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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Policiais e bombeiros da ativa poderão atuar em escolas

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil   Brasília 
Policiais militares e bombeiros militares da ativa passam a poder atuar em escolas públicas estaduais e municipais, de acordo com decreto presidencial publicado hoje (25) no Diário Oficial da União. A nova regra permite que eles atuem nas escolas cívico-militares, ou seja, que tenham a gestão compartilhada entre civis e militares. 
As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. A partir do decreto publicado nesta quinta-feira, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, os militares não precisam mais ser da reserva, mas podem compor o quadro da ativa. 
Ao todo, o Ministério da Educação (MEC) pretende implementar 108 novas escolas cívico-militares até 2023. A estimativa da pasta é que 20 militares sejam destacados para cada mil alunos em uma escola.
O MEC pretende ofertar cursos para ambientar os policiais e bombeiros, assim como os docentes e diretores ao novo modelo. Atualmente, há no Brasil, de acordo com a pasta, 203 escolas cívico-militares. Esses modelos, no entanto, foram criados por estado, cada um a sua maneira. O objetivo do ministério é padronizá-las. 

Veja Também: Governo de MT cria o Programa de Gestão Compartilhada Escolas cívico-militares
http://agenciabrasil.ebc.com.br/

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Governador sanciona Lei que Cria o Programa de Gestão Compartilhada Cívico-Militar









LEI Nº 10.922, DE 12 DE JULHO DE 2019. 

Cria o Programa de Gestão Compartilhada Cívico-Militar para a criação ou transformação de unidades específicas da rede pública de ensino fundamental e médio do Estado de Mato Grosso em Escolas Militares - EMMT e dá outras providências.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO, tendo em vista o que dispõe o art. 42 da Constituição Estadual, aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte Lei:

Art. 1º   Esta Lei dispõe sobre o Programa de Gestão Compartilhada Cívico-Militar para a criação ou transformação de unidades específicas da rede pública de ensino fundamental e médio do Estado de Mato Grosso em Escolas Militares - EMMT.



Veja a íntegra da LEI 10.922









quinta-feira, 14 de março de 2019

CENPEC lança nota técnica sobre militarização da escola pública

Documento questiona objetivos da medida e aponta contradições entre o modelo de escolas militares e o acesso universal à educação
POR REDAÇÃO | 12/03/2019

No último dia 2 de janeiro, o Decreto nº 9.465/2019 fez alterações na estrutura do Ministério da Educação (MEC) e criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, com a função de “promover, fomentar, acompanhar e avaliar, por meio de parcerias, a adoção por adesão do modelo de escolas cívico-militares nos sistemas de ensino municipais, estaduais e distrital”.
O decreto não detalha as características do novo modelo de escola, mas o artigo 16 deixa claro que os programas didático-pedagógicos e o sistema de gestão serão desenvolvidos pela subsecretaria. Nesse sentido, desde o início do ano letivo, quatro escolas públicas do Distrito Federal, com cerca de 7 mil alunos no total, têm integrado um projeto-piloto que inclui militares na gestão: a Secretaria de Educação do DF fica responsável pela área pedagógica, enquanto militares assumem a administração e a disciplina.

