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quinta-feira, 28 de março de 2019

Na semana dos 300 anos, professor lança livro sobre a história do ‘Minhocão’

Da Redação - Isabela Mercuri

O historiador e professor da rede estadual de educação Pedro Felix lança, no próximo dia 6 de abril, sábado, o livro ‘Ana Bela e o minhocão de Baús’, que conta a história de uma das maiores lendas de Cuiabá. O lançamento será na Praça das Lavadeiras, no bairro Lixeira, pela manhã, e contará com apresentação do ‘Grupo das Encantadas’.

Pedro é formado em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especializado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e mestre pela Universidad Técnica de Comercialización y Desarrollo, do Paraguai. Já publicou “História de Mato Grosso”, 1ª, 2ª e 3ª edição, e “Cuiabá, centro da América do Sul”.


O livro conta a história do ‘Minhocão do Baús’, um minhocão que, pela mitologia dos ribeirinhos, ficava na beira do rio Cuiabá na região de Baús, próximo ao Distrito da Guia.

‘Baús’ é uma comunidade de pequenos agricultores de milho, cana de açúcar, mandioca, extrativistas de pequi, que vivem em casas de pau a pique e sobrevivem culturalmente de lendas, rezas e plantas medicinais.

O livro é direcionado a alunos do ensino infantil e fundamental das escolas públicas e particulares de Cuiabá, e para a cuiabania em geral. Para comprar, basta entrar em contato com o professor pelo email ikuiapa@gmail.com ou pelo número (65) 99984-4018. Está disponível também na livraria Janina.



http://www.olharconceito.com.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Revista de Educação Pública, jan./abr. 2019

"É com imenso prazer que apresentamos à comunidade acadêmica a primeira edição da Revista de Educação Pública do ano de 2019, com artigos que envolvem temáticas amplas e com representatividade institucional de vários autores, todos nas respectivas áreas e com suas devidas peculiaridades. Na sequência deste editorial, será possível encontrar contribuições significativas que enriquecem o debate no campo da educação, por meio de pesquisas realizadas em âmbito nacional e internacional. Manteremos o trabalho que vem sendo realizado na revista nos últimos anos com o fluxo editorial aberto em demanda contínua, mesmo considerando o momento difícil pelo qual passamos no Brasil, com muitas incertezas quanto aos investimentos na produção do conhecimento nas universidades públicas." (MONTEIRO. Carta da editora, 2019).

Texto completo: PDF

terça-feira, 20 de junho de 2017

Escola fundada por Marechal recebe livros “As aventuras de Rondon” com a Turma da Mônica

Secretaria do Estado de Cultura e Instituto Mauricio de Sousa levam a alunos e professores da Escola Estadual Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, kits com livro e manual do professor
Assessoria | SEC-MT 
Nas páginas da Turma da Mônica, por vezes seus personagens embarcam em aventuras fantásticas de super-heróis. Mas nesta nova publicação, Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha e Cia viajam no tempo para conhecer um herói de verdade. Ele não tem superpoderes, mas por suas grandes ações, escreveu seu nome na história do Brasil. Trata-se do Marechal Cândido Rondon, agora imortalizado pelos desenhos de Mauricio de Sousa.
Os primeiros brasileirinhos a conferirem o livro idealizado pelo Instituto Mauricio de Sousa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, serão os estudantes da Escola Santa Claudina, de Mimoso, lugar onde nasceu um dos mais célebres brasileiros, Patrono das Comunicações.
Nesta quarta-feira (21), às 10h, o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, lança o livro e entrega kits aos estudantes. Na ocasião, será apresentado aos educadores, o Manual do Professor, material de apoio para utilização do livro como ferramenta pedagógica.
De acordo com o secretário, a interface da cultura com a educação pode ser determinante para aprimoramento do ensino. “O livro ilustrado e o Manual do Professor darão subsídios a educadores das mais diversas disciplinas para seus conteúdos programáticos. Além das disciplinas de história e geografia, outras como biologia, química e física terão no livro, fonte de informações graças aos diversos interesses e pesquisas que o Marechal realizou em vida”, aponta.
“As dezenas de sugestões de atividades têm também uma característica especial: valorizam a ética, a cidadania, respeito ao próximo e à diversidade e a importância da preservação da natureza e dos recursos naturais. Tudo sempre de forma lúdica e divertida”, completa o secretário.
O responsável pela obra, um dos grandes quadrinistas do mundo, Mauricio de Sousa, entusiasma-se com o resultado. “O livro ilustrado, colorido e rico em detalhes históricos conta a história de um grande herói brasileiro. A Turma da Mônica saiu do mundo mágico das histórias em quadrinhos e foi parar em Mimoso, onde nasceu o Marechal. Eles narram o nascimento, infância, juventude e até incríveis aventuras que ele viveu pelo sertão do Brasil”, conta Maurício e arremata, “super-heróis podem existir de verdade”.
O local para distribuição dos primeiros livros guarda um forte laço com a história de Rondon. A Escola Estadual Santa Claudina, foi fundada pelo próprio Marechal Rondon em 1948. A escola, inclusive, leva o nome da mãe de Rondon, Claudina Evangelista.
A parceria do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura e o Instituto Mauricio de Sousa aposta no potencial de uma linguagem lúdica para que o legado de Rondon seja preservado e conhecido pelas próximas gerações de brasileiros.
Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)
Fundado em 1997 o IMS, vem aplicando projetos e ações sociais focados na construção de conteúdos, que através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos. 
Informações para a imprensa
Instituto Mauricio de Sousa
Jal Lovetro – (11) 3851 5221 | (11) 99614 1623 | (11) 98107-6197 | jal.comunicacao@gmail.com
Bete Faria Nicastro – (11) 3862–1586 | (11) 3862–0483| (11) 99659-2111 |bete@waycomunicacoes.com.br
Governo de Mato Grosso  - Secretaria de Estado de Cultura 
Assessoria de imprensa - (65) 98120-6483|98464-9060 |
imprensa@cultura.mt.gov.br
mt

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crianças e jovens participam de lançamento de livro no MACP

Nesta quarta-feira (16), crianças e adolescentes do Ensino Fundamental e Médio participaram do lançamento do livro infantil “Joãozinho que virou estrela”, de autoria da professora do Programa de Mestrado em Ensino, da Universidade de Cuiabá (Unic) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Maria das Graças Campos, que também realiza intercâmbio de pesquisa com o Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (IE/UFMT). O evento foi realizado pelo Museu de Arte e Cultura Popular (MACP), da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev), no Câmpus de Cuiabá. 

