quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Professores x Governo: sem acordo, uma possível greve

ERICKSEN VITAL
ESPECIAL PARA O MIDIANEWS
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Henrique Lopes do Nascimento, afirmou que está “insustentável” a situação dos professores interinos, que voltaram a trabalhar neste mês de janeiro, após o recesso escolar, mesmo sem receberem salários. 

De acordo com o dirigente sindical, o Governo do Estado estaria descumprindo o acordo firmado com a categoria.

Diante do impasse, os professores não descartam uma paralisação geral da categoria. 

Ainda segundo o sindicalista, com a ausência dos contratos, aproximadamente 14 mil profissionais da Educação estão atuando sem remuneração. 

“Eles estão trabalhando por conta e risco, sem nenhuma cobertura trabalhista. Eles não têm contrato”, afirmou Nascimento. 

Este é um dos itens do acordo feito no ano passado com o Governo do Estado. 

“Queremos negociar e apostamos no bom senso do Governo. Mas, até o momento, não recebemos nenhuma sinalização que isso vai mudar”, observou. 

De acordo com entendimento do Sintep, os professores contratados estão desobrigados a cumprir as atividades escolares em 2014, durante a complementação do ano letivo de 2013. 

A orientação está pautada na decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que dispensou a presença dos interinos alegando que, uma vez encerrado o prazo contratual, encerra-se o vínculo do servidor com o Estado. 

Os professores também criticam a não nomeação de classificados no concurso público.

Paralisação

Em assembleia-geral na segunda-feira (13), os professores decidiram pela suspensão das atividades escolares no dia 23 de janeiro, como advertência ao Governo. 

Caso não haja um avanço nas negociações, um grande ato público será realizado no dia 31, em Cuiabá. 

Até o dia 10 de fevereiro, deve ocorrer uma assembleia-geral da categoria. 

Questionado sobre a possibilidade de uma paralisação total, assim como a que ocorrer no ano passado, o presidente do Sintep disse que existe, sim, a possibilidade. “Isso nunca é descartado”, completou.

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=185378

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