quarta-feira, 7 de maio de 2014

Profissionais da educação participam de reunião do PNAIC



Secom Cuiabá
A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá realizou nesta terça-feira (06) a primeira reunião de 2014 com os orientadores de estudo do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Na reunião os profissionais da educação discutiram sobre o andamento do programa ao longo do ano e sobre a formação continuada dos alfabetizadores.
Foto: JorgePinho
O Pnaic é realizado em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretarias Municipais de Educação. O programa prevê a alfabetização de todas as crianças até os 8 anos de idade.
A coordenadora de Avaliação Institucional da Secretaria de Educação de Cuiabá, Eliane Quinhone, explica que o compromisso firmado no Pacto entre essas instituições tem proporcionado o investimento na formação de professores alfabetizadores e no aprimoramento da infraestrutura escolar.
Segundo a diretora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Vanilda Carvalho, em Cuiabá pelo menos 600 professores alfabetizadores, que trabalham com os alunos do 1º ao 3º ano na rede municipal, estão recebendo formação continuada por meio do programa. A formação desses profissionais iniciou o ano passado e tem duração de dois anos.
O Pnaic envolve 74 escolas municipais de Cuiabá, beneficiando cerca de cinco mil alunos.
Em 2013 o curso foi voltado para a Língua Portuguesa, com foco no letramento. Este ano o curso vai focar o conceito básico da Matemática. Segundo Eliane Quinhone, na próxima semana começam as oficinas com os 600 professores alfabetizadores da rede na etapa de 2014.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/profissionais-da-educacao-participam-de-reuniao-do-pnaic/8848

Filho de agricultor ganha 3º ouro em Olimpíada de Matemática

Maria Luisa de Melo
Do UOL, no Rio de Janeir


Felipe Costa, 14, é medalha de ouro pela
terceira vez na Obmep
Nascido em Sítio do Mato, cidade de apenas 12 mil habitantes do interior da Bahia, Felipe Vieira Costa, 14 anos, comemora a terceira medalha de ouro conquistada na Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Filho de um agricultor e de uma dona de casa, Vieira começou a se preparar para o concurso depois de assistir a um anúncio na TV.
Ele é um dos 500 medalhistas de ouro da 9ª edição da Olimpíada, cuja premiação acontece na tarde desta quarta (7) no Rio de Janeiro com a presença da presidente, Dilma Rouseff.
"Sempre gostei muito de Matemática. Na primeira vez que eu tentei,  eu só consegui a medalha de bronze e meus pais ficaram tristes. Depois eu prometi para eles que eu ia conseguir pelo menos uma medalha de prata e para a minha surpresa eu consegui um ouro. Hoje em dia, eu já tenho três medalhas de ouro e uma de bronze", diz o estudante do 1º ano do ensino médio, que estuda matemática uma hora por dia.
Continue lendo: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/07/filho-de-agricultor-ganha-3-ouro-em-olimpiada-de-matematica.htm

Alunos infratores cumprem medidas socioeducativas na própria escola

Por CLÊNIA GORETH 

Em Nova Mutum, município distante 255 Km de Cuiabá, atos infracionais praticados por alunos estão sendo resolvidos nos próprios estabelecimentos de ensino. Os infratores, sob o acompanhamento do Ministério Público, cumprem as medidas socioeducativas dentro da escola. A medida faz parte do projeto “MP nas Escolas”, que começou a ser desenvolvido no ano passado. 

O promotor de Justiça Leandro Volochko explica que o objetivo do projeto é reduzir a violência e a indisciplina nas escolas públicas e privadas. Além do município de Nova Mutum, a iniciativa também está sendo implementada na cidade de Santa Rita do Trivelato. Até o momento, aproximadamente 3 mil alunos já assistiram as palestras realizadas por meio do projeto. 

Este ano, conforme o promotor de Justiça, quatro escolas, sendo três em Nova Mutum e uma em Santa Rita do Trivelato, já receberam visitas. O projeto é anual e, a cada dois meses, o promotor visita todas as unidades escolares. “Além de aplicar a medida socioeducativa na escola, o projeto também visa acompanhar mais de perto a realidade das escolas para que as providências em prol do ensino, sejam tomadas de forma efetiva”, destacou Volochko.


https://www.mpmt.mp.br/conteudo.php?sid=58&cid=64195

Câmara promove 2º Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância

A Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (7), o 2º Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância. O evento visa consolidar a proposta de aperfeiçoamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA 8.069/90) com a inclusão do tema da primeira infância no texto da lei.
O deputado Osmar Terra (PMDB-RS) explicou que a ideia é aperfeiçoar o ECA, uma vez que nos últimos 15 anos desde a aprovação da lei muito se descobriu sobre a importância da primeira infância.
“Hoje já existe um consenso científico de que é justamente nos três primeiros anos de vida que se desenvolvem todas as competências mais importantes do ser humano que ele vai usar para o resto da vida, as usabilidades físicas e intelectuais, a capacidade socioemocional de se relacionar afetivamente, até o padrão de estresse que a pessoa vai ter durante a vida é organizado até os dois anos de idade”, observa.
O seminário será realizado no auditório Nereu Ramos das 8 às 18 horas e contará com a participação de parlamentares e de especialistas de diversos países. O evento faz parte das ações da Frente Parlamentar da Primeira Infância e da Comissão Especial da Primeira Infância da Câmara dos Deputados, que analisa as mudanças no ECA.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/467134-CAMARA-PROMOVE-2-SEMINARIO-INTERNACIONAL-MARCO-LEGAL-DA-PRIMEIRA-INFANCIA.html

