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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Trabalhadores da Educação de MT reafirmam Estado de Greve em Assembleia Geral


A Assembleia Geral realizada nesta segunda-feira (7/12) em frente ao Tribunal Regional do Trabalho em Cuiabá, reuniu representantes da Educação Pública de sessenta e seis municípios do Estado. Foram deliberadas diversas pautas referentes à defesa dos direitos da categoria e do Ensino Público em Mato Grosso. 

Os temas discutidos e deliberados fazem parte das propostas extraídas do último Conselho de Representantes da Educação realizado nos dias 5 e 6 de dezembro.

Reajuste Salarial

O Conselho avaliou o contexto das negociações da Pauta de Reivindicação Rede Estadual/2020, incluindo a questão salarial e o desrespeito da Lei 510/2013 (Dobra do Poder de Compra) com a não aplicação dos índices de ganho real (7,69%) em 2019 e 2020 trazendo defasagem nos salários dos educadores e dos demais servidores públicos sem a correção dos índices da RGA.

Reforma da Previdência

Além disso, os educadores também destacaram a Reforma da Previdência, no que tange a majoração da contribuição social com aplicação de alíquota linear (14%), sem respeitar os princípios da igualdade, da universalidade e principalmente da progressividade, e o consequente confisco dos salários dos aposentados com essa taxação. O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, destacou as constantes manobras do governo Mauro Mendes para impedir a votação em segunda instância do PLC 36, que atribuiria o desconto somente sobre os servidores que recebem proventos acima do teto da previdência. “O governo já declarou publicamente que, caso o PLC 36 seja aprovado na Assembleia Legislativa, irá vetar o projeto e ainda ameaçou não pagar a RGA de 2%. Tudo isso demonstra o descaso do executivo com os servidores”, disse.

Sobre a desmonte da Gestão Democrática 

Durante a Assembleia também foi colocada em pauta a atuação do governo ao destruir a Gestão Democrática nas unidades de Ensino, com o descumprimento da Lei 7040/98, realizando um processo seletivo para indicar os diretores, excluindo a comunidade escolar da escolha por voto, como assegura a lei.

Concurso Público

Outra reivindicação apontada pela categoria refere-se ao calendário de posse dos concursados no cadastro de reservas e habilitados no último concurso público para atuarem no ano letivo 2020/2021, para todos os cargos e função da Carreira dos profissionais da Educação em Mato Grosso, incluindo vigias.

Sobre o desmonte da oferta da Educação na rede estadual 

Sem o menor pudor, o governador Mauro Mendes publicou no Diário Oficial, um decreto prevendo o que os educadores chamam de “prefeiturização do Ensino Fundamental”, que nada mais é do que deixar de oferecer vagas para as séries iniciais, empurrando toda a responsabilidade para os municípios, com objetivo de sucatear a Educação pública, uma vez que as prefeituras não possuem aporte financeiro e estrutura para receber essa demanda. Na discussão também foi incluso o fechamento de unidades de ensino e profissionalização.

Falta de segurança Sanitária para o retorno às aulas

Durante a Assembleia Geral, os educadores reafirmaram que atuam em defesa à vida e exigem que o retorno presencial e/ou híbrido ocorra somente mediante imunização da população, incluindo estudantes e profissionais de Ensino. “A incoerência desse governo assusta. Em meio a uma segunda onda de contágio da Covid-19, e com um governo onde grande parte do staff dos secretários (incluindo o próprio secretário de saúde) já contraiu o vírus e foram tratar da doença em hospitais particulares fora de Mato Grosso; recebemos o anúncio de que o governo quer que retornemos às aulas presenciais já no início do ano que vem. Não colocaremos nossos alunos e nem a nós mesmos em risco”, disse Valdeir.

Diante de todos esses itens que descrevem os ataques à Educação Pública em Mato Grosso, os trabalhadores votaram e aprovaram o Estado de Greve. Após a votação, houve uma caminhada até à Secretaria Estadual de Educação em sinal de protesto.

Fonte: Assessoria/Sintep-MT.

SINTEP MT 

segunda-feira, 25 de março de 2019

Professores cruzam os braços no dia 24/04 contra falta de condições de trabalho e aprovam indicativo de greve

Da Redação - Fabiana Mendes e José Salvani
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) irá paralisar as atividades por 24 horas no próximo dia 24 de abril, por conta da falta de condições de trabalho e também contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral na tarde desta segunda-feira (24), Escola Estadual Professor Nilo Póvoas, em Cuiabá. 

