quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os estados brasileiros relatam suas dificuldades para cumprir o novo piso salarial dos professores em 2015. O valor passou de R$ 1.697 em 2014 para R$ 1.917,78, um reajuste de 13,01%, acima da inflação e superior, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), à receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Vieira da Cunha foi claro: “Eu disse ao próprio ministro que não haverá saída para o pagamento do piso, dadas as condições financeiras do estado, sem o aporte de recursos federais”, observou, em visita à sede do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers Sindicato). O estado é um dos que não conseguem cumprir a Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que estabelece que o valor mínimo deve ser pago no vencimento e não com gratificações ou complementações, como é feito no Rio Grande do Sul.
O estado não está sozinho. “Como o reajuste tem sido superior à receita do Fundeb, a conta em algum momento não vai fechar. Há estados e municípios que ultrapassaram, com o pagamento da folha, o valor do Fundeb. Tivemos um ano bastante difícil”, explica o presidente em exercício do Consed, Eduardo Deschamps, secretário de Educação de Santa Catarina. O estado, segundo ele, discutirá, a partir da semana que vem, o impacto do reajuste do piso nos demais salários, com o plano de carreira.
Os secretários não negam a importância do piso, essencial para a valorização dos docentes e também para o cumprimento do Plano Nacional de Educação, que estabelece prazo de seis anos para a equiparação do salário dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Atualmente, o rendimento médio dos docentes representa aproximadamente 60% dos salários médios dos demais profissionais.
“O piso foi uma conquista importante da educação brasileira. Eu não tenho a menor dúvida de que a melhoria da qualidade da educação básica passa pela valorização do professor”, destaca o secretário de Educação do Espírito Santo, Haroldo Rocha. O estado não cumpre o piso para os professores com formação de nível médio. Segundo ele, são 80 docentes nessas condições. O valor do vencimento inicial para a formação é R$ 579,26 por uma jornada de 25 horas. Para cumprir a lei, mesmo antes do ajuste, o valor seria R$ 1.060. O secretário acrescenta que o estado pretende corrigir esses salários já com o reajuste.
Ainda em início de mandato, os governos se organizam para avaliar o novo valor. No Paraná, por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria da Educação informa que vai tratar do assunto “dentro da Comissão de Política Salarial, que foi criada pelo Decreto 31/2015. No momento, não temos ainda uma avaliação mais precisa”. Na Bahia, “a Secretaria da Administração do Estado está fazendo a análise para verificar os impactos na folha de pagamento dos professores da ativa, aposentados e pensionistas com o novo piso nacional”.
A Lei do Piso estabelece o valor mínimo a ser pago aos professores com formação de nível médio, com jornada de 40 horas semanais. O reajuste é feito anualmente, com base no aumento do percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, ou seja, a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundeb.
O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011. Em 2012, o valor era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.
Antes de anunciar o novo valor, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com com representantes do Consed, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.
Segundo as entidades, o ministro tem se mostrado aberto ao diálogo. O Consed, que terá ainda novas reuniões com Gomes, discutirá novos cálculos para o reajuste anual de forma a garantir um aumento real, mas um impacto menor nas contas públicas nos próximos anos. Além disso, demandará o cumprimento do trecho da Lei do Piso que diz que a União deverá complementar a integralização nos casos em que o ente federativo não tenha disponibilidade para cumprir o valor. “Falta definir a forma ou o critério para analisar quais os estados ou municípios que não têm essas condições”, explica Deschamps, destacando essa como uma das pautas em conjunto com o ministério.
http://www.profissaomestre.com.br/index.php/noticias-pr/1109-estados-mostram-dificuldades-para-cumprir-novo-piso-salarial-dos-professores

