quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deputados e professores criticam formação de oligopólios no ensino superior, vide Kroton. MEC falta ao debate.

Deputados e professores criticaram a formação de oligopólios no ensino superior no Brasil e a transformação da educação em negócio, em audiência pública na Comissão de Educação nesta quinta-feira (10). A comissão debateu o impacto na qualidade do ensino provocado pela fusão entre as empresas Kroton Educacional e Anhanguera Educacional, anunciada no primeiro semestre. Porém, para grupos privados da educação, as instituições são responsáveis por democratizar o acesso ao ensino superior.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a fusão entre as Empresas Kroton Educacional do Grupo Pitágoras, e Anhanguera Educacional, e seu impacto na qualidade do Ensino Brasileiro. Dep. Ivan Valente (PSOL-SP)
Valente: fundos de investimentos não se preocupam com qualidade da educação, mas sim com os lucros.
A fusão dessas empresas ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, se concretizada, poderá criar o maior grupo educacional do mundo, com um capital aberto de R$ 12 bilhões. Juntas, as empresas terão mais de 800 unidades de ensino superior e quase 1 milhão de alunos, sendo 486 mil no ensino presencial e 516 mil no modelo de ensino a distância. O debate foi proposto pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Chico Alencar (Psol-RJ), Jean Wyllys (Psol-RJ) e Celso Jacob (PMDB-RJ).
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino distribuiu comunicado em que informa ser contrária à fusão. A entidade destaca que o número de alunos que a nova empresa Anhanguera-Kroton vai atender corresponde a 20% das matrículas no ensino superior no Brasil, grande parte das quais mantidas por investimentos públicos, por meio de programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Universidade para Todos (ProUni). No caso da educação a distância, a nova empresa concentrará 34% das matrículas.
Redução de custos
A professora e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Cristina Helena de Carvalho criticou a participação de fundos de investimentos de especuladores nacionais e internacionais na gestão de empresas educacionais. “Não se dá mais satisfação apenas ao dono da escola, mas ao conjunto de investidores”, destacou. “Para gerar lucros, há exigência de reestruturação, que envolve redução de quadro de pessoal, baixos salários, demissões dos mais qualificados e precarização das relações de trabalho”, completou.
Segundo ela, o setor educacional está se tornando em oligopólio, com a compra das instituições pequenas pelas gigantes da educação. Ela ressaltou que, desde 2003, tramitam no Congresso propostas que limitam a participação de capital estrangeiro nas instituições de educação, mas nenhum projeto nesse sentido foi aprovado pelos parlamentares.
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a fusão entre as Empresas Kroton Educacional do Grupo Pitágoras, e Anhanguera Educacional, e seu impacto na qualidade do Ensino Brasileiro. Presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP), Celso Napolitano
Celso Napolitano, representante de professores de SP: a educação virou um "grande negócio".
“Nenhum fundo de investimento questiona como pode melhorar a educação, mas sim como pode aumentar os lucros dos acionistas”, salientou o deputado Ivan Valente. “Estudante é o negócio, e aí reside o grande problema.” Para ele, se a única lógica é a maximização de lucros, “é evidente que a qualidade do ensino vai cair”.
Segundo o deputado Jean Wyllys, alunos têm saído das faculdades sem habilidades e competências mínimas. Para ele, isso é efeito da “mercantilização da educação”, com a educação sendo entregue a investidores privados, sem nenhum tipo de controle.
O presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, Celso Napolitano, também criticou a “transformação da educação em um grande negócio”, além de ter criticado a forma de financiamento do Fies, que, na visão dele, “significa dinheiro nas mãos das instituições particulares sem qualquer tipo de contrapartida”. Ele reclamou ainda do excesso de ensino a distância oferecido pelas instituições privadas. Para ele, isso “é economia na folha de pagamento”.

Malala agradece prêmio Sakharov e diz que seguirá "dando voz às crianças"

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai agradeceu nesta quinta-feira o Parlamento Europeu (PE) pela concessão do prêmio Sakharov de Liberdade de Consciência e assegurou que o mesmo representa uma grande oportunidade para continuar "dando voz às crianças que não têm".
"Muito obrigado União Europeia, é um grande honra receber este prêmio. Não é só um reconhecimento, é também um respaldo ao meu trabalho a favor da educação", disse Malala nesta quinta-feira à Agência Efe em Nova York após o anúncio do prêmio.
A jovem de 16 anos, que foi baleada há um ano pelos talibãs por lutar pelos direitos das meninas à educação, se encontra em Nova York para promover seu novo livro, intitulado "Eu Sou Malala".
O Prêmio Sakharov, que será entregue na sessão plenária de novembro do PE em Estrasburgo, já reverenciou personalidades como o líder sul-africano Nelson Mandela, opositores cubanos como as Damas de Branco e o ativista Guillermo Fariñas.
para saber o que aconteceu com Malala, clique 
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/10/10/malala-agradece-premio-sakharov-e-diz-que-seguira-dando-voz-as-criancas.htm

Greve na Rede Estadual completa sessenta dias.

