sexta-feira, 11 de novembro de 2016

EE Alcebíades Calhao: Estudantes apresentam resultado de projeto de Educomunicação

Vinte e cinco alunos da unidade escolar participaram da iniciativa, fruto de uma parceria entre a UFMT e a Seduc-MT
Viviane Saggin Seduc-MT 

Os convidados puderam conferir uma exposição de fotografias, vídeos, textos e jornal produzidos pelos estudantes, além da Plataforma+10 - Foto por: Mayke Toscano
Os convidados puderam conferir uma exposição de fotografias, vídeos, textos e jornal produzidos pelos estudantes, além da Plataforma+10
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Os estudantes do projeto “Educomunicação, Ciência e Outros Saberes: Um estudo do trabalho colaborativo e compartilhável em narrativas transmídias”, da Escola Estadual Alcebíades Rodrigues Calhao, de Cuiabá, apresentaram os resultados deste trabalho, na última quarta-feira (09.11). A comunidade escolar pôde conferir uma exposição de fotografias, vídeos, textos e jornal produzidos pelos estudantes, além da Plataforma+10, pela qual os estudantes compartilham conteúdo e conhecimento.
Vinte e cinco alunos da unidade escolar participaram da iniciativa, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT). Durante o ano, eles frequentaram oficinas de jornalismo, audiovisual, fotografia, trabalho colaborativo e criatividade, ministradas por professores doutores e mestres da UFMT e gestores de atividades da escola. Além disso, ultrapassaram os muros da escola e foram a lugares que não conheciam para produzir conteúdo, como o Parque Mãe Bonifácia e o distrito de Mimoso, onde visitaram o Memorial Rondon.
Mário Augusto Amorim, de 13 anos, que está no 7º ano, afirma que a experiência foi inédita e muito boa. “Foi meu primeiro contato com a arte de fotografar e filmar. Tinha certo receio, mas passei a gostar e me interessei por todas as técnicas e ferramentas”, diz o estudante, acrescentando que não descarta a possibilidade de se formar na área de comunicação, especialmente em publicidade.
Quem também aprovou a iniciativa foi a estudante Fernanda Souza França, de 14 anos, do 8º ano, que participou de um projeto de Educomunicação pela primeira vez. Ela está na EE Prof. Alcebíades Calhao desde o ano passado. “Aprendi várias coisas, conheci novas tecnologias e lugares interessantes. Tivemos noção de produção e edição de imagens, e eu gostei muito”, aponta a menina, que pretende ser pedagoga.
Outro estudante que chama a atenção pelo potencial comunicativo e criativo é o Mateus Fuin dos Reis, de 14 anos, e cursa o 9º ano. “No início não gostei nada da ideia. Pensava: o que eu vou fazer nesse negócio? Eu queria mesmo era jogar bola”, diverte-se o menino, lembrando que foi abordado na quadra de esportes pelos professores e orientado a participar do projeto.
Foi meio a contragosto que assistiu à primeira aula de uma das oficinas. O fascínio pela novidade logo o fez esquecer a bola de futebol e se dedicar mais às atividades do projeto. “Com o passar do tempo, vi que era uma experiência muito divertida. Comecei a fazer os vídeos, escrever, fotografar, entrevistar pessoas”, conta Mateus, que teve a oportunidade de conhecer e entrevistar o cantor Zeca Baleiro e o secretário de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, no pré-lançamento da Plataforma+10, em Cuiabá. Zeca Baleiro esteve em Cuiabá para se apresentar no “Vem pra Arena”, em agosto deste ano.
A experiência já o faz sonhar com uma futura profissão na área de comunicação. “Um jornalista, quem sabe”, confessa o garoto, relatando que a escola leva o nome de um professor e importante jornalista mato-grossense.
Aprendizagem
O idealizador do projeto, professor doutor do curso do Departamento de Comunicação Social da UFMT, Dielcio Moreira, agradeceu o apoio da Seduc-MT, dos professores da escola e, principalmente, o empenho dos alunos no projeto. “Foi muito bacana o trabalho desenvolvido na unidade escolar. Aprendemos muito. Viemos para ensinar alguma coisa, mas saímos com muito conhecimento”, argumentou.
Dielcio destacou ainda a importância do papel do educador dentro da escola. “Tenho, hoje, a convicção, depois de percorremos 10 escolas da rede estadual com o projeto, de que o que faz a diferença é o professor, que tem um valor extraordinário. É uma presença extremamente importante na vida dos meninos. Quando os professores participam, o progresso e o desenvolvimento são acelerados, e isso nós vimos na EE Alcebíades, com a participação e dedicação de todo o corpo docente e equipe gestora”.
A diretora da escola, Magda Lúcia Sanches, afirmou que o projeto trouxe inovações à maneira de aprender, com aulas dinâmicas e atrativas. “É muito clara a transformação que ocorreu em alguns estudantes e isso nos agrada. Um projeto maravilhoso, que proporcionou maior integração e despertou talentos”, assegurou.
O secretário adjunto de Política Educacional da Seduc-MT, Edinaldo Gomes de Sousa, destacou que a escola deve ser um espaço de construção do conhecimento e também de sonhos. “Se não for para contribuir para a realização dessas aspirações, ela não cumpre seu papel, e sua função não será completa”, argumentou.
De acordo com ele, projetos como o Educomunicação atraem e aproximam os jovens e adolescentes da escola. “Alunos que a achavam chata, desinteressante, passam a vê-la como um local de desenvolvimento e de aprendizado. Isso prova também que a escola precisa repensar o seu currículo e suas metodologias e conhecimento científico, priorizar conteúdos significativos, bem como habilidades e competências para a vida”, frisou.
Compartilhamento
A iniciativa envolve diretamente cerca de 300 estudantes e busca a promoção de trabalhos colaborativos e produção de artigos educacionais compartilháveis. A Seduc-MT investiu R$ 320 mil para a realização das oficinas.
Todo o conteúdo produzido pelos alunos da EE Prof. Alcebíades, assim como as demais escolas participantes, pode ser conferido no site http://www.ufmt.br/mais10educomunicacao/