A categoria deverá aguardar até o dia 20 do mesmo mês para que o Governo Estadual atenda as demandas. No entanto, já existe o indicativo de grave, que pode ser deflagrada a qualquer momento, caso exista movimentação para retirada de direitos, afirma o sindicato.
 
O sindicato aponta que o indicativo de greve aconteceu diante do que eles chamam de desmonte da educação pública na rede estadual, frente a falta de condições de infraestrutura das escolas, ausência profissionais nas unidades para atender a demanda, problemas com recursos da merenda escolar e, até mesmo falta de material administrativo, como papel para impressão de provas. O debate ocorre as véspera da data-base da categoria, no mês de maio. 
 
O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, disse ao Olhar Direto que a paralisação geral nos 103 municípios pode não ser deflagrada, caso o Governo cumpra a política de isenção e renuncia fiscal. “Só basta o Governo cumprir o que está estabelecido na Constituição do Estado, que diz que na política de isenção e renuncia fiscal, os recursos da educação devem ser preservados. Que ele teria recurso suficiente para reformar e construir escolas no Estado inteiro. Só basta essa politica”, afirma.
 
O professor Francisco Santino da Silva, de 60 anos, atua como professor há 32 anos. Ele é favorável à greve. “Por mim, seria agora. Mas como tem todo esse contexto, a gente tem que entrar em um consenso e fazer com que esta greve seja construída em outros municípios, para termos força. A nossa luta depende da força”, contou.
 
No dia da paralisação geral estão previstos atos nas assessorias pedagógicas dos municípios e na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), no Centro Político
Administrativo (CPA).



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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Assembleia geral delibera pela construção da greve na rede estadual de educação

Os trabalhadores e as trabalhadoras da Educação estadual de Mato Grosso decidiram, por unanimidade, aprovar as deliberações do Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). Em Assembleia Geral realizada hoje, segunda-feira (04.02), decretaram o Estado de Greve, com Assembleia Permanente, paralisação estadual unificada, em 12 de fevereiro, e realização de novo Conselho em março.
“O estado de alerta é um indicativo para o governo reavaliar a postura e buscar uma negociação”, esclarece o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira. Ao mesmo tempo, destacou que, há necessidade da construção do movimento paredista, que não ocorre de forma imediata. 
Uma mobilização unificada está marcada para o dia 12 de fevereiro. A coordenadora do Fórum Sindical, presente na Assembleia do Sintep/MT, Edna Sampaio, representantes da Associação dos Docentes da Universidade de Mato Grosso (Adunemat) ressaltou a importância da participação do Sintep na mobilização. “Será a primeira grande paralisação de alerta contra as medidas do governo Mauro Mendes e a participação dessa categoria é fundamental”, disse. 
Desmonte
Foi unânime nas diversa explanações realizadas pelos profissionais da educação, assim como pelos representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), do Fórum Sindical, e da Central Única dos Trabalhadores, em Mato Grosso (CUT-MT), a inviabilidade dos direitos da classe trabalhadora, com as políticas implementadas pelos governos federal e estadual. 
“Em Mato Grosso o pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos”, disse dirigente e secretário de redes municipais, Henrique Lopes. Lopes lembrou que o ataque a educação se estende a política da Dobra do Poder de Compra, quando não paga a RGA, e também via decreto de calamidade financeira, que impede o cumprimento das leis de carreira. 
A avaliação apontou que as medidas não atacam apenas os servidores da ativa, compromete também os aposentados, devido a paridade. “Se aprovada a lei da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, as perdas serão ainda maiores, pois colocará fim na paridade salarial e ampliará o percentual de desconto previdenciário, para aqueles que recebem acima do teto”, alerta o presidente Valdeir.
Moções
Durante a Assembleia foram encaminhadas para votação duas moções. A primeira contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, e a segunda, em apoio a mobilização unificada dos servidores da cidade de São Paulo. Segundo ressaltaram as falas dos militantes toda a atenção é necessária, pois os ataques  atingirão todos os direitos da classe trabalhadora.
Confira as fotos no facebook do Sintep/MT 
Assessoria/Sintep-MT

http://sintep2.org.br/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Lamentável: Presidente e secretário do Sintep morrem em acidente

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Jocilene Barboza dos Santos e o secretário, Julio Cesar Martins Viana, morreram em um acidente envolvendo uma Amarok e uma carreta, no último domingo (02). O fato foi registrado na BR-163, próximo a Diamantino (209 quilômetros de Cuiabá).

