quarta-feira, 14 de maio de 2014

'Educação não acaba na escola', diz analista de prova mundial para adulto

Salário de quem foi melhor na prova é 60% mais alto que o dos demais.
Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo
Marta Encinas, analista da OCDE
(Foto: Divulgação/OCDE)
As políticas públicas devem ter como objetivo a educação igualitária para todos os alunos desde o início do ciclo escolar, mas não podem deixar de oferecer formação continuada aos adultos durante toda a sua vida profissional, defende a analista da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Marta Encinas. "A educação não acaba na escola, é algo que os adultos brasileiros precisam entender", afirmou a especialista espanhola.
Responsável pela coordenação de uma avaliação aplicada pela OCDE em adultos de 16 a 65 anos em 23 países, Marta esteve no Brasil em abril para apresentar os resultados do Programa para a Avaliação Internacional de Competências Adultas (Piaac, na sigla em inglês). Semelhante ao Programa de Avaliação Internacional dos Estudantes, o Pisa, o Piaac foi aplicado entre 2008 e 2013 em países como Suécia, Irlanda, Estados Unidos, Espanha, Rússia e Japão.
Cruzando as informações com os dados do questionário, a OCDE conseguiu traçar um perfil que relaciona os conhecimentos dos adultos com seu êxito profissional: "O salário médio por hora dos trabalhadores com alta qualificação supera em mais de 60% o dos trabalhadores com baixa qualificação", afirma ela.
Em um teste com cerca de 45 minutos, os participantes tiveram que responder a diversos tipos de perguntas para demonstrar seus conhecimentos em compreensão de leitura, matemática e outras competências relacionadas ao trabalho, incluindo a habilidade de trabalhar em equipe e o domínio das tecnologias de informação e comunicação.
O Brasil, por enquanto, não participa do Piaac. Segundo o MEC, a possibilidade de o Brasil aderir à prova internacional que avalia os conhecimentos dos adultos ainda está em análise.

Comissão de Educação do Senado aprova programa de combate ao 'bullying'

Gorette Brandão

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (13) proposta legislativa que define conceitos e mecanismo para o enfrentamento do bullying na sociedade. Para isso, a proposta (PLC 68/2013), que teve origem na Câmara dos Deputados, institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying). O programa poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das secretarias estaduais e municipais de Educação nesse campo.
O texto define como bullying "todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”. Atos de intimidação praticados na internet (cyberbullying) também entram nessa categoria.
Apresentado pelo deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), o projeto estabelece ainda como dever dos estabelecimentos de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas garantir medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática.
A proposta ainda passará por votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Depois, irá ao Plenário para decisão final.
Formas de intimidação
O projeto indica a presença de intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação. Pelo texto, a prática pode se configurar por meio de ataques físicos, insultos pessoais ou comentários sistemáticos e apelidos pejorativos. Também cita ameaças por quaisquer meios, grafites depreciativos, expressões preconceituosas, além de isolamento social consciente e premeditado.
Entre as ações sugeridas estão a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema, assim como a instituição de práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores.
Também deve haver esforços para a assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores, além da produção e publicação de relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações.
O relatório, defendido pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), destaca que o projeto “não envereda pelo caminho mais polêmico do direito penal”, preferindo “sabiamente” medidas de caráter educativo para coibir comportamentos de intimidação sistemática. Flexa atuou como relator substituto, no lugar de Kátia Abreu (PMDB-TO).

Veja mais: Meninas são alvos mais frequentes de bullying

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/05/13/comissao-de-educacao-aprova-programa-de-combate-ao-bullying

Alunos da EMEB Prof. Maria Dimpina visitam o prefeito

 
Secom Cuiabá



Alunos da Escola Municipal Professora Maria Dimpina Lobo Duarte, foram recebidos pelo prefeito Mauro Mendes, na tarde desta terça-feira (13) em seu gabinete na Prefeitura de Cuiabá. A visita faz parte da programação da Semana da Transparência, evento organizado pela Controladoria-Geral do Município e que ocorre entre os dias 12 e 16 de maio.
Os cinqüenta alunos que participaram do encontro questionaram o prefeito sobre suas principais funções à frente do Palácio Alencastro. Mendes explicou que está à frente da administração para tomar as decisões que melhor atendam à população cuiabana e que todas suas ações podem ser fiscalizadas no Portal da Transparência.
“É um grande prazer receber vocês aqui, que representam o futuro da nossa cidade. Eu estou aqui hoje porque fui escolhido pelos pais de vocês para representá-los e conduzir as decisões que vão afetar a vida de todos nós. É muito importante que todos vocês entendam como funciona a Prefeitura de Cuiabá e possam atuar junto a nós para um futuro melhor da nossa cidade”, declarou.
A professora Maria do Socorro, que acompanhou os estudantes na visita, elogiou a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em aproximar as crianças do Poder Público. “Iniciativas como essa podem despertar o interesse dos jovens pela participação ativa na vida política da cidade. Todos que participaram dessa ação estão de parabéns e ganham nosso reconhecimento”, ressaltou.
O reconhecimento, para o controlador-geral do município, servirá para mostrar que a administração está no caminho certo. “Estamos desenvolvendo cada vez mais ações que aproximem os cidadãos da prefeitura e vemos que esse trabalho está sendo reconhecido. É gratificante e serve para mostrar que a população, quando incentivada, faz questão de participar da gestão”, comentou.
A Semana da Transparência segue até esta sexta-feira (16), com atividades realizadas por equipes da Controladoria-Geral do Município e visitas às estruturas da Prefeitura de Cuiabá. Os estudantes que comparecerem ao evento serão convidados ainda a participar da Patrulha da Transparência, para que atuem como fiscais das ações realizadas pelo prefeito Mauro Mendes e seu staff.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/controladoria/mauro-mendes-recebe-estudantes-e-explica-suas-principais-funcoes-como-prefeito/8891

terça-feira, 13 de maio de 2014

Atenção: Comissão de Educação aprova atendimento em creches públicas, extra ano letivo

