quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cursos de graduação da Unemat reservarão 5% das vagas para indígenas

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) reservará 5% de todas as vagas oferecidas nos seus cursos de graduação, a partir do próximo vestibular organizado pela Instituição, para indígenas. Com isso, a Unemat passa a destinar vagas para negros ou pardos, índios e alunos de escola pública nos cursos de graduação. A medida foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conepe) na sessão ordinária realizada nos dias 22 e 23 deste mês em Cáceres.
Com a aprovação da resolução que institui a Política de Ações Afirmativas da Unemat, a população indígena poderá concorrer em vagas específicas em todos os cursos de graduação da Instituição. A Unemat, já oferece há mais de uma década cursos específicos e diferenciados exclusivamente para indígenas, mas são cursos de licenciaturas oferecidos no câmpus de Barra do Bugres.
Para concorrer às vagas destinadas aos indígenas, os candidatos deverão se autodeclarar índios e, no ato da matrícula, apresentar uma declaração da comunidade indígena reconhecendo-o como integrante da etnia/povo indígena.
A criação de um programa de ação afirmativa que atende aos povos indígenas, amplia a integração e valoriza essa comunidade, dando acesso ao ensino superior em cursos não apenas de licenciaturas, mas também de bacharelados. No caso da política de cotas na Unemat nos cursos de graduação serão reservados os seguintes percentuais: 5% para indígenas, 25% para negros ou pardos, 30 % para alunos de escola pública e 40% para ampla concorrência.
No caso de ingresso nos cursos da Unemat por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), adotado pela Unemat para o ingresso nos primeiros semestres de cada ano, a distribuição de vagas para os ingressantes em cursos com oferta de vagas em números de 30 ou 50 irão seguir o arredondamento adotado pelo sistema específico do Ministério da Educação (MEC).




http://www.mt.gov.br/-/5322294-cursos-de-graduacao-da-unemat-reservarao-5-das-vagas-para-indigenas

Relator apresenta no dia 30 parecer sobre MP do Ensino Médio

Em audiência na comissão mista, debatedores divergiram sobre pontos como carga horária, ensino integral e capacitação de professores
Debatedores divergiram nesta quarta-feira (23) sobre a reforma no ensino médio (MP 746/16) em reunião da comissão mista que discute o assunto.
O parecer do relator, senador Pedro Chaves (PSC-MS), deve ser apresentado ao colegiado na próxima quarta-feira (30).
Para o consultor legislativo da Câmara dos Deputados Ricardo Chaves Martins, a retirada da obrigatoriedade de artes e educação física do currículo do ciclo médio, uma das polêmicas do texto, não altera o que previa a Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional (LDB).
Ele explicou que, apesar de classificar como obrigatórias, a lei não definia carga horária mínima e metodologia para essas disciplinas, o que, na prática, tornava o ensino discricionário. “O fato de ficar como estava na LDB não alteraria em nada o caráter de flexibilidade da reforma”, frisou.
Mas ele ressaltou que a situação é diversa em relação a sociologia e filosofia. Na legislação anterior à MP, essas disciplinas eram obrigatórias em todos os anos do ensino médio.
Ensino integral 
O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Eduardo Deschamps, por sua vez, disse que a MP falha ao não prever investimentos em infraestrutura. Como exemplo, ele citou Santa Catarina, onde a estimativa era ampliar o ensino integral para 30 escolas e 14 mil alunos, mas até o momento a medida alcançou 14 escolas, que foram selecionadas justamente por já contar com infraestrutura.
Na avaliação do consultor Ricardo Martins, a proposta para educação integral, que atualmente abrange 572 escolas no País, terá efeito inicial modesto. “ O percentual de alunos do ensino médio abrangido por esse programa de incentivo vai ser muito baixo – passará de 3,8% para 9,5% do total de estudantes”, disse.
Já o professor João Batista Araujo e Oliveira, do Instituto Alfa e Beto, disse não ver sentido no aumento de carga horária. “É preferível ter mais recursos e aulas melhores do que essa fúria por expansão em nome não sei de quê”, criticou.
De acordo com o professor, nenhum país adota a carga de 800 horas, e a média é de 183 horas nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Notório saber
Na visão da coordenadora da Rede Campanha Nacional de Escolas da Comunidade, Maria Helena Kruger, a MP “privatiza” o currículo dos professores ao permitir que técnicos lecionem na educação profissionalizante.
“A formação do professor de ensino médio é por disciplina. Quando dizemos que basta ter notório saber para ser professor voltamos ao século passado”, reclamou, ao salientar que 50% dos docentes da rede pública são contratados em caráter provisório.
O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) refutou os argumentos. Segundo ele, a iniciativa privada pode contribuir para solucionar a carência de docentes. “O notório saber precisa obedecer a critérios, mas não se pode limitar que o conhecimento chegue ao aluno apenas por meio do professor, seria irreal”, disse.
Para a deputada Dorinha Seabra Resende (DEM-TO), se o notório saber for mantido no texto, caberá aos conselhos nacional e estaduais de Educação regulamentar o assunto.  "A medida provisória“não é artifício para retirar a importância dos professores”, avaliou.
Ensino técnico 
Professor e autor do livro “O Nó do Ensino Médio”, Moacir Alves Carneiro pediu mais clareza sobre a aprendizagem técnica. As diretrizes pedagógicas são “confusas” e não preveem acompanhamento qualificado, afirmou.
“Nos Estados Unidos, verificou-se que a liberdade para o aluno montar o currículo resultou em um ensino tão difuso que se perdeu o foco", disse o professor, que sugeriu a adoção de currículo mínimo.
Ministros A comissão mista volta a se reunir na próxima semana para ouvir o ministro da Educação, Mendonça Filho, e ex-chefes da pasta, entre eles Fernando Haddad e Aloizio Mercadante.  


