quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Especialistas defendem mudanças na formação de professores para melhorar ensino

Tema foi discutido em seminário internacional promovido pela Comissão de Educação e pela frente parlamentar ligada ao setor
Alternativas para melhorar a formação de professores e tornar a carreira mais atrativa foram discutidas em seminário internacional sobre o tema promovido, nesta terça-feira (6), na Câmara dos Deputados.
Billy Boss - Câmara dos Deputados
Seminário Internacional de Educação. Dep. Alex Canziani (PTB-PR)
Alex Canziani: baixo salário e falta de atratividade da carreira ajudam a explicar pequena procura pelos cursos de pedagogia
O presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani (PTB-PR), lamentou os resultados deste ano do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que mostram uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. Conforme os dados divulgados hoje, o Brasil também caiu no ranking mundial e ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. A prova é coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e foi aplicada em 70 países.
Para Canziani, os resultados mostram a necessidade de mudanças, principalmente na formação dos professores. “Quando a gente pega o curso de pedagogia, que está entre os menos concorridos, sem dúvida alguma a falta de atratividade da carreira e o baixo salário têm um papel importante nisso”, afirmou. “Precisamos estar em alerta para o tipo de profissional que devemos ter para vencermos os desafios do século XXI."
Prática 
Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva, informou que o MEC está atento às universidades particulares, responsáveis pela formação de mais de 80% dos professores do País.
"Há, muitas vezes, uma distância muito grande entre o que o professor aprende na faculdade e o que ele vai realmente poder usar na sala de aula. A gente precisa trazer a prática para a formação do docente, que isso seja um norte”, apontou.
Jovens
Presidente do Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps destacou a importância de atrair a atenção dos jovens para vida docente. “É necessário criar uma espécie de carreira inicial, fazer com que o estudante se sinta desde o ensino médio interessado em dar aula”, sugeriu.
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência Pública. Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação - MEC, Rossieli Soares da Silva
Rossieli Soares da Silva: há uma distância grande entre o que o professor aprende na faculdade e o que ele vai realmente poder usar na sala de aula
Deschamps também citou a grande evasão nos cursos de licenciatura como entrave a ser vencido. “Não dá mais para imaginar que um simples concurso de ingresso na carreira ou no quadro docente das secretarias estaduais e municipais seja suficiente para a gente poder suprir o mercado. Teremos de criar mecanismos novos, de valorização desse profissional”, argumentou.
Didática
Presidente-executiva do Movimento "Todos pela Educação", Priscila Cruz propôs que a reforma do ensino médio inclua, entre as áreas temáticas que serão oferecidas aos alunos, a formação em educação como meio de incentivar o interesse dos jovens pelos cursos de licenciatura.
Ela ressaltou ainda que faltam especialistas em didática no Brasil e pediu mais incentivos a pesquisas, especialmente na área de alfabetização.
Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Marcelo Oliveira


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http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/520795-ESPECIALISTAS-DEFENDEM-MUDANCAS-NA-FORMACAO-DE-PROFESSORES-PARA-MELHORAR-ENSINO.html

Comissão debate regulamentação da profissão de Educador Social

A Comissão de Legislação Participativa discute nesta quinta-feira (8) a regulamentação da profissão do Educador Social. O debate foi uma sugestão dos Educadores Sociais de Maringá e acolhida pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).

Chico Lopes destaca que o educador social é um profissional cada vez mais presente nas práticas de educação não formal no Brasil, com atuação destacada no atendimento das demandas e necessidades das crianças e adolescente, população indígena, remanescentes quilombolas, população rural, mulher, idoso, preso, população de rua e portadores de necessidades educativas especiais.
Foram convidados:
- representante do Ministério da Educação e Cultura;
- representante Ministério do Trabalho e Emprego;
- a professora doutora em Pedagogia Social da USP Jacyara Silva de Paiva;
- o professor da USP Roberto da Silva;
- o coordenador geral do Fórum Educadores Sociais e Populares do Paraná, José Pucci Neto;
- o educador social da Prefeitura de Florianópolis, Guilherme Leonardo Furtado da Rosa; e
- a presidente da Associação de Educadores Sociais de Maringá, Verônica Regina Müller.
O debate será realizado às 9 horas, no plenário 3


