quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

UNEMAT: Educadores de 33 etnias de Mato Grosso participam de curso de graduação

Gustavo Nascimento Seduc-MT 
Foto: Unemat

Indígenas de 33 etnias em Mato Grosso participam de curso para formação de professores em Barra do Bugres (150 km de Cuiabá). O curso visa qualificar educadores para atuarem nas 71 escolas indígenas do Estado e atenderem mais de 10 mil alunos.
O curso é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O projeto também conta com o apoio do Plano Nacional de Professores (Parfor) do Governo Federal.
São 120 acadêmicos e indígenas divididos nos cursos de licenciaturas em Pedagogia Intercultural e Línguas, Artes e Literatura, Ciências Sociais e Ciências da Matemática e da Natureza. Os módulos são realizados durante o período de férias escolares para facilitar o ingresso dos educadores. Nos períodos intermediários, os acadêmicos realizam etapas nas escolas localizadas nas próprias aldeias, com a supervisão de profissionais da Unemat.
O curso conta com uma duração de cinco anos. Segundo o coordenador da Educação Escolar Indígena, Sebastião Ferreira de Souza, este primeiro módulo vai até o próximo dia 17 de dezembro. Durante todo este período, os acadêmicos ficam alojados em uma escola agrícola em Barra do Bugres, enquanto as aulas são ministradas no campus René Barbour. Conforme o coordenador, a Seduc investe aproximadamente R$ 1,2 milhão no curso por ano.
Sebastião Ferreira explicou que a formação conta com uma proposta diferenciada, pois os professores precisam aprender a ensinar nas duas línguas, tanto no português, quanto nas suas línguas maternas. “É uma proposta totalmente especial, que visa deixar os educadores muito bem preparados, uma vez que até o segundo ciclo, os jovens contam com aulas de todas as disciplinas somente em suas línguas maternas”, afirmou.
De acordo com o diretor de Gestão e Educação Escolar Indígena, Adailton Alves da Silva, responsável pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Unemat, o curso já foi responsável pela formação de mais de 450 educadores indígenas.
Adailton também destacou a importância da parceria e olhar mais humanizado do Estado com relação à educação indígena. “É um público específico, que como tal conta com as suas necessidades e o seu tempo. Olhar e dar real valor para esta diversidade tem feito toda a diferença na formação dos acadêmicos”.
Segundo Adailton, a educação diferenciada tem feito tanta diferença na vida das comunidades, que cada vez mais jovens têm procurado o curso. “Esta é a nossa turma de alunos mais jovem que já tivemos. Isso exemplifica que cada vez mais eles concluem o ensino médio e sentem a necessidade de procurar formação e repassar o conhecimento”.



http://www.mt.gov.br/-/5434998-educadores-de-33-etnias-de-mato-grosso-participam-de-curso-de-formacao

Pisa 2015 reforça desafios da educação brasileira nas áreas de ciências, português e matemática

Análises e reflexões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros no Programme for International Student Assessment (Pisa) foram apresentados na manhã desta terça-feira, 6, no Seminário do Pisa 2015, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em ciências, foco desta edição, pouco mais de 40% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 da escala de proficiência, considerado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o nível básico para aprendizagem e participação plena na vida social, econômica e cívica das sociedades modernas em um mundo globalizado. Em leitura, 51% dos estudantes estão abaixo do nível 2 e, em matemática, esse número chega a 70,3%.