Equívocos e preocupações

Em nota técnica divulgada nesta terça-feira (12/03), o CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária faz uma série de questionamentos e exterioriza preocupações quanto à militarização das escolas públicas.
A nota faz uma retomada da expansão da escola pública civil no Brasil, que, desde a Lei nº 12.796, requer que os sistemas de ensino recebam qualquer estudante sem distinção, e a contrasta com a situação das escolas militares, que “foram criadas, prioritariamente, para prover educação básica aos dependentes de militares. Estudantes que não estejam nessa condição são selecionados por meio de um concurso público, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental”.
A nota técnica aponta, ainda, a grande diferença no orçamento destinado a escolas civis e militares: “enquanto o Estado gasta anualmente, em média, R$ 19 mil por aluno da escola militar, empenha três vezes menos no aluno na escola pública civil: apenas R$ 6 mil/ano”.
A responsabilidade sobre o currículo é outra preocupação, já que atualmente estados e municípios têm autonomia para defini-los. Finalmente, o CENPEC alerta para o fato de que a militarização das escolas passa a mensagem de um modelo disciplinar ideológico, que remete à restrição da liberdade e à rigidez hierárquica, com o risco de confundir política educacional e de segurança pública.
Em fevereiro, 12 entidades nacionais já haviam comentado a proposta das escolas cívico-militares em nota pública. Segundo as organizações, a medida pretende responder aos anseios da população de ensino de qualidade e segurança, mas há equívocos, como o fato de que tanto escolas públicas não militares quanto militarizadas apresentam dados de excelência, além de que a política educacional tal como proposta pelo novo governo fere o direito universal à educação de qualidade para todos. O CENPEC também apoia esse documento.
Leia abaixo a nota técnica do CENPEC, na íntegra.