A presidente e o secretário do Sintep viajavam na Amarok. Conforme a Concessionária Rota do Oeste, que administra o trecho, as informações iniciais apontam que o motorista da caminhonete perdeu o controle de direção do veículo, rodou na pista e atingiu a carreta.

Chovia bastante no local, no momento do acidente. O resgate esteve no local e constatou a morte dos dois ocupantes da caminhonete, sendo a presidente e o secretário do Sintep.

O motorista da carreta, com placas de Maringá (PR), saiu ileso e assinou termo de recusa de atendimento. O acidente ocorreu em uma região de declive e curva.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local realizando os trabalhos. O caso será investigado pela Polícia Judiciária Civil (PJC).

Diversas servidores, amigos e familiares lamentaram as mortes nas redes sociais.




http://www.olhardireto.com.br/noticias/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

REPOSIÇÃO DE AULAS: Justiça nega liminar que obrigaria pagar salário dobrado para professores em MT

Magistrado afirma que é obrigação dos professores repor aulas

O juiz Gerardo Humberto Alves Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, indeferiu o pedido de liminar do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), que, na prática, obrigaria a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) a pagar novamente os professores com contratos temporários, para que eles fizessem a reposição das aulas perdidas durante a greve do ano passado.
Na sua decisão, o magistrado entendeu, com base em decisões de cortes superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que os contratos dos trabalhadores temporários, bem como os salários, poderiam ter sido suspensos durante o movimento paredista. Na greve ocorrida no ano passado, que durou 67 dias, o Governo de Mato Grosso optou, porém, por manter os pagamentos em dia.
Dessa forma, o juiz argumentou que “o pedido do Sintep não merece acolhimento”, uma vez que os profissionais já receberam os valores a que têm direito, mesmo não tendo cumprido o serviço (concluir o ano letivo de 2016) em sua integridade, conforme estipulado nos contratos firmados com a Seduc.
De acordo com o Setor Jurídico da Seduc, se a Secretaria pagasse pelos 21 dias de reposição, seria obrigada a pedir o ressarcimento dos valores pagos durante os 67 dias de greve. “Existe uma obrigatoriedade de tomarmos cuidado com o dinheiro público. Seríamos compelidos por outros órgãos a ter de restituir aproximadamente R$ 20 milhões de valores pagos aos professores que não concluíram o serviço em sua totalidade”, observou o secretário-executivo da Seduc, Luciano Bernart.
Segundo ele, a decisão do juiz Gerardo Alves dá tranquilidade aos gestores das escolas, bem como aos professores, para que eles possam concluir o ano letivo de 2016 até 31 de janeiro, para, em março, já dar início a um novo calendário. Para que a reposição fosse realizada, a Seduc renovou os contratos temporários dos profissionais, pelo período de 21 dias, entre 10 e 31 de janeiro deste ano. Ao todo, o ano letivo de 2016 está sendo finalizado em 286 das 756 escolas do estado.
O Estado de Mato Grosso possui 22,9 mil professores. Destes, 9.231 são efetivos e 13.733 contratados.


http://www.folhamax.com.br/politica/justica-nega-liminar-que-obrigaria-pagar-salario-dobrado-para-professores-em-mt/110947

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rede estadual: Para cumprir calendário, retorno às aulas é hoje

Mídia News
Sindicato quer que professores contratados recebam; secretaria disse que já pagou no período da greve

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

A volta às aulas e a reposição do calendário letivo referente ao ano de 2016 estão sob risco na rede estadual de ensino de Mato Grosso. As aulas devem ser repostas para complementar o ano letivo de 2016 que foi afetado pelos mais de 60 dias de greve no ano passado. Com a obrigação de cumprir 200 dias letivos, muitas escolas que aderiram ao movimento paredista terão até o dia 31 de janeiro para repor as aulas. 

