quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Meritocracia em discussão

No momento em que os Estados Unidos rediscutem suas políticas meritocráticas no campo educacional, o Brasil atrela resultados à cobrança de desempenho dos professores. Mas, afinal, qual o impacto dessas ações para o ensino-aprendizagem?


Cristina Charão
Colaborou Lia Segre

Regina Miyeko Oshiro, professora de história na Escola Estadual Moacyr Campos (SP)























Em 2001, o então presidente americano Geor­ge W. Bush aprovava a lei "No Child Left Behind" (NCLB ou Nenhuma Criança Deixada para Trás), que instituía a primeira grande política de meritocracia do país. Começava a era das métricas para aferição de “avanço anual” dos alunos, e a consequente responsabilização dos atores educacionais por esse desempenho. Hoje, nos Estados Unidos, a utilização desses resultados para avaliar o trabalho docente sofre duras críticas. No Brasil, diversos estados possuem políticas de bonificação de professores por mérito, e o recém-sancionado Plano Nacional da Educação (PNE) incluiu menção a “políticas de estímulo às escolas que melhorarem o desempenho no Ideb”. Em meio à discussão americana sobre um processo que dura mais de uma década, e a tendência brasileira por adotar políticas meritocráticas, a questão que se coloca é: como medir o desempenho dos professores? E, sendo essa a base para políticas de “reconhecimento”, elas surtem efeito no processo de ensino-aprendizagem?
De forma geral, no Brasil e no resto do mundo as políticas têm sido desenhadas com dois traços centrais: a mensuração do mérito do docente associada ao desempenho dos estudantes, especialmente através de testes padronizados, e a remuneração variável – ou pagamento de bônus por desempenho. Com isso, pesquisadores críticos ao método argumentam que as ações de cunho meritocrático carregam consigo também a noção de responsabilização do professor pelos resultados alcançados pelos alunos. Em outros termos: quando se associa o mérito do educador ao resultado obtido pelo aluno está se afirmando que o educador é o responsável direto por este resultado.
Mas, embora utilizado como base das políticas públicas de gestão de recursos humanos nas redes de educação de diversos paí­ses e no Brasil (veja levantamento o lado), não há, até o momento, provas contundentes de que o reconhecimento do trabalho dos educadores, especialmente sob a forma da distribuição de bônus salariais, tenha efeito real sobre a qualidade do processo de ensino-aprendizagem e o desempenho dos alunos. A dificuldade de medir o impacto do trabalho docente no desempenho dos alunos é tanta que a rede escolar de Washington, D.C., uma das primeiras dos Estados Unidos a utilizar os resultados obtidos por estudantes em testes padronizados na avaliação de seus professores, anunciou em junho último que abandonaria essa prática (leia mais na página 48).
Tendência brasileira
Levantamento realizado por Educação mostra que, no Brasil, a tendência das redes estaduais de ensino é a de adotar políticas de bonificação de professores por mérito. Das 22 unidades federativas que responderam à reportagem, oito têm algum tipo de gratificação desse tipo, e três têm bônus para servidores que não levam em conta o desempenho, mas sim outros fatores, como avanço na carreira e títulos acadêmicos, como é o caso do Distrito Federal. Alguns estados que não possuem políticas desse tipo estão estudando essa possibilidade. Santa Catarina, por exemplo, está no caminho de implantar políticas de prêmios de acordo com desempenho. Já em Rondônia, tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê a implantação de políticas de reconhecimento para os professores da rede pública.
A ideia do reconhecimento do esforço do professor, gestores e mesmo das redes de ensino para estimular a melhora do desempenho escolar dos alunos deve ganhar mais espaço nas políticas públicas a partir do Plano Nacional de Educação (PNE), recentemente sancionado pela presidenta Dilma Rousseff. O item 7.36 do PNE prevê que sejam estabelecidas “políticas de estímulo às escolas que melhorarem o desempenho no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], de modo a valorizar o mérito do corpo docente, da direção e da comunidade escolar”. A estratégia está associada à meta de melhoria da qualidade da Educação Básica, medida através de médias nacionais do Ideb esperadas para os próximos sete anos.
A menção adicionada ao PNE nos últimos instantes da tramitação de mais de três anos do Plano no Congresso Nacional não diz, exatamente, quais ações de reconhecimento do mérito deverão ser implementadas.
“Quando se fala de políticas de reconhecimento do mérito do professor é preciso ter muito definido o que se está chamando de ‘reconhecimento’ e de ‘mérito’, você pode cair numa armadilha”, avalia Antônio Bara Bresolin, coordenador da área de Avaliação Econômica de Projetos Sociais da Fundação Itaú Social. “Reconhecimento pode ser em benefícios, um troféu, um prêmio, uma remuneração variável. E o mérito também pode variar: é possível avaliar o professor que não falta e cujos alunos têm melhores resultados.”
Reconhecimento x mérito
O que se entende por benefício e por mérito – ou quais resultados são esperados e de quem é a responsabilidade por eles – não parece muito claro nem mesmo no setor privado da educação brasileira, onde não é fácil identificar ações ou programas que estabeleçam claramente metas a serem alcançadas pelos docentes e recompensas para quem chega a estes objetivos.
Aparentemente, por fazer parte dos fundamentos do sistema de recrutamento e contratação de professores, a ideia de mérito e de reconhecimento da competência acaba sendo traduzida no conjunto das políticas de gestão de pessoal das escolas particulares. “No setor privado, a lógica é simples: se o professor não estiver dentro dos padrões esperados ou do comportamento previsto pela mantenedora, ele é substituído”, comenta Adércia Hostin, coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).
Os padrões esperados são, ao mesmo tempo, pouco objetivos, mas claros. “A clientela exige da escola e a escola exige do professor”, resume Mauro Aguiar, diretor-presidente do Colégio Bandeirantes, de São Paulo. No Bandeirantes, não há programas específicos de recompensa ou premiação, mas a avaliação frequente dos professores, feita pelos alunos, guia o trabalho de gestão de recursos humanos. A exceção, no caso da escola, são os professores do 3º ano do ensino médio. “Os melhores professores participam das aulas de reforço, em dezembro, e recebem um plus por isso. E os melhores dentre estes professores, na avaliação dos alunos e dos coordenadores, também recebem um bônus”, diz Aguiar. Apesar de não ver a bonificação como um regra para a gestão dos recursos humanos no setor privado, o diretor do Bandeirantes, que é membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, acredita que a política implementada na rede púbica é salutar.
Responsabilidade ou culpa?
Mesmo sem tradução clara no setor privado, a lógica meritocrática avança no setor público. A associação do mérito do educador ao resultado obtido pelo aluno é o ponto central da crítica feita por pesquisadores da área da educação às políticas de reconhecimento do mérito – ou de responsabilização. “O professor exerce seu trabalho sob certas condições dadas pela gestão escolar, pela gestão pública e pelas condições socioeconômicas do território onde ele trabalha e das condições socioeconômicas dos alunos”, lembra Antonio Augusto Gomes Batista, coordenador de Desenvolvimento de Pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “Então, o professor é um dos responsáveis, um agente importante, mas não o único.”
O fato de as políticas de reconhecimento do mérito apostarem na responsabilização, sem considerar ponderações desse tipo, tem três tipos de efeitos. O primeiro está no nível do simbólico. Em um cenário de maus resultados educacionais, essa responsabilização alçada à categoria de política pública culpabiliza o professor. Sendo o culpado pela má qualidade da educação, a figura do professor perde prestígio social, fazendo com que a profissão em si seja desvalorizada, o que alimenta o ciclo vicioso de afastar os jovens do magistério.
O segundo é pedagógico, como aponta a pesquisa realizada por Danielle Nogueira e Catarina de Almeida Santos, professoras e pesquisadoras da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), como divulgado na edição de julho (207) da revista Educação. O estudo indica que os processos de avaliação de desempenho criados para servir de base à distribuição dos prêmios e bônus tendem a enquadrar o trabalho pedagógico em modelos preestabelecidos que não contam com a participação efetiva do professor. Assim, em nome de uma lógica quantitativa de qualidade, perde-se o elemento criativo e socialmente situado nos processos educativos.
O terceiro encontra-se no nível da matemática e da estatística. Sendo a educação um processo multifatorial, descobrir a parte dos resultados dos alunos que cabe ao professor ou ao gestor e aquela que está relacionada a fatores externos à escola exige um refinamento estatístico que alguns creem ser impossível de alcançar.
“Há um grande acordo no fato de que os testes realizados com os alunos não medem apenas o conhecimento do aluno, mas também o seu nível socioeconômico”, afirma o professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Carlos Freitas. Sendo assim, para calcular o que, no desempenho do aluno, é resultado da ação do professor, seria preciso criar um modelo matemático que retirasse dos resultados obtidos em testes tudo aquilo que tenha a ver com a vivência extraescolar do estudante. “Não contamos hoje com métodos confiáveis para fazer esse cálculo”, diz.