NOTA TÉCNICA

Militarizar não resolve problemas da escola pública

Ao associar a militarização das escolas públicas ao sucesso de aprendizagem dos alunos, seus defensores incorrem em afirmações que demonstram desconhecimento dos sistemas de educação pública. As características determinantes da qualidade das escolas militares não se aplicam, necessariamente, ao contexto das escolas públicas civis. O melhor desempenho de seus estudantes, na comparação com os alunos da rede pública, não decorre necessariamente de suas metodologias.
Não é raro ouvirmos que a escola pública de antigamente era melhor. Como não havia vaga para todos, os exames de seleção e de admissão acabavam por filtrar, entre os interessados, aqueles que tiveram melhores condições de aprender, desenvolver-se e ampliar o repertório cultural. Uma vez selecionado, o grupo formado pelos alunos com esse perfil acabava por se constituir numa clientela de excelência. As escolas de qualidade tornavam-se um privilégio para poucos.
A obrigatoriedade do ensino gratuito para todos, determinada pela Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, impôs uma nova realidade. Os sistemas de ensino devem receber, sem distinção, qualquer estudante. Seus pais ou responsáveis são cobrados quanto a essa obrigação. As salas de aula do ensino civil são abertas a todo e qualquer cidadão, sem distinção de raça, classe social e, mais recentemente, deficiências – mas, se a lei eliminou o funil da seleção, ela trouxe consigo o desafio de compatibilizar a universalização do acesso com a qualidade de ensino.
A expansão obrigatória impactou seriamente os custos da educação pública. Para atender à demanda, a rede de atendimento teve que se organizar muito rapidamente e ainda enfrenta enormes dificuldades, em razão do grande salto de escala na prestação de seus serviços.
Para melhor compreensão do desafio que é prover educação a todo brasileiro dos 4 aos 17 anos de idade, como obriga a lei, considere-se que, entre 1960 e 1990, a escolaridade média da população brasileira foi de 2 anos para 5 anos. Entre 1970 e 1994, com o crescimento populacional do período, o atendimento escolar por faixa etária quase duplicou, percentualmente. A absorção dessa enorme massa de estudantes exigiu a construção de muitas salas de aulas, a compra de muitas carteiras e a contratação de muitos professores. Eram 90 milhões de habitantes no Brasil de 1970. Em 1994, já atingiam 160 milhões. Hoje, são mais de 208 milhões.
O cenário de crescimento exponencial exigiu uma organização sem precedentes do sistema educacional. Da formação de professores e capacitação de gestores até a produção de materiais de ensino e o provimento de uniformes e de transporte escolar, tudo foi impactado. O fato é que, hoje, a escola pública tem que estar preparada para atender aproximadamente 50 milhões de estudantes, distribuídos em 150 mil escolas. Toda a responsabilidade pela gestão desse sistema está a cargo dos estados e municípios, por meio de suas secretarias de Educação, que têm autonomia para definir as formas como cumprirão a obrigatoriedade legal.
Já as escolas militares têm uma situação absolutamente distinta. Embora presentes nos estados e municípios, estão subordinadas ao Departamento de Educação e Cultura do Exército – um ente federal. Foram criadas, prioritariamente, para prover educação básica aos dependentes de militares. Estudantes que não estejam nessa condição são selecionados por meio de um concurso público, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental. Cerca de 22 mil concorrentes, entre civis e dependentes de militares, disputam anualmente as vagas disponíveis. No total, perto de 15 mil estudantes frequentam os bancos das 13 escolas militares existentes.
Essa breve comparação entre os dois modelos já suscitaria desconfiança sobre a viabilidade dos programas de militarização das escolas públicas. Em análise mais aprofundada, compreende-se que a qualidade da educação oferecida pelas escolas militares é decorrente de um conjunto de fatores, na maioria das vezes ausentes nas escolas públicas. A começar do orçamento. Enquanto o Estado gasta anualmente, em média, R$ 19 mil por aluno da escola militar, empenha três vezes menos no aluno na escola pública civil: apenas R$ 6 mil/ano.
Por outro lado, a melhoria da escola pública já tem um rumo traçado. Está confirmado, por inúmeras pesquisas, que a quantidade adequada de alunos por docente, os processos seletivos e os regimes de dedicação docente exclusiva representam um ganho de qualidade educacional. Os programas de escolarização em tempo integral, que vêm sendo realizados em diversos estados, confirmam diariamente essa tese.
Se o caminho virtuoso já está aberto, que ganho teria a sociedade brasileira com a militarização da escola pública? Militarizar corresponderia a “transformar” as escolas públicas nos modelos já existentes das escolas militares? Isso é viável? É desejável?
Outra questão a ser respondida é: sob qual “comando” ficariam as escolas, numa possível militarização? Devemos observar que, na forma como o sistema educacional está definido em lei e organizado, a possível militarização implicaria em mudanças legislativas. Elas impactariam não somente os orçamentos federais, estaduais e municipais, como toda a organização das redes de ensino, o que envolve desde a gestão da infraestrutura (manutenção e construção de prédios, aquisição de materiais etc.), passando pela formação continuada dos docentes, avaliação e monitoramento, e desaguando nos sistemas que regem as carreiras – de educadores e agentes educacionais. Sempre considerando que o sistema educacional público tem por obrigação não deixar de atender nenhuma criança ou jovem. Portanto, não lhe é permitido selecionar estudantes.
Vale ressaltar ainda que estados e municípios têm autonomia para definir seus currículos, a partir de seus Planos de Educação. Como isso seria tratado, no novo modelo? Sob quem ficaria a responsabilidade pela definição e implementação curricular? A proposta de militarização das escolas públicas não deve se esquivar de responder, objetivamente, sobre a profunda transformação que ela implica.
Há que se destacar, finalmente, que a ideia de militarização das escolas passa a mensagem de um modelo disciplinar ideológico, que remete à rigidez hierárquica e à restrição de liberdades. Um modelo contraditório com as metodologias educacionais mais modernas em debate no mundo, que recomendam a participação, colaboração e envolvimento das escolas com os territórios onde estão inseridas. O território das 13 escolas militares é, de certa forma, conhecido e controlado por elas, uma vez que o perfil dos pais dos estudantes – militares, na sua maioria – está alinhado aos objetivos das escolas.
No entanto, como se daria essa relação entre escola e militares nos territórios de extrema desigualdade social e alta vulnerabilidade? É impossível desconsiderar que a missão da escola é prover educação e não resolver problemas de segurança pública. O confinamento compulsório dos estudantes em espaços militarizados e a imposição a eles de um modelo disciplinar que não é o mesmo da vida civil é política educacional ou de segurança?
Espera-se de qualquer política pública, em especial para a educação, respostas claras sobre o objetivo a alcançar. Todo argumento que favoreça a qualidade da educação é bem-vindo, mas é indispensável observar se a busca pela qualidade não resultará no aumento das desigualdades educacionais, já tão alarmantes no nosso país, e considerar se a disciplina visada no ambiente escolar deve ser buscada com mentalidade e práticas autoritárias.
Qualidade, quando oferecida para poucos, é somente privilégio. Disciplina imposta sem diálogo é mera obediência. O desafio brasileiro está em garantir o direito à educação para todos, na idade certa, em escolas bem equipadas, com professores preparados e valorizados, ambiente de ampla liberdade de pensamento e expressão – e a melhor qualidade pedagógica possível.




