quarta-feira, 21 de maio de 2014

EMEB Rita Caldas Castrillon representará a capital nos Jogos Estudantis de MT



Secom Cuiabá
Fotos: Luiz Alves
A Prefeitura de Cuiabá realizou nesta quarta-feira (21), no Ginásio Quilombo, a final de futsal feminino da 39ª Edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs). As equipes vão representar a Capital nos Jogos Estudantis Mato-grossenses, nos municípios de Água Boa e Cáceres, no mês de novembro.
Na categoria A (15 a 17 anos), o Colégio Isaac Newton(CIN) venceu o Colégio Poente por 3X2, na disputa de pênaltis. Na categoria B (12 a 14 anos), a Escola Municipal Rita Caldas Castrillon ganhou por 5x0 da Escola Estadual Padre Wanir. O secretário municipal de Esportes, Cidadania e Juventude, Carlos Klaus, acompanhou as partidas e destacou a força de vontade dos times.
“Percebemos a satisfação dos alunos em representar as escolas e o trabalho em equipe quanto à preparação. A Prefeitura pretender estreitar ainda mais os laços no ambiente escolar e ter sempre uma disputa saudável”, disse o secretário. 
O técnico do Colégio CIN, Celso Lara, conta que mesmo com os treinos e esforços, vencer foi uma surpresa.
”Nos preparamos para chegar na final, mas na hora parece que os times crescem. Foi uma disputa acirrada, mas conseguimos”. 
A jogadora do CIN, Lauriene Agata, 15, diz que a dedicação e confiança influenciaram nos resultados. “O time é bom e desde o início nos comprometemos em fazer o melhor. Graças a Deus ocorreu como planejado e estamos ansiosas pelo Estadual”, afirmou.
A representante da equipe da Escola Municipal Rita Caldas,Verônica Caroline, 13, destacou que há entrosamento entre os times e a rivalidade existe somente em quadra. Verônica é um dos destaques do time e costuma treinar com os meninos da Escolinha do Santos, em Cuiabá.
“A responsabilidade é grande, no entanto na hora de jogar agimos de igual para igual. No final rimos, choramos e comemoramos juntas porque temos o mesmo objetivo, seja vencendo ou perdendo”, concluiu.
Os jogos seguem até o dia 25 de maio em seis pontos da Capital. A final do futsal na modalidade masculina será disputada nesta sexta-feira (23), às 8h, no Ginásio Verdinho (CPA I). Este ano 47 escolas participam do evento, sendo 20 da rede particular de ensino, 20 escolas da rede estadual, 05 do município e 02 Institutos Federais de Ensino.
Entre as modalidades estão: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, xadrez, natação e futebol. Os vencedores de cada categoria recebem troféus e medalhas, além de representar Cuiabá nos Jogos Estudantis Mato-grossenses.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/esportes-cidadania-e-juventude/cin-e-escola-municipal-vao-representar-cuiaba-nos-estudantis-mato-grossenses/8933