No entanto muitos servidores já sinalizam não voltar às salas de aula que devem começar hoje. A alegação seria por uma possibilidade da Secretaria de Estado de Educação em não pagar o mês de janeiro. Isso porque, esses dias já teriam sido pagos quando os servidores estavam em greve. Os profissionais, no entanto afirmam que só trabalham se tiverem a garantia do pagamento. Os sindicatos nos municípios estão se reunindo para uma decisão em relação à retomada ou não das aulas. Importante destacar que na rede estadual, num universo de 40 mil servidores da educação, 70% são contratados. 

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público em Mato Grosso (Sintep) classifica como descaso a atitude da Seduc. O sindicato orienta os profissionais que estão sem contrato, que não há a obrigação dos mesmos prestarem os serviços. “A orientação é para que não seja assinado contrato em que não estejam garantidos todos os direitos trabalhistas, sobretudo o salário do mês. E, pelo contrário, a adesão ao contrato que está sendo apresentado pela SEDUC/MT pode configurar renúncia a direitos, impossibilitando que sejam defendidos na Justiça”, alega o Sintep. 

Conforme o sindicato os contratos temporários tiveram o prazo de vigência até 23 de dezembro e que a partir desta data, cessou qualquer compromisso trabalhista entre as partes envolvidas. O Sintep ressaltou ainda que a greve de 67 dias não foi declarada ilegal e a mesma é um direito constitucional do servidor. 

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) informou que está renovando os contratos temporários dos profissionais que vão trabalhar no período de 10 e 31 de janeiro deste ano para repor as aulas perdidas durante a greve do ano passado. “Os novos contratos terão vigência de apenas 21 dias e não serão remunerados, uma vez que os profissionais não deixaram de receber os pagamentos durante o movimento grevista. Os novos Contratos Temporários de Prestação de Serviços de Reposição de Aula serão celebrados apenas pelas escolas que entraram em greve e ainda não repuseram todas as aulas”, confirmou a secretaria. 

Segundo o secretário-adjunto de Política Educacional da Seduc, Edinaldo Gomes de Sousa, por razões jurídicas esse contrato não pode ser remunerado, uma vez que tais profissionais já receberam pelo serviço, que ainda não foi completamente prestado. 

De acordo com o Setor Jurídico da Seduc, se a secretaria pagasse por esses 21 dias de contrato, seria obrigada a exigir o ressarcimento dos valores pagos durante os 67 dias de greve. “O Estado poderia ter suspendido os pagamentos dos contratos temporários durante todo o período de greve, mas não o fez. Por isso, esperamos contar com todos os profissionais da Educação para o início da reposição”, disse o secretário-adjunto. 


http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=499474

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Professores decidem por suspensão de protesto na capital, mas mantêm estado de greve

Professores  decidem por suspensão de protesto na capital, mas mantêm estado de greve
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto
Da Redação - Naiara Leonor

A greve dos trabalhadores da rede municipal de educação de Cuiabá foi suspensa, por decisão da classe em assembleia na Praça Alencastro, na tarde desta terça-feira, 8. Mobilizados em frente à sede do Executivo, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) discursaram sobre as metas alcançadas e a continuação da luta por mais direitos, agora com estado de greve. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) considerou o ato ilegal e determinou multa de R$ 10 mil (ao dia) em caso de descumprimento.  As atividades serão retomadas na quarta-feira,9.

Leia mais:
Após greve ser considerada ilegal, professores avaliam protesto em assembleia

Paralisados desde o dia 31 de agosto, os profissionais da rede municipal de ensino de Cuiabá se reuniram para decidir quanto ao futuro da greve que afetou cerca de 46 mil alunos matriculados em escolas e creches da capital.

As reivindicações da classe perpassam por reajuste salarial de 3%, realização de concursos públicos, recebimento de férias e licenças-prêmio vencidas, rapidez na publicação de processos de aposentadoria, até cursos de capacitação, reforma nas unidades de ensino e revisão da lei orgânica da categoria.

O presidente do Sintep-MT subsede Cuiabá, João Custódio da Silva, declarou ao Olhar Direto que a classe entrou em greve quando as negociações já haviam sido encerradas pela Prefeitura. “O Prefeito Mauro Mendes já havia batido o martelo, dizendo que não atenderia nossas propostas, por isso entramos em greve”.