https://www.cenpec.org.br/

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

MEC tem agora secretarias para alfabetização e escolas militares

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Educação básica é a prioridade da pasta

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil   Brasília
Com a posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Vélez 

Rodríguez foram feitas, esta semana, mudanças na estrutura do Ministério da 

Educação (MEC). A pasta passa a contar agora com a Secretaria de 

Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, além 

de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

As novas secretarias e subsecretaria são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que compreende desde as creches ao ensino médio e que, segundo Vélez Rodríguez, será prioridade do governo. Para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas.

Escolas cívico-militares

Baseado no alto desempenho de colégios militares em avaliações nacionais, o governo quer expandir o modelo. Segundo o decreto que detalha as atribuições do MEC, haverá uma subsecretaria para desenhar uma modelagem de gestão escolar que envolve militares e civis e garantir a aplicação desse modelo nos estados e municípios.
É a chamada Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. Pelo decreto, a adesão de estados e municípios ao modelo será voluntária. Em nota, o MEC explica que a presença de militares na gestão administrativa “terá como meta a resolução de pequenos conflitos que serão prontamente gerenciados, a utilização destes como tutores educacionais, para a garantia da proteção individual e coletiva, dentre outras visando a disciplina geral da escola. Os militares contribuirão com sua visão organizacional e sua intrínseca disciplina; os civis com seus conhecimentos pedagógicos, todos juntos farão parte desta proposta de estrutura educacional”.
Ainda segundo o MEC, o Brasil apresenta altos índices de criminalidade.“Neste contexto o Ministério da Educação buscará uma alternativa para formação cultural das futuras gerações, pautando a formação no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo sem qualquer tipo de ideologia tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais”. Esse modelo será implementado preferencialmente em escolas em situação de vulnerabilidade social e para as famílias que concordam com essa proposta educacional.

Novas secretarias

As duas novas secretarias do MEC foram criadas a partir da extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi): a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação e Secretaria de Alfabetização. Dentro da primeira, haverá, entre outras, uma diretoria voltada apenas para pessoas surdas, a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos, além de uma estrutura voltada para apoio a pessoas com deficiência.
A pauta ganhou destaque no governo com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que é intérprete de Língua de Sinais Brasileira (Libras). Na posse presidencial, ela quebrou o protocolo e discursou em Libras. A secretaria de Alfabetização, segundo o MEC, cuidará da alfabetização não apenas em português e matemática, mas também em novas tecnologias. Segundo o decreto, a secretaria se ocupará ainda da formação dos professores por meio da Diretoria de Desenvolvimento Curricular e Formação de Professores Alfabetizadores.

Estados e municípios

Para que essas medidas cheguem às salas de aula, será necessária a participação de estados e municípios. As entidades que representam os secretários municipais e estaduais de Educação ainda não se reuniram com a atual gestão do MEC. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que representa os estados, tem reunião agendada para o final deste mês.
A presidente do Consed, Maria Cecília da Motta, secretária de Educação do Mato Grosso do Sul, disse que a entidade ainda não tem um posicionamento sobre as mudanças, uma vez que muitos secretários assumiram nesta semana. Segundo ela, independentemente do modelo escolar, cívico, militar ou cívico-militar, a prioridade dos estados, que são responsáveis pela maior parte das matrículas do ensino médio, é a implementação do novo currículo.
No ano passado, o MEC aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para essa etapa de ensino, que define o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas em todo o país. O prazo para a implementação é o ano letivo de 2021, quando começa a valer o novo ensino médio. “O nosso trabalho este ano todo é escrever o novo currículo, com a flexibilização. Ainda não sabemos o que vem de orientação, mas estamos organizando nosso movimento de formação em cima da BNCC”, disse Cecília.

