sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Undime entrega carta aos candidatos à presidência

A Undime entregou aos candidatos à Presidência da República carta defendendo a educação como direito e como de relevante importância para o desenvolvimento do país. A carta foi elaborada na reunião do Conselho Nacional de Representantes da Undime, realizada de 8 a 10 de outubro, em Brasília (DF), e protocolada na última quinta-feira (16) nos comitês centrais de campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff e do candidato do PSDB, Aécio Neves.
No documento, a Undime manifesta aos candidatos à presidência algumas considerações sobre as políticas educacionais e, ao mesmo tempo, indica a expectativa para que estes temas sejam contemplados nos próximos quatro anos de governo. Entre as prioridades, estão: a necessidade de se instituir o Sistema Nacional de Educação; regulamentar o Regime de Colaboração; definir as responsabilidades entre os entes, conforme o pacto federativo; fortalecer a educação infantil como a primeira etapa da educação básica, ampliando o acesso para todas as faixas etárias compreendidas; valorizar os profissionais da educação com carreira e formação; e aumentar o montante de recursos financeiros destinados ao financiamento da educação pública, com a implementação do Custo-Aluno Qualidade Inicial (CAQi), a fim de se cumprir as metas e as estratégias estabelecidas no Plano Nacional de Educação.
O conteúdo da carta faz referência, também, às conquistas da educação pública na última década, entre elas, a Lei do Fundeb; a Emenda Constitucional 59/ 2009 – que ampliou a obrigatoriedade do ensino para a faixa dos 4 aos 17 anos de idade e pôs fim à Desvinculação das Receitas da União (DRU), devolvendo anualmente à educação pública brasileira aproximadamente R$ 9 bi; a aprovação da Lei 11.738/ 2008 que instituiu o Piso Salarial Nacional para o Magistério e deu outras providências para iniciar o processo de valorização do magistério; a Lei dos Royalties; a Lei 13.005/ 2014 que institui o Plano Nacional de Educação, entre tantas outras conquistas.
A pauta da educação é extensa, porém, alguns dos principais assuntos (como citado acima) foram levantados como prioritários pela diretoria executiva e pelo Conselho Nacional de Representantes da Undime. A ideia foi apresentar, por meio do texto entregue aos candidatos, as contribuições da Undime ao debate sobre a conjuntura educacional.
Leia na íntegra a carta entregue aos candidatos à presidência. Clique aqui.
Autor: Undime

http://undime.org.br/undime-entrega-carta-aos-candidatos-a-presidencia/

Diretor de escola poderá ter aposentadoria especial de professor

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7813/14, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que assegura aos especialistas em educação com atividade exclusiva na educação básica (da creche ao ensino médio), como diretor e orientador pedagógico, aposentadoria com 30 anos de contribuição para homens e 25 para mulheres. Para isso, esses profissionais precisarão ter formação em docência, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – 9.394/96).

Atualmente, a Constituição garante essa aposentadoria especial a professores. A Lei11.301/06 tentou ampliar o alcance do benefício a outros profissionais do magistério, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2009 fez prevalecer a regra apenas para docentes.

Arquivo/ Beto Oliveira
Onofre Santo Agostini
Para Onofre Santo Agostini, decisão do STF gera situações absurdas.
A interpretação atual, na opinião do parlamentar, gera situações absurdas. “Um professor em desvio de função, fazendo atividades de supervisor, pode aposentar-se com a regra especial, enquanto um servidor investido no cargo não”, diz.

De acordo com Santo Agostini, a diferenciação de tratamentos para funcionários que desenvolvem o mesmo trabalho fere o princípio constitucional da igualdade.
O deputado lembra que o próprio STF, ao decidir sobre o alcance da 11.301, ressaltou que a função de magistério não está restrita ao trabalho em sala de aula.
Tramitação
A proposta é uma das oito apensadas ao Projeto de Lei 1287/11, da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que estabelece diretrizes para a valorização dos profissionais da educação escolar básica pública.
Os textos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:




http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/476056-DIRETOR-DE-ESCOLA-PODERA-TER-APOSENTADORIA-ESPECIAL-DE-PROFESSOR.html

“Empolgação dos alunos autores me motivou a seguir”