Professora Dorinha: municípios
não terão dificuldades para
cumprir a regra.
A Comissão de Educação aprovou, na quarta-feira (7), a ampliação do atendimento em creches públicas. As famílias poderão solicitar a permanência da criança na creche por até 30 dias e não haverá obrigatoriedade de frequência mínima.
O texto aprovado foi o substitutivo da relatora Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) ao projeto (PL 285/11) do deputado Sebastião Bala Rocha (SDD-AP).
O texto original previa a ampliação da jornada das creches dos atuais 200 dias para 240 dias, mas a relatora entendeu que esses 40 dias a mais deixam pouco espaço no calendário para a inclusão de férias e recessos escolares, período em que são executadas ações de planejamento, melhorias e treinamentos.
MunicípiosA deputada Professora Dorinha Seabra Rezende explica que a ampliação do atendimento nas creches não significa que houve alteração no ano letivo, uma vez que o atendimento não será feito pelos professores.
"Quando eu amplio o atendimento, eu deixo facultativo; os pais só vão levar as crianças nesses 30 dias a mais se realmente precisarem. Não precisam funcionar todas as creches da mesma cidade; o município pode definir quais creches irão funcionar neste período extra”, afirma.
Segundo ela, os municípios não terão dificuldades para cumprir a regra: “E também, como eu não coloquei no sistema educacional, os municípios terão a liberdade de organizar este atendimento com recreadores, estagiários, porque a preocupação nossa era que os professores que atuam hoje nas creches não se sentissem prejudicados, diminuindo seus direitos trabalhistas, suas férias, implicando em mais custos e gastos para os municípios."
Discordância
A votação na Comissão de Educação não foi unânime. O deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) não concorda que uma lei federal imponha aos municípios a ampliação do atendimento nas creches.
"Nós já temos leis demais neste País. Nós já atrapalhamos demais a vida dos municípios. O Ministério da Educação já interfere demais”, diz o deputado. “Portanto, eu tomei esta atitude: com meu voto, nada mais será aprovado que aumente o encargo e a responsabilidade para os estados e para os municípios. Por esta razão, votei contra o projeto."
Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto será analisado agora na Comissão de Finanças e Tributação. Depois, passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ASSISTENCIA-SOCIAL/467778-EDUCACAO-APROVA-AMPLIACAO-DO-ATENDIMENTO-EM-CRECHES-PUBLICAS.html

13 de maio: Data comemora a assinatura da Lei Áurea

Carla Caruso*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução
Fac-símile do documento assinado pela princesa Isabel
No dia 13 de maio comemora-se a Abolição da Escravatura no Brasil. A palavra "abolir" significa acabar, eliminar, extinguir. A escravidão foi oficialmente extinta nesse dia por meio da Lei Áurea. "Áurea", por sua vez, quer dizer "de ouro" e - por aí - você pode imaginar o valor que se deu a essa lei, com toda a razão. Afinal, o trabalho escravo é uma prática desumana.

Assinado pela princesa Isabel, em 1888, o texto da Lei Áurea é curto e bastante objetivo, como você pode ver a seguir:

"A Princesa Imperial Regente, em Nome de Sua Majestade, o Imperador, o senhor dom Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário."

Quando essa lei passou a vigorar, a escravidão já existia no Brasil há cerca de três séculos. No mundo, o trabalho escravo era empregado desde a Antigüidade. Naquela época, na Europa e na Ásia, basicamente, os escravos eram prisioneiros de guerra ou ainda pessoas que contraíam dívidas muito grandes, sem ter como pagá-las.

As grandes navegações e a escravidão negra
Na Europa, durante a Idade Média, o trabalho escravo praticamente desapareceu. Contudo, na Idade Moderna (séculos 15 a 19), com as grandes navegações e o descobrimento do continente americano, a escravidão voltou a ser largamente utilizada. Era a maneira mais simples e barata que os europeus encontraram de conseguir mão de obra para a agricultura nas terras que colonizaram.

Ao chegarem ao Brasil, no séc. 16, os portugueses primeiramente tentaram escravizar os indígenas, forçando-os a trabalhar em suas lavouras. Os índios, porém, resistiram, seja lutando, seja fugindo para regiões remotas do interior, na selva, onde os brancos não conseguiam capturá-los.

Para Portugal, a solução encontrada foi trazer ao Brasil escravos negros de suas colônias na África. Subjugados à força e trazidos para um país estranho, a imensa maioria dos negros não tinha como resistir à escravidão, embora muitos tenham se refugiado em quilombos e enfrentado os brancos. Foi o caso de Palmares, em Alagoas, que durou cerca de 70 anos.

A Lei do Ventre Livre
Entretanto, no início do século 19, nos países industrializados da Europa, desenvolveu-se uma consciência do caráter cruel e desumano que existia por trás da escravidão. Em 1833, a Inglaterra, que era a maior potência da época, acabou coma escravidão em todas as suas colônias e passou a pressionar outros países a fazerem o mesmo. Sob pressão inglesa, em 1850, foi aprovada no Brasil a lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos africanos.

Outros fatos ocorreram no panorama mundial nas décadas seguinte: a libertação dos escravos nas colônias de Portugal e da França e também nos Estados Unidos. Eram acontecimentos que pressionavam a Monarquia brasileira a adotar a mesma atitude. No entanto, os proprietários de escravos resistiam a abrir mão do que consideravam seus "bens" ou "propriedades".

Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1865-1870), na qual muitos escravos lutaram, os problemas aumentaram, já que muitos ex-combatentes negros não aceitavam mais voltar para sua antiga condição de escravos.

