segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PNE: Novo portal vai ajudar estados e municípios a elaborar metas

Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira, 4, o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC e de representantes de entidades ligadas à área educacional.
O titular da Sase, Binho Marques, destacou que o portal representa a largada para a construção dos 5.570 planos municipais de educação, assim como dos 26 estados e do Distrito Federal. “Os planos serão resultado de pactuação com cada unidade da Federação”, explicou o secretário.
Para o ministro da Educação, o Brasil vive um momento histórico, com um plano nacional construído após amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. Paim destacou o formato enxuto do PNE, com 20 metas e muitas estratégias, o que permite à sociedade acompanhar de perto a implementação. “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível”, disse.
Para o ministro, o plano nacional demostra maturidade. Ele listou várias questões a serem equacionadas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e citou também a educação profissional e a necessidade de maior internacionalização da educação superior, de forma a propiciar o casamento entre a universidade e o mundo produtivo.
Paim lembrou que, nos últimos anos, houve aproximação entre a universidade e a educação básica, o que representa importante avanço. Ele ressaltou que um dos desafios é a formação de professores. “Quando os educadores se envolvem com paixão, é possível superar barreiras”, afirmou o ministro.
Assessoria de Comunicação Social
Confira o portal do Plano Nacional de Educação
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20644

Avaliação garante direito à educação, afirma Chico Soares (INEP)

As avaliações educacionais precisam ser vistas como aliadas na concretização do direito à educação. A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Chico Soares, durante palestra proferida nesta quinta-feira, 31, na abertura do 3º Fórum de Diretores de Escolas Católicas, em Brasília. Ele falou sobre o tema Avaliação Educacional: instrumento de construção da qualidade acadêmica, a gestores de diferentes escolas do país.
Chico Soares ressaltou que garantir o direito à educação implica assegurar trajetória educacional regular e aprendizado. Segundo ele, as avaliações têm a função de medir esse aprendizado e verificar se ele foi atendido. "Mostrar quem não aprendeu é um importante ganho, mas é preciso ir além do resultado e contextualizá-lo", disse o presidente do Inep.
"Eu espero dar à sociedade a ideia de que os números são pessoas. Eu quero que a criança aprenda, mas eu quero verificar de que forma ela aprendeu. Essa é a ideia da avaliação", afirmou. "Eu posso perceber quais as crianças que não estão aprendendo. Se não há aprendizado, não há qualidade", complementou.
A abertura do fórum contou ainda com a participação da assessora da Rede Salesianas de Escolas, Kátia Smole, que concordou com Chico Soares. "Na escola, quando eu uso o instrumento de avaliação, faço uma coleta de dados. Mas se aquele dado virar uma nota ruim, quer dizer que eu não cumpri com meu objetivo", disse.
Kátia lembrou que as avaliações são questionadas a todo o momento e que o intuito de avaliar o aluno não pode parecer algo como uma prova de controle de estatística, mas sim verificação do que foi aprendido. "Eu digo assim: se o aluno ainda não aprendeu, eu, escola, tenho todas as ferramentas a partir da avaliação para poder intervir e fazer com que ele avance."
O evento, que teve como tema Construindo a qualidade nas escolas católicas, e que termina nesta sexta-feira, 1°, objetiva promover debates e troca de experiências entre gestores sobre o cenário atual da educação.
Ingrid Melo
http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/avaliacao-garante-direito-a-educacao-afirma-chico-soares?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Alunos brasileiros perdem 10% das aulas com professor que atrasa e sai mais cedo

Por Davi Lira - iG Educação 

Do total de 200 dias letivos do ano, 20 são desperdiçados (10%); em países desenvolvidos porcentual é perto de zero

