quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Para formar leitores


Escrito por Fábio Torres
A pequena Fernanda Tamaki, aluna do 4º ano do ensino fundamental do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP), leu no ano passado 83 livros, todos emprestados da biblioteca da escola. O motivo? “Eu gosto de ler porque imagino a história na minha cabeça como se fosse um filme de cinema”, diz Fernanda, que mantém o hábito ao ler um pouco sempre depois de realizar suas tarefas e demais obrigações. Com a popularização de aparelhos como smartphonesnotebooks e tablets, casos como o de Fernanda são cada vez mais raros entre as crianças. Segundo a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro (IPL) com o apoio do Instituto Brasileiro de Opinião e Pública e Estatística (Ibope), o número de leitores no Brasil caiu de 2007 para 2011, passando de 95,6 milhões para 88,2 milhões, respectivamente, o que, no caso de 2011, representa metade da população. Além disso, o hábito da leitura aparece apenas em sétimo lugar, atrás de assistir à televisão, escutar música e sair com amigos, por exemplo.
Para melhorar esse cenário, a escola e o professor desempenham papel fundamental. É nisso que acreditam vários especialistas ouvidos pela Profissão Mestre a respeito do tema. “As duas principais instituições responsáveis pela formação do leitor são a família e a escola. No entanto, sabemos que as famílias estão cada vez mais absorvidas pelo trabalho, em busca da sobrevivência. À noite, quando os pais chegam em casa, o seu tempo é mais uma vez sequestrado pela TV ou por outros afazeres. Sobram, às vezes, alguns poucos minutos para a leitura de algum livro com os filhos antes de dormir, mas é muito pouco”, afirma a escritora Maria Helena Zancan Frantz, mestre em Romanística pela Universidade de Münster (ALE) e ex-professora de Literatura da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). E completa: “A responsabilidade dessa tarefa, que precisaria ser dividida entre as duas instituições, fica, na maior parte das vezes, com a escola. Essa acaba sendo a única oportunidade que a criança tem para ingressar no mundo da leitura. E, se a escola falha, sobram poucas esperanças”. A opinião de Maria Helena é compartilhada pela professora Tamara Veras de Bittencourt, mestre em Educação e assessora pedagógica. “É na escola que a leitura pode ser orientada e conduzida por um leitor mais experiente – o professor. As crianças e os adolescentes leem bastante, mas não é uma questão de quantidade apenas, e sim de qualidade: o que ler, como ler e o que fazer com a leitura”, afirma Tamara.
A professora critica a mudança de postura da escola conforme o aluno cresce: a leitura é parte importante do currículo no ensino infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, mas, a partir do 5º ano, a literatura vai sendo deixada de lado ou, como afirma Tamara, tem seu real objetivo distorcido. “A literatura como componente curricular a afasta de sua própria essência artística, porque é tratada como ciência, ou seja, há uma resposta certa para cada pergunta, há um resumo que explica detalhadamente a obra, deixando de fora a experiência estética, o prazer de compreender, de descobrir e descobrir-se com base na leitura de uma obra”, considera. “O que se observa como prática nas aulas de Literatura, de escolas públicas e privadas, é a abordagem historicista das obras, que se sustenta em uma apresentação panorâmica da série literária, isto é, em uma sequência de movimentos literários ou estilos de época e dos principais autores e obras”, completa. Para Tamara, o recorrente tem sido a supervalorização da pseudocientificidade da disciplina, ensinada sob a perspectiva histórica que torna estática e dada a verdade que emana da obra literária, a ponto de já não ser mais necessária a sua leitura.
Interesse pela leitura
E como mudar essa situação e despertar nos alunos o interesse pela leitura? Tamara indica alguns passos que podem ser adotados para isso: “Dar novos objetivos à leitura, criar espaços de discussão, ter ótimos mediadores, tornar os livros mais acessíveis, criar atividades que complementem a leitura e que levem a novas experiências são possibilidades para atrair leitores”, diz a assessora pedagógica. Já a escritora Maria Helena acredita que a simples evolução da infraestrutura escolar deve auxiliar no incentivo à leitura. “A escola e a sociedade, até pouco tempo atrás, davam pouca importância ao assunto. Bibliotecas eram quase inexistentes nas escolas. A escola estava mais preocupada em trabalhar conteúdos. Muitas vezes, em vez de incentivar, apenas cobrava. Aí entravam as famosas fichas de leitura que, em vez de aproximar os alunos do livro, os afastavam cada vez mais”, adverte. E acrescenta: “Hoje a escola está mais bem preparada e investindo bastante na formação de leitores. As bibliotecas escolares e públicas têm recebido muitos incentivos do governo [federal]. O espaço está muito mais agradável (não é apenas um depósito de livros velhos) e o acervo está bastante rico e atualizado”. Apesar disso, o número de escolas com bibliotecas no País ainda é baixo – conforme os dados do Censo Escolar 2013, apenas 35% das escolas possuem biblioteca. Quando se trata de escolas da rede pública, o percentual é ainda menor: 29%.
A escritora acredita que o País ainda precisa criar mais oportunidades de leitura, uma vez que já conta com uma imensa gama de obras literárias disponíveis, de modo que todos – crianças, adolescentes e adultos – possam encontrar algum livro de sua preferência. “Nossa literatura infantojuvenil é uma das melhores do mundo. Temos grandes autores para o público adulto também. Além disso, dispomos de um universo belíssimo de obras traduzidas da literatura do mundo inteiro. Trata-se antes de oferecer oportunidades de aproximação entre livro e leitor para que este se sinta atraído, conquistado pelo universo fantástico que a leitura oferece”, afirma a escritora. Tamara, por sua vez, defende tornar a experiência da leitura um hábito conjunto, e não um ato solitário. “Um bom incentivador para atrair leitores é tornar o livro o centro de um processo que aproxima pessoas, cria vínculos e permite interação, troca. Ou seja, tornar a atividade menos solitária e mais compartilhada. Isso pode ocorrer tanto na escola quanto em praças, livrarias, cafés, salas etc. Não precisa de um local específico, precisa ser um momento de encontro entre pessoas e dessas pessoas com a literatura”, esclarece a professora.