Numa tentativa de resolver a questão, com um jeitinho bem brasileiro, o governo imperial sancionou a Lei do Ventre Livre, em 1871, que tornaria livres, a partir daquela data, todos os filhos de escravos. De acordo com ela, a escravidão acabaria no Brasil em no mínimo 50 anos... É óbvio que os escravos não poderiam esperar todo esse tempo.

A campanha abolicionista
Ao longo das décadas de 1870 e 1880, a população brasileira livre - particularmente a dos centros urbanos - começaram a se solidarizar com os escravos e a compreender a necessidade da abolição.Vários políticos e intelectuais passaram a defendê-la. Entre eles encontravam-se nomes de destaque na época, como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças e Luís Gama. Também surgiram muitos jornais e revistas que defendiam o abolicionismo.

Além disso, formaram-se os chamados clubes abolicionistas que arrecadavam fundos para compra de cartas de alforrias - certificados de libertação que podiam ser adquiridos pelos escravos. Em 1885, o Ceará decretou o fim da escravidão em seu território. Fugas em massa começaram a ocorrer no resto do país. Em 1887, o Exército solicitou ser dispensado da tarefa de caçar escravos fugidos.

Ainda existe escravidão

Em São Paulo, Antônio Bento de Souza e Castro fundou um grupo abolicionista radical, os Caifazes, que organizava rebeliões e fugas em massa. A campanha abolicionista tornou-se um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil e já se unificava com os movimentos republicanos. Então, a situação tornou-se insustentável e o governo, sob a regência da princesa Isabel decidiu agir.

A abolição, contudo, não representou o fim da exploração do negro no Brasil, nem a sua integração - em pé de igualdade - na sociedade brasileira, que ainda tem uma enorme dívida para com os descendentes dos escravos.

Mas o que é pior: apesar das leis e da consciência da maior parte da população mundial, ainda hoje, encontram-se pessoas em várias partes do Brasil e do mundo que trabalham sem receber pagamento, em situação semelhante à da escravidão. De qualquer forma, hoje isso é considerado um crime e quem o pratica, se for pego, recebe a punição que merece.
*Carla Caruso é escritora e pesquisadora, autora do livro "Zumbi, o último herói dos Palmares" (Editora Callis).

Alunos aprendem a fiscalizar recursos públicos

Foto: Jorge Pinho (SME)
Nove escolas municipais de Cuiabá estão participando da Semana da Transparência, realizada pela Prefeitura de Cuiabá. Pelo menos 500 alunos matriculados no 4º ano do ensino fundamental participam do evento.
Por meio de palestras e atividades recreativas os alunos estão aprendendo o que é controle social e como proceder para fiscalizar os recursos públicos, principalmente aqueles destinados às unidades de ensino.
Conforme destacou o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, trabalhar com transparência é uma determinação do prefeito Mauro Mendes e a Secretaria de Educação está fazendo a sua parte.
“Quando surgiu a ideia de realização da Semana da Transparência o prefeito teve total apoio da nossa pasta, pois acreditamos que o gestor público precisa trabalhar com transparência, em respeito ao cidadão”, disse o secretário, acrescentando que estão estudando que também seja publicada no portal da transparência a prestação de contas das unidades de ensino. “Isso é uma iniciativa inovadora no país”, completou.
No primeiro dia de evento participaram alunos da escola Elza Luiza Esteves, do bairro Canjica. Durante a solenidade de abertura, quatro deles receberam certificados de participação. A entrega dos diplomas foi um ato simbólico, já que todos os alunos que participarem da Semana da Transparência também serão diplomados.
A aluna Lavínia Rafaeli, 10 anos, é umas das crianças beneficiadas com o projeto. “Estamos aprendendo de que forma e onde o dinheiro público pode ser gasto e que nós cidadãos podemos fiscalizar e cobrar”.
A coordenadora da escola Elza Luiza, professora Francisca Maria Bezerra Mendes, explicou que a unidade escolar já trabalha, há quatro anos, com o projeto “Um por Todos, Todos por Um”, que destaca a ética e a cidadania e o projeto da Transparência vem contribuir com o trabalho pedagógico da escola.
“Com atividades lúdicas nossos alunos estão aprendendo que a sociedade precisa acompanhar e deve cobrar que esses recursos sejam investidos de forma legal e com seriedade”. 
Além da Elza Luiza Esteves também participarão da Semana da Transparência as escolas Agostinho Simplício, Maria Elazir, Marechal Rondon, Coronel Octayde Jorge, Maria Dimpina, Constança Bem Bem e Irmã Maria Betty.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/alunos-aprendem-a-fiscalizar-recursos-publicos/8883

Plenário pode votar Plano Nacional de Educação nesta semana


O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (14) as emendas do Senado ao Plano Nacional de Educação (PNE). O principal ponto da proposta (PL 8035/10) é a determinação de que o Brasil deverá investir, em dez anos, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação pública.
Os deputados já aprovaram, na comissão especial, o relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) para o projeto, que teve origem no Poder Executivo.
De acordo com o texto, os recursos previstos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, a educação especial, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e os programas Ciência sem Fronteiras, de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e Universidade para Todos (ProUni).

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/467648-PLENARIO-PODE-VOTAR-PLANO-NACIONAL-DE-EDUCACAO-NESTA-SEMANA.html