José Luis da Conceição/Divulgação SEE
Tempo contabilizado com atrasos e saídas abreviadas compromete 10% do total de dias letivos; situação compromete ensino oferecido ao aluno, que recebe menos suporte do professor
Do total de 200 dias letivos do ano escolar aos quais os alunos brasileiros têm direito, 20 dias são desperdiçados por conta de atrasos dos professores, saídas dos docentes antes do término da aula e com outras atividades que nada tem a ver com o ensino e a aprendizagem. Nesse cálculo sequer foi considerado o tempo perdido com a contenção da bagunça e com a realização de outras atividades pelo professor, como a realização de chamada e a entrega de trabalhos escolares.
O desperdício de 10% dos dias letivos é uma das constatações presentes na mais recente pesquisa publicada pelo Banco Mundial, a Great Teachers: How to Raise Student Learning in Latin America and the Caribbean (Grandes professores: como melhorar o aprendizado dos estudantes na América Latina e no Caribe, em português).
O estudo da instituição - reconhecida por elaborar uma série de pesquisas para subsidiar políticas públicas na área da educação - foi feito em mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas primárias e secundárias em sete países latinos, incluindo o Brasil. Na América Latina, como um todo, o porcentual do "desperdício" é de 9%.
Segundo o Banco Mundial, esse desperdício constatado em outros países da região e também no Brasil é causado pelo fato de os professores "estarem fisicamente ausentes da sala de aula, chegarem atrasados, saírem mais cedo ou realizarem outras atividades da escola no horário da aula", afirma estudo.
O tempo perdido também é consequência de os docentes estarem "ocupados com interações sociais com alguém na porta da sala de aula ou simplesmente por não estarem interagindo com a turma".
A situação, segundo a publicação, se reflete nos "parcos resultados educacionais" apresentados pelos países da região, explica, por meio de comunicado, Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial na área de educação para a América Latina e o Caribe e autora do relatório.
Nos países desenvolvidos, diz o estudo, o índice de desperdício de tempo se aproxima de zero. O relatório ainda afirma que, nas melhores escolas, os docentes "nunca saem da sala de aula".
Divulgação/UniBH Segundo Castro, participação dos pais nas escolas é uma das soluções para o problema
Tragédia
Para o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor da Fundação Capes - responsável por programas de formação de professores da educação básica no País -, os dados apresentados pela pesquisa representam um "tragédia" da educação brasileira, especialmente das escolas públicas do País.
"Se o professor faz isso porque ele acha que ganha pouco, por que não pede demissão?", critica Castro. Segundo ele, a solução para resolução do problema passa, necessariamente, por uma maior participação dos pais nas escolas. "Os pais têm que cobrar. O sistema escolar não pode correr solto, é preciso um acompanhamento e cobrança constante dos familiares junto aos professores e à direção das escolas", fala o especialista.
 Divulgação/Campanha Nacional pelo Direito à EducaçãoDaniel Cara pondera metodologia da pesquisa
e critica "responsabilização do professor"

Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também reconhece o impacto que esse "atraso estrutural" tem na aprendizagem. Cara, no entanto, diz que é preciso olhar de forma mais ampla para a questão.
"Esse tipo de pesquisa reforça a responsabilização do professor. Isso porque boa parte do atraso ocorre por conta dos deslocamentos que parte dos professores têm que fazer para dar conta de uma dupla jornada, em escolas diferentes. Dessa forma, é preciso enxergar que as redes públicas de ensino do País também são responsáveis por isso, especialmente pela maneira que são distribuídas as aulas. Precisamos ter uma gestão mais eficiente de distribuição de aulas", diz Cara.
MEC
Consultado, o Ministério da Educação (MEC) disse que "considera preocupante o desperdício". A pasta ainda informa que "mantém programas de apoio às redes, que conforme determina a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação] são de responsabilidade das secretárias estaduais e municipais"
Por fim, o MEC afirma que "as atuais diretrizes curriculares nacionais já apontam para um melhor aproveitamento do tempo nas atividades escolares com objetivo de construir propostas curriculares mais integradas, envolvendo componentes de uma mesma área de conhecimento ou de diferentes áreas. Isso implicaria aulas com maior tempo de duração e menos trocas de professor".

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-07-31/alunos-brasileiros-perdem-10-das-aulas-com-professor-que-atrasa-e-sai-mais-cedo.html

Fim do analfabetismo é promessa recorrente entre candidatos à Presidência

Francisco Cândido de Souza, Gari em Brasília, que não sabe ler e escrever, assina o ponto com o polegar - O GLOBO / Jorge William

Dilma, Aécio e Campos buscam país letrado, mas não solucionaram questão em suas gestões

POR 
BRASÍLIA, RECIFE E BELO HORIZONTE — À política, o velho provérbio também se aplica: é muito mais fácil falar do que fazer. E, no caso do analfabetismo adulto — das pessoas que têm mais de 15 anos e não sabem ler nem escrever— isso fica ainda mais evidente. Os presidenciáveis de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prometem erradicar o analfabetismo no país, mas, quando foram governadores, não conseguiram fazer isso em seus estados. A promessa também já foi feita em 2002 por Luiz Inácio Lula da Silva e repetida em 2010 por Dilma Rousseff (PT), igualmente sem sucesso.
Em 2003, quando Lula tomou posse, disse que era preciso vontade política para resolver o problema. Naquele ano, lançou o programa “Brasil Alfabetizado”, que previa zerar o número de iletrados até 2006. A data limite chegou. A meta, não. Em 2010, em sua primeira campanha à Presidência, Dilma Rousseff (PT) repetiu a promessa. Queria erradicar o analfabetismo. Na época, o índice rondava 9,7% da população. Ao fim de seu mandato, ainda está longe do feito.