Ele cita como exemplo os métodos de cálculo de valor agregado (VAM) desenvolvidos nos Estados Unidos, país que mais tentou implementar formas de remuneração variável associadas ao desempenho, os chamados bônus. Através de vários modelos matemáticos, calcula-se o progresso dos estudantes sob um professor, a partir do desempenho desses estudantes em testes padronizados e o bônus ou o salário é associado a quanto este professor impactou o desempenho dos seus estudantes. “Esses modelos foram largamente incentivados pelo Departamento de Educação americano, mas os problemas de estabilidade e confiabilidade que apresentam são largamente tratados na literatura americana e denunciados recentemente como inadequados pela Associação Americana de Estatística para efeitos desse tipo de decisão”, relata Freitas (leia mais sobre a reação americana à eficácia do cálculo na página 48).
Eficiência 
A matemática, a estatística e os cálculos econométricos também não conseguiram, até agora, concluir se a adoção de políticas de reconhecimento do mérito do professor são, de fato, eficientes no sentido de promover melhorias no desempenho dos estudantes. Um dos casos mais citados pelos críticos das medidas de responsabilização é o da cidade de Nova York, uma das primeiras a incluir a remuneração variável de acordo com resultados alcançados – a chamada bonificação – para professores entre as medidas adotadas em uma ampla reforma educacional e uma das primeiras a desistir da ideia. Na avaliação realizada, não houve indicação de que as escolas que adotaram o pagamento de bônus para educadores tenham alcançado melhores resultados que as demais. “O prefeito naquela época declarou que estava interrompendo essa política porque não queria malgastar o dinheiro público”, afirma Luiz Carlos Freitas.
Chamando a atenção para o fato de que qualquer política de reconhecimento do mérito docente precisa considerar aspectos socioeconômicos e extraescolares, Batista, do Cenpec, lembra que também é necessário pensar que medidas de responsabilização podem ter uma dimensão simbólica muito importante para o professor e para o aluno. “Quando se trata apenas do aspecto financeiro, o efeito é mínimo e especialmente quando recai só sobre os professores”, diz. “O bônus vira um adendo salarial, um penduricalho.”
O penduricalho, no entanto, pode custar caro aos cofres públicos. O estado de São Paulo pagou R$ 700 milhões em bônus para profissionais da educação no início deste ano. Dinheiro que pode estar sendo gasto em vão e mesmo incentivando práticas antipedagógicas. Têm sido comuns denúncias de fraudes nos sistemas de avaliação para maquiar ou melhorar artificialmente o desempenho de escolas e professores. No Brasil, pelo menos um caso tornou-se público e segue sob investigação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Em 2012, professores da Escola Reverendo Augusto da Silva Dourado, de Sorocaba (SP), teriam auxiliado alunos a resolver a prova do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), utilizada como critério para a distribuição dos bônus salariais. Naquele ano, a escola registrou a maior média entre as escolas do estado: 9,3. Em 2013, já com o processo de investigação instaurado, a nota da escola despencou para 2,63.
Qual mérito 
Mesmo quem acredita na eficácia teórica da adoção de medidas baseadas no mérito, para incentivar a qualidade da educação, é cauteloso ao falar tanto do desenho das políticas quanto de seus resultados. Antonio Bresolin acaba de defender a sua dissertação de mestrado na área de Políticas Públicas na Fundação Getulio Vargas, na qual estuda os efeitos de políticas de remuneração variável para professores e gestores adotadas por oito estados brasileiros. O primeiro foco da pesquisa foi caracterizar essas políticas. O segundo, mensurar os seus impactos não sobre o desempenho dos alunos – que seria o resultado do processo educativo –, mas sobre o trabalho docente em si.
Entre os oito estados cujas políticas de bonificação foram avaliadas, Bresolin identificou quatro – São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo – que utilizam como critério para a remuneração variável metas de desempenho dos alunos em provas estaduais e também dados de absenteísmo do professor. “Para o professor ser elegível, precisa normalmente ter uma presença mínima, mas cada estado tem a sua regra para distribuir os bônus”, diz.
Já em Goiás, não há metas de desempenho do aluno em provas, nem o absenteísmo é considerado para o pagamento da bonificação. “Eles têm critérios muito diferentes”, comenta o pesquisador. No estado, o programa está muito mais voltado para a prática pedagógica, ou seja, para o trabalho do professor em si, e não dos resultados dos alunos. O pagamento de bônus está associado à frequência de entrega e à qualidade dos planos de aula.
Para Bresolin, esta é uma questão central para pensar as políticas de reconhecimento do mérito: o foco na atitude do professor ou gestor. “Aplica-se o estímulo para que professores e diretores, de alguma maneira, se sintam empoderados para contribuir com uma melhora no desempenho do aluno, ou seja, tem de ser um estímulo para que eles se comportem de maneira diferente para gerar uma melhoria de aprendizagem no aluno”, diz. “Mesmo em São Paulo ou em Pernambuco, onde o bônus está associado ao fato de os alunos baterem metas, o professor tem de fazer algo diferente para que o aluno chegue lá.”
Por esta razão, Bresolin resolveu avaliar se a adoção das políticas de remuneração variável impactaram ações pedagógicas e de gestão escolar. Através dos questionários aplicados a diretores, professores e alunos na aplicação da Prova Brasil, o pesquisador levantou dados sobre frequência de correção da lição de matemática e português; percentagem do conteúdo programático vencida pelo professor; percepção de professores e gestores sobre as faltas ou rotatividade dos docentes e a frequência e qualidade de ações voltadas para o combate do abandono escolar.
A comparação entre escolas incluídas em políticas de bônus e escolas cujos professores e gestores não recebem esse tipo de estímulo mostrou resultados muito tímidos. Em relação ao conjunto de práticas pedagógicas avaliadas – a atenção à lição de casa e a efetiva apresentação do conteúdo programático –, Bresolin afirma que há um impacto positivo dos dois tipos de bônus sobre o trabalho dos professores do 5º ano. “No 9º ano, esse impacto é imperceptível”, diz.
Ele lembra que pesquisa que avaliou o impacto dos bônus no desempenho dos alunos nos testes padronizados em São Paulo também indicou uma leve melhoria para alunos do 5º ano e nenhum impacto para alunos do 9º ano. “A hipótese principal é que, quanto menor o aluno, mais o professor se sente capaz de fazer diferença na vida dele”, avalia Bresolin.
Em relação ao absenteísmo e rotatividade dos professores, não quer dizer que estados que não têm a política de bônus tenham mais faltas ou que os outros tenham menos. “Mas pode-se perceber uma maior preocupação. E a rotatividade aparentemente começa a ser um problema menor”, afirma Bresolin.
Sem certezas
Ainda que a pesquisa indique sutis mudanças no comportamento de professores e diretores incluídos nos programas de bonificação, Bresolin diz que não é possível afirmar que há uma relação de causa e efeito. “A educação é um ambiente complexo e vários fatores podem estar relacionados a estes resultados, inclusive porque estes estados também implementaram outras ações junto com a remuneração variável”, diz.
Para Batista, no entanto, não há dúvidas de que políticas de responsabilização mal equalizadas, que desconsiderem fatores como o contexto socioeconômico dos alunos e das comunidades e estejam focadas apenas na questão salarial, são ineficientes e até negativas. “Quando apenas focada no bônus e na responsabilização, é uma política inócua do ponto de vista da qualidade de ensino e perversa do ponto de vista da criação da ideia de que o professor é o grande responsável pela má qualidade do ensino”, diz Batista.
Já Freitas é mais enfático em sua crítica. Para ele, não há como afirmar que haja qualquer efeito positivo da adoção de políticas de responsabilização. “A tentativa de aumentar a eficácia dos professores através de bônus é muito antiga e está no campo da fé e não da ciência”, afirma.
Sob a política do desempenho
“A política de bonificação acaba discriminando as escolas. Em São Paulo, quem tem uma queda acentuada no Saresp [Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo] ganha o título de ‘prioritária’. Seria para receber mais atenção da Secretaria de Educação, mas, para os professores e a direção, isso é como um castigo. Desde que a política foi implantada, não acredito que ela tenha significado melhoria na qualidade de ensino. Ao contrário: na nossa escola percebi que os professores que sempre valorizaram o desempenho dos alunos nas provas hoje se sentem desanimados. Em anos anteriores, os professores do ensino médio receberam um salário e meio de bônus. No ano passado, a nota do Saresp caiu. Mas veja só: o ensino fundamental II nunca recebeu o bônus e são, praticamente, os mesmos professores! A escola é a mesma. Há ainda outra coisa: o exame deveria servir para que pudéssemos detectar algum tipo de problema, mas nós não conseguimos fazer isso. É só um teste. Se entendermos que quem ganha o bônus está fazendo um bom trabalho, e quem não ganha não está, nada muda. Tínhamos de pensar o que está errado e o que precisa mudar.”
Regina Miyeko Oshiro 
Professora de história na Escola Estadual Moacyr Campos, São Paulo (SP)

