terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pisa eletrônico

A partir de 2015 as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes serão eletrônicas


Camila Ploennes

As provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2015 serão eletrônicas. A informação foi passada à Educação pela assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), após um pedido de entrevista feito pela redação ao gerente do Pisa no Brasil, que não foi autorizado pelo órgão a responder diretamente à reportagem. Os resultados do exame de maio de 2012 serão divulgados em dezembro de 2013, em data a ser definida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que elabora o Pisa.

Ainda segundo o Inep, em 2012, a avaliação eletrônica foi realizada em uma amostra de 247 escolas, do total de 902 que participam do Pisa no Brasil. Por meio de sorteio, 18 estudantes de cada escola selecionada para a prova eletrônica fizeram o teste por escrito e, no dia seguinte, fizeram também a avaliação no computador. Ou seja, 4.446 alunos participaram das duas modalidades - 17,29% da amostra total, formada por 25.700 estudantes.


A cada três anos, o Pisa avalia o desempenho em leitura, matemática e ciências de estudantes que têm entre 15 e 16 anos e estão matriculados no ensino regular, público ou particular, de 65 países. Toda edição o exame tem um foco diferente: em 2012, a ênfase da prova foi em matemática.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/noticias/pisa-eletronico-300974-1.asp

Comportamento: Agressividade entre pai e filho

Quais os malefícios que os jogos violentos de videogame deixam na vida infantil?


Por Erika de Souza Bueno




Objetivos:
★ Provocar uma reflexão sobre a importância do relacionamento real entre pais e filhos.
Faixa etária: 
professores em geral.

Fotos: Divulgação/Real Steel

Dica de DVD!
 Gigantes de Aço
A história ousada que aborda tanto a violência quanto o relacionamento desastroso entre pai e filho que, no final da película, encontram uma fórmula não convencional de entendimento, foi produzida, em 2011, nos Estados Unidos, mas já pode ser adquirida em DVD ou Blue-Ray. Cada um deles, respectivamente, custa em média de R$ 20,00 a R$ 50,00. Distribuído por Walt Disney, ambas as versões podem ser encontradas nas melhores lojas, inclusive as virtuais.

Por que não se pode tolerar que uma criança se envolva em um ambiente de luta, combates e ódio? O que pode acontecer a um menino que se empolga com a adrenalina ao se deliciar em cenas de violência explícita trazidas pelos jogos?
Talvez possamos encontrar uma das muitas respostas possíveis em Gigantes de Aço (Real Steel). O filme norte-americano, lançado em outubro de 2011, embora seja uma ficção, trata de uma relação bem conturbada entre pai e filho que, ao longo da trama, se encontram em um único objetivo: o Gigante de Aço. E assim, tornam-se amigos!
Na película, Dakota Goyo dá vida a Max, um menino completamente envolvido pelos jogos de videogame. Ele é o filho único, mas também rejeitado, de Charlie, personagem vivido por Hugh Jackman, responsável pela revolta que pode acometer qualquer família que almeja o melhor para seus filhos.
O menino protagoniza cenas que fazem o coração saltar ainda mais forte, ao falar abertamente com seu pai, como se estivesse em uma condição igual à dele. Mas, por uma série de motivos, ele não está. Charlie, por exemplo, já viveu muito mais tempo que Max. Além disso, está cheio de marcas de uma vida de insucessos, que o deixam amargo e com pouquíssimos meios para contribuir de algum modo com o filho.
Na cena em que desce do carro de seus tios, rumo ao encontro do pai, o menino já nos dá mostras de sua personalidade: ele interroga Charlie sobre o valor pelo qual fora vendido. O pai do garoto não viu nenhum problema em precificar a guarda dele, deixando-a aos tios. Ele também não identificou nenhum "porém" em utilizar o dinheiro para adquirir mais um robô lutador.
De modo semelhante, também não levou em consideração o fato de que Max tinha acabado de perder sua mãe. Tampouco fez questão de dar a resposta que o filho queria, ou seja, o valor com que fora vendido. No decorrer do filme, incontáveis vezes, somos surpreendidos pelo lado inconsequente de Charlie em relação ao menino.
Continue lendo: http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/112/artigo300415-1.asp

Autoestima e o aprendizado infantil



O modo como as crianças desenvolvem a compreensão de si mesmas por meio da relação com os cuidadores, com a família, a escola e os colegas determina e orienta o próprio auto-conceito que elas adquirem.



Objetivos:
Provocar uma reflexão entre os docentes sobre a importância de estimular a autoestima infantil.
Faixa etária:
 professores em geral.

Fotos: Itaci Batista


Dica de leitura!
O livro de Beatriz Acampora se propõe a auxiliar as pessoas por meio de práticas direcionadas ao desenvolvimento do potencial de autoestima que existe em cada ser humano. Como é a autoestima que determina e direciona os pensamentos, emoções e comportamentos de todos nós, o nível que uma pessoa manifesta, além de influenciar tudo em sua vida, afeta diretamente suas relações. Portanto, quando uma pessoa consegue aprimorar e manter um alto nível de autoestima, ela estabelece propósitos realistas e utiliza tanto seus recursos internos quanto suas qualidades para superar as dificuldades e ser feliz. Com 140 páginas, o exemplar custa R$ 33,00.
Mais informações:
Wak Editora(www.wakeditora.com.br).