Conforme a professora, a obra narra a preocupação com o meio ambiente, por meio da transformação do protagonista em diversos elementos da natureza. “Com temática lúdico-ambiental, o livro tem como objetivo sensibilizar as crianças para a destruição resultante da ganância humana”, descreveu Maria Campos.


“Além do lançamento, os visitantes foram conferir a exposição “(Com)sequências”, do fotógrafo Aruã Callil, que evidencia as queimadas em Chapada dos Guimarães”, explicou a supervisora do MACP, Sílvia Aragão. Houve também oficinas de contação de histórias e ilustração, além de brincadeiras, exibição do curta metragem “A Lenda do Minhocão”, de Marcelo Okamura, e visita guiada ao acervo do Cineclube Coxiponés. A professora fundadora da UFMT, Terezinha Arruda, também apresentou a sua obra mais recente, “América”, e incentivou o hábito da leitura aos alunos presentes.


A pró-reitora em exercício, Ana Paula Ferreira Dias, relatou a satisfação da UFMT em proporcionar iniciativas como esta para a comunidade. “Sempre é louvável o contato da comunidade, especialmente alunos da Educação Básica, com o que a Universidade pode oferecer de programação cultural”, pontuou Ana Paula Dias.
A aluna do curso de Auxiliar Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Raysa Padilha da Silva, contou suas impressões sobre a exposição. “Foi bem interessante. As imagens são impactantes, assim como os materiais expostos, com simbolismo forte, para nos sensibilizarmos em relação ao meio ambiente”, afirmou.


Por sua vez, a diretora da Escola Municipal de Ensino Básico Benedita Bernardina Curvo, Juliene Arruda, observou que iniciativas como esta são proveitosas para as crianças da região. “A escola tem como princípio facilitar o acesso a atividades culturais, procurando também sensibilizar os pais para a importância delas na formação dos alunos”, concluiu. A escola está localizada no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande. Os alunos do primeiro e segundo anos vieram conferir as atividades


http://www.ufmt.br/ufmt/site/index.php/noticia/visualizar/33241/Cuiaba

sábado, 12 de novembro de 2016

Aos 12 anos, menino obtém 5 mil livros e busca concluir biblioteca



Maria Anffe
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O pequeno Jefferson já conseguiu arrecadar mais de 5 mil livros para a biblioteca comunitária em VG
Um menino de apenas 12 anos, certa vez, percebeu o quanto de poder havia nos livros por ele devorados. Além de entender os efeitos da dieta de conhecimento em si mesmo, notou seus amigos cada vez mais frequentando sua casa em busca do mesmo alimento.
Como o número de pessoas era cada vez maior e os espaços cada vez menores, foi ter com o avô. “Será que dá para construir uma biblioteca aqui, já que não tem uma nem na escola”? A resposta foi a melhor possível: “você conseguirá fazer qualquer coisa que quiser, desde que realmente tenha interesse e vá fundo nisso”. Foi o que ele fez.
E esse ato marca o começo da trajetória de Jefferson Gabriel da Silva Melo no que se refere às letras e seu feito até agora mais famoso. Ele decidiu (e conseguiu recursos para isso) montar uma biblioteca comunitária em frente à sua casa, no Distrito de Bonsucesso, parte da rota do peixe, em Várzea Grande, por meio de uma série de doações vindas de fontes tão díspares quanto o governo e a apresentadora infantil Xuxa Meneghel.
“Foi há cerca de um ano e meio que tivemos essa conversa. Quando ele falou a ideia, só pude responder que o ajudaria no que fosse preciso. Ainda não terminamos, mas agora é só questão de tempo”, explica ao , o avó de Jefferson Gabriel, seu Carlos, complementando que o neto se angustiava porque, após o colégio, queria estudar e o único meio encontrado era recolher livros velhos, doados. 
A distância física (20 quilômetros, nos limites da cidade vizinha de Várzea Grande) e ideológica da comunidade ribeirinha do dia a dia da Capital era uma barreira criada somente pelo entendimento dos outros, pois Jefferson sabia como encurtar distâncias, reduzir fossos culturais. “Um dia uma tv veio ao colégio dele e ele falou a eles sobre a vontade que tinha de conseguir a biblioteca. Daí em diante começou a aparecer cada vez mais gente com livros para serem doados. Logo depois, apareceram os recicladores de livros”, além de outras equipes de mídia.
Um dia, a mãe o chamou para ir ao shopping de Várzea Grande. Já habituado a buscar as coisas por si, viu a apresentadora gaúcha radicada no Rio de Janeiro aqui. Pediu para tirar fotos, autógrafo. Contou para ela sua vontade e desejo não mais tão secretos assim. Ganhou um cheque de R$ 5 mil e a promessa de vir participar da inauguração do espaço. Por último, chegou o governo, que se comprometeu a ajudar a bancar o projeto.

Gilberto Leite
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Avô de Jefferson Gabriel, seu Carlos conta que a construção ainda precisa de várias coisas para, finalmente, chegar ao acabamento e usufruto da comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande
Em quatro meses, já tinha mais de 1.600 livros; hoje, eles passam dos cinco mil, garante seu Carlos. Mas nem tudo são flores no caminho. Como as coisas chegam a conta-gotas, o telhado, por exemplo, nunca chegou, a construção ainda precisa de várias coisas para finalmente chegar ao acabamento e usufruto da comunidade, enfim.
Mas isso é preocupação para o avô, pois o rapaz, cursando o sexto ano do ensino fundamental, conseguiu uma bolsa de estudos para estudar na mais tradicional e antiga escola da cidade. Fora dessa rotina e da ansiedade por ver logo a biblioteca ficar pronta, o avô conta que ele faz o que deveria: joga futebol, brinca, se diverte com os amigos.
Da obra cuida o avô e um dos pedreiros, que só lamenta a demora para chegada do material. “Estou esperando essas telhas até hoje, se tivessem vindo, já podia ter assentado”, conta à reportagem. E o acervo reunido por ele inclui de tudo um pouco: há livros didáticos, enciclopédias, atlas, histórias em quadrinhos, clássicos da literatura.
Além dos dois, o sonho acabou encampando toda a família. O espaço é na parte da frente da casa da avó, a madrinha cuida da arrecadação do acervo, a mãe dele, Janice da Silva, se orgulha com toda razão do mundo. “Ele sempre divulga o trabalho que vem realizando e cada vez que faz isso aparecem mais doações. Quando é perto, ele mesmo vai buscar”, diz.
Consciente, o menino também vislumbra e torce por um aumento no gosto pela literatura em sua comunidade, especialmente entre os mais jovens, a partir do acesso à biblioteca.
Sabe bem que dá pra conciliar smartphones e notebooks conectados à web com o futebol e a leitura, mas quando é necessário optar entre um e outro, a literatura vence.
Os livros são guardados com todo o cuidado do mundo em prateleiras nos fundos da casa onde está sendo construída a biblioteca, mas o tempo nesse caso não faz o papel de aliado e a conclusão da obra é mais que urgente, sob o risco de volumes começarem a se perder. 
Vontade não falta e até nome já tem: Boaventura Ferreira Gomes, pai do avô dele, seu Carlos, o primeiro a incentivar e a dar força para seguir no caminho do bom combate. Como um dia o pai dele, agora homenageado, um dia fez.


http://www.rdnews.com.br/final-de-semana/variedades/aos-12-anos-menino-obtem-5-mil-livros-e-busca-concluir-biblioteca/77620

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Seduc faz evento para motivar a leitura

Para celebrar o Dia Nacional do Livro Didático, comemorado nesta sexta-feira (27.02), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Núcleo Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM-MT) em Mato Grosso vão reunir professores e instituições para fomentar ações com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da leitura.

O evento, que acontecerá no auditório da Seduc a partir das 15h30, tem como tema: “Ler é Bom, Experimente!”. Os organizadores querem mobilizar, ao longo do ano, escolas e a sociedade para a importância de conservar o livro didático, além de promover a leitura.

A proposta é engajar toda a sociedade mato-grossense na criação de bibliotecas em instituições públicas e particulares, bem como na arrecadação de livros, vídeos e revistas. “Devemos nos empenhar para fazer uma campanha única pela conscientização”, resume as professoras Sonia Maria Bispo Amorim e Simone Zanelatti.

As professoras esclarecem que, em 2015, o foco principal passou a ser o incentivo à criação de bibliotecas. Elas informaram que, em meados de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU), ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo. Estes itens – segundo o organismo mundial - devem ser atingidos por todos os países até 2015.

A campanha de doação de livros didáticos – que ocorrerá simultaneamente em todo o pais –, é um meio de alcançar as demandas diagnosticadas pela ONU no início deste século e se mostra também “uma oportunidade para juntos mudarmos a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país”, resumiram.
Veja Aqui o convite: convite_livro-01.jpg

Assessoria Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-faz-evento-para-motivar-a-leitura.aspx

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mato-grossense de 23 anos lança segundo livro e terceiro está a caminho


Da Redação - Isabela Mercuri


“Ao passo das horas”, segundo livro do mestrando Joe Sales, será lançado na próxima quinta-feira (05) em Rondonópolis. Quando decidiu publicar o primeiro livro, Joe já tinha 300 poemas escritos, todos separados em coletâneas com títulos específicos, “sou metódico nessa parte”, afirma o escritor. 

Leia mais:
Rondonopolitano que já publicou no Museu Nacional de Poesia de Belo Horizonte lança livro na UFMT
Novo livro de Eduardo Mahon traz realidade paralela onde segredos são penhorados


Depois que ele descobriu a editora Penalux, separou duas coletâneas, a “Porta Estreita”, lançada em setembro de 2014, e “Ao passo das horas”. “Pedi para meu amigo-leitor-e-crítico-ferrenho que lesse ambos os textos e me dissesse qual deles eu deveria enviar. A sua escolha (de meu amigo Léo) foi por Porta Estria; não hesitei o enviei. Depois disso, comecei a reelaborar o Ao passo das horas. O que resultou no nascimento de o Livro Fugaz. Primeiro pensei torná-lo em uma coletânea mas depois de pensar e reler o Ao passos vi que ambos se completavam e resolvi juntá-los numa obra única. Daí veio o livro”, conta Joe. 

No entanto, poucos dos poemas publicados nos dois livros fazem parte dos 300 iniciais. O autor afirma que, assim como Leminski, acredita que “o mundo não deve ler os nossos treinos poéticos”. 

