segunda-feira, 9 de junho de 2014

Como criar um GIF animado



Tutorial ensina como fazer um GIF animado
Quer deixar suas aulas mais animadas? hehehe…
Veja nossa dica de como criar uma animação, utilizando um recurso digital bem simples: o GIF animado.
Se você nunca ouviu falar em “gif” ou “guif”, basta saber que ele é apenas mais um dos inúmeros formatos digitais de fotos e ilustrações existentes, assim como JPG (ou JPEG), PNG, EPS etc.
Esse tipo de arquivo, muito difundido entre usuários da internet hoje em dia, pode ser utilizado para apresentar a seus alunos conceitos básicos de animação nas aulas de Arte ou mesmo para ilustrar um conteúdo – de qualquer disciplina –, no qual o movimento ou mudança de imagens ajude a turma a compreender melhor o tema abordado. Veja alguns exemplos encontrados na internet:
Fotografias de Eadweard Muybridge exibidas em sequência no final do século XIX
Cavalo em Movimento – E. Muybridge, 1878
Como funciona um carro, infografia animada de Jake ONeil
Como funciona um carro – Jake ONeil, 2014
Como funciona?
O GIF animado armazena uma série de imagens em um único arquivo, exibindo-as em sequência, de forma automática e em loop (quer dizer, após exibir a última imagem, ele sempre retorna à primeira).
Portanto, para criar uma animação, a primeira coisa que devemos fazer é providenciar uma série de imagens com pequenas diferenças de posição, formato ou cor entre os elementos que compõem a cena. Para isso, podemos usar um programa de edição de imagens (Photoshop, Paint etc) para criar os desenhos ou usar várias fotos com a sequência de um movimento (de pessoas, objetos ou desenhos). Veja abaixo nosso exemplo:
Sequência de imagens para animação
Para animá-las, vamos usar o Gifmake, uma ferramenta online gratuita, mas existem muitos geradores de GIFs animados na web. É muito simples mesmo!
Basta fazer o upload (carregamento) de cada imagem ou arrastá-la, uma por vez, para dentro da área pontilhada indicada pelo site (como mostra a ilustração abaixo). Nessa ferramenta, existe um limite máximo de 10 imagens (ou 15, em uma versão mais “pesada” que você encontra no rodapé do site). Seus arquivos também não podem ultrapassar 1,5 Mb (tamanho em megabytes por foto).
Depois de inserir as imagens no Gifmake, clique no botão Generate Gif  para ver o resultado. Se quiser deixar a animação mais rápida ou mais lenta, basta ajustar a velocidade, deslizando o botão do cursor Delay (atraso), e clicar em Generate Gif novamente para conferir o ajuste. Quando estiver satisfeito, clique em Download GIF para salvar o arquivo no seu computador. Confira todos esses passos no esquema abaixo:
Como fazer um GIF animado no Gifmake
Depois de baixar o GIF, você pode incluir sua animação em apresentações de PowerPoint, usar em blogs ou mesmo vê-la isoladamente, abrindo o arquivo diretamente do seu computador em qualquer navegador como Chrome, FireFox, Explorer etc.
E aí, ficou animado(a)? Então, mãos à obra! Aproveite para conferir estas reportagens e planos de aula relacionados ao tema publicados por NOVA ESCOLA :
E se tiver alguma dúvida ou sugestão, mande pra gente!

http://revistaescola.abril.com.br/blogs/tecnologia-educacao/2014/06/03/como-criar-um-gif-animado/

Especialistas condenam palmada, mas dizem que lei não resolve o problema

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

O hábito de agredir fisicamente uma criança como forma de punição pode provocar sentimentos de inferioridade, baixa autoestima e submissão e não deve ser tolerado. Entretanto, sancionar uma lei que proíbe a agressão não resolve o problema, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O PL 58/2014 foi aprovado no Senado Federal.
crianças
Projeto de lei que pune famílias que usam violência física contra crianças foi aprovado esta semana no SenadoArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
“Entendemos que não é necessária uma lei para dizer que os pais precisam dar limites para os filhos. Bater na criança nunca é a melhor opção. O melhor é orientar, dizer quais são as regras, entendendo que todas as crianças precisam de limites. A Lei da Palmada não é para a criança fazer o que ela quer. Os pais continuam sendo a referência”, avaliou a presidenta da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Luciana Barros de Almeida.

Para ela, no lugar de bater, os pais devem impor autoridade e dar ordens claras. A ideia, de acordo com a pedagoga, é educar as crianças para que não seja necessário puni-las como adultos. A imposição de limites, segundo ela, deve surgir ainda na infância.
“Muitas vezes, os pais vão deixar de bater, mas vão continuar gritando, xingando e isso também é uma contravenção”, disse. “Corremos o sério risco de haver distorções [de interpretação da lei] e os pais acharem que não podem mais dizer não para a criança. E, nessa educação diária, o não é necessário. A criança precisa aprender a conviver com isso para aprender a respeitar o outro, a ter tolerância à frustração”, explicou.
A diretora da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental, Liana Rosa Elias, lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já conta com dispositivos legais que regulam a agressão física contra crianças e adolescentes. A necessidade agora, segundo ela, é ampliar a discussão de forma intersetorial, envolvendo, por exemplo, as escolas e a rede de assistência social.
“Quando você diz que não pode fazer isso e que se fizer vai ser punido, gera uma série de efeitos colaterais. Um deles é o de não ensinar uma alternativa. Seria interessante que o Estado centrasse esforços na promoção de diferentes práticas”, disse, ao destacar que é preciso tratar a questão da palmada como algo cultural.
“É louvável a iniciativa de se lutar contra a violência, mas temos que pensar aspectos mais amplos, como por que se usa a violência, por que ela acontece tanto? Traria mais efeitos do que simplesmente sancionar uma lei. Afinal, será que só punir resolve? As pessoas deixam de bater apenas quando passa o agente social na porta de casa?”, questiona.
O plenário do Senado aprovou  o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos. Conhecida como Lei da Palmada, a proposta segue para análise da presidenta Dilma Rousseff, que terá até 15 dias úteis para vetar eventuais trechos ou sancionar integralmente o texto.


