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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Coordenadores pedagógicos debatem resultado de ações

No primeiro momento, em julho, o objetivo era elaborar oficinas de formação com os professores e coordenadores pedagógicos para trabalhar a qualidade do desenvolvimento da Prova Brasil. Ou seja, as decisões estavam centradas nos encaminhamentos que deveriam nortear as atividades. "Agora os coordenadores já estão apresentando resultados. É uma troca de experiências e estamos felizes com o que nos trouxeram porque houve 100% de engajamento não só dos professores de Língua Portuguesa e Matemática, mas dos docentes de todas as disciplinas e estão surgindo novas ideias", avaliou a Superintendência de Formação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Lúcia Ida Oliveira Fortes Pereira. 

Além de apresentarem o que estão executando, também debatem no encontro as dificuldades. "O evento é uma oportunidade de aprendizado para o próprio coordenador pedagógico. Ele precisa se fortalecer e saber que não está sozinho, tem suporte no desenvolvimento de suas atividades de melhorias na qualidade do ensino", completou Lúcia. 

Simulações de provas foram algumas das iniciativas, como também dedicação à leitura. Algumas escolas definiram 2h por semana para leitura, independente da disciplina que for naquele horário. Driblar a falta de interesse pela leitura, por exemplo, ainda é um desafio que precisa da habilidade dos educadores para ser vencido. 

Uma das participantes relatou que os alunos são motivados a ir para a biblioteca, escolher o livro de sua preferência e levar para casa, como quiserem. Depois, relatam aos colegas a história. "Não ficará apenas pontuado como Prova Brasil, mas ações que serão levadas adiante em situações que a escola julgar necessário", frisou Lúcia. 

Pela manhã estiveram reunidos no Cefapro 33 dos 76 participantes representando escolas estaduais da região Sul e Leste de Cuiabá. Os demais, das regiões Norte e Oeste, ficaram para o período da tarde. 
Eliana Bess
Assessoria/ Seduc-MT





http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Coordenadores-pedag%C3%B3gicos-debatem-resultado-de-a%C3%A7%C3%B5es.aspx

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Novo modelo de coordenadoria pedagógica é apresentado ao governador

O governador Pedro Taques conheceu nesta sexta-feira (17.07) o novo modelo de coordenadoria pedagógica que será implantado nas 753 unidades escolares do Estado. O projeto foi apresentado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a nova atuação terá o pedagógico como a atividade central.

Segundo a Seduc, os coordenadores terão o trabalho fortalecido na ordenação curricular junto aos professores. A ideia é melhorar os índices de Educação Estadual. Pesquisa da secretaria feita no início do ano demonstrou que 80% do tempo do coordenador é ocupado na resolução de problemas administrativos.

O secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Seduc, Gilberto Fraga, afirma que o trabalho agora será de inverter a ordem para dar foco ao aluno. “Atualmente os coordenadores gastam muito tempo em trabalhos administrativos. Nós vamos inverter essa lógica para que tenham foco no aluno. Só assim, nós teremos melhorias nas proficiências”, disse.

Gilberto ressalta que para realizar esse trabalho será preciso fazer uma ressignificação dos professores. Afirma que todas as unidades do Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro) estarão conectadas com a dificuldade identificada em cada unidade escolar.

Com esse trabalho, o Cefapro passará a oferecer cursos de formação continuada para sanar as dificuldades existentes e dessa forma contribuir para a melhoria da educação. Atualmente, segundo Gilberto, os cursos não são oferecidos com esses focos.

“Ao fazer esse trabalho nós teremos uma dimensão ampliada: o aluno com a necessidade identificada, o professor verificando como resolver essa situação, o coordenador apoiando o professor e os assessores pedagógicos atuando junto com os coordenadores e os centros de formação e a Seduc oferecendo essa capacitação”, afirmou o adjunto.

O mesmo projeto também prevê uma ajuda entre as escolas da rede. A ideia, segundo Gilberto, é que uma escola que tenha a proficiência com um nível mais elevado possa ajudar outras que ainda têm dificuldades. Além disso, a comunidade será chamada para estar comprometida com a educação.

O secretário de Educação, Permínio Pinto, afirmou que essas ações fazem parte do programa Transforma Mato Grosso. “Vamos transformar a educação de Mato Grosso, para isso, nós estamos finalizando um estudo para saber como foi organizada a educação em Mato Grosso. Nós vamos mudar isso através do aperfeiçoamento da escola ciclada. Vamos pegar os nossos gestores, desde diretores, coordenadores e assessores pedagógicos para que todos estejam com o foco no aluno e no aprendizado”, disse.

A Rede Estadual de Educação atende 409 mil estudantes, com um total de 25.118 professores. O processo de formação continuada é feita pelo Cefapro, presente em 15 municípios do estado.