Metodologia

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, disse esperar o detalhamento das escolas cívico-militares. Em relação à alfabetização, Lima destaca que os métodos aplicados no país são variados e devem ser considerados nas ações.
“A diversidade que existe no nosso país, metodológica, de práticas pedagógicas, de cultura, precisa ser respeitada. Nesse sentido, a nova secretaria tem que ter a sensibilidade para compreender todas essas nuances, para compreender os métodos aplicados”, afirmou, acrescentando que a melhor prática "é aquela que o aluno aprende".
Edição: Carolina Pimentel


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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MT: Vice-governador sugere consulta popular para se ter metodologia militar em todas as escolas de MT

Pivetta elogia escola Tiradentes, hoje presente em 7 municípios, e considera que seria uma revolução ampliar o método para cada unidade do Estado, de modo a ter militar para despertar nos alunos civismo, respeito e bons costumes

 
Otaviano Pivetta elogia gestão Taques pelas escolas Tiradantes e propõe metodologia militar em todas as unidades
O vice-governador eleito, empresário Otaviano Pivetta, defende a realização de uma consulta popular para, caso se tenha respaldo da sociedade, ampliar e implantar a metodologia das escolas militares Tiradentes em todas as unidades educacionais do Estado. Com know-how de quem ajudou a revolucionar a qualidade da ensino em Lucas do Rio Verde, onde foi prefeito por três vezes, Pivetta cita que vem recebendo muitos pedidos de famílias que querem matricular os filhos nas escolas militares. Para se ter ideia, a unidade Tiradentes, implantada pelo Estado em Lucas do Rio Verde, possui 150 alunos, mas a demanda hoje seria para mais de 900 vagas.
Existem no Estado sete escolas militares Tiradentes funcionando em Cuiabá, Nova Mutum, Confresa, Sorriso, Juara, Alta Floresta e Lucas do Rio Verde. Na de Rondonópolis, que está pronta, vai ter aula somente no início de 2019. Em Barra do Garças, o prédio está em reforma para abrir no ano que vem. E, em Sinop, o governo estadual está aguardando definição de local para construir a unidade. No geral, são mais de 700 escolas estaduais e 40 funcionam em tempo integral.
"Eu respondo a essas pessoas que querem filhos nas escolas militares que podemos usar os métodos da escola Tiradentes onde a sociedade quiser. Nossas escolas estaduais podem receber a mesma metodologia, implantando disciplina, ordem e civismo, a cultura do comprometimento, de comportamento". Pivetta reconhece e elogia o governador Pedro Taques pela iniciativa de ampliar o funcionamento das escolas militares. "Foi uma coisa boa que este governo começou a fazer e que vem de encontro ao desejo da sociedade".
Consulta popular
Afirma ser possível o novo governo fazer consulta para mudança da metodologia nas escolas, de modo a estabelecer que alunos voltem a usar uniforme, a cantar o Hino Nacional, inclusive em fila e em posição de sentido, assim nas décadas de 1970 e 1980. Pivetta observa que é preciso restabelecer disciplina, obediência rigorosa aos professores e que alunos se comportem e respeitem-nos. "Se a sociedade demandar isso, ao invés de construir escolas, vamos usar essa metodologia. Estou percebendo que todo mundo quer isso. Vamos mudar a cultura da bagunça, da baderna, mudar de imediato, se for preciso. Aluno tem de respeitar professor, que muitas vezes é agredido com palavras e fisicamente".
Na prática, de acordo com Otaviano Pivetta, os professores seriam os mesmos, assim como a gestão escolar, embora precise melhorar nesse aspecto. Seriam implantada novas disciplinas, como de Educação Moral e Cívica, e cada escola contaria com um militar treinado para promover e despertar o sentimento cívico. "Faríamos escola digna para todos, uma grande revolução na educação. Parece que a sociedade está demandando nessa nova ordem".
RD NEWS

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...