sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cuiabá: Aulas são suspensas por risco de choque elétrico em escola estadual

Professores reclamam da precariedade na escola, localizada em Cuiabá.
Secretaria informou que encaminhará um engenheiro ao local.



Do G1 MT

Professores da Escola Estadual Professor Rafael Rueda, no Bairro Pedra 90, em Cuiabá, suspenderam as aulas nesta quinta-feira (28) por tempo indeterminado devido à precariedade da unidade escolar. A escola tem 18 anos de existência e nunca foi reformada. A fiação elétrica, por exemplo, é o que mais causa preocupação pois os estudantes têm levado choque constantemente no local.Por conta disso, mil alunos deverão ficar fora das salas de aulas.
Segundo o membro do Conselho Escolar, Everaldo Pereira, um projeto teria sido elaborado para a escola, mas foi reprovado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc). A assessoria de imprensa da secretaria informou que contratou um engenheiro que deverá ir até o local na próxima segunda-feira (01) para readequar o projeto e infraestrutura. Em seguida, o relatório será enviado para o órgão e liberado os recursos para a realização de reforma.
Os corredores da escola não têm mais lâmpadas porque foram queimadas pela fiação elétrica. Equipamentos na sala de informática funcionam, mas  não devem ser utilizados devido os riscos de acidentes. O problema maior está no pátio, onde fica o padrão de energia. A diretoria da escola providenciou fitas para passar ao redor, na tentativa de evitar que alunos encoste ou se aproxime do padrão no intervalo das aulas.
De acordo com professores, o problema é antigo, mas há quatro meses piorou. A Energisa, empresa responsável pela energia elétrica do estado,  foi até o local e fez a vistoria. A Seduc ressaltou que aulas devem ser repostas, logo após o problema ser solucionado.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/08/aulas-sao-suspensas-em-escola-de-mt-apos-estudantes-levarem-choque.html

Brasil não sabe quantas crianças com deficiência estão fora da escola

Segundo IBGE, cerca de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência

Do Todos Pela Educação*
O Brasil tem até 2024 para universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. São 10 anos para cumprir a meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE). Apesar de o objetivo estar bem traçado, o País esbarra num obstáculo essencial: não se sabe exatamente quantas crianças e jovens nessas condições estão fora da escola.
No Brasil, 23,9% da população - aproximadamente 45 milhões de pessoas – tem alguma deficiência, de acordo com o Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessas, 648.921 estão matriculadas na rede regular de ensino da Educação Básica, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC).
Porém, ainda não existem indicadores precisos para definir a real situação escolar dessa faixa da população. O ideal seria obter a taxa de escolarização dos indivíduos entre 4 e 17 anos com algum tipo de deficiência – ou seja, a proporção de pessoas nessa faixa etária que frequenta a escola em relação ao total da população do mesmo grupo etário.

O problema é que as duas bases de dados disponíveis – do IBGE e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao MEC – não são compatíveis e, portanto, não se pode cruzá-los para obter a taxa de escolarização dessa fatia da população. Isso porque os dóis órgãos adotam critérios diferentes para definir o que é deficiência. O IBGE, por exemplo, não coleta dados sobre transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação – apenas de brasileiros com dificuldade permanente para enxergar, ouvir ou caminhar e deficiência mental/intelectual permanente.

“A solução pode ser construída por meio da implementação de estratégias que tornem essas bases de dados compatíveis e, portanto, comparáveis, ou por meio da criação de novos instrumentos de medição”, propõe Rodrigo Mendes, diretor do Instituto Rodrigo Mendes, mestre no tema “Gestão da Diversidade” pela Fundação Getulio Vargas-SP, onde atua como professor.

Já Wagner Santana, coordenador de Educação da ONG Mais Diferenças, afirma que é preciso haver pressão da sociedade civil, por meio de entidades educacionais, para que esses dados sejam, finalmente, consolidados. “A existência dessas informações dá suporte para o poder público agir”, explica.
O fato de o censo demográfico ser decenal também prejudica a formulação de ações efetivas, de acordo com Santana. “Os dados ficam desatualizados. Por exemplo, com o censo de 2010, podemos formular políticas públicas até 2012 ou 2013. Mas 2018 já fica distante demais”, afirma.