A opinião das especialistas é unânime quando se trata dos benefícios que a leitura traz para os alunos em suas vidas acadêmica e social. “Quem lê é mais informado, comete menos erros na escrita e tem experiências estéticas que ampliam horizontes. A leitura é também um caminho de integração do aluno com o seu meio social, e isso é ainda mais importante quando falamos das classes menos favorecidas economicamente”, afirma Tamara. Maria Helena concorda e relembra os ensinamentos de Lev Vygotsky, cientista bielo-russo falecido em 1934. “Aprendemos com Vygotsky que a linguagem desempenha o papel fundamental de mediadora na construção do conhecimento. Linguagem e pensamento caminham de mãos dadas. Quando falamos em linguagem, pensamos em leitura, oralidade e escrita. A sociedade em que vivemos é permeada pela escrita. A cultura do mundo moderno é letrada. Nela a palavra desempenha papel decisivo. Saber fazer uso de práticas de leitura e escrita e ter competência linguística são fundamentais para construir conhecimento e responder às exigências da sociedade contemporânea”.
Trabalho diferenciado
Esse trabalho de criar oportunidades de leitura em prol da melhoria do aprendizado dos alunos não surte efeito se não existir dedicação dos professores, em sala de aula, de utilizar a literatura em suas atividades. Para Rosângela Márcia Magalhães, mestre em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e coordenadora pedagógica do Centro Educacional de Ouro Preto (CEOP), “há muitas estratégias. Você pode, por exemplo, contar histórias, trabalhar os recontos, usar fantoches, fazer teatros. Nas escolas, há vários recursos, várias tecnologias, o livro mesmo é uma tecnologia, então deve partir mesmo do professor. A criança tem que imaginar, tem que desenvolver essas linguagens que a literatura infantil possibilita: a linguagem imagética, a musical, a corporal, por meio de teatros etc.”.
Para Tamara, que desenvolveu uma tese de mestrado sobre a escola e a formação de leitores, existem outras atividades potenciais. “Há muitas possibilidades de realizar a leitura em sala de aula”, sugere a educadora gaúcha (Confira dicas de atividades no box). Ela também destaca que os professores devem tomar cuidado especial durante as aulas em relação à transição de uma disciplina para outra. “Despertar a curiosidade para o assunto que será lido é importante, porque há um rompimento brusco na mudança de período. Estão fazendo cálculos durante uma hora e, em trinta segundos, estão lendo um texto sobre biomas. É possível cuidar dessa transição, preparar [o aluno] para o que vai ser trabalhado”, ressalta.
Formação docente
As três educadoras apresentam visões diferentes em relação à formação dos professores. Para Tamara, “o que acontece na sala de aula é reflexo da formação dos professores, não é possível responsabilizá-los”. Ela prossegue: “Nós, professores, também lemos na faculdade para aprender os conteúdos sem que nos ensinem a melhor forma de fazer isso. Além disso, os cursos não ensinam os professores das mais variadas áreas do conhecimento a respeito da sua responsabilidade com a formação de leitores”. A formação continuada é vista por Rosângela como a principal alternativa para incrementar as competências e conhecer novas metodologias. “Hoje o professor tem que buscar conhecimento o tempo todo, e a formação continuada é o principal ponto. É pesquisar e trocar experiências com outros colegas, participar de encontros e oficinas para, com base nas trocas, elaborar estratégias e uma melhor prática situada”, afirma a educadora mineira.
A escritora Maria Helena destaca que a preocupação com a formação de leitores já está presente em muitas escolas. “Muitos eventos, como feiras de livros, encontros entre autor e leitores, são desenvolvidos nas escolas para fomentar o desejo de ler nas crianças e nos jovens. Tudo isso porque a escola percebe que investir na formação do leitor é cada dia mais necessário. Mesmo com os avanços tecnológicos, a leitura não se tornou dispensável; pelo contrário, ela ainda é uma tecnologia de ponta e sua importância se amplia, mesmo que com outros suportes. Ela continua sendo condição básica para a aprendizagem”, diz. A escritora aponta ainda qual é o principal obstáculo para que a formação de leitores possa ocorrer sem grandes problemas: “O maior entrave na formação de leitores continua sendo um professor não leitor”.
Profissão Mestre destaca o trabalho que vem sendo desenvolvido em algumas escolas brasileiras, por meio de projetos que visam contribuir para a formação de leitores. Acompanhe a seguir.
Revolução por meio dos livros
Na comunidade rural de Arcos (MG), distante 210 quilômetros de Belo Horizonte (MG), uma iniciativa da Escola Municipal Laura Andrade tem mudado a rotina dos alunos e de seus pais. Desde 2008, a escola realiza o projeto Lendo em Família, cujo foco é incentivar a leitura não só nas crianças, mas também nas famílias dos alunos. “A escola dispunha de 15 volumes de um mesmo livro, A ilha perdida. Eu comecei a ler pedacinho por pedacinho com os alunos e eles gostaram muito. Pedi então para eles lerem o livro em casa com os pais, mas sem TV nem rádio ligados. Os pais gostaram, os alunos gostaram. Desde então, levamos os meninos para a biblioteca e eles escolhem os livros que quiserem. Eles fazem a eleição do livro, fazemos a compra dos exemplares e eles os levam para a casa”, explica Soraya Marcelino, que era professora em 2008 e, hoje, é a diretora da escola.
De acordo com Soraya, a atividade causou uma verdadeira revolução na comunidade. “Os alunos se apaixonaram por leitura. Criamos um laço de afetividade muito grande entre alunos e pais. Há casos de pais que são analfabetos e nossos alunos, nesses casos, fazem o trabalho inverso, eles leem para os pais. É um efeito muito bonito na comunidade”, afirma a educadora. A intenção agora é criar uma biblioteca itinerante com os livros que já fizeram parte do projeto e levá-la para as diversas comunidades que a escola atende. “Vamos levar apresentações [sobre os livros], deixando algumas obras em cada comunidade e levando outras para as outras comunidades”, explica Soraya.
http://www.profissaomestre.com.br/index.php/reportagens/ensino/881-para-formar-leitores

