terça-feira, 20 de maio de 2014

Prefeitura cria o selo "Escola Transparente"


Prefeitura cria o selo “ESCOLA TRANSPARENTE”, 

a ser concedido às escolas municipais que publicarem

em tempo real a prestação de contas no Portal da

Transparência do Município de Cuiabá.


Para saber mais, veja o Decreto 5.503/2014

Letramento digital


Aprenda o que é e como se faz para aplicá-lo em sua sala de aula!

Por Laísa Larcher e Isabele Veronese


Objetivos:
 Introduzir uma nova visão do uso de tecnologia em sala de aula, a fim de propor uma reflexão mais profunda sobre a importância do letramento digital.

Faixa etária:
 professores em geral.




Dica de leitura!★ Letramento e Tecnologia
O livro de Denise B. Braga e Ivan L. M. Ricarte, graças aos textos de fácil compreensão, que permitem uma leitura informativa, sinergética e prazerosa, é ideal para os educadores que se interessam tanto pela temática relacionada ao letramento digital quanto pelos impactos que a sociedade vivenciou com as mudanças ocorridas nas formas de registro da fala, bem como pela busca de informação ao longo dos séculos, no que concerne à apreensão da linguagem escrita. Para obtê-lo, acesse gratuitamente o site do Centro de Formação Continuada de Professores do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas (CEFIEL-UNICAMP): www.iel.unicamp.br/cefiel/imagens/cursos/19.pdf

Estamos familiarizados com o conceito de letramento nas situações de leitura e escrita de nossas escolas, o que entendemos como uma prática cultural, que leva o aluno a compreender a função da leitura e da escrita em nossa sociedade. No entanto, é sempre bom lembrar que estar letrado é diferente de estar alfabetizado, pois o sujeito alfabetizado é aquele que compreende o código e realiza atividades simples, utilizando a leitura e a escrita; já o letrado é o sujeito que compreende a linguagem para além dos limites do código e, com o tempo, torna-se capaz de entender textos mais elaborados, informações implícitas e de responder adequadamente às demandas sociais da cultura escrita. Esse conceito é denominado de letramento alfabético.
Mas, nos últimos anos, além do letramento alfabético, tem surgido no contexto escolar o conceito de letramento digital, que contempla situações de leitura e escrita em ambientes digitais. Logo, ser letrado digitalmente pressupõe assumir as mudanças nos modos de ler e escrever nesses ambientes, uma vez que o aumento da utilização de ferramentas tecnológicas tem exigido aprendizagem de comportamentos e raciocínios específicos. Assim, essa aprendizagem se configura como uma nova modalidade de letramento, já que ela implica no aprendizado de um conjunto de informações e habilidades específicas que responderão às necessidades de se comunicar utilizando as novas tecnologias.
Hoje em dia, existem pessoas altamente letradas alfabeticamente e que são analfabetas digitais. Como, por exemplo, escritores renomados que ainda preferem escrever seus textos à mão ou à máquina de escrever, e que se negam a utilizar as ferramentas digitais porque as consideram complicadas demais. Ou ainda, profissionais de diversas áreas, inclusive professores, que não têm o hábito de utilizar os recursos tecnológicos para realizar as atividades diárias. Eles são sujeitos letrados, mas não digitalmente.
Dessa forma, no contexto atual, não basta garantirmos o letramento alfabético ao estudante, acreditando que, por si só, ele estará letrado digitalmente. Temos que ensiná-los sobre a finalidade da leitura e da escrita no meio digital, bem como suas especificidades em relação a essas práticas em outros contextos e, especialmente, suas possibilidades.
Continue lendohttp://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/116/letramento-digital-aprenda-o-que-e-e-como-se-308911-1.asp

Entrevista com Mário Sérgio Cortella: 'A escola passou a ser vista como um espaço de salvação'

