terça-feira, 4 de novembro de 2014

Como a tecnologia pode impactar na educação do campo

Série de reportagens mostrará como o acesso a recursos e à internet podem transformar aprendizagem nas zonas rurais brasileiras
selo_tecnologia_campo “A tecnologia faz parte da sociedade como um todo, independentemente de classe social, de origem cultural ou endereço. Todo cidadão tem direito a vivenciar esse contexto e explorar a potencialidade das tecnologias, não importando se ele mora em uma zona urbana ou rural”. É assim que a professora da faculdade de Educação da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Maria Helena Bonilla começa a explicar seu entendimento sobre a importância da tecnologia e da internet chegarem às zonas rurais brasileiras. Para discutir o tema e mostrar como a tecnologia pode ajudar a enfrentar os desafios da educação rural, o Porvir começa a publicar hoje uma nova série de reportagens, chamada Tecnologia no Campo, realizada em parceria com a Fundação Telefônica.
Segundo o Censo Escolar 2013, divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), apenas 9,9% das 76.229 escolas brasileiras existentes no campo possuem acesso à internet. Em áreas urbanas, o número chega a 84%.
Educação Tecnologia no Campocrédito Katoosha / Fotolia.com

Esses dados mostram a diferença entre os contextos e reforçam a necessidade de ampliar a conectividade em zonas remotas. “É preciso combater o pensamento de que o campo é atrasado e que a vida na cidade é mais avançada. Não é questão de atraso, são formas diferentes de viver, cada uma com suas especificidades”, argumenta Bonilla. A professora defende que sejam implantadas mais políticas públicas para levar tecnologia e conexão para o campo, que via de regra são as regiões mais desassistidas no que diz respeito a recursos tecnológicos.
Com esse objetivo, a Fundação Telefônica realiza o programa Escolas Rurais Conectadas, que leva conectividade para zonas rurais. Iniciado em 2012, o projeto primeiramente forneceu internet e infraestrutura para 100 escolas públicas de sete estados (Alagoas, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo). Este ano, com a compra pela empresa das licenças para oferta de serviços de 4G, veio junto a obrigação de levar telefonia e internet (banda larga 3G) para regiões remotas do país. A Telefônica ficou responsável pelo serviço em nove estados: Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo, o que abrange cerca de 22 mil escolas rurais. Outras operadoras ficaram responsáveis por demais regiões.
“É preciso combater o pensamento de que o campo é atrasado e que a vida na cidade é mais avançada. Não é questão de atraso, são formas diferentes de viver, cada uma com suas especificidades”
“Existe uma questão de urgência nesse projeto. Temos que melhorar as escolas hoje, para que o aluno que estuda hoje tenha uma experiência mais completa de aprendizagem. Do ponto de vista macro, levar tecnologia e acesso à internet para escolas do campo mexe na maneira que os professores dão suas aulas, eles passam a ter mais condições de pesquisar e planejar atividades diferentes, mais conectada com o futuro, com um repertório ampliado, mais interativo e lúdico”, conta Gabriela Bighetti, presidente da Fundação Telefonica.
Para a professora Bonilla, a escola é um dos principais meios para que a tecnologia e a internet sejam difundidas. “É o local onde estão os jovens, se na escola tem esses recursos, eles vão utilizar. É uma forma de fazer isso chegar mais rápido aos cidadãos”, afirma. Segundo ela, se esse acesso e a inclusão digital depender apenas da aquisição pessoal, vai demorar muito para acontecer. 
Salas de aula multisseriadas
Um dos grandes desafios da educação no campo é a grande quantidade de salas de aula multisseriadas. 71,4% das escolas possuem classes deste tipo, em grande parte, devido ao elevado número de alunos com defasagem idade/série – apenas nos anos finais do ensino fundamental, 43% dos estudantes estão atrasados em relação a sua idade.
Mas a tecnologia pode ajudar a transformar o que aparentemente é um problema em vantagem. Existe hoje um debate a respeito da divisão de turmas por séries e se essa é a melhor maneira de agrupar estudantes. Escolas inovadoras como o Gente, no Rio de Janeiro, e o Projeto Âncora, em São Paulo, já abandonaram essa estruturação e misturam alunos de diferentes períodos no mesmo ambiente de aprendizagem.
“Escolas urbanas estão quebrando suas paredes para terem uma espécie de salas multisseriadas. Existe um lado muito positivo em juntar alunos de diferentes idades no mesmo ambiente”, enfatiza Bighetti. Ela partilha da opinião de muitos especialistas em educação, que dizem que, com o suporte e com recursos apropriados, não é a idade que tem que definir onde o aluno deveria estar e o que deveria estar aprendendo em cada momento, mas sim, seus interesses, seu desempenho e seu ritmo. “As plataformas adaptativas são um exemplo de tecnologia que pode auxiliar o professor a conseguir olhar aluno por aluno, ao mesmo tempo, mesmo que cada um esteja em uma trajetória diferente”, destaca a presidente.
“A tecnologia não é apenas para ter acesso a cultura da cidade. Ela tem que ser vista e recebida para que essas pessoas também possam se colocar como produtores culturais, em suas próprias percepções. Isso fortalece e valoriza a cultura do campo”
Já Bonilla ressalta que o acesso à internet vai permitir que alunos desse tipo de sala façam uso de objetos digitais de aprendizagem Glossário compartilhado de termos de inovação em educação e que isso enriquecerá a experiência educacional deles, pois vão poder trocar conhecimento sobre conteúdos com colegas de classe, com estudantes de outras classes e até de outras escolas, provenientes de outros contextos culturais. “O grande ganho do uso de tecnologias na escola não é usá-la como ferramenta para ensinar matemática, por exemplo, na mesma perspectiva que sempre se ensinou. É a chance de pensar diferente, pensar em partilha, de usar os ambientes virtuais para uma aprendizagem colaborativa, que preze a comunicação”, diz.
Outra porta importante que o acesso à internet abre para essas comunidades é a possibilidade de criação de uma identidade própria nesse mundo virtual. Além de consumir conteúdos, os moradores de zonas rurais passam a ter a possibilidade de produzir conteúdos sobre sua realidade e cultura. “A tecnologia não é apenas para ter acesso a cultura da cidade. Ela tem que ser vista e recebida para que essas pessoas também possam se colocar como produtores culturais, em suas próprias percepções. Isso fortalece e valoriza a cultura do campo”, completa a professora.
Ao longo da série Tecnologia no Campo vão ser abordados temas como a questão da formação dos professores, assim como experiências de escolas rurais que estão sendo impactadas através do uso de recursos tecnológico e conectividade.
Veja, a seguir, infográfico com os principais dados sobre a educação nas zonas rurais:
TecnologiaEducaçãonoCampoRegiany Silva

