quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pacto pela alfabetização vai focar no Norte e Nordeste, com inspiração no sucesso do Ceará



Está na meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) a tarefa de alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do terceiro ano do ensino fundamental. Para alcançar o objetivo, o Ministério da Educação lançou, nesta segunda-feira, 14, um novo ciclo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), específico para Norte e Nordeste. O foco nessas regiões é baseado nos resultados da última Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA).
O lançamento aconteceu durante encontro dos secretários da educação estaduais do Nordeste, realizado em Fortaleza, e que contou com a presença do ministro Aloizio Mercadante. O Ceará foi o estado nordestino mais bem avaliado na ANA 2014, apresentando os melhores índices de leitura, escrita e matemática. Lá também nasceu o projeto que inspirou a criação do Pnaic.
“Nós montamos o Pnaic inspirados no Ceará, na experiência exitosa do Ceará, iniciada em 2007 com o Pnai (Programa de Alfabetização na Idade Certa, de iniciativa do governo estadual). Naquela ocasião, eu criei a Avaliação Nacional da Alfabetização, um exame universal pra gente saber de todas as crianças de todas as salas de aula. Se elas aprenderam a ler ou não, em que estágio estão, se elas estão escrevendo ou não e se elas dominam as primeiras contas”, explicou o ministro.
O novo ciclo inicia em 2016 e tem três eixos de atuação, que visam reduzir os níveis de analfabetismo e baixo letramento das duas regiões. O primeiro eixo prevê o fortalecimento das estruturas de gestão em nível regional. Serão formadas equipes de coordenação e supervisão para visitar as escolas e acompanhar mais de perto as formações voltadas à alfabetização. Assim, as funções da coordenação local do Pnaic serão ampliadas, vinculando-se às redes de ensino, e as ações do programa serão monitoradas pelas administrações estadual e municipal, por meio do desempenho dos estudantes.
A formação continuada de professores é o segundo eixo de atuação do novo ciclo do Pnaic. Os profissionais receberão materiais de apoio pedagógico, produzidos pelos estados das regiões Norte e Nordeste, em parceria com instituições de ensino superior. O MEC vai participar qualificando e dando apoio à impressão dos conteúdos.
Também serão apresentados ao Ministério planos de formação de professores, desenvolvidos para cada estado pelas instituições de ensino superior, em conjunto com as secretarias de educação e seccionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os planos devem considerar diretrizes pedagógicas vinculadas às políticas de formação das redes de ensino.
O terceiro eixo quer promover a valorização e o reconhecimento de escolas e profissionais mais empenhados com a evolução da alfabetização. Ao mesmo tempo, estabelece um apoio a unidades de ensino com maior dificuldade na superação do analfabetismo e do baixo letramento de seus alunos.
“Nós estamos aqui porque é nossa obrigação dar o melhor para educar as crianças desse país a ler, a escrever, a saber as primeiras contas e nós não podemos descansar enquanto isso não acontecer como direito sagrado de todas as crianças do Brasil”, afirmou o ministro.
Assessoria de Comunicação Social
http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=32791

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

UNEMAT Acadêmicos da Faculdade Intercultural Indígena assistiram aula inaugural em Cuiabá



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por Hemilia Maia

Foi realizada esta manhã (14), no Auditório da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, a aula inaugural do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Faculdade Homônima da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Durante a solenidade 60 indígenas que fazem parte da primeira turma de Educação Indígena pelo Plano Nacional de Professores (Parfor), do governo Federal em parceria com a Unemat, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Fundação Nacional do Índio (Funai) e prefeitura de Barra do Bugres efetuaram suas matrículas.

Em breve será assinado o Termo de Cooperação entre Unemat e Seduc para atender os 120 alunos selecionados entre os 450 inscritos no vestibular 2015/2. Divididos em duas turmas, com 60 acadêmicos cada, nas licenciaturas Intercultural Indígena e Pedagogia Intercultural os indígenas matriculados hoje iniciarão suas atividades acadêmicas no primeiro semestre de 2016, mesmo período previsto para a matrícula da turma de Pedagogia Intercultural.
De acordo com o diretor de Gestão e Educação Indígena, professor Adailton Alves de Silva todos os parceiros colaboram com verbas para o funcionamento das duas licenciaturas e a Unemat além de verbas entra com estrutura, execução e orientação. Os novos acadêmicos matriculados são indígenas das etnias Tapirapé; Karajá; Bororo; Chiquitano; Bakairi; Mehinako; Kuikuro; Kalapalo; Munduruku; Apiaká; Irantxe; Myky; Paresi; Nambikwara; Cinta Larga; Xavante; Umuntina. Entre eles estão filhos de outros indígenas já formados pela Faculdade Intercultural Indígena da Unemat que de 2001 para cá já licenciou mais de 400 professores indígenas.