*O Todos Pela Educação está publicando uma série de reportagens sobre Educação Inclusiva. Leia mais:

Inclusão de alunos com deficiência cai no Ensino Médio

http://www.todospelaeducacao.org.br/reportagens-tpe/31128/brasil-nao-sabe-quantas-criancas-com-deficiencia-estao-fora-da-escola/

O português no Brasil e no mundo: variações linguísticas


A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros 
Vinha da boca do povo na língua errada do povo 
Língua certa do povo 
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
(Manuel Bandeira, “Evocação do Recife”, 1930)

A língua portuguesa apresenta grandes variações na pronúncia, no vocabulário e na sintaxe. Essa diversidade, que se apresenta mais intensamente na linguagem oral, está relacionada aos processos históricos pelos quais passaram cada região, povo e cultura, e demonstra a riqueza e vivacidade da língua.
Embora haja muitas pesquisas sobre o tema em diferentes espaços acadêmicos no Brasil e no mundo, ainda não temos um banco de vídeos e áudios com acesso público que dê luz às variantes em nosso idioma. A criação de um banco como esse poderá orientar os professores no trabalho com as variações linguísticas, especialmente as mais estigmatizadas, e ressaltar a importância de se compreender a relação entre oralidade e letramento.
Tendo isso em vista, a Plataforma do Letramento lançou a campanha Oralidade: variações e sotaques. Nessa campanha, usuários, de toda e qualquer idade, perfil social e local de origem, são convidados a enviar vídeos/áudios contando uma história engraçada que aconteceu com eles. Com base no material enviado, será produzido o primeiro infográfico colaborativo.
Clique aqui e saiba como participar!
Assista ao vídeo de Carlos Alberto Faraco, linguista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que trata da importância de conhecer as variantes linguísticas: https://www.youtube.com/watch?v=cxAV46_auMM
Informações: Plataforma Letramento
http://undime.org.br/o-portugues-no-brasil-e-no-mundo-variacoes-linguisticas-2/

PEC muda regras previdenciárias em benefício do servidor público

Da Redação
Os servidores públicos poderão se aposentar em caso de invalidez permanente, sem perdas salariais. A regra está em uma proposta de emenda constitucional (PEC 08/2014) apresentada pelo senador Ruben Figueiró (PSDB-MS). Ele propõe mudanças no artigo 40 da Constituição, de acordo com o qual os funcionários públicos podem passar para a inatividade quando diagnosticada a invalidez permanente, mas com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
A constituição determina ainda que os proventos são integrais se a invalidez permanente for resultado de acidente em serviço, doença profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável. Essas enfermidades são listadas na Lei 8112/1990. Entre elas, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase e cardiopatia grave.
O senador Figueiró quer retirar essas ressalvas do texto constitucional, por acreditar que o funcionário público vítima de uma doença não prevista na lei e que por causa dessa moléstia for considerado inválido não pode ser discriminado no cálculo da aposentadoria. “É incompreensível e irrazoável, a nosso ver, que possa haver diferenças nos proventos de aposentadoria em razão do tipo de doença que resultou na invalidez permanente”, argumenta o senador.
Outro argumento levantando por Ruben Figueiró é que a mudança no texto constitucional proposta por ele beneficia não apenas o servidor que sofrer acidente em serviço ou ficar gravemente doente. Contempla também os que ficarem incapacitados devido a qualquer doença, acidentes mesmo fora do serviço e atos de violência. Além disso, ainda segundo Figueiró, a emenda assegura ao servidor público os mesmos direitos dos segurados do Regime Geral da Previdência Social.
A PEC 08/2014 vai ser analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Ainda não foi escolhido um relator para examinar a proposta.
Agência Senado
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=148525&tp=1

