sexta-feira, 25 de abril de 2014

Câmara rejeita proposta que obriga atividades em creches nas férias

A Comissão de Educação rejeitou na última quarta-feira (23) o Projeto de Lei 4260/12, da senadora Angela Portela (PT-RR), que obriga as escolas públicas de educação infantil a oferecer atividades pedagógicas aos seus alunos durante as férias, desde que haja interesse de mais da metade dos pais pelo serviço.
O objetivo do projeto é garantir que, mesmo no período das férias escolares, os pais e responsáveis tenham a tranquilidade de contar com as creches e pré-escolas, com atividades pedagógicas, para cuidarem dos seus filhos.
O parecer do relator, deputado Francisco Praciano (PT-AM), foi contrário à matéria. Segundo ele, o funcionamento ininterrupto das unidades de educação infantil pode acarretar problemas para a execução do planejamento curricular e para a avaliação das atividades educacionais pelos professores. “É nesse período de férias escolares que as equipes pedagógicas avaliam o período transcorrido e planejam as atividades vindouras”, salientou.
Além disso, conforme o parlamentar, se os estabelecimentos escolares receberem as crianças durante o ano todo, sem períodos de recesso, não haverá momento hábil para fazer pequenas reformas e adaptações na estrutura física dos prédios, além de atividades como dedetização e desratização.
Tramitação
De caráter conclusivo nas comissões, o projeto será arquivado, caso não haja recurso para apreciação pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Rachel Librelon

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/466629-CAMARA-REJEITA-PROPOSTA-QUE-OBRIGA-ESCOLA-A-OFERECER-ATIVIDADES-NAS-FERIAS.html

Educação infantil será tema de discussão em encontro estadual de educação


Secom Cuiabá
Na próxima semana será realizado em Cuiabá o IX Encontro Estadual dos Conselhos de Educação de Mato Grosso, oportunidade em que serão discutidas, além de outros assuntos, políticas voltadas para a educação infantil, como a Emenda Constitucional 59.
O evento, que ocorre nos dias 28 e 29 de abril, no Hotel Mato Grosso Palace, é uma realização da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (Uncme/MT), Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso e Conselho Municipal de Educação de Cuiabá. A abertura do evento será dia 28 às 13h30.
Geraldo Grossi Junior (MEC)será um
dos palestrantes
Participam do evento a presidente da Uncme, Gilvânia Nascimento; o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, professor Raimundo Moacir Mendes Feitosa; diretor da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação (MEC), professor Geraldo Grossi Junior; a coordenadora-geral de Redes Públicas da Secretaria de Educação Básica do MEC, professora Clélia Mara Santos Ferrari; além de demais autoridades do setor da Educação de Mato Grosso e nacional.
No encontro a Política da Educação Infantil será debatida na mesa redonda intitulada “Educação Infantil: Avanços e Possibilidades frente à emenda 59, ao Plano Nacional de Educação (PNE) e a Idade de Corte Etário”.
A Emenda Constitucional 59, aprovada em 2009 pelo Congresso Nacional, prevê a obrigatoriedade do ensino para a população com idade entre 4 e 17 anos. Com a mudança, a pré-escola e o ensino médio passam a ser obrigatórios. A meta é universalizar o acesso dessa população ao ensino até 2016.
O encontro também pretende subsidiar conselheiros de educação quanto à política nacional de educação infantil no contexto dos municípios, explicitando os acertos, desafios e possibilidades.
Pretende também propiciar aos conselheiros a formação continuada, a fim de fortalecer sua atuação nos Conselhos de Educação; articular ações conjuntas entre o Conselho Estadual de Educação de MT, Conselhos Municipais, Secretarias de Educação do Estado e Municipais, Universidade Federal de Mato Grosso e demais órgãos educacionais do estado.
Será realizado também o “Momento Pró-Conselho”, em que o Curso de Extensão para os Conselheiros de Educação inscritos no Programa de Formação – Pró-Conselho será apresentado aos presentes.
O evento tem como parceiros o Ministério da Educação; Secretaria de Estado de Educação (Seduc); Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME); União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime); e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Participam ainda como palestrantes no encontro a presidente da Undime de MT, Fátima Rezende; o presidente do Conselho Estadual de Educação de MT, Aguinaldo Garrido; a presidente do CME de Cuiabá e da UNCME/MT, Regina Borges Araújo; o promotor de Justiça da Procuradoria de justiça Especializada em Defesa da Cidadania e do Consumidor de MT, Edmilson da Costa Pereira; o diretor de Planejamento e Implementação de Sistemas do Tribunal de Contas de Goiás, Rodrigo Zanzoni; o secretário municipal de educação de Cuiabá, Gilberto Figueiredo; a secretária de estado de educação de MT, Rosa Neide Sandes; o professor Bartolomeu José de Souza, do departamento de Ensino e Organização Escolar da UFMT; entre outros.
Confira a programação do evento abaixo. 