Aprendizagem de ciências começa em casa

É na infância e no âmbito familiar que se constroem as bases para o aprendizado de ciências, lembra educadora. Estímulos são fundamentais para melhor desenvolver as habilidades cognitivas inatas.
Por: Vera Rita da Costa
É muito arraigada entre nós a ideia de que ciências, sejam as da natureza, as exatas ou as humanas, são disciplinas escolares e, por isso, devem ser ensinadas na escola. Conta-se, portanto, única e exclusivamente com o currículo escolar e, sobretudo, com a atuação dos professores nessa tarefa. Pouco ou nada se discute, porém, sobre o fato de que é também na infância e ainda no âmbito da família que se constroem as bases para a aprendizagem de ciências.
De que bases estamos falando? Daquelas que dizem respeito à forma de pensar e de proceder das ciências.
A aprendizagem em ciências não está restrita
àquilo que supostamente se aprende na escola
Isso mesmo! A aprendizagem em ciências não está restrita àquilo que supostamente se aprende na escola. Ao contrário, depende em grande medida do estímulo ao uso de habilidades cognitivas com as quais já nascemos. Também depende do incentivo que recebemos ainda no meio familiar e na comunidade em que vivemos e das atitudes que se esperam de nós diante do mundo.
Que tipo de educação científica estamos recebendo em nossa infância? Temos sido incentivados a observar atentamente, a formular e expor livremente nossas hipóteses, a testá-las e a buscar ativamente respostas para nossas inquietações? Temos sido incentivados a duvidar do estabelecido, a procurar evidências, a confrontar (de forma positiva) nossas posições e opiniões, a perseverar na busca, a trabalhar ativa e solidariamente em grupo e a compartilhar conhecimentos?

Visão de mundo

Essas habilidades e atitudes são fundamentais e integram um conjunto característico do modo de pensar e agir científicos. São elas que acabam por definir uma maneira própria de se ver e interpretar o mundo, a qual se define também como ciência. E o papel embrionário da família e dos pais nessa definição é fundamental, sobretudo, quanto ao incentivo que deles se recebe.
O fiel da balança da educação em ciências encontra-se entre manter-se na visão tradicional de que ensinar ciências é meramente admirar e informar sobre o que os outros já produziram  ou pender para uma visão mais arrojada de que ensinar ciências é também ensinar a pensar e agir de maneira científica
A tarefa da escola e dos professores, por sua vez, é importantíssima, mas nesse caso em particular não é tão exclusiva quanto se possa crer. A escola se vale de habilidades latentes ou já desenvolvidas na primeira infância para alavancar (ou não) o processo de aprendizagem em ciências. Nos casos bem-sucedidos, consegue estimular e elevar a um patamar mais eficiente o pensamento científico, baseado em evidências e em raciocínio lógico, iniciado na infância. Nos casos negativos, aborta esse processo, substituindo-o pela mera transmissão/recepção de informações científicas, como já tivemos oportunidade de comentar em outras oportunidades aqui.
O fiel da balança quando se trata de educação em ciências encontra-se, portanto, entre dois extremos: manter-se na visão tradicional de que ensinar ciências é meramente admirar e informar sobre o que os outros já produziram (sobre o conhecimento já instituído pela ciência) ou pender para uma visão mais arrojada de que ensinar ciências é também ensinar a pensar e agir de maneira científica (de forma a criticar o que já foi instituído e produzir novos conhecimentos).



Continue lendo, clique: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/de-pais-para-filhos-1

Escolas e alunos concorrem a prêmios em concurso realizado pela Prefeitura

 
Secom Cuiabá
Alunos e escolas da rede municipal de ensino poderão concorrer a prêmios participando do 1º concurso de desenho e redação desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá. O tema “Acesso à informação: Um direito de todos”, será apresentado à população durante a Semana da Transparência, que acontece neste mês de maio.

Serão três categorias para a competição: desenho (1º ao 5º anos), redação (6º ao 9º ano) e escola cidadã, cuja premiação será atribuída para a instituição que desenvolver o melhor plano de mobilização e sensibilização ao tema. Ao todo serão 28 prêmios e os vencedores serão conhecidos no final deste ano.

Entre as ações que poderão ser exploradas na disputa está a Lei da Ficha Limpa para Cargos Comissionados, Decreto de Nepotismo, Cadastro Municipal de Impedidos (CIM), entre outros instrumentos de transparência que poderão ser conferidos em no site da Prefeitura de Cuiabá.