Ensino de Ciências: a passo de tartaruga

Diretrizes sugeridas pelos parâmetros curriculares há 17 anos apontam para um ensino de ciência exemplar. Porém, as mudanças necessárias ainda não ocorreram na nossa educação, que mantém uma abordagem excessivamente ‘conteudista’.
Por: Vera Rita da Costa
O atraso na educação científica no país não se deve só à ausência de uma boa infraestrutura.
Falta também pôr em prática os mesmos valores humanos que caracterizam o fazer objetivo da ciência.
(foto: Michaela Kobyakov/ Freeimages)
Já faz 17 anos que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) foram lançados e, cada vez que refaço essa conta, fico admirada com o quanto caminhamos lentamente em nosso país quando o objetivo é promover mudanças significativas na educação. De maneira específica no ensino de ciências, sinto-me até obrigada a mudar o termo usado antes. Pensando bem, nossa lentidão em mudar o ensino de ciências no país é de deixar qualquer um chocado ou, ainda, escandalizado. 
Será que hoje acordei pessimista? Pode ser. Mas se essa é a razão da minha constatação, a causa de fundo talvez esteja na divulgação, na semana passada, de mais um índice sobre nosso ‘analfabetismo’ científico. 
Você deve ter lido aqui na CH On-line. De crianças a adultos, incluindo quem tem nível universitário, quem é gestor público ou trabalha nas áreas de educação e saúde, praticamente ninguém escapa. Por melhor que sejam os índices alcançados, ainda estamos todos muito longe do ‘letramento’ desejável em ciências.
Curiosamente, no entanto, os parâmetros definidos para o ensino de ciências há quase 20 anos não apontavam nem de longe essa direção. Ao contrário, revelavam um futuro animador. Mesmo tendo recebido críticas e ponderações, o que foi proposto naquela oportunidade indicava uma boa direção a seguir.

Olhar para trás

Retomemos o texto original  dos PCNs do ensino fundamental (1ª a 4ª séries): uma das ideias importantes que lá figuram é justamente a de explorar com os alunos as competências ou habilidades que lhes permitam “compreender o mundo e atuar como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica”.  Alfabetização ou letramento científico, pura e simplesmente.
Também se sugere, como forma de romper com a fragmentação excessiva do ensino, o trabalho por blocos temáticos e a ênfase em conceitos-chave ou estruturantes do pensamento em ciência. 
A ideia era favorecer a integração entre as diversas disciplinas, em substituição à abordagem tradicional, compartimentalizada, das diferentes áreas que compõem as ciências naturais
A ideia era favorecer a integração entre as diversas disciplinas, em substituição à abordagem tradicional, compartimentalizada, das diferentes áreas que compõem as ciências naturais e reintroduzir nas salas de aula o conteúdo de importantes disciplinas, como a física, a astronomia, as geociências e a química, havia muito esquecidas nas séries iniciais.
O foco, no entanto, não deveria estar na mera transmissão de informações, mas no trabalho em torno daqueles conceitos realmente importantes, presentes nas diferentes ciências, e que se revelam, portanto, como integradores nos diversos campos do conhecimento. 
Ou seja, mais do que informações isoladas e descontextualizadas, a ideia expressa nos PCNs para o ensino de ciências nas primeiras séries do ensino fundamental – e que se mantém ainda atual – estava centrada na abordagem de conceitos (como energia, matéria, espaço, tempo, transformação, sistema, equilíbrio, variação, ciclo, fluxo, relação e interação) que permeiam e dão sentido às mais importantes ideias e teorias científicas – e que, por isso mesmo, tornam-se fundamentais para a sua compreensão adequada.
Há nos PCNs, ainda, uma terceira orientação importante a destacar, mas que também espera por ser efetivada em nosso ensino de ciências: a incorporação de atitudes e valores como conteúdo a ser desenvolvido e, de fato, valorizado nessa faixa do ensino. 
Em outras palavras, está lá também a importante noção de que, tanto quanto desenvolver conteúdos conceituais e habilidades cognitivas e procedimentais, é fundamental desenvolver posturas e valores e promover o aprendizado de atitudes características da ciência.
Nunca antes essa dimensão da aprendizagem havia sido destacada de forma tão explícita em nossas propostas curriculares oficiais e, no entanto, essa parece ser a dimensão menos abordada em nosso ensino de ciências.