Trabalho infantil será debatido em escolas municipais

 
Secom Cuiabá

Diretores e coordenadores pedagógicos de escolas municipais de Cuiabá participaram nesta terça-feira (20) de uma oficina de formação com o objetivo de trabalhar em suas respectivas unidades de ensino a erradicação do trabalho infantil e a proteção ao trabalhador.
A formação faz parte do “MPT na Escola: Abordagem do tema trabalho infantil em sala de aula”, promovido pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).
O objetivo do programa é formar uma rede de proteção e conscientizar toda a sociedade dos prejuízos que o trabalho infantil pode acarretar a uma criança ou adolescente.
A formação foi direcionada aos diretores e coordenadores pedagógicos de escolas que trabalham com turmas de 5º ao 9º anos. Estes gestores vão atuar como multiplicadores em suas respectivas unidades de ensino, levando as informações aos professores, que, posteriormente, vão trabalhar com os alunos em sala de aula.
Durante a oficina, os gestores assistiram palestras, vídeos educativos, participaram de discussões e receberam material pedagógico que serão distribuídos nas escolas.
A formação foi conduzida pelos assessores pedagógicos da SME, José Ferraz e Eby Regina Araújo.
Conforme destacou José Ferraz o programa é constituído por cinco etapas. A primeira foi marcada pela capacitação de coordenadores municipais, que são os responsáveis pela formação de diretores e coordenadores de escolas. A rede municipal de Cuiabá conta com 10 coordenadores.
A segunda etapa é constituída pela formação de diretores e coordenadores de escolas. Em seguida os gestores escolares terão a missão de passar aos professores de suas respectivas escolas o que aprenderam na capacitação.
A quarta etapa do programa prevê o trabalho dos professores com os alunos. Nessa etapa os professores terão o papel de informar e orientar os alunos, de forma bastante lúdica, sobre os direitos deles, destacando as situações que podem ser caracterizadas e identificadas como trabalho infantil.
A quinta e última etapa será finalizada com a seleção das melhores produções textuais dos alunos.
A diretora de ensino da SME, Vanilda Mendes, destacou que o gestor e os professores têm o papel de proteger os alunos e precisam estar atentos para identificar qualquer tipo de situação que caracterize exploração de crianças e adolescentes.
“É comum vermos casos de exploração infantil nos meio de comunicação e acharmos que essa situação está longe da nossa realidade, mas ela pode estar acontecendo no nosso bairro, na nossa escola, ou seja, mais próximo do que imaginamos. Por isso, enquanto professores, nós precisamos ter um olhar especial para identificar qualquer tipo de problema com nossos alunos”.
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Dica do Blog:    Acesse o  MANUAL DE ATUAÇÃO DO  MP NA PREVENÇÃO E ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL


http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/trabalho-infantil-sera-debatido-em-escolas-municipais/8930

Município cearense torna-se exemplo ao melhorar índices

O município cearense de Sobral, distante 230 quilômetros de Fortaleza, vem se destacando pelos avanços na educação. Com nove escolas entre as 100 com melhor índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e com redução de 57% para 4% na distorção idade-série dos alunos de primeiro ao nono anos no período de 2000 a 2013, Sobral recebeu na tarde desta terça-feira, 20, o ministro da Educação, Henrique Paim, que visitou o Colégio Sobralense de Tempo Integral e inaugurou uma creche.
Segundo Paim, a inauguração do Centro de Educação Infantil Domingos Olímpio, que atenderá 240 crianças de dois a seis anos, revela o empenho do município e o compromisso do governo federal com a educação e, principalmente, com a educação das crianças provenientes das camadas menos favorecidas. “Como parte da meta de investimento definida pela Presidenta Dilma, abrangendo desde a educação infantil até a pós-graduação, Sobral é um exemplo que serve de inspiração para o Ceará e para o Brasil”, afirmou o ministro.
Prêmio – Em Fortaleza, o ministro participou da solenidade de entrega do Prêmio Escola Nota 10, que destaca as escolas que obtiveram os melhores resultados na alfabetização de crianças do segundo ano e do quinto ano.
Nesta sexta edição, foram premiadas as 150 escolas públicas que obtiveram os melhores resultados de alfabetização, tendo por base o índice de desempenho escolar – alfabetização (IDE-Alfa), e as 150 escolas públicas que registraram os melhores resultados do quinto ano, tendo por base o índice de desempenho escolar – quinto ano (IDE 5), ambos indicadores estabelecidos pelo governo do Ceará.
Além da premiação às escolas que se destacaram, a iniciativa prevê apoio a 150 outras que tenham obtido os mais baixos resultados de alfabetização, no segundo ano, e em língua portuguesa e matemática, no quinto ano, respectivamente.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20442

'Avaliação está ocupando o lugar do currículo escolar', diz educadora

Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade Harvard (EUA) e pesquisadora da USP, discute como os países da OCDE e da América Latina encaram as políticas curriculares

Fonte: UOL Educação

Por causa da falta de uma política curricular clara no Brasil, a avaliação é quem está cobrando da escola os conteúdos que devem ser ensinados aos alunos. Esta é a opinião de Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade Harvard (EUA) e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo).
Em entrevista ao UOL, Louzano discute como os países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da América Latina encaram a questão das políticas curriculares, com base em estudo realizado por ela no ano passado. No Brasil, a falta de diretrizes específicas têm gerado desigualdade no sistema.
A educadora será uma das convidadas da 21ª Educar/Educador, feira e congresso de educação, que acontece esta semana, dos dias 21 a 24 de maio, na cidade de São Paulo. Confira abaixo trechos da conversa.
UOL Educação - Quais são os maiores gargalos da educação brasileira?
Paula Louzano - Creio que um deles é a baixa qualidade, que passa pela experiência que o aluno tem na sala de aula. A gente precisa melhorá-la, principalmente para os estudantes mais vulneráveis, que estão nas escolas menos preparadas.
UOL - Como outros países do mundo resolveram o tema da política curricular?
Paula - Eu diria que existem três modelos de política curricular nos países que analiso. Alguns centralizam mais o que deve ser ensinado, num alto grau de detalhamento, como é o caso de Portugal. A metodologia fica a critério do professor, mas a autonomia é baixa. Outros dão mais autonomia, como a Finlândia e a Austrália, que têm um currículo mais geral, com alguns conteúdos que seriam fundamentais de serem trabalhados e algumas habilidades nos anos escolares. Já em Cuba há inclusive o número de horas que o professor vai trabalhar cada conteúdo, ou seja, a estratégia de ensino está estabelecida na política curricular.
UOL - Como é no Brasil?
Paula - O Brasil estabeleceu também que existe alguma coisa comum que todos os brasileiros têm direito a aprender. No caso é o que chamamos de Base Nacional Comum. O que difere é o grau de especificação, que é muito baixo quando comparado com outros países, mesmo com aqueles que atribuem grande autonomia às suas escolas, como Finlândia e Nova Zelândia. Ainda que alguns Estados e municípios tenham investido nesta especificação por meio de orientações curriculares, estas não se baseiam em um documento nacional claro. Além disso, a diferença na capacidade destes entes federados em produzir estas orientações tem gerado desigualdade no sistema. A falta de especificação e a baixa capacidade técnica de algumas redes e escolas em desenvolvê-la tem colocado o livro didático, e mais recentemente as avaliações externas, como responsáveis indiretas por essa decisão.
UOL - Os modelos de Portugal, da Finlândia ou de Cuba têm mais sentido no nosso contexto?
Paula - Eu diria que é o modelo mais parecido com a Finlândia, porque dá mais autonomia ao professor. Essa é uma característica do nosso sistema de educação, é como a gente enxerga o papel do docente no Brasil. Contudo, hoje não há uma política curricular clara no país, como existe na Finlândia, mas sim uma política de avaliação, que cobra um resultado do aluno. A avaliação está ocupando o lugar do currículo. Quando deixamos de discuti-lo entregamos para a avaliação o poder de definir o que as pessoas aprendem no Brasil.
UOL - Há movimentos que pedem a introdução de novas disciplinas obrigatórias na escola, como música. Como vê essa situação?
Paula - Em outros países essa decisão não está na mão do legislativo. Não é uma decisão política, partidária, é uma decisão da sociedade, e principalmente dos educadores e especialistas. Eu não tenho que ficar discutindo se tenho que colocar uma disciplina obrigatória. Tenho que discutir na sociedade brasileira o que é importante que todo mundo tem de aprender. Como vou organizar o sistema é outra questão. A organização do sistema não tem que estar na mão do Congresso Nacional, mas sim dos gestores públicos.
UOL - Como você analisa as más posições do Brasil em exames como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)?
Paula - Não é uma surpresa. Elas refletem a baixa qualidade da educação. Mostram como a gente tem dificuldade de ensinar habilidades mais complexas, que não requerem apenas o conhecimento de um conceito, mas que pedem que você seja capaz de tomar uma decisão a partir da compreensão. Se você levar em conta a taxonomia de Bloom, essa é a habilidade cognitiva mais avançada. Isso a gente não consegue fazer.
UOL - Falta investimento na educação brasileira?
Paula - Dá para fazer mais com que a gente gasta hoje em educação? Sem dúvida. Dá para ter uma experiência de padrão internacional em cada sala de aula brasileira gastando o que a gente gasta hoje? Não. Dá para gastar melhor, e acho que tem vários exemplos que mostram isso no próprio Brasil, mas dentro de um limite que está dado pelas condições de gasto de nosso sistema, que é baixo, comparado com países da nossa própria região, como México e Chile, que gastam mais do que a gente por aluno.  

Veja como ficará o calendário escolar nas 12 cidades-sede da Copa


Arena Pantanal
Da Agência Brasil, em Brasília

Cuiabá 
Os 48 mil alunos da rede municipal ficam em casa na Copa e só voltam em 15 de julho. Já as instituições estaduais (67 mil alunos) tiveram autonomia para definir as datas. Sabe-se apenas que não haverá aula quando houver jogos na Arena Pantanal. Os alunos da rede particular (35 mil) também estão dispensados nessas datas e nos dias de jogos do Brasil. Há escolas com férias entre 12 a 30 de junho.


São Paulo 
A rede municipal e a rede estadual determinaram o período de recesso no período do Mundial e, por isso, as férias começam em 12 de junho. O calendário ainda pode mudar, uma vez que os professores municipais estão em greve desde o dia 23 de abril. Na rede privada, a orientação foi manter o recesso entre os dias 1º e 30 de julho, mas a decisão é tomada caso a caso

Veja as outras sedes, cliquehttp://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/20/veja-como-ficara-o-calendario-escolar-nas-12-cidades-sede-da-copa.htm

Em Campo Grande, criança de 5 anos presenteia professora com maconha

Do UOL, em Campo Grande

Um garoto de cinco anos de idade levou para a escola dez gramas de maconha embrulhada em um papel de caderno e deu para a professora como se fosse um presente. O episódio ocorreu ontem (19) de manhã, em um colégio municipal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
A professora acionou a Guarda Municipal, que encaminhou o menino para uma casa de guarda da cidade. "Ele [menino] criou um vínculo afetivo com a professora e quis agradá-la, foi isso. Quando perguntaram-lhe a o que havia na mão, na maior naturalidade, a criança disse: 'doga, ué, você não conhece'?", disse ao UOL a conselheira Cassandra Szuberski.
Cassandra afirmou que o menino vive com a mãe, que trabalha durante o dia e dorme numa prisão para detentos do regime semiaberto, e uma irmã de 15 anos de idade. "A mãe do menino cumpre pena por tráfico e o menino, uma criança hiperativa, se aproximou da professora e a tratava como parente bem próximo, talvez a própria mãe", afirmou Cassandra.
Conselheiros foram à casa do estudante e lá viram a irmã do menino, de 15 anos, dois bebês de um ano e meio e uma adolescente amiga da família, de 17 anos. Um dos bebês é sobrinho do garoto que levou droga à professora - filho da irmã maior de idade que não estava na casa - e o outro é filho da adolescente de 17 anos.
Todos foram acolhidos na casa de guarda do município e o caso será tratado daqui em diante pela DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). A polícia investiga se na casa do menino as crianças consumiam droga ou se lá é um ponto de venda.
Cassandra disse que não é a primeira vez que o Conselho Tutelar flagra crianças levando droga para a escola. Ela cuida de menores cujos pais estão detidos ou sofreram abusos sexuais e outros tipo de crime. "Dia desses um garoto de oito anos de idade disse que só é pobre quem quer e que podem ficar ricos vendendo drogas", contou a conselheira.
A polícia vai fazer um relatório do caso e mandá-lo para a Vara da Infância, instância judicial. Enquanto isso, o garoto, a irmã de 15 anos, a adolescente de 17 e os dois bebês devem ficar acolhidos na casa de guarda, segundo a conselheira Cassandra. 
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/20/em-campo-grande-crianca-de-5-anos-presenteia-professora-com-maconha.htm

Ato Público na Câmara dos Deputados exige votação do PNE

Nesta quarta-feira (21/05), às 15h, será realizado um Ato Público no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados. O objetivo é pressionar a presidência da Casa para que o Projeto de Lei 8.035/10 que trata do PNE (Plano Nacional da Educação) seja colocado na pauta de votação antes do início da Copa do Mundo. A mobilização é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e de outras entidades ligadas à área. Participarão do evento deputados, estudantes e representantes de diversas entidades e organizações da sociedade civil. 

Prevista para ser realizada na semana passada, a votação do PNE não ocorreu devido à inclusão da MP 632 (Medida Provisória) na Ordem do Dia. Com o adiamento, o fim da tramitação do texto no Congresso ficou ainda mais distante. Hoje, há oito MPs obstruindo a pauta. 

O Brasil está há quase quatro anos sem um PNE e para que o texto entre em vigor é preciso passar pela apreciação do plenário da Câmara e seguir para sanção presidencial. 

Frente a esse cenário, mais de 50 entidades e organizações da sociedade civil divulgaram Carta Aberta exigindo a votação da matéria antes do início da Copa do Mundo de 2014. Há o receio de que, com o começo da campanha eleitoral, a aprovação do PNE ocorra somente após as eleições. 

“Se o PNE não for votado antes da Copa, sua aprovação ficará apenas para segundo semestre. Caso isso ocorra, perderemos em planejamento educacional e em qualidade do debate nas eleições, pois o PNE aprovado pautaria os candidatos”, defende Daniel Cara coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. 

Campanha Nacional Pelo Direito à Educação 
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação é considerada a articulação mais ampla e plural no campo da educação básica no Brasil, constituindo-se como uma rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o país, incluindo movimentos sociais, sindicatos, organizações não-governamentais nacionais e internacionais, fundações, grupos universitários, estudantis, juvenis e comunitários, além de centenas de cidadãos que acreditam na construção de um país justo e sustentável por meio da oferta de uma educação pública de qualidade. 

Mais informações 
Elisângela Fernandes 
Assessora de Comunicação e Mobilização 
Tel.: (11) 3159-1243 // 9 7266-5389 
elisangela@campanhaeducacao.org.br 
www.camapanhaeducacao.org.br

http://www.campanhaeducacao.org.br/?idn=1355

Cacique formado na USP sonha com mestrado para ser referência

Um de seus objetivos é criar um vestibular específico para os indígenas.
Ubiratã Awá Baretédju, de 37 anos, mora em aldeia de Peruíbe, SP.


Mariane RossiDo G1 Santos
Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)
Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú, de 37 anos, nasceu e foi criado na aldeia Bananal, em meio à Mata Atlântica e a cerca de 15 quilômetros do Centro de Peruíbe. A aldeia, uma das mais antigas da região, com cerca de 300 anos de existência, abriga aproximadamente 13 famílias. Os índios coletam frutos, produzem sucos para consumo próprio, fazem o reflorestamento por meio de sementes e preparam mudas para o comércio. Na aldeia, as tradições indígenas dos tupis-guaranis também permanecem intocáveis. Apesar de já terem acesso à internet, à energia elétrica e outras tecnologias, perpetuam características de seus antepassados. Vivem da caça, da pesca, da confecção e venda de artesanato e de apresentações culturais.
Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã
Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)
A educação é a base para que as crianças indígenas e as próximas gerações possam eternizar os costumes e crenças de seu povo. “Na realidade, a educação indígena é aquela que nós aprendemos com os nossos antepassados, mas a educação escolar indígena é aquela que temos dentro das escolas”, fala o cacique. Por isso, as escolas indígenas foram montadas dentro das aldeias da Baixada Santista. Segundo o cacique, elas estão distribuídas nas cidades de São Vicente,Praia GrandeMongaguá e Peruíbe.
O ensino é diferenciado porque une as tradições indígenas com as disciplinas convencionais, encontradas em qualquer escola dos centros urbanos. “Antes, a educação era voltada à integração nacional e falava-se que o indígena não fazia parte da sociedade. Não podíamos fazer manifestações culturais, tirar dúvidas nas escolas. A própria educação era administrada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) na década de 1980. Em 1996, com algumas leis, o cuidado em relação às escolas indígenas passou para o Ministério da Educação (MEC). Essa lei nos beneficiou muito”, diz ele. Com as escolas indígenas, eles também têm mais autonomia para criar projetos político-pedagógicos, materiais didáticos e dinâmicas em grupo. Nas escolas, há desde o ensino infantil até nono ano. “Eu tenho aluno que, com quatro anos, já está lendo. As nossas escolas indígenas teriam que ser mais divulgadas”, explica.

Covid-19 - MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais nas Instituições Federais de Ensino

Acesse aqui o Documento  https://vps3574.publiccloud.com.br/cartilhabio.pdf