Da Redação - RL

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

UNEMAT: Educadores de 33 etnias de Mato Grosso participam de curso de graduação

Gustavo Nascimento Seduc-MT 
Foto: Unemat

Indígenas de 33 etnias em Mato Grosso participam de curso para formação de professores em Barra do Bugres (150 km de Cuiabá). O curso visa qualificar educadores para atuarem nas 71 escolas indígenas do Estado e atenderem mais de 10 mil alunos.
O curso é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O projeto também conta com o apoio do Plano Nacional de Professores (Parfor) do Governo Federal.
São 120 acadêmicos e indígenas divididos nos cursos de licenciaturas em Pedagogia Intercultural e Línguas, Artes e Literatura, Ciências Sociais e Ciências da Matemática e da Natureza. Os módulos são realizados durante o período de férias escolares para facilitar o ingresso dos educadores. Nos períodos intermediários, os acadêmicos realizam etapas nas escolas localizadas nas próprias aldeias, com a supervisão de profissionais da Unemat.
O curso conta com uma duração de cinco anos. Segundo o coordenador da Educação Escolar Indígena, Sebastião Ferreira de Souza, este primeiro módulo vai até o próximo dia 17 de dezembro. Durante todo este período, os acadêmicos ficam alojados em uma escola agrícola em Barra do Bugres, enquanto as aulas são ministradas no campus René Barbour. Conforme o coordenador, a Seduc investe aproximadamente R$ 1,2 milhão no curso por ano.
Sebastião Ferreira explicou que a formação conta com uma proposta diferenciada, pois os professores precisam aprender a ensinar nas duas línguas, tanto no português, quanto nas suas línguas maternas. “É uma proposta totalmente especial, que visa deixar os educadores muito bem preparados, uma vez que até o segundo ciclo, os jovens contam com aulas de todas as disciplinas somente em suas línguas maternas”, afirmou.
De acordo com o diretor de Gestão e Educação Escolar Indígena, Adailton Alves da Silva, responsável pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Unemat, o curso já foi responsável pela formação de mais de 450 educadores indígenas.
Adailton também destacou a importância da parceria e olhar mais humanizado do Estado com relação à educação indígena. “É um público específico, que como tal conta com as suas necessidades e o seu tempo. Olhar e dar real valor para esta diversidade tem feito toda a diferença na formação dos acadêmicos”.
Segundo Adailton, a educação diferenciada tem feito tanta diferença na vida das comunidades, que cada vez mais jovens têm procurado o curso. “Esta é a nossa turma de alunos mais jovem que já tivemos. Isso exemplifica que cada vez mais eles concluem o ensino médio e sentem a necessidade de procurar formação e repassar o conhecimento”.



http://www.mt.gov.br/-/5434998-educadores-de-33-etnias-de-mato-grosso-participam-de-curso-de-formacao

Pisa 2015 reforça desafios da educação brasileira nas áreas de ciências, português e matemática

Análises e reflexões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros no Programme for International Student Assessment (Pisa) foram apresentados na manhã desta terça-feira, 6, no Seminário do Pisa 2015, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em ciências, foco desta edição, pouco mais de 40% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 da escala de proficiência, considerado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o nível básico para aprendizagem e participação plena na vida social, econômica e cívica das sociedades modernas em um mundo globalizado. Em leitura, 51% dos estudantes estão abaixo do nível 2 e, em matemática, esse número chega a 70,3%.