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Da última edição do Pisa em 2012 para a mais recente, de 2015, não foram registradas diferenças estaticamente representativas em ciências e leitura. Já em matemática, o desempenho dos estudantes brasileiros foi estatisticamente menor do que na edição de 2012, mas para a OCDE a trajetória geral no Pisa é positiva para os jovens brasileiros porque, em média, tem ocorrido uma elevação da proficiência média em cada edição do Pisa desde 2003.
Os testes e questionários do Pisa propiciam três principais tipos de resultados: um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes; como essas habilidades são relacionadas a variáveis demográficas, sociais, econômicas e educacionais, além das tendências que acompanham o desempenho dos estudantes e monitoram os sistemas educacionais ao longo do tempo. A avaliação é trienal e direcionada para estudantes com idade entre 15 anos e 3 meses (completos) e 16 anos e 2 meses (completos) no início do período de aplicação. A aplicação e tratamento dos dados é responsabilidade do Inep.
Amostra – A edição de 2015 foi a primeira com aplicação totalmente computadorizada. Foram selecionados estudantes das 27 unidades da Federação (UFs), totalizando 23.141 alunos de 841 escolas do Brasil. O perfil típico do estudante brasileiro participante foi do sexo feminino (51,5%), matriculado no ensino médio (77,7%) de uma rede de ensino estadual (73,8%), localizada em área urbana (95,4%) e no interior (76,7%).
AVALIAÇÃO DE CIÊNCIAS
Resultados – A proficiência média dos jovens estudantes brasileiros na avaliação de ciências foi de 401 pontos, valor significativamente inferior à média dos estudantes dos países membros da OCDE, que é de 493. O desempenho médio dos jovens brasileiros da rede estadual foi de 394 pontos. Por ofertar prioritariamente o ensino fundamental, a rede municipal apresentou desempenho inferior ao das escolas de outras dependências administrativas (329). Alunos da rede federal obtiveram o melhor desempenho em ciências, 517 pontos, superando a média nacional, mas não sendo estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes da rede particular (487).
Por estado – O Espírito Santo apresentou o maior desempenho (435), e Alagoas, o menor (360). O desempenho médio dos meninos em ciências foi superior ao das meninas na maioria das UFs brasileiras.
Dificuldades – Interpretar dados e evidências cientificamente, lidar com conhecimento procedimental, e questões com resposta abertas e de múltipla escolha complexa são os pontos fracos dos brasileiros revelados na avaliação de ciências. Nossos estudantes têm mais facilidade em explicar fenômenos cientificamente, e lidar com conhecimento de conteúdo e respostas do tipo múltipla escolha simples.
AVALIAÇÃO DE LEITURA
Resultados – A proficiência média dos estudantes brasileiros na avaliação de leitura foi de 407 pontos, significativamente inferior que o escore médio dos estudantes dos países membros da OCDE, que foi de 493. O desempenho médio em leitura dos jovens brasileiros da rede estadual foi de 402 pontos, enquanto na rede municipal observou-se um desempenho médio de 325. Alunos da rede federal têm o melhor desempenho em leitura, 528 pontos, superando a média nacional, o que não é, entretanto, estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes da rede particular (493).
Por estado – O Espírito Santo apresentou o maior desempenho (441 pontos) e Alagoas, o menor (362). Em todas as UFs, o desempenho em leitura das meninas superou o dos meninos.
Dificuldades – Os pontos fortes dos estudantes brasileiros é lidar com textos representativos de situação pessoal (e-mails, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoais, textos literários e textos informativos). Questões com textos contínuos, definidos por sua organização em orações e parágrafos, e típicos em textos argumentativos, contos e romance e questões que envolvem o aspecto localizar e recuperar informação também foram mais fáceis para eles. A principal dificuldade, por outro lado, é lidar com textos da situação pública (textos e documentos oficiais, notas públicas e notícias). Questões com textos no formato combinado, caracterizados pela junção de parágrafos em prosa e listas, gráficos, tabelas ou diagramas; e que envolveram o aspecto integrar e interpretar foram as mais difíceis para os brasileiros.
AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA
Resultados – A proficiência média dos jovens brasileiros na avaliação de matemática foi de 377 pontos, valor significativamente inferior à média dos estudantes dos países membros da OCDE, que é de 490. O desempenho médio em matemática dos estudantes da rede estadual foi de 369 pontos e da rede municipal, 311, uma diferença estatisticamente significativa. Estudantes da rede federal tiveram melhor desempenho, 488 pontos, embora esse resultado não seja estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes de escolas particulares, que foi de 463.
Por estado – O Paraná apresentou melhor desempenho (406 pontos) e Alagoas, o pior desempenho (339). Contudo, o estado do Paraná, bem como o Amapá, não atingiu a taxa de respostas exigida, prejudicando, assim, uma análise fidedigna desses estados. Praticamente em todas as UFs o desempenho em matemática dos meninos superou o das meninas.
Dificuldades – Estudantes brasileiros têm melhor desempenho em questões sobre valor em dinheiro, razão e proporção e cálculos aritméticos. Isso significa que o manuseio com dinheiro ou a vivência com fatos que gerem contas aritméticas ou proporções é uma realidade mais próxima. Por outro lado, o desempenho é mais baixo em questões que trabalham as propriedades das figuras geométricas, como o perímetro ou a área, ou as características das figuras espaciais. A interação dinâmica com formas reais bem como suas representações mostrou-se como um conteúdo mais difícil e trabalhoso para os brasileiros.
Os estudantes tem facilidade maior para lidar com a matemática envolvida diretamente com suas atividades cotidianas, família ou colegas. Problemas como preparação de comidas, jogos, saúde pessoal ou finanças pessoais são situações mais facilmente "matematizadas" e resolvidas por eles mesmos. Algo semelhante ocorre com o mundo laboral/ocupacional (desde que acessível e condizente com a condição de um estudante de 15 anos), que é mais facilmente reconhecido pelos jovens como, por exemplo, decisões profissionais, controle de qualidade, regras de pagamento de trabalho, etc.
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Assessoria de Comunicação Social