A reitora da Universidade lembrou os desafios de promover educação escolar indígena, mas incentivou: “Na Unemat nós fazemos gestão para os mato-grossenses, e vocês são mato-grossenses, não percam o coletivo, vocês representam suas aldeias.” De acordo com Ana Di Renzo o compromisso é o de trabalhar pela causa e apontou como próximo desafio o ingresso dos indígenas também em cursos regulares da Instituição, inclusive nos cursos de pós-graduação.

O secretário de Educação, Pirmínio Pinto Filho, que representou o governador Pedro Taques durante o evento, contou que das 753 escolas de educação básica do Estado, 67 delas são indígenas. “O compromisso do governo é com a qualidade do ensino” lembrou o secretário que citou as medidas que a atual gestão está tomando para atingir esse objetivo. “Nos próximos oito anos serão investidos 19 milhões de reais na formação indígena”, contou a boa nova Permínio Pinto Filho. Para os novos acadêmicos deixou um recado: “Que esse seja um processo de conhecimento pessoal e, mais que isso, que vocês sejam multiplicadores dentro de suas aldeias.”

Gelson Zezokiwe, de Tangará da Serra, etnia Paresi, fez sua matrícula hoje com muitas expectativas na nova experiência. “A faculdade foi positiva para os outros que formaram na Unemat. Eles aprenderam muita coisa é muito importante para nossos professores indígenas.” Gelson levará seus conhecimentos para sua aldeia que hoje tem cerca de 23 alunos.

A mesa foi composta pelos profissionais da Unemat: reitora, Ana Maria Di Renzo; pró-reitora em substituição de Ensino de Graduação, Rinalda Bezerra Carlos; diretor Político-pedagógico e Financeiro; Marcos Leandro Pereira de Oliveira, diretor Administrativo; Carlos Edinei de Oliveira; diretor de Gestão Educação Indígena, Adailton Alves da Silva; coordenadora do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, Mônica Cideli; e o acadêmico Marcelo Munduruku e da Seduc: secretário de Estado de Educação, Pirmínio Pinto Filho; Otair Rodrigues, superintendente de Educação; Gonçalina de Almeida e Silva, superintendente de Diversidades Educacionais; e Félix Rondon Agugoenau, coordenador da Educação Escolar Indígena.


http://www.novoportal.unemat.br/?pg=noticia/9853#

Cuiabá: Matrículas para alunos novos começam nesta segunda-feira



foto: Jorge Pinho

As matrículas para os alunos novos das unidades de ensino da rede municipal de Cuiabá começam nesta segunda-feira. As matrículas seguem até o preenchimento das vagas. Os pais devem efetuar as matrículas nas unidades educacionais das 7 às 11h e das 13 às 17h.

