terça-feira, 27 de novembro de 2018

‘Quem define gênero é a natureza’, diz futuro ministro da Educação

Por Aline Pavaneli, G1 PR — Londrina
O futuro ministro de Educação do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Ricardo Vélez Rodríguez, disse que “quem define gênero é a natureza”, ao justificar o motivo de discordar da discussão de gênero em sala de aula.
Rodríguez falou com a imprensa, pela primeira vez, no início da noite desta segunda-feira (26), durante uma recepção em homenagem a ele, na universidade particular em Londrina, no norte do Paraná, onde trabalha. Ele mora na cidade com a família.
Para o futuro ministro, a discussão de gênero é um pouco abstrata.
"Olha, eu não concordo por uma razão muito simples: quem define gênero é a natureza. É o indivíduo. Então a discussão da educação de gênero me parece um pouco abstrata, um pouco geral", declarou.
Ele citou o exemplo do Canadá, onde esteve em julho visitando parentes. Disse que o país decretou a educação de gênero por meio de uma lei federal, mas as províncias autônomas começaram a discutir o tema localmente e algumas, onde o governo é conservador, derrubaram a lei.
“Então eu acredito que quando consultadas as pessoas onde moram, enxergando o indivíduo, a educação de gênero é um negócio que vem de cima para baixo, de uma forma vertical e não respeita muito as individualidades. A culminância da individualização qual é? A sexualidade. Então, se eu brigo com um indivíduo, vou brigar com a sexualidade e vou querer regulamentar a sociedade por decreto, o que não é bom. Eu acho que é um tiro fora do alvo”, afirmou.

https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste

Marcos Pontes: “Não fique com medo de ter medo”, defende futuro ministro da Ciência em palestra sobre sonhos na capital

Da Redação - Vitória Lopes/ Da Reportagem Local - Fabiana Mendes


O saber é um valioso patrimônio que deve ser conquistado e alimentado, e pertence aos que acreditam em seus próprios sonhos. Com a premissa de que é preciso sonhar para empreender e empreender para sonhar, o Sebrae Mato Grosso realizou nesta segunda-feira (26) o evento “Saber, Sonhar e Realizar”, com a presença do astronauta e futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Vários estudantes e profissionais da educação acompanharam as palestras no Centro de Eventos do Pantanal.
Maria Gisllany
Por meio de um bate papo, o escritor de 14 anos, Erico Metzner, e a mato-grossense que integrou a equipe da Nasa, Maria Gisllany, puderam conversar com alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, professores, pais e técnicos educacionais. Narrando seus projetos de vida, os palestrantes inspiram e incentivam jovens de várias idades.
Como o último palestrante a discursar, o astronauta Marcos Pontes, deu dicas e orientações para os alunos que o assistiam. O primeiro brasileiro a ir para o espaço mencionou que os jovens de 10 a 17 anos serão o futuro do país, e que não devem ter medo.

“Não fique com medo de dizer que está com medo. O medo é natural. Às vezes, eu vejo pessoas dizendo que não tem medo de nada. Cuidado com essas pessoas que falam que tem medo de nada. Se ela diz que não tem medo, é porque ela não sabe o que está fazendo”, alerta.
“O que faz a diferença entre as pessoas que vão e realizam grandes coisas daquelas pessoas que querem realizar e acabam não realizando? É uma palavra que se chama assim: coragem. É coragem para o que você precisa fazer, na hora que você precisa fazer e da maneira que você precisa fazer. É ter coragem pra bater de frente com o sistema, com coisas que você sabe que é o correto”, disse.

De família humilde, Marcos recebeu o bacharelado em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA) em 1984. Em 1989, iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo, recebendo o título de engenheiro em 1993.
Foi em junho de 1998 que o brasileiro passou na seleção para o programa espacial da NASA, em uma vaga que o Brasil tinha direto no programa espacial do governo estadunidense. Após o treinamento, em 2000 ele foi declarado oficialmente “astronauta da NASA”. Seu vôo inaugural aconteceu em março de 2006 e ele passou 10 dias no espaço.

Em 2018, o astronauta aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Ciência e Tecnologia no eventual governo. Na palestra, ele chegou a falar sucintamente sobre política e o futuro do país.

“Cada um de vocês aqui é jovem, tem um caminho grande pela frente. Mas é importante vocês perceberem o que significa o país da gente. Só uma pinceladinha: toda a nossa cultura, nossa tradição e historia como brasileiros tiveram o sacrifício de muita gente, para ter o país que temos hoje. E quando a gente fala isso, sempre perguntam: mas tem um monte de corrupto, né? Tem gente errada, sim. Todo pais tem. Mas eu te garanto que a maioria do nosso país tem pessoas como nós, que trabalha, que faz as coisas corretamente. Essa é a maioria, e é nisso que a gente tem que pensar”, disse
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