sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nesse ritmo, Brasil precisará de 25 anos para alcançar média da OCDE

Cristiane Capuchinho
Do UOL, em São Paulo

Se mantiver o mesmo ritmo de progresso em educação, o Brasil levará, ao menos, 25 anos para alcançar o desempenho médio dos alunos de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). É isso que mostra o relatório do Pisa 2012 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), divulgado nessa terça-feira (3).
O país está entre aqueles que têm evoluído em seus índices educacionais, no entanto, em passo lento. De acordo com o documento da OCDE, na última década os estudantes brasileiros melhoraram seu desempenho em matemática a uma taxa de 4,1 pontos por ano. Se o ritmo se mantiver, o país precisará de outros 25 anos para superar os 103 pontos que o separam do desempenho médio dos países da OCDE. 
A situação é pior em leitura. Com um ritmo de evolução de 1,2 pontos por ano no desempenho dos alunos no exame de leitura, o Brasil demoraria mais de 71 anos para alcançar os 496 pontos da média da OCDE --hoje a média brasileira é de 410 pontos.

Veja mais:

    FUNDEB: repasse de novembro de 2013


    R$ 10.394.875,53 

    Esse é o valor que foi repassado para Cuiabá no mês de novembro pelo FUNDEB.


    No ano de 2013 foram repassados 

    R$115.204.799,77



    Em cada estado, o Fundeb é composto por 20% das seguintes receitas:
    • Fundo de Participação dos Estados – FPE.
    • Fundo de Participação dos Municípios – FPM.
    • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.
    • Imposto sobre Produtos Industrializados, proporcional às exportações– IPIexp.
    • Desoneração das Exportações (LC nº 87/96).
    • Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações – ITCMD.
    • Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA.
    • Cota parte de 50% do Imposto Territorial Rural-ITR devida aos municípios.
    Também compõem o Fundo as receitas da dívida ativa e de juros e multas incidentes sobre as fontes acima relacionadas.

    Países ricos gastam 3 vezes mais do que Brasil em educação


    DE SÃO PAULO
    DE BRASÍLIA

    Os países desenvolvidos membros da OCDE gastam três vezes mais no ensino de alunos de 6 a 15 anos em relação ao Brasil, de acordo com relatório do Pisa (exame internacional de educação).
    O documento divulgado ontem diz que o país precisa investir mais nas escolas em áreas de baixo desenvolvimento socioeconômico.

    Especialistas afirmam, porém, que não são apenas os recursos que explicam a má qualidade do ensino --a gestão também é um problema.
    "O importante é tirar o máximo proveito dos professores, fazer avaliação de desempenho e premiar os melhores docentes", afirma o economista Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.
    Segundo o Pisa, o Brasil gasta em média U$S 26,7 mil (R$ 64 mil) para educar uma criança dos 6 aos 15 anos. Esse gasto chega a U$S 83,4 mil (R$ 200 mil) nos países mais ricos da OCDE (entidade que reúne países desenvolvidos e que organiza a prova).
    Menezes Filho ressalta que os países desenvolvidos têm mais recursos como um todo, não apenas para educação.
    Assim como no gasto com o ensino, o PIB per capita deles também é três vezes superior ao do Brasil.
    O nosso PIB per capita é igual a U$S 12,5 mil (cerca de R$ 30 mil). Nos países membros da OCDE, o valor é de U$S 33,7 mil (R$ 84,5 mil).
    Essa conta foi um dos principais argumentos do governo para reforçar o salto do país em matemática --ainda que o Brasil continue entre os últimos do ranking.
    "Estamos fazendo muito mais com menos", afirmou ontem o ministro Aloizio Mercadante (Educação).
    Mercadante, entretanto, tem afirmado que o país deve gastar mais com a área.
    A posição foi posta, por exemplo, ao defender que todos os royalties do petróleo fossem para a educação --a lei sancionada destinou 75% para esse setor.
    "Precisamos, sim, de ampliação de recursos, mas com excelência de gestão", avalia Priscila Cruz, da ONG Todos pela Educação.
    O relatório do Pisa faz uma relação positiva entre mais investimentos e melhores índices de educação.
    Essa relação, porém, nem sempre aparece. A Turquia, por exemplo, tem um PIB per capita 25% maior do que o brasileiro, investe 27% menos em educação e está 14 posições à frente em matemática, em 44º lugar na lista de 65 países. O Brasil ocupa o 58º lugar na mesma fila.

    http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/12/1380481-paises-ricos-gastam-3-vezes-mais-do-que-brasil-em-educacao.shtml

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