Índice próprio
O Espírito Santo baseia suas políticas segundo um exame chamado Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (Paebes), elaborado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. O exame avalia português e matemática desde o 1º ano do ensino fundamental até o ensino médio e é universalizado para escolas e alunos. Um fator de correção é aplicado aos resultados considerando a vulnerabilidade socioeconômica da região. O bônus é calculado levando em conta o resultado por escola, mais a frequência do professor. Leia, a seguir, entrevista com o secretário estadual de Educação, Klinger Barbosa Alves.
Por que o estado começou a aplicar o Paebes?
Esses exames nos dão resultado do desempenho da unidade em língua portuguesa e matemática. Junto com esse dado aplicamos uma avaliação do ambiente socioeco­nômico onde a escola está localizada, o que entra como fator de correção. Se a escola é situada em região vulnerável, temos um índice que tenta corrigir isso, aproximando-a do índice de uma região melhor. Esse é um componente importante para comparar escolas, não fazendo um ranking, mas avaliando desempenho. Isso falta no Saeb.
Quais são os parâmetros adotados para a avaliação?
Construímos um parâmetro chamado índice de desenvolvimento escolar para avaliar se estamos melhorando. Ele dá o índice de desempenho da escola, e vale pra todos os profissionais. Junto com isso fazemos o levantamento de presença do professor. O bônus, portanto, é a união do desempenho da escola e da presença do professor. O máximo que se ganha a mais é um salário. O bônus mínimo é 30%.
E quais têm sido os resultados dessa avaliação?
Os resultados são positivos para a rede como um todo. O sistema usado na avaliação dos alunos é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que é diferente de avaliação pessoal.