A autoestima é a valorização, geralmente positiva, que temos de nós mesmos. Para a psicologia, trata-se da opinião emocional favorável que as pessoas, incluindo as crianças, têm delas próprias e que excede tanto a racionalização quanto a lógica. Esse sentimento valorativo também é tido como o conjunto de características corporais (físicas), mentais e espirituais que formam a personalidade de qualquer indivíduo. Portanto, ele também pode mudar, evoluir ou retroceder com o tempo. Além disso, como explica nossa entrevistada, como é a partir dos 5 anos ou dos 6 anos de idade que a criança começa a ter uma noção de como é vista pelos outros, esse sentimento ainda pode contribuir ou atrapalhar o próprio aprendizado dela.

Continue lendohttp://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/112/artigo300401-1.asp
Professores de ciências devem estimular diferentes habilidades nos estudantes de modo a auxiliá-los no desenvolvimento da criatividade. Segundo bióloga e educadora, é preciso valorizar a dedicação e o trabalho, mais do que simplesmente transmitir conceitos.
Por: Vera Rita da Costa
A inteligência e a criatividade frequentemente associadas à figura do cientista e do artista, como Beethoven (na imagem), não devem ser tratadas como dom e sim como fruto de trabalho e dedicação. (imagem: detalhe de quadro de Carl Schloesser)
São muitas as possíveis explicações para a origem do mito do cientista genial, excêntrico, louco e um tanto quanto desleixado. Há justificativas de caráter histórico, como o fato de a ciência institucionalizada ter sua origem nas catacumbas, na fuga das perseguições da Inquisição, e de os primeiros cientistas terem sua figura original associada aos alquimistas. Outras apontam a função arquetípica do mito, segundo ateoria junguiana, como observamos em comentários postados no nosso Facebooksobre o texto que publicamos anteriormente, ‘O cientista no imaginário popular’.
O fato é que o mito do cientista genial e excêntrico existe e ganhou (e ainda ganha) muita força com a popularização de biografias que destacam aspectos inusitados da vida desses personagens, assim como de suas imagens. Fotos de Albert Einstein com sua cabeleira desgrenhada, a língua de fora ou andando de bicicleta descabelado ajudaram, sem dúvida, a reforçar o mito, contribuindo para a consolidação do imaginário popular sobre o cientista.
Também serviram a essa função as caricaturas de Charles Darwin divulgadas logo em seguida à publicação de A origem das espécies. Nesse caso, no entanto, com outra intenção, muito mais consciente e agressiva – e com efeitos muito mais negativos para a imagem da ciência e do cientista.
Caricaturas de Charles Darwin
Caricaturas de Charles Darwin divulgadas logo após a publicação de ‘A origem das espécies’ atribuíam aspectos negativos à imagem do cientista. (ilustrações: Fun e The Hornet/ Wikimedia Commons)

Criatividade e inteligência

Do ponto de vista da educação e do ensino de ciências é interessante refletir sobre essas questões. Não apenas porque o mito do cientista genial e excêntrico influencia diretamente o trabalho desenvolvido com os alunos, mas também porque acaba por influenciar a própria concepção que se leva para a sala de aula do que é inteligência e, sobretudo, do que é criatividade.
Por conta desses estereótipos, não é raro, por exemplo, encontrar professores cujas concepções de inteligência e criatividade estão diretamente associadas às ideias de dom, de excentricidade e até de loucura. E, infelizmente, o que se constata é que essas ideias estão presentes muito mais do que o desejável, sobretudo quando o esperado é que os professores não discriminem seus alunos com base em dons ou outras características consideradas inatas.
O que se espera de um bom professor, principalmente de ciências, é que estimule a inteligência e a criatividade de seus alunos, considerando-as um potencial presente e passível de ser desenvolvido em todos
Afinal, se consideradas dom ou excentricidade, por que investir na inteligência ou criatividade dos alunos? Basta rotular quem é quem (e, em geral, fazemos isso de forma inconsciente, quando não atentos para a questão) e investir em alguns ou até mesmo deixar a aprendizagem se desenvolver assim, de maneira espontânea e desesperançosa, ao sabor dos dons ou das características pessoais de cada um. Para quem é da área de educação esses posicionamentos são bem conhecidos. Pode-se não assumi-los publicamente, como posicionamentos conscientes, mas eles ainda estão muito presentes entre nós.
Ao contrário disso, no entanto, o que se espera de um bom professor, principalmente de ciências, é que estimule a inteligência e a criatividade de seus alunos, considerando-as um potencial presente e passível de ser desenvolvido em todos. É preciso planejar e intervir nessa direção, não se omitir.
Em seu livro A dinâmica da criação, lançado este ano no Brasil, o psiquiatra inglês Anthony Storr aponta para um item interessante: a inteligência e, principalmente, a criatividade associadas às figuras do artista e do cientista. Discute também a questão do gênio e da loucura ligada a esses personagens. 
Continue lendo: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2013/10/nem-magica-nem-dom.-pedra-a-lapidar/view

Ministro decide por desobrigar Governo de MT a destinar 35% do orçamento à Educação

Airton Marques O governador Mauro Mendes (DEM) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal (STF), suspender artigo da Constituição Estadual q...