quarta-feira, 1 de outubro de 2014

UFMT: Abertas inscrições para mestrado e doutorado em Educação 2015

O Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece 49 vagas para o mestrado em Educação, distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Culturas Escolares e Linguagens; Educação em Ciências e Educação Matemática; Organização Escolar, Formação e Práticas Pedagógicas; Cultura, Memória e Teorias em Educação; Movimentos Sociais, Política e Educação Popular. Outras 23 vagas são para o doutorado em Educação nas linhas de pesquisa: Movimentos Sociais, Política e Educação Popular; Cultura, Memória e Teorias em Educação; Organização Escolar, Formação e Práticas Pedagógicas. 

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de outubro. É cobrada uma taxa de R$132,64. Os interessados devem procurar a secretaria do PPGE, no Instituto de Educação (IE), sala 69, das 8h às 11h e das 14h às 17h, munidos com os seguintes documentos: para mestrado - fotocópias do diploma de graduação, do histórico escolar e da documentação pessoal, uma foto 3x4, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, memorial crítico e anteprojeto de pesquisa. Os candidatos deverão comprovar ou obter proficiência em um idioma estrangeiro (inglês, francês ou espanhol); e para doutorado - fotocópias dos diplomas de graduação e de mestrado, do histórico escolar do mestrado e da documentação pessoal, cópia impressa da dissertação de mestrado, uma foto 3x4, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, memorial crítico e projeto de pesquisa. Os candidatos deverão comprovar ou obter proficiência em dois idiomas estrangeiros, sendo o inglês obrigatório e o outro pode ser de francês ou espanhol. O resultado das inscrições deferidas será divulgado no dia 24 de outubro.

O processo de seleção será realizado por meio de prova escrita (dia 3 de novembro) e arguição (1º a 5 de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 15 de dezembro. Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula no período de 2 a 6 de março de 2015. O início das aulas está previsto para o dia 23 de março de 2015.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8431 ou na página eletrônica do programa.

http://www.ufmt.br/ufmt/site/index.php/noticia/visualizar/18608/Cuiaba

Antoni Zabala: Tecnologia catalisa inovação que existe no professor

Educador espanhol Antoni Zabala diz que soluções digitais não podem ser pensadas para inovadores, mas para quem ainda é tradicional

Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares e potencializar processos de aprendizagem através da personalização do ensino. Essa é a opinião de Antoni Zabala, diretor da Revista AULA de inovações educativas, fundador de Campus Virtual de Educação da Universidade de Barcelona e referência mundial em formação docente e reforma curricular.
Durante a 12º Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, realizado em Recife entre os dias 17 e 19 de setembro, o teatro principal do Centro de Convenções de Pernambuco viu seus quase 4500 lugares ocupados por educadores interessados na palestra “Tecnologia em sala de aula: uma solução ou um problema?”, capitaneada por Zabala. “Espera-se que os educadores solucionem todos os problemas da sociedade, mas não oferecem ferramentas para isso. E quando oferecem, o fazem sem preparo. Assim, o que poderia ser útil se torna um obstáculo”, comentou Zabala ao descrever um constante problema enfrentado por educadores que são estimulados a usar computadores e ferramentas digitais em suas aulas.
Roman Gorielov/Fotolia.comTecnologia catalisa inovação que existe no professor