Mario Sérgio Cortella
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

As expectativas das famílias em relação às Escolas e o que elas oferecem - ou são, de fato, capazes de ofertar - está em descompasso.
De um lado, há adultos cada vez menos presentes, seja pelo excesso de trabalho, pelos longos deslocamentos nas megalópoles ou até pela falta de paciência, que esperam que a Escola ensine o conteúdo obrigatório e eduque os seus filhos.
Do outro, as instituições se desdobram para dar conta de uma infinidade de disciplinas regulares e ainda são cobradas a disciplinar os Alunos e abordar temas considerados pertinentes. Tudo em quatro horas diárias.
As críticas são feitas pelo Professor, Educador e filósofo Mario Sergio Cortella, que lança nesta semana o livro Educação, Escola e Docência - Novos Tempos, Novas Atitudes. "As famílias estão confundindo Escolarização com Educação. É preciso lembrar que a Escolarização é apenas uma parte da Educação. Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao Professor, responsável por 35, 40 Alunos."
Cortella, que há 16 anos não escreve livros na área educacional, fará dois lançamentos de Educação, Escola e Docência, ambos seguidos de palestras. O primeiro será para Docentes, no dia 22, na feira Educar/Educador 2014, no Centro de Exposições Imigrantes. O segundo, para o público em geral, ocorrerá em 10 de junho, no Teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A seguir, Cortella fala sobre a necessidade de uma parceria entre Escolas e famílias, o impacto da tecnologia e como tornar as aulas mais atraentes.
O senhor fala em métodos de Ensino do século 19, Docentes do século 20 e Alunos do século 21. É possível resolver o descompasso?
A Escola tem de ficar em estado de prontidão para acompanhar uma parcela das mudanças, que acontecem de forma extremamente veloz. Isso porque nem tudo o que vem do passado tem de ser levado adiante.
A Escola precisa distinguir o que vem do passado e deve ser protegido, ou seja, o que é tradicional, daquilo que precisa ser deixado para trás porque é arcaico. Autoridade Docente, atenção ao conteúdo e formação de personalidade ética são valores tradicionais. A Escola tem de estar atenta às mudanças tecnológicas, mas não se submeter a elas. Vou dar um exemplo. Imagine se em 2004, quando foi criado o Orkut, uma Escola criasse um projeto pedagógico baseado nessa rede social.
Como um projeto pedagógico demora 10, 12 anos para ser aplicado na sequência de seriação, hoje ele já estaria obsoleto. Já pensou se quando o pen drive foi lançado outra Escola tivesse decidido que todos os Alunos deveriam organizar seus materiais nesse formato, que, chegou-se a dizer, substituiria a mochila? Hoje, nenhum jovem usa pen drive: eles guardam tudo em nuvens. Portanto, o que digo é que a Escola tem de ficar atenta ao novo, mas não ser refém.

Cada vez mais a aprendizagem ocorre fora do espaço Escolar. O que é preciso fazer para conquistar o Aluno quando tudo fora da Escola parece mais interessante?
Vou te dizer uma coisa que parece óbvia: Ninguém deixa de se interessar por aquilo que interessa. Nós temos de saber o que interessa ao Aluno para, a partir daí, chegar ao que é necessário.
É preciso conhecer o universo circunstancial dos Alunos: as músicas que eles estão ouvindo, o que estão assistindo de programas e vendo de desenho animado, para chegar à seleção do conteúdo científico necessário. Temos de partir do universo vivencial que o Aluno carrega para chegar até aquilo que de fato é necessário acumular como cultura produzida pela humanidade. Hoje, a Escola não pode ser extremamente abstrata, como no meu tempo. O conteúdo tem de ser conectado com o dia a dia.
O que as Escolas precisam fazer para encantar as crianças?
É preciso incorporar o que elas já fazem. A geração anterior, de quem já tem mais de 30 anos, só se comunicava pelo telefone. Esta geração de crianças e jovens voltou a escrever - no Facebook, no Twitter, no WhatsApp, em blogs. A Escola tem de aproveitar essa produção. Alguns até dirão que eles escrevem errado. Claro, todo mundo escreve errado antes de escrever certo. Podemos partir de uma escrita que não está no padrão para chegar à norma culta.
Conversando com pais e Professores, a impressão é de que estão insatisfeitos. As famílias se queixam das Escolas e as Escolas, dos pais. O que acontece?
Antes de mais nada, não estamos diante do crime perfeito, em que só há vítimas. Temos autor também. E essa autoria é multifacetada. A Escola foi soterrada nos últimos 30 anos com uma série de ocupações que ela não dá conta - e não dará.
Em uma sociedade em que os adultos passaram a se ausentar da convivência com as crianças, seja por conta do excesso de trabalho, da distância nas megalópoles ou da falta de paciência para conviver com aqueles que têm menos idade, a Escola ficou soterrada de tarefas. As famílias confundem Escolarização com Educação. É preciso lembrar que a Escolarização é apenas uma parte da Educação.
Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo de que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao Professor, responsável por uma classe de 35 ou 40 Alunos, tendo de lidar com Educação artística, religiosa, ecológica, sexual, para o trânsito, contra a droga, português, matemática, história, biologia, língua estrangeira moderna, etc, etc, etc. A Escola passou a ser vista como um espaço de salvação.