Foco na prática pedagógica
Implantado em 2011, o programa Reconhecer, da Secretaria Estadual de Educação de Goiás, bonifica professores e servidores (coordenadores pedagógicos, tutores e membros do grupo gestor) da rede pública estadual­. O valor do bônus é de R$ 2 mil para professores com carga horária de 40 horas semanais, sendo proporcional às demais cargas horárias. Ou seja, um profissional com carga horária de 60 horas pode receber até R$ 3 mil.
CRITÉRIOS
Professor regente: além da assiduidade, também tem de apresentar o planejamento quinzenal das aulas.
Coordenadores pedagógicos: são consideradas a presença comprovada na escola e a participação nas formações do Núcleo de Orientação Pedagógica da Secretaria da Educação.
Tutores pedagógicos: presença comprovada nas escolas e nas Subsecretarias Regionais de Educação e participação nas formações do Núcleo de Orientação Pedagógica da Secretaria da Educação.
Grupo gestor: é considerado o Índice de Gestão, uma ferramenta de avaliação do cumprimento de tarefas pelo Grupo Gestor nas escolas composto pelo cumprimento do calendário escolar, inserção diária dos dados da escola no Sistema de Gestão Escolar do Estado de Goiás (Sige) e manutenção de canal de comunicação com a Secretaria da Educação.


Os conceitos
Meritocracia: entendimento de que deve haver igualdade de oportunidades, não necessariamente de resultados. Estes dependem de esforço pessoal.

Bonificação: quando há um salário fixo básico ao qual se soma um extra (um bônus) proporcional ao esforço pessoal do professor em sua profissão, em sua sala.

Responsabilização: a ideia de responsabilizar os gestores pela qualidade da educação vem de longa data. No Brasil, em termos legais, começa a ganhar forma nesta década.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/208/a-metrica-da-educacaono-momento-em-que-os-estados-unidos-323843-1.asp

Vocação para a inclusão

Escrito por Fábio Torres
Identificar um profissional que nasceu com vocação para a função que exerce inclui, além do reconhecimento de seu talento, a avaliação de seu esforço e sua dedicação para se superar. Um exemplo de professora assim é Sara Ruffino Mazzei, de Itanhaém (SP), que se destaca por ensinar braille e língua brasileira de sinais (Libras) para alunos do ensino fundamental I. De acordo com Sara, sua história como educadora começou cedo, com apenas seis anos. “Tornei-me professora porque era um desejo de infância. Aos seis anos, eu decidi que um dia seria professora por amar a leitura, o estudo, o aprendizado e tudo o que se refere à escola. Agora me dedico a ensinar com o mesmo amor e entusiasmo com os quais me 'empolguei' ao tentar ler as primeiras palavras. Sou professora concursada desde 1999, mas antes fui professora voluntária de Ensino Religioso em escolas da minha cidade”, explica.
O ensino de braille e libras começou em 2009, quando Sara chegou à Escola Municipal Leonor Mendes de Barros. “Nesse ano, pude conhecer alguns alunos que se comunicavam e liam de forma diferente daquela em que eu estava acostumada e, por isso, fiz uma sequencia de atividades para sanar minhas dúvidas e curiosidades dessa ‘nova forma de ler e escrever’. Assim, conheci a escrita braille e a língua brasileira de sinais e as introduzi em minhas aulas a partir de então”, relata a professora, que com os conhecimentos adquiridos criou o projeto Leitura por Todos os Sentidos.
O projeto é composto por leituras de textos informativos, fábulas, músicas, poesias e outros gêneros, para confirmar hipóteses ou formulá-las; produções textuais; traduções (do português para libras ou braille, bem como o contrário); sinalização de músicas conhecidas; escrita em braille de nomes próprios e textos diversos; leitura de nomes e textos em braille e em libras; debates sobre temas inclusivos; brincadeiras adaptadas; relatos de pessoas com ou sem deficiências; além de outras atividades pertinentes ao projeto. Todas essas ações são realizadas com o objetivo de conscientizar os alunos sobre a importância da inclusão, além de analisar e discutir as diferentes formas de se realizar a leitura e a escrita com o aprendizado do braille e de libras.

Reconhecimento
Segundo Sara, as crianças são muito participativas e se empolgam bastante com a proposta do projeto. “Até hoje a aceitação tem sido total e da melhor forma possível, porque as crianças são receptivas e querem aprender cada vez mais. Durante as atividades, eles percebem o quanto é importante falar, ler, escrever, sinalizar, sentir, enfim, eles aprendem o quanto é importante usar os seus sentidos”, afirma a professora, que também agradece o apoio dos colegas educadores da escola Leonor Mendes de Barros. “Os outros professores da minha unidade escolar e as coordenadoras (da escola, de leitura, de inclusão) acabaram sendo contagiados e, por isso, elogiam e participam de algumas das ações do projeto, e também me auxiliam quando necessário”, diz.
Em 2012 e 2013, Sara inscreveu seu projeto no Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler). No primeiro ano, ela não obteve sucesso, mas, no ano seguinte, foi premiada na categoria Professor. “Quando recebi esse prêmio, pude notar que estava no caminho certo e que, se continuasse nesse caminho, faria minha parte para a verdadeira inclusão”, orgulha-se a educadora.
O reconhecimento encoraja Sara a ampliar e dar continuidade ao seu projeto. “Pretendo fazer uma cantata (com libras e braille) no final do ano. Quanto à escrita em braille, a ideia é que eles [os alunos] convidem cegos por meio de convite em braille – e, não obstante, conheçam o Soroban (ábaco utilizado pelos cegos para realizarem operações matemáticas) – e [realizem] outras ações relacionadas ao projeto, à leitura e à escrita”, revela a professora.

