terça-feira, 13 de outubro de 2015

Alunos participam de intercâmbio cultural em aldeia indígena Bakairi

Meninos e meninas de Cuiabá passaram três dias na Aldeia Pakuera em Paranatinga.

Alunos da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, de Cuiabá, participaram de um intercâmbio com os estudantes da terra indígena Bakairi em Paranatinga (375 km de Cuiabá). Ao todo 26 jovens da 2º fase do 3º ciclo da capital passaram três dias com o povo indígena.
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A proposta da aula de campo na Escola Estadual Indígena Kura Bakairi, localizada na Terra Indígena Bakairi, Aldeia Pakuera, partiu da professora de História, Niusineti Silva Souza. "Comecei a trabalhar a temática dos Direitos Humanos e, assim, sabendo da parceria com a Seduc e da possibilidade de ir até a aldeia, propus o trabalho sobre os povos indígenas", explica Niusinete.

Antes de viajarem até Paranatinga, os jovens estudaram sobre os costumes e cultura da comunidade como rituais, etnologia, dança, localização e organização política. Os alunos foram acompanhados por professores de Língua Portuguesa, História e Geografia. A professora conta que o intuito do trabalho era despertar nos alunos um olhar respeitoso para outra cultura e ela acredita que o objetivo foi atingido pois os adolescentes chegaram na aldeia dispostos a interagir com a comunidade. 

Após o retorno da viagem, representantes dos alunos, professores e a diretora da escola de Cuiabá, Márcia Jamil, se reuniram com o secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Gilberto Fraga, na sede da pasta.

A diretora Márcia Jamil explicou que o objetivo da visita ao secretário-adjunto era de prestar contas. "Nós nos esforçamos para trabalhar com projetos pois acreditamos no valor pedagógico dessas ações e nos esforçarmos ao máximo para realiza-los. Mas as vezes nos faltam meios, nesse caso, o ônibus foi cedido pela secretaria, por isso, viemos agradecer", elogia a diretora. 

Ainda durante o encontro a jovem Amanda Vitória de Souza Oliveira contou que mais chamou a atenção na aldeia foi a natureza e as lendas que eles contam. "Eles disseram que um peixe jau mora no rio que passa pela aldeia, e ele que mata pessoas. O animal já teria feito cinco vítimas, por isso, nessa época do ano eles ficam longe dos rios", relata. 

Ingrid Nunes Araújo, de 13 anos, conta que os jovens brincaram e conversaram sobre o futuro. E os anseios dos jovens indígenas impressionaram a menina, ela lembra que ela e os amigos que moram na capital, tem oportunidades e não aproveitam, enquanto os indígenas almejam a aproveitar das mesmas facilidades. 

"Me surpreendi porque eles ainda fazem escambo. Quando eu pedi um anel que eles confeccionam como recordação da amizade que construímos durante esses dias, eles pediram pra trocar. No fim eu dei minha camiseta do projeto e fiquei com o anel", destaca a aluna Márcia Gonçalves Vieira bisneta de indígena.
ALINE COELHO
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Alunos-participam-de-interc%C3%A2mbio-cultural-em-aldeia-ind%C3%ADgena.aspx

Seminário reforça ações para alfabetização na idade certa

Seminário reforça ações para alfabetização na idade certa  (4).JPGO Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) visa que toda criança esteja alfabetizada até os oito anos de idade. Ações nesse sentido estão sendo trabalhadas com orientadores da área educacional que atuam nos municípios de Mato Grosso. Com este objetivo, cerca de 350 professores – representando todos os municípios de Mato Grosso – participaram de mais um seminário do PNAIC, com o foco "criança no ciclo de alfabetização". 

Os participantes são responsáveis pela formação dos professores que atuam no 1º Ciclo, ou seja, do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental. No seminário, estiveram distribuídos em diversos grupos de trabalho, cada qual com um profissional formador do pacto, onde socializaram as atividades que foram desenvolvidas nos municípios. 

São experiências e pontos positivos da alfabetização desde a aplicação do pacto, em 2013. Também abordaram os desafios, as dificuldades e as expectativas diante da ação. 

Nas fases anteriores do PNAIC aconteceram os cursos sobre currículo na perspectiva de inclusão e diversidade, em 2013, e alfabetização da matemática, no ano seguinte. Neste último, o foco foi a criança no ciclo de alfabetização no sentido da concepção da criança e a infância dela, portanto, como assimilar essas diferenças que chegam ao Ensino Fundamental, uma vez que entram mais cedo e ficam mais tempo na escola (são 9 anos de Ensino Fundamental). 

"Estamos discutindo essa educação inclusiva, são crianças do campo, indígenas, especiais e do ensino regular. São distintas umas das outras, cada uma com sua especificidade e, consequentemente, com diferentes infâncias. A UFMT [Universidade Federal de Mato Grosso] atua na formação dos orientadores, que por sua vez repassam aos professores para que melhorem cada vez mais o trabalho junto aos alunos. Uma disciplina contribui com a outra no processo, pois o Pacto atua com a interdisciplinaridade", explicou a coordenadora adjunta do Pacto na área de Linguagens, Silvia Pilegi Rodrigues, da UFMT de Rondonópolis. 