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Da última edição do Pisa em 2012 para a mais recente, de 2015, não foram registradas diferenças estaticamente representativas em ciências e leitura. Já em matemática, o desempenho dos estudantes brasileiros foi estatisticamente menor do que na edição de 2012, mas para a OCDE a trajetória geral no Pisa é positiva para os jovens brasileiros porque, em média, tem ocorrido uma elevação da proficiência média em cada edição do Pisa desde 2003.
Os testes e questionários do Pisa propiciam três principais tipos de resultados: um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes; como essas habilidades são relacionadas a variáveis demográficas, sociais, econômicas e educacionais, além das tendências que acompanham o desempenho dos estudantes e monitoram os sistemas educacionais ao longo do tempo. A avaliação é trienal e direcionada para estudantes com idade entre 15 anos e 3 meses (completos) e 16 anos e 2 meses (completos) no início do período de aplicação. A aplicação e tratamento dos dados é responsabilidade do Inep.
Amostra – A edição de 2015 foi a primeira com aplicação totalmente computadorizada. Foram selecionados estudantes das 27 unidades da Federação (UFs), totalizando 23.141 alunos de 841 escolas do Brasil. O perfil típico do estudante brasileiro participante foi do sexo feminino (51,5%), matriculado no ensino médio (77,7%) de uma rede de ensino estadual (73,8%), localizada em área urbana (95,4%) e no interior (76,7%).
AVALIAÇÃO DE CIÊNCIAS
Resultados – A proficiência média dos jovens estudantes brasileiros na avaliação de ciências foi de 401 pontos, valor significativamente inferior à média dos estudantes dos países membros da OCDE, que é de 493. O desempenho médio dos jovens brasileiros da rede estadual foi de 394 pontos. Por ofertar prioritariamente o ensino fundamental, a rede municipal apresentou desempenho inferior ao das escolas de outras dependências administrativas (329). Alunos da rede federal obtiveram o melhor desempenho em ciências, 517 pontos, superando a média nacional, mas não sendo estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes da rede particular (487).
Por estado – O Espírito Santo apresentou o maior desempenho (435), e Alagoas, o menor (360). O desempenho médio dos meninos em ciências foi superior ao das meninas na maioria das UFs brasileiras.
Dificuldades – Interpretar dados e evidências cientificamente, lidar com conhecimento procedimental, e questões com resposta abertas e de múltipla escolha complexa são os pontos fracos dos brasileiros revelados na avaliação de ciências. Nossos estudantes têm mais facilidade em explicar fenômenos cientificamente, e lidar com conhecimento de conteúdo e respostas do tipo múltipla escolha simples.
AVALIAÇÃO DE LEITURA
Resultados – A proficiência média dos estudantes brasileiros na avaliação de leitura foi de 407 pontos, significativamente inferior que o escore médio dos estudantes dos países membros da OCDE, que foi de 493. O desempenho médio em leitura dos jovens brasileiros da rede estadual foi de 402 pontos, enquanto na rede municipal observou-se um desempenho médio de 325. Alunos da rede federal têm o melhor desempenho em leitura, 528 pontos, superando a média nacional, o que não é, entretanto, estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes da rede particular (493).
Por estado – O Espírito Santo apresentou o maior desempenho (441 pontos) e Alagoas, o menor (362). Em todas as UFs, o desempenho em leitura das meninas superou o dos meninos.
Dificuldades – Os pontos fortes dos estudantes brasileiros é lidar com textos representativos de situação pessoal (e-mails, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoais, textos literários e textos informativos). Questões com textos contínuos, definidos por sua organização em orações e parágrafos, e típicos em textos argumentativos, contos e romance e questões que envolvem o aspecto localizar e recuperar informação também foram mais fáceis para eles. A principal dificuldade, por outro lado, é lidar com textos da situação pública (textos e documentos oficiais, notas públicas e notícias). Questões com textos no formato combinado, caracterizados pela junção de parágrafos em prosa e listas, gráficos, tabelas ou diagramas; e que envolveram o aspecto integrar e interpretar foram as mais difíceis para os brasileiros.
AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA
Resultados – A proficiência média dos jovens brasileiros na avaliação de matemática foi de 377 pontos, valor significativamente inferior à média dos estudantes dos países membros da OCDE, que é de 490. O desempenho médio em matemática dos estudantes da rede estadual foi de 369 pontos e da rede municipal, 311, uma diferença estatisticamente significativa. Estudantes da rede federal tiveram melhor desempenho, 488 pontos, embora esse resultado não seja estatisticamente diferente do desempenho médio dos estudantes de escolas particulares, que foi de 463.
Por estado – O Paraná apresentou melhor desempenho (406 pontos) e Alagoas, o pior desempenho (339). Contudo, o estado do Paraná, bem como o Amapá, não atingiu a taxa de respostas exigida, prejudicando, assim, uma análise fidedigna desses estados. Praticamente em todas as UFs o desempenho em matemática dos meninos superou o das meninas.
Dificuldades – Estudantes brasileiros têm melhor desempenho em questões sobre valor em dinheiro, razão e proporção e cálculos aritméticos. Isso significa que o manuseio com dinheiro ou a vivência com fatos que gerem contas aritméticas ou proporções é uma realidade mais próxima. Por outro lado, o desempenho é mais baixo em questões que trabalham as propriedades das figuras geométricas, como o perímetro ou a área, ou as características das figuras espaciais. A interação dinâmica com formas reais bem como suas representações mostrou-se como um conteúdo mais difícil e trabalhoso para os brasileiros.
Os estudantes tem facilidade maior para lidar com a matemática envolvida diretamente com suas atividades cotidianas, família ou colegas. Problemas como preparação de comidas, jogos, saúde pessoal ou finanças pessoais são situações mais facilmente "matematizadas" e resolvidas por eles mesmos. Algo semelhante ocorre com o mundo laboral/ocupacional (desde que acessível e condizente com a condição de um estudante de 15 anos), que é mais facilmente reconhecido pelos jovens como, por exemplo, decisões profissionais, controle de qualidade, regras de pagamento de trabalho, etc.
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Assessoria de Comunicação Social