Incentivos ao professor fazem o ensino avançar? Em alguns casos, sim

Prêmios e benefícios são necessários e importantes, mas na maioria dos casos se convertem apenas em despesas adicionais da educação


João Batista Araujo e Oliveira

O maior incentivo para um prefeito é ser bem votado. Outros gostam de ir para casa deixando um trabalho bem feito, seja ele reconhecido ou não pela população. Alguns, ainda, preferem as benesses do poder. Diretores, professores e alunos também gostam de incentivos.
Incentivos servem para mobilizar uma determinada ação. Mas nem todo programa de incentivo funciona. No que se refere à educação, poucos incentivos têm mostrado bons resultados. A maioria dos planos é economicamente inviável e acaba logo. Ou se transforma em direito adquirido e perde o poder de incentivar. Pagar mais por tempo de serviço não leva as pessoas a serem mais produtivas, especialmente no caso de professores. Dar bolsas e incentivos para professores fazerem cursos ou obterem diplomas em nada muda o desempenho de seus alunos. Vejamos a lógica dos incentivos.
Incentivos não funcionam quando a pessoa não sabe o que fazer para ganhá-lo. Por exemplo, dar incentivo aos professores para que melhorem a nota dos alunos não funciona. Primeiro porque pressupõe que os professores sabiam fazer isso e só não faziam porque não tinham incentivo. Além de ser uma hipótese ofensiva aos professores, não corresponde à realidade. O mesmo se aplica aos alunos – não adianta prometer prêmios para quem tirar boas notas se o aluno não souber o que precisa fazer para isso. Nesses casos, ganha o prêmio quem o ganharia de qualquer forma, e não gera esforço ou aprendizagem adicional.
Incentivos funcionam quando a pessoa pode e sabe fazer o que se pede. Se o professor falta às aulas, pode-se cortar o pagamento ou pode-se premiar o professor que nunca falta. Isso funciona.
Incentivos também funcionam quando você premia ações que sabidamente influem nos comportamentos ou resultados. Por exemplo, premiar crianças para que façam deveres de casa bem concebidos ou para que leiam livros funciona porque essas atividades sabidamente melhoram o conhecimento dos alunos. Premiar crianças para que se concentrem numa tarefa durante algum tempo ou para que façam algo que já aprenderam um pouco melhor do que na vez anterior – usar conjunções numa redação, por exemplo – também funciona.
Vale lembrar que incentivos não funcionam de forma permanente: a barra tem que subir, o que era prêmio ontem vira direito adquirido, o que requeria esforço ontem virou rotina. Programas de incentivo precisam ser constantemente atualizados.
Sabemos que há professores melhores e professores piores. Bons diretores sabem quem são os bons professores. Existem mecanismos e instrumentos para avaliar a eficiência de um professor, mensurada pelo desempenho dos alunos. Mas há problemas com essas medidas.
Primeiro, há muita variedade no desempenho dos alunos de um mesmo professor, de ano a ano. Aparentemente, isso depende menos do professor e mais de fatores que estão fora de seu controle – como a presença de alunos que requerem cuidados especiais ou alunos indisciplinados numa escola em que o diretor não atua com firmeza. A variância é de 50%, ou seja, quase ano sim, ano não. Como se basear numa medida tão instável para dar incentivos a professores? Segundo, o custo da avaliação é elevado, e como a avaliação envolve benefícios, ela precisa ser feita de maneira muito cuidadosa. É pouco viável e pouco recomendável avaliar todos os professores de todas as disciplinas. Terceiro, uma escola é uma comunidade, as ações que asseguram o sucesso de um professor dependem de outros professores e de outras pessoas da escola – o que sugere que, na melhor das hipóteses, os incentivos deveriam ser compartilhados, ainda que baseados na avaliação de algumas disciplinas.
Muitos países, especialmente os europeus, não possuem sistemas de incentivo especificamente voltados para professores ou para as escolas. No entanto, existem incentivos indiretos que atraem as pessoas para o magistério e as mantêm na profissão. Por exemplo, em alguns países a profissão de magistério é associada a um alto grau de prestígio social. Isso é particularmente acentuado na tradição cultural de países asiáticos, mas também é verdade em alguns países europeus, como a Finlândia.
Há também incentivos estruturais. Em muitos países, os professores trabalham menos dias por ano (entre 170 e 200 ante 220 a 230 para os demais trabalhadores), menos horas por dia ou possuem mais flexibilidade no arranjo de horários. Em alguns países, como na França, os professores também se aposentam mais cedo do que os demais trabalhadores (embora essa tendência esteja em baixa tendo em vista a mudança no perfil demográfico).
Em síntese: sistemas de incentivo não são assunto para amadores. Incentivos são necessários e importantes, mas na maioria dos casos, em educação, convertem-se apenas em despesas adicionais. As condições de sucesso são bem conhecidas. Apesar disso, são poucos os sistemas que efetivamente dão certo.
João Batista Araujo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa Beto
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/incentivos-ao-professor-fazem-o-ensino-avancar-em-alguns-casos-sim