O segundo livro, “Ao passo das horas”, fala sobre sentimentos. Segundo Joe, sobre “Como o tempo escreve nas incertezas em nosso peito os silêncios do instante já”. Ele busca unir o formal e o informal, e é formado por quase poemas, ou frases que se juntam e se separam ao longo do livro. “Pede ao leitor paciência e pressa”, comenta o poeta. 

O lançamento acontece na quinta-feira às 14h, no Anfiteatro da Universidade Federal de Mato Grosso em Rondonópolis. Em Cuiabá, o livro será lançado junto com um de Luana Madrepérola, mas ainda não tem data marcada. 

O terceiro livro de Joe Sales está em processo de edição. O autor afirma, ainda, que acredita ser importante valorizar os escritores regionais: “chamar as pessoas a conhecer o trabalho poético de autores da nossa região: prestigiar nosso povo, nossa cultura, nosso chão”, finaliza. 


http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Mato-grossense_de_23_anos_lanca_2_livro_e_terceiro_esta_a_caminho&id=6616

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

“Os alunos deram um show na leitura”

Professora conta a experiência de produzir livro de poesias bilíngues com turmas do 8º ano em escola da rede municipal do Rio de Janeiro
diário de inovações   Por Daniele Costa
Em 2013, decidi fazer algo diferente na atividade de leitura do oitavo ano. Como sugestão da professora Ana Lucia Miranda, da sala de leitura, eu usei o livro “Sem Cabeça Nem Pé”, de Edward Lear, com poesias bilíngues. Depois de ler a obra e tirar as dúvidas, foi realizado um trabalho com as próprias poesias dos alunos. O propósito era fazer poesias bilíngues, seguindo o mesmo esquema do livro, ou seja, pequenas com rimas tanto em português quanto em inglês.
Ficou estabelecido com a turma que as poesias deveriam ter no mínimo seis linhas e no máximo dez. No entanto, alguns alunos se empolgaram ao escrever em português e fizeram com mais de dez linhas. Como ficaram muito boas, só mantive a regra do mínimo de linhas.
Diário de Inovações_PoesiaCrédito: okalinichenko/Fotolia.com

Em outras aulas, essa poesia foi eventualmente passada para o inglês, contando com a ajuda dos monitores, da professora, de dicionários online e sites específicos como o RhymeZone.com, do Google Tradutor. Ao traduzir, muitos tiveram dúvidas e não estavam conseguindo manter o mesmo sentido da sua poesia original. Então, estabelecemos que eles poderiam escolher um mesmo tema e seguir a rima enquanto estivessem vertendo as poesias para o inglês.
A ideia final foi de formar um livro de cada turma e dar a oportunidade para que os estudantes pudessem ler as suas próprias poesias no Chá Literário de 2013, evento escolar que envolve todos os alunos, professores e pais.
Usando netbooks em sala, os alunos digitaram suas poesias, em português e inglês, e eu salvei os arquivos em um pen drive para que pudesse organizá-los e formatá-los em um arquivo para a impressão. A ideia original era encadernar o livro, mas os alunos procuraram imagens para colorir no Google e eles mesmos deram o “toque final” no trabalho. Foi aí tive a ideia de usar pastas catálogos e fazer um livro com estilo de portfólio.
Após prontos, os livros foram deixados na biblioteca da escola para que todos pudessem ter acesso a eles. Ficaram lindos e os alunos deram um show na leitura de suas poesias. Foi um trabalho demorado, mas com frutos maravilhosos para mim e para eles.
Após o fechamento dos livros com todas as turmas de 8º ano, alguns alunos apresentaram suas poesias bilíngues no Chá Literário. Foi uma tarde maravilhosa, com alunos mostrando o que fizemos em sala e comemorando seus trabalhos por toda a escola.
Diário de InovaçõesCrédito: Arquivo Pessoal

Como em 2013 o livro de poesias bilíngues deu um ótimo resultado, em 2014 decidi usar o mesmo recurso com um tema diferenciado. Propus uma atividade interdisciplinar, feita nas aulas de português, inglês e espanhol. Na aula de português, foi introduzida a estrutura de poesias e os alunos assistiram ao filme Rio como inspiração para darem início ao trabalho. Nas aulas de inglês, eles tiveram contato com o livro Rio, na língua estrangeira, e desenvolveram atividades sobre a história e os personagens. Depois, aprenderam a criar as versões das poesias em língua inglesa. O mesmo foi feito nas aulas de espanhol.
O trabalho foi feito em conjunto com os professores Lívia Iglesias (Humanidades – turmas 1701 e 1702), Marcelo Santana (Humanidades – turmas 1703 e 1704), Tatiana Almeida (Inglês – turma 1701) e Tatiane Almeida (Espanhol – 7º ano).
Diário de Inovações

* Diário de Inovações é uma seção com relatos de educadores que estão inovando dentro da sala de aula. Para compartilhar suas experiências com a gente, acesse aqui o formulário e conte sua história.

http://porvir.org/diariodeinovacoes/os-alunos-deram-um-show-na-leitura/20150107

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Melhores projetos de promoção da leitura recebem prêmios

Os vencedores da sétima edição do Prêmio Vivaleitura representam iniciativas desenvolvidas por bibliotecas, escolas, em espaços de leitura e por promotores de leitura nas cidades de Florianópolis, São Paulo, Colombo (PR) e Caiçara (PB). O prêmio foi entregue na terça-feira, 16, em evento no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. O vencedor de cada categoria recebeu R$ 25 mil em dinheiro, diploma a troféu. 

O Prêmio Vivaleitura é promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura, e seu objetivo é reconhecer as melhores experiências de promoção de leitura desenvolvidas no país. 

Com um acervo de 14 mil obras, a Biblioteca Comunitária Barca de Livros, de Florianópolis, ganhou o prêmio. Na sua trajetória, a Barca de Livros realizou 115 encontros com autores e em lançamentos de livros, promoveu 85 saraus literários e recebeu 664 visitas de estudantes de escolas da cidade. A Barca venceu na categoria Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Privadas.

A iniciativa da Escola Estadual João Colombo, do município de Colombo (PR), de formalizar uma parceria com a Universidade Federal do Paraná para desenvolver atividades com idosos rendeu a primeira colocação no Vivaleitura de 2014, na categoria Escolas Públicas e Privadas. A experiência Ação Integrada para o Letramento, desenvolvida pela escola, compreende uma série de atividades para idosos tendo por foco a leitura: rodas de poesia, leitura de textos e uso da internet.

A Humanização da saúde através da leitura, projeto do Laboratório de Humanidades da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), venceu na categoria Práticas Continuadas de Leitura em contextos e espaços diversos desenvolvidos pela sociedade. O grupo de leitura reúne, há oito anos, estudantes dos cursos de saúde, como enfermagem, biomedicina e fonoaudiologia, além de funcionários do laboratório. Nos encontros, eles discutem obras literárias como parte de uma formação profissional humanizada. Em 2009, a experiência foi creditada no programa de pós-graduação da Unifesp.

Na categoria Promotor de Leitura, o projeto Grupo Atitude, por uma cidade leitora, coordenado por Jocelino Tomaz de Lima, da cidade de Caiçara (PB), foi o vencedor. O Atitude conta com 50 voluntários da região do agreste paraibano para mobilizar a comunidade, incentivar a leitura e promover atividades. Do trabalho do grupo aparecem em destaque a formação de três bibliotecas, a criação do projeto Natal Literário e a rádio Atitude.

A Associação Folclórica Tambor de Criola Arte Nossa, de São Luís (MA), recebeu menção honrosa.

Prêmio – O Vivaleitura é promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura e a coordenação é feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Apoiam a iniciativa, a Fundação Santillana, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O prêmio tem como objetivos estimular e fomentar a leitura, a formação cidadã e reconhecer as melhores experiências de promoção de leitura desenvolvidas no país por bibliotecas, escolas, sociedade e indíviduos. Além do prêmio individual de R$ 25 mil, os quatro vencedores recebem diploma e troféu. 

Ionice Lorenzoni

Confira a página eletrônica do Vivaleitura



http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20984

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estudantes de Poconé escrevem coletânea infantil


"Era uma vez .... O começo da maioria dos contos com essas três palavras têm o grande poder de aguçar a imaginação das crianças. Foi nesse sentido que a professora Neide da Silva Campos resolveu trabalhar com os alunos. Ao invés de somente contar as histórias, a professora decidiu que era a vez deles criarem os próprios contos. Assim nasceu o "Era uma vez...Contando história com a turma do 1° ciclo, 3ª Fase, da Escola Estadual General Caetano de Albuquerque". A unidade de Poconé editou uma coletânea reunindo a produção dos alunos, em que todos usaram a imaginação para escrever o próprio conto de fadas. Para a professora, o trabalho foi o resultado das atividades diárias da sala de aula, contribuindo para o aprimoramento da escrita, leitura e alfabetização.

Como exemplo do bom resultado desse trabalho, a educadora cita o caso do estudante Jorge Gomes. Ele ingressou na escola no 2° semestre de 2014, e com ajuda do projeto, conclui o 1° ciclo alfabetizado. "Este trabalho me permite compreender o processo de aprendizagem dos alunos. O que nós como alfabetizadores precisamos entender é que nossos alunos são capazes, ele podem aprender e temos que acreditar neles", diz.

Neide Campos relata que um dos subsídios para desenvolver o "Era uma vez...", veio exatamente da experiência em participar do Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Para ela, os cadernos e os materiais trabalhados pelo PNAIC dão suporte para que o professor trabalhe cada caso e etapa da criança. Foi a partir do respeito a esses caminhos individuais que os estudantes elaboraram os próprios textos e ilustrações. A onça, o cachorro, a cavalhada, um menino que gostava de capoeira, são algumas das obras dos educandos.

Coordenadora pedagógica, Suzana Helena, descreveu o encantamento provocado nas narrativas. "Além de nos permitir conhecer seu mundo, seu cotidiano, sua história, também abre caminhos para uma interação surpreendente, despertando a magia do mundo da leitura e da escrita na vida de cada educando."



Assessoria/Seduc-MT
ALINE MARQUES

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Estudantes-de-Pocon%C3%A9-escrevem-colet%C3%A2nea-infantil.aspx

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Deixe a leitura fazer parte do seu dia

Escrito por Fábio Torres

Costumo dizer que o tempo para a leitura é uma das coisas mais importantes em nossas vidas, mas ela é vista por muitos como uma ação sem importância alguma. Porém, um livro nos faz sonhar e aprender. Ele é capaz de transformar qualquer pessoa. Por isso, para ajudar a dar um basta nesses índices negativos, escolha um livro e confira algumas dicas que eu selecionei para colocar a sua leitura em dia.