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
Uma reunião entre deputados estaduais e representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), na manhã desta quinta-feira (10), terminou sem grandes avanços que indiquem o fim da greve, que hoje completa dois meses e é uma das maiores da história do Estado.

Durante a reunião, na Secretaria de Educação, no CPA, foi apresentada aos sindicalistas a proposta de encaminhamento de um projeto de lei, para ser votado na Assembleia Legislativa (AL), que garante a dobra salarial de ganho real da categoria em até dez anos e o aumento da hora-atividade em três anos.

A medida visa a assegurar que, mesmo após o fim do Governo Silval Barbosa (PMDB), o acordo seja cumprido pelos próximos gestores.

A categoria, porém, “bateu o pé” e afirmou que o encaminhamento do documento não garante nada e exige do Estado a implantação imediata da proposta.

Agora, os representantes da categoria estão em uma reunião ampliada com os professores, no auditório do Sintep, a fim de repassar o que foi discutido na reunião.

Uma assembleia-geral está agendada para as 14h, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. 

Mas, o presidente do sindicato, Henrique Lopes, já havia declarado que, caso o Estado não fizesse uma nova proposta, a diretoria não colocaria em discussão o encerramento da greve durante a plenária.

continue lendo:
http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=175454

EMEB Hélio de Souza Vieira: Parabéns aos campeões do 2° Jogos Escolares

Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica Hélio de Souza Vieira campeões do 2° Jogos Escolares da Secretaria Municipal de Educação nas modalidades futsal e judô receberam nesta terça-feira (08) suas respectivas medalhas e troféus.
A escola, localizada no bairro Praeiro, foi a melhor colocada na classificação geral dos jogos, somando 62 pontos. O segundo lugar na classificação geral ficou com a escola Ranulpho Paes de Barros, que teve 47 pontos.
O secretário municipal de Educação, Gilberto Gomes de Figueiredo, participou da solenidade de entrega da premiação e parabenizou a escola pela belíssima atuação e desempenho nos jogos.
“Toda grande conquista não vem de graça, mas sim com muita dedicação e empenho. E foi o que aconteceu nessa escola, que contou com uma equipe dedicada que trabalhou junto para conquistar essa vitória”, disse o secretário.
Conforme destacou o secretário, “toda conquista também tem seu mérito e não deve fica só nas medalhas”, por isso resolveu dar pessoalmente uma boa notícia aos alunos. “Estou aqui para assegurar que essa promessa seja cumprida. No próximo ano vamos fazer uma ampla reforma nessa escola, incluindo troca de telhado e de toda a parte elétrica e vamos devolvê-la para vocês com ar-condicionado em todas as salas de aula”.
Pelo menos 34 escolas da rede municipal de Cuiabá participaram dos jogos escolares, contando com a participação de 1.200 alunos, que competiram em oito modalidades.
A escola Hélio de Souza contou com a participação de 78 alunos nos jogos e vários deles conquistaram medalhas. No futsal ficou em primeiro lugar no masculino e feminino da categoria B e em terceiro lugar no feminino da categoria A.
No judô a escola também levou a melhor. Na categoria A conquistou o primeiro lugar no masculino e no feminino. Na categoria B ficou com o primeiro lugar no masculino e segundo no feminino.
Segundo a diretora da escola, Norma Prates, a boa colocação dos alunos nos jogos foi conquistada devido muita dedicação e esforço não só dos alunos mas também de toda a equipe escolar. “Vamos continuar trabalhando e nos esforçando para que no próximo ano nossos alunos possam participar e trazer mais vitórias para nossa escola”.
A secretária-adjunta de educação, Marioneide Angélica Kliemaschewsk, também elogiou a participação dos alunos nos jogos e destacou a importância de incentivar a atividade esportiva nas escolas. “É sempre bom lembrar que lugar de criança e adolescente é na escola, estudando e praticando atividades esportivas”, disse a secretária.
A equipe da Secretaria Municipal de Educação foi recepcionada com uma grande festa feita pelos alunos, que estavam ansiosos para receber a premiação.
A aluna do 5° ano, Mariana Letícia Fagundes, 10 anos, capitã do time feminino de futsal, categoria B, foi uma das artilheiras dos jogos. Com quatro gols marcados ela ajudou o time a conquistar o primeiro lugar. “Não via a hora de receber a minha medalha e levar para casa para mostrar para minha mãe”. A aluna diz que aprendeu a jogar futebol na escola, participando do Programa Mais Educação, onde também aprendeu sobre os benefícios do esporte. “Além de ser educativo ele também faz bem para a saúde”.
Com duas medalhas estampadas no peito, o pequeno Vinícius Arruda, 10 anos, era só felicidade. Goleiro do time masculino da categoria B, ele foi campeão no futsal e no judô. O aluno que também foi campeão no futsal pelos jogos escolares em 2012, diz que sonha em ser jogador de futebol e se espelha no jogador português Cristiano Ronaldo.
Na escola Hélio de Souza não foram apenas os pequenos atletas que brilharam nos jogos escolares, a torcida também foi bastante atuante. Após descobrir que tem problemas de saúde, a aluna do 6° ano Anna Leodora Miranda, 11 anos, foi proibida pelos médicos de praticar esportes, mas ela não quis ficar de fora dos jogos e se tornou a uma das principais incentivadoras dos colegas nos jogos. “Mesmo com problema de saúde eu participo de todos os projetos da escola. No esporte eu fico na torcida, apoiando meus colegas que são muito dedicados e merecem uma boa torcida”.