A ascensão da neurobobagem popular

Bióloga e educadora comenta como a apropriação indevida do conhecimento e a deturpação de dados de pesquisa vêm alavancando a comercialização de produtos que nada têm de científicos.
Por: Vera Rita da Costa
Talvez o leitor ache o título muito agressivo. Pode ser. No entanto, ele não desagradaria totalmente aos neurocientistas sérios, que têm visto seus dados de pesquisa, assim como os de outros colegas dessa área do conhecimento, serem apropriados, distorcidos e extrapolados por pessoas interessadas em vender manchetes em jornais e revistas, livros de autoajuda ou programas de treinamento e outros ‘neuroprodutos’ pseudocientíficos. 
Os dados de uma pesquisa da neurocientista Molly Crockett foram mal compreendidos e transformados em manchetes equivocadas, sendo replicados e deturpados para servir a outros interesses
Para compreender melhor o que menciono, sugiro conhecer a opinião da neurocientista Molly Crockett, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentada na  conferência que ela realizou para a fundaçãoTechnology, Entertainment, Design (TED) – mais conhecida como TED Conference – e disponível na internet. Nela, a pesquisadora conta como os dados de uma pesquisa da qual foi coautora foram mal compreendidos e transformados em manchetes equivocadas, sendo replicados e deturpados para servir a interesses totalmente alheios aos seus ou da pesquisa original. 
Para se ter uma ideia do que aconteceu, basta dizer que a divulgação da pesquisa de Molly Crockett, cujo objetivo principal era testar como as substâncias químicas do cérebro influenciam as escolhas que fazemos, rendeu manchetes do tipo: “Um sanduíche de queijo é tudo o que você precisa para tomar decisões difíceis”; “Comer queijo e carne pode aumentar o autocontrole” e “Comprovado! O chocolate não deixa você ficar ranzinza”.

Em nome do humor e bem-estar

“Onde está o problema?”, questiona-se Molly Crockett. “Está na frequência com que isso está acontecendo e no fato de os conhecimentos neurocientíficos (realmente interessantes) estarem sendo apropriados de maneira indevida e deturpados para alavancar a comercialização de produtos.” Como exemplo, Crockett cita seu próprio trabalho: quando as primeiras manchetes sobre a pesquisa de que participou apareceram na imprensa, ela foi procurada por empresários interessados em contar com seu “respaldo científico” para o lançamento de “bebidas para melhorar o humor” ou “comidas reconfortantes”, capazes de fazer com que nos sintamos melhor. 
Embora não tenha aceitado a proposta, os produtos não deixaram de ir para as prateleiras dos mercados. Há nos Estados Unidos atualmente toda uma linha de ‘neurodrinques’ ou ‘neurobebidas’ anunciadas como “capazes de diminuir o estresse, melhorar o humor, aumentar a concentração e promover uma postura positiva”. Sem endossos científicos ou testes controlados. Apenas a imagem de um cérebro na embalagem, como forma de certificar a pseudodescoberta e alavancar as vendas.
Continue lendo e veja o Vídeo com a neurocientista  Molly Crockett, clique: 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dilma entregou só 7% das 6 mil novas creches prometidas em campanha

Uma das principais propostas da campanha da presidente Dilma Rousseff para a educação – esperada e defendida por militantes da área e inúmeras famílias – não deve se concretizar. Das 6 mil novas creches prometidas por ela, apenas 7% (um total de 417) estão prontas. Até a última sexta-feira (os números mudam a cada dia), ainda havia 2.251 unidades em construção, sendo que 782 estão com 80% das obras concluídas.
Mais do que metas não cumpridas, os números mostram que atender à demanda da sociedade por creches e pré-escolas (essa fase, a partir dos 4 anos, terá oferta obrigatória a partir de 2016) é uma tarefa difícil de ser cumprida. Mesmo que todas as 8.348 unidades autorizadas para construção desde 2007 até agora fiquem prontas, elas ainda serão insuficientes.
“O Brasil vai precisar de muito mais para atender à demanda social”, reconhece Romeu Caputo, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ele lembra que, durante anos, não houve financiamento federal específico para essa fase educacional. “Mas esse é um momento histórico. O financiamento nunca foi tão grande”, ressalta. De 2007 a 2013, o governo federal investiu R$ 8,9 bilhões nas creches. Em 2014, serão R$ 3,5 bilhões.
Agência Brasil
Construção de creches é uma das principais promessas de Dilma
O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), que financia a construção de creches e pré-escolas em todo o país, foi criado em 2007. Durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os municípios e o Ministério da Educação firmaram convênios para a construção de 2.285 creches. No entanto, só 22 ficaram prontas até a saída de Lula da Presidência.
Desde que a presidente Dilma assumiu, em 2011, outras 1.649 unidades de educação infantil foram concluídas. Porém, desse total, 1.232 haviam sido autorizadas ainda na gestão de Lula. A partir de 2011, o Ministério da Educação aprovou a construção de mais 6.063 creches. Mas apenas 417 delas ficaram prontas até o momento.
O iG solicitou ao FNDE os dados das creches construídas em cada ano desde que o governo federal criou o Proinfância. Os números foram cruzados com o ano em que a parceria com os municípios foi firmada para avaliar o cumprimento da meta. É a primeira vez que os números são apresentados dessa forma.
O MEC não faz essa separação em suas divulgações, porque diz que os recursos usados para construir as creches após 2011 são da gestão de Dilma. “É um programa continuado, que foi mantido e ampliado”, justifica Caputo. Ele acredita que, até o fim deste ano, milhares de unidades ainda ficarão prontos. “A construção vai acontecer. O recurso está alocado”, diz.
Meta federal, execução municipal
Apesar dos recursos serem repassados pelo governo federal, a responsabilidade pelas obras do Proinfância é dos municípios. Prefeitos e dirigentes municipais de educação apoiam a proposta, mas enfrentam dificuldades para executá-la. Nos primeiros anos do programa, os terrenos para as unidades eram empecilhos. Todos precisavam apresentar escrituras com a titularidade da área antes de iniciar a construção. Agora, há um prazo maior.
iG Brasília
Desde que Dilma assumiu, em 2011, 1.649 creches foram concluídas, porém 1.232 haviam sido autorizadas na gestão Lula
Depois, tiveram dificuldades na contratação de empreiteiras para construir as creches. Além da burocracia das licitações, que atrasaram as construções, muitas empresas abandonaram as obras no meio do caminho, faliram. Atualmente, 590 obras estão paralisadas em todo o Brasil por algum tipo de dificuldade do município.
Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), conta que muitos municípios ainda carecem de mão-de-obra para construção das unidades. “É inacreditável ter dinheiro e não ter empresa para construir”, comenta. O FNDE, desde 2013, definiu metodologias inovadoras de construção dos prédios (com a definição de requisitos técnicos de estruturas pré-moldadas) e realizou uma licitação nacional por “ata de registro de preços”, que acelera e barateia o processo.
“É muito difícil cumprir essa meta. Não depende só do governo federal, nem só dos municípios. As mudanças feitas nos processos burocráticos e a aceleração do repasse dos recursos feitos pelo MEC ajudaram”, garante Cleuza, que é secretária municipal de educação de São Bernardo do Campo (SP). “Mas não vejo saída em curto prazo. Ainda vamos construir escola por um bom tempo no Brasil”, afirma.
Apesar de importantes, as obras são apenas o primeiro passo. Manter as creches depois é a grande preocupação dos dirigentes municipais. O FNDE já repassa recursos para os municípios que atendem crianças em creches. O valor por aluno (quase R$ 1,5 mil para quem estuda meio período) cresce 50% quando a criança é beneficiária do programa Bolsa Família. Para muitos municípios, os recursos são insuficientes.
O Ministério da Educação criou uma forma de repassar recursos extras para as novas creches. Elas podem solicitar o dinheiro antes do início das atividades da instituição, com as matrículas em mãos.
“Hoje, a redistribuição do Fundeb é abaixo do custo do aluno. O encargo grande é do município. Gostaríamos que o MEC fizesse muito mais em termos de apoio e recurso para manutenção”, comenta Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, secretário de comunicação da Undime e dirigente municipal de educação de Florianópolis (SC).