Já a prefeitura declarou em nota que as negociações ainda estavam em aberto quando o Sindicato anunciou a greve. Declaração que foi utilizada como um dos argumentos para deflagrar a greve ilegal.

João Custódio ainda afirmou que a suspensão da greve não ocorreu pela decisão judicial do Tribunal de Justiça, tornando-a ilegal, mas sim por falta de coro. “Se perguntarem por que suspendemos a greve, direi que foi por falta de coro. Muitos profissionais já estavam em exercício. Não foi a justiça que nos interrompeu, fomos nós mesmos”.


A proposta do Sintep a classe agora é estabelecer um calendário de ações para as reivindicações que não foram atendidas. “Considero a classe vitoriosa. Conseguimos 2,3% de reajuste salarial em uma assembleia com 4 gestores contra o sindicato, apresentando dados que divergiam dos nossos”, disse a Professora Helena Maria Bortolo, membro da diretoria do Sintep-MT, subsede de Cuiabá.

A coordenadora Pedagógica da Escola Celina Fialho Bezerra, do bairro Altos da Serra, em depoimento emocionado, disse que a luta continua e que a classe precisa se unir. “Vivo disso há 19 anos, volto dessa greve muito triste porque eu queria a reforma da minha escola, mas vejo que não compensa 10 escolas servirem de testa de ferro para as demais. Uma professora de uma escola que não estava em greve me disse que não entraria de greve pois trabalhava em uma escola modelo, nova e climatizada. Precisamos nos unir, sem puxar o tapete de ninguém”.

Já o Professor Ednilson de Carvalho, da escola do campo, Nossa Senhora da Penha de França, uma das mais antigas da cidade, no Coxipó do Ouro, disse que era lamentável o prefeito Mauro Mendes viajar justamente na data da assembleia e defendeu a reforma das unidades escolares. “Na minha escola está sendo construído um novo prédio, com 6 salas como um plano de ampliação, mas o prédio antigo não será reformado, a escola funcionará metade no espaço novo e metade no antigo. É preciso modernizar e climatizar as unidades para oferecer melhores condições de aprendizagem aos alunos e de trabalho aos profissionais”.

Na quinta-feira (10), representantes do Sintep se reúnem com gestores de governo para uma reconciliação e retomada da proposta feita de reajuste salarial de 2,3%, que estava condicionado à volta das atividades.


http://olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Professores_suspendem_protesto_na_capital_mas_mantem_estado_de_greve&id=406126

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Professores decidem nesta terça se vão suspender greve em Cuiabá

Categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial de 3%.

Profissionais vão analisar decisão da Justiça que determinou corte salarial.

Kelly Martins Do G1 MT


Os professores e técnicos da rede municipal de ensino de Cuiabá devem decidir nesta terça-feira (8) se vão suspender a greve, que começou no dia 1º de agosto. A categoria vai se reunir em assembleia-geral, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) subsede Cuiabá, a partir das 15h, para discutir a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou corte nos salários dos grevistas e multa diária de R$ 10 mil.

“Vamos avaliar essa nova decisão e decidir se mantemos ou não a paralisação”, frisou o presidente do sindicato, João Custódio. Caso a greve seja suspensa, as atividades nas escolas municipais retornarão já na quarta-feira (9). De acordo com o Sintep, a paralisação tem afetado 48 mil alunos de aproximadamente 90 escolas e creches da capital.
A categoria cobra, entre outras coisas, reajuste salarial de 3% e reformas nas unidades de ensino. Na última reunião, os servidores rejeitaram a última proposta da Prefeitura de Cuiabá para reajuste salarial de 2,3%.

Seis itens estão na pauta de reivindicação dos trabalhadores: reajuste salarial de 3% a partir de janeiro; realização de concursos públicos para a carreira; rapidez na publicação de processos referentes à aposentadoria; recebimento de férias e licenças-prêmio que estão vencidas; revisão da lei orgânica da categoria; cursos de qualificação e reformas nas unidades de ensino.

Na última sexta-feira (4), a desembargadora Nilza Maria Pôssas deferiu recurso interposto pela prefeitura após a categoria manter a greve, em assembleia realizada no dia 3, em contrariedade à decisão judicial proferida no dia anterior que determinou a ilegalidade da paralisação.