http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/pisa-2015-reforca-desafios-da-educacao-brasileira-nas-areas-de-ciencias-portugues-e-matematica?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2fhome

Estudo de caso aponta fatores que levaram o Regime de Colaboração a fazer a diferença nas salas de aula cearenses e como ele pode ser replicado

O Instituto Natura (iN), que contribui para o fortalecimento das pessoas e organizações que participam da educação pública brasileira, apresentou os principais resultados de estudo de caso feito sobre a experiência do Ceará em Regime de Colaboração no dia 1º de dezembro, em Brasília, no V Encontro Nacional da Rede de Apoio à Educação. O trabalho foi feito, em parceria com o iN, pelo Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (Ceapg), com a coordenação do Professor Fernando Luiz Abrucio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“O Regime de Colaboração é uma forma de organização dos sistemas de ensino que, por meio de relações cooperativass, busca garantir o cumprimento das responsabilidades de cada ente federado (municípios, estados e União) na implementação das políticas de Educação de qualidade”, explica o diretor-presidente do Instituto Natura, David Saad. “Parcerias entre diferentes entes federados criam políticas públicas centradas nos alunos e alunas com metas comuns, reduzindo custos e aumentando a eficiência e efetividade das iniciativas”, completa.
O estudo analisou o modelo de Regime de Colaboração no Ceará, focando em seu funcionamento, nas causas do sucesso e em alternativas de disseminação para outros estados e municípios. A principal iniciativa foi o PAIC (Programa de Alfabetização na Idade Certa), que levou estado e municípios a trabalharem juntos para garantir que todas as crianças fossem alfabetizadas, com qualidade, na idade certa. Desde seu início, em 2005, o Ideb do Ceará nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental evoluiu continuamente, ultrapassando as metas estabelecidas para o estado.
Para Abrucio, cinco fatores – que podem ser replicados por outras experiências – levaram a iniciativa cearense a fazer a diferença na sala de aula:
1 - Descentralização e continuidade:o Ceará tem apoiado iniciativas em Regime de Colaboração desde a década de 1970. Seus projetos na área de educação foram marcados pela continuidade, não sendo muito afetados por trocas de gestão. Além disso, o estado sempre valorizou a descentralização, um modelo de dividir as tarefas com os municípios e de negociar com seus principais atores.
2 - Lideranças empreendedoras de políticas públicas: o estado formou mediadores capazes de criar confiança entre governo estadual e municipais. “Aqui, não podemos pensar na cultura da submissão que costuma ser comum nessas relações entre diferentes entes federativos no Brasil, mas sim numa cultura baseada no entrelaçamento, no respeito e no diálogo”, afirma o pesquisador.
3 - Estrutura institucional que gerou incentivos à cooperação e à busca de melhores resultados: foram criados mecanismos de apoio e incentivo à performance de governos locais. De um lado, havia avaliações e monitoramentos sistemáticos. De outro, formas de auxílio aos municípios e escolas. “Uma das ações que o Ceará aplicou foi repassar recursos do ICMS para os municípios com mais dificuldades e atrelar o envio de verba para aqueles com os melhores resultados que colaborassem com os outros”, explica Abrucio.
4 - Tripé seleção/formação de dirigentes e professores, material pedagógico e monitoramento/avaliação constante: uma política pública focada nesses aspectos garantiu que as iniciativas não perdessem o foco nos objetivos traçados e fossem implementadas de forma sistêmica. Os resultados das avaliações retroalimentavam as outras duas etapas, aperfeiçoando a experiência. “O Ceará entendeu que só é possível chegar a resultados se você aplica insumos”, comenta.
5 - Transparência: Definição clara de objetivos de curto, médio e longo prazo.
“Com esse estudo, vimos que o Ceará tratou a sala de aula como de todo mundo, e não do estado ou do município, como um espaço sobre o qual todos devem ter responsabilidades”, explica Saad. “O aluno deixou de pertencer a uma rede e passou a ser simplesmente cearense nesse modelo”, completa.
O estudo de caso foi apresentado no evento Regime de Colaboração: Prioridade na Gestão Educacional, promovido pela Rede de Apoio à Educação do Instituto Natura,em Brasília. Voltado para secretários de educação municipais e estaduais, além de técnicos das secretarias, o encontro teve como objetivo fazer com que seus participantes discutissem e refletissem sobre o Regime de Colaboração na gestão pública educacional. Além da apresentação do trabalho, os estados de Pernambuco e Ceará, os Arranjos de Desenvolvimento da Educação de Votuporanga (SP), Associação de Municípios da Grande Florianópolis (SC), Chapada Diamantina (BA) e o Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira falaram sobre suas experiências bem sucedidas. A programação ainda contou com mesas de debate sobre o tema com a presença de especialistas como o presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e dirigente municipal de educação de Tabuleiro do Norte (CE), Alessio Costa Lima e o presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Fred Amancio.
Confira o estudo completo em: https://goo.gl/ZGKj3K
Fonte: Instituto Natura