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-05-12/dilma-entregou-so-7-das-6-mil-novas-creches-prometidas-em-campanha.html

Estudantes indígenas poderão ter avaliação com critérios específicos

É o que determina o Projeto de Lei 5954/13, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Os processos de avaliação educacional dos estabelecimentos de ensino e dos estudantes indígenas poderão ter de respeitar as particularidades culturais das diferentes comunidades e povos. É o que prevê o Projeto de Lei 5954/13, do Senado, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9.394/96).
Segundo o autor, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os estabelecimentos de ensino e os estudantes indígenas não devem ser submetidos aos mesmos processos de avaliação das demais escolas e alunos. “Fatores como a relação entre as línguas maternas e a portuguesa e a importância da oralidade de cada cultura devem ser respeitados e levar à elaboração, pelas autoridades competentes, de avaliações específicas”, argumenta.
Hoje, a LDB assegura às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e de processos próprios de aprendizagem tanto na educação básica, quanto no ensino profissionalizante e no ensino superior. Pelo texto, serão assegurados a essas comunidades também processos próprios de avaliação.
Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Bloqueio cultural atrapalha desempenho dos brasileiros em matemática

Para especialistas, aprendizado desta disciplina esbarra na falta de contextualização 
Maria Carolina de Ré, do R7
    País ficou em 38º lugar numa lista que comparou dados de alunos de 44 paísesGetty Images
    Por que os estudantes brasileiros que estão inseridos em uma cultura que valoriza o famoso "jeitinho", ou seja, a capacidade de improvisar e resolver problemas com criatividade, têm tanta dificuldade em solucionar testes de raciocínio matemático?
    Segundo especialistas consultados pelo R7, um bloqueio cultural, que relaciona a matemática com conceitos complexos, somado à dificuldade dos professores e instituições de ensino de mostrarem que esta área do conhecimento está presente em quase tudo o que fazemos, travam o aprendizado.
    Maurício Mühlfarth, pós-graduado em educação matemática pela Unicamp e professor do Colégio Santa Catarina, diz que os brasileiros são criativos e inteligentes, mas ainda têm problemas para reconhecer a importância da lógica. 
    — Estamos acostumados a ouvir que esta disciplina requer grande dedicação e memorização de coisas chatas. A maioria dos alunos não se prepara adequadamente para interpretar dados ou descobrir como tratar informações apresentadas em um problema matemático porque faz, de antemão, uma associação negativa deste conhecimento. 
    Ele indica que alguns materiais didáticos também travam o interesse.  
    — Vejo uma mudança positiva no mercado editorial, mas ainda existem livros e apostilas que favorecem uma abordagem pouco produtiva da matemática. Em geral, estes materiais apresentam o conteúdo de uma forma muito técnica, sem contextualizar nem mostrar a influência da disciplina no cotidiano.
    Continue lendo: http://noticias.r7.com/educacao/bloqueio-cultural-atrapalha-desempenho-dos-brasileiros-em-matematica-06052014

    A tirania da especialização

    Professores que buscam cursos de atualização devem tomar cuidado com as arapucas e falsas promessas. O conhecimento oferecido muitas vezes é pouco confiável e está aquém do necessário, alerta educadora.
    Por: Vera Rita da Costa
    Já pensou em fazer um curso de especialização? Se for professor, provavelmente a resposta a essa pergunta será sim. Mas, mesmo não sendo, a resposta muito provavelmente também será sim. Isso porque, na área de educação, vivemos a necessidade constante de atualização. A questão, no entanto, não se impõe apenas nesse campo.
    Manter-se atualizado tornou-se praticamente uma tirania. Pesa sobre todos nós – profissionais da educação ou não – a necessidade de aprendizado e atualização constantes. E, quando o caso não é de atualização, recaem em nossos ombros responsabilidades ainda mais severas: é preciso capacitar-se (como se fôssemos incapazes) ou reciclar-se (como se fôssemos sucata). 
    Quando o caso não é de atualização, recaem em nossos ombros responsabilidades ainda mais severas: é preciso capacitar-se (como se fôssemos incapazes) ou reciclar-se (como se fôssemos sucata)
    Termos inapropriados à parte, o fato é que a tal ‘vida moderna’ está impondo a todos a necessidade de correr atrás de novos conhecimentos. E longe de isso ser negativo, o processo de aprender constantemente ao longo de toda a vida poderia (e deveria) ser encarado como muito positivo, não fossem as ‘arapucas’ ou ‘falsas promessas’ que se encontram no caminho. 
    Há atualmente vários cursos destinados a professores, principalmente aqueles oferecidos de forma virtual e na internet. Mas os resultados, em muitos casos, são desanimadores. Visando em muitos casos apenas ao lucro e sem qualquer controle externo, os conhecimentos que oferecem são poucos e nem sempre novos ou confiáveis. O que sobra, em geral, é frustração.
    Em vista dessa e de outras dificuldades – como os altos preços cobrados –, muita gente tem mudado e recorrido a uma ‘velha’ e a uma ‘nova’ estratégia para obter a formação desejada. A ‘velha’ é tornar-se autodidata, impondo a si mesmo a autonomia em relação à aprendizagem que tanto buscamos desenvolver em nossos alunos. A ‘nova’ é valer-se das plataformas digitais de aprendizado gratuitas, iniciativa recente em nosso país, mas cuja tendência – tudo leva a crer – é crescer e crescer. 
    Vale a pena, portanto, conferir o que há de novo na área.