1. Menos TV, mais leitura– Se você diminuir o tempo que assiste à TV e utilizá-lo para ler um livro, será muito benéfico. Pode ser difícil para quem é viciado em televisão trocar a novela por um bom livro, mas recomendo que essa pessoa escolha um dia por semana para fazer essa substituição. Trocar um dia de novela por um livro pode fazer um bem enorme para a mente.
2. Crie seu canto de leitura – Escolha um lugar em seu ambiente preferido e decore-o para facilitar sua leitura (ex.: escolha uma boa cadeira e/ou luminária, acenda incensos, escolha uma música ambiente etc.). Utilize esse espaço sempre que for ler. Esse pequeno cantinho criará uma âncora visual, sinestésica e auditiva e facilitará a motivação para leitura.
3. Leitura seletiva – Não precisa ler tudo que falam para você ler. Eu tenho o hábito de comprar apenas livros que realmente me interessam e, quando escolho uma obra, analiso o índice, leio o prefácio e, se possível, seleciono apenas os capítulos que me interessam e pulo os que são perda de tempo ou que têm pouco valor para agregar. A maioria dos livros técnicos permite isso.
4. Foque em no máximo dois livros – Evite ler muitos livros simultaneamente, uma vez que isso reduz sua produtividade de leitura e ainda tira o foco. Escolha um livro para deixar em seu canto de leitura e outro menor para carregar sempre consigo, que servirá para lê-lo na espera do médico, na sala do aeroporto, no ônibus, no metrô etc.
5. Leitura dinâmica– A dica essencial é ler em blocos em vez de palavras isoladas. Para começar, foque em três palavras por vez e depois aumente o número de palavras até conseguir focar na linha toda. Evite também a leitura labial ou mental. Se você tem esse hábito, uma solução é colocar um lápis na boca e mordê-lo até que essa mania suma.
6. Partes em vez do todo– Em caso de livros técnicos, selecione apenas os capítulos importantes, que ajudarão na elaboração de um projeto, por exemplo.
7. Armazene o importante – Se você está lendo um livro cujo conteúdo merece ser relido e recuperado posteriormente, há três formas de fazer isso com mais produtividade: marcadores (utilize canetas de marcação de textos e grife o que achar importante); mapas mentais (vale a pena durante a leitura utilizar um software que faça mapas mentais e resuma os principais conceitos do livro); e softwares como OneNote ou Evernote, entre outros.

Autor: Christian Barbosa é especialista em administração de tempo e produtividade, é CEO da Triad OS, palestrante e autor.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Câmara lança novas edições de audiolivros no dia da acessibilidade

Com a proposta de tornar seus produtos cada vez mais acessíveis a pessoas com deficiência, a Edições Câmara lançará, nesta terça-feira (2), novos títulos em audiolivro. Nessa data, a Câmara promove o Dia da Acessibilidade, com uma série de atividades para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
Os audiolivros ganharam novo projeto, agora com voz sintética, permitindo produzir mais títulos em menos tempo, além de facilitar a atualização das legislações e demais obras. A Edições Câmara buscou uma solução econômica para a instituição, utilizando uma voz e um sintetizador sem custo para a Câmara.
A ideia, explica a diretora da Edições Câmara, Heloísa Antunes, é que os audiolivros façam parte da linha de produção da editora. "A partir de agora, o público de pessoas com deficiência visual terá um acesso ampliado aos nossos títulos, já que os recursos para a produção de um audiolivro são inferiores aos de tipos ampliados e braile", destaca Heloísa.
A partir de terça, os audiolivros estarão disponíveis para download gratuito em formato "mp3" na página da Edições Câmara. Serão lançados a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Estatuto da Juventude e a Legislação sobre Licitações e Contratos Administrativos.
Serviço
Lançamento de novos audiolivros da Edições Câmara
Data: terça-feira (2)
Horário: 15 horas
Local: Espaço do Servidor – Anexo II da Câmara dos Deputados
http://www2.camara.gov.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/478483-CAMARA-LANCA-NOVAS-EDICOES-DE-AUDIOLIVROS-NO-DIA-DA-ACESSIBILIDADE.html

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mais de 20 mil livros da Biblioteca Municipal são catalogados e identificados

Da Redação - Isabela Mercuri

Foto: Reprodução/Da Assessoria
A Biblioteca Pública Municipal Manoel Cavalcanti de Proença possui, atualmente, mais de 20 mil exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil, biografias, almanaques, dicionários, história de Mato Grosso, livros em braile e outros. Seu acervo, que ficava na Secretaria Municipal de Cultura, foi transferido para outro espaço e passou por um processo de modernização. 

Leia mais: 
Livro que tem como foco a riqueza do linguajar cuiabano será lançado nesta terça-feira

Segundo a Assessoria da Prefeitura, os livros foram identificados através de códigos de barras e classificação editorial. Antes da mudança de local, os livros passaram também por higienização e catalogação digital através do sistema Biblivre3. Por este motivo, o acervo pode ser consultado no SITE da biblioteca. 

Fundada em 1992, a biblioteca também possui sala de estudos, acesso à internet e espaço infantil. Cerca de 120 pessoas passam pelo local diariamente. Ela chegou a ser desativada em 2003 e retomou as atividades em 2009, depois de revitalizada. 
Além de Cuiabá, este trabalho de informatização está sendo desenvolvido em bibliotecas de outros nove municípios de Mato Grosso, através do programa de modernização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), denominado “Mais Bibliotecas Públicas”. 

Empréstimo e Doação 

Quem quiser pegar livros deve fazer uma carteirinha de identificação, que é impressa na hora. Para isso, é preciso apresentar documento com foto, comprovante de endereço e telefone. Os empréstimos são feitos de forma gratuita e com prazo de uma semana para devolução. 

As doações para a biblioteca podem ser feitas diretamente no local. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h.


http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Mais_de_20_mil_livros_da_Biblioteca_Municipal_sao_catalogados_e_identificados&id=6175

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manoel de Barros: "Eu fiz o nada aparecer"

Há aprendizagens que não se apagam. 
Aprendi a amar Manoel de Barros. 
Sou feliz por isso. 

Gilberto Fraga


......

Alguns trechos de sua sabedoria:

Tenho candor 
por bobagens.
Quando eu crescer eu vou ficar criança.
...
Uma rã se achava importante
Porque o rio passava nas suas margens.
...
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele 
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a vez de fazer nascimentos - 
O verbo tem que pegar delírio.
...