Secretaria divulga inscrições deferidas para tutores do ProInfo Integrado

ROSANE BRANDÃO
Secom Cuiabá
A Secretaria Municipal de Educação divulga a relação das inscrições deferidas e indeferidas para tutores do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado).
Todos os candidatos selecionados deverão participar, obrigatoriamente, da formação oferecida pela Secretaria, por meio do Núcleo de Tecnologia Municipal da Coordenadoria de Formação.
Conforme consta no edital, o tutor será responsável pela catalogação de conteúdos midiáticos e pelo apoio à aprendizagem on-line e off-line dos professores cursistas para que estes se tornem capazes de produzir e de estimular a autoria de produtos educacionais em diferentes mídias, executando a proposta curricular com tecnologia digital, de forma articulada ao PPP (Projeto Político Pedagógico).
Os tutores receberão uma bolsa no valor de R$ 765 mensais, concedida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC).
Confira a relação das inscrições deferidas e indeferidas abaixo:

Inscrições Deferidas Proinfo
Inscrições Deferidas.pdf (971.7 KB)
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/secretaria-divulga-inscricoes-deferidas-para-tutores-do-proinfo-integrado/9346

Quase 80% dos jovens com acesso à internet mantêm perfil em redes sociais


Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo
Entre as crianças e os adolescentes brasileiros que acessam a internet, 79% mantêm perfis em redes sociais, segundo estudo divulgado hoje (6) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A pesquisa TIC Kids Online Brasil, feita entre setembro de 2013 e janeiro deste ano, ouviu 2.261 usuários com idades entre 9 e 17 anos, em todo o território nacional. Os pais ou responsáveis desses jovens também foram ouvidos. Na pesquisa anterior, feita em 2012, esse índice era 70%.
O levantamento revelou uma tendência de crescimento no uso do telefone celular como principal forma de acesso às redes sociais – o aparelho é usado por mais da metade desse público (53%). Em relação a 2012, houve crescimento de 32 pontos percentuais. O acesso à internet por meio dos tablets cresceu de 2%, em 2012, para 16%, em 2013.
Os computadores de mesa, porém, continuam sendo os dispositivos mais utilizados para acessar a internet por este público – é usado por 71% das crianças e dos adolescentes.
O local onde os acessos mais ocorrem é a sala de casa, mencionada em 68% dos casos, seguido pelo quarto da criança ou do adolescente (57%). A preferência por centros de acesso pago, como as lan houses, estão em queda, passando de 35% em 2012, para 22% em 2013. As atividades mais desenvolvidas pelos jovens que acessam internet são: pesquisa para trabalho escolar (87%), assistir a vídeos (68%) e baixar músicas ou filmes (50%).
Nesta edição, a pesquisa avaliou pela primeira vez a exposição à publicidade e a conteúdos mercadológicos na internet. Os resultados apontam que 61% dos usuários com idade entre 11 e 17 anos lembram de ter visto publicidade nas redes sociais, enquanto 30% viram em sites de jogosonline.
Entre os usuários, 57% disseram ter curtido alguma publicidade em redes sociais, 36% disseram ter compartilhado. Cerca de 21% disseram não aprovar a publicidade e 20% bloquearam o anúncio.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-08/quase-80-dos-jovens-com-acesso-internet-mantem-perfil-em-redes-sociais

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cuiabá será sede do 3º Encontro Regional de EJA do Centro-Oeste


Alunos e profissionais que trabalham com a Educação de Jovens e Adultos na rede municipal participam entre os dias 7 e 9 do 3º Encontro Regional de Educação de Jovens e Adultos do Centro-Oeste (EREJA). O evento ocorre na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá, com abertura na quinta-feira (7), às 17h30.
O encontro, promovido pelo Fórum EJA de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, vai reunir profissionais que trabalham com Educação de Jovens e Adultos de todos os Estados da região Centro-Oeste e do Distrito Federal.
O evento será um momento para discutir acerca das políticas públicas, avanços e desafios da Educação de Jovens e Adultos no Centro-Oeste, além de mobilizar os diferentes segmentos que atuam com a modalidade nos Estados e no Distrito Federal.
Entre os temas que serão abordados estão “Análise diagnóstica da EJA trabalhadores em Goiás, MT, MS e Distrito Federal” e “EJA trabalhadores no Centro-Oeste: avanços e desafios como política de Estado”.
O debate contará com a presença de um educando representante de cada especificidade da EJA (Campo, Prisões, Idosos e Quilombolas) dos Estados participantes. A especificidade Prisões de Cuiabá terá a presença de uma aluna ressocializanda do presídio feminino Ana Maria do Couto May. A aluna integra uma turma da EJA da escola Jesus Criança, cujo atendimento é realizado em uma sala anexa no presídio.