NATALIE LUNA E THIAGO ANDRADE
Redação/Gcom-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Novo-modelo-de-coordenadoria-pedag%C3%B3gica-%C3%A9-apresentado-ao-governador.aspx

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Refletindo mais sobre o ambiente alfabetizador

Eduarda Diniz Mayrink, coordenadora pedagógica, e Leninha Ruiz, formadora 
na área de Educação Infantil
Há algumas semanas, escrevi um texto sobre a necessidade de retomar a questão da organização da sala de aula (leia aqui) com um professor muito comprometido, mas que havia feito uma assimilação deformante em relação ao alfabeto na sua sala. Foram muitos os comentários e sugestões bem bacanas, com todos os leitores se mostrando preocupados em sempre respeitar o profissional. Na ocasião, eu ainda estava preparando uma formação para trabalhar essa questão, então, hoje, quero compartilhar com vocês qual foi a estratégia que adotei.
Tenho como pressuposto que a formação do professor deve ser feita com base na reflexão sobre a prática e na dialética embasada em teorias e pesquisas didáticas. Portanto, planejei um encontro para tematizar a organização da sala e o ambiente alfabetizador em uso pelas crianças.
Criança consulta alfabeto localizado abaixo do quadro (Foto: Leninha Ruiz)
Criança consulta alfabeto localizado abaixo do quadro (Foto: Leninha Ruiz)
Selecionei uma filmagem de uma situação didática de escrita de listas (leia aqui o relato da atividade) que também mostrava uma parte considerável da sala de aula, que era bem organizada e tinha materiais que indicavam claramente quais projetos estavam acontecendo. Abaixo do quadro, havia um alfabeto com letras bastão e uma lista de números de 1 a 50 com 4 centímetros de altura. Ao lado, havia algumas parlendas e duas listas com os nomes das crianças das turmas da manhã e da tarde. Em um mural, existia uma listagem dos animais do fundo mar e algumas imagens de peixes, corais, tubarões e baleia (tais imagens não estavam ilustrando a lista). Em cada mesa, havia uma cartela pequena com o alfabeto para que os pequenos pudessem consultar.
Depois de assistir ao vídeo com o grupo de sete professores, propus a discussão em duplas e a posterior socialização das seguintes questões:
  1. Em que situação as crianças se reportam aos materiais escritos?
  2. Como elas utilizam esses materiais?
  3. Podemos afirmar que essa sala favorece a alfabetização? Por quê?
  4. Analise a organização e a disposição dos diferentes materiais escritos, apontando os pontos fortes e o que pode ser melhorado tendo em vista a estética, o sentido dos textos, o acesso e a visualização pelas crianças.
As respostas das duplas possibilitaram uma boa discussão sobre a disposição e altura dos textos, do alfabeto e até da reta numérica. Para vocês terem uma ideia do que os professores falaram, transcrevo aqui uma das respostas de uma dupla: “Muito interessante as parlendas estarem colocadas como se fossem cartazes, uma ao lado da outra. Assim, ficou mais fácil para os garotos procurarem uma palavra que pudesse ajudar na escrita e também deu para ver que eles sabiam o que estava escrito em cada cartaz. Aqui na escola, só escrevemos as poesias no quadro no dia que as apresentamos e deixamos escrito até precisarmos daquele espaço”.
Criança consulta lista de nomes afixada em uma das paredes da sala (Foto: Eick Mem)
Criança consulta lista de nomes afixada em uma das paredes da sala (Foto: Eick Mem)
Na filmagem, ficou visível que os pequenos precisam colocar a mão e apontar cada letra ou palavra – se os textos ou alfabeto ficam no alto, isso não é possível. Nessa hora, é claro que eu puxei o assunto sobre não ter ilustrações no alfabeto, porque se na letra C tem um desenho de cavalo, por exemplo, eu estou informando apenas uma das possibilidades de uso do C, o que pode levar a turma a associar o C sempre à sílaba CA. Além disso, queremos que as crianças utilizem um repertório amplo de escritas que são de uso real, como a listagem de títulos de histórias lidas. A criança sabe o que está escrito porque as histórias foram lidas para ela várias vezes. Pelo ajuste do falado ao escrito, ela, então, localiza onde está determinada palavra.
Após a socialização das respostas, coloquei o vídeo novamente e pedi que focassem na análise da organização e na estética da sala. A discussão foi bem produtiva e houve professor que disse fazer algumas “decorações” por achar que era seu dever enfeitar o ambiente, mas que, de fato, uma sala menos poluída visualmente lhe parecia mais agradável.
E o docente que inspirou essa formação? Ele participou da reflexão e fez uma análise comparativa da sala dele com a do vídeo, elencando algumas alterações que pretende fazer. Uma delas é a de disponibilizar pequenos alfabetos em cartelas para que as crianças possam manusear. Ele percebeu que esse material ajuda bastante as crianças na localização de determinada letra, por exemplo, algo que alfabeto no alto, com desenhos e muitos tipos de letra pode dificultar.
Acredito que poder refletir coletivamente à luz de um bom modelo é muito formativo para o grupo. E você, o que acha?
Um abraço, Leninha

http://gestaoescolar.abril.com.br/blogs/coordenadoras/2014/10/07/refletindo-mais-sobre-o-ambiente-alfabetizador/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...