Poesia é voar fora da asa.
...
Eu queria crescer pra passarinho...
...
Com pedacinhos de mim eu monto um ser atônito.
...
Não é por me gavar
           mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
           mais do que pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
           o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre-diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
...
Trechos de várias obras
In Manoel de Barros
Poesia Completa
Sp: Leya, 2010

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Livro propõe caminhos para a Educação Integral

Do Todos Pela Educação
A Cidade Escola Aprendiz, em parceria com a Editora Moderna, lançou o quinto volume da coleção “Tecnologias do Bairro-escola”, série que tem como objetivo aprofundar experiências de Educação Integral. A edição apresenta sugestões direcionadas às escolas e oferece a professores e gestores conceitos e metodologias que possibilitam aproximar a escola da comunidade de diversas formas.
É o caso do Futimania, um dos projetos apresentados na publicação para exemplificar uma das tecnologias: as Trilhas Educativas. O tema – no caso, o futebol – foi definido pelo grupo. Estudantes e educador trabalharam então sobre uma questão norteadora – o início da trilha: De que maneira esse esporte se manifesta no bairro? Dado o pontapé inicial, o passo seguinte foi planejar a pesquisa de campo e possíveis intervenções. Com essas definições, o educador cuidou para que tudo estivesse articulado com a proposta curricular vigente e determinou formas de sistematizar e avaliar a construção dos conhecimentos. A trilha chegou ao fim com a realização das avaliações previstas e do compartilhamento das aprendizagens. No caso do Futimania, o projeto resultou na distribuição de uma cartilha em todas as escolas do bairro, na criação de um blog e numa reivindicação de melhorias, encaminhada para a prefeitura.
Sempre baseada em exemplos, a coleção “Tecnologias do Bairro-escola” está organizada por eixos de atuação (articulação comunitária, currículo escolar, cultura e comunicação), e pode servir de referência para lideranças comunitárias, educadores, agentes da cultura, da comunicação e outros atores interessados nos processos de desenvolvimento local, sempre tendo a Educação como centro articulador das ações.
“O livro oferece instrumentos para escolas que estão procurando desenvolver projetos pedagógicos orientados por uma perspectiva integral da Educação. Quando a escola se lança a esse desafio, precisa repensar vários aspectos – o currículo, a gestão, a articulação com a comunidade”, afirma Helena Singer, diretora da Cidade Escola Aprendiz. “Esse caminho pode ser simplificado pelo acesso a algumas experiências exitosas na área e a instrumentos já desenvolvidos por essas iniciativas. É isso o que a escola encontra no livro.”
Além das Trilhas Educativas, a publicação apresenta outras três tecnologias. Uma delas é uma metodologia de avaliação da aprendizagem contínua. Outra foca na criação de espaços de diálogo dentro do ambiente escolar – o que inclui desde canais virtuais para a comunicação de toda a comunidade, envolvendo alunos, docentes e famílias, até mecanismos para tomada de decisões. Por fim, a última tecnologia pretende fazer dos estudantes agentes de comunicação entre a escola e a comunidade por meio de uma formação que aborde novas linguagens de expressão.
Meta do PNE
Educação Integral é o tema da meta 6 do Plano Nacional de Educação, lei sancionada em junho deste ano pela presidente Dilma Roussef. Diz o texto da meta que o Brasil deve, em dez anos, oferecer Educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas do país, atendendo, pelo menos, 25% dos alunos da Educação Básica. Atualmente, apenas 34,7% das escolas públicas têm matrículas em tempo integral, atendendo a somente 13,2% dos estudantes.
“A primeira estratégia da meta 6 do PNE [cada meta é acompanhada de estratégias propostas para o atingimento dos objetivos] define que será de, no mínimo, sete horas o tempo de permanência dos estudantes na escola ou sob sua responsabilidade. Isso incorre em dificuldades pedagógicas e estruturais. Do ponto de vista pedagógico, embora seja verdade que é preciso garantir que nossas crianças e adolescentes estejam mais horas por dia expostos a situações de ensino, não é consenso que o melhor lugar para isso seja a escola, já que se corre o risco de escolarizar as ricas experiências dos campos da cultura, do esporte, da ciência e da política”, explica Helena. “Do ponto de vista estrutural, hoje, grande parte das escolas brasileiras funciona em mais de um turno, o que significa que para que um quarto dos estudantes fique em tempo integral na escola será necessário construir e equipar milhares de escolas.”
Para Helena, oferecer aos estudantes sete horas por dia de processos coordenados pela escola em diferentes equipamentos, desenvolvendo atividades multidisciplinares, culturais ou esportivas, sob a responsabilidade da escola – e não necessariamente dentro do espaço escolar – é a alternativa mais inovadora. “A Educação Integral é uma nova perspectiva que possibilita romper com as políticas fragmentadas e isso é fundamental para conquistar a qualidade na Educação. É um caminho importante para a qualificação da Educação Pública porque incide sobre os vários aspectos envolvidos no processo educativo: o papel do lugar, do território, da comunidade no processo educativo, as parcerias possíveis entre os diversos setores, entre o público e o privado, o respeito à diversidade cultural brasileira e à diversidade de interesses, habilidades e estilos de aprender.”
Para baixar o quinto volume da publicação Tecnologias do Bairro-escola, clique aqui. 
Para saber mais sobre o PNE, conheça o Observatório do PNE, plataforma online com o objetivo de monitorar os indicadores referentes às 20 metas do plano. O site permite o acompanhamento dos indicadores e estratégias e oferece análises sobre as políticas públicas educacionais já existentes. Acompanhe.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Rayanni Freire: Jovem de 11 anos cria blog dedicado aos livros e já escreve próprios poemas

Da Redação - Stéfanie Medeiros

Foto: Stéfanie Medeiros/ Olhar Conceito
O cenário é a Casa Barão de Melgaço em um lançamento de livro. O salão principal estava cheio de pessoas conversando sobre livros, autores, poesia e produção literária no geral. Rayanni Freire, vestidos rosa, cabelo encaracolado e olhos brilhando, escutava tudo com atenção. Mas mais que isto: participava das conversas, fazia perguntas e aos poucos inseria-se em um mundo que era muito seu.

