quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O poeta que renovou o mundo usando borboletas completa 97 anos

Da Redação - Stéfanie Medeiros

Os poetas sofrem. E derrubam no papel toda a amargura de existir, toda a dor que sentem e a beleza ferida que vêem nas coisas. Poetas, de certa forma, são megalomaníacos com as palavras: têm o mundo inteiro na ponta da caneta. Mas um deles tinha o mundo inteiro embaixo dos pés.

Manoel de Barros, o poeta dos vazios, das garças, dos tuiuiús, o poeta que também é Bernardo, completa nesta quinta, 19 de dezembro de 2013, 97 anos.

Nascido em 1916 em Cuiabá, Manoel passou grande parte da infância na fazenda de seu pai, que, na época, era constituída de uma casinha de barro com porta de pano de couro. Mas aquela experiência de viver cercado aos bichos enquanto a irmã de sua mãe o ensinava a ler e escrever marcou o poeta durante toda a vida.

Um pouco mais velho, foi estudar em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A partir de então, o poeta não voltou mais a morar em sua cidade de nascimento. Em documentário gravado nos anos 90, o poeta brinca falando que não volta para Cuiabá por conta do calor.

Depois desta infância que hoje virou lenda, não se sabe com certeza tudo o que Manoel de Barros fez ou deixou de fazer. Nos seus poemas, temos um que descreve com sinceridade quase fingida a personalidade do poeta: “90% do que digo é invenção. Só 10% é mentira”.

O fato é que Manoel, entre andanças e calmarias, procurava algo: Algo que sempre teve, sua voz de poeta. Em discurso de aceitação de um prêmio em nome de Manoel, seu irmão, Abílio de Barros, disse que o poeta não fez nada na vida. Sua profissão é ser poeta em tempo integral. “Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo”, escreveu Manoel em um de seus poemas.

Atualmente, Manoel ainda mora em Campo Grande com a mulher, Stella. Recebe visitas diárias do irmão Abílio, mas não dá mais entrevistas ou fala com pessoas que não sejam da família. E recluso em sua casa com seu legado lírico, um dos maiores do país, Manoel completa 97 anos.

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.




http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=O_poeta_que_renovou_o_mundo_usando_borboletas_completa_97_anos&id=3443

Humor e movimento estimulam o aprendizado, diz pesquisador


Do Porvir
"O humor é fundamentalmente importante para criar um clima de leveza, que facilita a aprendizagem", defende o pesquisador e professor William Strean, da Universidade de Alberta, nos Estados Unidos. Para ele, entretanto, a perspectiva de humor vai além de contar piadas e obter gargalhadas dos alunos. Ele passa também por trabalhar o movimento físico, atividades lúdicas e contação de história.
E Strean não propõe esse trabalho para alunos da educação básica, o que o professor faz é usar essas metodologias para jovens universitários. Segundo ele, é no ensino superior, onde estamos mais focados nas habilidades cognitivas quando mais precisamos trabalhar habilidades como paciência, trabalho sobre pressão, concentração e o pensamento criativo.
Começar uma aula com a leitura de um texto engraçado, compartilhando uma história divertida ou ainda jogando e dançando, para Strean, pode ter um impacto direto no aprendizado. "Embora a aprendizagem seja um negócio sério, pressão e emoções negativas podem ficar no caminho de uma pedagogia de sucesso. O humor é uma boa forma de desviar a atenção desses problemas", afirma.
Em seu artigo, o professor explica que o nosso nível de atenção durante uma aula, o que chama de consciência somática, é impactado por nossos sentimentos e empatia com o professor. "Somos incapazes de separar emoções da racionalidade", garante o educador que, depois depois de 18 anos trabalhando com essa metodologia, recebeu o Prêmio Rutherford de Excelência em Ensino Superior.
Ou seja, os alunos serão menos capazes de prestar atenção na aula e, por consequência, apreender todo o conteúdo, se estiverem preocupados com outras coisas ou apreensivos com o tratamento do próprio professor. "Além de promover a tão valiosa leveza, o humor constrói a ligação professor-aluno, que é essencial para a absorção e retenção do conteúdo", disse Strean. "Para melhorar essa relação com os alunos, nada melhor do que um professor fazer piada de si mesmo, por exemplo."
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http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/13/humor-e-movimento-estimulam-o-aprendizado-diz-pesquisador.htm

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