Olimpíada de Língua Portuguesa: chegou a hora de selecionar e de enviar os textos



Depois de tanto trabalho nas escolas, chegou a hora de enviar os textos produzidos em sala de aula para a 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.
Até o dia 15 de agosto todas as escolas participantes devem enviar os textos escolhidos para a etapa seguinte, a municipal. O texto ou os textos escolhidos – no caso da escola participar com mais de um gênero – devem ser digitados no Portalwww.escrevendoofuturo.org.br. Lá, também é possível encontrar um tutorial com informações passo-a-passo sobre o envio de textos (clique aqui para assistir ao vídeo).
Todas as escolas do Brasil receberam o folder sobre como organizar a “Comissão Julgadora Escolar” que ainda traz orientações sobre os procedimentos dessa comissão na escolha dos textos. O Portal Escrevendo o Futuro também disponibiliza este e os outros folderes com orientações sobre as comissões municipais e estaduais (clique aqui para acessar).
É importante lembrar que todos os membros das comissões julgadoras – escolar, municipal ou estadual – devem fazer o curso autoinstrucional sobre avaliação de textos da Olimpíada. Um CD com este curso foi enviado a todas as secretarias municipais e estaduais de educação do Brasil. Ele também está disponível aqui no Portal (clique aqui para saber mais).
As dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone: 0800 771 9310 (a ligação é gratuita).
Divulgue, participe!
Não deixe para última hora, o prazo para o envio dos textos não será prorrogado.

http://undime.org.br/olimpiada-de-lingua-portuguesa-chegou-a-hora-de-selecionar-e-de-enviar-os-textos-2/

Com salários cortados, professores pedem alimentos nas ruas

Em greve, há profissionais que receberam R$ 30,00 do prefeito Juarez Costa


LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
A presidente do Sintep, Sidnei Cardoso,
e o prefeito Juarez Gomes: crise na educação
Professores e profissionais da rede de Educação de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá) estão pedindo alimentos nas ruas, desde sexta-feira (1). A situação começou após eles terem os salários cortados, em até 11 dias, pelo prefeito Juarez Costa (PMDB).

As informações são da presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Sidinei Cardoso.
"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Temos servidor que recebeu R$ 30"

Segundo ela, 80% dos 1,4 mil profissionais do setor estão em greve em Sinop desde o dia 21 de julho. A rede atende a aproximadamente 14 mil alunos.

Na última quarta-feira (30), quando os salários foram depositados, alguns trabalhadores descobriram que receberam menos de R$ 100.

"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos como sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Tem servidor que recebeu R$ 30”, disse a sindicalista.

O corte de ponto dos trabalhadores, segundo ela, seria uma postura “arbitrária” do prefeito, uma vez que a greve não foi declarada ilegal pela Justiça.

“A Secretaria de Educação e a Prefeitura nos fecharam as portas e cortaram o ponto de forma arbitrária sem nem fazer uma proposta para a categoria. A população está do nosso lado e apesar das ameaças a greve continua", afirmou a presidente.

Diante do corte salarial, os trabalhadores passaram a realizar manifestações diárias em frente à Secretaria Municipal de Educação desde quinta-feira (31). O órgão, porém, fechou para o atendimento ao público e ainda não retornou às atividades.

Segundo o diretor da regional Norte do Sintep-MT, Valdeir Pereira, nenhuma negociação teve início com a Prefeitura de Sinop e os profissionais do setor – principalmente aqueles que saíram da zona rural para acampar na cidade e participar do movimento grevista – estão passando por dificuldades financeiras.

“Por isso passamos a nos organizar para garantir a alimentação do pessoal que está participando do acampamento, fazendo cotas e contando com doações. A população tem compreendido e nos ajudado”, afirmou.

É o caso da técnica de desenvolvimento infantil Rosimeire Ribeiro, que tem um salário de R$ 1,5 mil, mas, com os descontos feitos na folha e o corte de ponto, disse ter recebido apenas R$ 312.

"Estou vindo ao acampamento para almoçar todos os dias com a minha filha. Mas tenho colegas que trabalham no apoio, por exemplo, que receberam ainda menos do que eu", disse.


Divulgação
Educadores estão realizando manifestações diárias no Município
Reivindicações

A categoria reivindica melhores condições de trabalho, readequação da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais e equiparação salarial com a rede estadual de ensino.

Por meio de assessoria, o Sintep-MT informa que o salário base dos professores da rede municipal é de R$ 1.697 para uma jornada de 40 horas semanais.

Eles comparam a remuneração com o salário recebido pelos educadores da rede estadual, que é de R$ 1.747 para o cumprimento de uma carga horária semanal de 30 horas.