http://www.mt.gov.br/-/5256511-estudantes-apresentam-resultado-de-projeto-de-educomunicacao

Câmara abre consulta pública para texto sobre reforma do ensino médio

Cidadãos podem participar colaborativamente da construção da proposta, que já recebeu mais de 560 emendas de parlamentares
A medida provisória que reforma o ensino médio (MP 746/16), flexibilizando os currículos e ampliando progressivamente a jornada escolar das atuais 800 horas para 1.400 horas, já está disponível no Wikilegis para a participação colaborativa da sociedade.
Marília França / Câmara dos Deputados
Audiência pública a denominada
Izalci Lucas: reforma do ensino médio vem sendo debatida há bastante tempo na Câmara, e é necessário buscar um texto de consenso
O objetivo é ampliar o debate sobre o tema, considerado polêmico, permitindo que os cidadãos interajam com os deputados e contribuam com sugestões e experiências.
De autoria do Poder Executivo, a MP, que recebeu 568 emendas dos parlamentares, foi incluída na ferramenta de participação da Câmara pelo presidente da comissão especial criada para analisar o tema, deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).
De acordo com o parlamentar, o assunto vem sendo debatido há bastante tempo no Congresso, principalmente nos últimos quatro anos, em audiências públicas com a participação de especialistas e instituições de todos os estados, e é necessário buscar um texto de consenso.
Apoiamento e sugestões

Para participar, os interessados só precisam acessar o Wikilegis e analisar a proposta. É possível apoiar ou não a íntegra do texto original ou cada parágrafo, além das contribuições inseridas pelos outros participantes. Os internautas também podem fazer uma nova sugestão de texto para artigos ou incisos da lei e comentar as propostas incluídas.
Todas as participações recebidas até o dia 25 de novembro serão encaminhadas para o deputado Izalci Lucas, que receberá um relatório consolidado para avaliação das possíveis implementações.
Essas sugestões da sociedade são ranqueadas de acordo com o maior volume de participações dos usuários da ferramenta, entre apoiamentos ou rejeições, propostas para mudanças no texto e comentários.
Assim, os deputados relacionados aos temas disponíveis para consulta pública conseguem compreender, de uma maneira bem prática, quais são os pontos mais delicados e sem consenso na visão dos cidadãos.
Projetos colaborativos
Criado pelo Laboratório Hacker da Câmara, o Wikilegis já foi utilizado nos debates e construção do Estatuto da Pessoa com Deficiência, do Marco Civil da Internet e do novo Código de Processo Civil.
O projeto mais recente a encerrar suas participações na ferramenta é o que trata de proteção de dados pessoais (5276/16), também de autoria do Poder Executivo, com 452 sugestões da sociedade.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem - Simone Ravazzolli
Edição - Newton Araújo