Para ele, a maioria das soluções digitais do ensino tem como público principal o professor inovador, mas a realidade é que grande parte do corpo docente ainda é tradicional e utiliza métodos tradicionais de aprendizagem, o que se apresenta como uma grande incoerência. O erro seguinte é esperar que o professor seja inovador para só então ser capaz de utilizar as TICs em suas metodologias. “O professor pode não ser inovador a priori, mas a tecnologia pode catalisar a inovação que existe naquele professor, ainda não aflorada”, destaca.
Outro ponto relevante salientado pelo educador espanhol é referente às diferenças que existem entre os membros do professorado. Da mesma forma que se fala da personalização do ensino, é preciso falar dos distintos perfis do profissional. “Cada aluno é um individuo, aprende e interage no seu ritmo. E cada professor terá particularidades no processo de transição dos modelos analógicos aos digitais. Para que seja eficaz, essa transição deve ser vista como um processo gradativo, passo-a-passo”.
Especialista na utilização das tecnologias, Antoni Zabala deu uma breve entrevista sobre os desafios da educação e como a tecnologia pode ser uma aliada do professor e dos alunos. Confira abaixo:
O senhor acredita que existem dois principais desafios para o professor e a educação: a formação integral do indivíduo e o desenvolvimento de competências. A tecnologia pode ajudar a superá-los?
A primeira questão é definir quais são as competências que devem ser desenvolvidas para o futuro do cidadão, que tem a ver com a sua habilidade de resolução de problemas. Entre essas competências, está o domínio das técnicas, que não implica conhecer a fundo a tecnologia ou programar, mas conhecer as possibilidade que a tecnologia oferece e como manejar a informação e o conhecimento, interpretar, intercambiar.
“Por que as pessoas não querem ir a um hospital que utiliza modelos antigos mas aceitam a ideia de uma educação de antiga?”
Além disso, temos a questão da atenção à diversidade. Cada aluno aprende de uma forma. Para o professor é muito difícil conhecer a fundo e dar ajudas específicas a cada aluno dentro das suas peculiaridades E é aí que as diferentes soluções digitais tem um papel, pois elas podem fazer o ‘trabalho sujo’ do professor, de uma forma que libere o profissional do que até agora era fundamental, como avaliar o processo, passar as informações, corrigir provas… Isso a máquina pode fazer. Mas, por exemplo, o que a máquina não pode é compreender o motivo de um aluno aprender mais ou menos, isso ou aquilo, e propor soluções e otimizem o aprendizado. E aí vem a responsabilidade do professor.
É possível ser um professor inovador em centros de ensino e sistemas tradicionais, com pais de alunos que ainda têm uma mentalidade tradicional acerca da educação?Se o professor está sozinho em uma instituição assim, eu diria ‘busque pessoas, colegas que compartilhem do que você acredita, não continue só’. Com grupos maiores, é possível gerar movimentos que mudam mentalidades. Já com os pais, é bem fácil. É apenas uma questão de comunicação.
Fácil?Sim! Temos bons argumentos, então basta fazer uma boa comunicação. Por exemplo, se um pai ainda resiste a um modelo de ensino e educação mais inovador, eu lhe perguntaria: “O senhor gostaria que atendessem ao seu filho dentro das necessidades pessoais dele? Ele dirá ‘sim’. O senhor deseja que seu filho saiba falar, racionalizar? Claro que sim. Quer que ele se torne uma pessoa solidária, colaborativa? Pois a única maneira de garantir isso é trabalhar um modelo que vá além do tradicional”. Claro que o próximo passo é apresentar os resultados.
“O professor pode não ser inovador a priori, mas a tecnologia pode catalisar a inovação que existe naquele professor, ainda não aflorada”
Acredito também que existe uma responsabilidade dos meios de comunicação, de divulgar e discutir esses novos modelos e os resultados que deles surjam. Isso facilitaria o trabalho do professor. As famílias e as escolas precisam entender que o modelo antigo não funciona mais. Por que as pessoas não querem ir a um hospital que utiliza modelos antigos mas aceitam a ideia de uma educação de antiga?