“É de se ressaltar, também, que não se discute aqui o direito de greve que é assegurado aos servidores públicos (...) Assim sendo, quando da concessão da antecipação de tutela, deveria o requerido, pensando naqueles 46 mil alunos que estão sendo prejudicados, cessar o movimento paredista e determinar o retorno dos professores às salas de aula, para que assim pudesse dar continuidade às negociações com o município para resolução do conflito, o que não fora feito. Ao contrário, entendeu por bem o requerido, em assembleia geral, descumprir a determinação emanada por este Tribunal”, consta trecho da decisão

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/09/professores-decidem-nesta-terca-se-vao-suspender-greve-em-cuiaba.html

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ATO PÚBLICO/REFORMAS NAS UNIDADES DE ENSINO

Rede Municipal- ATO PÚBLICO/REFORMAS NAS UNIDADES DE ENSINO



Por: Donizete Louzada

    Conforme decisão da Assembleia Geral realizada no dia 21 de agosto, a direção do Sintep Subsede de Cuiabá realizará no próximo dia 25, às 14:30h, na Praça Alencastro, um ATO PÚBLICO, para cobrar  dos gestores de Cuiabá maior celeridade nas reformas das Unidades Educacionais.
    Fotos retratando a precária realidade da infra-estrutura  das Unidades Educacionais da rede municipal serão expostos à população em praça pública.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Salário: Categoria aceita 2.44% de ganho real

  
Os trabalhadores da educação, reunidos em Assembleia Geral, realizada no dia 21 de agosto, deliberaram por acatar a contra proposta apresentada pelo Secretário Municipal de Educação, em resposta à pauta de reivindicação da categoria referente à Campanha Salarial de julho de 2014.

 Conforme decisão, os subsídios da categoria serão recompostos em 8.50%, sendo 6.06% em julho e 2.44% em outubro.

Para cobrar maior celeridade nas reformas das unidades educacionais, a categoria deliberou pela realização de um ATO PÚBLICO, na Praça Alencastro, no mês de setembro.


João Custodio da Silva 
Presidente do Sintep Subsede de Cuiabá

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sintep Cuiabá convoca Assembleia Geral


A  direção do Sintep Subsede de Cuiabá  convoca  os trabalhadores da rede municipal de ensino das escolas e creches para uma Assembleia Geral,  que tem como pauta a campanha salarial  de 2014. 

Esta importante atividade sindical será realizada no dia 21,  às 14:30h na EE Liceu Cuiabano. Participe. 

Quem participa, delibera.

João Custódio
Presidente

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Com salários cortados, professores pedem alimentos nas ruas

Em greve, há profissionais que receberam R$ 30,00 do prefeito Juarez Costa


LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
A presidente do Sintep, Sidnei Cardoso,
e o prefeito Juarez Gomes: crise na educação
Professores e profissionais da rede de Educação de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá) estão pedindo alimentos nas ruas, desde sexta-feira (1). A situação começou após eles terem os salários cortados, em até 11 dias, pelo prefeito Juarez Costa (PMDB).

As informações são da presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Sidinei Cardoso.
"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Temos servidor que recebeu R$ 30"

Segundo ela, 80% dos 1,4 mil profissionais do setor estão em greve em Sinop desde o dia 21 de julho. A rede atende a aproximadamente 14 mil alunos.

Na última quarta-feira (30), quando os salários foram depositados, alguns trabalhadores descobriram que receberam menos de R$ 100.

"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos como sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Tem servidor que recebeu R$ 30”, disse a sindicalista.

O corte de ponto dos trabalhadores, segundo ela, seria uma postura “arbitrária” do prefeito, uma vez que a greve não foi declarada ilegal pela Justiça.

“A Secretaria de Educação e a Prefeitura nos fecharam as portas e cortaram o ponto de forma arbitrária sem nem fazer uma proposta para a categoria. A população está do nosso lado e apesar das ameaças a greve continua", afirmou a presidente.

Diante do corte salarial, os trabalhadores passaram a realizar manifestações diárias em frente à Secretaria Municipal de Educação desde quinta-feira (31). O órgão, porém, fechou para o atendimento ao público e ainda não retornou às atividades.