Valores da ciência

Pensemos por um instante. Quais são os valores e atitudes típicos da ciência que deveriam ser cultivados entre nossos alunos? Quais os valores, atitudes e posturas que deveriam constar como prioridade em nossos planejamentos e em nossas avaliações do processo de ensino e aprendizagem em ciências?
Faça essas perguntas a algum colega professor de ciências (ou a si mesmo) e perceberá: a resposta não se encontra na ponta da língua, como deveria, pois esse não é um assunto que se debata com frequência entre nós. 
Nosso foco de atenção costuma recair nos temas ou conceitos a serem abordados ou, ainda, nas informações a serem transmitidas
Não que não estejamos preocupados com o que ensinar. É que nosso foco de atenção costuma recair nos temas ou conceitos a serem abordados ou, ainda, nas informações a serem transmitidas. Generalizando, somos, como se diz por aí, ‘conteudistas’. Não incorporamos o desenvolvimento das habilidades e, menos ainda, o de valores e atitudes entre nossas preocupações pedagógicas. 
No entanto, valores e atitudes são o centro ou a característica principal dessa atividade que se chama ciência.
O matemático, historiador e divulgador da ciência Jacob Bronowski (1908-1974) escreveu um livro sobre esse tema, Ciência e valores humanos (Itatiaia/Edusp, 1979), no qual defende a ideia de que a ciência não apenas se baseia em valores, mas ajuda a criá-los e a moldá-los. 
vidros laboratório
Entre os parâmetros curriculares, destacam-se valores da ciência que devem ser apresentados: curiosidade, atitude proativa, organização, sistematização, rigor, precisão, reflexão e crítica. (foto: Jean Scheijen/ Freeimages)
Para Bronowski, independência, originalidade, discordância, liberdade e tolerância estão entre esses valores que derivam do processo de busca da verdade que caracteriza a ciência e que nos têm sido ensinados por ela desde o Renascimento. A ciência – diz ele – humanizou nosso modo de ser, nossos valores e ensinou-nos, basicamente, o livre pensar, o livre agir e o livre opinar. 
É para se pensar, portanto, se não seria esse o objetivo principal do ensino de ciências.
Mas, talvez, nem precisemos ir tão além. Voltemos aos PCNs. Neles, também se destacam os valores da ciência. A curiosidade está entre eles. Também se encontram a atitude proativa ou a disposição para fazer e conhecer; a organização e sistematização; o rigor e a precisão; a reflexão e a crítica; a atitude cooperativa; o respeito à diversidade de opiniões ou às provas obtidas por meio da investigação e a persistência e o empenho na busca e compreensão das informações e mesmo na consecução de uma tarefa.

Atrasados nas mudanças

Considerando, portanto, a inquietude inicial que motivou esse texto, pergunto: por que estamos tão atrasados nesse processo de mudança? 
Somos todos, mesmo, analfabetos funcionais’ em ciência
É certo que a falta de condições estruturais (salários, infraestrutura, formação adequada, entre outras) pesa nesse fato. Mas, certamente, o atraso não se deve só a isso. Falta também pôr em prática entre nós esses mesmos valores humanos que caracterizam o fazer objetivo da ciência. 
Das mais altas esferas do poder da educação em nosso país à sala de aula e à nossa relação direta com os alunos, ainda somos muito carentes de atitude proativa; organização; sistematização; rigor; precisão; reflexão; crítica; atitude cooperativa; respeito à diversidade de opiniões; persistência e empenho – os valores principais da ciência. 
Nesse sentido, não há mesmo o que duvidar dos resultados em mais essa pesquisa divulgada: somos todos, mesmo, ‘analfabetos funcionais’ em ciência. Nossos rudimentares conhecimentos científicos, sobretudo em termos dos valores e atitudes que caracterizam a ciência, não têm nos permitido ser eficazes e avançar a passos largos e em termos práticos.

Vera Rita da Costa
Ciência Hoje/ SP
http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/08/a-passo-de-tartaruga

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2014






Veja nas tabelas os municípios com as maiores e as menores populações de  MT






O IBGE divulga hoje, 28 de agosto de 2014, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2014. Estima-se que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,86% de 2013 para 2014. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões), Brasília (2,9 milhões) e Fortaleza (2,6 milhões). Os 25 municípios mais populosos somam 51,0 milhões de habitantes, representando 25,2% da população total do Brasil.

As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992.

A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 28 de agosto de 2014. Os resultados das Estimativas de População 2014 também podem ser acessados na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2014. Uma análise completa das estimativas populacionais pode ser consultada no link http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/pdf/analise_estimativas_2014.pdf.



Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores

Estudo também revelou que apenas um em cada dez professores no Brasil 
acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.

Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.
Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.
O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de CliqueFacebookCliqueTwitter eCliqueGoogle +.
"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.
O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.
O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.
Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.
A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.
A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Pelo Facebook, leitora comenta que Brasil peca por falta de políticas públicas que contemplem a educação
Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".
Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.
No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.
A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.
O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos".
"Em países asiáticos, os professores possuem um real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.
A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.
"Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.

Notícias relacionadas


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140822_salasocial_eleicoes_ocde_valorizacao_professores_brasil_daniela_rw.shtml

Alunos e professores reclamam de invasão de pombos em escola em Cuiabá

Pais estão com receio de filhos irem à aula pelo risco de saúde.
Escola Municipal Constância Figueiredo Palma está localizada em Cuiabá.