Além da personalização, sabemos que existem utilizações da tecnologia como ferramenta de inclusão. Ou seja, que estão permitindo que pessoas com deficiências, ou que moram em regiões afastadas, ou que vem de famílias em desvantagem econômicas, por exemplo, tenham acesso a um aprendizado mais democrático. Existem resultados concretos nessa linha?
O princípio básico é o mesmo: dar ao aluno o que ele necessita para a sua formação plena. No caso de ferramentas inclusivas, o aluno necessita superar barreiras que talvez grande parte das crianças e jovens não necessite. Nesses casos, a tecnologia abre possibilidades infinitas! Vou te dar um exemplo bem prático. No meu instituto, criamos um aplicativo com um sistema que identifica as características diferenciadas de cada aluno e oferece atividades com base nessas características. Isso já é possível. E em 10 anos, tenho certeza de que poderemos estender a quaisquer alunos, com os mais diversos perfis.
* Isabela Carvalho é jornalista, com especialização em Comunicação com Fins Sociais, e coordenadora de Redes do Changemakers da Ashoka, que lançou, em parceria com o Instituto Embratel Claro, o desafio Tecnologia é Ponte: diminuindo as distâncias na educação”, que tem o objetivo de identificar a oferecer suporte a projetos que usam as TICs como ferramenta de inclusão para jovens e crianças em idade escolar. As inscrições estão abertas até 22 de outubro e devem ser feitas através do  site www.changemakers.com/tecnologiaponte.


Veja Mais: Antoni Zabala: Desafios globais
http://porvir.org/porpensar/tecnologia-catalisa-inovacao-existe-professor/20140929

Seduc afasta professores e ex-diretor em investigação sobre venda de drogas na porta de escola

Da Redação - Wesley Santiago


Secretaria de Estado de Educação (Seduc) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar contra três professores e um ex-diretor da Escola Estadual Presidente Medici para investigar as denúncias de que eles teriam permitido o funcionamento de comércio/lanchonete (alimentos e bebidas), e uma academia dentro da unidade, sem processo licitatório. Ainda segundo as informações, os servidores ainda não teriam denunciado o tráfico de drogas no local.

A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado, que circula nesta terça-feira (39). A Portaria Conjunta nº 498/2014/age-cor/SEDUC foi assinada pela secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, e pelo secretário Auditor Geral do Estado, José Alves Pereira Filho. O prazo para a conclusão das investigações é de 60 dias “a contar da citação dos servidores acusados, admitido sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem mediante solicitação à autoridade que determinou sua instauração, em conformidade com o artigo 75, §1°, da Lei Complementar Estadual nº 207/2004”.
 
De acordo com a publicação, os servidores denunciados foram identificados como: Estevão Galvão Rezende, professor; Anísio José Guimarães, (ex-diretor), professor; Maria Antônia da Silva, professora e Edenil Maria Guimarães, professor. A denúncia aponta que, além de ter permitido o funcionamento de um estabelecimento irregular, em tese, eles ainda “teriam sido omissos em não denunciar a mercancia de entorpecentes em uma das lanchonetes”.
 
A assessoria de imprensa da Seduc informou ao Olhar Direto que: “as cantinas não funcionavam dentro e sim fora da escola, na calçada”. Ainda de acordo com a secretaria, esta é uma denúncia de 2012 do Ministério Público (MPE). Por conta disto, foi realizada uma sindicância, que apontou estes indícios e por isso foi aberto este processo.
 
Por conta das denúncias, os servidores foram afastados dos seus deveres funcionais e aguardarão o fim das investigações. A portaria ainda destaca que todas as garantias constitucionais do Devido Processo Legal, da Ampla Defesa e do Contraditório estão sendo observadas.
 
A reportagem também entrou em contato com a Auditoria Geral do Estado (AGE), que explicou que: “primariamente houve a denúncia sobre as lanchonetes irregulares. Porém, após a investigação preliminar do Estado, foi relatada a possível comercialização de entorpecentes, porém, na área externa da escola”.
 
“Também foi relatado nas investigações que as cantinas internas da unidade estariam funcionando sem ter uma licitação, o que não pode acontecer já que elas precisam de uma aprovação do Estado”, acrescentou a assessoria da AGE. Os professores relataram que já houve processo licitatório há muito tempo, porém, que não é valido para este ano. O prazo é de 12 meses, prorrogável apenas uma vez pelo mesmo período. “O mesmo vale para a academia que supostamente estaria funcionando no local”, finaliza a AGE.


http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Seduc_investiga_venda_de_drogas_na_porta_de_escola_e_afasta_professores_e_ex-diretor&id=379243

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