Fonte:  Rosane Brandão
Fotos: Jorge Pinho. 
Para ver outras fotos http://jorgefotografosme.blogspot.com.br

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=7614

Prêmio Inovação: Mecanismo de avaliação promove mudanças em município paraense

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pequeno município de Gurupá, na região de Marajó, no estado do Pará, alcançou uma população de 30,7 mil habitantes em 2013. Como ocorre em diversas cidades com esse perfil Brasil afora, não havia qualquer instrumento local para diagnosticar e verificar os indicadores educacionais e socioeconômicos. Mas essa realidade começou a ser transformada em 2009, com a implementação da Prova Gurupá.

A experiência se iniciou por meio de reuniões junto às comunidades escolares, abordando a relevância do acompanhamento do processo educacional. A partir daí se estabeleceu o planejamento pedagógico coletivo em toda a rede de ensino. A próxima etapa foi a formalização, por meio de decreto municipal, de um instrumento de avaliação do desempenho em língua portuguesa e matemática dos alunos da rede municipal de ensino fundamental. Nascia a prova Gurupá, que posteriormente foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação do Pará e cujos resultados obtidos já demonstram o sucesso da intervenção pedagógica para a melhoria da qualidade da educação básica na cidade.

Em 2007, o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) para os anos iniciais em Gurupa era 2,1, abaixo da meta estabelecida pelo Ministério de Educação (2,5). Passados dois anos, em 2009, ano da implantação da Prova Gurupá, o Ideb local já estava acima da meta prevista (2,8), chegando a 3,0. Na última edição do Ideb, em 2011, o aprimoramento foi ainda mais significativo, com um índice de 4,1, ante uma meta de 3,2.

Esses resultados foram também determinantes para a Prova Gurupá ser um dos projetos vencedores do Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2011, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com a finalidade de identificar, conhecer e tornar públicos experimentos bem sucedidos das redes e sistemas de ensino municipais.

Segundo a secretária municipal de Educação de Gurupá, Betiza Maria Ferreira de Almeida, dentre os benefícios de vencer o Prêmio Inovação o principal foi a possibilidade de ser implementado, por meio de um projeto de lei, o Sistema de Avaliação Municipal de Gurupá (SIAMG). “Com a implantação do sistema, atualizaremos a matriz curricular de conteúdos da rede municipal, envolvendo momentos de formação pedagógica, construção e reestruturação dos projetos políticos pedagógicos locais, como o mecanismo de consolidação da melhoria do Ideb”, complementou Betiza.

Prêmio — As inscrições ao Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2013 foram prorrogadas e permanecem abertas até 30 de outubro. Podem concorrer experiências desenvolvidas por órgãos municipais gestores do ensino. Elas devem estar em vigência e implantadas há pelo menos 18 meses, além de já ter apresentado resultados. Os dirigentes municipais podem inscrever até quatro experiências, uma para cada área temática do prêmio: Gestão pedagógica — relacionada ao planejamento e à organização do sistema educacional do município e das unidades escolares quanto ao gerenciamento de recursos e à elaboração e execução de projetos pedagógicos; Gestão de pessoas — relacionada ao uso de métodos e técnicas que envolvam a formação e o desenvolvimento dos profissionais, bem como ao incentivo à participação em decisões políticas e técnicas e valorização de mérito;Planejamento e gestão — relacionada ao uso de métodos e técnicas de gestão pública na educação do município;Avaliação e resultados educacionais — relacionada ao desenvolvimento e ao uso de instrumentos e de tecnologias de avaliação e de monitoramento dos processos e resultados educacionais do município e seu uso na orientação em tomadas de decisões de gestão e de práticas educativas.

Assessoria de Comunicação Social do Inep
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19146