https://undime.org.br/noticia/06-12-2016-15-40-estudo-de-caso-aponta-fatores-que-levaram-o-regime-de-colaboracao-a-fazer-a-diferenca-nas-salas-de-aula-cearenses-e-como-ele-pode-ser-replicado

Governo adota ponto facultativo em feriado de 8 de dezembro

Medida vale apenas para órgãos e autarquias instalados na capital, já que se trata de feriado municipal
Maria Angélica Oliveira Casa Civil 

O Governo de Mato Grosso vai adotar ponto facultativo na próxima quinta-feira (08.12), devido ao Dia da Imaculada Conceição de Maria.
A medida valerá apenas para os órgãos estaduais e autarquias instalados em Cuiabá, já que se trata de feriado municipal. Os serviços considerados essenciais deverão funcionar normalmente.
O Governo do Estado esclarece ainda que não haverá emenda de feriado, portanto o expediente será normal na sexta-feira (09.12).


http://www.mt.gov.br/-/5409987-governo-adota-ponto-facultativo-em-feriado-de-8-de-dezembro

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Veja a Proposta de reforma da Previdência


O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, apresentou nesta terça-feira (6), em entrevista coletiva, os principais pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/16) da Reforma da Previdência, que começa a ser analisada pela Câmara e pelo Senado.
Pelo texto, a nova regra geral para a aposentadoria passará a exigir idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição, sendo aplicadas a homens e mulheres que, na data de promulgação da nova emenda à Constituição, tiverem, respectivamente, menos de 50 anos e menos 45 anos.
Homens e mulheres acima dessas idades serão enquadrados em regras de transição. Caetano garantiu que a proposta não atinge quem já adquiriu o direito de aposentadoria ou quem o terá até o início de vigência das novas regras.
As regras serão as mesmas para trabalhadores do setor privado e para os servidores públicos. Se promulgada a emenda constitucional, todos receberão, como piso dos benefícios, o salário mínimo, atualmente R$ 880,00. O teto, para ambos, será equivalente ao valor máximo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 5.189,82. Pela proposta, os benefícios serão corrigidos anualmente.
No caso dos servidores públicos dos estados e dos municípios, haverá prazo de até dois anos para a constituição de entidades de previdência complementar, a exemplo do que já ocorre na União.
Pelo texto, policiais civis e federais são enquadrados como servidores públicos e também entram na nova regra geral, mas transição diferenciada. Já no caso de policiais militares e bombeiros caberá aos estados propor legislação estadual.