http://porvir.org/porfazer/como-tecnologia-pode-impactar-na-educacao-campo/20141031

IV Simpósio Internacional reunirá especialistas para debater o papel do Estado e da família no desenvolvimento infantil


As inscrições para participar do IV Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância já estão encerradas, mas os interessados poderão acompanhar tudo via web. É preciso apenas, acessar o portal e seguir as instruções. Haverá tradução simultânea. O tema em discussão será: “Fortalecendo as potencialidades dos adultos para que promovam o desenvolvimento das crianças”.
Neste ano, será discutido o papel do Estado e da família na promoção do Desenvolvimento Infantil, em âmbito nacional e internacional, e como se tem trabalhado para que as famílias exerçam a parentalidade. “Cada vez fica mais claro que não basta olhar para o bem-estar da criança, é necessário orientar, apoiar e empoderar a família para que consiga exercer o papel que a sociedade espera dela, como promotora do desenvolvimento de seus filhos”, explica Eduardo Queiroz diretor-presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.
O Simpósio será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo. O evento é anual e organizado pelo Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), que é uma iniciativa colaborativa entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), o Center on the Developing Child da Universidade de Harvard, o Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa, o David Rockefeller Center for Latin American Studies, da Universidade de Harvard, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o Hospital Infantil Sabará. Também apoiam o IV Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, a Danone Early Life Nutrition, o Instituto Camargo Corrêa e o Itaú.
Na ocasião, serão apresentados os resultados de duas pesquisas inéditas, conduzidas pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. A primeira é um levantamento sobre a reforma da Educação Infantil feita em Portugal e suas possíveis aplicabilidades no Brasil. E a segunda é uma pesquisa quantitativa que trata da relação entre pais, filhos e a pré-escola.
Confira aqui e confira quem são os palestrantes confirmados.
 Autor: Undime com informações do Núcleo de Ciência para a Infância

http://undime.org.br/iv-simposio-internacional-reunira-especialistas-para-debater-o-papel-do-estado-e-da-familia-no-desenvolvimento-infantil/

Educadores participam de seminário “A Cor da Cultura”


Secom Cuiabá


A Secretaria de Educação de Cuiabá promove nas próximas terça e quarta-feira (4 e 5), das 8h às 17h, o seminário do Programa A Cor da Cultura Cuiabá. O seminário será realizado na Faculdade Evangélica Integrada Cantares de Salomão (Feics), localizada na Avenida do CPA, e contará com a participação de 300 educadores de escolas das redes municipal e estadual.
O Seminário será realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A Fundação Roberto Marinho é uma instituição que oferece formação continuada para professores através do programa educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”.
A programação do evento inclui mesa redonda com o tema “A Lei 10.639/03 e as possibilidades para uma educação antirracista”, que será coordenada pelas professoras Ilma de Jesus, da Secadi, e Cândida Soares, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Professores das escolas municipais Tereza Lobo, Floriano Bocheneki, Celina Fialho e Raimundo Conceição, que se destacaram na realização de projetos com a temática, farão relatos das experiências exitosas. 
Todos os profissionais também participarão de oficinas pedagógicas, cujo tema será “África e Etnociência”.
Segundo a diretora de Ensino da Secretaria de Educação, Vanilda Mendes, a Pasta trabalha para fortalecer a efetivação de uma política educacional que responda à diversidade presente nas escolas, contribuindo para aumentar as oportunidades educacionais e de inserção social de todos os alunos.
O seminário A Cor da Cultura também inaugura uma série de ações que serão desenvolvidas pelas unidades no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra ou Zumbi dos Palmares, líder que se tornou herói brasileiro na luta pela liberdade do povo negro.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/educadores-participam-de-seminario-a-cor-da-cultura/9805