A Semana da Transparência será realizada pela Prefeitura de Cuiabá entre os dias 12 e 16 de maio, em comemoração aos dois anos de vigência da Lei de Acesso à Informação. O evento contará com a colaboração do Tribunal de Contas do Estado, Controladoria-Geral da União (CGU), entre outros órgãos.

O controlador-geral do município, Marcelo Bussiki, explica que a principal meta da Semana da Transparência é ensinar aos jovens a importância de que todos os cidadãos fiscalizem as ações do Poder Público, através das ferramentas que são fornecidas pela administração.

“Fazemos questão de garantir que todos os munícipes possam ter acesso à Prefeitura, mas muitas pessoas ainda não têm ciência da importância de sua participação nas decisões públicas. Por isso, queremos despertar nos cidadãos o interesse em participar ativamente da administração, não só reclamando, mas fiscalizando e opinando”, disse.

O prefeito Mauro Mendes ressalta a importância de se levar o conceito de transparência para os jovens. “Nossa gestão não tem medido esforços para desenvolver ferramentas que dêem ao munícipe a oportunidade de acompanhar de perto nossas ações. Todos estão tendo o direito de participar do Governo”, vaticinou.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/controladoria/escolas-e-alunos-concorrem-a-premios-em-concurso-realizado-pela-prefeitura/8838

Formação do PNAIC tem avaliação positiva

Implantado em 2013 em Mato Grosso, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) já está surtindo resultados, segundo os orientadores que participam do II encontro promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), até dia 09 de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Ao todo 102 orientadores da rede estadual, além de representantes da rede municipal participam da atividade.

Conforme a coordenadora estadual do Pacto, professora doutora Cancionila Janzkovski Cardoso, esta capacitação de orientadores, resultará na formação de pelo menos seis mil formadores. Este ano com foco na matemática.

Nesta primeira fase serão trabalhas as temáticas; Organização do trabalho pedagógico, Educação Inclusiva, Educação Matemática do Campo. A missão, segundo a coordenadora, é tentar desmistificar a visão que hoje a matemática tem e trabalhar de forma lúdica, valorizando o raciocínio da criança.

A orientadora Benedita Neire Almeida, da cidade de Jaciara, afirma que espera para a segunda capacitação do Pacto, possibilidades semelhantes as conquistadas na de Linguagens, principalmente no ponto de partida, em que foi levando em consideração o cotidiano dentro do aspecto de aprendizagem. “Com a primeira já vi vários pontos de avanços, principalmente na dimensão da prática pedagógica, no que tange a ajustes de ação em sala de aula, fortalecimento da questão metodológica, além dos avanços em termo de desafios da aprendizagem”. 
De acordo com a técnica do Ensino Fundamental na Seduc, Maria Aparecida Tolo, após está formação os orientadores voltam para os respectivos municípios e trabalham com os professores do 1° ciclo. Mas destaca que a formação ocorre durante todo o ano, com calendários definidos. A próxima capacitação, que será o I Seminário, acontecerá de 15 a 18 de julho.

A orientadora de Primavera do Leste, Márcia Prevedello, afirma que a partir da última experiência com o Pacto, muita coisa já foi implantada em sala de aula. “A questão da leitura, atividades simples, a troca de experiência na formação resultou em muitos benefícios principalmente na educação do campo”. Segundo ela, muitas vezes os professores têm o material, mas não sabem como trabalhar. “Espero que essa formação também possa surtir bons resultados”, Conclui Márcia. 

ALINE MARQUESAssessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14313&parent=20

Prefeitura realiza Semana da Transparência para estudantes da rede pública


 
Secom - Cuiabá
Em comemoração aos dois anos de vigência da Lei de Acesso à Informação, a Prefeitura de Cuiabá realiza no mês de maio a Semana da Transparência, entre os dias 12 e 16. Elaborado pela Controladoria-Geral do Município, o evento pretende ensinar aos estudantes da rede municipal a valorização do controle social das ações da administração pública através de atividades e palestras.

A abertura oficial será feita na manhã do dia 12 deste mês, no auditório da Prefeitura de Cuiabá em solenidade com a participação de membros do staff do prefeito Mauro Mendes. Concomitantemente, na Praça Alencastro, será executado um circuito de brincadeiras com os alunos.

O controlador-geral de Cuiabá, Marcelo Bussiki, explica que a principal finalidade da Semana da Transparência é fazer com que o cidadão entenda desde pequeno a importância de fiscalizar e participar das decisões do Poder Público, utilizando as ferramentas de transparência fornecidas.

“Cada cidadão precisa entender seu papel dentro da administração para que possa assim, ajudar a construir uma Cuiabá melhor”, disse. Além disso, ponderou, à medida que os estudantes começam a entender melhor seu papel dentro da sociedade, acabam impulsionando também seus pais e professores a fazerem o mesmo.