http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/pisa-2015-reforca-desafios-da-educacao-brasileira-nas-areas-de-ciencias-portugues-e-matematica?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2fhome

Estudo de caso aponta fatores que levaram o Regime de Colaboração a fazer a diferença nas salas de aula cearenses e como ele pode ser replicado

O Instituto Natura (iN), que contribui para o fortalecimento das pessoas e organizações que participam da educação pública brasileira, apresentou os principais resultados de estudo de caso feito sobre a experiência do Ceará em Regime de Colaboração no dia 1º de dezembro, em Brasília, no V Encontro Nacional da Rede de Apoio à Educação. O trabalho foi feito, em parceria com o iN, pelo Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (Ceapg), com a coordenação do Professor Fernando Luiz Abrucio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“O Regime de Colaboração é uma forma de organização dos sistemas de ensino que, por meio de relações cooperativass, busca garantir o cumprimento das responsabilidades de cada ente federado (municípios, estados e União) na implementação das políticas de Educação de qualidade”, explica o diretor-presidente do Instituto Natura, David Saad. “Parcerias entre diferentes entes federados criam políticas públicas centradas nos alunos e alunas com metas comuns, reduzindo custos e aumentando a eficiência e efetividade das iniciativas”, completa.
O estudo analisou o modelo de Regime de Colaboração no Ceará, focando em seu funcionamento, nas causas do sucesso e em alternativas de disseminação para outros estados e municípios. A principal iniciativa foi o PAIC (Programa de Alfabetização na Idade Certa), que levou estado e municípios a trabalharem juntos para garantir que todas as crianças fossem alfabetizadas, com qualidade, na idade certa. Desde seu início, em 2005, o Ideb do Ceará nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental evoluiu continuamente, ultrapassando as metas estabelecidas para o estado.
Para Abrucio, cinco fatores – que podem ser replicados por outras experiências – levaram a iniciativa cearense a fazer a diferença na sala de aula:
1 - Descentralização e continuidade:o Ceará tem apoiado iniciativas em Regime de Colaboração desde a década de 1970. Seus projetos na área de educação foram marcados pela continuidade, não sendo muito afetados por trocas de gestão. Além disso, o estado sempre valorizou a descentralização, um modelo de dividir as tarefas com os municípios e de negociar com seus principais atores.
2 - Lideranças empreendedoras de políticas públicas: o estado formou mediadores capazes de criar confiança entre governo estadual e municipais. “Aqui, não podemos pensar na cultura da submissão que costuma ser comum nessas relações entre diferentes entes federativos no Brasil, mas sim numa cultura baseada no entrelaçamento, no respeito e no diálogo”, afirma o pesquisador.
3 - Estrutura institucional que gerou incentivos à cooperação e à busca de melhores resultados: foram criados mecanismos de apoio e incentivo à performance de governos locais. De um lado, havia avaliações e monitoramentos sistemáticos. De outro, formas de auxílio aos municípios e escolas. “Uma das ações que o Ceará aplicou foi repassar recursos do ICMS para os municípios com mais dificuldades e atrelar o envio de verba para aqueles com os melhores resultados que colaborassem com os outros”, explica Abrucio.