Segundo o diretor da regional Norte do Sintep-MT, Valdeir Pereira, nenhuma negociação teve início com a Prefeitura de Sinop e os profissionais do setor – principalmente aqueles que saíram da zona rural para acampar na cidade e participar do movimento grevista – estão passando por dificuldades financeiras.

“Por isso passamos a nos organizar para garantir a alimentação do pessoal que está participando do acampamento, fazendo cotas e contando com doações. A população tem compreendido e nos ajudado”, afirmou.

É o caso da técnica de desenvolvimento infantil Rosimeire Ribeiro, que tem um salário de R$ 1,5 mil, mas, com os descontos feitos na folha e o corte de ponto, disse ter recebido apenas R$ 312.

"Estou vindo ao acampamento para almoçar todos os dias com a minha filha. Mas tenho colegas que trabalham no apoio, por exemplo, que receberam ainda menos do que eu", disse.


Divulgação
Educadores estão realizando manifestações diárias no Município
Reivindicações

A categoria reivindica melhores condições de trabalho, readequação da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais e equiparação salarial com a rede estadual de ensino.

Por meio de assessoria, o Sintep-MT informa que o salário base dos professores da rede municipal é de R$ 1.697 para uma jornada de 40 horas semanais.

Eles comparam a remuneração com o salário recebido pelos educadores da rede estadual, que é de R$ 1.747 para o cumprimento de uma carga horária semanal de 30 horas.

As condições das escolas, segundo o sindicato, também é precária.

Outro lado


Em nota enviada por meio de sua assessoria de Comunicação, a Prefeitura de Sinop informou que não tem capacidade financeira para atender às reivindicações da categoria e que o "corte de ponto" é um ato administrativo legal, sendo que os servidores grevistas deverão receber o referido desconto quando da reposição de aulas.

A Prefeitura negou, ainda, que existam trabalhadores tenham recebido menos de R$ 100 no dia de pagamento, conforme denunciado pelo Sintep-MT.

"O menor salário da pasta da Educação é de R$878,44, para 30 horas/semanais para o pessoal de apoio (merenda/limpeza)", diz trecho da nota.

O Município alega ter ingressado, na Justiça, com ação de "ilegalidade da greve" e aguarda deferimento

A pasta enviou, ainda, uma tabela de impacto financeiro elaborado pelas secretarias de Finanças e Administração a partir das reivindicações dos profissionais da educação, que resultou na greve do setor.


"As secretarias de Finanças e Administração divulgaram a tabela de impacto (aumento) financeiro elaborado a partir das duas reivindicações dos profissionais da educação e que culminou em greve do setor. As duas reivindicações são redução da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais para todos os profissionais da educação e equiparação salarial dos professores do estado.

As tabelas mostram uma elevação de 4 milhões e 200 mil em 2014, 10 milhões e 300 mil em 2015, 15 milhões e 500 mil em 2016, 19 milhões e 700 mil em 2017 em 2017 e culminando em 24 milhões e 400 mil em 2018.

Os valores mostram que a Prefeitura de Sinop não dispõe, nem hoje e nem futuramente, de recursos para atender aos pedidos do Sintep. Bem como estudos mostram que a receita do município não tem como acompanhar esta despesa. Esta posição foi informada aos profissionais da educação noutras oportunidades, inclusive documentalmente. Mesmo assim o Sintep mantém a greve.

Nesta semana a prefeitura entrou com ação de “ilegalidade da greve” junto ao tribunal de justiça e aguarda deferimento".

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=205797

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Data-base em julho da Educação: 6,06%. Apenas reposição da inflação.

Na segunda-feira desta semana, a direção do Sintep Subsede de Cuiabá  foi recebida pelos Secretários Pascoal Santullo e Gilberto Figueiredo, da Gestão e Educação respectivamente,  para dar continuidade  às negociações da pauta de reivindicação dos trabalhadores da educação, tendo em vista a data-base neste mês de julho.  Após intensos debates e nenhuma contra proposta apresentada, ficou indicada uma nova rodada de negociação com a presença do prefeito Mauro Mendes.

