sexta-feira, 14 de março de 2014

Homenagem ao poeta maior: Manoel de Barros

O Livro sobre Nada
Manoel de Barros

  • Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
  • Tudo que não invento é falso.
  • Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
  • Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
  • É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
  • Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
  • Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
  • A inércia é o meu ato principal.
  • Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
  • O artista é um erro da natureza.  Beethoven foi um erro perfeito.
  • A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
  • Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
  • Por pudor sou impuro.
  • Não preciso do fim para chegar.
  • De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
  • Do lugar onde estou já fui embora.

MANOEL DE BARROS
poeta e fazendeiro mato-grossense, nasceu em 1916 e teve seu primeiro livro publicado em 1937 - Poemas concebidos sem pecado. Passou a ser mais conhecido a partir do ano de 1997, quando ganhou o prêmio Nestlé de Literatura. De seu "Livro sobre Nada", Editora Record - Rio de Janeiro,1997, págs. diversas, já em 5ª edição, extraímos os versos acima. Nele o autor diz, a título de "Pretexto":
"O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora."

Saiba mais sobre o autor e sua obra visitando "
Biografias".

14 de Março: Dia Nacional da Poesia

Você sabia que a poesia nacional tem um dia no calendário dedicado a ela? Pois bem, não por acaso, no dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia.
Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.
Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!). Para comemorar a data, selecionamos para você belíssimos poemas de alguns de nossos maiores poetas que certamente o farão ter vontade de revisitar a poesia também em outros dias, não apenas quando avisar o calendário. Dos primeiros românticos aos poetas contemporâneos, do Olimpo à pedra, do púlpito das igrejas à poesia social, dez poemas brasileiros para você ler, reler e contemplar. Boa leitura!

Clique para acessar a vários poemas: 
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-poesia.htm

Programas de MT não são suficientes e professores se capacitam sozinhos

Henrique Lopes - Presidente do SINTEP - MT
 
         Reportagem Especial
Para atuar como professor da rede pública de ensino infantil e médio é estabelecido por lei que o profissional tenha licenciatura plena. “Mas infelizmente, por causa da carência de professores habilitados, na educação de Mato Grosso cabe de tudo. Na ausência, vale qualquer profissão”, afirma Henrique Lopes do Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de MT (Sintep).
Ele exemplifica que um médico pode ser professor, mas um professor não pode ser um médico. Pondera que o Estado se vê obrigado a contratar de tudo, porque não pode desperdiçar mão de obra. “Essa é a realidade nua e crua”.
A Seduc, por sua vez, pontua que há programas de capacitação. Há dez diretrizes estabelecidas para o setor. A primeira delas é fortalecer e ampliar os Centros de Formação e Atualização dos Profissionais de Educação Básica de Mato Grosso (Cefapros). Conforme relatório apresentado pela pasta, em 2013, foram capacitados cerca de 12.201 profissionais, divididos no sistema voltado à educação indígena, quilombola, básica, prisional e ambiental (ver quadro).

A secretaria pondera ainda que deseja reconhecer a formação prévia dos professores e criar alternativas inovadoras na relação entre conhecimento das universidades e conhecimento das redes públicas. Nesse sentido, destaca que faz capacitação de forma permanente com ajuda do Cefapros, focando em todas as áreas, de ciências à convivência democrática e valores éticos.
Apesar disso, Henrique Lopes diz que 80% dos professores que conhece se capacitaram por conta própria porque não podem ficar dependendo do governo.
O presidente do Sintep comenta que, na verdade, os programas de capacitação existentes são os do governo federal em parceria com a Seduc, sendo o maior deles o Programa Nacional de Formação de Professores (Parfor). Em regime de colaboração com instituições de ensino superior, nele os profissionais conseguem até mesmo fazer uma segunda graduação. Há opção de estudo comum, com vestibular e diariamente vivenciar a faculdade, ou de estudo nos períodos de férias escolares. 
Henrique Lopes acredita que isso é muito bom, mas que a discussão deve ir além: Se os profissionais que já estão na rede precisam de uma segunda graduação para cobrir áreas nas quais não há professores, isso significa que a profissão não é atrativa para os jovens, que se interessam cada vez menos pelo ramo. O sindicalista enfatiza que não há valorização, que os ambientes públicos estão depredados e que não há condições adequadas e nem acompanhamento. “Todos os professores têm jornada dupla para conseguirem pagar as contas, o que acarreta na queda da qualidade do ensino devido a cansaço e a problemas de saúde”, explica.
Força sindical
Em 2013 aconteceu a maior greve da história dos professores da rede pública. Os profissionais ficaram 67 dias sem trabalhar, numa das manifestações de maior adesão já vistas. A categoria aceitou a proposta do governo, que foi reformulada algumas vezes em outubro, um dia depois do Ministério Público intermediar reunião entre a Seduc e Sintep.
As reivindicações eram que o poder de compra da categoria fosse dobrado em sete anos, o pagamento da hora-atividade dos professores contratados de forma temporária, melhorias nas escolas e repasse de 35% do orçamento do Estado para a Educação. O Estado propôs aumento de 100% do salário em 10 anos, com início em maio deste ano e pagamento da hora-atividade em três anos, que o sindicato recusou três vezes. Depois te tentar parar a greve ameaçando cortar pontos e com outras medidas judiciais, o governo cedeu e prometeu que o aumento deve começar a ser pago em março. A hora-atividade, no entanto, vai ser paga em três vezes, mas com percentuais diferentes dos que foram apresentados anteriormente. 
http://www.rdnews.com.br/materias-especiais/raio-x-da-educacao/programas-de-mt-nao-sao-suficientes-e-professores-se-capacitam-sozinhos/52367