Leia mais: Secretaria de Educação prepara programação especial para o Dia Nacional do Livro

Era seu porque, além de ser apaixonada por livros, Rayanni, com apenas 11 anos de idade, já escreve seus próprios poemas. “Acho que tudo começou com a leitura, ela me transformou com certeza. Lendo um livro você consegue conversar melhor, escrever melhor e adquirir outros conhecimentos”, disse a jovem. Para celebrar o Dia Nacional do Livro, comemorado nesta quarta-feira (29), o Olhar Conceito foi até a casa de Rayanni para contar um pouco de sua história.

Por conta de seu amor por livros, Rayanni criou em julho deste ano o blog “Apaixonada por Livros” (CliqueAQUI). Neste espaço, a ávida leitora compartilha suas impressões sobre os livros que gostou, sobre os eventos dos quais participou (incluindo as olimpíadas nacionais de matemática), dentre outras atividades. Mas escrever sobre a obra de outras pessoas não pareceu suficiente para Rayanni. Por isto, ela escreveu seu próprio poema sobre o que os livros significam em sua vida. Confira:



Amor incondicional(Rayanni Freire)

Sonhar, imaginar e acreditar,
Se torna o fim após o meu livro acabar.
Amar, chorar, odiar total,
Já não é mais nada depois do final!

Vê-lo na estante parado,
Mesmo estando com outro, ele está do meu lado.
Querendo ou não acabou,
Você já riu, amou e por fim chorou!

A vez de outro é agora,
Por um lado é bom, mas pelo o outro o coração chora.
Agora só basta guardar as lembranças no peito,
Pois novas oportunidade chegaram pelo jeito!

Apesar de sabermos que o fim sempre está perto,
Preferimos deixar o futuro quieto .
As memórias prendem e não saem,
Mesmo quando sorrio ou as lágrimas do rosto caem!

A história já virou parte da minha vida,
E pode ter certeza de que ela é bem comprida.
E é claro tem um final feliz,
Eu e meus livros como sempre quis!

A história de Rayanni com os livros começou bem cedo. Quando era um bebê, sua mãe, Rubiani Alves, matriculou a filha no maternal. “Mas ela não se adaptou de forma alguma. Enquanto as outras crianças queria pintar, brincar e fazer atividades lúdicas, Rayanni queria porque queria aprender a ler e escrever. A professora que a acompanhou fez a transferência para o jardim, onde começou a ser alfabetizada”, contou Rubiani.

Para estimular a filha a ler, Rubiani tentou inserir os livros no cotidiano de Rayanni desde quando ela era um bebê. “Eu comprava aqueles livros que flutuam na banheira para ela ficar brincando. Quando eu ainda fazia direito e tinha que estudar, organizava os livros não só para mim, mas para Rayanni também. Então mesmo que ela ainda não lesse, os livros já faziam parte do dia a dia dela”, contou Rubiani.

Aos cinco anos de idade, Rayanni já estava lendo. Ela contou ao Olhar Conceito que o primeiro livro que a marcou foi “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, obra que Rayanni lê pelo menos uma vez todos os anos. “Eu gosto deste livro porque toda vez que a gente lê, encontra novos significados e percebe coisas novas. Ele diz tanto de forma tão simples. Acho incrível”.



Através da leitura, Rayanni encheu-se de energia criativa. Tanto que escrever já não bastava. A jovem poetisa também toca piano (tocou a música tema de Romeu e Julieta para a reportagem do Olhar Conceito), pinta, desenha e toca violão.

Apesar de ainda ser muito cedo, Rayanni acha que irá fazer faculdade de arquitetura. “O engraçado é que, além de gostar de ler e escrever, Rayanni também adora matemática”, disse a mãe da jovem. “Mas independente do que eu vá fazer, escrever é algo que eu sempre vou ter comigo”, completou a própria Rayanni.

Sobre o Dia Nacional do Livro, Rayanni tem uma mensagem para todos os leitores, principalmente os que ainda não desenvolveram o gosto pela leitura: “A leitura é importante. Leia qualquer coisa, mesmo que seja uma revista. Não importa o que as outras pessoas falam do que você gosta de ler, se você experimentar, pode descobrir mundos novos e adquirir novos conhecimentos”.

Mais um poema de Rayanni Freire:

Defeitos Humanos
Problemas? Ah isso todo mundo tem,
Respeito? É o que falta para o bem.
Arrogância? Isso tem de sobra,
Amor? Escondido como a cobra!

Um dos maiores problemas que nós temos,
É reclamar toda hora, todo dia de tudo.
E aquele que não tem nada,
Porque não reclama a cada segundo?

Sabe o que falta no nosso peito?
Mais amor, educação e uma pitada de respeito.
Se cada coração fosse assim,
Onde estaria à tristeza enfim?

Esqueça seus problemas e vai logo se divertir,
Pois nós queremos ver apenas você sorrir.
Nunca diga para Deus que você tem um grande problema,
Diga para seu problema que você tem um grande Deus!

Ver alguém triste não vale a pena,
O melhor é vê-lo feliz, lindo como um poema.
Eu sou feliz pelo que faço e fiz,
Tenho uma vida alegre sempre dizendo "x"!


http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Rayanni_Freire_Jovem_de_11_anos_cria_blog_dedicado_aos_livros_e_ja_escreve_proprios_poemas&id=5981

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...