As condições das escolas, segundo o sindicato, também é precária.

Outro lado


Em nota enviada por meio de sua assessoria de Comunicação, a Prefeitura de Sinop informou que não tem capacidade financeira para atender às reivindicações da categoria e que o "corte de ponto" é um ato administrativo legal, sendo que os servidores grevistas deverão receber o referido desconto quando da reposição de aulas.

A Prefeitura negou, ainda, que existam trabalhadores tenham recebido menos de R$ 100 no dia de pagamento, conforme denunciado pelo Sintep-MT.

"O menor salário da pasta da Educação é de R$878,44, para 30 horas/semanais para o pessoal de apoio (merenda/limpeza)", diz trecho da nota.

O Município alega ter ingressado, na Justiça, com ação de "ilegalidade da greve" e aguarda deferimento

A pasta enviou, ainda, uma tabela de impacto financeiro elaborado pelas secretarias de Finanças e Administração a partir das reivindicações dos profissionais da educação, que resultou na greve do setor.


"As secretarias de Finanças e Administração divulgaram a tabela de impacto (aumento) financeiro elaborado a partir das duas reivindicações dos profissionais da educação e que culminou em greve do setor. As duas reivindicações são redução da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais para todos os profissionais da educação e equiparação salarial dos professores do estado.

As tabelas mostram uma elevação de 4 milhões e 200 mil em 2014, 10 milhões e 300 mil em 2015, 15 milhões e 500 mil em 2016, 19 milhões e 700 mil em 2017 em 2017 e culminando em 24 milhões e 400 mil em 2018.

Os valores mostram que a Prefeitura de Sinop não dispõe, nem hoje e nem futuramente, de recursos para atender aos pedidos do Sintep. Bem como estudos mostram que a receita do município não tem como acompanhar esta despesa. Esta posição foi informada aos profissionais da educação noutras oportunidades, inclusive documentalmente. Mesmo assim o Sintep mantém a greve.

Nesta semana a prefeitura entrou com ação de “ilegalidade da greve” junto ao tribunal de justiça e aguarda deferimento".

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=205797

Comissão aprova plebiscito sobre federalização da educação básica

Elina Rodrigues Pozzebom e Rodrigo Baptista

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (5) projeto de convocação de um plebiscito de âmbito nacional para consultar o eleitorado a respeito da transferência para a União da responsabilidade sobre a educação básica. Atualmente cabe, em sua maior parte, aos estados e municípios custear a educação infantil e os ensinos fundamental e médio.
O plebiscito foi proposto pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). De acordo com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, a consulta deverá ser realizada simultaneamente com o primeiro turno das eleições de 2014, em 5 de outubro. O cidadão deverá responder, com sim ou não, à seguinte questão: “o financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal?”.
Caso o projeto seja aprovado, o Congresso Nacional comunicará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expedirá as instruções para a realização do plebiscito. Além disso, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil façam suas campanhas a favor ou contra a transferência.
Segundo o relator da proposta na CE, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), estados e municípios são responsáveis por cerca de 80% dos recursos destinados à educação, enquanto a União, que detém para si mais da metade do bolo da arrecadação de tributos, participa com apenas 20%. Ou seja, o ente federado com mais recursos é quem faz o menor aporte de verbas para a educação básica, reforçou o relator.
Como consequência, disse Randolfe, há disparidades na infraestrutura escolar pelo país afora, incapacidade de diversos governos estaduais e prefeituras para honrar o piso salarial dos professores; lacunas na oferta de vagas em creches; e inexistência de um padrão nacional mínimo de qualidade; entre outros problemas.
O projeto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ainda terá que ser analisado pelo Plenário.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/08/05/comissao-aprova-plebiscito-sobre-federalizacao-da-educacao-basica

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Só 7% dos professores passam em certificação do MEC para o ensino de surdos

Baixo número de aprovados no Prolibras impacta no déficit de profissionais com domínio no ensino da Libras; organização do exame assume que grau de dificuldade da prova deve ser revisto

Por Davi Lira - iG São Paulo


Dos 2.427 candidatos que se submeteram à edição mais recente do Exame Nacional de Certificação em Libras, o Prolibras 2013, somente 164 (menos de 7%) foram aprovados na modalidade voltada a certificar professores ao ensino da Linguagem Brasileira de Sinais. É por meio dessa certificação oficial avalizada pelo Ministério da Educação (MEC) que muitas secretarias de educação e instituições de ensino superior selecionam professores para atuarem em turmas que contam com alunos surdos.
Além da certificação para o ensino da Libras, o Prolibras também oferece uma certificação em proficiência na tradução e interpretação da Libras. Nessa modalidade, o índice de aprovados também é pequeno. Em 2013, dos 2.627 que compareceram para realização das provas, apenas 242 (9%) foram aprovados no final do processo. 
O baixo número de candidatos aprovados no exame impacta ainda mais no déficit de profissionais com habilidades comprovadas no ensino da Libras nas escolas brasileiras, especialmente as da rede pública. Hoje, nem todos os professores que dão aula para alunos surdos dominam as Libras. As escolas também sofrem com a falta de intépretes em turmas onde há a presença de estudante com algum tipo de deficiência auditiva.