O prefeito Mauro Mendes ressaltou a importância de se levar o conceito de transparência para os jovens. “Nossa gestão não tem medido esforços para desenvolver ferramentas que dêem ao munícipe a oportunidade de acompanhar de perto nossas ações. Todos estão tendo o direito de participar do Governo”, vaticinou.

Somente no primeiro ano da administração de Mauro Mendes, foram desenvolvidos vários instrumentos de apoio na fiscalização para a população cuiabana. Entre elas, a Lei da Ficha Limpa para Cargos Comissionados, Decreto de Nepotismo, Cadastro de Impedidos (CIM), entre outras. 
http://www.cuiaba.mt.gov.br/controladoria/prefeitura-realiza-semana-da-transparencia-para-estudantes-da-rede-publica/8822

terça-feira, 6 de maio de 2014

Em vez de uma escola brasileira à altura de Machado, um “Machado” à baixura da escola brasileira

Atenção, pai! Atenção, mãe. Este assunto parece não ter a importância da possível roubalheira na Petrobras. Parece não ter a importância dos grandes temas da política. E, no entanto, é infinitamente mais importante. Porque diz respeito ao futuro dos seus filhos. Atenção, estudantes! Isso  aqui diz respeito ao país que seus filhos herdarão.
Uma professora chamada Patrícia Secco, informa Chico Felitti, na Folha, decidiu reescrever clássicos da literatura brasileira. Segundo ela, os estudantes se desinteressam de alguns livros porque certas palavras são difíceis. E ela, então, se propõe a reescrevê-los. A primeira vítima será “O Alienista”, de Machado de Assis, a história do médico de loucos que terminou, ele próprio, no hospício.
Infelizmente, a obra de Machado é de domínio público. Não se pode impedir ninguém de fazer essa besteira. O problema é que Patrícia vai assassinar Machado, na prática, com dinheiro público, já que conseguiu apoio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.
Assim, esta senhora vai reescrever o maior escritor brasileiro com o apoio do estado brasileiro. Haverá uma tiragem de 600 mil livros, a serem distribuídos nas escolas pelo Instituto Brasil Leitor.
Ora, literatura não é só o que se diz. Também é como se diz. Uma das funções da escola é ampliar o vocabulário dos alunos. Além de todas as particularidades de estilo, um escritor do fim do século 19 não escrevia e não pensava como um do século 21. Estamos diante de uma violência cultural.
Eis o erro fundamental. Em vez de o governo petista construir uma escola à altura de Machado de Assis, decidiu destruir Machado de Assis para deixá-lo à baixura — sim, a palavra existe! — da escola brasileira.
É o fim da picada! A educação em nosso país é que está no hospício. A educação é que virou coisa de loucos.
Por Reinaldo Azevedo


Para acessar ao livro de Machado de Assis, clique AQUI

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/em-vez-de-uma-escola-brasileira-a-altura-de-machado-um-machado-a-baixura-da-escola-brasileira/

Enfim!!!!!!! Comissão conclui votação do Plano Nacional de Educação; texto vai a Plenário

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) concluiu há pouco a votação da matéria. Nesta tarde, os deputados analisaram destaques apresentados ao texto principal, aprovado no mês passado.
Um dos dispositivos aprovados hoje prevê a adoção de políticas de estímulo às escolas que melhorem seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Entenda o PNE
O PNE traz metas e diretrizes para o ensino brasileiro nos próximos dez anos. Conforme o texto aprovado, em uma década o Brasil deverá estar investindo 10 % do PIB em ensino público. Esses recursos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, a educação especial, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Universidade para Todos (ProUni), o Fies e o Ciência sem Fronteiras.
O projeto prevê uma avaliação a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo Ministério da Educação, pelas comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Fórum Nacional de Educação. Os dados serão publicados nos sites dessas instituições.
No quarto ano de vigência do Plano, os gastos serão reavaliados e poderão ser ampliados para atender a demanda.
Tramitação
O texto terá de ser votado agora pelo Plenário da Câmara antes de ir para sanção da presidente Dilma Rousseff. A matéria já havia sido aprovada pela Câmara em 2012, mas, como sofreu alterações no Senado, voltou para exame dos deputados.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/467247-COMISSAO-CONCLUI-VOTACAO-DO-PLANO-NACIONAL-DE-EDUCACAO-TEXTO-VAI-A-PLENARIO.html

Comissão pode concluir votação do PNE nesta terça-feira

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) reúne-se nesta tarde para votar os destaques apresentados ao texto principal, aprovado no mês passado.

O texto aprovado até agora destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação, inclusive programas como o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), o Universidade para Todos (ProUni), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Ciência sem Fronteiras e educação infantil, por meio de creches conveniadas.
Depois de encerrada a votação na comissão especial, o texto terá de ser votado pelo Plenário da Câmara antes de ir a sanção pela presidente Dilma Rousseff.
A matéria já havia sido aprovada pela Câmara em 2012, mas, como sofreu alterações no Senado, voltou para exame dos deputados.

A reunião será realizada às 14h30, no plenário 1.