Revisão automática
A PEC também passa a prever que a idade mínima poderá ser reajustada conforme a expectativa de sobrevida dos brasileiros após os 65 anos medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Atualmente, em média, essa sobrevida é de 18 anos. “Sempre que a expectativa aumentar em um ano a idade mínima para aposentadoria também aumentará um ano”, disse Caetano, acrescentando que, segundo projeções, até 2060, deve haver dois ajustes de idade mínima.

“O Brasil envelhece rápido. Isso é bom, mas isso tem consequências. O grande objetivo da reforma é garantir que teremos um sistema de Previdência no futuro”, disse Caetano.
Segundo ele, sem a reforma, a capacidade de pagamento de benefícios pelo sistema torne-se insustentável no longo prazo. “Hoje temos 12 idosos para cada 100 pessoas. Mas a projeção é que, em 2060, haja 66 idosos para cada 100 pessoas”, observou.
O secretário lembrou ainda que o déficit do INSS ficou em R$ 86 bilhões em 2015. Deve chegar a R$ 152 bilhões neste ano e a R$ 181 bilhões em 2017.
Regras de transição
Homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos serão submetidos a regras de transição, segundo as quais aplica-se um acréscimo de 50% sobre o tempo de contribuição que resta com base na regra antiga (contribuição por 35 anos homem e por 30 anos mulher).
Por exemplo, um homem com 50 anos que tenha 34 anos de contribuição, precisaria contribuir por mais um ano pela regra antiga. Aplicando-se 50% a mais, ele teria direito à aposentadoria após um ano e seis meses a mais de contribuição.

Pisa:quase metade dos estudantes brasileiros tem desempenho menor que o adequado








Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Quase metade dos estudantes brasileiros (44,1%) está abaixo do nível de aprendizagem considerado adequado em leitura, matemática e ciências, de acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgados hoje (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Esses estudantes obtiveram uma pontuação que os coloca abaixo do nível 2, considerado adequado nas três áreas avaliadas pelo Pisa. Separadamente, 56,6% estão abaixo do nível 2 e  apenas 0,02% está no nível 6, o máximo da avaliação. Em leitura, 50,99% estão abaixo do nível 2 e 0,14% estão no nível máximo; em matemática, 70,25% estão abaixo do adequado, contra 0,13% no maior nível.

Veja o Relatório sobre o Brasil
Veja o Relatório Resumido Pisa (em espanhol)
Veja o Relatório Completo Pisa Volume I - Excelência e equidade em educação (em inglês)
Veja o Relatório Completo Pisa Volume II - Políticas e práticas de escolas de sucesso (em inglês)