Do G1 MT

Alunos e professores de algumas escolas públicas de Cuiabá estão com dificuldades em manter atividades no pátio escolar por conta da invasão de pombos. Na Escola Municipal Constância Figueiredo Palma, por exemplo, eles têm sido vítimas dos pombos e reclamam da sujeira produzida pelas aves tanto no pátio, como na quadra da escola. A frequência de pombos no local é muita, o que tem deixado os pais dos alunos com receio de liberar os filhos para irem à aula. Isso porque o problema de abrigar esse tipo de animal pode trazer riscos para a saúde.
Os pais têm cobrado da diretora da escola providências sobre a situação, entretanto, a dúvida é o que fazer com as aves. A professora Runy Cristina da Silva Santos declarou que está cada vez mais difícil de conviver com os pombos. “A crianças estão na aula de Educação Física e, constantemente, os pombos defecam sobre eles. É uma situação bem constrangedora”, afirmou. Os pombos têm feito do teto da quadra de esportes da escola o seu ninho e o resultado dos moradores indesejados é a sujeira que se encontra por toda parte da quadra.

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria municipal de Educação, os diretores das escolas que estão com esse tipo de problema já estão sendo orientados sobre o que deve ser feito para afastar os pombos. A secretaria informou ainda que está buscando uma medida que possa acabar definitivamente com a presença das aves nas escolas.
Até mesmo pombos mortos que já estão em fase de composição se encontram espalhados pelo teto servindo de alimento para outras aves. E cada vez mais tem aparecido novos ninhos na estrutura metálica da quadra e a maior preocupação é quanto ao risco de contaminação que as aves podem gerar para a saúde dos alunos e professores que diariamente estão na escola.
O Centro de Controle  de Zoonozes (CCZ) orienta em casos de infestação e aponta soluções, mas não realiza o serviço de retirada das aves. “Algumas empresas trabalham com a remoção de ninho e tem um certo cuidado respeitando a lei federal de proteção a esse tipo de animal”, disse o gerente de endemias  do CCZ , Elyerson Boaventura. De acordo com o gerente, as orientações são feitas para precauções, mas a retirara das aves não pode ser feita.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/08/alunos-e-professores-reclamam-de-invasao-de-pombos-em-escola-de-mt.html

Para 47% dos jovens, o bom professor usa tecnologia

Na opinião de 47% dos jovens brasileiros, um bom professor é aquele que sabe utilizar a internet e os recursos tecnológicos para ajudar no aprendizado dos alunos. É o que mostra a pesquisa Juventude Conectada, realizada pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Ibope, o Instituto Paulo Montenegro e a Escola do Futuro, da USP, e divulgada hoje (27) no Ria Festival, evento de cultura digital promovido pela fundação, em São Paulo.
Esse número pode ser justificado pelo crescente uso que os jovens fazem da internet e dos recursos tecnológicos para realizar atividades educativas, seja nas instituições de ensino ou em casa. Segundo o levantamento, 75% dos jovens dizem já ter utilizado a internet na escola para atividades propostas em aula – e 68% deles declaram ter utilizado na escola por iniciativa própria.
crédito cienpiesnf / Fotolia.comPara 47% dos jovens, o bom professor usa tecnologia

O número sobe para 82% quando se refere à utilização da internet no âmbito doméstico para a realização de atividades propostas em sala. E 77% dos jovens afirmaram que já utilizaram a internet em casa para fazer trabalhos por iniciativa própria. Isso também se justifica pelo entendimento que os jovens fazem do uso da internet, que possibilita que o aprendizado seja realizado em ritmos, horários e locais diferentes, de acordo com as necessidades e preferencias de cada um, segundo 44% dos entrevistados.
Assim, é possível justificar a preferência dos estudantes por professores que fazem uso de tecnologias de informação e comunicação em sala de aula, por estarem mais alinhados tanto com o modo quanto com as ferramentas que os próprios jovens escolhem para estudar quando estão sozinhos.
Relação com os professores
Outro dado interessante apontado pela pesquisa é que os jovens conectados já estão percebendo uma das principais tendências no que diz respeito ao papel do professor na educação contemporânea. 38% deles acreditam que, no futuro, o professor passará a ser mais um orientador dos estudos, assumindo funções de tutor e curador, e não mais unicamente um transmissor de conhecimentos.
Essa percepção dos jovens sobre o papel dos docentes casa muito bem com outros dois dados da pesquisa que reforçam a necessidade do professor assumir esse papel de orientador. Em um deles, 33% os entrevistados dizem que a internet muitas vezes atrapalha a aprendizagem, pois as redes sociais e os games distraem o aluno, reduzindo seu tempo de estudo. E em outro, 24% afirmam que na internet tem muita informação, o que dificulta a seleção do melhor conteúdo.
crédito ReproduçãoPara 47% dos jovens, o bom professor usa tecnologia

