terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Aprovada exigência de educação física, arte, sociologia e filosofia no ensino médio

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 324 votos a 5, emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE) à Medida Provisória 746/16 para incluir como disciplinas obrigatórias, na Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.
A diferença em relação à emenda anterior rejeitada, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), é que, não necessariamente, a base comum fixará a oferta dessas disciplinas nos três anos do ensino médio.
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Sinop: Veridiana Paganotti vai comandar Educação

A servidora pública Veridiana Paganotti vai comandar a Secretaria de Educação na Prefeitura de Sinop. Professora,  graduada em Pedagogia e pós-graduada em Gestão Escolar, Veridiana teve o nome anunciado na tarde desta segunda (12) pela prefeita eleita Rosana Martinelli (PR). 

Secretaria de Educação – Veridiana Paganotti: é servidora pública em Sinop, professora graduada em Pedagogia e pós-graduada em Gestão Escolar. Atuou na docência de salas de Aceleração da Aprendizagem do Instituto Airton Senna, foi coordenadora pedagógica da EMEB Jardim Paraíso, por quatro anos, e gestora na mesma unidade por dois mandatos, totalizando também quatro anos. Além disso, é membro da Comissão do transporte escolar, do Conselho Escolar, por oito anos.

Lana Motta e Julia Munhoz

Carta Consed-Undime sobre o PL 7420/06 - Lei de Responsabilidade Educacional


O Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) vêm a público manifestar preocupação diante do substituto ao Projeto de Lei 7420/2006 que “estabelece requisitos para garantia do padrão de qualidade da educação básica, o financiamento supletivo e a responsabilização pela implementação de políticas educacionais”.
Para tanto, ambas as instituições encaminharam ao relator do PL nº 7420/2006, deputado Bacelar (PTN/ BA), com cópia para a presidente da Comissão Especial do PL 7420/06, deputada Gorete Pereira (PR/ CE) e para os demais integrantes da Comissão da Comissão Especial carta com ponderações. A carta foi enviada para os endereços eletrônicos dos deputados na sexta-feira (9) e protocolada nos gabinetes nesta segunda (12).
A carta está disponível no link: https://goo.gl/8bkBBh 

Fonte: Undime


https://undime.org.br/noticia/13-12-2016-10-50-carta-consed-undime-sobre-o-pl-7420-06-lei-de-responsabilidade-educacional

Resultado da Eleição de Gestores da Rede Municipal de Educação de Cuiaba

A Secretaria de Educação de Cuiabá tornou público o resultado final do pleito eletivo, realizado no dia 25 de novembro, para as funções de Diretor e Coordenador Pedagógico e do processo seletivo para a escolha de Secretário Escolar.
Também foram designados os Gestores para a escolas onde não teve eleitos.  

Veja AQUI a Portaria com a designação dos eleitos, selecionados e designados.

Adultos sem educação

Guilherme Perez Cabral

Guilherme Perez Cabral





Manhã de sábado de dezembro. 10:05. Atrasados para a apresentação de fim de ano das crianças, no banco de trás do carro acelerado. Chegaram. Pais e filhos pulam do automóvel, mal estacionado em algum lugar proibido.

Entram no ginásio arrumado para o musical infantil. Palco, cadeiras, telão, decoração. Além disso, muitos, muitos adultos fora do lugar. Pais, tios, avós. Em pé, falando alto, amontoando-se lá na frente. Crendo-se mais importantes que os outros, criam sua própria área VIP. Mais atrás, muita cadeira vazia.

A professora, na entrada, pega os recém-chegados e corre. Só um sorriso educado, com censura, aos pais atrasados. Ufa, deu tempo, pensam. E se acalmam, vendo que as mais de cem crianças, de três a dez anos, todas brancas (menos uma) ainda tomam seus lugares no palco, conduzidas por meia dúzia de professoras brancas (menos uma). A escola é privada. Seu público, pretendente à elite branca.

Enquanto se arrumam, chegam mais crianças atrasadas. O espetáculo começaria às 10. Pediram para chegar 15 minutos antes. Já são dez e meia e ainda chegam crianças, levadas pela professora que corre, depois de um sorriso educado e de censura aos pais atrasados.

Parece que vai começar. Com o microfone, a coordenadora pede educadamente para que os pais sentem e liberem o espaço na frente do palco, mas é absolutamente ignorada. Sua fala talvez chegue aos destinatários, mas não os toca: o recado deve ser para os outros, devem pensar os que ouviram. Pede de novo e é novamente ignorada. Continuam os pedidos educados e ignorados. Na quinta ou sexta vez, a senhora sobe o tom e informa que, se não se sentarem, não começa (algo como, "menino, se não comer, não tem sobremesa!"). Alguns saem da frente.

Antes do início, a coordenadora explica. É um musical, gente. As crianças cantam, todas juntas, e, entre as músicas, há diálogos entre os nossos pequenos artistas. Por isso, para não atrapalhar a sequência da apresentação, por favor, não batam palmas ao final de cada música. Esperem até o fim da peça, ok?

Ninguém prestou atenção.

Começa. É um musical sobre as belezas do Brasil. Sua natureza, sua cultura, sua diversidade e outras riquezas que não seriam vistas no salão.

Ao fim da primeira canção, antes que o menino do 2º ano pudesse iniciar sua fala, uma grande salva de palmas toma conta do lugar. O ator mirim aguarda o silêncio, que não viria nunca, para a sequência da cena. E assim se seguiu, a cada música concluída, aplausos calorosos fora de hora, dos adultos fora do lugar. Lá pelas tantas, os meninos e meninas só cumpriam o roteiro, ora falando junto com as palmas, ora disputando o espaço (e atenção) com outros barulhos.

Acabou. Pais correm em direção ao palco para pegar seus pequenos. Empurram cadeira, empurram outros adultos e empurram crianças. Bolsada na cara dos menores. Arrastão e falta de educação.

São adultos sabidos, cheios de opinião e certezas. Juízes dos outros. Doutores em assuntos de família, moral, religião, economia e política. Falam, com propriedade, sobre o impeachment da presidente, a urgência da "PEC do teto", a decisão que absolve quem faz aborto, a liminar do Marco Aurélio, a importância da Lava Jato, a prisão de Cunha, a grandeza de Sérgio Moro, a reforma da previdência.

Têm respostas para todos os nossos problemas. Sabem o caminho certo para um novo Brasil, livre de petralhas corrutos e outros inimigos comuns.

No sábado de manhã, porém, revelam toda a sua humanidade. E se revelam incapazes de se comportar, minimamente, numa simples apresentação escolar de fim de ano.


GUILHERME PEREZ CABRAL

Guilherme Perez Cabral é advogado e professor, doutor em filosofia e Teoria Geral do Direito

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