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/reportagens/superprofessor/896-vocacao-para-a-inclusao

PROVA BRASIL: Escolas têm até o dia 13 de agosto para acessar dados preliminares


As escolas que participaram da Prova Brasil 2013 já podem acessar os resultados preliminares da avaliação.

Até o dia 13 de agosto, os diretores escolares podem conhecer seus resultados preliminares e, caso desejem, terão a oportunidade de interpor recurso.

Como acessar os resultados preliminares?

Os diretores que já acessaram os resultados preliminares da ANA 2013 devem utilizar a mesma senha para acessar o Sistema da Prova Brasil. Já aqueles que não possuírem essa senha precisam realizar o cadastro prévio, clicando no botão abaixo. 
Em caso de dúvidas, contate o Inep pelo e-mail cadastro.provabrasil@inep.gov.br. 
Já tem cadastro? Acesse os resultados aqui
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

A dificuldade de incluir

Pesquisa destaca a necessidade de incluir temas sobre educação especial na formação inicial dos professores


Marina Kuzuyabu

Estudo realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo (USP) aponta que crianças com síndrome de Down que frequentam a rede básica de ensino estão sujeitas a sofrer exclusão. A pesquisa foi conduzida pela fonoaudióloga Flávia Mendonça Rosa Luiz entre 2010 e 2014 e envolveu entrevistas com dez professoras da educação infantil da rede municipal de Araraquara, no interior paulista. A coleta dos dados mostrou que os educadores têm uma visão estigmatizada dessas crianças e apresentam dificuldades para acreditar no potencial delas para se desenvolver e aprender como os demais alunos. Por conta disso, eles acabam dispensando um tratamento especial e, consequentemente, excluindo-as, como aponta a pesquisadora. “É preciso romper com o conceito de identidade que está associado à homogeneidade e que não reconhece a distinção entre os seres, e passar a considerar a diferença como uma característica comum à espécie humana, e dar aos indivíduos a oportunidade de mostrar o melhor de si”, reforçou Flávia. Nas entrevistas realizadas, as professoras reconheceram a dificuldade para trabalhar com o processo de inclusão e atribuíram isso à má formação teórica e prática que tiveram na faculdade. Como enfatizou a autora, esse dado não surpreende, pois há relatos parecidos em outros estudos, o que destaca a necessidade de incluir temas sobre educação especial na formação inicial dos professores e motivá-los a refletir sobre suas crenças e valores frente ao tema. 

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/208/a-dificuldade-de-incluir-323941-1.asp

UFMT oferece mestrado e doutorado em Educação 2015


O Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece 49 vagas para o mestrado em Educação, distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Culturas Escolares e Linguagens; Educação em Ciências e Educação Matemática; Organização Escolar, Formação e Práticas Pedagógicas; Cultura, Memória e Teorias em Educação; Movimentos Sociais, Política e Educação Popular. Outras 23 vagas são para o doutorado em Educação nas linhas de pesquisa: Movimentos Sociais, Política e Educação Popular; Cultura, Memória e Teorias em Educação; Organização Escolar, Formação e Práticas Pedagógicas. 

As inscrições poderão ser feitas no período de 1º a 10 de outubro. Será cobrada uma taxa de R$132,64. Os interessados deverão procurar a secretaria do PPGE, no Instituto de Educação (IE), sala 69, das 8h às 11h e das 14h às 17h, munidos com os seguintes documentos: para mestrado - fotocópias do diploma de graduação, do histórico escolar e da documentação pessoal, uma foto 3x4, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, memorial crítico e anteprojeto de pesquisa. Os candidatos deverão comprovar ou obter proficiência em um idioma estrangeiro (inglês, francês ou espanhol); e para doutorado - fotocópias dos diplomas de graduação e de mestrado, do histórico escolar do mestrado e da documentação pessoal, cópia impressa da dissertação de mestrado, uma foto 3x4, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, memorial crítico e projeto de pesquisa. Os candidatos deverão comprovar ou obter proficiência em dois idiomas estrangeiros, sendo o inglês obrigatório e o outro pode ser de francês ou espanhol. O resultado das inscrições deferidas será divulgado no dia 24 de outubro.


O processo de seleção será realizado por meio de prova escrita (dia 3 de novembro) e arguição (1º a 5 de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 15 de dezembro. Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula no período de 2 a 6 de março de 2015. O início das aulas está previsto para o dia 23 de março de 2015.


Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8431 ou na página eletrônica do programa
(www.ie.ufmt.br/ppge).

Confira a íntegra do edital.

http://www.ufmt.br/ufmt/site/index.php/noticia/visualizar/17455/Cuiaba

Rede de colaboradores do Banco Nacional de Itens será renovada

Interessados em compor a rede de colaboradores do Banco Nacional de Itens dos Exames da Educação Básica podem se inscrever até 30 de agosto, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os profissionais devem atuar na elaboração e revisão de questões em provas como a Avaliação Nacional de Alfabetização e Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), por exemplo.
O objetivo da chamada pública é efetuar um processo de renovação periódica da rede de colaboradores do banco nacional, que auxilia na formulação, elaboração e revisão de itens para as avaliações da educação básica. Poderão participar professores e pesquisadores de todo país, que atendam aos requisitos mínimos obrigatórios de formação, e complementares de experiência e titulação para cada perfil de colaborador.
O Inep realizará a convocação dos cadastrados para a capacitação de acordo com a atividade a ser executada (elaboração e/ou revisão técnico-pedagógica ou revisão linguística). As atividades de capacitação terão por objetivo apresentar normas e procedimentos técnicos requeridos para a elaboração e revisão de itens. Serão tratados temas relativos a avaliações educacionais; desenvolvimento de instrumentos e medidas; matrizes de referência; características e funções de um item; elaboração e avaliação da qualidade de um item.
As informações adicionais sobre o cadastro dos especialistas estão disponíveis no Edital n° 18, de 8 de agosto de 2014, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 11, seção 3, página 47.
Acesse o sistema de inscrição.
Assessoria de Comunicação Social do Inep
http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/rede-de-colaboradores-do-banco-nacional-de-itens-sera-renovada?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Professora é premiada por ensinar a identificar ameaça de enchente

Educadora de Lorena é uma das 10 selecionadas do país e levou R$ 15 mil.
Com projeto, alunos aprenderam como agir em situações de risco.