“Vemos como a percepção da realidade dos jovens é boa. As perguntas que antes eles faziam para o professor, hoje são feitas para a internet e respondidas por ela. Logicamente o papel do professor tem que ser outro. É bacana ouvir isso dos jovens”, afirma Gabriella Bighetti, presidente da Fundação Telefônica Vivo, que também ressalta outro ponto de grande relevância: “não é só o papel do professor que está mudando com a tecnologia, mas sua relação com os alunos também. Segundo os jovens, se o professor estiver conectado isso ajuda no relacionamento entre eles. É uma questão de confiança”, completa.
A afirmação de Bighetti está baseada na resposta de 38% dos jovens ouvidos no levantamento que disseram que a tecnologia pode contribuir para melhoria da relação entre professores e alunos. E isso acontece inclusive fora da sala de aula: eles destacam positivamente os professores que compartilham material didático nas redes sociais, blogs, emails e tiram dúvidas pela internet.
Além de educação, a pesquisa completa também aborda o comportamento da juventude conectada nas áreas de ativismo, empreendedorismo e comportamento. No total, foram ouvidos 1440 jovens de 16 a 24 anos, que fazem uso regular da internet, em todas as cinco regiões do Brasil.

http://porvir.org/porpensar/para-47-dos-jovens-bom-professor-usa-tecnologia/20140827

Lucia Santaella: As novas linguagens e a educação

Lilian Romão e Paulo Lima


As tecnologias da comunicação e o mundo digital estão alterando profundamente a dinâmica da vida em sociedade. Sociedade pós-humana, cultural digital, convergência das mídias, linguagem ubíqua, hipermídia, hipertexto. Por mais que esses termos estejam presentes no cotidiano, inclusive na educação, eles são ainda muito nebulosos.


A entrevistada desse mês da Plataforma do Letramento tem lançado, durante toda sua trajetória como pesquisadora, reflexões e profundas análises sobre as linguagens humanas, os meios e suas transformações. Tem acompanhado de maneira muito próxima a relação das tecnologias digitais e suas influências culturais na sociedade. “Ela tem um currículo tão grande que é capaz de travar o navegador de quem o acessa na internet”, disse o ator e apresentador Antônio Abujamra para descrevê-la em sua entrevista no Programa Provocações, exibida em junho de 2010 na TV Cultura. 


Natural de Catanduva, interior de São Paulo, Lucia Santaella é uma das pesquisadoras brasileiras com maior reconhecimento no meio acadêmico, não só nacional como mundial. É professora titular no programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e coordenadora do programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem mais de 20 livros publicados, mais de 200 artigos em periódicos nacionais e internacionais. Em 2011, recebeu o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pelo livro A ecologia pluralista da comunicação.


O reconhecimento acadêmico e intelectual da professora pós-doutora é inegável, principalmente na área de semiótica e comunicação. Seu último livro, Comunicação ubíqua: repercussões na cultura e na educação, lançado em 2013, traz importantes reflexões e inquietações sobre a área da educação.
Para Santaella, a revolução digital não está apenas transformando os formatos de comunicação. Entre outros aspectos, seus estudos apontam para a necessidade permanente de reflexão sobre as modificações pelas quais o ser humano vem passando em contato com as tecnologias, modificações “não apenas mentais, mas também corporais, moleculares” (SANTAELLA, 2003, p. 31).

Diante desse contexto, o “digital” está criando uma nova linguagem humana, que mistura o visual, o verbal e o sonoro. No que ela chama de mundo pós-humano, a comunicação não depende mais de diferentes suportes, como o papel, a TV, o rádio, pois o ciberespaço se apropria de todas as linguagens anteriores, criando uma identidade própria e lhe dando uma nova configuração.

Quais são os desafios da escola na tentativa de acompanhar tantas mudanças? Como se comunicam, aprendem, interagem os alunos que estão chegando às escolas hoje? Na entrevista a seguir, Lucia Santaella fala das tecnologias da linguagem, das modificações que sofreram ao longo do tempo e dos desafios lançados aos educadores e à escola diante do atual cenário das convergências das mídias, da revolução digital e da relação mutante do humano com a máquina.