A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'






http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519248-CAMARA-ABRE-CONSULTA-PUBLICA-PARA-TEXTO-SOBRE-REFORMA-DO-ENSINO-MEDIO.html

Ibope: 72% aprovam reforma do ensino médio e 59% são a favor da PEC do Teto


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Pesquisa do Ibope encomendada pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que 72% dos brasileiros são a favor de uma reforma no ensino médio. Em agosto, o governo federal editou a Medida Provisória 746 que prevê um novo modelo para o ensino médio e está em tramitação no Congresso Nacional. De acordo com a pesquisa, 24% são contra a reforma, 3% não sabem e 1% não respondeu.

A pergunta feita pelo Ibope foi: "O senhor é a favor ou contra a reformulação do ensino médio que, em linhas gerais, propõe ampliação do número de escolas de ensino médio em tempo integral, permite que o aluno escolha entre o ensino regular e o profissionalizante, define as matérias que são obrigatórias, entre outras ações?"

De acordo a pesquisa, a maior aprovação foi registrada entre os entrevistados com 55 anos ou mais (78%) e a maior rejeição entre aqueles com 16 a 24 anos (35%). O Ibope ouviu 1,2 mil pessoas entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O instituto fez perguntas também sobre as alterações previstas pela medida para o ensino médio.

Em relação à ampliação do número de escolas com tempo integral, 85% responderam que são a favor e 14% disseram ser contra.

Sobre a ampliação da jornada do ensino médio para 1,4 mil horas, o que garantiria o tempo integral, 56% são favoráveis, 39% contrários, 4% não sabem e 2% não responderam. A maior porcentagem de reprovação estão entre os entrevistados com ensino fundamental completo (46%), seguido pelos jovens de 16 a 24 anos (44%). 

Sobre as escolas terem liberdade para organizar as áreas de conhecimento, competências e habilidades, 77% são a favor, 19% são contra, 3% não sabem e 1% não respondeu.
Sobre a permissão para que os estudantes escolham as matérias que desejam cursar e possam optar pelo ensino técnico, 70% são a favor, 28% contra, 2% não sabem e 1% não respondeu. Também neste item, a maior rejeição (na avaliação por idade) é entre aqueles com 16 a 24 anos, 33%. Neste grupo, 66% aprovam.

Para a maioria dos entrevistados ouvidos pelo Ibope, a educação no Brasil está regular (37%), ruim (20%) ou péssima (34%). Apenas 1% avaliou o ensino brasileiro como ótimo e 8% como bom. Todos os entrevistados responderam a questão.

A reforma do ensino médio é criticada por estudantes que participam das ocupações de escolas no país. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP. O governo argumenta que a proposta vai acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. 

PEC do Teto

A pesquisa também ouviu os entrevistados sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, conhecida como PEC do Teto de Gastos. O Ibope perguntou: "A PEC 241 ou PEC do Teto de Gastos é uma iniciativa que tem como objetivo limitar as despesas do governo federal. O senhor aprova ou desaprova essa iniciativa?".

De acordo com o levantamento, 59% responderam que aprovam a PEC, 35% desaprovam, 4% não sabem e 2% não responderam. 

A PEC determina que, nos próximos 20 anos, o governo federal só poderá gastar o mesmo valor do ano anterior corrigido pela inflação. A proposta foi aprovada ontem (9) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e segue para o plenário da Casa. O texto aprovado pelos senadores prevê a possibilidade de revisão da regra a partir do décimo ano em que estiver em vigor. A proposta já foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados.

A aprovação é maior entre os homens (64%) e menor entre as mulheres (54%). O maior índice de aprovação está entre os entrevistados de 25 a 34 anos, 63%. Entre aqueles com 16 a 24 anos e 35 a 44 anos, a aprovação cai para 55%.
No grupo dos entrevistados com ensino fundamental, 60% aprovam a PEC. No grupo com ensino superior completo, o percentual de aprovação chega a 56% e 40% rejeitam. 

A maior parte dos entrevistados (61%) avalia que o descontrole das contas públicas contribui muito para a crise econômica atual no Brasil. Outros 20% avaliam que o descontrole contribui pouco; 15% acham que não contribui; 2% não sabem; e 1% não respondeu.

Edição: Carolina Pimentel

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