Isso significa que esses estudantes não conseguem reconhecer a ideia principal em um texto ou relacioná-lo com conhecimentos próprios, não conseguem interpretar dados e identificar a questão abordada em um projeto experimental simples ou interpretar fórmulas matemáticas.
"O nível 2 é o nível considerado mínimo para a pessoa exercer a cidadania", diz a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro. "Todos os educadores insistem e nós também na questão da equidade. Esse resultado mostra problema de desigualdade muito grande". 
O Pisa testa os conhecimentos de matemática, leitura e ciências de estudantes de 15 anos de idade. A avaliação é feita a cada três anos e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação.
No total, participaram da edição do ano passado 540 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. O Pisa incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, como o Brasil. No país, participaram 23.141 estudantes de 841 escolas. A maior parte deles (77%) estava matriculada no ensino médio, na rede estadual (73,8%), em escolas urbanas (95,4%).
Desigualdade
Dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Pisa no Brasil, mostram que há no país grande desigualdade entre os estados em relação aos resultados do exame.
Em ciências, o estado que obteve a maior pontuação foi o Espírito Santo, com 435 pontos. O estado com o pior desempenho foi Alagoas, com 360 pontos. De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que, em média, há mais de dois anos de diferença entre os dois estados. A média do Brasil em ciências foi de 401 pontos.
Em leitura, cuja média do Brasil foi de 407 pontos, e em matemática, cuja média foi 377, 15 estados ficaram abaixo da média nacional: Roraima, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Rondônia, Amapá, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Maranhão, Tocantins, Bahia e Alagoas.
Entre os fatores destacados pelo Inep que influenciam o baixo desempenho está o índice de repetência que, entre outras questões, pode desestimular os estudantes. Na avaliação, 36% dos jovens de 15 anos afirmaram ter repetido uma série pelo menos uma vez.
O nível socioeconômico também influencia o desempenho. Alunos com maior nível socioeconômico tendem a tirar notas maiores. Entre os países da OCDE, a diferença entre estudantes com maior e menor nível pode chegar a 38 pontos de proficiência. No Brasil, essa diferença chega a 27 pontos, ou o equivalente um ano de aprendizagem.
"O Brasil não melhorou a qualidade e nem a equidade nos últimos 13 anos, principalmente", diz Maria Helena. "A única melhora do país foi no fluxo. É importante registrar que 77% dos estudantes que fizeram o Pisa estão no ensino médio", acrescenta.

Edição: Graça Adjuto

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-12/quase-metade-dos-brasileiros-tem-desempenho-menor-que-o-adequado-no-pisa

Desde 1879 - Liceu Cuiabano comemora 135 anos com legado histórico e educacional

Atualmente a escola é responsável pela formação de 500 alunos por ano
Assessoria Seduc-MT


Os largos corredores da Escola Estadual Liceu Cuiabano, no topo da Avenida Getúlio Vargas, na capital, guardam 135 anos – completados no último sábado (03.12) – de história e tradição. Para comemorar a data, a comunidade escolar se reuniu para “abraçar” a escola.
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Alceu Trentin, que há 23 anos atua como educador na instituição e atualmente responde como diretor, lembrou o quanto é gratificante ver alunos e ex-alunos reunidos para comemorar a data. “Isso mostra a importância que a escola tem em suas formações, criando esse laço com a comunidade escolar”.
Segundo o educador, o Liceu é um colégio que atende cerca de 1.600 alunos em Cuiabá e sua importância para a formação dos cuiabanos e cuiabanas é indispensável. “Formamos uma média de 500 alunos por ano, que é parte considerável da sociedade, que chega apta ao mercado de trabalho”.
O diretor ressalta que por ser uma referência para muitas escolas, o Liceu carrega um peso que vai além da tradição. “A gente precisa prezar pela qualidade do ensino, diante do valor histórico. Prestamos um serviço muito grande para a população e a sociedade entende isso, temos um retorno”.
As ex-alunas Raissa Garcia, Kécia Ferreira, Altamara Vital, Pâmela Lemes e Luiza Helena, chegaram juntas para a comemoração. Elas se formaram em 2009 e sete anos depois, voltaram para comemorar a amizade conquistada nas salas do Liceu.
Segundo Luiza Helena, essa foi a oportunidade que as amigas encontraram para rever os professores e passar um tempo juntas dentro do ambiente escolar. “Nunca mais tínhamos ficado juntas dentro do colégio e essa foi nossa oportunidade para relembrar cada pedaço do Liceu”.
E assim fizeram: elas andaram por todo o pátio, foram até a cantina, sentaram embaixo da árvore e deram muitas risadas. “Foi aqui o começo da nossa amizade, a gente leva junto um grupo enorme, que faz parte da nossa história”, afirmou Kécia.
Joyce Godoy é aluna do 1º ano do Ensino Médio e antes mesmo de começar a estudar no Liceu, já sentia o peso da escola. “É meu primeiro ano aqui e sempre ouvia falar coisas boas do colégio, como o fato dele ser um dos melhores colégios públicos do Estado. De fato, estou concordando com isso”.
A estudante começa sua rotina na parte da manhã. De tarde, costuma se aventurar nas aulas de teatro e futsal. “O colégio dá essas opções aos estudantes, o que é ótimo. A inclusão também é um marco, hoje temos colegas com deficiência auditiva e professores de libras, o que nos permite interagir com eles”.
“Paixão intensa”
Servidora da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT), Suleima Moraes, é ex-aluna e ex-professora do Liceu Cuiabano, instituição pela qual ela nutre uma paixão intensa.
“Tive uma vida intensa aqui. Estudei, depois cursei letras e voltei como professora, com uma emoção muito grande de dar aula nas salas que eu estudei, encontrar meus ex-professores e ser colega deles”, lembrou.
Segundo ela, o envolvimento com o Liceu é muito grande. “Tenho história de vida e de educação aqui dentro, fico muito feliz por estar aqui hoje sob outra ótica, atuando dentro da Seduc”.
Professora de língua portuguesa, que trabalhava com a produção de textos, Suleima conta que tinha fama de boa e má. “Eu me envolvia nos projetos, queria meus alunos escrevendo cada vez mais e melhor”.
A professora aproveitou para contar para os alunos um pouco da sua experiência na escola e ainda participou de toda a programação do dia de comemoração, que foi finalizada na noite, com um desfile afro.
História
A Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller foi criada em 3 de dezembro de 1879 para atender a elite cuiabana. Seu primeiro prédio foi na Praça Ipiranga, onde funciona o Ganha Tempo, passando para o Palácio da Instrução e pelo prédio dos Correios, no Centro.
Só ganhou uma sede própria em 1944, um prédio que ocupa um quarteirão no bairro Quilombo. No quadro de ex-professores estão Isaac Póvoas, Cesário Neto, Nilo Póvoas e outras personalidades da história de Cuiabá.
Em 1998, passou a ser conhecida como Escola Estadual de I e II Graus Liceu Cuiabano “Maria de Arruda Muller”, homenagem dada para a professora e esposa de Júlio Muller.