Continue lendo: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-07-22/so-7-dos-professores-passam-em-certificacao-do-mec-para-o-ensino-de-surdos.html

Fórum de Secretários Estaduais de Educação acontecerá em Chapada dos Guimarães

Secretária de Educação de MS Nilene Badeca
Acontece nos dias 7 e 8 de agosto, a III Reunião Ordinária do Fórum do Conselho Nacional de Secretários de Educação - Consed, na Pousada Penhasco na Chapada dos Guimarães/MT. Para a abertura do evento estão confirmadas as presenças do ministro da Educação, Henrique Paim; do governador do Estado de Mato Grosso, Silval Barbosa; do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, Romeu Caputo e do secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação - SASE/MEC, Binho Marques, além das presenças de representantes e secretários de estado da educação de todo o Brasil.
A presidente do Consed, Maria Nilene Badeca da Costa, afirmou que nesta terceira reunião, as perspectivas da educação para a próxima década, após aprovação do PNE, serão amplamente debatidas. “São vários e constantes os desafios da educação brasileira, e nossa reunião serve para a troca de experiências entre os estados e a busca de soluções em comum”, afirma
No primeiro dia de atividade, estão previstos debates e palestras sobre o Sistema Nacional de Educação e os elementos constitutivos; No segundo dia, as discussões serão concentradas na Base Nacional Comum e a valorização dos profissionais de educação.
Reunião Ordinária do Consed
As Reuniões do Consed são espaços de significativo papel na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas educacionais em nível nacional, regional e estadual. Atualmente, são realizadas quatro reuniões ordinárias e, quando necessário, extraordinárias para debater questões que abrangem toda a Educação Básica pública.
Também participam das reuniões, de acordo com os assuntos em pauta, representantes de instituições parceiras do Consed, de órgãos governamentais, de instituições públicas e privadas, relacionados ao meio educacional.

VEJA: PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM
http://www.consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/873-forum-de-secretarios-debate-o-sistema-nacional-de-educacao-a-luz-do-pne

Instituto disponibiliza guia para ajudar professores no uso de tecnologias digitais em sala de aula

O Instituto Crescer disponibilizou os dois volumes do livro “Crescer em Rede”, um guia preparado por uma equipe de especialistas para ajudar professores a incluir tecnologias digitais nos processos pedagógicos.
Cada volume está organizado por um determinado número de encontros. O objetivo é que os professores tenham, a cada encontro, a oportunidade de conhecer, planejar estratégias de trabalho e refletir sobre uma ferramenta tecnológica, como o Google Earth e o Google Maps, Wikipedia, Instagram, entre outras.
Saiba mais e baixe o guia “Crescer em Rede” no site do Instituto Crescer.

https://catracalivre.com.br/geral/web-educacao/indicacao/instituto-disponibiliza-guia-para-ajudar-professores-no-uso-de-tecnologias-digitais-em-sala-de-aula/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PNE: Novo portal vai ajudar estados e municípios a elaborar metas

Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira, 4, o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC e de representantes de entidades ligadas à área educacional.
O titular da Sase, Binho Marques, destacou que o portal representa a largada para a construção dos 5.570 planos municipais de educação, assim como dos 26 estados e do Distrito Federal. “Os planos serão resultado de pactuação com cada unidade da Federação”, explicou o secretário.
Para o ministro da Educação, o Brasil vive um momento histórico, com um plano nacional construído após amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. Paim destacou o formato enxuto do PNE, com 20 metas e muitas estratégias, o que permite à sociedade acompanhar de perto a implementação. “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível”, disse.
Para o ministro, o plano nacional demostra maturidade. Ele listou várias questões a serem equacionadas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e citou também a educação profissional e a necessidade de maior internacionalização da educação superior, de forma a propiciar o casamento entre a universidade e o mundo produtivo.
Paim lembrou que, nos últimos anos, houve aproximação entre a universidade e a educação básica, o que representa importante avanço. Ele ressaltou que um dos desafios é a formação de professores. “Quando os educadores se envolvem com paixão, é possível superar barreiras”, afirmou o ministro.
Assessoria de Comunicação Social
Confira o portal do Plano Nacional de Educação
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20644

Avaliação garante direito à educação, afirma Chico Soares (INEP)

As avaliações educacionais precisam ser vistas como aliadas na concretização do direito à educação. A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Chico Soares, durante palestra proferida nesta quinta-feira, 31, na abertura do 3º Fórum de Diretores de Escolas Católicas, em Brasília. Ele falou sobre o tema Avaliação Educacional: instrumento de construção da qualidade acadêmica, a gestores de diferentes escolas do país.
Chico Soares ressaltou que garantir o direito à educação implica assegurar trajetória educacional regular e aprendizado. Segundo ele, as avaliações têm a função de medir esse aprendizado e verificar se ele foi atendido. "Mostrar quem não aprendeu é um importante ganho, mas é preciso ir além do resultado e contextualizá-lo", disse o presidente do Inep.
"Eu espero dar à sociedade a ideia de que os números são pessoas. Eu quero que a criança aprenda, mas eu quero verificar de que forma ela aprendeu. Essa é a ideia da avaliação", afirmou. "Eu posso perceber quais as crianças que não estão aprendendo. Se não há aprendizado, não há qualidade", complementou.
A abertura do fórum contou ainda com a participação da assessora da Rede Salesianas de Escolas, Kátia Smole, que concordou com Chico Soares. "Na escola, quando eu uso o instrumento de avaliação, faço uma coleta de dados. Mas se aquele dado virar uma nota ruim, quer dizer que eu não cumpri com meu objetivo", disse.
Kátia lembrou que as avaliações são questionadas a todo o momento e que o intuito de avaliar o aluno não pode parecer algo como uma prova de controle de estatística, mas sim verificação do que foi aprendido. "Eu digo assim: se o aluno ainda não aprendeu, eu, escola, tenho todas as ferramentas a partir da avaliação para poder intervir e fazer com que ele avance."
O evento, que teve como tema Construindo a qualidade nas escolas católicas, e que termina nesta sexta-feira, 1°, objetiva promover debates e troca de experiências entre gestores sobre o cenário atual da educação.
Ingrid Melo
http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/avaliacao-garante-direito-a-educacao-afirma-chico-soares?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Alunos brasileiros perdem 10% das aulas com professor que atrasa e sai mais cedo