Sintep diz que situação é descabida e fará paralisação em 1º dia de aula


Reportagem Especial 


Dados da Seduc informam que de janeiro de 2003 a março de 2014 os professores da rede pública tiveram um aumento de ganho real de salário equivalente a 98%. Apesar da “evolução”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de MT (Sintep), Henrique Lopes do Nascimento, afirma que houve o aumento, no entanto, não foi de maneira tão otimista como alardeado pela secretaria. O presidente, que também foi professor de ensino médio em Alta Floresta, explica que devido à inflação este crescimento foi mais um reajuste do que aumento de poder de compra. “Além disso, a Seduc fala como se fosse ela quem pensou em tudo, mas isso só aconteceu às duras penas, por meio de lutas e greves dos professores. Ela só cedeu na base da pressão”.
Neste sentido, o Sintep deve pressionar mais uma vez o governo. Nesta segunda (17), era para iniciar o ano letivo de 2014, contudo, haverá uma paralisação nacional de três dias, com manifestos em várias cidades, inclusive, em Brasília. Henrique conta que sairão três ônibus de Mato Grosso com destino ao Distrito Federal afim de reivindicar melhorias para o setor, mais seriedade e transparência por parte do governo. Também devem pedir para que o piso salarial seja pago, algo que, segundo ele, muitos municípios não fazem. Quando indagado se uma greve no começo das aulas não afetaria os estudantes, o presidente justifica que esta situação é necessária para a construção de uma educação melhor no país.
Conforme o Sintep, além da questão salarial, a maior demanda do setor é a gestão de recursos de educação. “É uma situação descabida que não respeita leis”, reclama. Esta falta de administração acarreta vários problemas, principalmente de infraestrutura e de nível pedagógico. Ele explica que a Constituição estadual manda aplicar 35% dos recursos do Estado em educação, mas esta porcentagem não tem chegado nem a 25%. “Há desvio da verba para outras finalidades, como pagar servidores que não são da educação e para pagamento de aposentados. A falta de transparência na aplicação dos recursos tem sido uma ocorrência recorrente”. 
Henrique reconhece que nos últimos anos a educação, em nível estadual, apresentou melhorias. “Mas não foi o suficiente, temos muito que avançar. A qualidade ainda é ruim e o ambiente das escolas não é propício para a aprendizagem de qualidade. Governo e sociedade precisam se conscientizar e lutar por isso”, conclui.

http://www.rdnews.com.br/materias-especiais/raio-x-da-educacao/sintep-diz-que-situacao-e-descabida-e-fara-paralisacao-em-1-dia-de-aula/52369

Uso de tablets incrementa habilidades de leitura das crianças

De acordo com a pesquisa realizada pelo fundo nacional de alfabetização da Inglaterra, a leitura realizada por crianças em tablets e smartphones pode ter um aproveitamento melhor do que a feita na versão impressa. O estudo destacou a importância da tecnologia na comunicação e linguagem das crianças durante os primeiros cinco anos de vida.
Foram entrevistados pais de crianças entre três e cinco anos. Embora 75% deles tenham respondido que os filhos possuem acesso a tablets em casa, apenas um quarto afirmou usar as telas interativas para leitura. Segundo a pesquisa, o desempenho dos que informaram ler pelas telas e mídias impressas foi melhor.
http://porvir.org/garimpo/uso-de-tablets-incrementa-habilidades-de-leitura-das-criancas/20140313

Dia da Poesia: ‘Poetar’ é preciso! reune amantes da arte na Casa Silva Freire

Silva Freire poeta, advogado, professor na Faculdade de Direito da UFMT | Foto: Arquivo 
















Em comemoração ao Dia Nacional da Poesia a ser comemorado neste dia 14 por ocasião do nascimento do poeta Castro Alves, a Casa de Cultura Silva Freire (CCSF) promove uma poetada no Centro Histórico. O evento vai homenagear os poetas cuiabanos, Silva Freire, Sérgio Dalate, Antônio Sodré e Ronaldo de Castro e vai acontecer a partir das 18h, no espaço onde será a futura sede da entidade, localizado na esquina das ruas 12 de Outubro com Pedro Celestino.