Plataforma do Letramento: Que desafios as novas tecnologias impõem aos educadores em sua formação? 

Lucia Santaella: Tecnologias que importam para a educação são tecnologias de linguagem. A primeira tecnologia de linguagem é o aparelho fonador, que se instalou em nosso próprio corpo por uma questão de sobrevivência adaptativa da espécie humana. Era essa tecnologia que se empregava nas sociedades tribais para a transmissão das narrativas necessárias à preservação de suas culturas. Um grande avanço se deu com a implantação do alfabeto no mundo grego, quando se instaurou a escrita no mundo ocidental. É devido a isso que estamos lendo os gregos até hoje. Outro avanço ocorreu com a invenção da prensa manual de Gutenberg (em meados do século XV), que possibilitou a criação disto que passamos a chamar de livro: linguagem impressa em folhas sequenciais de papel encadernado. A explosão do livro viria com a revolução industrial no século XIX, que permitiu a aceleração da impressão em máquinas rotatórias. Foi também no século XIX que surgiu o modelo de escola que atravessou uma boa parte do século XX, um modelo cada vez mais adaptado ao desenvolvimento de competências e especializações para atender às necessidades do mercado de trabalho capitalista. Trata-se de um modelo escolar baseado na atomização dos campos do conhecimento e centrado no saber do professor e na transmissão desse saber por meio de exposições orais e livros-textos.
Com o advento do rádio e da televisão, que são meios não apenas noticiosos, mas, sobretudo, de entretenimento, a escola e especialmente o livro começaram a sofrer a competição dessas tecnologias de linguagem mais rápidas e mais afeitas a repertórios de informação médios, inclusive acessíveis a pessoas de baixa escolaridade. Essa competição não chegou a abalar o modelo escolar vigente. Ambos passaram a conviver em paralelo. Foi essa época que viu nascerem processos de ensino complementares via TV educativa, com eficácia bastante discutível. Foi só a partir dos anos 1990, quando a cultura do computador passou a cada vez mais fazer parte da vida da sociedade em geral, que surgiriam as grandes revoluções nas tecnologias de linguagem, com o manancial de desafios que estão trazendo para os modelos tradicionais de educação. 
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UFMT abre 15 vagas para mestrado em geografia no campus de Cuiabá

O início das aulas está previsto para o dia 23 de março de 2015.
Inscrições devem ser feitas no período de 10 a 24 de outubro.


Do G1 MT

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece curso para mestrado em Geografia por meio do programa de Pós-graduação em Geografia do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) para o ano de 2015. O campus de Cuiabá oferece 15 vagas, na área de concentração Ambiente e Desenvolvimento Regional, distribuídas em duas linhas de pesquisas: Dinâmica da Natureza e Ações Antrópicas e Produção do Espaço Regional. A taxa de inscrição custa R$ 132,64.  A divulgação das inscrições deferidas será no dia 29 de outubro.

saiba mais

Os interessados poderão realizar as inscrições a partir do dia 10 até o dia 24 de outubro na secretaria do Programa de Pós-graduação do Departamento de Geografia, no ICHS, das 8h às 12h e das 14h às 18h [horário de Mato Grosso]. É preciso apresentar os seguintes documentos: formulário de inscrição preenchido, fotocópia do diploma e do histórico escolar de graduação, fotocópia da documentação pessoal, curriculum-vitae documentado no modelo Lattes/CNPq documentado, duas fotos 3x4, projeto de pesquisa, fotocópia do comprovante de exame proficiência em idioma estrangeiro (inglês, francês ou espanhol) e declaração de dedicação integral ao curso.
O processo seletivo será por meio de prova escrita de conhecimentos gerais em Ambiente e Desenvolvimento Regional (dia 10 de novembro), arguição e análise dos projetos (dia 14 de novembro) e análise dos currículos (dia 19 de novembro). O resultado final deve ser divulgado no dia 26 de novembro. Para aqueles que passarem, a matrícula ocorrerá no período de 16 a 20 de março de 2015. O início das aulas está previsto para o dia 23 de março de 2015.
Pessoas que têm interesse no mestrado e que residem fora de Cuiabá também poderão fazer as inscrições por meio de procuração ou via Sedex, postadas no Correios até 24 de outubro. Os documentos enviados deverão ser autenticados em cartório. O endereço para ser enviados os documentos é: Avenida Fernando Corrêa da Costa, 2.367, bairro Boa Esperança, CEP: 78.060-900, Cuiabá – MT, no bloco de Programa de Pós-graduação em Geografia, Departamento de Geografia, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Mato Grosso.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Conselheiros escolares farão curso sobre gestão democrática