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem - Emanuelle Brasil
Edição - Rosalva Nunes


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http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519930-RELATOR-APRESENTA-NO-DIA-30-PARECER-SOBRE-MP-DO-ENSINO-MEDIO.html

World Voice: Professores da rede pública participam da segunda etapa de projeto de musicalização

Angélica Moraes SEC-MT 
O World Voice assegura, a crianças e jovens, a oportunidade de usar o canto como ferramenta de desenvolvimento humano. - Foto por: Mayke Toscano/GCom-MT

Acontece nesta quinta (24) e sexta-feira (25.11), na Escola Estadual José Leite de Moraes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, a segunda fase do workshop com os educadores participantes do programa World Voice, realizado pelo Governo de Mato Grosso por meio das secretarias de Cultura (SEC) e de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) em parceria com o Conselho Britânico.
Professores da rede pública que participaram da primeira fase, em março deste ano, desenvolvem as atividades nos períodos matutino e vespertino, sob orientação de Paulo Bezulle, músico e master training do World Voice Brasil, de São Paulo. Ele é responsável por acompanhar os cerca de 30 educadores que participam do projeto em Cuiabá. “Este é um trabalho muito mais abrangente onde os professores poderão difundir a aula de canto como processo da pedagogia”, explica.
Desenvolvido pela primeira vez em Mato Grosso, o World Voice fomenta a utilização da música em sala de aula e assegura, a crianças e jovens, a oportunidade de usar o canto como ferramenta de desenvolvimento humano.
Esta é a segunda edição brasileira do programa, que aconteceu pela primeira vez, como projeto piloto, em São Paulo no ano passado. O projeto envolve educadores e professores de canto altamente qualificados, com uma programação que inclui workshops, performance e a formação de professores na metodologia do World Voice. Estes se tornarão multiplicadores aptos a ensinar a metodologia para outros professores de outras escolas permitindo, assim, a expansão do programa no estado.
Esta edição do World Voice em Mato Grosso inclui os módulos de Aquecimentos estratégicos, Ensinando canções, Vocalidade e Sonoridade. As próximas edições, em dezembro e janeiro de 2017, englobam também os módulos de Prática Criativa e Improvisação.
Conselho
O British Council é uma organização internacional do Reino Unido que tem a missão de criar oportunidades educacionais e relações culturais com outros países. Está presente em seis continentes e em mais de 100 países. No Brasil atua desde 1945 com programas e serviços no idioma inglês, educação, sociedade e artes.
Começou há três anos a desenvolver o World Voice e está presente em 12 países, orientando professores a usar o canto como uma opção de agregar valor e criatividade ao conteúdo programático tradicional.
Além da sonoridade, ritmo e movimentos corporais, o programa desenvolve outras características nos participantes como a concentração, foco, persistência e liderança. Além disso, a sociabilidade e a capacidade de respeitar, observar, ouvir e aprender com o outro também são resultados positivos alcançados com o programa.


http://www.mt.gov.br/web/sec/-/5316967-professores-da-rede-publica-participam-da-segunda-etapa-de-projeto-de-musicalizacao

Covid-19 - MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais nas Instituições Federais de Ensino

Acesse aqui o Documento  https://vps3574.publiccloud.com.br/cartilhabio.pdf