Consed lança novo site do Prêmio Escolar Escolar

Já está no ar, o novo site do Prêmio Gestão Escolar, realizado pelo Consed, A reformulação do site aconteceu para atender a algumas mudanças que precisavam ser feitas. No novo site podemos acessar matérias, notícias, vídeos, fotos e foi construído um resgate histórico do prêmio, por meio de uma linha do tempo.
O ambiente virtual foi estruturado para atender as demandas dos profissionais da educação por conteúdos sobre Gestão Escolar."O novo site do Prêmio Gestão Escolar abrigará uma série de conteúdos de gestão escolar, utilizando-se de recursos tecnológicos, em diferentes linguagens." declarou a Secretária executiva do Consed Nilce Rosa da Costa, sobre o projeto de reformulação
"O Prêmio tem características autoavaliativas e de formação para o gestores e as próprias comunidades escolares. O que o Consed e os parceiros do prêmio esperam é a troca de conteúdos e boas práticas em gestão escolar". afirmou Maria Nilene Badeca, Secretária de Educação do Estado do Mato Grosso do Sul e Presidente do Consed, sobre a importância dessa nova plataforma.
O destaque fica para a implementação da ComunidadePGE: uma plataforma colaborativa para os participantes do Prêmio Gestão Escolar, que será implementada em 2015. O novo site também abrigará  o sistema inscrições para o PGE 2015
Para conhecer o site, acesse
PGE - O prêmio foi criado em 1998, pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em parceria com entidades que apoiam o fomento da educação no Brasil, busca valorizar e motivar as escolas públicas no desenvolvimento de uma gestão democrática e de qualidade. Já participaram, ao longo da trajetória do prêmio, 34.832 instituições.São parceiros do prêmio: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil; União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime); Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); Fundação Roberto Marinho; Fundação Victor Civita; Fundação Santillana; Fundação Itaú Social; Gerdau; Instituto Unibanco; Instituto Natura, Ministério da Educação (MEC),Cenpec e Consisti.

Pesquisa do IBGE revela que frequência em creches tem impacto na ocupação das mães


O nível de ocupação das mulheres tem relação direta com a frequência de seus filhos a creches no país. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados do Censo 2010, das mulheres que tinham filhos de até 3 anos em creche, 64% tinham emprego. Entre as mulheres com filhos que não frequentavam creche, o percentual era 41,2%.
“Com essas crianças matriculadas em creche, as mulheres conseguem ter uma participação mais efetiva no mercado de trabalho. O suporte de oferta de creches e escolas em tempo integral é fundamental para permitir que as mulheres consigam conciliar maternidade e estudo, ingressando no mercado de trabalho mais escolarizadas e tendo uma inserção mais qualificada no mercado de trabalho”, disse Bárbaro Cobo, coordenadora da pesquisa.
A pesquisa do IBGE, divulgada hoje (31), mostra que, mesmo mais escolarizadas, as mulheres ainda recebem, em média, apenas 68% do que ganham os homens. Para a professora de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Hildete Melo, as creches são fundamentais para que as mulheres busquem a igualdade de condições com os homens no mercado de trabalho.
“Nós estamos ainda engatinhando nas creches. A gente tem uma cobertura só de 23% das crianças até 3 anos. Essas estatísticas de gênero do IBGE mostram que é vital essa questão para que homens e mulheres vivam mais felizes na sociedade”, disse Hildete.
A pesquisa do IBGE também que as mulheres buscam carreiras universitárias que têm a menor média de rendimento: educação e humanidades/artes. Essas carreiras têm proporções de mulheres, respectivamente,  83% e 74,2% entre o total de formados.
Segundo Hildete, por influência da sociedade, as mulheres tendem a buscar essas carreiras. “Nós somos educadas para ser cuidadoras. E isso permanece como uma marca pesada quando você olha os dados de rendimento.”
A subsecretária de Articulação Institucional da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Vera Lúcia Soares, o governo tem buscado incentivas as mulheres a buscar carreiras que propiciem rendas mais elevadas.
“Há um programa de incentivo para as mulheres fazerem carreiras científicas, técnicas, tecnológicas. Elas estão muito concentradas em áreas como pedagogia. O IBGE está mostrando que  essas são as áreas onde o salário é menor”, disse.
De acordo com a subsecretária, a pesquisa do IBGE, que também traz dados municipais sobre a situação da mulher no mercado de trabalho e educação, será importante para gestores locais programarem suas políticas de governo.
Autor: Agência Brasil

http://undime.org.br/pesquisa-do-ibge-revela-que-ocupacao-de-creches-tem-impacto-na-ocupacao-das-maes/

Piso salarial de professores da educação básica para 2020: R$ 2.886,24

Dyelle Menezes, do Portal MEC O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado...