quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cristovam Buarque: Maior campeonato que o Brasil está perdendo é o das condições sociais

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou, nesta quarta-feira (9), a derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha na Copa do Mundo. Ele disse, no entanto, que a tristeza da população pelo terceiro ou quarto lugar no mundial - que a seleção vai disputar no sábado - deveria ser sentida também pelo desempenho ruim do Brasil em áreas como educação, desenvolvimento social e tecnologia.
Cristovam cobrou o mesmo abatimento pela derrota da seleção diante do ranking do país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no qual o Brasil é o 85º entre 106 países, ou da classificação da educação mundial, feita pela Unesco, em que o Brasil ocupa o 88º lugar entre 127 países. E ainda diante da avaliação de estudantes feita pela Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico, em que o Brasil é 58º de 65 países.
Para o senador, os resultados ruins nesses campeonatos têm consequências muito mais graves do que a derrota de 7x1 contra a Alemanha, que será esquecida em alguns meses ou anos, principalmente se o Brasil vencer a Copa de 2018.
- O mais importante para o país não é o campeonato de futebol, embora este toque mais na alma da gente; o maior campeonato que a gente está perdendo, e que é a base de tudo neste país, é o das condições sociais, das possibilidades de eficiência no país, da educação e da segurança. Esses são os campeonatos que devem fazer com que nós, brasileiros, trabalhemos para superar - afirmou o senador.
Cristovam Buarque também elogiou a postura do jogador David Luiz que pediu desculpas por não ter feito o povo brasileiro sorrir ao menos no futebol. Para o senador, quem deveria pedir desculpas à população eram os parlamentares, ministros e chefes do Executivo, que não conseguem levar o país sequer ao quarto lugar em áreas mais importantes.
Agência Senado

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/07/09/cristovam-buarque-maior-campeonato-que-o-brasil-esta-perdendo-e-o-das-condicoes-sociais

Acesse o Estudo: Formação continuada de professores no Brasil




A grande maioria dos programas de formação continuada oferece baixo impacto na melhoria do ensino e não dialoga com a real necessidade de transformação da educação brasileira. Essa é uma das principais conclusões do estudo “Formação continuada de professores no Brasil”, produzido pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com o The Boston Consulting Group (BCG), e divulgado nesta segunda-feira, em São Paulo. 

A carência de incentivos formais e a baixa aplicabilidade do conteúdo das ações oferecidas estão entre os principais desafios da formação continuada no Brasil, segundo o relatório, que tomou por base um levantamento feito com cerca de 3 mil profissionais (incluindo professores, secretários de Educação, diretores e coordenadores pedagógicos). Mais de 70% deles relataram que as atividades usadas na sua escola/rede são de caráter coletivo e fora da sala de aula. 

Acesso a material didático, por exemplo, é a ação mais citada pelos entrevistados, seguida por reuniões pedagógicas e participação em eventos. A pesquisa apontou ainda que há poucas ações "customizadas e práticas", que se revelam como as mais eficazes e utilizadas dentre as redes de ensino nacionais e estrangeiras consideradas referência em educação. Iniciativas como a mentoria, por exemplo, foram relatadas por menos de 2% dos profissionais brasileiros entrevistados. 

De acordo com o estudo, esse enfoque em práticas conjuntas e distantes do cotidiano escolar resulta em ações de baixa eficácia. Por isso, é preciso que o professor coloque em prática o que aprendeu nas ações formativas, além de poder contar com pares na escola e na secretaria de educação para conversar, trocar experiências e receber devolutivas do seu trabalho. 

Com o objetivo de contribuir com o poder público para superar esses desafios, fazendo avançar modelos mais apropriados de formação, o Instituto Ayrton Senna e o BCG sinalizam alguns caminhos. Entre as recomendações estão campanhas de conscientização sobre a importância da formação continuada, revisão do conteúdo das iniciativas já em curso, estruturação de ciclos de avaliação e desenvolvimento entre os docentes e, até mesmo, ajustes na legislação, visando sistematizar as boas práticas existentes no País. 

De acordo com o relatório, além de o Brasil já ter uma expressiva base de aproximadamente 2 milhões de professores lecionando com necessidade de capacitação, o País também enfrenta um cenário atual de déficit de docentes. Por essa razão, o relatório destaca que promover a melhoria da formação em serviço parece ser a opção “mais acionável” no curto prazo para melhorar a qualidade da educação brasileira. 

O diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, lembra que, entre as variáveis que podem melhorar a educação, a qualidade do professor é a que mais influencia o desempenho escolar dos alunos. “Não podemos mais ter escola do século 19, professor do século 20 e aluno do século 21. Esse aluno precisa e merece ter professores inovadores e bem-preparados”, afirma. “Nos países que estão no topo da educação mundial, como Finlândia, Cingapura e Coreia do Sul, o professor recebe formação sólida, que dialoga com a prática da sala de aula. Esse cuidado é essencial para a formação das gerações futuras”, complementa. 

“Educação é um dos pilares do desenvolvimento econômico no País. A curto prazo, a educação continuada é o caminho mais rápido para contribuir com os professores que já estão na sala de aula. Ela foca em iniciativas mais práticas do que teóricas”, disse o sócio do BCG e um dos autores do estudo, Christian Orglmeister. “A formação continuada consiste em desde capacitar o professor em conteúdos mais específicos até ajudá-lo com coaching, prática em que o docente mais experiente observa a aula e oferece feedback ao mais jovem”, acrescenta. 

1. Estudo tem como base ampla consulta (2.732 entrevistas) realizadas pelo The Boston Consulting Group e pelo Instituto Ayrton Senna, entre novembro de 2012 e março de 2013, por meio eletrônico, com secretários de Educação e supervisores de ensino (2%), diretores de escolas (51%), coordenadores pedagógicos (18%) e professores (26%). 

Sobre o The Boston Consulting Group. O The Boston Consulting Group (BCG) é uma empresa de consultoria de gestão global e líder mundial em estratégia de negócios. Fazemos parcerias com clientes em todos os setores e regiões do mundo para identificar as oportunidades que mais geram valor, abordar os desafios mais importantes e transformar o negócio de nossos clientes. Nossa abordagem personalizada combina um amplo entendimento da dinâmica das empresas e mercados e colaboração com todos os níveis da empresa de nosso cliente. Criado em 1963, o BCG é uma empresa privada, com 81 escritórios em 45 países. www.bcg.com

Acesse o Estudo  Formacao Continuada

http://senna.globo.com/institutoayrtonsenna/home/noticias_interna.asp?cod_Noticia=700

Sintep vai à Justiça contra projeto que modifica PCCS da Educação em Barra

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), subsede de Barra do Garças, vai ajuizar ação contra o projeto de Lei de autoria do Poder Executivo, que promove alterações no Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) dos profissionais da Educação do município. A matéria aprovada pela Câmara modifica os coeficientes de reajuste salarial e exclui os servidores do corpo administrativo, como técnicos, merendeiras e seguranças.
Segundo o presidente da entidade, professor Omar Cirino de Souza, o projeto foi aprovado pelos vereadores sem qualquer discussão da categoria, o que elimina as conquistas dos profissionais depois de anos de luta. Acredita que poderá reverter a decisão na Justiça pelo fato de ter sido aprovado em apenas uma votação, quando seria necessário sufrágio em dois turnos. “Infelizmente, a matéria foi aprovada ao arrepio da classe que tem buscado apenas garantir o seu direito, que é o piso nacional que o município não vinha honrando”, disse Omar.
Conforme ele, diante a categoria vai buscar na Justiça os direitos a fim de evitar que cerca de 300 servidores não sejam prejudicados pela exclusão do PCCS. De acordo com o secretário de Educação da cidade, Albérico Rocha Lima, a prefeitura foi obrigada a promover ajustes no PCCS para garantir o pagamento do piso nacional aos profissionais do magistério público da educação básica de R$ 1.697,39. “A lei determina que se pague o piso aos profissionais do magistério e em Barra, incluía-se também os técnicos e da forma como estava o município não tinha como honrar os compromissos com a educação”.
Suspensão da greve
Embora a categoria sinta-se prejudicada pela aprovação do projeto do Executivo, o Sintep em assembleia determinou pela suspensão da greve deflagrada no mês passado e aguardará a decisão judicial para novas mobilizações, o que deve ocorrer somente a partir de agosto.

http://www.rdnews.com.br/executivo/sintep-vai-a-justica-contra-projeto-que-modifica-pccs-da-educacao-em-barra/54984

Ministro decide por desobrigar Governo de MT a destinar 35% do orçamento à Educação

Airton Marques O governador Mauro Mendes (DEM) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal (STF), suspender artigo da Constituição Estadual q...