segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ANA 2014 será realizada de 17 a 28 de novembro

Escolas públicas urbanas e rurais com o mínimo de dez estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental participarão este ano da Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana). O teste será realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em parceria com estados, municípios e o Distrito Federal, no período de 17 a 28 de novembro, na escola onde a criança estuda. Os alunos vão responder a testes de leitura, escrita e matemática.

Para assegurar a participação de todos, o Inep produzirá provas com letras e número ampliados (fonte 18) e superampliados (24) para crianças com baixa visão. O número de provas ampliadas dependerá dos dados fornecidos pelas unidades de ensino no Censo Escolar. Estudantes com deficiência, transtornos globais ou específicos do desenvolvimento, síndromes ou outras necessidades de atendimento especial terão assegurado tempo adicional para responder aos testes.

A Avaliação Nacional da Alfabetização atende a uma série de objetivos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Entre eles, melhorar os padrões de qualidade e equidade do ensino, subsidiar a elaboração de políticas de alfabetização e aferir o nível de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática.

Conforme a Portaria do Inep nº 468, de 19 de setembro último, os diretores das escolas terão acesso aos resultados preliminares da Ana em maio de 2015, com uso de senha específica. Os resultados finais serão divulgados pelo instituto em agosto do próximo ano.

O Inep também fixou índice de participação de alunos nos testes para que cada escola obtenha resultados individuais. A taxa mínima de participação é de 80% dos alunos matriculados no terceiro ano do ensino fundamental.

Ionice Lorenzoni


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20855

Marceneiro de 86 anos cria jogo para ensinar tabuada a crianças

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo


Hermenegildo Garcia Filho nunca perdeu a vontade de criar. Estudou só até o ensino fundamental, mas já foi vendedor, funileiro, gerente de loja, dono de fábrica de brinquedos e marceneiro. Mesmo aos 86 anos, aposentado, não para de trabalhar e fazer a cabeça funcionar. Sua última invenção é um jogo que ensina tabuada para crianças chamado “O X da Questão.” A criação se transformou em um brinquedo comercializado com a seguinte regra: cada unidade vendida garante outra que será doada. Já foram doados 80 jogos e ainda há 280 disponíveis em estoque.
Os jogos fruto de doação são encaminhados para entidades beneficentes. A primeira entrega, de 80 unidades, ocorreu no dia 1º de outubro, em uma associação que atende crianças carentes na cidade de Franca (SP). No evento, chamado de “Dia da Tabuada” as crianças puderam brincar com o jogos.
Sr. Garcia, como é conhecido, atuou 15 anos como marceneiro, seu último ofício. Mora em Osasco, na Grande São Paulo, e além de lidar com madeira, gosta de trabalhar com a técnica de silk screen, em uma máquina que ele próprio montou. As peças da primeira versão de “O X da Questão” foram serigrafadas em papel alumínio.
Eu não quero morrer antes de ter morrido, eu gosto da vida, quero viver"
Hermenegildo Garcia Filho, 86 anos
“Percebia que as crianças não aprendem muito a tabuada e ficavam até constrangidas com isso. Elas são viciadas em calculadora, celular, e no vestibular não pode usar. É um problema. Criei o jogo meio na brincadeira, mas deu certo”, diz Sr. Garcia, que testou o brinquedo com os vizinhos. “Já tenho um bisneto de 5 anos, e quando ele vem me visitar, me fala: ‘biso, vamos jogar O X da Questão?' Os olhos das crianças brilham, para mim é uma dádiva ver uma criança feliz, é uma felicidade trabalhar com isso.”
Para brincar é necessário pelo menos duas pessoas. Uma das crianças tira um ficha onde há uma continha, 8x7, por exemplo, que ela tem de dizer a resposta. O resultado está no verso da ficha e o outro jogador pode ver e conferir se a resposta foi correta.
A lapidação do protótipo do brinquedo, além da criação do nome, layout e embalagem ficou por conta do filho do Sr. Garcia, o publicitário Fábio Tadeu Garcia, de 52 anos. Pai e filho aprimoraram o jogo e criaram uma versão mais fácil para crianças de até 6 anos e outra mais difícil para as de 10 anos. E agora batalham para que o produto seja utilizado como material pedagógico nas escolas.
“Meu pai sempre foi muito criativo, mas quando me falou do jogo achei que fosse só mais uma de suas invenções. Como não tinha muita noção testei com as crianças e elas amaram. Vi que tínhamos um bom produto na mão.” Fábio diz que é empreendedor, puxou o talento do pai de criar coisas, mas já “quebrou a cara umas sete vezes.”
Sr. Garcia diz que a ideia do jogo veio da vontade de ocupar a cabeça fazendo algo útil para alguém. “Eu não quero morrer antes de ter morrido, eu gosto da vida, quero viver. Gosto muito de crianças e pensei que poderia ajudar aos menos as do meu bairro a desenvolver o conhecimento da tabuada.”
Criança joga 'O X da Questão' no 'Dia da Tabuada' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)Criança joga 'O X da Questão' no 'Dia da Tabuada' (Foto: Beto Assis)
Novos jogos
No mês de junho deste ano, “O X da Questão” foi selecionado em um programa de empreendedorismo promovido pelo governo de Minas Gerais. Foi escolhido entre os dez melhores modelos de negócio, entre mais de 1.300 projetos inscritos. Com a verba recebida, a dupla produziu 5 mil unidades – metade para vender e metade para doar, em papel laminado.
Sr. Garcia adianta que outros jogos educativos estão em produção, depois de contemplar a matemática será a vez de um de português e outro de ciências, mas eles ainda precisam ser registrados. “Queremos atingir o ensino fundamental porque a criança está começando a adquirir conhecimento. O projeto é bom, mas as dificuldades são imensas, e apesar da minha idade, eu não tenho pressa.”
As entidades beneficentes interessadas em receber os jogos podem preencher um cadastro no site www.aprendatabuada.com.br. No site, também é possível adquirir o brinquedo pelo preço de R$ 41,90, mais o custo do frete.
Sr. Garcia com o jogo que ensina tabuada chamado de 'O X da Questão' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)Sr. Garcia com o jogo que ensina tabuada chamado de 'O X da Questão' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)
80 jogos foram doados para entidade de Franca (Foto: Fábio Tadeu Garcia)80 jogos foram doados para entidade de Franca (Foto: Beto Assis)