Professora de Lorena Educador Nota 10
(Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

Com um projeto para ajudar os alunos a identificarem ameaça de enchente, uma professora de geografia da rede pública de Lorena foi uma das ganhadoras do prêmio Educador Nota 10, uma iniciativa da Fundação Victor Civita, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A educadora ficou entre os dez escolhidos dos 3,5 mil professores que se inscreveram para concorrer ao prêmio.
Para concorrer, a professora Monique Lescura desenvolveu um projeto com os alunos da 8ª série da escola em que trabalha. No projeto, os estudantes aprenderam em situações de risco por conta de desastres naturais. Esta não é a primeira vez que ela participa do prêmio, nos últimos dois anos, ela ficou entre os 20 selecionados.
“Tudo o que eles [alunos] vão dissertar eles acabam comentando sobre o projeto. Então eu acho que eles vão conseguir se salvar e não vou comprar casas onde oferecem perigo, ou construir casas em lugares de risco. Essa questão dentro do município já está bem orientado”, disse a professora de 35 anos. Como prêmio, ela ganhou um vale-presente no valor de R$ 15 mil.
Segundo ela, a ideia do projeto surgiu quando ela foi pesquisar detalhes do tsunami da Indonésia, que aconteceu no fim de 2004. Na época, mais de 280 mil pessoas morreram, mas um fato em especial chamou a atenção dela.
“Eu fiquei sabendo pelos sites que uma inglesa de apenas 12 anos conseguiu salvar 100 pessoas. Ela havia aprendido numa aula de geografia que quando o mar recua é sinal de que logo após vem o tsunami. Daí eu me questionei: e se fosse meus alunos, eles iriam saber o que fazer”, afirmou.
Para colocar o projeto na realidade dos alunos, a professora ensinou aos alunos como agir diante de uma enchente, um dos principais desastres naturais que ocorrem em Lorena. E os alunos aprenderam bem rápido.
“Quando começa uma chuva forte e tem um bueiro com muito lixo, o nível da água começa a subir na rua mesmo. Dai já podemos reconhecer que é o começo de uma enchente”, disse o estudante Piter Augusto Salvador.
O projeto da professora Monique durou seis meses e foi realizado com 55 alunos da escola. Foram muitas reuniões, discussões e até provas escritas. Mas um aluno conseguiu colocar em prática tudo o que foi aprendido.
“Eu tava dormindo, dai eu acordei e já tava tudo cheio, na beira do pé. Agora aprendi que quando começar a chover, a primeira coisa que tem que fazer é sair para algum lugar que não tenha risco”, afirmou o estudante, Thomas Nicolas, de 14 anos.
Premiação
A professora de Lorena e os outros nove ganhadores ainda irão participar de uma premiação no dia 20 de outubro. Na ocasião, um júri vai escolher entre os dez vencedores, o Educador do Ano de 2014.
Para selecionar os ganhadores, a premiação avaliou a adequação entre os objetivos, as ações desenvolvidas e as aprendizagens alcançadas pelos alunos.
Autor: G1

http://undime.org.br/professora-e-premiada-por-ensinar-a-identificar-ameaca-de-enchente/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Escolas comemoram o Dia D debatendo o PPP

ALINE MARQUES
Assessoria/Seduc-MT
Hoje (11.08), Dia do Estudante, todas as 744 escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso estão mobilizadas para discutir junto com a comunidade escolar o Projeto Político Pedagógico. O PPP é o plano de ação da escola, onde estão reunidos os projetos da unidade e suas pretensões. Por isso, este é um dia muito importante, onde a escola faz uma reflexão do próprio desempenho, entre eles,  evasão escolar, Ideb, entre outros indicadores são trabalhados com os alunos, pais, coordenadores e outros, numa tentativa de buscar melhorias.
Desenvolvido desde 2007 pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Dia D é um marco no calendário escolar. Uma data para reflexão, apresentação de trabalhos e projetos e projeção dos próximos passos para o ano. Este ano, com tema “Dia D com foco no PPP”, pretende radiografar a situação da escola avaliando indicadores de promoção (aprovação), reprovação (retenção), abandono (do Ensino Fundamental e Médio), IDEB (proficiência e fluxo) e do Enem, aquelas que atuam com Ensino Médio, serão discutidos com a comunidade escolar. “Através do diagnóstico, a escola deve buscar alternativas para subsidiar a revisão e reorganização do seu PPP”, informa a Coordenadora do Ensino Médio, da Seduc, Dariluce Gomes da Silva,.
Coordenadora da Escola Estadual Maria Hermínia Alves, no CPA 4, Ziulene Francisca Batista acredita que a partir da análise da educação feita neste dia D muita coisa pode ser mudada. Para a coordenadora, o que faz a diferença é a integração entre a comunidade e a escola. Na Maria Hermínia, por exemplo, o data aborda em sala de aula os temas como evasão, PPP estão sendo trabalhados com alunos e os pais estão convidados a participar.
“É um dia que fala o que a escola está planejando, não só para este ano. Hoje aprendemos muita coisa como, por exemplo, para o que serve o PPP, os nossos índices e o que podemos melhorar. Percebi que podemos contribuir para ajudar na melhoria da escola e é muito importante a nossa participação”, diz o aluno Lucas Dantas da Silva, do 7° ano da escola Maria Hermínia.
”O resultado de todo este dia é a motivação e o compromisso de que a escola, pais, alunos, se dediquem mais para alcançarmos cada vez mais uma qualidade melhor na educação”, diz a coordenadora Ziulene Francisca.
http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14517&parent=20