Todos têm algo a ensinar



São Paulo - Em meados dos anos 90, a educação nos Estados Unidos passou por uma fase difícil. Estudos mostravam que apenas 40% dos alunos formados no equivalente ao ensino médio apresentavam um nível de aprendizagem satisfatório. A maioria dos estudantes, portanto, não absorvia o conteúdo.
Foi quando um grupo de executivos e empresários liderado pelo então presidente da empresa de tecnologia IBM, Louis Gerstner Jr., uniu-se em torno de uma missão: pressionar os gestores públicos a aprimorar a qualidade das redes públicas de ensino e ajudar quem se dispusesse a encarar a empreitada.
Muitas dessas empresas passaram a condicionar a abertura de unidades num estado à adoção de padrões de ensino melhores na rede local. Deu resultado. De 1995 a 1999, a maioria dos estados americanos adotou currículos mais rigorosos e elevou o nível das avaliações dos estudantes.
A experiência americana mostrou que o setor privado e a sociedade podem exercer um papel ativo para melhorar a qualidade do ensino. A boa notícia: existem no Brasil empresas e entidades do terceiro setor empenhadas em ajudar os gestores públicos nessa tarefa. Essa foi a principal conclusão dos participantes do primeiro EXAME Fórum de Educação, que aconteceu no dia 9 de dezembro, em São Paulo.
Os resultados dessas iniciativas são animadores. Tome-se o caso de Pernambuco, onde 80% da rede estadual de en­sino médio aplica, ao menos em parte, um modelo criado pelo Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), organização não governamental fundada pelo ex-presidente da multinacional holandesa Philips no Brasil Marcos Magalhães.
Nessas escolas, as aulas são em período integral e os estudantes podem cursar disciplinas optativas de acordo com o que pretendem fazer depois de completar o ensino médio. Os professores foram treinados para ajudá-los a discernir as possibilidades para o futuro — aulas extras preparatórias para o vestibular também se tornaram par­te do currículo.
Magalhães começou a criar esse modelo em 1999, quando ainda trabalhava na Philips. Ele se inspirou nas iniciativas que executivos como Gerstner, da IBM, estavam aplicando nos Estados Unidos para espalhar a educação em tempo integral por seu estado natal.
De 2007 a 2013, a evasão escolar entre os estudantes matriculados nas escolas públicas de ensino médio de Pernambuco caiu de 22% para menos de 5%. Há sete anos, a nota média dos estudantes pernambucanos era a 22a no ranking do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) — em 2013, o estado havia pulado para o quinto lugar.

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“Os alunos deram um show na leitura”

Professora conta a experiência de produzir livro de poesias bilíngues com turmas do 8º ano em escola da rede municipal do Rio de Janeiro
diário de inovações   Por Daniele Costa
Em 2013, decidi fazer algo diferente na atividade de leitura do oitavo ano. Como sugestão da professora Ana Lucia Miranda, da sala de leitura, eu usei o livro “Sem Cabeça Nem Pé”, de Edward Lear, com poesias bilíngues. Depois de ler a obra e tirar as dúvidas, foi realizado um trabalho com as próprias poesias dos alunos. O propósito era fazer poesias bilíngues, seguindo o mesmo esquema do livro, ou seja, pequenas com rimas tanto em português quanto em inglês.
Ficou estabelecido com a turma que as poesias deveriam ter no mínimo seis linhas e no máximo dez. No entanto, alguns alunos se empolgaram ao escrever em português e fizeram com mais de dez linhas. Como ficaram muito boas, só mantive a regra do mínimo de linhas.
Diário de Inovações_PoesiaCrédito: okalinichenko/Fotolia.com