Para efetuar a matrícula, os pais devem ter em mãos a documentação da criança (certidão de nascimento ou RG), comprovante de endereço, foto 3x4, documento dos pais ou responsáveis, cartão de vacinação para os alunos da educação infantil e atestado de escolaridade para os alunos do ensino fundamental. 
A rede municipal atende 19,2 mil alunos na educação infantil, sendo 8,7 mil alunos na creche (0 a 3 anos) e as demais na pré-escola (4 e 5 anos), 29 mil no ensino fundamental e 1,6 mil na educação de jovens e adultos.
Esses alunos estão matriculados em 51 creches, nove Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e em 89 escolas de educação básica. 
Hoje, o sistema de ensino do município de Cuiabá (rede municipal, rede privada e filantrópica) atende 33% das crianças com idade entre 0 e 3 anos e 93,35% das crianças na faixa etária de 4 e 5 anos, conforme dados do Censo Escolar. 
Segundo o secretário Municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, mesmo disponibilizando 8,7 mil vagas nas creches, o município não consegue atender toda a população de 0 a 3 anos de idade. “Isso é uma realidade nacional, ou seja, nenhum município tem condições de universalizar o atendimento das crianças nessa faixa etária”, explicou o secretário, acrescentando que o atendimento de Cuiabá está acima do percentual nacional e estadual, que são de 23% e 15%, respectivamente.
Conforme o secretário, em algumas unidades de ensino a procura por vaga é maior, o que acaba gerando filas, principalmente pelo fato dessas unidades terem recebido reformas ou estar localizadas na região central. No entanto, o secretário esclarece que em caso de o pai não conseguir uma vaga para o filho na unidade desejada ele pode fazer um cadastro pelo telefone 0800-646-2003 e a Comissão Permanente de Organização da Demanda Escolar (Cpode), da Secretaria Municipal de Educação, vai direcionar essa criança para outra unidade que fica mais próxima da residência dela.  
O secretário informa ainda que a meta dos Planos Nacional e Municipal de Educação é atender 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2024 e 100% das crianças de 4 e 5 anos até 2016.
Para tanto, a Prefeitura de Cuiabá está construindo 22 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Cada uma dessas unidades terá capacidade para atender 240 crianças com idade de 0 a 5 anos, sendo 140 dessas vagas para a faixa etária de 0 a 3 anos.
Além dos 22 CMEIs, a Prefeitura de Cuiabá entregou nos últimos dois anos seis novas unidades de CMEI e uma escola, ampliando o atendimento a 1.490 crianças de 0 a 5 anos, sendo 840 para a faixa etária de 0 a 3 anos.
Conforme explica o secretário Gilberto Figueiredo, assim como o município tem a responsabilidade em ofertar as vagas para os alunos, os pais também têm a obrigação em matricular o filho em alguma unidade de ensino. No caso de os pais dos alunos ou responsáveis que forem omissos em relação a isso, a equipe gestora da unidade educacional poderá registrar no conselho tutelar o descaso por parte da família.
O ano letivo para os alunos da rede municipal inicia no dia 2 de fevereiro e o término será em 16 de dezembro. No dia 29 de janeiro será realizada a aula inaugural para os técnicos da rede e no dia 1º de fevereiro a aula inaugural será para os professores e técnicos em desenvolvimento infantil. 
O ano de 2016 terá carga horária mínima de 800 horas/aula distribuídas em 200 dias letivos para as escolas, 204 para creches e 206 dias letivos para os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).


http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/matriculas-para-alunos-novos-comecam-na-segunda-feira/12133

Professoras usam a arte para aplicar a matemática


Matemática combina com artes? Para as professoras Valquíria Ramos Borges e Carmem Lane Vieira da Silva Leal, da Escola Estadual Paulo Freire, em Primavera do Leste, a interação das duas disciplinas pode funcionar perfeitamente. A ideia delas foi desenvolver atividades que fortalecessem o aprendizado usando conteúdo dessas matérias.
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Para isso, criaram o projeto a Arte da Matemática e aplicaram aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. O efeito da iniciativa pode ser conferido pela comunidade durante uma exposição dos trabalhos, que ocorreu nas dependências da escola, no mês passado.

"O objetivo do projeto é propiciar ao educando a interdisciplinaridade, onde disciplinas opostas podem interagir provocando novos olhares e formas de aprender. Nesse caso, o de proporcionar o ensino aprendizagem na disciplina de matemática significativa, de forma que faça o aluno descobrir a importância da mesma em seu cotidiano. E nada melhor que aplicar na prática a teoria desenvolvida na sala de aula, com a contribuição da disciplina de Arte", pontuaram as professoras.

Entre um trabalho e outro exposto, os expectadores visualizaram uma mistura de cores e figuras geométricas. Num painel, por exemplo, caricaturas, objetos, fisionomias e animais foram retratados. Em outro, as figuras geométricas se misturavam de forma que pareciam ser pinturas abstratas.

Mas os alunos não queriam apenas olhar, era preciso tocar e sentir a leveza de cada detalhe durante a visitação. Nos espaços 'filtro dos sonhos' e 'fractal' (estruturas geométricas complexas com propriedade que se repetem em diferentes escalas) eles encontraram essa possibilidade. E assim, os detalhes eram contemplados como se fossem elementos decorativos.

De acordo com a diretora Alexandra Cristina Andrade, o projeto apontou bons resultados, melhorou o desempenho dos alunos, que passaram a ter mais envolvimento com as disciplinas", destacou.

Percebeu-se ainda, que a iniciativa contribuiu para atrair até os estudantes que não gostam de matemática, por conta do raciocínio, cálculos e fórmulas. Ou seja, os estudantes aprendem sem fazer 'cara feia' para os conteúdos.