Alunos de escolas públicas receberão ingressos da Copa


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil* Edição: Helena Martins


Até o dia 18 deste mês, as escolas públicas que quiserem receber ingressos para os jogos da Copa do Mundo devem informar ao Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), do Ministério da Educação (MEC).
As instituições e estudantes que receberão os ingressos foram sorteados no último sábado. Agora, eles devem aderir ao sistema e indicar o responsável para retirar os ingressos em um dos postos da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os números sorteados estão disponíveis na internet, e os ganhadores serão informados oficialmente em até dez dias úteis, pelo Simec.
Para a seleção, são considerados os cinco últimos algarismos do código do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) da instituição de ensino. No caso dos alunos contemplados, os cinco últimos algarismos da matrícula no Censo Escolar da Educação Básica de 2013. As escolas devem estar localizadas em uma das 12 cidades-sede, fazer parte do Programa Mais Educação e ter, no mínimo, 200 matrículas em 2013.
Ao todo,  48 mil ingressos do Mundial serão distribuídos a alunos de instituições públicas de ensino. Fortaleza, Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre e Recife terão mais de 100 escolas contempladas com uma média de 50 ingressos, sendo metade para alunos sorteados e o restante para seus acompanhantes, que devem ser maiores de 18 anos.
Belo Horizonte e São Paulo terão, cada uma, 43 escolas sorteadas. Salvador terá 76, Natal, 57, Manaus, 36, Brasília, 27, e o Rio de Janeiro, 11. No total, 901 escolas serão contempladas. Após confirmados os nomes dos alunos sorteados, eles terão que fornecer o nome do acompanhante. Os ingressos não poderão ser transferidos para terceiros.
Os convites foram doados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que o governo federal os repassasse a beneficiários de programas sociais brasileiros. Além dos 24 mil pares de ingressos para alunos da rede pública, 2 mil entradas serão distribuídas por meio do Comitê Intertribal e da Fundação Nacional do Índio para integrantes de comunidades indígenas. Segundo o Ministério do Esporte, o comitê informou que os ingressos serão doados aos atletas participantes dos Jogos dos Povos Indígenas.

*Colaborou Danilo Macedo

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/escolas-publicas-devem-fazer-adesao-no-simec-para-receber-ingressos-da-copa

ENTREVISTA com Pedro Ganzeli: Responsabilidade pela educação

Para o pesquisador, sem um regime de colaboração, políticas de ensino ficam à mercê de interesses políticos e econômicos; lei de responsabilidade educacional não altera estrutura dos problemas do ensino e aprofunda perspectiva gerencial da educação


Maria Marta Avancini
 Pedro Ganzeli (Unicamp)
Os problemas estruturais que persistem na educação brasileira - inclusive a baixa qualidade da aprendizagem - estão relacionados à ausência de regulamentação do regime de colaboração entre União, estados e municípios. Isto porque, sem a definição de papéis e responsabilidades claras, as relações entre os entes federados, responsáveis pela oferta da educação, tornam-se suscetíveis a interesses políticos e econômicos. O efeito é o enfraquecimento da concepção de educação como direito e, como contraponto, a ascensão da visão da educação como serviço.

Esse é o ponto de vista do professor e pesquisador Pedro Ganzeli, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também coordena o Laboratório de Gestão Educacional. Leia, a seguir, a entrevista concedeida à repórter Maria Marta Avancini, em que ele analisa o cenário atual da educação brasileira à luz do debate em torno do regime de colaboração.

Há uma discussão com relação ao papel que o Plano Nacional de Educação (PNE), em votação no Congresso Nacional, pode desempenhar no sentido da regulamentação do regime de colaboração. Como o senhor vê isso?
Poderíamos pensar que o Plano Nacional de Educação seria um momento para regulamentar o regime de colaboração, mas ele tem muitos problemas. A começar que não tem uma estrutura de plano. Um plano que não faz um diagnóstico, que não faz um levantamento dos principais problemas e aponta soluções para resolvê-los não é um plano propriamente dito. Outra questão, que foi discutida na Conae [Conferência Nacional de Educação], é o fato de o PNE falar em lei de responsabilidade educacional, como se essa lei pudesse garantir a responsabilização dos gestores, dos funcionários e, nessa perspectiva, criar atribuições específicas. Eu acho isso um problema, uma perspectiva que pouco avança quando se trata de regime de colaboração. Se a lei não trata do regime de colaboração de maneira clara, ela é falha, não há avanço.


Para continua lendo, clique http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/38/responsabilidade-pela-educacao-311125-1.asp

Seminário discute os ganhos da educação financeira nas escolas

É possível abordar questões como finanças pessoais, economia mundial, empreendedorismo, previdência social, juros e taxas bancárias em matérias curriculares do ensino médio? A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação preside o Grupo de Apoio Pedagógico do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) e executou um projeto piloto que melhorou a vida de 26 mil jovens de escolas públicas de nível médio dos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e do Distrito Federal.