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-06/especialistas-condenam-palmada-mas-dizem-que-lei-nao-resolve-o-problema

Nasa e Khan lançam material on-line sobre astronomia

Tutoriais contam com vídeos, jogos e simulações para estimular jovens a estudar sobre o universo e exploração espacial

Da Redação

Para muitas pessoas é curioso pensar sobre o universo e sobre o que existe no espaço para além do nosso planeta. Para aguçar ainda mais essa curiosidade e despertar o interesse de estudantes em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (grupo de conhecimentos chamado em inglês deSTEM Glossário compartilhado de termos de inovação em educação), a Nasa lançou semana passada em parceria com a Khan Academy uma série de tutoriais on-line sobre astronomia e exploração espacial.
O material é dividido em três partes: Controle de Missão (mission control, em inglês), Medindo o Universo e Explorando o Universo. Cada seção tem como objetivo familiarizar os estudantes com diferentes aspectos do espaço e deixar mais compreensíveis o trabalho e a missão da Nasa – protocolos e desafios da agência espacial são detalhados.
crédito BiterBig / Fotolia.comNasa e Khan lançam material on-line sobre astronomia
Todo o conteúdo está na plataforma Khan, mas até o momento apenas a seção Medindo o Universo está traduzida para o português – e ainda não completamente, trechos de textos ainda estão em inglês. Mas em breve todo o material estará traduzido, informa o site.
Kim Lichtenberg, engenheira da Nasa que trabalha em missões de exploração em marte, explica no vídeo de apresentação do projeto que a ideia desses tutoriais é estimular a curiosidade, a busca por conhecimentos e a vontade de aprender. “Em Medindo o Universo, matemática e física são aplicadas para entender o cosmos e o que nós já aprendemos sobre ele. Já em Explorando o Universo, é possível aprender mais sobre o funcionamento das nossas missões. Com isso, esses tutoriais permitem que todos expandam seus horizontes de aprendizado e sigam suas próprias curiosidades sobre a exploração espacial”, completa.
O conteúdo é multimídia, composto por vídeos, textos, recursos interativos, jogos e simulações sobre as mais diversas temáticas. É possível, por exemplo, tentar pousar uma nave espacial em Marte, ver modelos interativos de eclipses lunares, das fases da lua e brincar com o sistema solar.
Os tutoriais foram lançados durante a quarta edição da White House Science Fair, evento promovido pela Casa Branca e apresentado pelo presidente norte-americano Barack Obama, que promove e premia os melhores projetos educacionais nas áreas do STEM feitos por estudantes de todo o país.

http://porvir.org/porfazer/nasa-khan-lancam-material-on-line-sobre-astronomia/20140606

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Escolas emocionam público na final do concurso de dança. EMEB Padre Pombo é a vencedora

EMEB Padre Pombo a vencedora do Concurso. 
Foto: Jorge Pinho (SME)
Mais uma etapa do projeto Educando com a Copa, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, foi finalizada. A final do concurso de dança, realizada nesta quinta-feira (05), levou ao palco quatro escolas finalistas, que emocionaram os jurados e o público presente com suas apresentações.
As unidades de ensino representaram as danças folclóricas dos países que jogarão a Copa do Mundo em Cuiabá. “Foi uma maneira que encontramos para mobilizar as escolas do município para o evento da copa do mundo e, ao mesmo tempo, estimular nos alunos a pesquisa e o estudo sobre esses países”, explicou o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo.
“Ficou perfeito. As escolas demonstraram o quanto se dedicaram e que têm condições de se apresentarem em qualquer evento”, acrescentou a secretária-adjunta de Educação, Marioneide Kliemaschewsk.
A escola Raimundo Pombo, do bairro Parque Cuiabá, que representou a Coréia do Sul, foi a campeã do concurso. A delicadeza e a perfeição na coreografia apresentada pelo grupo, composto por 12 meninas de 9 e 10 anos, conquistaram os jurados, que deram a maior pontuação para a escola.
A diretora da escola Raimundo Pombo, Marcia Aparecida dos Santos, destacou os principais pontos que contribuíram para a excelente apresentação das alunas. “Temos uma equipe de profissionais comprometidos com a nossa escola. Eu costumo dizer que é uma equipe de excelência e isso é passado aos nossos alunos, que são determinados e disciplinados”, disse a diretora.
Além de aprenderem a cultura dos países, os alunos tiveram que aprender também sobre a história e a geografia desses lugares. “Eu aprendi que a Coreia fica muito longe do Brasil, fica na Ásia e bem próximo do Japão”, disse Rhadja de Freitas, 10 anos. “Eles têm umas manias um pouco diferente, como comer carne de cachorro. Eu achei meio esquisito”, acrescentou Bruna Oliveira, 10 anos. Mas, ambas as meninas disseram estar encantadas com as roupas e a maquiagem das coreanas. “É bem diferente da nossa, mas é muito bonita”.
Mesmo ficando em segundo lugar, as alunas da escola Gracildes Mello, que também representou a Coreia do Sul, conquistou o público e os jurados com a dança dos leques. “Perfeitas e encantadoras. Elas merecem a nota máxima”, disse a jurada, Caroline Lima, do núcleo de educação física do Univag-Centro de Ensino.
Para o diretor da Gracildes Mello, Benedito Peixoto, aprender a competir foi um dos pontos positivos que o concurso deixou para os alunos. “Mesmo com algumas dificuldades nossos alunos e professores se uniram para tentar fazer o melhor e o resultado foi essa bela apresentação”, ressaltou o diretor.  
A escola Alzira Valladares ficou em terceiro lugar e em quarto lugar ficou a escola 8 de Abril.
Segundo a articuladora do Programa Mais Educação da Escola 8 de abril, Osvanira Francisca da Silva, o concurso ajudou a despertar nas alunas o gosto pela dança. “Além disso, também proporcionou a integração entre as escolas e contribuiu para despertar nos alunos o interesse por informações sobre esses países”, disse a professora.
Todos os integrantes do grupo e os professores da escola que conquistou o primeiro lugar foram premiados com Day Use no Sesi Park. Todos os alunos receberam troféu e medalhas.
Além das quatro finalistas, o evento contou com apresentações de alunos das escolas  Penha de França, que apresentou o Cururu e Siriri; a escola Orlando Nigro, representando a Austrália; a escola Joana Dark da Silva, com a dança da Bósnia; e o grupo de bailarinos do Instituto de Balé Vôo Livre.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-emocionam-publico-na-final-da-danca/9037