Em outras aulas, essa poesia foi eventualmente passada para o inglês, contando com a ajuda dos monitores, da professora, de dicionários online e sites específicos como o RhymeZone.com, do Google Tradutor. Ao traduzir, muitos tiveram dúvidas e não estavam conseguindo manter o mesmo sentido da sua poesia original. Então, estabelecemos que eles poderiam escolher um mesmo tema e seguir a rima enquanto estivessem vertendo as poesias para o inglês.
A ideia final foi de formar um livro de cada turma e dar a oportunidade para que os estudantes pudessem ler as suas próprias poesias no Chá Literário de 2013, evento escolar que envolve todos os alunos, professores e pais.
Usando netbooks em sala, os alunos digitaram suas poesias, em português e inglês, e eu salvei os arquivos em um pen drive para que pudesse organizá-los e formatá-los em um arquivo para a impressão. A ideia original era encadernar o livro, mas os alunos procuraram imagens para colorir no Google e eles mesmos deram o “toque final” no trabalho. Foi aí tive a ideia de usar pastas catálogos e fazer um livro com estilo de portfólio.
Após prontos, os livros foram deixados na biblioteca da escola para que todos pudessem ter acesso a eles. Ficaram lindos e os alunos deram um show na leitura de suas poesias. Foi um trabalho demorado, mas com frutos maravilhosos para mim e para eles.
Após o fechamento dos livros com todas as turmas de 8º ano, alguns alunos apresentaram suas poesias bilíngues no Chá Literário. Foi uma tarde maravilhosa, com alunos mostrando o que fizemos em sala e comemorando seus trabalhos por toda a escola.
Diário de InovaçõesCrédito: Arquivo Pessoal

Como em 2013 o livro de poesias bilíngues deu um ótimo resultado, em 2014 decidi usar o mesmo recurso com um tema diferenciado. Propus uma atividade interdisciplinar, feita nas aulas de português, inglês e espanhol. Na aula de português, foi introduzida a estrutura de poesias e os alunos assistiram ao filme Rio como inspiração para darem início ao trabalho. Nas aulas de inglês, eles tiveram contato com o livro Rio, na língua estrangeira, e desenvolveram atividades sobre a história e os personagens. Depois, aprenderam a criar as versões das poesias em língua inglesa. O mesmo foi feito nas aulas de espanhol.
O trabalho foi feito em conjunto com os professores Lívia Iglesias (Humanidades – turmas 1701 e 1702), Marcelo Santana (Humanidades – turmas 1703 e 1704), Tatiana Almeida (Inglês – turma 1701) e Tatiane Almeida (Espanhol – 7º ano).
Diário de Inovações

* Diário de Inovações é uma seção com relatos de educadores que estão inovando dentro da sala de aula. Para compartilhar suas experiências com a gente, acesse aqui o formulário e conte sua história.

http://porvir.org/diariodeinovacoes/os-alunos-deram-um-show-na-leitura/20150107

MT: Matrículas pela internet na rede pública estadual começam no dia 19/01


A solicitação de matrícula pela internet para as escolas da rede estadual de ensino estará disponível a partir do dia 19 de janeiro de 2015. As matrículas deverão ser solicitadas apenas pelos novos estudantes da rede de ensino, ou por aqueles que pretendem trocar de unidade escolar. Os alunos que permanecerem nas mesmas escolas já têm suas matrículas asseguradas para o ano letivo de 2015.

O sistema já está aberto para o cadastro de novos usuários, requisito para a efetivação da matrícula. O cadastro deve ser feito pelo estudante, desde que maior de 18 anos, ou pelo responsável e é preciso informar um e-mail válido. Clique aqui para ter acesso ao sistema.
As matrículas ficarão abertas até às 18h do dia 21 de janeiro. Após o período, os pais deverão voltar ao sistema para realizar a confirmação do pedido. O ano letivo terá início no dia 09 de fevereiro de 2015. Nem todas as escolas da rede estadual participam do processo. No site da Matrícula Web é possível consultar a lista de escolas participantes.

O sistema de matrícula via Web tem o objetivo de dinamizar o processo de inscrição e diminuir as filas nas portas das escolas. Também no site é possível tirar dúvidas sobre o processo e sobre a estrutura de ensino na rede estadual.


GUILHERME BLATT
Redação/Secom-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Matr%C3%ADculas-na-internet-come%C3%A7am-no-dia-1901.aspx

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...