Não se trata de matéria extracurricular. O assunto foi abordado nas aulas de matemática, ciência, história, geografia e português. Elaborado por um time de especialistas em educação, psicologia e sociologia, o material abrangeu nove temas: vida familiar cotidiana, vida social, bens pessoais, trabalho, empreendedorismo, grandes projetos, bens públicos, economia do país e economia do mundo. O material didático do projeto piloto, distribuído para 26 mil alunos e 2 mil professores de 891 escolas públicas, está disponível na página do MEC na internet. 

Em 8 de maio, especialistas da SEB vão contar essa experiência que rendeu ao Brasil o relatório The impact of high school financial education – experimental evidence from Brasil (O impacto da educação financeira no ensino médio – a experiência do Brasil, em tradução livre), do Banco Mundial, referendando a metodologia brasileira. 

O seminário Educação financeira nas escolas: Tudo a ver, previsto para ocorrer em São Paulo, no Hotel Tívoli Mofarrej, faz parte da Semana da Educação Financeira que começa nesta segunda-feira, 5, no Rio de Janeiro. A Semana, com eventos previstos em várias cidades do país, é patrocinada pela Comissão de Valores Imobiliários. Todas as palestras são abertas ao público.

No seminário em São Paulo, Ítalo Modesto Dutra, coordenador geral de ensino fundamental da SEB, e a gestora Cristina Thomas de Ross vão apresentar dados sobre esse projeto piloto que, na avaliação do Banco Mundial, podem contribuir para o crescimento de 1% do PIB do Brasil. Os analistas do banco constataram o aumento de 1% do nível de poupança dos jovens que passaram pelo programa; 21% a mais dos alunos fazem uma lista dos gastos todos os meses; 4% a mais dos alunos negociam os preços e meios de pagamento ao realizarem uma compra. 

As famílias também foram beneficiadas. Os deveres de casa fizeram temas como orçamento, planejamento e taxas bancárias entrarem na pauta das conversas sobre custos e acabaram ajudando o planejamento familiar de gastos e poupança. “O projeto piloto trabalhou um conjunto de comportamentos, para que os jovens façam escolhas mais conscientes, se preparando para um futuro mais tranquilo”, explica a professora Alzira de Oliveira Reis e Silva, especialista em educação financeira da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF).

Enef – A Semana de Educação Financeira pretende divulgar as ações desenvolvidas pela Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) lançada pelo Decreto nº 7.397 do governo federal, em dezembro de 2010. A estratégia foi criada para promover a educação financeira e previdenciária em razão do impulso às políticas de inclusão social no país. A proposta é fortalecer a cidadania, oferecendo aos brasileiros noções sobre previdência e sistema financeiro. 

O Conef, criado para gerir e coordenar programas da estratégia, propôs que a educação financeira fosse disseminada em ações para escolas de nível fundamental e médio, e também em ações para aposentados e mulheres beneficiárias do programa Bolsa Família.

O Conef é formado pelo Banco Central do Brasil (BCB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Superintendência de Seguros Privados (Susep), ministérios da Fazenda, Educação, Previdência Social e Justiça, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) e pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). 

Assessoria de Comunicação Social

Acesse a webconferência sobre educação financeira realizada pela SEB em 18 de março 

Acesse o material didático distribuído no projeto piloto de educação financeira

Confira a programação da semana 
Palavras-chave: educação básica, ensino médio, educação financeira
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20400

Estudo mapeia uso de objetos virtuais por docentes

crédito TVVE / Reprodução
Como os professores estão usando os recursos tecnológicos em sala de aula? Dentre as abordagens pedagógicas que fazem uso da internet, quais são as mais inspiradoras? E como está sendo o aproveitamento dos alunos? São estas questões que o levantamento realizado pelo QMágico Glossário compartilhado de termos de inovação em educação, chamado Tendências da Vida Virtual na Educação (TVVE), está se propondo a responder.
“Estamos coletando dados de adoção e uso de novas tecnologias em parceria com entidades públicas e privadas em todo país. Muitas escolas estão usando o relatório para evidenciar as práticas que funcionam melhor em suas instituições, pois oferecemos uma devolutiva para cada escola sobre sua vida virtual”, explica Thiago Feijão, criador do QMágico.
A plataforma possui uma ferramenta de diagnóstico de aprendizagem e, através dela, foi identificado que os professores possuem um repertório bastante vasto de abordagens usadas em salas de aula fazendo uso de ferramentas tecnológicas. O desafio que a equipe assumiu é reunir essas práticas e difundi-las, para que outros professores se inspirem e assim possam aplicá-las dentro e fora das escolas. “Revelar essas tendências para a sociedade favorece a construção de propostas que podem ajudar professores e alunos a usar sua vida virtual em prol dos objetivos de aprendizagem”, analisa o empresário.
Nesta primeira etapa do relatório, apenas escolas convidadas podem participar, mas o site convida instituições interessadas a preencherem uma ficha para futuros contatos. No total, 800 escolas vão participar da iniciativa – 600 públicas e 200 particulares. Cada instituição selecionada escolhe três professores que vão usar uma ferramenta de diagnóstico gratuitamente por três meses, que registrará as sequências didáticas e objetos recomendados pelo professor e o uso dos alunos destes objetos.
Depois desse período de coleta de dados, a escola vai receber um relatório privado com os indicadores propostos no estudo ­– o que os professores estão usando, como se dá o uso, resposta dos alunos por segmento, faixa etária, disciplina entre outros. Assim, poderão analisar as tendências mais presentes na instituição e relacioná-las à média das outras instituições.
Segundo Feijão, as conclusões desta primeira fase vão estar disponíveis no segundo semestre de 2014. “Esperamos com isso colaborar com a elaboração de políticas públicas e de estratégias que favoreçam a adoção de inovação pelas instituições educacionais”.
http://porvir.org/porfazer/estudo-mapeia-uso-de-objetos-virtuais-por-docentes/20140502