UFMT lança jardim sensorial voltado para aprendizado de pessoas deficientes

Jardim sensorial da UFMT tem plantas aromáticas e também de uso culinário (Foto: Edna Hardoim/UFMT)
Um jardim sensorial foi inaugurado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)  em Cuiabá para facilitar o aprendizado de deficientes físicos, visuais e auditivos no estado. A escolha da data para lançar o jardim, esta quinta-feira, foi em comemoração ao Dia do Meio Ambiente. No local, foram plantadas diversas espécies de ervas medicinais, plantas aromáticas e também de uso culinário. Além disso, um tanque de peixes também foi instalado no espaço.
De acordo com a professora Edna Hardoim, a ideia faz parte de uma linha de pesquisa desenvolvida no mestrado em Ensino de Ciências Naturais e no doutorado em Educação em Ciências e Matemática, ambos da UFMT, e voltado à produção de material didático inclusivo a deficientes nas escolas regulares.
Conforme a professora, as escolas regulares atuais ainda apresentam um grande número de professores da educação básica e também do ensino superior que não tiveram durante o processo de formação inicial a competência para trabalhar em escolas inclusivas.
“O que percebemos durante o período de pesquisa é que além da dificuldade com a linguagem utilizada no processo de comunicação, os professores não conhecem muitas estratégias pedagógicas que possam auxiliar as aulas com as pessoas de necessidades educacionais especiais”, disse a professora em entrevista ao G1.
A professora acredita que a inclusão não está formada em separar esses alunos em locais reservados para eles mas sim em incluí-los em escolas regulares. “Por mais que os pais desses alunos lutem pela permanência do instituto para cegos ou escolas para deficientes auditivos, nós sabemos que essa é uma maneira errônea de querer incluir os deficientes. O ideal é desenvolver instrumentos de estudos para as pessoas normais aprenderem junto com as pessoas que portam qualquer tipo de deficiência”, comentou.
Conforme a professora, com isso surgiu a ideia da construção do jardim sensorial. Edna Hardoim explica que a área é um espaço adequado para os deficientes desenvolverem os sinais específicos para as aulas de botânica e ciências biológicas, porque é um laboratório vivo com ricas fontes de recursos pedagógicos.
Texturas e aromas diversos podem ser experimentados no jardim sensorial (Foto: Edna Hardoim/UFMT)
Projeto
A construção do Jardim Sensorial se deu em bases cooperativas entre a UFMT, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Juizado Volante Ambiental (Juvan) e o Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com a professora, o Jardim Sensorial também pode ser visitado pela população porque se destina a diversos públicos, pois, serve como espaço pedagógico de pesquisa, de educação ambiental e espaço de contemplação das plantas.
O Jardim Sensorial fica entre o Instituto de Biociências e ao Instituto de Saúde Coletiva na UFMT, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, n° 2367, no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá.
http://g1.globo.com/mato-grosso/ecorede/noticia/2014/06/ufmt-lanca-jardim-sensorial-voltado-para-aprendizado-de-deficientes.html

Gibiteca de Campo Grande inspira mundo melhor com leitura

Ronilço e a Turma da Mônica, de Maurício de Souza: 
personagens estão entre os preferidos do psicólogo, 
que vive em Campo Grande
Foto: Facebook / Reprodução

Não seria exagero dizer que a Gibiteca Mais Cultura, ponto de cultura em
Mato Grosso do Sul, nasceu de uma paixão. Ronilço Guerreiro, psicólogo e
fundador da Gibiteca, sempre foi apaixonado por quadrinhos e fez da Gibiteca
a sua grande missão: “Eu lia 30 gibis por semana, desde criança. Por meio dos
quadrinhos, ganhei autoestima, comecei a sonhar mais e, hoje, devo minha vida
a eles. Aprendi a me relacionar melhor”.
Em 1995, inspirado pela 1ª Gibiteca do Brasil, criada em Curitiba, Guerreiro
enviou 180 correspondências para várias embaixadas situadas no Brasil,
pedindo ajuda para criar a sua. Somente dez responderam: “Oito me
parabenizaram e duas ajudaram com os móveis e equipamentos: as
embaixadas da França e da Austrália. Comecei a Gibiteca com 150 gibis”.
Hoje são 25.000 exemplares no acervo, todos doados por leitores, e armazenados
em uma casa pintada em azul, vermelho e amarelo (para lembrar o
personagem Chico Bento, da Turma da Mônica, de Maurício de Souza).
“O espaço é pequeno, mas é como coração de mãe: sempre cabe mais um.
A Gibiteca é simplesmente um lugar para se conhecer e virar fã”, garante
Guerreiro. Por dia, 70 jovens e adultos frequentam o projeto. Semanalmente,
são realizadas Cirandas de Leituras e Oficinas de Redação.
Há, ainda, 15 computadores conectados à internet em uma sala de inclusão
digital. As crianças podem participar de oficinas literárias. “Através da cultura,
nós mudamos o mundo. E o desejo de participar de uma sociedade melhor é
um ato de carinho”, diz o fundador da Gibiteca Mais Cultura, que não possui
funcionários, apenas Guerreiro e outra voluntária, mas tem o apoio da Fundação
de Cultura de Mato Grosso do Sul, Ministério da Cultura e Prefeitura de Campo
Grande.