    Conforme compromisso firmado pelos gestores, a folha de pagamento do mês de julho será confeccionada com  6.06%, índice de inflação do período. O percentual referente ao ganho real de salário, obtido nas negociações e aprovado em Assembleia Geral da categoria, será implantado na folha subsequente, retroativo ao mês de julho.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Professores de quatro cidades de MT estão em greve por melhores salários

Trabalhadores da educação de quatro municípios estão em greve por melhorias nos salários e carreiras. Os educadores de Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Porto Estrela e Sinop estão paralisaram suas atividades em sala de aula por  tempo indeterminado e lutam por propostas que atendam às reivindicações da categoria. 
Nesta segunda-feira, 21, a greve começou com uma passeata pelas ruas de Sinop, onde os trabalhadores negociavam com o prefeito Juarez Alves da Costa desde fevereiro sem conseguir nenhuma proposta. "Queremos unificar a jornada para que todos trabalhem por 30 horas semanais sem perda nos salários, além da implementação de um plano de reajuste de 36,47% em cinco anos para podermos equiparar os salários da rede municipal ao do Estado, além de trazer ganho real para a categoria", explica o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Valdeir Pereira. 
Já em Barão de Melgaço, o ato público em frente à Prefeitura marcou nesta segunda-feira o início da primeira greve da história da rede municipal da cidade, onde além da defasagem salarial, os educadores não tem o direito à gestão democrática nas escolas. "Tivemos um apoio da população à nossa causa, pois estamos desde de 2010 sem reajuste salarial, além de não termos os nossos direitos respeitados pelo prefeito. Queremos uma proposta que atenda às necessidades da categoria", afirma o presidente da subsede do Sintep/MT, Antônio Carlos de Amorim. 
Sem nenhuma proposta da Prefeitura, os trabalhadores da rede municipal de educação de Porto Estrela também iniciaram a greve na segunda-feira. "Estão tentando retirar os nossos direitos, mas a nossa luta é por melhorias no piso e temos o apoio dos pais nessa luta", declarou a presidente da subsede, Creuza Miranda de Oliveira. 
Com 18 dias de greve, os educadores de Barra do Bugres reivindicam o reajuste dos salários proposto pelo Ministério da Educação (MEC) para 2014. "Pedimos o reajuste de 8,32%, para podermos avançar no piso. Na última semana decidimos continuar com a greve por tempo indeterminado em busca de melhorias para a categoria", informa o presidente da subsede João Bosco El Hage.  -


http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/professores-de-quatro-cidades-de-mt-estao-em-greve-por-melhores-salarios.html

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Professores de Sinop (MT) entram em greve por redução da jornada

Do G1 MT

Servidores cobram redução da carga horária e equiparação salarial.
Secretaria alega não ter condições de arcar com o custo das reivindicações.

Professores entraram em greve nesta segunda por tempo indeterminado (Foto: Sidnei Cardoso/ Sintep de Sinop (MT)
Professores da rede municipal de ensino de Sinop, a 503 km de Cuiabá, entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (21). De acordo com a presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Sidnei Cardoso, professores cobram a redução da carga horária de trabalho de 40h para 30h semanais e a equiparação salarial dos servidores da rede municipal com a rede estadual de ensino. A rede municipal de Sinop atende a cerca de 13 mil alunos.
A secretária de Educação do município, Gisele Faria de Oliveira, disse que, atualmente, o município não tem condições financeiras para arcar com as reivindicações dos professores. Segundo ela, um documento foi encaminhado ao sindicato contendo as justificativas dessa decisão. “O município não tem condições de equiparar o salário ao do estado nem de implantar as 30h”, afirmou Oliveira.
Ela disse ainda que a secretaria deve se reunir com a assessoria jurídica do município na tarde desta segunda-feira para receber orientações sobre as reivindicações dos professores. “Sempre estamos estudando, mas por enquanto a secretaria não tem condições”, afirmou a secretária.
Na manhã desta segunda-feira, os professores realizaram uma manifestação na cidade e percorreram a avenida principal com faixas e cartazes. Em seguida, os professores se reuniram em frente à prefeitura, local onde permaneceram até por volta das 11h [horário de Mato Grosso].
“Enviamos dois planejamentos em fevereiro para essas que essas duas pautas fossem implantadas de forma gradativa, mas não foram aceitas pela prefeitura. Eles alegam que estão no limite prudencial de gastos”, disse a presidente do Sintep. Segundo o sindicato, aproximadamente 80% dos profissionais aderiram à paralisação.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/07/professores-de-sinop-mt-entram-em-greve-por-reducao-da-jornada.html

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