Filme aborda o brincar como forma de expressão

Documentário Tarja Branca instiga espectadores a refletirem sobre a importância do espírito lúdico em todas as fases da vida
O filme Tarja Branca – A Revolução que Faltava é um convite à reflexão sobre a infância, o brincar e o espaço que a brincadeira ocupa (ou não) na vida das pessoas enquanto adultos. Cacau Rhoden, diretor do documentário produzido pela Maria Farinha Filmes, diz que o objetivo não era propor um resgate à infância, que isso seria infantilizar o adulto e a importância de cada uma das fases da vida. “A ideia era lembrar o espírito lúdico, livre e pleno que existia com mais potência em nós quando crianças e abrir espaço para que ele esteja mais presente no nosso cotidiano, nas nossas vidas e nas relações com o outro”, diz.
O filme é costurado em cima de depoimentos de pessoas das mais variadas especialidades e histórias de vida. Psicólogos, pedagogos, artistas, pesquisadores, musicistas e brincantes estão no enredo. Entre eles, alguns conhecidos como Antônio Nóbrega, José Simão, Domingos Montagner e Wandi Doratiotto.
Crédito DivulgaçãoFilme aborda o brincar como forma de expressão
Logo no começo, os entrevistados relembram suas brincadeiras preferidas na infância, como pular corda, empinar pipa e rodar piões. É o início da reflexão, da retomada dos gostos e do que nos divertia quando pequenos. “Um convite para o espectador relembrar suas brincadeiras de infância”, conta Rhoden.
O brincar é definido como a forma mais livre de expressão da criança, como a linguagem do espontâneo. “Se os meninos não brincam, eles ficam diminuídos em suas possibilidades de manifestação”, argumenta a professora de música e pesquisadora Lydia Hortélio, que possui um papel importante na construção da narrativa e faz críticas ao sistema de ensino atual: “A ciência pedagógica, cada vez mais sofisticada, veio para ensinar a gente a fazer vestibular. Ninguém nasceu para fazer vestibular, nascemos para ser gente, para nos expressarmos em plenitude e liberdade todos os talentos que cada ser humano tem”.
“É na brincadeira que a criança vai sozinha aprender a achar solução para problemas, é onde ela vai aprender a colaborar”
A pedagoga Ana Lucia Villela coloca o brincar como fundamental para a formação completa de uma pessoa. “É na brincadeira que a criança vai sozinha aprender a achar solução para problemas, é onde ela vai aprender a colaborar, a conviver com os outros e com o diferente, a pesquisar, a ver tudo que existe com olhar criativo, é onde as invenções vão surgir”.
A identidade cultural brasileira também é debatida em todas as suas expressões, os brincantes, o maracatu, o carnaval. O como a palavra folclore, por exemplo, deixou com o passar do tempo de representar a cultura nacional e passou a ter uma conotação de pitoresco.
Assim, o debate sobre a importância do lúdico em todas as fases da vida segue e os entrevistados são convidados a falar sobre uma foto de sua infância que os tenha marcado, que represente a essência de cada um enquanto criança. A ideia de Rhoden era instigar todos a olhar nos seus próprios olhos de criança para retomar a essência do brincar. “Olhar para uma foto da sua infância e responder para aquela criança o que você fez dela, onde ela está”.
E durante todos os 80 minutos do documentário o espectador continua a se sentir dentro da história, se questionando sobre o seu próprio espírito lúdico e as escolhas que lhe fizeram aflorar ou ser deixado de canto. “O filme olha no olho de cada espectador individualmente. Faz todos refletirem sobre como foi sua infância se brincou, se não brincou. É uma semente, um gatilho para uma reflexão que as pessoas não costumam fazer”, completa.
Para saber os locais de exibição do filme, confira a página do Tarja Branca no Facebook.
http://porvir.org/porpensar/filme-aborda-brincar-como-forma-de-expressao/20140805

Currículo nacional é o primeiro passo para educação avançar

Com atraso de duas décadas, MEC começa a elaborar programa que vai definir quais conteúdos devem ser ensinados nas escolas — e em que séries

