.
Viabilidade
Para tornar as atividades do Politiquê? possíveis, os membros do grupo lançarão uma campanha de crowdfunding no site Benfeitoria, especializado em financiamento de projetos sociais. Até o final do ano, eles querem transformar o Politiquê? em uma ONG, para facilitar a captação de recursos.
Para alcançar mais impacto em suas ações, também pretendem desenvolver um formato de atuação que possa ser replicado em outros lugares do Brasil, multiplicando resultados.
O Politiquê? foi uma das iniciativas entrevistadas na primeira parte do projeto O Sonho Brasileiro na Política, que está levantando recursos no Catarse.  A expectativa do projeto é entender como os jovens brasileiros se relacionam com política.

http://porvir.org/porfazer/projeto-ensina-e-politica-para-jovens-2/20140602

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...