A diretora da CCSF, Larissa Spinelli, explica que uma data tão importante quanto esta não poderia passar em branco e, sendo a entidade guardiã e promotora do acervo do poeta Silva Freire, nada mais justo que abraçar também a poesia de outros da região como Dalate, Sodré e Castro. Na empreitada ela conta com a parceria do professor do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT), Luiz Renato Souza Pinto; a professora da UFMT, Maurília Valderez e também com a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

No local haverá espaço para que qualquer pessoa possa declamar a poesia de sua preferência, mas também haverão alguns convidados que farão esse papel para incentivar o público. Além de declamações o evento também apresentará o documentário “Ivens Cuiabano – O poeta bem comportado” da Dona Lola Produções e videopoemas. Outra atração serão as poesias esculturas do artista Luís Segadas que estarão expostas para apreciação. Haverá também música para embalar a noite de poetada e comida típica sendo comercializada.

O evento, conforme explicou Larissa, é parte do calendário que a CCSF pretende implantar para ocupação do espaço ainda que ele não tenha uma obra física. E isso é bem o espírito que o aniversariante desta sexta pregava: “A praça, a praça é do povo, como o céu é do condor”, dizia Castro Alves. Portanto, que o povo ocupe o espaço que é seu que é o Centro Histórico e o utilize para o convívio e a arte.

Para preparar o público para a grande noite a CCSF indica alguns versos dos homenageados.


De Silva Freire quando lhe perguntaram sobre o que representa a poesia ele disse:

“fruta madura, pendendo do galho da encantada laranjeira cuiabana; a gente querendo despencá-la no chuço da taquara interior e, de repente, a fruta reverdece no cacho, endurecendo seu talo... Paciência, recomeçar o namoro com a fruta”! (Barroco Branco, 1989).

De Sérgio Dalate:

“Tudo rápidos
como se furta um
vida curta:
tão cartoon!”

De Antônio Sodré:

As aranhas

Deixem que as aranhas façam suas casas dentro de vossas casas, oh, homens! – Pois do mesmo modo, a natureza, doou do céu para que vocês pudessem construir suas pequenas casas, dentro de outra casa maior: o mundo. – Por isso mesmo deixem que as aranhas façam suas casas sob vossos tetos. Oh! Homens! – assim agindo vocês farão justiça, pois assim como vocês receberam o direito de poder tecer vossas moradias dentro do mundo, do mesmo modo, as aranhas têm esse direito, de tecer vossas teias debaixo de vossos “têiados”. Sendo, pois, uma casa dentro de outra casa habitando eventualmente, homens e aranhas, no tecer das horas e das teias.

De Ronaldo Castro

Cuiabanália (fragmento)
Ah! cuiabanália...
Pobre não mora, formiga
nas favelas do BNH.
Rico vira executivo
e coça no CPA.

http://www.24horasnews.com.br/entretenimento/ver/dia-da-poesia-rpoetarr-e-preciso-reune-amantes-da-arte-na-casa-silva-freire

CNTE convoca mobilização nacional para os dias 17, 18 e 19 de março


Instituto crescer lança programa aprender em rede, iniciativa educacional para promover projetos colaborativos online

O Instituto Crescer (www.institutocrescer.org.br) lança o Programa Aprender em Rede, iniciativa educacional que visa fomentar a prática de trabalho por projetos colaborativos online, para troca de experiências regionais e culturais, entre alunos de escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio.
    “Nosso objetivo é incentivar práticas pedagógicas inovadoras, baseadas em projetos intraescolares, que levem ao desenvolvimento de competências básicas para o século XXI, além do conhecimento de outras realidades, culturas e pessoas, fundamental para quem vive em um mundo globalizado”, explica Luciana Allan, Diretora do Instituto Crescer e Doutora pela Faculdade de Educação da USP com especialização em tecnologias aplicadas à educação.
    “Os participantes terão a oportunidade de conhecer outras culturas e desenvolver competências básicas para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea, como a comunicação em rede, pesquisa, produção de textos e o uso das tecnologias digitais”, acrescenta.
Veja também: Alunos são chamados a trocar trabalhos  

Os projetos serão realizados entre os dias 1 de abril e 6 de junho e irão contemplar os seguintes temas:
    - Para o Ensino Fundamental I – Projeto Pequenos Chefs - Alunos trocarão receitas regionais e prepararão os pratos para degustação.
    - Para o Ensino Fundamental II – Projeto Eu e meu Mundo - Alunos compartilharão fotos do lugar em que vivem e analisarão os diferentes ecossistemas que regem o estilo de vida de cada um.
    - Para o Ensino Médio – Projeto Pedalar - Alunos serão incentivados a pesquisar como a bicicleta vem sendo utilizada como meio de transporte ao redor do mundo e propor um projeto de mobilidade para o local onde vivem.
    O Instituto Crescer irá organizar comunidades no Facebook para conectar os professores. Assim, ao longo das atividades os professores poderão coletar materiais produzidos por outras escolas e compartilhar com seus alunos.
    A inscrição e participação nas comunidades do Aprender em Rede são exclusivas aos professores, que devem ter o aval da escola e autorização dos pais para a troca e compartilhamento de informações online.
    Os professores interessados podem fazer inscrições em http://blogaprenderemrede.wordpress.com/.
Com informações do Instituto Crescer 
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/792-instituto-crescer-lanca-programa-aprender-em-rede-iniciativa-educacional-para-promover-projetos-colaborativos-online

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...