http://www.mt.gov.br/-/5398251-liceu-cuiabano-comemora-135-anos-com-legado-historico-e-educacional

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Plenário pode votar MP da reforma do ensino médio

Entre outras medidas, a reforma prevê o aumento da carga horária do ensino médio de 800 para 1.000 horas anuais, das quais 600 horas de conteúdo comum e 400 de assuntos específicos. Uma das novidades aprovadas pela comissão mista é que as disciplinas de artes e educação física voltam a ser obrigatórias


O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar a partir de terça-feira (6) a medida provisória que reformula o ensino médio (MP 746/16).
Segundo o parecer aprovado na comissão mista que analisou a MP, o aumento da carga horária do ensino médio terá uma transição dentro de cinco anos da publicação da futura lei, passando das atuais 800 horas para 1.000 horas anuais, das quais 600 horas de conteúdo comum e 400 de assuntos específicos de uma das áreas que o aluno deverá escolher: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica.
Uma das diferenças do substitutivo, de autoria do senador Pedro Chaves (PSC-MS), em relação ao texto original da MP é que as disciplinas de artes e educação física voltam a ser obrigatórias. O governo federal ajudará os estados com recursos para o ensino integral por dez anos, em vez dos quatro anos previstos.


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/520653-PLENARIO-PODE-VOTAR-MP-DA-REFORMA-DO-ENSINO-MEDIO.html

Será instalada Comissão que discutirá o Fundeb como instrumento permanente de financiamento da educação

A Comissão Especial que discute a Proposta de Emenda Constitucional que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), tem reunião de instalação nesta terça-feira (6), às 14 horas, no Plenário 8.
A proposta (PEC 15/15), da deputada Raquel Muniz (PSC-MG), transfere o dispositivo que trata do Fundeb, atualmente localizado na parte da Constituição chamada de Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), para o corpo permanente da Carta Magna.
O objetivo da alteração, segundo a deputada, é transformar o fundo em instrumento permanente de financiamento da educação pública brasileira. “Disposições transitórias lidam com ajustes de situações passadas. Não é o caso do Fundeb. Não vemos o Fundeb como um programa provisório”, disse Raquel Muniz.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


PEC 15/15

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...