http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/marceneiro-de-86-anos-cria-jogo-para-ensinar-tabuada-criancas.html

Feriado do Dia do Servidor Púbico é antecipado









O Governo do Estado de Mato Grosso decretou a antecipação do feriado do Dia do Servidor Púbico. A data que é comemorada no dia 28 de outubro, uma terça-feira neste ano, foi antecipada para a segunda-feira dia 27.

O Dia do Servidor Público é uma referência a data em que foi publicado o Decreto Lei nº 1.713, em 1939 que dispõe sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União 


Veja a íntegra do Decreto do Governo de Mato Grosso


http://www.iomat.mt.gov.br/visualizar_pdf.php?reload=ok&edi_id=00003815&page=1&search=dia%20do%20servidor

A ciência busca a educação

Roberto Lent: a neurociência pode influenciar até a grade curricular

Marina Kuzuyabu e Fernanda Teixeira


Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent explica como a neurociência brasileira está se aproximando da educação e os avanços que podem surgir dessa parceria




A neurociência tem uma série de contribuições a fazer na área educacional, mas raramente as descobertas científicas conseguem transcender os domínios dos laboratórios e chegar às salas de aula. Médico de formação, com uma carreira de mais de 15 anos dedicada à pesquisa científica, o neurocientista Roberto Lent, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defende o estreitamento do diálogo entre a comunidade científica e os educadores. Segundo ele, muitos estudos que poderiam ser aproveitados pelos professores não o são ou por falta de conhecimento, ou de integração entre as áreas. Por isso, Lent lidera um movimento para começar a construir essas pontes, como explica na entrevista que segue. Entre outros assuntos, o especialista também fala sobre o TDAH e os erros de diagnósticos que têm levado crianças a serem desnecessariamente medicadas. “Para muitas, uma intervenção pedagógica resolveria”, declara.

No campo da pesquisa, a neurociên­cia tem uma série de contribuições a fazer na área da educação. Quais os desafios de fazer essa transposição do laboratório para a sala de aula?