Bianca Bibiano

O Brasil ainda não possui um currículo escolar unificado, que determine o que e em que momento os conteúdos devem ser ensinados a estudantes do ensino básico. Isso talvez não fosse uma questão tão sensível se esses mesmos alunos não fossem periodicamente submetidos a avaliações (elas, sim, nacionais) que cobram os conhecimentos supostamente transmitidos. É o caso da Prova Brasil, que mede o aprendizado de estudantes do ciclo fundamental e do Enem, que além de avaliar o que sabem os concluintes do nível médio serve como critério seletivo para universidades públicas e privadas, cursos técnicos e até para programas de bolsas e financiamento estudantil.
Com o atraso habitual, a elaboração de um currículo unificado, enfim, entrou na pauta. Até o fim do mês, o Ministério da Educação abre a discussão sobre a criação da chamada Base Nacional Comum, documento que vai determinar quais conteúdos das disciplinas obrigatórias — como matemática, língua portuguesa, história, geografia e ciências — devem ser apresentados aos estudantes. E em que série. O MEC tem até 2016 para finalizar e apresentar a proposta pública. "É o primeiro grande passo para garantir que o Brasil ofereça a mesma oportunidade a todos os seus estudantes", diz David Plank, professor de políticas educacionais da Universidade Stanford, que visitou o Brasil na semana passada para debater o assunto com especialistas locais.
Hoje, Estados e municípios são responsáveis pela elaboração do currículo usado nas escolas públicas. Na rede privada, cabe a cada instituição determinar as expectativas de aprendizagem dos alunos. Há, portanto, milhares de currículos espalhados pelo país. De modo geral, esses programas de estudo se apoiam em livros didáticos e material apostilado, e nada garante que uma escola de Alagoas, por exemplo, ensine equações de segundo grau na mesma série que uma unidade de São Paulo.
"Sem saber o que os alunos devem aprender, é difícil medir se o ensino está melhorando ou não", diz Plank. O contrário também é verdadeiro. Se todos souberem o que as crianças e jovens devem aprender, será mais fácil estabelecer metas, medir resultados e cobrar mudanças. O currículo poderá ser usado, por exemplo, para a elaboração de material didático e para a formação de professores. Pode ainda facilitar o acompanhamento do ensino pelos pais, que terão mais clareza sobre o que seus filhos aprendem — ou deveriam aprender. "Que pai ou mãe nunca se questionou se o filho já não deveria saber um determinado conteúdo? Sem uma resolução clara sobre o que a escola deve ensinar, não há como dar uma resposta às famílias."
O currículo já é uma ferramenta consagrada em outros países. "A base curricular existe em todas as nações que conseguiram bom resultados na educação. A legislação brasileira, contudo, ainda não detalha o que deve ser ensinado, ainda que essa seja uma cobrança dos educadores desde 1996", diz Paula Louzano, professora da Universidade de São Paulo e doutora pela Universidade Harvard. Paula analisou o currículo de países como Finlândia, Portugal, Austrália, Estados Unidos e Cuba para saber como o processo de implantação funcionou em cada um deles. "A seu modo, todas essas nações conseguiram driblar as diferenças na oferta de ensino estabelecendo padrões mínimos de qualidade que permitiram aos pais e professores conferir se os estudantes avançavam no ritmo esperado."
O atraso de quase 20 anos na definição de um currículo foi causado, na opinião de Paula, por debates ideológicos que permeiam o tema. "O governo sempre teve medo de determinar regras específicas para a educação, com o receio de soar autoritário e de comprar briga com professores", diz. A consequência disso é que os documentos existentes hoje, como os Parâmetros Curriculares Nacionais, são pouco detalhados e não servem de base para saber o que as escolas brasileiras deveriam ensinar.
Nos Estados Unidos, os padrões de aprendizagem, chamados Common Core, começaram a ser definidos na década passada. De lá para cá, 47 Estados adotaram o currículo. "Assim como deverá acontecer no Brasil, houve por lá uma grande oposição aos padrões de aprendizagem", diz Plank, que acompanhou a implementação do Common Core na Califórnia. "Muitos professores viram o currículo como uma medida impositiva do governo. Isso acontece, em geral, por desconhecimento da importância desses padrões para a melhoria da qualidade da educação", diz. No ano que vem, os padrões de aprendizagem serão adotados inclusive pelas avaliações nacionais, como o SAT e o ACT, que, assim como o Enem, selecionam estudantes para as universidades.
Para evitar a oposição local, o MEC promete um processo mais participativo, com debates em nível estadual e municipal, além de consulta a educadores. "As linhas gerais do currículo foram pensadas por um grupo de especialistas. Elas serão apresentadas nos próximos meses a gestores públicos, que poderão sugerir mudanças. No início de 2016, queremos abrir o documento para consulta pública", diz Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC. Ela garante que currículo nacional não vai afetar a autonomia dos docentes. "A base comum vai dizer o que deve ser ensinado em cada ano escolar, mas não vamos dizer que metodologia o professor deverá seguir. Cada escola e rede de ensino terá liberdade para definir os meios para atingir os fins."

Base Nacional Comum

O que diz a legislação?
Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica, de 1996, quanto o Plano Nacional de Educação, de 2014, determinam que o governo federal estabeleça os conteúdos a serem ensinados na educação básica. A legislação abrange escolas públicas e privadas
Como funciona hoje?
Estados e municípios são responsáveis pela elaboração do currículo que será usado nas escolas públicas. Na rede privada, cada escola determina as expectativas de aprendizagem com base em livros didáticos e material apostilado

Qual a proposta do governo?
A partir de 2016, todas as escolas do país, públicas e privadas, deverão seguir uma base comum, com especificação do que deve ser ensinado em cada etapa da educação. Segundo o MEC, caberá às escolas escolherem a linha pedagógica e a metodologia de ensino

Por que isso é importante?
O currículo comum é uma tentativa de garantir que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de aprendizagem

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/curriculo-nacional-e-1-passo-para-educacao-avancar

I Encontro Estadual de Professores da Educação Básica



Estão abertas as inscrições e as submissões de trabalhos para o I Encontro Estadual de Formação de Professores da Educação Básica de Mato Grosso, promovido pelo Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor), da Universidade Federal de Mato Grosso.

As inscrições e as submissões de trabalho devem ser feitas na página do encontro, onde também pode ser ver a Programação


Os interessados devem ficar atentos às especificações necessárias e na data limite para submissão de trabalhos, que é 10 de setembro.

Servidores da Educação em Mato Grosso promovem protestos no Dia do Estudante


Funcionários da educação de Mato Grosso vão realizar nesta segunda-feira, 11, atos públicos em todo o Estado para protestar contra os problemas enfrentados com os cursos técnicos específicos no Profuncionário e também na falta de formação superior específica. Em Cuiabá, o ato da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) acontece na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) a partir das 15 horas.

Também acontece na segunda-feira o Encontro de Funcionários da Educação do Sintep/VG, em Várzea Grande, que realiza palestras e debates nos períodos matutino, às 8 horas, e vespertino, às16 horas, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Licínio Monteiro.
Os funcionários da educação de Rondonópolis, no Sul do Estado,  fazem um protesto na praça Brasil a partir das 8 horas. Já em Poconé, regi~]ao da própria Baixada Cuiabana,  o Encontro Municipal de Funcionários ocorre na Câmara de Vereadores às 15 horas.
A educação de Juara, 709 quilômetros a Noroeste, realiza assembleia e ato de protesto na Câmara dos Vereadores, por políticas públicas que garantam os direitos dos funcionários, às 15 horas. Em Cáceres, no Oeste, a partir das 8 horas os funcionários da educação protestam em frente à assessoria pedagógica do município.
Também participam das mobilizações municipais os educadores de Barra do Garças, Água Boa, Nova Guarita, Sinop, Acorizal, Jangada, Comodoro, Vila Bela da Santíssima Trindade, Barra do Bugres, Sapezal, Nova Olímpia, Nova Mutum, Rosário Oeste, entre outros.


http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/servidores-da-educacao-em-mato-grosso-promovem-protestos-no-dia-do-estudante.html

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...