terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Professora de MS cria projeto sobre bebês e ação pedagógica


Projeto que identifica o papel do professor em um berçário e destaca ações ricas em significados e experiências para os bebês está entre os 39 vencedores do 8º Prêmio Professores do Brasil. Os Bebês e Ação Pedagógica do Professor: Entre Experiências e Possibilidades de Aprendizagem no Berçário é o trabalho de Maria Mara Miranda Rodrigues, professora do Centro de Educação Infantil Jardim Carioca (Ceinf). Desenvolvido de fevereiro a novembro de 2013, em Campo Grande (MS), o projeto atendeu 20 bebês, de 12 a 18 meses de idade, matriculados em tempo integral. 

“Ciente de que as ações de cuidar e educar devem coexistir de forma indissociável nas salas de berçário, busquei fazer um trabalho voltado para o desenvolvimento dos bebês, sempre respeitando a individualidade de cada um”, adianta Maria Mara. Nas atividades práticas, ela contou com o apoio de três auxiliares.

Várias atividades foram realizadas no decorrer do ano. Entre elas, rodas de leitura, brincadeiras com fantasias e espelhos, exploração de linguagem musical e corporal, além de entrevistas e reuniões com os pais e acompanhamento do trabalho com os bebês, por meio de registros fotográficos e observações das práticas diárias. Na visão de Maria Mara, os resultados alcançados foram satisfatórios. “Ampliei minha visão sobre o que é ser professor de bebês e como a atuação pedagógica no berçário pode fazer a diferença no desenvolvimento da aprendizagem infantil”, destaca. 

Outro ponto positivo, segundo ela, foi a oportunidade de realizar ações voltadas para o aprendizado dos pequenos. “Isso ficou claro ao compararmos o desenvolvimento desses bebês”, explica. “Chegaram ao berçário inseguros e quietos e ao final do ano estavam cheios de entusiasmo, com a linguagem oral bem desenvolvida, mais independentes e expressando no olhar as curiosidades acerca do mundo”, analisa a professora, que atua há seis anos no Ceinf. 

Continuidade — Para o próximo ano, Maria Mara considera fundamental a continuidade do projeto, para a busca de conhecimentos sobre o bebê e de uma parceria sólida com as famílias. “E, acima de tudo, dar prioridade à melhoria do ensino destinado aos pequenos, por meio de ações pedagógicas consistentes e reflexivas”, salienta.

Pedagoga, com especialização em gestão escolar e em educação infantil, Maria Mara diz que o Prêmio Professores do Brasil foi um grande presente. “Sinaliza que estamos no caminho certo, em busca de uma educação pública de qualidade para nossas crianças”, diz. Para ela, além de representar o esforço de uma equipe que acreditou em seu trabalho, estudou com ela e acompanhou todas as ações desenvolvidas, o prêmio representa a importância da parceria entre a instituição de ensino e as famílias, principais colaboradoras. “A premiação sintetiza a dedicação, o amor e o comprometimento que tenho com o trabalho que desenvolvo com os pequenos da educação infantil.”

Saiba mais no Jornal do Professor
Autor: MEC


http://undime.org.br/professora-de-ms-cria-projeto-sobre-bebes-e-acao-pedagogica/

Como educar uma criança para gostar de museus

Algo estranho acontece conosco quando nos tornamos pais: nós esquecemos quão chato “o pensamento adulto” pode ser.
Quando eu era criança, a ideia de passar horas em um museu ou galeria de arte já era o suficiente para me fazer fechar a cara. E, no entanto, algumas vezes, eu me encontro oferecendo os mesmos argumentos de “devemos ir para o museu” para meus próprios filhos e, em seguida, me vejo surpresa por eles não ficarem empolgados com a proposta.
Mas, depois de dezenas de visitas a museus e uma diminuição no número de reclamações, eu acho que encontrei um segredo que vou compartilhar. Encoraje seus filhos a aprender ao longo da vida com esses cinco truques:
Educação MuseusCrédito gow27 / Fotolia.com

1. Leve em conta o que eles querem
Muitas vezes, nós, pais, começamos levando nossos filhos aos museus que estão ao nosso redor, em vez de procurar os que despertem maior interesse deles. Começando a partir dos interesses, irá garantir que eles queiram fazer o passeio, pelo menos a princípio.
Seu filho ama dinossauros? O museu Royal Tyrrell, em Alberta, nos Estados Unidos, será um sucesso (será que ainda existem fósseis de dinossauros ainda a ser descoberto nas redondezas). Eles querem ser astronautas? Então o Kennedy Space Center, vai levá-los à loucura, assim como o museu Air and Space, em Washington DC.
E se você não pode ir ao museu que te sirva com maior precisão, pelo menos, faça uma pesquisa prévia para escolher as exposições certas. A grande placa que diz “você está aqui” na entrada do museu não é hora de começar a decidir como você vai passar o seu dia.
2. Repense como é o passeio em um museu
Paredes, teto, portas… Tudo isso é para ser levado em conta quando você está procurando uma experiência museológica. Hoje em dia, arte pode ser encontrada nos mais diversos lugares. Pense nos murais de arte pela Filadélfia, uma caminhada para ver os grafites de Toronto, ou nas exposições anuais ao ar livre em Sarasota, na Flórida, para começar.
E mesmo em suas caminhadas diárias, considere procurar arte na arquitetura em torno de você, isso pode transformar o significado que o “ir para o museu” tem para seu filho.
Você poderia ir a Paris e nunca por os pés dentro do Louvre e ainda ter muita “arte” para discutir. Deixe seu filho adolescente tirar selfies na frente de Le Mur des je t’aime. O mural possui a frase “eu te amo” escrita em mais de 250 línguas e seu interesse pode despertar. Uma visita ao popular parque Champ de Mars significa que você vai ver as imagens da famosa Torre Eiffel.
3. Mantenha interativo
É a maneira infalível de tocar o coração das crianças, mas exposições interativas deixará as crianças maiores (e os pais) entretidos, também. Muitos de nós, jovens e menos jovens, aprendem melhor através do toque e de jogo. Procure por museus que incentivem a interação.
Levei meus filhos ao museu Experience Music Project (EMP), em Seattle, e o que era suposto ser uma visita de uma hora se transformou em uma tarde inteira, eles encontraram os instrumentos que mais gostavam em um cenário que era convidativo e não intimidador. Era comum eu precisar usar muita persuasão para fazer meu filho de 10 anos ir para as aulas de piano, mas lá ele estava lendo os tutoriais, aprendendo notas e acordes, sem eu precisar falar nada.
Não tem certeza se seus filhos gostam de arte? Leve-os para um dos tours de pijama do Artime ou às gincanas criadas dentro da Barnes Foundation, na Filadélfia, que eles vão gostar para sempre. O museu em si é muito bom para crianças e não impõe regras sobre como o passeio deve ser conduzido.
Os centros de ciência são sempre um sucesso com as crianças. NEMO, em Amsterdam, oferece diversão por dentro e por fora (há um telhado inclinado, areeiros, e uma mini-praia). No Centro de Ciências de Glasgow, na Escócia, você vai se divertir tanto quanto eles vão nas áreas de arte e educação.
4. Comece enquanto eles ainda são jovens
Você não tem que estar na Itália – ou em qualquer outro país estrangeiro – para fazer uma visita ao ser parte da rotina.
Certa vez eu estava pronta para levar as crianças para a Galeria de Arte de Ontário, no Canadá, e os deixei engatinhar do lado de fora, onde esculturas gigantes os mantiveram hipnotizados. Um dinossauro gigante do Museu Real de Ontário nas janelas superiores fez meus filhos me pedirem para entrar, e não o contrário.
Museus também podem ser incríveis experiências de ensino para as crianças mais velhas começarem a compreender alguns aspectos menos lisonjeiros da humanidade.
No Newseum, em Washington DC, falamos sobre raça e cultura, no Anne Frank Housein, em Amsterdã, falamos sobre o Holocausto através da perspectiva desta heroína corajosa, e no museu The Apartheid, em Joanesburgo, aprendemos sobre os efeitos da segregação, pois eles lhe entregam um cartão de identificação de sua raça que dita o caminho que irá percorrer pela exibição.
5. Vá embora cedo
Este é o segredo para qualquer coisa. Os deixe querendo mais.
Qualquer espaço se tornarchato quando você fica muito tempo nele. E quem quer voltar a um espaço quando você já esgotou todas as atividades que ele oferece?
Faça a você mesmo esse favor e não tente percorrer todo o museu em uma única tarde. Escolha algumas exposições e siga em frente muito antes das crianças pedirem isso.
* Texto publicado originalmente em inglês, no site Family Time, da National Geografic.

http://porvir.org/porfazer/como-educar-uma-crianca-para-gostar-de-museus/20141211

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