E como resolver a questão?
A família precisa retomar o seu papel, porque ter filho dá trabalho. Ou será que as pessoas não sabiam? Existe tempo, aplicação, reordenamento, partilha das tarefas. A Escola não tem como dar conta de tudo o que dela hoje se requisita. Quando há um linchamento, querem que a Escola fale sobre linchamento.
O mesmo ocorre com briga em estádios, corrupção, etc. E nem adianta o pai ou a mãe dizer: "A gente paga, a gente quer o serviço". É preciso uma parceria entre a Escola e as famílias. Uma ideia é manter, como algumas instituições fazem, uma Escola de pais, com reuniões periódicas para ajudar as famílias na reflexão.
De que maneira a convivência reduzida das famílias com os filhos afeta a Escola?
Nunca tivemos tanta agressividade dos Alunos contra os Docentes. Parte das crianças fica sozinha, come se quiser, vai de perua para a Escola e quase não encontra adultos. Se é de classe média, o único adulto que ela encontra é a empregada, para quem ela dá ordem. Não há uma estrutura da disciplina.
O primeiro adulto que ela encontra no dia é o Professor, que pergunta cadê o uniforme, você fez a tarefa, guarde o celular. Claro que nessa hora a criança vem para cima. É uma geração que confunde desejos com direitos. É preciso uma Educação que seja mais firme, mas isso exige tempo, e tempo é questão de prioridade. 

http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30389/a-escola-passou-a-ser-vista-como-um-espaco-de-salvacao/

Justiça muda regra de matrícula e extingue data de corte etário em escolas de SP

Escolas estaduais e privadas do Estado de São Paulo terão de aceitar no 1º ano do Fundamental crianças que completem 6 anos em qualquer mês

Fonte: iG

O Tribunal de Justiça de São Paulo proferiu uma sentença que obriga a matrícula, no 1º ano do fundamental, de crianças que completarem seis anos de idade em qualquer data do ano, independentemente do mês de aniversário do aluno. Até então, só poderia se matricular aqueles estudantes que completavam seis anos até a "data de corte" de 30 de junho.
A partir de agora, portanto, crianças que ainda tenham cinco anos até depois do fim de junho poderão se matricular regularmente no 1° ano do fundamental. A lógica também passa a ser aplicada no ingresso da criança na pré-escola. Ou seja, aos 4 anos incompletos o pequeno já poderá se matricular e cursar o "Pré-I".
A decisão, de segunda instância, já está valendo para todas as escolas estaduais e privadas do Estado de São Paulo. Caso as redes de ensino descumpram a medida, em eventuais novos pedidos de matrícula ou transferência, elas estarão sujeitas a uma multa diária de R$ 500,00 por aluno não atendido. Os pais dos estudantes que ainda encontrarem resistência durante o processo de matrícula, podem denunciar a escola ao ministério público.
Como a decisão foi tomada a partir do ajuizamento de uma ação civil pública pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP), em Atibaia (SP), a medida não é extensiva à rede municipal da cidade de São Paulo. O alcance da decisão atinge as escolas municipais dessa cidade do interior paulista e todas as escolas estaduais e particulares do Estado de São Paulo.

Além da nova regra que veta o chamado "corte etário" pelas redes de ensino, a decisão também julgou procedente a possibilidade de realização de avaliações pedagógicas educacionais em alunos interessados no ingresso ou transferência para a série pretendida. Ela deve ser feita individualmente a partir de requerimento dos pais do aluno. A não realização também pode ser penalizada com multa. Caso a criança não se adapte à nova série, a sua condição pode ser revisada pela escola.



http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30382/justica-muda-regra-de-matricula-e-extingue-data-de-corte-etario-em-escolas-de-sp/

Ministro decide por desobrigar Governo de MT a destinar 35% do orçamento à Educação

Airton Marques O governador Mauro Mendes (DEM) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal (STF), suspender artigo da Constituição Estadual q...