    Continue lendo: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/03/a-tirania-da-especializacao

    sexta-feira, 9 de maio de 2014

    4 formas de fazer o professor querer usar tecnologia

    As tecnologias estão cada vez mais presentes nas salas de aula do mundo todo, os alunos, em grande parte, são receptivos a elas, mas… e os professores? Os docentes são responsáveis por fazer a conexão dos recursos tecnológicos com os conteúdos dos currículos pedagógicos, por isso é importante que se sintam seguros e sejam preparados para usá-los.
    Qual é o papel da direção e da coordenação de uma instituição de ensino nesse contexto? O que os gestores podem fazer para incentivar e otimizar o uso de das tecnologias dentro da escola? O Porvir conversou com especialistas de diferentes áreas para descobrir. 
    Veja algumas dicas de como estimular o uso efetivo das tecnologias por parte dos educadores.
    1. Oferecer recursos pertinentesSão inúmeras as opções de recursos tecnológicos no mercado, tanto gratuitos quanto pagos [apenas o Escola Digital reúne milhares recursos...]. Pode ser difícil escolher qual plataforma adotar, qual game usar para abordar um conteúdo, ainda mais com o aparecimento de coisas novas frequentemente no mercado resolvendo problemas que às vezes o professor nem tem. Por isso, a utilidade do recurso precisa ser clara.
    “Oferecer recursos que contribuam para o trabalho do professor em atividades que ele já realiza dentro de sala faz com que ele se sinta mais confortável em um primeiro momento”, afirma Thiago Feijão, empreendedor que criou a plataforma adaptativa QMágico. “O papel do gestor na implementação de novas tecnologias não se restringe a mostrar a direção da inovação, mas trazer as melhores ferramentas que possam se adequar à visão [pedagógica] proposta”, completa.
    Para Fernanda Giannini, que trabalha com formação de professores na rede pública de São Paulo na área de tecnologia, é importante que as ferramentas escolhidas potencializem a aula do professor, que traga algo a mais, algo que ele não conseguiria realizar sem esse recurso. “A demanda de fazer uso de uma tecnologia tem que ser o mais pertinente possível. Cabe à direção apresentar ferramentas e mostrar quais são suas possibilidades de uso”, explica.
    2. Incentivar que o uso da tecnologia seja um hábitoEstimular que o professor incorpore as tecnologias no dia a dia, em diferentes momentos e situações, deixando sua utilização mais natural, facilita a integração desses recursos com a dinâmica escolar. Quando esse uso acontece dentro e fora da sala de aula, na própria rotina do docente, ele se sentirá mais confortável em fazer uso da tecnologia.
    “Adotar tecnologia é como escovar os dentes: no começo custa mudarmos nossos hábitos, mas, com o tempo, o benefício é evidente. Mudar hábitos requer acordo pedagógico, frequência de uso e acompanhamento”, ressalta Feijão sobre a importância da equipe pedagógica estar unida para implementar essas mudanças.A coordenadora pedagógica Adriana Gandin conta que, quando precisa compartilhar alguma informação com os professores do colégio onde trabalha, procura usar ferramentas que gostaria que eles usassem com seus alunos. “Para coletar dados ou enviar um arquivo maior, faço através de formulários do Google Drive ou doDropbox. Assim, eles já percebem a funcionalidade desses recursos e isso os estimula a levar a ferramenta para a sala de aula.”
    “A demanda de fazer uso de uma tecnologia tem que ser o mais pertinente possível. Cabe à direção apresentar ferramentas e mostrar suas possibilidades de uso”
    3. Ter um coordenador tecnológico na escolaTer na instituição um profissional da direção que faça a ponte entre o corpo docente e os recursos tecnológicos pode facilitar o diálogo e a aproximação das ferramentas disponíveis com a abordagem pedagógica de cada professor.
    “Esse profissional não é um professor que leciona nem um técnico da informação. Ele é a ligação entre a tecnologia da informação e o ensino. Ele gera a união de forma confortável e efetiva para o professor e para o aluno. É uma pessoa para pensar isso”, explica Giannini.
    4. Investir na formação constanteAntes de ensinar, os professores precisam aprender como usar e se familiarizar com as novas tecnologias. Existem muitas formas de capacitá-los a isso, como cursos, palestras, workshops e seminários. Mas, para Giannini, essa complementação tem que fazer parte da carga horária de trabalho do profissional. “Os professores têm diversas obrigações não remuneradas fora da sala de aula, entre elas reunião de pais e institucionais, por exemplo. Quando a escola propõe a formação como mais uma atividade não remunerada, mesmo que seja para o benefício deles, eles não olham com bons olhos. Mas se a direção tem que estimulá-los a querer se aperfeiçoar, esse estímulo também vem pela remuneração.”
    O educador Cesar Nunes ressalta que cabe ao diretor criar um ambiente onde a cultura do pensamento é valorizada e sugere como opção que a direção faça com os docentes uma avaliação formativa, que é um recurso pedagógico usado comumente pelos professores como ferramenta de diagnóstico do processo de ensino aprendizado dos alunos. O objetivo desse tipo de avaliação é que ela seja um instrumento de formação, do qual os alunos fazem parte ativamente. No caso de ser usada entre professores, a avaliação formativa tem o objetivo de ajudá-lo a encontrar a abordagem pedagógica que mais se adeque aos seus alunos.
    “O professor precisa passar pelo processo que quer fazer seus alunos passarem. E o diretor precisa recriar esse ambiente usando tecnologia para dar mais confiança e segurança para os docentes. Um ambiente onde eles possam receber aprovação e feedback dessa experimentação.”
    Essas formações são fundamentais como processo de reciclagem, para manter o corpo docente atualizado sobre os avanços tecnológicos e novos recursos disponíveis e também para trocar experiências sobre as ferramentas que já estão disponíveis para eles. “A formação continuada dentro da escola é importante, assim os professores podem compartilhar práticas com colegas, promover uma rede colaborativa. A troca entre eles é um processo bastante rico”, afirma Mila Molina, gerente de projetos da Fundação Lemann.