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Expediente público na Copa do Mundo

Veja o 

Decreto 2330/2014 , 

do Governo de Mato Grosso que estabelece horário de funcionamento especial  em dias de jogos da seleção brasileira e pontos facultativos em dias de jogos em Cuiabá pela Copa do Mundo de futebol.



http://www.iomat.mt.gov.br/visualizar_pdf.php?reload=ok&edi_id=00003686&page=1&search=facultativo

Cada cadeira em estádio da Copa pagaria despesas de quase seis alunos por ano

Alexandre Saconi e Maria Carolina de Ré, do R7


Os protestos contra os gastos do governo com a Copa do Mundo, que será organizada no Brasil a partir de junho, trouxeram à tona o clamor da população pelo aumento do investimento em educação. Cartazes com frases como “Quantas escolas valem um Maracanã” ou “Não quero a Copa, quero saúde e educação” têm sido avistados nos atos de rua organizados no País.
A crítica é justificável. O governo federal prevê que o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) deverá repassar para as escolas pouco mais de R$ 2.285,57 por aluno do ensino fundamental em 2014.  
No ano passado, o gasto mínimo por aluno da educação básica pública foi de R$ 2.287,87, segundo portaria divulgada pelo MEC (Ministério da Educação) no  DOU (Diário Oficial da União) da última terça-feira (29).  
Fazendo uma comparação com um levantamento da ONG dinamarquesa Play The Game, que estimou que cada assento dos estádios da Copa no Brasil custará R$ 13.500 (US$ 5.800), é possível determinar que o dinheiro gasto por assento paga as despesas anuais de quase 6 estudantes.  
Além disso, se os R$ 25,7 bilhões usados na organização da Copa [dado do portal da transparência] tivessem sido aplicados nas escolas, o País poderia promover o acesso de todos os alunos que estão fora das creches e do ensino médio. A ONG Todos pela Educação apontou que o Brasil tinha pouco mais de 3 milhões de crianças na faixa etária que vai dos 4 aos 17 anos fora das instituições de ensino no ano passado.  
O valor necessário para criar todas essas vagas seria de R$ 11,7 bilhões nas creches e R$ 4,7 bilhões no ensino médio, de acordo com dados de 2012 do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) da ONG Todos pela Educação.   O levantamento determina qual o investimento necessário para promover o acesso e a qualidade de ensino no País.  
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5 de maio: dia de Rondon, por isso, Dia das Comunicações

Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como marechal Rondon, foi um militar e sertanista brasileiro. Nasceu em Mimoso (Santo Antônio do Leverger),  em 5 de maio de 1865.
Seus bisavós eram índios e seus pais morreram quando ele ainda era menino. Ele foi criado por um tio. Quando o tio morreu, Rondon mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar na Escola Militar, onde cursou matemática e ciências físicas e naturais. Foi aluno do pensador Benjamin Constant e, influenciado por ele participou dos movimentos abolicionista e republicano.

Mapeamento e contatos

Depois de formado, Rondon foi trabalhar no Distrito Telegráfico de Mato Grosso e acabou participando da comissão de construção da linha telegráfica que ligaria Mato Grosso e Goiás, então regiões isoladas, aos grandes centros do país. Em seguida, Rondon foi designado para o mesmo trabalho no Amazonas, no Acre e em outras regiões fronteiriças.
Percorreu mais de 2.000 quilômetros de florestas inexploradas e aproveitou a viagem para mapear as terras por onde passava e iniciar contatos com diversas tribos indígenas, das quais foi sempre defensor. Ficou famosa uma frase sua em relação aos indígenas que dizia: “Morrer, se preciso for; matar, nunca”. Descobriu doze novos rios. De volta, em 1910, organizou e passou a comandar o Serviço de Proteção aos Índios, que deu origem à atual Fundação Nacional do Índio (Funai).
Por sua experiência, foi convocado para organizar e acompanhar a expedição que o ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, fez à região Norte do Brasil em 1913.
Rondon foi presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio e recebeu, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o título de Civilizador dos Sertões. Em 1952, encaminhou ao presidente da República o projeto de lei de criação do Parque Indígena do Xingu. Três anos antes de sua morte, recebeu do Congresso Nacional o posto de marechal.
Rondon publicou o livro Índios do Brasil, em três volumes, editado pelo Ministério da Agricultura.
Em 1956, o Território Federal do Guaporé teve seu nome alterado para Território Federal de Rondônia, em sua homenagem. Em 1981, o território passou a ser estado. Em 1957, o marechal Rondon foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz pelo Clube dos Exploradores, de Nova York. Rondon morreu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958.