O Arte da Matemática começou a ser implementado no ano passado, mas as educadoras observaram que precisava ser intensificado. Dessa forma, o projeto ganhou credibilidade para ser executado também em 2015 e tudo indica que terá continuidade em 2016.

Bullying

Outro projeto bem aceito na comunidade escolar e, portanto, desenvolvido nos últimos quatro anos (desde 2011), envolve o tema "Aqui combatemos o Bullying". Segundo a diretora da unidade escolar este projeto é mais amplo e envolve a participação de todos, uma vez que a proposta pedagógica da escola é de banir qualquer tipo de discriminação, seguindo o lema do patrono, Paulo Freire.

"Os professores no cotidiano orientam os alunos, observam-nos e relatam à equipe gestora casos que ocorrem em sala de aula. Até prórpios estudantes vítimas do bullying nos procuram. Este não é um trabalho novo, todos os anos é exposto e apresentado para comunidade, mostrando como é desenvolvido e a atuação da instituição no combate a esse mal", explicou a diretora.

Entre as ações realizadas no decorrer do ano, estão a confecção de desenhos e paródias feitos com a participação dos alunos e dos professores de algumas disciplinas, como geografia (professora Siméia Bagordaskis), sociologia (Francisca Leite Carvalho) e de arte, Carmen Lane.

No dia 19 do mês passado, os alunos dos 2º anos e uma turma de 1º ano do Ensino Médio, juntamente com a parceria da Coordenadoria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU) de Primavera do Leste, realizaram uma ação em que abordavam os motoristas numa avenida de grande movimento e entregavam sacolinhas de lixo, próprias para veículos, além de exposição de trabalhos realizados por eles.

Eliana Bess
Assessoria Seduc/MT
 



http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Professoras-usam-a-arte-para-aplicar-a-matem%C3%A1tica.aspx

Gestão escolar pública: desafios contemporâneos

A Fundação Vale firmou parceria com a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o desenvolvimento de um curso de gestão escolar voltado aos diretores da rede pública do município de Mangaratiba (RJ), no âmbito do Projeto Formando Capacidades e Promovendo o Desenvolvimento Territorial Integrado: Sistematização da Experiência da Fundação Vale, em cooperação com a UNESCO. O curso teve 96 horas de duração, e os profissionais que tiveram mais do que 75% de presença receberam um certificado de curso de extensão da UFRJ. A presente publicação é fruto dessa parceria e surgiu da necessidade de se compartilhar os temas debatidos no curso com outros gestores escolares, de modo a ampliar a discussão sobre a importância da gestão democrática das escolas. O objetivo dessa publicação é contribuir para que os gestores aprimorem suas práticas, desenvolvendo estratégias que conduzam à construção de uma escola pública mais acolhedora, democrática e participativa.

Organizadora: Daniela Patti do Amaral
Rio de Janeiro : Fundação Vale, 2015. ISBN: 978-85-7652-204-1 





http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/gestao_escolar_publica_desafios_contemporaneos/#.Vm7EFeKEvIU

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

OBMEP: Mais de 600 estudantes mato-grossenses são premiados


Alunos da rede estadual conquistam três ouros, cinco pratas e 361 bronzes. Outros 361 receberam certificado de Menção honrosa.
Viviane Saggin | Seduc-MT

Mais de 600 estudantes mato-grossenses foram premiados - Foto por: Assessoria/Seduc-MT
Mais de 600 estudantes mato-grossenses foram premiados
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Mais de 600 estudantes mato-grossenses foram premiados na 11ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2015). Na rede estadual, 45 alunos conquistaram medalhas, sendo três de ouro, cinco de prata e 37 de bronze. Além disso, outros 361 alunos da rede receberam menção honrosa e onze escolas e onze professores foram premiados.

Os participantes são divididos em três níveis, de acordo com o seu grau de escolaridade: nível 1, alunos matriculados em 2015 no 6º ou 7º ano do Ensino Fundamental; nível 2 – alunos matriculados em 2015 no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental; e nível 3 – alunos matriculados em 2015 em qualquer ano do Ensino Médio.