    http://porvir.org/porfazer/4-formas-de-fazer-professor-querer-usar-tecnologia/20140508

    9 de maio: Criação da Capitania de Mato Groso

    Em 9 de Maio de 1748 o rei de Portugal D. João V, conhecido em sua terra como o rei sol português, criou a Capitania de Mato Grosso. Um ato simbólico de grande importância para nossa região. Dois anos depois ele garantiria pelo Tratado de Madri o território de forma legal, retirando da Espanha um território que era dela desde 1494 com a assinatura de outro tratado anterior.
    Essa vitória sobre a Espanha teve um longo percurso que começou com uma crise; a crise do açúcar no final do século XVII. Tudo começou coma expulsão dos holandeses do Brasil em 1654. Os batavos levarem mudas de cana de açúcar brasileiro  para as Antilhas. 
    O plantio na América central quebrou economicamente o Brasil e fez a coroa portuguesa se voltar para o interior da Colônia em busca de novas riquezas, além do açúcar do litoral nordestino. 
    A meta de interiorização foi inicialmente realizada pela coroa e esse processo foi chamado de “Entradas”. Essas expedições que adentravam a mata a procura de outras riquezas, foram substituídas por empreendimentos particulares chamadas de “Bandeiras” e seu membros denominados de “Bandeirantes”.
    Os mais conhecidos bandeirantes saíram de São Paulo, e caçavam índios e prospectavam metais preciosos. Atacavam aldeias e Missões jesuíticas, escravizando aqueles que sobreviviam a seus ataques. De Sorocaba, Itu, São Vicente e Porto Feliz vieram muitos desses para a região de Mato Grosso.
    Muitos desses bandeirantes acreditavam que encontrariam a Serra dos Martírios, uma lenda criada pela bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, o pai. A lenda dizia que no interior do Brasil existia uma Serra, que por obra da natureza havia uma coroa e a lança e cravos da paixão de Jesus Cristo esculpidos em ouro e cristais.
    A lenda da Serrados Martírios também incentivou o desbravamento a Mato Grosso e o Morro de São Jerônimo chegou a ser referenciado com a serra da Lenda. Mas seja pela lenda, mas principalmente pela ótica econômica,outros bandeirantes chegaram aqui em nossa terra.
    O Filho de Bartolomeu Bueno, que tinha o mesmo nome que o pai, juntamente com Manoel Campos Bicudo e posteriormente seu filho Antônio Pires de Campos, são os primeiros portugueses  a pisarem em solo mato-grossense.
    Por volta de 1680 a 1718 eles adentraram em nosso solo e levaram muitos índios para as lavouras de  São Paulo. De São Paulo partiam geralmente da cidade de Porto Feliz, na época chamada de Araritaguaba (terra das Araras). De modo fluvial chegavam aqui depois de cinco a seis meses de viagem.
    Em 1719 após encontrar Pires de Campos,  Pascoal Moreira Cabral, soube da existência de índios Coxiponé na região. Sua chegada trouxe a descoberta de ouro oficialmente em 8 de abril de 1719. 
    A descoberta levada como notícia, trouxe diversas lendas sobre os achados. Diziam que em Ikuiapa (como era chamada Cuiabá pelos índios) havia tanto ouro que qualquer fogão de chão era feito de pedras de ouro. Os bacamartes (armas de fogo de cano longo) tinham balas de ouro.
    A lenda trouxe uma enxurrada de gente de todo tipo, muitos sem eira nem beira. Algumas ordens religiosas foram proibidas de entrar nas minas, pois os padres só queriam enriquecer e depois sumiam no mato deixando as batinas.
    A leva de gente cresceu e em 1727, Cuiabá já tinha mais de quatro mil pessoas. O Arraialvirou vila com o nome de Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Mas o ouro era de aluvião, fácil de achar, mas rápido para acabar. 
    A fome de ouro fez muitos  dos habitantes de Cuiabá migrar para o norte e noroeste em busca de mais metais. Nesse desbravamento mais para o centro da América do Sul, fez surgir novos Arraiais, entre eles São Pedro Del Rei      (Poconé), Vila Maria do Paraguai (Cáceres), Diamantino e Alto Paraguai e mais a noroeste Vila Bela da Santíssima Trindade, dentre muitos outros.
    Estava configurado um povoamento português em terra legalmente ainda da Espanha. Como fazer para reverter tal situação. Foi então assinado um tratado que tinha um princípio baseado na ocupação da terra. Onde existisse gente daquela nacionalidade a terra pertenceria àquela nação. 
    O principio foi chamado de Utti Possidetis, sendo um princípio de direito internacional segundo o qual os que de fato ocupam um território possuem direito sobre este. A expressão advém da frase uti possidetis, ita possideatis, que significa "como possuís, assim possuais". Essa argumentação foi defendida por um nobre da Corte portuguesa, mas de nascimento no Brasil chamado Alexandre de Gusmão.   
    Argumento aceito, as duas coroas assinaram o Tratado de Madri em 13 de janeiro de 1750 e Mato Grosso que já existia desde 9 de maio de 1748, passou legalmente a ser terra de Portugal.
    Hoje Mato Grosso completa duzentos e sessenta anos de existência, sendo um grande estado com múltiplos aspectos geográficos, banhados por três bacias geográficas(Bacia Amazônica, Bacia do Paraguai e Bacia do Tocantins), com uma exuberante vegetação compreendo os biomas pantaneiro, amazônico e o cerrado. Abriga diferentes etnias, ganhando cada vez mais expressão dentro e fora do Brasil. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, Mato Grosso possui 3.035.122 habitantes, o que representa 1,59% da população brasileira. Temos muita terra que pode abrigar ainda uma imensidão de gente.
    Parabéns a todos que de uma forma ou de outra contribuíram e contribui com o progresso de nosso Estado.
    Pedro Félix é escritor, autor dos Livros de História de Maro Grosso 1ª, 2ª e 3ª edições, e Cuiabá, centro da América do Sul.  