O maior obstáculo é a falta de integração e o desconhecimento. Por exemplo: o professor e pesquisador Ivan Izquierdo, da PUC-RS, tem trabalhos da maior importância na área da memória. Mas não há uma integração entre o trabalho dele e a prática da educação. E o motivo é simplesmente porque o processo não foi conduzido para isso – e não porque não há intenção. A maioria dos contatos dele está na medicina, onde existe a busca por medicamentos que possam aprimorar a memória, o que teoricamente é possível. Isso levanta uma série de questões e algumas tangenciam a educação. Será que a gente pode usar medicamentos pró-memória para facilitar a aprendizagem das crianças, que é baseada na memória? Há toda uma questão ética a ser pensada também. Será que é correto usar um fármaco para uma criança aprender? Questionamentos desse tipo mostram que o trabalho do Ivan Izquierdo, que é do primeiro time internacional na área de memória, não conversa com a área de educação. Daí a ideia de uma rede de integração. Se o laboratório do Ivan Izquierdo fizer parte da rede e dessa rede fizerem parte também os gestores, pessoas multiplicadoras na área de educação, a gente pode, a partir daí, começar a construir a ponte, trabalho que vai demandar anos. O educador que está na sala de aula sabe de coisas que a gente ignora completamente. Deve haver conversa, não pode haver uma relação de superioridade. É isso que estamos querendo construir: uma rede inicialmente constituída por neurocientistas do Brasil que se proponham a conversar com gestores, professores, educadores de modo geral, para que daí possam vir sugestões, indicações, novas práticas.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/210/a-ciencia-busca-a-educacao-327472-1.asp

No Chile, Escola Espiral valoriza contato com a natureza

Nascida do desejo de se ter um local de aprendizagem mais interessante, significativo e até divertido para as crianças, a Escola A Espiral - localizada na cidade de La Serena, no Chile – foi idealizada por um casal de pais educadores. Diante de um contexto educacional em crise, a instituição chilena propõe a “construção de um novo paradigma educativo, onde se prime pelo respeito à individualidade e coletividade do ser humano”.
Afastada do centro de La Serena, a escola valoriza o contato com a natureza  e entende o indivíduo como parte de um contexto natural, que deve ser preservado. Compreendida como eixo central da formação dos seres humanos, a educação é vista como uma ferramenta para o desenvolvimento de relações sociais que se baseiam no respeito aos direitos humanos e para a construção de uma sociedade que ofereça mais possibilidades de desenvolvimento integral dos indivíduos.
Crianças em atividade.
Crianças em atividade.  Divulgação
Ciclos contínuos
Desde 2012, a iniciativa funciona como uma escola regular, com cerca de 30 crianças entre quatro e 14 anos de idade. Atualmente, a unidade atende a crianças e adolescentes que são divididos em quatro ciclos, de acordo com o grau de maturidade e autonomia.
Inspirada pelas ideias de Paulo Freire e pelas pedagogias Waldorf e Montessori, a Escola Espiral – como o nome sugere – se apoia na metodologia de aprendizagem em ciclos contínuos, indicando que o aprendizado ocorre progressivamente, e vai se aprofundando – rumo ao centro da espiral.
O método se vale de cinco habilidades: ver, imaginar, pensar, compreender e criar – que são a base do processo de aprendizagem e da construção de conhecimento. Paralelamente, o método busca estimular as dimensões artística, motriz, social, científica e filosófica.
Alunos brincam enquanto aprendem.
Alunos brincam enquanto aprendem.      Divulgação
Na prática pedagógica, o estudante é convidado a perceber seu entorno, começar a estabelecer conexões, elaborar pensamentos, compreendendo os fenômenos e criando novas ideias. Uma aula sobre fotossíntese, por exemplo, começaria no jardim, com as crianças observando as plantas e percebendo as diferenças entre elas. De volta à sala de aula, os alunos representariam aquilo que foi percebido por meio de diálogos, trabalhos escritos ou desenhos. A partir disto, se faria a conceituação da fotossíntese e a conclusão se daria com um trabalho criativo, com o estudante se apropriando do que foi aprendido e modificando o conteúdo original, como explica o Blog Memoriaccion.
Gestão
A organização escolar também se dá pela ideia da espiral, com a direção se situando no centro e envolvendo outros atores da comunidade e das famílias dos estudantes em uma perspectiva dialógica e de construção coletiva e democrática.
EscolaAEspiralAinda sem reconhecimento do Ministério da Educação chileno, as crianças que passam pela escola devem realizar exames para obter a certificação oficial. Os professores d’A Espiral apoiam os alunos nos trâmites burocráticos e na preparação para a prova.