Nos dias 1º de setembro e 1º de outubro próximos, 10 mil integrantes de conselhos escolares das redes públicas de educação básica de 17 estados e do Distrito Federal começam a participar de curso de formação previsto no Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Cada conselho é constituído pelo diretor da escola e representações de professores, estudantes, pais, funcionários e comunidade. A formação aborda a gestão democrática da escola, funções e responsabilidades dos conselheiros.
O curso, de 40 horas, tem 28 horas em ambiente virtual de aprendizagem e outras 12 divididas em três encontros presenciais, no município-sede das escolas participantes. Ao todo, são dois meses de estudos. Hoje, segundo dados da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, 23,8 mil conselheiros estão em formação ou já concluíram o curso em 18 das 27 unidades federativas.
De acordo com José Roberto Júnior, coordenador da atividade na SEB, o programa desenvolve duas ações. Na primeira, a formação de técnicos das secretarias estaduais e municipais de Educação é feita a distância, por uma universidade federal. O profissional é preparado para exercer atividades de tutor e articulador no processo de formação de conselheiros. A segunda ação é a qualificação dos conselheiros das escolas públicas. Realizado pelos parceiros do programa, sob a coordenação da SEB, o curso combina estudos em ambientes virtual e presencial.
Nos dois casos, é usado material de apoio desenvolvido pelo Ministério da Educação especialmente para essa finalidade. Este ano, segundo Roberto Júnior, 12 instituições de educação superior são parceiras do programa.
Para compreender a dimensão político-pedagógica do conselho escolar e o exercício das funções deliberativa, consultiva e fiscal, os integrantes do conselho precisam de formação, preparo e conhecimento das particularidades da administração escolar. É a isso que o curso se propõe, de acordo com Roberto Júnior.
Coordenações — As 18 coordenações estaduais do programa estão presentes nas cinco regiões do país. A coordenação estadual é responsável pela seleção dos tutores e coordenadores municipais, pelo planejamento da distribuição de vagas e pelos critérios de seleção dos cursistas. Cada coordenação trabalha em conjunto com uma universidade pública.
Na região Norte, já criaram coordenações os estados do Acre e de Tocantins. No Nordeste, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. No Sudeste, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, o Distrito Federal;
O desafio dos parceiros do programa até o final de 2015 é constituir as coordenações em mais nove estados de três regiões e ampliar a oferta de cursos. No Norte, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. No Nordeste, o Maranhão. No Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Universidades — O  Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares conta com a parceria das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN), do Ceará (UFC), de São Carlos (UFSCar), de Santa Catarina (UFSC), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Espírito Santo (UFES), de Uberlândia (UFU), da Bahia (UFBA), do Piauí (UFPI), de Pernambuco (UFPE), Fluminense (UFF) e da Universidade de Brasília (UnB).
A parceria abrange também organismos nacionais e internacionais, como o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
A constituição e o funcionamento dos conselhos escolares estão previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) [Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996], agora reafirmados no novo Plano Nacional de Educação (PNE) [Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014].
Ionice Lorenzoni
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20710

Undime realiza pesquisa sobre a data de ingresso na educação básica


Para apurar como as redes têm se portado diante da determinação a respeito da data de ingresso na pré-escola e no ensino fundamental, a Undime desenvolveu uma pesquisa. Nela, constam perguntas específicas voltadas à questão do chamado “corte etário”. Por meio das respostas dos municípios, a Undime poderá avaliar o que pode ser aprimorado em termos de políticas públicas, programas, conteúdo, informação e formação.
A pesquisa é online e está disponível no portal da Undime. Como as perguntas são objetivas, o preenchimento da pesquisa é bem rápido. Clique aqui para acessar a pesquisa.
Nos resultados da pesquisa, as respostas individuais dos municípios serão mantidas em sigilo, como de costume nas demais pesquisas realizadas pela Undime.
Entenda! Segundo a Resolução nº 6 de outubro de 2010 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE), para uma criança se matricular na pré-escola, ela deve completar 4 anos até 31 de março. Para ingressar no ensino fundamental, o aluno deve fazer 6 anos até a mesma data.
A participação de todos os municípios é muito importante!
Clique aqui para acessar a pesquisa.
Autor: Undime

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...