    http://www.folhamax.com.br/opiniao/criacao-da-capitania-de-mato-groso/8407

    Debatedores defendem Marco Legal para proteger crianças de até 6 anos

    O relator de marco legal para a primeira infância (PL 6998/13), deputado João Ananias (PCdoB-CE), pretende apresentar parecer à proposta até o final de junho.


    Dep. Osmar Terra 
    Debatedores foram unânimes em defender a necessidade de um marco legal para proteger as crianças de até seis anos no 2º Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância, promovido pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (7).
    A proposta de marco legal (Projeto de Lei 6998/13) foi apresentada pela Frente Parlamentar da Primeira Infância. O texto inclui no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/90) direitos específicos da criança de até seis anos e orientações para as políticas públicas para essa faixa etária.
    Pelo texto, a primeira infância terá prioridade no atendimento público, e as famílias que se encontram em situações precárias de cuidado, proteção e educação de seus filhos de até seis anos também terão atenção prioritária do Estado. Entre outros pontos, o projeto também proíbe a publicidade voltada ao público infantil na televisão entre 8 horas e 18 horas.
    Representantes governamentais salientaram que o governo já tem voltado sua atenção para esse público, por meio do Programa Brasil Carinhoso, lançado em 2012. Segundo o presidente da Frente Parlamentar da Primeira Infância, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), a ideia, com o marco legal, é que a atenção à primeira infância seja uma política de Estado, e não deste ou daquele governo.
    Fase primordial
    O parlamentar ressaltou que, desde a aprovação do ECA, há 25 anos, houve diversas descobertas científicas sobre a importância da primeira infância. Terra ressaltou que nos três primeiros anos de vida é que se desenvolvem as bases de todas as competências mais importantes que o ser humano vai usar para o resto da vida - as capacidades físicas, intelectuais e socioemocionais. “Se a criança for negligenciada ou abusada nessa fase, ela vai ser um adulto com problemas psíquicos”, explicou.
    De acordo com o professor de Pediatria da Universidade de Havard Jack Shonkoff, o tratamento recebido na primeira infância afeta a saúde e a aprendizagem. “O estresse tóxico na infância prejudica o desenvolvimento saudável, por exemplo, das áreas do cérebro dedicadas à inteligência e ao raciocínio”, citou.

    Continue lendo: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/467443-MARCO-LEGAL-PARA-PROTEGER-CRIANCAS-DE-ATE-6-ANOS-E-DEFENDIDO-POR-DEBATEDORES.html

    Câmara lança guia "Como falar sobre deficiência"

    Rosinha da Adefal (C): é preciso tratar as pessoas com deficiência com igualdade,

    nem vitimizando nem supervalorizando seus feitos.
    O Guia "Como falar sobre deficiência" foi lançado nesta quarta-feira (7) na Câmara dos Deputados. O manual para profissionais de comunicação traz, em um texto leve, exemplos do que é preciso evitar no tratamento da pessoa com deficiência. Segundo o guia, é preciso evitar o termo "deficiente" porque passa a ideia de que a deficiência está presente nessa pessoa inteira, o melhor é usar pessoa com deficiência.
    Tratamento e preconceito
    O texto, proposto pela Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa das Pessoas com Deficiência, traz ainda frases veiculadas na imprensa que demonstram preconceito e por isso precisam ser evitadas.
    A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) coordenou o trabalho de produção do guia. Na opinião da parlamentar, que é cadeirante, é preciso tratar as pessoas com deficiência com igualdade, nem vitimizando nem supervalorizando seus feitos. "Nós deficientes temos que ser vistos pela sociedade de uma forma geral, antes da cadeira, antes da muleta, antes dos óculos, do aparelho auditivo, da bengala, como uma pessoa, como um cidadão que tem direitos e deveres como qualquer outro."
    O presidente nacional do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, participou da cerimônia de lançamento da cartilha e explicou que a forma de chamar uma pessoa com deficiência é um meio de combater ou reforçar o preconceito.
    Cotta destacou que o guia vai balizar toda a imprensa que “carrega toda essa responsabilidade de passar para essa sociedade como se dirigir a essas pessoas, sem que seja de uma forma difamatória, de uma forma com que essas pessoas se sintam mal".
    Pessoas com deficiência 
    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.

    Reportagem - Karla Alessandra
    Edição – Regina Céli Assumpção



    http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/467463-CAMARA-LANCA-GUIA-PARA-A-IMPRENSA-FALAR-SOBRE-DEFICIENTES.html

    Declaração para um novo ano

    20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...