4 - Tripé seleção/formação de dirigentes e professores, material pedagógico e monitoramento/avaliação constante: uma política pública focada nesses aspectos garantiu que as iniciativas não perdessem o foco nos objetivos traçados e fossem implementadas de forma sistêmica. Os resultados das avaliações retroalimentavam as outras duas etapas, aperfeiçoando a experiência. “O Ceará entendeu que só é possível chegar a resultados se você aplica insumos”, comenta.
5 - Transparência: Definição clara de objetivos de curto, médio e longo prazo.
“Com esse estudo, vimos que o Ceará tratou a sala de aula como de todo mundo, e não do estado ou do município, como um espaço sobre o qual todos devem ter responsabilidades”, explica Saad. “O aluno deixou de pertencer a uma rede e passou a ser simplesmente cearense nesse modelo”, completa.
O estudo de caso foi apresentado no evento Regime de Colaboração: Prioridade na Gestão Educacional, promovido pela Rede de Apoio à Educação do Instituto Natura,em Brasília. Voltado para secretários de educação municipais e estaduais, além de técnicos das secretarias, o encontro teve como objetivo fazer com que seus participantes discutissem e refletissem sobre o Regime de Colaboração na gestão pública educacional. Além da apresentação do trabalho, os estados de Pernambuco e Ceará, os Arranjos de Desenvolvimento da Educação de Votuporanga (SP), Associação de Municípios da Grande Florianópolis (SC), Chapada Diamantina (BA) e o Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira falaram sobre suas experiências bem sucedidas. A programação ainda contou com mesas de debate sobre o tema com a presença de especialistas como o presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e dirigente municipal de educação de Tabuleiro do Norte (CE), Alessio Costa Lima e o presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Fred Amancio.
Confira o estudo completo em: https://goo.gl/ZGKj3K
Fonte: Instituto Natura

https://undime.org.br/noticia/06-12-2016-15-40-estudo-de-caso-aponta-fatores-que-levaram-o-regime-de-colaboracao-a-fazer-a-diferenca-nas-salas-de-aula-cearenses-e-como-ele-pode-ser-replicado

Governo adota ponto facultativo em feriado de 8 de dezembro

Medida vale apenas para órgãos e autarquias instalados na capital, já que se trata de feriado municipal
Maria Angélica Oliveira Casa Civil 

O Governo de Mato Grosso vai adotar ponto facultativo na próxima quinta-feira (08.12), devido ao Dia da Imaculada Conceição de Maria.
A medida valerá apenas para os órgãos estaduais e autarquias instalados em Cuiabá, já que se trata de feriado municipal. Os serviços considerados essenciais deverão funcionar normalmente.
O Governo do Estado esclarece ainda que não haverá emenda de feriado, portanto o expediente será normal na sexta-feira (09.12).


http://www.mt.gov.br/-/5409987-governo-adota-ponto-facultativo-em-feriado-de-8-de-dezembro

Covid-19 - MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais nas Instituições Federais de Ensino

Acesse aqui o Documento  https://vps3574.publiccloud.com.br/cartilhabio.pdf