No Diário de Inovações, professora que incentivou alunos a criarem jogos conta dilemas e satisfações de trabalhar de forma inovadora
Por Gislaine Munhoz
Enquanto aluna, tive muitas dificuldades com o modelo de ensino decorativo e tradicional e percebia que meu aprendizado era muito mais efetivo em momentos nos quais podia opinar, participar, ser protagonista juntamente com meus colegas. Sendo assim, ao me tornar professora, fui, paulatinamente, adotando uma postura mais aberta e na qual os alunos pudessem ser ativos no processo de aprendizagem. Quando assumi o laboratório de informática na escola em que trabalho, percebi ali um espaço privilegiado para dar voz a meus alunos e também aos meus colegas professores, procurando sempre me pautar por um trabalho colaborativo e coletivo com meus pares para sanar dificuldades e lacunas de aprendizagem dos alunos.
Ao utilizar jogos digitais e games, percebi que este recurso impactava na motivação e aprendizado de forma muito mais eficaz do que em outros contextos. Sendo assim, e levando em conta demandas e necessidades, decidi conversar com os alunos monitores do laboratório para que juntos pudéssemos criar jogos para as aulas de alfabetização, e a ideia foi muito bem aceita por eles.
Divulgação
Em princípio, foram criados jogos simples, muito semelhantes a atividades educativas. No entanto, logo percebi que eles poderiam avançar muito mais e apresentei duas ferramentas: o software de apresentação Power Point e a linguagem de programação Scratch. Me deparei neste momento com um outro universo, no qual fui convidada a emergir de maneira muito satisfatória e alegre. Para construir os jogos, os alunos começaram a me apresentar as séries e desenhos a que assistem, os games que gostam de jogar, me contando seus enredos e histórias. Percebi o quão rico era esse material que os alunos estavam apresentando e o potencial que existia nele, o que me fez pensar o quanto a escola ignora esse universo e quão rico seria se ele fosse inserido em nossas práticas.
Por me deparar com um contexto rico, porém novo, me vi muitas vezes insegura e perguntando “será que estou fazendo a coisa certa?”, “será este o caminho?”, “como meus colegas encarariam os alunos como autores de conteúdo?”. Eram questões que me instigavam, mas muitas vezes me afligiam. Mas enfim, a empolgação dos alunos autores de jogos, o impacto nos outros alunos que usavam os jogos e o retorno positivo de meus colegas me motivavam a seguir em frente, pesquisar e buscar soluções para dar cada vez mais suporte e aportes para os alunos envolvidos no projeto. Mais tarde, me dei conta de que trabalhar de forma inovadora traz em si essas angústias e dilemas.
DivulgaçãoDiário de inovações - Jogos do Riva

Quando descobrimos a linguagem de programação Scratch e percebemos as possibilidades de interação e colaboração que a plataforma nos proporciona, tivemos a oportunidade de repensar com os alunos novas formas de criar jogos, estruturas e propostas. A partir daquele momento, o projeto ganhou outra proporção. Foi uma grata surpresa quando uma de minhas alunas, a Karina, então com apenas 11 anos, juntamente com seu grupo, me perguntou por que não poderíamos disponibilizar o conteúdo que estávamos produzindo num site. Achei a ideia muito interessante, mas mais uma vez dúvidas e questionamentos sobre se o caminho estava certo me fizeram hesitar. No entanto, como as crianças e adolescentes são muito mais ousados, pragmáticos e destemidos que nós, logo todo o nosso conteúdo estava no ar. Assim, florescia uma semente plantada há algum tempo, o projeto Jogos do Riva: elaboração de jogos digitais por alunos de uma escola pública de São Paulo.
Em outubro de 2013, fui um dos quatro professores escolhidos no Prêmio Educadores da Microsoft para representar o Brasil em Barcelona, na Espanha, em 2014. O prêmio foi um divisor de águas na minha carreira e me fez repensar o quanto podemos ousar, quantas oportunidades podemos criar para nossos alunos e o quanto podemos e temos a fazer pela educação no país. Temos um potencial pessoal e também em nossas mãos no qual é preciso acreditar. Pois sim, pode parecer frase comum, mas fazemos a diferença, principalmente quando lecionar é uma satisfação. Este é meu caso!