Por Davi Lira - iG Educação 

Do total de 200 dias letivos do ano, 20 são desperdiçados (10%); em países desenvolvidos porcentual é perto de zero

José Luis da Conceição/Divulgação SEE
Tempo contabilizado com atrasos e saídas abreviadas compromete 10% do total de dias letivos; situação compromete ensino oferecido ao aluno, que recebe menos suporte do professor
Do total de 200 dias letivos do ano escolar aos quais os alunos brasileiros têm direito, 20 dias são desperdiçados por conta de atrasos dos professores, saídas dos docentes antes do término da aula e com outras atividades que nada tem a ver com o ensino e a aprendizagem. Nesse cálculo sequer foi considerado o tempo perdido com a contenção da bagunça e com a realização de outras atividades pelo professor, como a realização de chamada e a entrega de trabalhos escolares.
O desperdício de 10% dos dias letivos é uma das constatações presentes na mais recente pesquisa publicada pelo Banco Mundial, a Great Teachers: How to Raise Student Learning in Latin America and the Caribbean (Grandes professores: como melhorar o aprendizado dos estudantes na América Latina e no Caribe, em português).
O estudo da instituição - reconhecida por elaborar uma série de pesquisas para subsidiar políticas públicas na área da educação - foi feito em mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas primárias e secundárias em sete países latinos, incluindo o Brasil. Na América Latina, como um todo, o porcentual do "desperdício" é de 9%.
Segundo o Banco Mundial, esse desperdício constatado em outros países da região e também no Brasil é causado pelo fato de os professores "estarem fisicamente ausentes da sala de aula, chegarem atrasados, saírem mais cedo ou realizarem outras atividades da escola no horário da aula", afirma estudo.
O tempo perdido também é consequência de os docentes estarem "ocupados com interações sociais com alguém na porta da sala de aula ou simplesmente por não estarem interagindo com a turma".
A situação, segundo a publicação, se reflete nos "parcos resultados educacionais" apresentados pelos países da região, explica, por meio de comunicado, Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial na área de educação para a América Latina e o Caribe e autora do relatório.
Nos países desenvolvidos, diz o estudo, o índice de desperdício de tempo se aproxima de zero. O relatório ainda afirma que, nas melhores escolas, os docentes "nunca saem da sala de aula".
Divulgação/UniBH Segundo Castro, participação dos pais nas escolas é uma das soluções para o problema
Tragédia
Para o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor da Fundação Capes - responsável por programas de formação de professores da educação básica no País -, os dados apresentados pela pesquisa representam um "tragédia" da educação brasileira, especialmente das escolas públicas do País.
"Se o professor faz isso porque ele acha que ganha pouco, por que não pede demissão?", critica Castro. Segundo ele, a solução para resolução do problema passa, necessariamente, por uma maior participação dos pais nas escolas. "Os pais têm que cobrar. O sistema escolar não pode correr solto, é preciso um acompanhamento e cobrança constante dos familiares junto aos professores e à direção das escolas", fala o especialista.
 Divulgação/Campanha Nacional pelo Direito à EducaçãoDaniel Cara pondera metodologia da pesquisa
e critica "responsabilização do professor"

Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também reconhece o impacto que esse "atraso estrutural" tem na aprendizagem. Cara, no entanto, diz que é preciso olhar de forma mais ampla para a questão.
"Esse tipo de pesquisa reforça a responsabilização do professor. Isso porque boa parte do atraso ocorre por conta dos deslocamentos que parte dos professores têm que fazer para dar conta de uma dupla jornada, em escolas diferentes. Dessa forma, é preciso enxergar que as redes públicas de ensino do País também são responsáveis por isso, especialmente pela maneira que são distribuídas as aulas. Precisamos ter uma gestão mais eficiente de distribuição de aulas", diz Cara.
MEC
Consultado, o Ministério da Educação (MEC) disse que "considera preocupante o desperdício". A pasta ainda informa que "mantém programas de apoio às redes, que conforme determina a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação] são de responsabilidade das secretárias estaduais e municipais"
Por fim, o MEC afirma que "as atuais diretrizes curriculares nacionais já apontam para um melhor aproveitamento do tempo nas atividades escolares com objetivo de construir propostas curriculares mais integradas, envolvendo componentes de uma mesma área de conhecimento ou de diferentes áreas. Isso implicaria aulas com maior tempo de duração e menos trocas de professor".

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-07-31/alunos-brasileiros-perdem-10-das-aulas-com-professor-que-atrasa-e-sai-mais-cedo.html

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...