Programação Encontro de Conselhos
Programação IX Encontro Conselhos.pdf (298.4 KB)

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/educacao-infantil-sera-tema-de-discussao-em-encontro-estadual-de-educacao/8764

Valorização ou recriminação do erro na escola

Educadora critica hipocrisia da escola que, no discurso, valoriza o erro e, na prática pedagógica do dia a dia, o recrimina e lhe atribui valor negativo, em vez de usá-lo como estratégia educativa.
Por: Vera Rita da Costa

Muitas vezes sem querer, contribuímos para que a
visão socialmente instituída de que ‘errar é vergonhoso’ se perpetue
 e inibimos iniciativas que poderiam levar à mudança. (foto: Eduardo Gibba/ Sxc.hu)



São  várias as mensagens em nossa cultura que visam amenizar o erro. Diante de situações que o envolvem, seja de nossa parte ou de outro, é comum ouvir-se, por exemplo, que “errar é humano” ou, ainda, que “ninguém nasce sabendo”. Mas será que de fato somos tolerantes ao erro? Com 'tolerantes' quero dizer se, ao buscarmos lidar com uma situação que envolve o erro, estaríamos realmente reconhecendo o seu valor intrínseco ou praticando apenas uma convenção social.
Essa questão-chave tem perturbado meu sono há algum tempo, pois tenho ouvido com frequência entre colegas professores a afirmação de que é preciso “valorizar os erros dos alunos”. Na prática, no entanto, o que observo é totalmente diferente: o que predomina, ainda, é a punição ou, usando uma expressão mais amena, a atribuição de valor ao que o aluno produz com base em uma escala que envolve apenas os conceitos de certo ou errado (e, em alguns casos mais raros, o ‘meio certo’).
Parece que o enfoque dado ao erro em nossa vida diária, sobretudo na escola, é mais uma hipocrisia do discurso – algo que se diz ser feito, mas na prática não acontece
Agrava ainda mais essa situação o processo de avaliação usado. Aquele que deveria ser um processo amplo e global, considerando também o processo de elaboração do conhecimento, reduz-se em geral a avaliar a produção final, ou seja, apenas o resultado do que é realizado (o quê) em detrimento do processo (como). E, isso, em termos de tudo ou nada, de certo ou errado.
Em outras palavras, parece-me que o enfoque dado ao erro em nossa vida diária, sobretudo na escola, é mais uma hipocrisia do discurso – algo que se diz ser feito, mas na prática não acontece. Não me parece que, sobretudo na prática pedagógica cotidiana, já estejamos dando ao erro o merecido valor que ele tem, aceitando-o e ‘partindo’ dele para melhor elaborar conhecimentos (ou, ultrapassando os muros da escola, para melhorar as nossas relações com os demais em nossa vida cotidiana, por exemplo).

É ruim, feio, pecado

Ao contrário, a impressão que tenho é que, apesar de todo o conhecimento existente sobre por que cometemos erros (o que deveria redundar em uma real valorização do erro como estratégia pedagógica), ainda predomina entre nós a velha ideia de que errar é ruim, é feio, é, decididamente, um pecado. Errar ainda é visto como desviar-se do certo. Mas o que é o certo, nesse caso, senão o padrão estabelecido e que se quer mudar?
Em consequência, também nosso sistema de avaliação (baseado apenas nos resultados finais e em verificar erros e acertos) encontra-se limitado, oferecendo uma visão bem restrita do que é, de fato, a aprendizagem. O valor do aluno (e de sua aprendizagem) encontra-se reduzido, assim, à verificação de sua correspondência ou não ao que está previamente definido. E o que está previamente estabelecido, nesse caso, é aquilo a que nos acostumamos na educação tradicional. Ou seja, apenas a aquisição e reprodução automatizada de informação, sem que se considerem as outras dimensões também importantes da aprendizagem, como vimos discutindo aqui em outras oportunidades.

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http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/oportunidade-de-aprender

Creche CAIC Eldorado faz culminância de projetos


Secom Cuiabá
A creche CAIC Eldorado promove nesta sexta-feira (25), durante todo o dia, a culminância dos projetos "O Trânsito e os Meios de Comunicação" e "Alimentação Saudável". Durante o evento haverá uma simulação do trânsito e os alunos farão desfile e apresentações culturais.
Segundo a coordenadora pedagógica da creche, Alcimare Brandão, a unidade de ensino procura trabalhar com os alunos atividades que envolvam o lúdico, que é trabalhado através de projetos que são intitulados com temas e subtemas. “A criança aprende brincando através da interação e socialização, estimulando as áreas de habilidades motoras, cognitiva, linguística, social e afetiva”, explica a coordenadora.
O projeto “O Trânsito e os Meios de Comunicação" tem como objetivo possibilitar à criança conhecer a importância do trânsito em seu dia a dia, fazendo despertar o respeito ao direito de ir e vir de condutores e pedestres, além de prevenir possíveis acidentes. Este projeto é trabalhado com 25 alunos de 3 anos, matriculados no Jardim II.
Já  o projeto "Alimentação Saudável" visa promover o consumo de alimentos saudáveis e a promoção da saúde, destacando a importância dos mesmos para o crescimento e desenvolvimento de cada um.
Este projeto é trabalhado com a turma do Maternal 1, na faixa etária de 2 anos de idade, num total de 27 alunos.
A unidade atende diariamente em período integral cerca de 200 crianças da faixa etária de 3 meses a 3 anos e 11 meses de idade.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/creche-trabalha-projetos-de-transito-e-alimentacao-saudavel/8767

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...