Segundo a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que é de 2012, 14,1 milhões de adultos não sabem ler nem escrever, o que equivale a 8,7% da população com mais de 15 anos.
Se depender do recém-aprovado Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil conseguirá erradicar o analfabetismo até 2024. Mas até a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Maria Evaristo dos Santos, vê obstáculos no caminho, entre eles a dimensão continental do Brasil e a universalização tardia do ensino fundamental.


LEIA MAIS : http://oglobo.globo.com/brasil/fim-do-analfabetismo-promessa-recorrente-entre-candidatos-presidencia-13473955#ixzz39QbasUS8



Alunos de escolas públicas perdem um dia de aula por semana, diz Banco Mundial

Novo relatório é focado na América Latina e fala da importância dos professores no aprendizado dos estudantes; pesquisa envolveu em 3 mil escolas de sete países, incluindo o Brasil.
Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*
Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger
Alunos de escolas públicas da América Latina e do Caribe perdem o equivalente a um dia de aula a cada semana. A informação está em um novo relatório do Banco Mundial, lançado nesta quinta-feira em Lima, no Peru.
O documento "Grandes Professores: Como Melhorar o Aprendizado dos Estudantes na América Latina e no Caribe" aponta que a razão seria a baixa eficiência dos docentes.
Pesquisa
Segundo o órgão, o relatório foi feito com base em uma pesquisa que envolveu observações em mais de 15 mil salas de aula em 3 mil escolas de sete países, incluindo o Brasil.
O trabalho aponta como razões para que os estudantes "percam oportunidades", entre outras, "a má formação dos professores, seu baixo nível de competência e remuneração, assim como uma administração escolar ineficiente".
O vice-presidente do Banco Mundial para a região, Jorge Familiar, falou da importância da qualidade da educação para a ampliação das oportunidades para os latino-americanos. Ele também destacou, de forma positiva, o protagonismo dos professores na questão.
De acordo com o órgão, " a inovação, a competitividade, as reformas governamentais e a educação" são mencionadas como "mecanismos econômicos necessários para expandir a prosperidade". A entidade defende ainda que "muito mais precisa ser feito para recrutar, formar e motivar grandes professores".
Perfil
Segundo o relatório, os docentes latino-americanos atualmente têm baixos incentivos salariais, possuem mais educação formal do que outros profissionais e técnicos, e sua idade média está subindo.
O documento aponta também que 75% dos docentes da região são mulheres e que os estudantes que se especializam nesta área, em geral, pertencem a um nível socioeconômico mais baixo. A probabilidade de que seus pais não possuam diploma de ensino superior é maior.
Ainda de acordo com o trabalho, apesar de muitos países da região produzirem oferta excedente de novos docentes, é difícil encontrar professores "adequados ao ensino médio de matemática e ciências", por exemplo.
Prioridades
De acordo com o Banco Mundial, os desafios para a região são "diversificados" e o relatório ajuda a "identificar prioridades."
O documento elogia que a maioria dos países da América Latina e do Caribe esteja "concentrando o seu interesse na qualidade dos professores". É mencionada também a experiência da região com "programas inovadores e grandes reformas" para recrutar, formar e motivar os docentes.
*Apresentação: Leda Letra.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/07/alunos-de-escolas-publicas-perdem-um-dia-de-aula-por-semana-diz-banco-mundial/#.U9piFONdXkx

Undime MT realiza seminário nos dias 7 e 8 de agosto


Na próxima quinta-feira (7) e sexta (8) de agosto, a Undime Mato Grosso vai realizar o primeiro encontro do Ciclo de Seminários. O evento será realizado em Cuiabá (MT). Na programação constam atividades que envolvem os seguintes temas: SiGPC – sistema de prestação de contas online do FNDE; o uso pedagógico da Provinha Brasil; contextualização dos resultados das avaliações educacionais; Programa de Ações Articuladas (PAR); Plano Municipal de Educação; Plano de Carreira; Educação Inclusiva e Conviva Educação.
Clique aqui para conferir a programação completa.
Para participar, basta se inscrever pelo portal da Undime Mato Grosso. As vagas são limitadas! Podem se inscrever apenas Dirigentes Municipais de Educação e dois técnicos das secretarias de Educação.
Os interessados que, porventura, não puderem participar, não se preocupem! Nos dias 21 e 22 de agosto haverá outro seminário. Dessa vez, no município de Água Boa (MT).

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...