http://noticias.terra.com.br/educacao/gibiteca-de-campo-grande-inspira-mundo-melhor-com-leitura,798b467c25b26410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O desafio de levar tecnologias às escolas do campo

Para debater o processo do conhecimento com o uso de novas tecnologias e sua integração com a educação do campo, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação promoveu nesta quarta-feira, 4,  em Brasília, o workshop Educação do Campo e Conectividade. O encontro reuniu professores, gestores educacionais, representantes do poder público e dos meios de comunicação.
Para a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão, Macaé Evaristo, a infraestrutura é um dos maiores desafios para levar as novas tecnologias às áreas rurais. “É preciso levar conectividade a todas as escolas do campo, o acesso à internet, a inclusão digital”, afirmou. “Outro desafio é também pensar no uso e na produção de conteúdos pelas escolas do campo, como fazer com que essa tecnologia dialogue com o desenvolvimento local, com o desenvolvimento sustentável, e se traduza para os professores do campo em novas formas e novas perspectivas de desenvolvimento para escola.”
O encontro teve como propostas analisar o contexto da educação do campo em relação ao acesso a tecnologias digitais; compartilhar experiências em educomunicação capazes de contribuir com a educação do campo nas suas especificidades e realidades; identificar possibilidades de criação e desenvolvimento de material voltado para as necessidades das instituições de ensino do campo e a manutenção das crianças, adolescentes e jovens na escola.
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20503

EMEB Antônio Ferreira Valentin é campeã da gincana cultural

Equipe EMEB Antonio Ferreira Valentin
Foto: Educagil
 ROSANE BRANDÃO Secom Cuiabá

Conhecimento, dedicação e superação. Foi dessa forma que a professora Rosane França, diretora da escola Antônia Ferreira Valentim, descreveu sua equipe, que foi campeã na gincana cultural do Projeto Educando com a Copa. Quatro escolas municipais foram finalistas na gincana promovida na terça-feira (03) pela Secretaria Municipal de Educação, como forma de mobilizar as escolas para o evento da Copa do Mundo em Cuiabá.
A diretora Rosane França explica que desde o início do ano a unidade escolar trabalha com o projeto “Copa do Pantanal – Diversidade e Qualidade de Vida”, que estimula os alunos a estudarem sobre os países que jogarão em Cuiabá, portanto, a gincana cultural veio para agregar na mobilização da comunidade escolar em relação à Copa do Mundo.
“O mais importante foi a dedicação de todos em pesquisar e buscar conhecimento sobre os oito países, foi essa determinação que ajudou nossa equipe a vencer”, disse a diretora.
Os participantes da gincana responderam perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países que jogarão na Arena Pantanal, em Cuiabá. Além de responder às perguntas, as equipes também tiveram que realizar algumas provas surpresas.
Cada escola foi representada por três pessoas, sendo um professor, um pai e um técnico da unidade de ensino. A torcida também foi levada em consideração na gincana, pois a mais animada e o melhor grito de guerra somou ponto para a equipe.
Foto: Educagil
A escola Hilda Caetano conquistou o segundo lugar. A José Torquato ficou em terceiro lugar e a escola Lenine de Campos Póvoas em quarto lugar.
Segundo o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, além de promover a interação entre as escolas e mobilizar a comunidade escolar para a Copa do Mundo, a gincana tinha como finalidade estimular o aprendizado e o conhecimento nos participantes. “Esse tipo de evento é muito positivo, pois movimenta as escolas e fomenta o ensino-aprendizado”.
Representando as mães de alunos, Eliana Patrícia Martins, comprovou que pesquisou bastante e estava preparada para responder as perguntas. “Foi uma experiência maravilhosa. Adquirir conhecimento é sempre bom”.
Foto: Educagil
A professora de educação física, Denise Lenzi, que também representou a escola Antônio Ferreira Valentin, achou a gincana positiva e acredita que ela deveria ter continuidade. “É uma forma de estimular a busca por novos conhecimentos, tanto de alunos como dos próprios professores”.
A equipe vencedora será premiada com uma TV de 50 polegadas. O segundo lugar ganhará um notebook e o terceiro, um smartphone. As três equipes ganharão troféu e medalha.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escola-antonio-ferreira-valentin-e-campea-da-gincana-cultural/9022

Educar para um mundo sustentável

Fernando Valenzuela Migoya
Escrito por Analice Bonatto

A preocupação com o planeta se traduz, muitas vezes, somente na preservação do meio ambiente, mas a National Geographic olha para o planeta e tudo o que está nele, afirma Fernando Valenzuela Migoya, presidente da Cengage Learning Latinoamérica e da divisão National Geographic Learning pela América Latina, que defende uma escola inspiradora, em que o conhecimento seja criado, direcionado e socializado com experimentos que a conectem ao mundo real. Em São Paulo para participar do XII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, realizado durante o GEduc 2014 em março, Migoya chamou o momento atual de era da exploração. “Isso significa que é necessário criar uma sensibilidade para o que está acontecendo no mundo e, ao mesmo tempo, levar a escola ao mundo. O conhecimento agora precisa ser descoberto. Essa capacidade é a única que vai criar aprendizado ao longo da vida”, afirma. Migoya concedeu entrevista exclusiva à Profissão Mestre sobre a importância do engajamento na escola. Para o presidente da entidade, a nova geração está mais preparada do que a anterior, mas é mais difícil captar sua atenção. “Toda essa dispersão dá a percepção de falta de conscientização. Para mim, não é isso; é falta de engajamento. Quando se resolve essa questão, a conscientização cria resultados”. Acompanhe a entrevista a seguir.
Profissão Mestre: Como educar para um mundo sustentável?
Fernando Valenzuela Migoya: Primeiro, é preciso reconhecer que a nossa geração falhou na criação de uma consciência de cuidado com o planeta; essa consciência, na maior parte das vezes, é apenas citada como preservação do meio ambiente. Mas a National Geographic Learning olha para todo o planeta. Para nós, educar para um mundo sustentável é cuidar do planeta e de tudo que está nele. E a educação – que é a única ferramenta para mudar o comportamento humano – é uma força para equalizar as desigualdades que existem em muitas dimensões, como a desigualdade social e a de acesso à educação. Além da educação, a internet também é uma força para difundir, socializar e levar adiante as mudanças.
Profissão Mestre: Qual é o papel da escola em relação a essa questão?
Migoya: O conhecimento está na escola e fora dela. A escola conecta a educação formal com a informal. Se o aluno visita um museu, ele está aprendendo, mas como isso torna a experiência na escola melhor? Como o que o aluno escuta na família e nas notícias criam experiência de aprendizagem na escola? O problema é que ainda pensamos que a escola é o prédio, mas ela precisa estar mais conectada com o mundo.
Profissão Mestre: Com a tecnologia, o que muda na sala de aula?  
Migoya: Muda o tipo de pessoa que precisa ser educada e as formas de acesso à informação que ela tem hoje. Muitas instituições, por exemplo, proíbem a entrada do celular em aula. Isso é proibir as novas gerações de atuarem no mundo delas, é tentar levar os estudantes de volta ao século XIX.
Profissão Mestre: Quais são os desafios de quem incorpora as tecnologias no processo de ensino e aprendizagem?
Migoya: São muitos. Na National Geographic, chamamos esse momento de a era da exploração. Isso significa que é necessário criar uma sensibilidade para o que está acontecendo no mundo e, ao mesmo tempo, levar a escola ao mundo. O conhecimento agora precisa ser descoberto. Essa capacidade é a única que vai criar aprendizado ao longo da vida.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Várzea Grande: Prefeito Wallace não cumpre "Termo de Conciliação" e trabalhadores da educação retomam greve

Os/as professores/as e funcionários/as da rede pública municipal de Várzea Grande decidiram retomar a greve que foi suspensa no dia 24 de março deste ano, após assinatura de Termo de Conciliação mediado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.  

A decisão da categoria foi aprovada na Assembleia Geral, realizada nesta manhã de quarta-feira (04.06), na quadra esportiva do CEJA Licínio Monteiro. A greve será retomada na sexta-feira, dia 06 de junho.

De acordo com o presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso de Várzea Grande (Sintep/VG), Gilmar Soares Ferreira, a retomada da Greve foi motivada pela falta de compromisso do prefeito Wallace Guimarães. "Ele não cumpriu com nenhum dos compromissos assumidos perante o Tribunal de Justiça", afirmou o professor Gilmar ressaltando que  será a quarta greve na administração Wallace.

Para o presidente do Sintep/VG, a administração de Várzea Grande vem promovendo ações que visam única e exclusivamente desmobilizar a categoria dos trabalhadores da educação do seu intento de assegurar direitos mínimos em valorização profissional.

"Deliberadamente, a prefeitura não honrou nenhum dos compromissos firmados em 2 TERMOS DE MEDIAÇÃO, assinado perante o Tribunal de Justiça. Termos estes que foram condições para a suspensão da greve em 24 de março de 2014. Diante da falta de respeito da Administração Wallace com a categoria não tem outra alternativa a não ser retomar a greve suspensa em 24 de março", reafirma o presidente do sindicato.

Mobilizações

Na segunda-feira (09.06), às 8h, os/as trabalhadores/as da educação realizarão Ato Público em frente ao Gabinete do prefeito Wallace para cobrar do administrador mais respeito com os profissionais da educação. E, durante a semana, haverá outros atos, porém serão articulados com as outras categorias em greve.

Outra Assembleia Geral será realizada no dia 11 de junho, para avaliar o movimento e decidir sobre a continuidade ou não da greve.



Alunos comemoram Dia do Meio Ambiente com atividades no Horto Florestal

Foto: Jorge Pinho (SME)

Secom Cuiabá

Pelo menos 800 alunos participam do evento, que vai divulgar as três escolas vencedoras da IV Gincana Ecológica, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação e de Serviços Urbanos, Agro Amazônia e Ambev.Alunos de 15 escolas municipais de Cuiabá participam nesta quinta-feira (05) de atividades recreativas e culturais no Horto Florestal em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
O secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, explica que a Gincana Ecológica tem por finalidade sensibilizar toda a comunidade escolar para a importância de manter a escola e a cidade limpa, retirando do meio ambiente aqueles materiais que poluem e que podem ser reutilizados.
As escolas participantes da gincana são a Lenine Póvoas; Francisca Figueiredo; Jesus Criança; Liberdade; Maria Dimpina; Maria Tomich; Moacyr Gratidiano; Francisco Pedroso; Marechal Rondon; Senhorinha Alves; Raimundo Pombo; Gracildes Mello; Darcy Ribeiro; Doutor Fábio Leite; e Rafael Rueda.
A programação da Gincana Ecológica começou no dia 26 de maio com palestras nas escolas, cujos temas foram ligados à Educação e Sustentabilidade.
Além das palestras, as escolas também participaram de uma gincana de coleta de embalagens plásticas recicláveis. As embalagens foram pesadas e recolhidas pela equipe da Secretaria de Meio Ambiente. O resultado será divulgado na quinta-feira durante o evento no Horto Florestal.
Serão premiadas as três escolas que alcançarem o maior volume de embalagens plásticas recicláveis recolhidas. Cada escola ganhará um kit esportivo, contendo bola de futebol de campo, e de futsal, bola de basquete, bola de vôlei, rede de vôlei, bomba de ar e conjunto de coletes para prática esportiva. As embalagens plásticas recicláveis recolhidas pelas escolas participantes serão vendidas e o dinheiro arrecadado será doado para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (Apae).

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/alunos-comemoram-dia-do-meio-ambiente-com-atividades-no-horto-florestal/9016

"Fundamental não é gastar 10% do PIB, mas cumprir metas"

A Campanha Nacional Pelo Di­reito à Educação foi a principal articuladora da sociedade civil na redação do Plano Nacional da Educação (PNE) e na pres­são por sua aprovação. De acor­do com o coordenador da cam­panha, Daniel Cara, "o funda­mental é cumprir as metas".

Incluir PROUNI e Fies no cálcu­lo dos 10% atrapalha o PNE?

Aprovaram 10%, mas hoje já sa­bemos que são menos de 9%, porque essa é a participação da transferência de recursos públicos para o setor privado. A expansão privada (do ensino superior) tem um problema, porque as instituições não ofer­tam qualidade, não aceitam controle social e transparên­cia. O resultado é que o setor tem influência no Congresso.

Por que 10% são importantes? 

A meta dos 10% do PIB para a educação só existe com as ou­tras 19 metas, mas as outras es­tavam ancoradas em investi­mento. Vamos ter de fazer es­forço contábil para garantir o cumprimento das metas. A gente vai ter de acompanhar o PNE. O fundamental nunca foi gastar os 10%, mas cumprir as outras metas. E daí veio o cál­culo sobre o PIB.

Mas foi uma vitória que a União tenha de complementar recursos para atingir o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi)? 
A complementação é dispositivo consti­tucional que nunca esteve a contento. Em dez anos podere­mos resolver problema históri­co, que é baixa participação da União no investimento em educação. É uma justiça federa­tiva. O cálculo do CAQi leva em conta jornada de aula, nú­mero de alunos por turma, va­lorização do professor e infraestrutura. Tem de vir corro­borado com a justiça tributá­ria. O Brasil tem previsão de viabilizar mais recursos, com o pré-sal, mas também precisa cobrar mais de quem ganha mais, fazendo com que os mais ricos contribuam mais.

Como conseguir cumprimento de todo plano? 
O PNE vai exi­gir sacrifício da sociedade, não vamos resolver os problemas da educação de modo instantâ­neo. O mais importante é que a gente deu passo importante para um caminho inexorável, que é a valorização dos profes­sores. Temos de pressionar o governo federal a ter um acom­panhamento e avançar no con­trole social de Estados e muni­cípios.
Fonte: O Estado de São Paulo
http://www.campanhaeducacao.org.br/?idn=1370

Os avanços do PNE são conquistas da sociedade civil, mas dependem de controle social


Brasil, 03 de Junho de 2014.

Fruto de um intenso processo de construção democrática, o texto que segue para a sanção presidencial é bem melhor do que a versão encaminhada pelo Poder Executivo ao Parlamento. Essencialmente, essas melhorias são mérito da capacidade de proposição da sociedade civil e da sensibilidade dos parlamentares em incorporar, defender e colaborar com o aperfeiçoamento das propostas.

A incidência da Campanha Nacional pelo Direito à Educação no PNE foi iniciada nos processos de participação que culminaram na Coneb (Conferência Nacional de Educação Básica), em 2008, e na Conae (Conferência Nacional de Educação), em 2010. Em ambas, a rede esteve presente nas diversas etapas municipais, intermunicipais e aprovou suas propostas em praticamente todas as etapas estaduais em que incidiu.

Preparada técnica e politicamente, a rede foi pioneira na elaboração de emendas ao Plano. Posteriormente, editou a Nota Técnica referencial que comprovou a necessidade de investimento público equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação pública.

Entre as principais proposições da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em diálogo e em parceria com outros movimentos e organizações da sociedade civil, estão a exigência de elaboração e implementação do Sinaeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica); a equiparação da média salarial do magistério com a média de remuneração das demais profissões públicas; o respeito ao ciclo de alfabetização; e a implementação do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), referente a um padrão mínimo de qualidade, a ser superado, - posteriormente - pelo CAQ (Custo Aluno-Qualidade). Além disso, a rede propôs mecanismos de controle social efetivos ao PNE, como a obrigatoriedade de relatórios bienais sobre o andamento das metas e estratégias do plano.

Para a manutenção e o desenvolvimento da educação básica pública, nenhuma conquista foi mais importante do que a aprovação da Estratégia 20.10, que obriga o Governo Federal a editar uma lei criteriosa para a transferência de recursos para estados e municípios garantirem a implementação do CAQi e, posteriormente, do CAQ. Essa medida faz jus às determinações da Constituição Federal que nunca foram atendidas.

É certo que o texto do Plano Nacional de Educação apresenta entraves, como a manutenção do parágrafo 5° do artigo 5°, oriundo do Senado Federal, que permite contabilizar no investimento público em educação os recursos destinados às parcerias público-privadas. Contudo, não há dúvida de que ele será um instrumento legal capaz de fazer a educação brasileira avançar, desde que seja bem implementado. E sua concretização depende também da elaboração, revisão, aprovação e execução dos planos municipais e estaduais de educação. Portanto, agora é o momento de desenvolver essas ações.

Assim, a partir de agora, diante de seu vitorioso esforço de incidência política, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação assume como um dos seus principais desafios o controle social relativo à implementação do PNE, bem como, buscará colaborar com a elaboração dos planos educacionais sub-nacionais, especialmente por meio de seus Comitês Regionais.

Há convicção de que é o controle social o meio mais eficaz para o cumprimento tanto do PNE como é fundamental para a consagração do direito à educação pública de qualidade. 


Assina o Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação:

Ação Educativa

ActionAid Brasil

CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire)

Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)

CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)

Fineduca (Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação)

Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente

Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)

MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)

Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).
Fonte:

http://www.campanhaeducacao.org.br/?idn=1369

Agora é definitivo: Câmara aprova PNE. Texto vai para sanção presidencial.

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (3) a votação do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10). Foi aprovado o parecer do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), para o texto do Senado. A matéria será enviada à sanção presidencial.
O PNE estipula novas metas para os próximos dez anos, com o objetivo de melhorar os índices educacionais brasileiros. A principal inovação da proposta em relação ao plano anterior, cuja execução acabou em 2010, é a aplicação de um mínimo de recursos públicos equivalentes a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.
O plano prevê o alcance dessa meta em duas etapas: um mínimo de 7% do PIB no quinto ano de vigência da futura lei; e 10% do PIB ao fim do período de dez anos.
Esses recursos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas; a educação especial; e programas como o de acesso nacional ao ensino técnico e emprego (Pronatec), o de bolsas em faculdades privadas (Universidade para Todos – ProUni), o de financiamento estudantil (Fies) e o de bolsas para estudo no exterior (Ciência sem Fronteiras).
O texto-base do relator foi aprovado no dia 28 de maio. Nesta terça-feira, os deputados rejeitaram dois destaques apresentados ao texto. Na única votação nominal ocorrida nesta terça, o Plenário manteve no texto, por 269 votos a 118, a contagem dos recursos desses programas nos 10% do PIB que devem ser aplicados.
Para o relator, a aplicação de verbas públicas em programas em parceria com o setor privado não afeta a meta de aplicar um mínimo de 10% do PIB no setor público porque o cálculo foi feito com base no chamado Custo Aluno Qualidade (CAQ). “Esses valores são insignificantes se comparados ao que vamos investir em educação pública em dez anos”, afirmou Angelo Vanhoni.
Complementação de verbas
O Plenário rejeitou também outro destaque, do PMDB, que pretendia retirar do texto a obrigatoriedade de a União complementar recursos insuficientes de estados e municípios para cumprir o CAQ. O próprio autor do destaque, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), desistiu de defender sua proposta.
Segundo Vieira, o CAQ define que, se uma escola tiver determinados insumos, ela será uma boa escola, mas não há previsão de recursos para essa finalidade. “Ao contrário doFundeb, qualquer estado poderá questionar juridicamente a União para que ela pague o valor projetado por esse índice [CAQ]”, afirmou. Para Gastão Vieira, esse conceito precisa ser melhor definido.
De acordo com o texto, o CAQ e o Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi), a ser usado nos dois primeiros anos, deverão traduzir um conjunto de padrões mínimos de qualidade do ensino estabelecidos na legislação educacional. A ideia é que o financiamento seja calculado com base no atendimento desses padrões.
Recursos
Em relação às principais metas relacionadas no projeto, dados da comissão especial que analisou o PNE indicam que, nos dez anos, os investimentos deverão saltar dos atuais R$ 138,7 bilhões para R$ 228,35 bilhões nas principais áreas.
Esses recursos deverão ser direcionados para a ampliação de matrículas e melhoria da qualidade do ensino em creches; pré-escolas; ensinos fundamental, médio e superior; educação especial; ensino em tempo integral; ensino de jovens e adultos; e educação profissional.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/469610-CAMARA-APROVA-PLANO-NACIONAL-DE-EDUCACAO-TEXTO-SEGUE-PARA-SANCAO.html

Programação computacional nas séries iniciais

Tendência norte-americana de incluir programação nas séries iniciais de ensino começa a chegar ao Brasil. Mas críticos apontam que, por trás da necessidade de desenvolver habilidades cognitivas e lógicas, escondem-se interesses menos nobres.
Por: Vera Rita da Costa
Nos Estados Unidos, já há currículos e recursos didáticos para incorporar
a programação de computadores na vida diária dos estudantes desde muito cedo.
(foto: Leonardo Augusto Matsuda/ Flickr – CC BY-NC 2.0)
Prepare-se, pois se o tema ainda não bateu à sua porta o fará em breve, e você terá que opinar e se posicionar em relação a ele.
De que tema estamos falando? De aulas de programação computacional para crianças. Isso mesmo! Não se trata da discussão se devemos ou não introduzir aulas de filosofia, religião ou acrescentar mais aulas de ciências em nossos já carregados e fragmentados currículos escolares.
O tema da vez – que já está se tornando febre no exterior e começa também a bater à porta das escolas brasileiras, sobretudo as particulares e mais caras – é a introdução da programação de computadores nas séries iniciais da escolarização.
Não pense que há algum erro ou exagero no que foi dito antes. Trata-se mesmo da proposta de incluir esse aprendizado desde cedo, já nas séries iniciais, equivalentes ao nosso ensino fundamental, ou até na própria educação infantil.
A nova tendência surgiu nos Estados Unidos, incentivada (e patrocinada) por grandes empresas de tecnologia e seus fundadores, entre as quais se destacam Microsoft e Facebook
A nova tendência, como se pode imaginar, surgiu nos Estados Unidos, incentivada (e patrocinada) por grandes empresas de tecnologia e seus fundadores, entre as quais se destacam Microsoft e Facebook. 
Por intermédio da Code.org, uma organização não governamental, essas e outras empresas ligadas à tecnologia da informação têm creditado recursos milionários para disseminar a programação entre os mais jovens e têm obtido enorme sucesso e muita receptividade à sua proposta.
Nos Estados Unidos, já há currículos e recursos desenvolvidos e destinados às diferentes idades, treinamento sendo oferecido aos professores e um eficiente trabalho de divulgação (leia-se lobby) junto às autoridades educacionais e políticos. Tudo com o objetivo explícito de fomentar a incorporação da programação na vida diária dos escolares. Se possível, nos currículos oficiais dos estados norte-americanos, e o quanto antes, melhor. 
Em um artigo recente publicado no The New York Times, fala-se, inclusive, em um ‘movimento nacional pelo ensino de programação’ nas escolas norte-americanas. Coisa da pesada! De quem realmente está preocupado em “inspirar a paixão pela tecnologia”, “incentivar as carreiras ligadas à computação e à tecnologia da informação”, “garantir a empregabilidade futura” e “desenvolver habilidades cognitivas e lógicas”. 
Essas, é claro, são as alegações dos defensores da medida. E, como se pode perceber, é realmente difícil não ser ‘fisgado’ por elas. Qual professor ou professora que não se importa com essas questões atualmente? Qual pai ou mãe que não se preocupa em “conferir vantagens iniciais” ou “preparar seu filho para o futuro”?

Professores inscritos na Olimpíada de Português recebem formação

Professores de língua portuguesa e pedagogos de escolas municipais de Cuiabá que se inscreveram na 4ª edição da Olimpíada de Português estão passando por formação continuada. A qualificação visa aprimorar a prática didática desses profissionais que vão trabalhar a leitura e a produção de textos com os alunos do 5º ao 9º ano.
Em Cuiabá, 128 professores estão inscritos na olimpíada, envolvendo 42 escolas municipais. Estes professores recebem a formação, bem como o material didático, para trabalhar com alunos que vão produzir os textos para a olimpíada.
A Olimpíada de Português é uma iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, com coordenação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Esta edição da Olimpíada tem como tema “O lugar onde vivo”, que busca resgatar a cultura local.
Conforme explica a assessora pedagógica e formadora de língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação, Silma Ponce, as escolas inscritas na olimpíada receberam a coleção didática, contendo quatro pastas com caderno do professor, CD-ROM e a coletânea de textos, nos gêneros poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião. Esse material fará parte do acervo da escola e será usado pelos professores nas oficinas de leitura e produção de textos com os alunos.
O formador do Cenpec Antonio Gil, explica que o material orientador, disponibilizado pelo centro de estudos, ajuda a aprimorar o trabalho do professor em sala de aula, principalmente em relação à escrita e à leitura.
Foto: Jorge Pinho (SME)
“O professor se apropria dessa metodologia para adquirir conhecimento. São experiências que melhoram o trabalho em sala de aula e incentiva a participação do professor na olimpíada”, observa Antonio Gil.
Os professores do 5º ao 6º ano vão trabalhar com os alunos a produção de poema e os do 7º ao 8º ano, memórias literárias. As turmas do 9º ano vão trabalhar a crônica. O artigo de opinião não é incluído nas escolas municipais, pois é destinado ao ensino médio.
“Antes de começar a produção de texto, os professores trabalham com os alunos a sequência didática. Como o tema da olimpíada é ‘o lugar onde vivo’, eles pesquisam sobre o local onde moram, apontando os problemas existentes, e só depois dessas atividades é que começam a produção dos textos”, explica Silma Ponce.
Os textos produzidos pelos alunos, segundo a assessora pedagógica, serão avaliados por uma Comissão Julgadora Escolar e posteriormente por uma Comissão Julgadora Municipal. Os textos selecionados pela comissão municipal serão encaminhados para o MEC para concorrerem na fase final.
A professora de Língua Portuguesa, Ângela Maria Almeida, que leciona para turmas do 7º ano na escola Esmeralda de Campos, aprovou o material. “A metodologia é totalmente atual, é uma proposta muito interessante para trabalhar em sala de aula”.
Olimpíada - Ocorre desde 2008, tem caráter bienal, ocorrendo sempre nos anos pares. O concurso pretende aprimorar a prática didática de professores de Língua Portuguesa da rede pública em todo o Brasil com o objetivo de desenvolver competências de escrita nos alunos e contribuir com a qualidade do ensino.
IPE – A qualificação dos professores de Língua Portuguesa está dentro do Programa de Implementação Pedagógica do Ensino (IPE), que oferece formação continuada também aos professores de matemática e história que atuam na rede municipal de ensino. Pelo menos 400 profissionais estão passando pela formação.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/professores-inscritos-na-olimpiada-de-portugues-recebem-formacao/9011

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...