Lei de Responsabilidade Educacional é criticada em debate na Câmara

Gestores ligados à educação pública em âmbito federal, estadual e municipal disseram que modelo prejudica estudantes ao impedir o repasse de recursos.
Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o Projeto de Lei Complementar 15/11, que estabelece normas para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, com relação à responsabilidade na gestão pública da educação escolar brasileira. Secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE/MEC), Binho MarquesMarques: proposta penaliza os alunos com a suspensão do repasse para o ente federado.
Representantes da área de educação dos governos estaduais, municipais e federal criticaram, nesta terça-feira (8), o projeto que cria a chamada "Lei de Responsabilidade Educacional" (PLP 15/11), que determina que os estados, municípios e DF têm que cumprir uma série de medidas, sob pena de deixarem de receber as transferências voluntárias da União. Esse dinheiro é repassado pelo governo federal por meio de convênios ou outros instrumentos parecidos com o objetivo da promover a realização de obras e serviços.
Durante debate na Comissão de Educação nesta terça-feira (8), o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino, Binho Marques, explicou por que o Ministério da Educação é contra o projeto. “O PLP 15 é um dos muitos projetos que tramitam aqui de Lei de Responsabilidade Educacional. O problema básico do PLP 15 é o fato de que ele penaliza, na realidade, os alunos, a população, quando um ente federado não cumprir um dos dez itens que ele recomenda”, alertou.
Um dos itens questionado é o que estabelece que todos os municípios precisam ter planos plurianuais de formação de professores. Binho Marques afirma que 70% dos municípios têm dificuldades de fazer isso.

leia mais:

Veja a íntegra da proposta:

Reportagem - Renata Torres
Edição - Rachel Librelon







http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/454053-PROPOSTA-PARA-LEI-DE-RESPONSABILIDADE-EDUCACIONAL-E-CRITICADA-EM-DEBATE.html

Jogo digital criado no Piauí apoiará educação de autistas

Estudantes autistas de Teresina testaram e aprovaram um jogo digital sobre cores, criado por dois professores e três estudantes do curso de tecnólogo de análise e desenvolvimento de sistemas do Instituto Federal do Piauí, campus Teresina central. A primeira ferramenta desenvolvida pela equipe de pesquisa é para ensinar as cores primárias – vermelho, amarelo e azul –, mas o jogo, denominado G-TEA, será ampliado para possibilitar o ensino de letras, números, formas, sons, animais.

Um dos criadores do jogo, o professor Otílio Paulo da Silva Neto, explica que o G-TEA é uma ferramenta que auxilia a aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), baseada na metodologia de análise do comportamento aplicado. O ensino deve ser conduzido, de preferência, por pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos.

Com o G-TEA, o objetivo principal do grupo de pesquisa e criação do instituto é auxiliar os educadores a solucionar as dificuldades do aprendizado das cores por crianças e jovens autistas, mas o jogo pode ser usado de forma ampla na aprendizagem de crianças com ou sem deficiências, diz o professor.

Durante os testes com estudantes da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) do Piauí, Otílio da Silva Neto observou que o tablet despertou o interesse imediato das crianças e adolescentes, e o jogo veio depois. O importante para os criadores da ferramenta, diz o professor, é que os alunos brincaram e mantiveram o interesse.

O próximo passo da equipe do instituto federal, formada pelos professores Otílio Paulo e Fernando Santana e pelos alunos Victor Hugo, João Manoel e Gleison Batista, será apresentar o protótipo do G-TEA no Simpósio Brasileiro de Games e Entretenimento Digital (SBGames), que acontecerá de 16 a 18 deste mês, em São Paulo.

Outra decisão tomada pelos pesquisadores e pelo Instituto Federal do Piauí é sobre a distribuição da ferramenta, que será gratuita para qualquer público, por meio de um repositório web.

Ionice Lorenzoni
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19144

Dia das Crianças: "Me dá o teu contente que eu te dou o meu"


Me dá o teu contente que eu te dou o meu - Cristina Mattoso (org.) - Ed. Verus

Li em um dia e ainda reli algumas páginas depois, para rir mais um pouco. Eu já sabia que as crianças não tinham esse problema do "ser racional o tempo todo" ou "falar isso ou aquilo porque é politicamente correto". Mas não imaginava que todo mundo nasce poeta. Mas, aí crescemos e toda a poesia fica perdida em algum lugar dentro de nós.


O livro foi organizado pela Cristina Mattoso, publicado pela Verus Editora e ilustrado com desenhos de adolescentes da Fundação Síndrome de Down. Prometo que vou seguir o conselho publicado na introdução do livro e, quando eu tiver os meus filhos, compro um caderninho para anotar as pérolas que eles falarem. Deve ser demais ler tudo aquilo depois de alguns anos, né?
O livro é todo feito de falas engraçadas ditas por crianças, com toda a sua inocência, pureza e sinceridade. Essas frases foram organizadas em temas, para facilitar o leitor. Deus, Humor e Família são alguns dos temas da publicação.

Só para dar um gostinho

Aí vão alguns trechos do livro, para vocês morrerem de vontade de ler tudo e correrem para a livraria mais próxima:


"Felipe, que estava com uma infecção urinária, ao sentir muita dor, febre e dificuldade de urinar, protestou, chorando:
- Deus deve tá louco de me fazê tê tanta dor. Eu sou muito pequeno para sofrer tanto!"


"Querido Deus,
Eu aposto que é muito difícil para você amar todas as pessoas do mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo..." (da série Cartinhas para Deus)


"Cansado de tanto ter que obedecer, o menino perguntou, impaciente, para a mãe:- Mamãe, até quando a gente é filho?"

veja mais:
http://leituramaisqueobrigatoria.blogspot.com.br/2009/04/me-da-o-teu-contente-que-eu-te-dou-o.html

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Etapa estadual da Conferência pelo Meio Ambiente fortalece pluralidade cultural


Patrícia Neves / Assessoria Seduc-MT
IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente - Etapa Estadual/MT
Mais do que um espaço destinado ao debate sobre o meio ambiente, a Etapa Estadual da IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis se consolida com um espaço dedicado a desconstrução de um ciclo praticado  ao longo dos anos, com a ratificação dos preconceitos das matrizes culturais brasileiras. Nos últimos dois dias (07 e 08.10), estudantes da rede pública e privada na faixa etária de 11 a 14 anos dedicam-se a troca de vivências e debatem a questão ambiental projetando ações para o futuro. Os debates são concentrados no Hotel Mato Grosso Pantanal, em Poconé (a cerca de 120 km de Cuiabá).
Para o superintendente de Diversidades Educacionais, da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), Rui Leonardo Souza Silveira, a construção de projetos por estudantes negros, indígenas, brancos, e moradores de quilombolas sobre as temáticas água, ar, fogo e terra, traz à tona as especificidades do Estado fazendo com os estudantes sejam os propulsores das mudanças sociais almejadas. “Nós estamos construindo um debate considerando o outro”, declarou durante abertura realizada na tarde de segunda-feira (07.10).
“Esse é um espaço extremamente importante para se pensar na desconstrução de barreiras de gêneros de diversidades. Um dos grandes aprendizados é essa dimensão, de um ambiente integrado, de promoção de nossas relações com os diferentes”. A avaliação é da professora Ângela Maria dos Santos, da Gerência de Diversidades da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).
Foto: Jorge Pinho (SME)
Para Xisto Tserenhiru Tserenhimi Rãmi, da Coordenadoria Escolar Indígena da Seduc-MT, o espaço é pioneiro considerando que muitas etnias ainda preservam a língua materna. “Essa dimensão integradora é única, de pensar nossas relações considerando as relações que são diferentes. O espaço é extremamente importante e possibilita essa desconstrução de barreiras”.  Além de Xisto, estão presentes aos debates representes estudantes das etnias Umutina, Bororo e Xavantes.
Conforme o regulamento da etapa nacional da IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente (CNJIMA) ‘Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis’ , dos  25 delegados (estudantes) que serão eleitos durante a etapa estadual, três representantes serão provenientes de assentamentos, da educação quilombola e do campo.
"Esse é um momento ímpar para a sociedade. Vamos trabalhar um sonho de construção de uma escola melhor", pontua Giselly Gomes, gerente de Educação Ambiental da Seduc.
A atividade realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, é organizada pela Comissão Organizadora Estadual (COE), presidida pela Seduc-MT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT), Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), Secretarias de Estado de Meio Ambiente e de Saúde, Coletivo Jovem e Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME).


PATRÍCIA NEVES
Assessoria Seduc-MT
http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=13845&parent=20

CONSED e UNDIME ofertam vagas para Mestrado em "Métodos e Gestão em Avaliação"

Em reunião no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na tarde desta segunda-feira (7), a presidente do Consed, Maria Nilene Badeca da Costa, acompanhada da Secretária Executiva do Consed, Nilce da Costa, reuniram-se com o diretor de Avaliação da Educação Básica (DAEB), Alexandre André dos Santos e o coordenador do mestrado, Dr. Renato Cislaghi, com o objetivo de estabelecer os termos do convênio de cooperação técnica entre o Inep, Ufsc, Undime e Consed para a oferta de quatorze bolsas no mestrado em Métodos e Gestão em Avaliação, do programa de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O convênio de cooperação técnica possibilitará a oferta de quatorze vagas exclusivas no mestrado, sendo 7 vagas para o Consed e 7 para a Undime. Essas bolsas serão disponibilizadas para os técnicos, profissionais e pesquisadores que se dedicam à temática dos processos de gestão da avaliação, especialmente aos membros dos núcleos de avaliação das Secretarias Estaduais de Educação, que disputarão as vagas por meio de um processo seletivo organizado pela Universidade Federal e os demais parceiros.
A professora Nilene Badeca da Costa, presidente do Consed e Secretária de Educação de Mato Grosso do Sul, considera uma oportunidade ímpar a capacitação de profissionais da educação, visando ao aprimoramento e facilitação da geração de conhecimento para a melhoria dos índices de desempenho na Educação. A presidente afirmou que essa parceria Inep/UFSC/Consed/Undime irá preencher uma necessidade crescente nas avaliações que é a qualificação de profissionais especializados em métodos quantitativos e de gerência em avaliação.
Segundo o professor Dr. Renato Cislaghi, o acordo beneficiará a gestão das avaliações nos órgãos de origem dos mestrandos que terão um enfoque nas pesquisas e desenvolvimento de metodologias em avaliação, com base em métodos quantitativos, visando ao aperfeiçoamento desses processos no que tange ao gerenciamento, tomada de decisão, planejamento e execução de pesquisa, aplicação de instrumentos e coleta e análise de dados.
De acordo com Alexandre André dos Santos, o mestrado promoverá o desenvolvimento de estudos para aperfeiçoamento dos processos de avaliação de ensino nas escolas brasileiras.
O mestrado em Métodos e Gestão em Avaliação
O Programa objetiva ultrapassar a questão da utilização de métodos. Pretende, também, trabalhar na esfera da administração pública e, consequentemente, social com a participação de qualidade do processo ensino-aprendizagem, transparência, controle, transferência e gestão de recursos, capital social e descentralização.
O mestrado possui duas linhas de pesquisa, sendo a primeira Gestão em Avaliação com foco na esfera da administração pública e, consequentemente, social com técnicos, profissionais e pesquisadores que se dedicam à temática dos processos de gestão da avaliação. E a segunda linha abordando os Métodos Quantitativos em Avaliação Educacional, por meio dos métodos estatísticos, especialmente na avaliação educacional de grande escala.
Mais informações sobre o mestrado podem ser acessadas pelo link: http://www.mga.ufsc.br/
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/713-consed-firmara-acordo-de-cooperacao-tecnica-para-ofertas-de-vagas-de-mestrado

Texto do PNE da Câmara deve ser retomado e aperfeiçoado, dizem debatedores no Senado

O texto do Plano Nacional da Educação (PLC 103/2012) proveniente da Câmara regrediu em suas passagens pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, por isso, a versão dos deputados precisa ser recuperada e melhorada. Esta foi a tônica do debate desta terça-feira (8) na Comissão de Educação (CE), na primeira de uma série de audiências públicas a serem realizadas sobre o tema.
Os debatedores apontaram principalmente a necessidade de manter os repasses para o setor em 10% do produto interno bruto (PIB). Também foi consensual a constatação de que a União precisa investir mais na educação básica, que hoje está quase toda sob a responsabilidade de estados e municípios, num dramático desequilíbrio, já que é o município é o ente federado que menos tem receita.
- O debate mostrou um diagnóstico pessimista e duro da realidade, uma histórica inversão de prioridades e a apresentação de metas muito ousadas [no PNE], que estabelece um conflito entre a ousadia e a possibilidade [como a alfabetização de toda criança até os seis anos]. Temos que compatibilizar a ousadia com a possibilidade e encontrar caminhos para melhorarmos a educação no Brasil – disse o relator na CE, senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
A valorização do professor, com bons salários iniciais para atrair jovens promissores para o magistério e o estabelecimento de planos de carreira atrativos também foi mencionada. Além disso, discutiu-se a fonte desses recursos, que não serão suficientes se vierem somente dos royalties do petróleo. Durante os debates, chegou-se a defender até mesmo a taxação de grandes fortunas.
- A educação tem que ser a prioridade já que é um direto que motiva os demais direitos sociais. O governo precisa ter essa visão social, é evidente que vamos buscar no petróleo, nas grandes fortunas, mas há uma receita significativa nos cofres da União, e os 10% devem ser retirados dessa receita que a União aufere com uma carga tributaria pesadíssima – avaliou o relator.
Segundo o parlamentar, o momento é de realização de um trabalho a muitas mãos, com governo e oposição trabalhando em um projeto comum que não será nem de um, nem de outro, já que o PNE valerá para dez anos e não se conhece quem será o próximo dirigente do país. A intenção é aprovar o texto na comissão até o início de novembro, lembrou Alvaro.
leia mais:
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/10/08/texto-do-pne-da-camara-deve-ser-retomado-e-aperfeicoado-dizem-debatedores

Câmara aprova obrigatoriedade de hasteamento da bandeira em escolas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (8), em caráter conclusivo, proposta que obriga as escolas públicas e privadas de ensinos fundamental e médio a hastear a bandeira nacional pelo menos uma vez por semana. O hasteamento deverá ser solene, com execução do Hino Nacional. A medida está prevista no Projeto de Lei 5319/09, do ex-senador e atual ministro da Educação Aloizio Mercadante.
Atualmente, de acordo com a Lei 5.700/71, já é obrigatório o hasteamento semanal da bandeira. O projeto apenas especifica que as escolas de ensino fundamental e médio deverão cumprir a regra.
A matéria seguirá agora para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada também pelo Plenário da Câmara.
Substitutivo 
A proposta foi aprovada na forma do substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Educação. Esse texto  também determina a execução do Hino Nacional e do Hino à Bandeira uma vez por semana e no início de eventos promovidos por escolas públicas e privadas de ensinos fundamental e médio. Hoje, somente o Hino Nacional é obrigatório nas escolas de ensino fundamental.
O relator na CCJ foi o deputado Jorginho Mello (PR-SC), que votou pela aprovação do substitutivo. “A medida cumprirá o objetivo de desenvolver nas crianças e nos adolescentes o sentimento de patriotismo e o interesse cívico que tanto contribuem para o bom exercício da cidadania”, avaliou.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Marcelo Oliveira



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/454046-CAMARA-APROVA-OBRIGATORIEDADE-DE-HASTEAMENTO-DA-BANDEIRA-EM-ESCOLAS.html

PROFMAT: Mestrado em matemática deve chegar ao professor do interior

Chegar ao professor de matemática que ensina nas pequenas cidades do interior do país é um dos desafios do programa Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), segundo o relatório Quem é o Professor de Matemática da Escola Básica?, realizado pela Sociedade Brasileira de Matemática. O estudo traça um perfil quantitativo desses profissionais, utilizando dados dos exames de acesso de educadores ao programa de 2011 a 2013, e qualitativo, por meio de questionários digitais por amostragem.

De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o relatório indica a necessidade de interiorizar a oferta do mestrado profissional, para atingir o educador distante das capitais e regiões metropolitanas. Para que essa oferta seja garantida, explica, é preciso ter um corpo docente capacitado nas instituições de ensino superior participantes da rede do Profmat e um polo o mais próximo possível, para que o professor possa frequentar as aulas presenciais.

Marcelo Viana lembra que o mestrado profissional em matemática tem duração de dois anos e é semipresencial, o que significa que o educador combina a pós-graduação com as atividades na escola de educação básica onde trabalha. Viana fala sobre um professor de Parintins, cidade que está a 369 quilômetros de Manaus, para ilustrar esse tipo de dificuldade. Esse professor, diz, nem barco tinha para ir ao polo de Manaus para as aulas presenciais. “Ele gastou quase todo o valor da bolsa do mestrado com passagens de avião para estar nas aulas, mas concluiu o mestrado com louvor”.

Análise – O estudo sobre o Mestrado Profissional em Matemática em Rede, o Profmat, mostra que o programa de pós-graduação é oferecido nas cinco regiões do país desde 2011. Em 2013, teve a participação de 60 instituições de ensino superior, sendo 58 públicas, e 79 polos, todos vinculados à Universidade Aberta do Brasil (UAB). Mesmo que a abrangência seja significativa, o relatório aponta concentração nas capitais e grandes carências nas regiões Norte e Nordeste.

A distribuição das instituições e dos polos é assim: região Norte, oito instituições e oito polos; Nordeste, 18 instituições e 25 polos; Centro-Oeste, seis instituições e 11 polos; Sudeste, 18 instituições e 25 polos; e Sul, oito instituições e nove polos. Quando olha o número de ingressos na pós-graduação nos processos seletivos de 2011 a 2013, o estudo mostra que o Sudeste aparece com 33% e o Nordeste com 32%.

Quando trata de gênero, os dados mostram que os candidatos ao Profmat são prioritariamente homens (58%), com idades entre 29 e 33 anos (23%), formados em matemática há no mínimo cinco anos e no máximo nove anos (33%). Já a maior porcentagem dos aprovados no programa é das regiões Sudeste e Nordeste (69% em 2011, 68% em 2012, 71% em 2013).

Sobre as notas médias obtidas nas três edições do exame, a das mulheres é inferior à dos homens. As mulheres obtiveram médias de 37,5 pontos em 2011, 33 em 2012, e 31 em 2013. Já os homens alcançaram 46,5 pontos em 2011, 41 em 2012, e 37 em 2013.

Sugestões – A conclusão do relatório, que tem 200 páginas e uma série de gráficos e tabelas, sugere a realização de um estudo qualitativo, microssociológico, de aproximação de casos de professores de matemática que tiveram suas histórias positivamente afetadas pelo programa em todo o país. Professores, diz o estudo, que se apoiam na formação do Profmat para reinventar sua prática docente, reavaliar seu papel social e para se recolocar como profissionais.

E para colher subsídios para futuros estudos, o relatório sugere um aperfeiçoamento do questionário que o educador preenche ao fazer a inscrição. A coleta de dados poderá solicitar informações sobre a etapa de ensino em que atua, tempo de exercício profissional, localização urbana ou rural da escola, tipo de formação inicial que teve, tipo de instituição onde fez a graduação (se pública ou privada).

Outra sugestão diz respeito aos editais de convocação. Como o Profmat é um programa para aprofundar conhecimento no campo da matemática para professores que lecionam nas séries finais do ensino fundamental e do ensino médio, ele deve atender especialmente os educadores que atuam nessas etapas da educação. Para os professores da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, entre os quais predomina a formação em pedagogia, o relatório sugere a construção de um mestrado profissional específico, com foco nos processos de início da escolarização e de letramento em diversas linguagens.

Procura – Desde a primeira seleção, em 2011, o Profmat recebe cerca de 20 mil inscrições por ano e abre 1,5 mil vagas por processo seletivo. Durante a formação, que é semipresencial e gratuita, o educador vinculado a um sistema público da educação básica pode solicitar bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.

Ionice Lorenzoni
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19143

Abertas inscrições para mestrado em Educação 2014, campus de Rondonópolis

Programa de Pós-graduação em Educação (PPGEdu) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), Campus Universitário de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), oferece 19 vagas para o curso de mestrado em Educação 2014/1, distribuídas em duas linhas de pesquisa: Linguagens, cultura e construção do conhecimento e Formação de professores e políticas públicas educacionais.

As inscrições podem ser feitas até sexta-feira (11). É cobrada uma taxa de R$ 132,64. Os interessados devem procurar a secretaria do PPGEdu, no ICHS, campus de Rondonópolis, das 8h às 11h e das 14h às 17h, munidos dos seguintes documentos: foto 3x4, fotocópias dos diplomas de graduação e da documentação pessoal, comprovante de pagamento da inscrição, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, memorial crítico e projeto de pesquisa. Os candidatos passarão por um teste de proficiência em idioma estrangeiro (inglês, francês ou espanhol). O resultado das inscrições deferidas será divulgado no dia 29 de outubro.


O processo de seleção será realizado por meio de prova escrita (dia 8 de novembro), análise do projeto de pesquisa e do curriculum lattes, e arguição (de 04 a 06 de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 16 de dezembro. Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula no período de 10 e 11 de março 2014. O início das aulas está previsto para o dia 17 de março de 2014.


Confira aqui o edital.

http://www.ufmt.br/ufmt/site/index.php/noticia/visualizar/12921/Cuiaba

Dia das Crianças: superdotadas desafiam escolas na busca por mais estímulos

(Foto: Guilherme Zauith/G1)
Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo

Há dois anos, Pérola Sutto Ferreira Carvalho, de 33 anos, foi convocada pela direção da escola do filho porque ele não fazia as lições e não se interessava pelas aulas. A mãe achava que João Pedro, hoje com 9 anos, tinha déficit de atenção. Depois de uma bateria de avaliações e consultas com psicólogos, veio o diagnóstico: João Pedro é um menino com habilidades acima da média esperada para sua faixa etária, o que popularmente é chamado de superdotado.
Os pais perceberam que João Pedro não prestava atenção nas aulas porque não as achava estimulante e não via desafio no conteúdo apresentado. Este é um dos sinais que uma criança  com altas habilidades pode apresentar.
Vou fazer faculdade de empresário, gosto de criar coisas, quero ser dono de uma empresa de reciclagem, mas também quero criar um carro voador"
João Pedro, 9 anos
Nem sempre um superdotado é um excelente aluno. Geralmente ele é um expert em determinada área que mais o interessa, mas não tem habilidade em todos os outros campos do conhecimento. Há, por exemplo, superdotados muito bons em matemática e ruins em português. As altas habilidades, ainda, podem ser mascaradas durante a infância por características como distração, indisciplina ou até hiperatividade.
Segundo os pais, João Pedro tira boas notas nas provas mesmo sem estudar, mexe muito bem no computador, no celular, e qualquer outro equipamento eletrônico. Quando alguma luz acende no painel do carro dos pais, ele é o primeiro a propor uma solução para o problema. O garoto também é muito rápido para resolver contas "de cabeça", soluciona problemas com três variáveis e costuma ser o ajudante da professora quando o assunto da aula é matemática.
leia mais:
http://g1.globo.com/dia-das-criancas/2013/noticia/2013/10/criancas-superdotadas-desafiam-escolas-na-busca-por-mais-estimulos.html

Dia das Crianças: Propaganda de cigarro influencia crianças de 5 e 6 anos

Crianças de cinco e seis anos que habitam países de renda média ou baixa, como o Brasil, são influenciadas pelas propagandas de cigarro. Assim, correm um risco maior de se tornarem fumantes. Apenas no Brasil, 59% das crianças nessa faixa etária conhecem alguma marca de cigarro. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Pediatrics. 
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: International Reach of Tobacco Marketing Among Young Children

Onde foi divulgada: periódico Pediatrics

Quem fez: Dina L.G. Borzekowski e Joanna E. Cohen

Instituição: Universidade Johns Hopkins, EUA

Dados de amostragem: 2.243 crianças de cinco e seis anos de idade, moradoras dos seis países com o maior número de adultos fumantes do globo (Brasil, China, Índia, Nigéria, Paquistão e Rússia)

Resultado: As crianças desses países são influenciadas pelas propagandas de cigarro. Por isso, existe a necessidade de medidas mais eficazes para barrar esse tipo de publicidade
A pesquisa foi realizada nos seis países com o maior número de adultos fumantes do globo, segundo dados de 2011 da Organização Mundial da Saúde: Brasil, China, Índia, Nigéria, Paquistão e Rússia. Os pesquisadores mediram o nível de influência das propagandas de cigarro nas crianças analisando se elas eram capazes de reconhecer logotipos de diversas marcas de cigarros. Os resultados foram considerados alarmantes: das 2.243 crianças que participaram do estudo, 68% reconheceram ao menos uma marca do produto. 
O menor percentual foi encontrado na Rússia, onde 50% dos meninos e meninas identificaram pelo menos um logotipo. A maior porcentagem do estudo foi apresentada pela China, onde 86% das crianças que participaram do estudo mostraram-se familiarizadas com as marcas de cigarro.
Veja mais: 

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...