O Projeto Rondon

Em 1967, as Forças Armadas brasileiras deram início a um projeto que unia estudantes voluntários e a estrutura do exército, da marinha e da aeronáutica na prestação de assistência a populações carentes das regiões mais distantes do país. O objetivo era proporcionar aos estudantes universitários a oportunidade de conhecer a realidade do Brasil, da população do interior, e de contribuir para o desenvolvimento do país.
O nome da iniciativa, Projeto Rondon, foi sugerido pelos estudantes que integraram o primeiro grupo, que passou 28 dias na Amazônia. Eles voltaram de lá também com uma conclusão que sugeriu o slogan do projeto: “Integrar para não entregar”.
O Projeto Rondon integrava vários ministérios e também governos estaduais e municipais, para o planejamento das ações, a disponibilização de infraestrutura do transporte e da acolhida para o trabalho dos estudantes. Para as populações beneficiadas, era a oportunidade também de uma troca de conhecimentos e de cultura.
O Projeto Rondon foi interrompido nas últimas décadas do século XX e está agora em sua segunda fase. Suas ações são coordenadas pelo Ministério da Defesa.

Rondon também está morrendo

Onofre Ribeiro
Ainda na minha infância em Minas, tomei contato com Rondon através de um livro comprado por meu pai, “Grandes Homens da História”. Nunca imaginaria viver no Mato Grosso onde nascera Rondon, em 1865. Muito menos assistir à reinauguração da Escola Santa Claudina, construída no início da década de 1950, pelo jovem engenheiro José Garcia Neto, que a reconstruiu na condição de governador de Mato Grosso, em 1976.
Conversei muito sobre Rondon com duas personalidades mato-grossenses que conviveram com ele e trocaram muitas cartas, ouviram suas teses e angústias: Aecim Tocantins e José Garcia Neto. Conversei também com Fulgêncio um sobrinho seu que vivia em Mimoso, onde Rondon nasceu. Vi na parede de sua casa modesta, próxima à escola que tem o nome da mãe borora de Rondon, um velho relógio carrilhão que fora do marechal.
Mimoso acabou se tornando um lugar famoso e um ícone de Mato Grosso, justamente por Rondon ter nascido ali. Os mimoseanos acabaram construindo uma cultura pantaneira diferente do restante do pantanal mato-grossense. Em 2000, o então governador Dante de Oliveira decidiu construir ali, na cara da Baía de Chacororé, um monumento que se chamaria “Memorial Rondon”, em sua homenagem e à própria Mimoso.
A obra começou e o projetista pensou-a como uma série de canoas pantaneiras que se fecham em cima, lembrando a Catedral de Brasília, onde as bandas se separam em cima. Canoa é um símbolo característico de Mimoso, dos tempos em que para se viajar à capital, era de canoa remando rio acima e de volta rio abaixo. Mas a obra não parou. Empacou! Está morrendo de agonia, presa do tempo pantaneiro com suas chuvas e umidade fortes. Já não recebe visitas, porque nem uma placa indica a quem passa na rodovia em frente, que aquilo é o Memorial a Rondon.
Defronte à baía de Chacororé está a Escola Santa Claudina. O monumento esquecido e a escola fechada com grades, desconhecida e impedindo vistas e visitantes. Ali naquele exato local nasceu Cândido Mariano da Silva Rondon, em 5 de maio de 1865. Rondon foi esquecido na sua própria vila de nascimento e dentro do pantanal, apesar de ser considerado um dos três maiores exploradores do século 20 graças aos 20 mil quilômetros que percorreu por terra cuidando de divisas e fronteiras e da extensão de linhas de telégrafo.
Inevitável a lembrança da emblemática frase do escritor Estevão de Mendonça referindo-se à preservação das memórias: “morre para sempre quem morre em Cuiabá!”. Também Rondon morre lentamente.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso (onofreribeiro@terra.com.br)
http://www.rdnews.com.br/materias-especiais/mimoso-e-rondon/rondon-tambem-esta-morrendo/51451

Brasil é penúltimo em ranking da educação com 36 países


A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mantém um ranking da educação em 36 países, no qual o Brasil atualmente amarga a penúltima posição, à frente somente do México. Como critérios avaliados pela organização estão o desempenho dos alunos no PISA, a média de anos que os alunos passam na escola e a porcentagem da população que está cursando ensino superior.
Como destaques no ranking aparecem Finlândia, Japão e Suécia. E você? Acha que a educação no Brasil vai alcançar esse nível algum dia?

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...