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/10/17/no-chile-escola-espiral-valoriza-contato-com-a-natureza/

Pesquisa mostra como serão as escolas em 2030


Nas escolas do futuro, muitas coisas vão ser diferentes: a tecnologia vai estar mais presente, o ensino vai ser personalizado, abordagens híbridas de aprendizado vão ser mais exploradas, o foco vai sair do conteúdo curricular e as habilidades socioemocionais vão ocupar lugar fundamental na formação dos estudantes. É o que mostra a pesquisa lançada esta semana pelo Word Summit for Education (Wise), da Fundação Catar, chamada de School in 2030 (Escolas em 2030, em livre tradução).
No total, foram ouvidos para o levantamento 645 especialistas, de todo o mundo, e 75% deles afirmaram que o conhecimento acadêmico não vai mais ser o mais valorizado na formação dos estudantes, mas sim, as competências pessoais, como a habilidade de interagir com os outros, de se comunicar, de tomar decisões e de gerir o tempo de forma eficaz.
A preocupação em preparar os estudantes para a vida, e não apenas para responderem testes, é uma discussão que está ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Em março deste ano, o Instituto Ayrton Senna publicou uma pesquisa realizada com 25 mil alunos, que mostrou que ao desenvolver as competências socioemocionais, o desempenho dos estudantes melhora nos conteúdos cognitivos. Por exemplo, um jovem mais resiliente e persistente tende a ir melhor em exatas, por não desistir logo no primeiro erro e ter o ímpeto de continuar tentando até acertar.
Para atender a essa tendência, em julho, a Capes lançou o Programa de Apoio à Formação de Profissionais no Campo das Competências Socioemocionais, que fomentará a produção acadêmica sobre habilidades não cognitivas e a formação de professores nessa área.
A ênfase nessas habilidades também ressoa no expectativa dos especialistas em relação às reformulações dos modelos de ensino. 83% deles acreditam que o currículo, em 2030, vai ser personalizado, respeitando os interesses e atendendo às necessidades individuais de cada estudante, tornando o aprendizado um processo mais colaborativo.
Instituições de ensino de diversos países já estão adotando modelos de ensino personalizado. Um exemplo de rede de escolas que tem um modelo voltado às necessidades de cada aluno é a High Tech High, localizada na Califórnia, nos Estados Unidos. Como o Porvir mostrou no especial sobre personalização, as 11 escolas da rede possuem quatro pilares pedagógicos: personalização, conexão com o mundo real, interesse comum em aprender e professor como designer do aprendizado.
Assim, o professor passa a assumir um papel de mentor, ajudando os alunos a descobrirem seus interesses, talentos e assim buscar autonomamente um aprendizado adequado às suas necessidades. De acordo com a pesquisa do Wise, 73% dos entrevistados disseram acreditar que o professor terá como função orientar os alunos ao longo de suas trajetórias de aprendizagem autônoma.
Essa nova postura do docente também apareceu no relatório do NMC (New Media Consortium), de junho deste ano, que apontou as seis principais tendências para a educação básica. A justificativa é que com o crescente acesso à internet por parte dos alunos, o professor deixa de ser a primeira fonte de conhecimento e se torna ainda mais imprescindível no papel de orientação e mediação. O educador passa a ter que ensinar os estudantes a aprender ao longo da vida, a relacionar conteúdos pedagógicos com o mundo real e os instiga a aprofundar suas pesquisas para além da internet.
Os 645 especialistas ouvidos para a pesquisa School in 2030, responderam a um questionário on-line, durante o mês de junho. Deles, 38% são do da área de educação, 32% de organizações sem fins lucrativos, 17% do setor público e 13% do setor privado.

Fonte: Portal Porvir. Imagem: Fotolia.com/Porvir
Veja Mais: Educação do futuro será personalizada


http://www.profissaomestre.com.br/index.php/noticias-pr/1008-pesquisa-mostra-como-serao-as-escolas-em-2030

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