* Diário de Inovações é uma seção com relatos de educadores que estão inovando dentro da sala de aula. Para compartilhar suas experiências com a gente, acesse aqui o formulário e conte sua história.

http://porvir.org/porpessoas/empolgacao-dos-alunos-autores-motivaram-seguir/20141014

10 passos para planejar a carreira de professor

Especialistas de recursos humanos apontam caminhos que podem fazer diferença na carreira do professor


Nesse dia do professor, é inevitável constatar que, diante do desprestígio social, a carreira do professor há tempos deixou de seduzir os jovens universitários. Sobram indicadores para apontar a queda livre. O que surpreende é o que está na contramão desse senso comum: a constatação de que existem professores bem-sucedidos, realizados profissionalmente e com salários bem acima da média do mercado. Afinal de contas, seria possível sonhar com o casamento entre realização profissional e prática do magistério?

Especialistas em recursos humanos apontam caminhos que, segundo eles, podem, sim, fazer a diferença na carreira. Um deles, segundo Marcelo Maghidman, da Tafkid Marketing Educacional e Cultural, é vincular precocemente teoria e prática. "Essa experiência é determinante na progressão da carreira", sinaliza. E lembra que o diploma inicial é condição necessária, mas está longe de dar respostas a todas as exigências da profissão. O que se espera – e que faz a diferença – é que o professor, como qualquer outro profissional de outros setores, invista em sua formação.

Gutemberg Leite, da Meta Consultoria em RH, alerta, no entanto, que é preciso ter cautela com o modismo da educação continuada. "Os variados cursos oferecidos nem sempre têm conexão com o aprimoramento do professor, levando-o à dispersão, pressionando-o a estudar temas que não irão contribuir como um fator positivo em sua prática em sala de aula", pontua.
Seja qual for a escolha, há demandas que, em tese, o professor precisa cumprir. Hoje, além da formação específica e pedagógica, qualquer professor deveria saber planejar e gerenciar sua carreira e seu tempo (no âmbito de suas práticas de classe e fora delas). E mais: saber falar inglês, conhecer as novas tecnologias, dominar o uso do computador, navegar e utilizar a internet e as redes sociais.

Veja abaixo 10 dicas de especialistas em recursos humanos para planejar a carreira.

1 - Identificar a vocação
A carreira bem planejada é aquela que está alinhada com o sonho pessoal e com aquilo que o profissional de ensino tem a oferecer.
2 - Fixar objetivos claros e metas de curto, médio e longo prazo
Para projetar o futuro, é sempre bom avaliar os passos já percorridos. Bons questionamentos sobre o que se quer valem mais do que respostas prontas. Qual a direção a seguir, qual a expectativa de desenvolvimento, o que é preciso fazer para alcançar os objetivos propostos? Um cronograma de ações ajuda a
dar concretude ao processo.
3 - Desenvolver a inteligência sociorrelacional
É a capacidade de estabelecer vínculos interpessoais e mantê-los positiva e progressivamente, em particular no ambiente educacional. Manter viva e bem cuidada sua rede de relacionamentos.
4 - Estar Atualizado
Isso vale para diversas frentes: conteúdos, métodos, linguagens, tendências setoriais. No caso da educação, significa também estar atualizado sobre o ambiente educacional, conhecer o que é valorizado e suas carências. Isso pode ajudar, por exemplo a escolher uma especialização em área onde haja mais oportunidades.
5 - Aprimorar competências e qualificações
Mais do que a maioria dos outros campos, o conhecimento renovado é um aspecto central para os educadores. E isso vale não só para aquilo que se adquire no âmbito formal.
6 - Ter sensibilidade, visão de conjunto e de contexto
Significa que além de tratar os fatores pessoais é preciso estar atento a questões externas capazes de interferir no desenvolvimento do seu projeto.
7 - Manter atitudes construtivas e positivas
Esse tipo de postura ajuda a lidar com as dificuldades de uma maneira lúcida e pragmática, fugindo do rame-rame de lamentação muito comum entre docentes.
8 - Qualidade de vida
Conferir como a atividade escolhida interfere em sua saúde e bem-estar.
9 - Planejamento financeiro
Fazer reserva financeira para empreender seu projeto
10 - Revisão anual de seu plano
Cotejar suas ambições com a realidade é essencial para fazer ajustes e aprimoramentos.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/10-passos-para-planejar-a-carreira-de-professor-327756-1.asp

Ministro decide por desobrigar Governo de MT a destinar 35% do orçamento à Educação

Airton Marques O governador Mauro Mendes (DEM) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal (STF), suspender artigo da Constituição Estadual q...