As medalhas de ouro, no nível dois, foram conquistadas pelos alunos Rafael Henrique Schmidt, da Escola Estadual Dr. Anísio José Moreira, de São José do Rio Claro, Erick de Freitas Mascarenhas, da Escola Wilson de Almeida, de Nova Olímpia, e Wender Junior Borges Campos, Escola Profa. Renilda da Silva Moraes, de Rondonópolis.

Na categoria prata, no nível 1, foram premiados os estudantes Júlio Cesar Jauer, da Escola Rui Barbosa, de Nova Mutum, e Gabriel Aldo S. Vieira Pereira, de Poxoréu; no nível 2, Kevin Marques de Souza, da Renilda Silva Moraes, de Rondonópolis; e no nível 3, Jhonny do Nascimento Alves, da Escola Padre Tiago, de Mirassol D´Oeste, e Gabriel Carlos Serafim, da Nilza de Oliveira Pipino, de Sinop. 

Já o bronze foi conquistado por 15 estudantes, no nível 1, 12 no nível 2 e 10 no nível 3, de diversos municípios mato-grossenses. Rondonópolis se destaca com 11 alunos premiados na categoria.  O certificado de Menção Honrosa foi emitido para 361 jovens, sendo 119 no nível 1 e 242 no nível 2.

Aos alunos premiados na OBMEP 2015 com medalhas de ouro, prata ou bronze e matriculados em escolas públicas, em 2016 será oferecida a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC-OBMEP). A participação no PIC dá direito a uma bolsa de Iniciação Científica Jr. do CNPq. A estrutura e o planejamento do programa serão definidos e divulgados no início de 2016.

Trabalho coletivo

A pequena Escola Estadual de Campo João Borges Vieira, localizada na comunidade de Aparecida do Leste, município de Poxoréu, participou pela primeira vez da Obmep este ano e teve dois alunos premiados. Gabriel Acássio Correia, do 7° ano do Ensino Fundamental, arrebatou medalha de prata, nível 1, e Leonardo Ferreira da Silva, do 9º ano do Ensino Fundamental, ficou com a medalha de bronze, nível 2. Com os resultados das provas, em suas modalidades, os alunos ficaram em 2ºlugar e 17º lugares, respectivamente, entre todos os mais de 600 estudantes participantes do estado.

Para a diretora, Elizângela Aparecida de Jesus Acássio, a conquista dos estudantes é uma honra para o estabelecimento de ensino, que é muito pequeno e atende no sistema multisseriado, e representa o trabalho coletivo desenvolvido na instituição. “Essa premiação significa muito para a escola, e demonstra todo o envolvimento dos professores de todas as áreas, dos pais e da dedicação dos alunos”, afirmou.

Escolas e professores

A premiação de professores e escolas é vinculada à premiação dos alunos. Na rede estadual de Mato Grosso foram premiados 11 professores, sendo um com tablet, diploma e CD com as edições da Revista do Professor de Matemática (RPM-SBM), e 10 com diploma de homenagem e CD da RPM. Já as 11 escolas receberam kit de material didático. 

OBMEP

Atividade do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a OBMEP tem como objetivos incentivar o estudo da matemática e revelar talentos.
Em 2015, a Olimpíada teve o maior número até então de escolas e municípios participantes. Foram inscritos 47.582 escolas de 5.538 cidades (o que corresponde a 99.48% dos municípios de todo o país). Já o número de estudantes inscritos totalizou 17.970,745.

A prova da 1ª fase aconteceu no dia 2 de junho. Os alunos com melhor pontuação (aproximadamente 5% de cada escola) se classificaram para a 2ª fase. Cerca de 900 mil alunos foram selecionados para a prova da etapa decisiva, que ocorreu no dia 12 de setembro. Com duração de três horas, a prova da 2ª fase da OBMEP foi composta de seis questões discursivas, nas quais os alunos tiveram de expressar de forma clara os cálculos e o raciocínio empregado.

A correção foi realizada em duas etapas – a primeira, regional, por professores universitários indicados pela coordenação da Olimpíada, e a segunda, nacional, por um grupo de professores supervisionados pelo Comitê de Provas da OBMEP.
Iniciada em 2005, a OBMEP é promovida com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), e conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A lista com alunos, professores, escolas e secretarias municipais de educação premiados pode ser acessada em www.obmep.org.br

http://www.mt.gov.br/noticias/-/asset_publisher/Hf4xlehM0Iwr/content/mais-de-600-estudantes-mato-grossenses-foram-premiados?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fwww.mt.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_Hf4xlehM0Iwr%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

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