O PNAIC, segundo ela, não é um programa só de atualização, mas de formação que suscita a reflexão do profissional em sala de aula. "O professor é o protagonista da sua formação e atuação. Por isso não temos receitas prontas. Nosso material de estudo é elaborado com o objetivo de provocar, de instigar o professor. São apresentadas sugestões de ideias para o enriquecimento das disciplinas em sala de aula, mas que vai depender da atuação do professor, não tem receita. São relatos de experiências vivenciadas por docentes, do que fizeram em determinada situação, com descrição do que deu certo e o que poderia melhorar", pontuou Silvia. 

Maria Luíza de Melo Dias, orientadora do Pacto no município de Alta Floresta, afirmou que os professores mudaram a forma de trabalhar, aplicando o fazer diferente em sala de aula depois da implementação do PNAIC. "O Pacto proporciona essa metodologia de envolver o professor e aluno numa aprendizagem inovadora". 
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No primeiro ano do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa foi trabalhada a sequência didática, visando um tempo maior para cada tema ou assunto. Na prática, o professor tem mais tempo para aprofundar o conteúdo. Em 2014, a metodologia continuou sendo aplicada, mas foi acrescida a matemática. Ou seja, houve uma sequência pedagógica com a inclusão dos jogos. 

"Os resultados são animadores e os relatos são da vontade pela continuidade das ações. O Pacto não é só teoria. A transposição didática acontece na prática. Além disso, auxilia no planejamento, na metodologia a ser aplicada, na forma didática do professor desenvolver suas atividades em sala de aula. E abrange todas as disciplinas sem perder o que já aprenderam", destacou Maria Luiza. 

Segundo a orientadora, é de grande relevância a implementação do Pacto não só em Mato Grosso, mas no país todo, porque está levando o professor a pensar diferente a prática pedagógica, ou seja, o ensino e está chegando ao aluno. 

Chegar ao aluno significa resultados. E para Maria Aparecida Toló, coordenadora do PNAIC pela Seduc, este é o desafio. "Nosso desafio enquanto profissional é fazer chegar ao aluno, para não chegar ao final do Ensino Fundamental com alunos analfabetos funcionais". Ela destacou ainda que os avanços são verificados por meio da Prova ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização), a qual apontou, no último diagnóstico, que em Mato Grosso existem mais de 20% de alunos na condição citada. 

O Seminário Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa aconteceu entre os dias e 09 de outubro, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, sob a coordenação da UFMT - Campus de Rondonópolis, com apoio Ministério da Educação, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e das Secretarias Municipais de Educação.

ELIANA BESS
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Semin%C3%A1rio-refor%C3%A7a-a%C3%A7%C3%B5es-para-alfabetiza%C3%A7%C3%A3o-na-idade-certa.aspx

Entidades participam de criação de política pública para educação especial

Entidades participam de criação de política pública (1).JPGRepresentantes de associações, entidades e conselhos que atendem pessoas com deficiência e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) participaram da segunda reunião para o desenvolvimento da Política Pública de Educação Especial, realizada na sede da secretaria. O trabalho instituído por portaria tem 120 dias para ser concluído, a contar da data de publicação, e tem o intuito de estabelecer parâmetros que garantam e ampliem o atendimento aos alunos com deficiências e transtornos. 

Os participantes da reunião foram divididos em subcomissões que vão discutir quais ações são prioritárias para as devidas especificidades. Os cinco subgrupos são: deficiência intelectual, auditiva e surdo, física e mobilidade, transtorno e síndrome, visual e cegos. Os participantes devem trazer os resultados dos estudos temáticos que fizeram durante esse período já na próxima reunião, marcada para o dia 23 novembro. 

De acordo com o coordenador de Educação Especial da Seduc Marcino Oliveira, a agenda de trabalho determinada pela secretaria tem sido cumprida à risca, para garantir que a educação estadual avance com qualidade, seguindo o lema do Governo do Estado: "Nenhum mato-grossense ficará para trás". Marcino Oliveira destaca que existem melhorias, mas não políticas públicas para garantir o direito do acesso e permanência das pessoas com deficiência nas escolas, e é isso que o grupo realiza. 

"Enquanto mãe e participante da associação, estou feliz com a abertura desse governo, que sinalizou o pioneirismo para atender as necessidade de educação e saúde dos estudantes. Essa é a primeira vez que os movimentos sociais são chamados para desenvolver políticas que irão impactar na vida das pessoas", disse a representante da Associação dos Amigos dos Autistas, Solaniara Márcia da Silva. 

Professora de Linguagens da Unemat, do campus de Cáceres, Vera Regina Martins e Silva representa o Conselho Estadual de Educação. A educadora desenvolve trabalhos de pesquisa sobre o tema há mais de 30 anos, desde o nascimento do filho com deficiência intelectual, e hoje coordena o Mestrado Profissional em Letras da Unemat. "Acreditamos que a formação de uma política pública de Estado é o caminho para assegurarmos direitos da pessoa com deficiência em Mato Grosso. Queremos que a inclusão seja realidade para todos que necessitam e com amparo legal". 

Atendimento 

Em Mato Grosso existem quatro escolas de educação especial: Raio de Sol, Live Aprender e Centro de Atendimento ao Deficiente Auditivo (Ceada), em Cuiabá; e Célia Duque e Luz do Saber, em Várzea Grande.

ALINE COELHO
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Entidades-participam-de-cria%C3%A7%C3%A3o-de-pol%C3%ADtica-p%C3%BAblica.aspx

Covid-19 - MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais nas Instituições Federais de Ensino

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