quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Doenças de fácil prevenção têm relação com desenvolvimento da criança

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

Especialistas sugerem que condições externas influenciam mais o ensino do que estrutura da escola


Em outubro de 2011, o economista e filósofo Eduardo Giannetti apontava como um dos principais problemas da educação básica brasileira a má formação neurológica de crianças por causa de doenças nos primeiros anos de vida. Entre os motivos, o saneamento básico precário de várias cidades brasileiras. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, 53,8% da população brasileira não possui serviço de coleta de esgoto.
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Paulo Roberto Corbucci e Eduardo Luis Zen publicaram, recentemente, estudo que relaciona fatores externos – entre eles o saneamento básico – com os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), citado por eles no material como principal indicador de desempenho do sistema educacional brasileiro.
O estudo considerou os índices de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo na comparação com os resultados no Ideb. Nos três casos, observou-se redução nos índices de educação baixos (menos de quatro pontos) de acordo com o aumento da presença dos serviços nos municípios. Na tabela de esgotamento sanitário, por exemplo, a proporção de Idebs baixos e médio-inferiores (entre quatro e cinco pontos) atinge 73% do total quando a incidência do serviço foi menor que 50%.
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http://noticias.terra.com.br/educacao/doencas-de-facil-prevencao-tem-relacao-com-desenvolvimento-da-crianca,459eb3dbb2564410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Pagamento dos servidores

Conforme o  Decreto n° 5439/2014, o pagamentos dos servidores públicos municipais deverá ser feito no último dia útil de cada mês. 



Em fevereiro, dia 28. 

Bom carnaval. 

Moderação!

SEDUC disponibiliza, via WEB, matrículas para alunos

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT)  informa que a matrícula via web se dará em três etapas nas sete unidades piloto de Cuiabá e Várzea Grande. A primeira fase começa a partir das 8h da manhã, do dia 28 de fevereiro, com o cadastramento de login/usuário disponível num link específico na página da Seduc (www.seduc.mt.gov.br). No dia  6  e 7 de março será a vez de efetuar a solicitação de matrícula no Sistema. Essa etapa será mais rápida para aqueles que já tiverem se cadastrado. 

Para finalizar, os pais ou responsáveis deverão ir até a unidade escolar, dias 10 e 11 de março, munidos do comprovante de solicitação (gerado assim que for efetuada no Sistema) e efetivar o registro com entrega dos documentos do estudante na escola. Participam do projeto piloto as Escolas Estaduais Nilo Póvoas, Liceu Cuiabano e Presidente Médici, de Cuiabá, e  Pedro Gardés, Fernando Leite,  Elmaz Gattas e Adalgisa de Barros, na Várzea Grande.
A coordenadora de Planejamento e Monitoramento da Gestão Escolar da Seduc, Alcimária Ataídes da Costa, informa  que não há nenhum processo de seleção de candidatos ou mesmo cadastro de reservas. Ela ratifica que a medida adotada pela Secretaria de Educação foi amplamente fundamentada e atende a um projeto democrático de total transparência para garantia do atendimento educacional.
Alcimária pondera que a solicitação e confirmação da matrícula via web obedecerá a ordem de solicitação realizada de acordo com o limite das vagas disponibilizadas. “Se a escola disponibilizar 30 vagas para um período ou uma turma ficará visível no Sistema. À medida que as vagas forem encerradas, os pais visualizarão uma mensagem quanto à indisponibilidade das vagas”.
A ausência dos candidatos, pais ou responsáveis na data de entrega da documentação, como previsto na Portaria,  inviabilizará a confirmação da matrícula. A coordenadora informa que a Seduc tornará publica a nova disponibilidade de vagas, assim que as unidades escolares disponibilizarem as informações.
*Atualizada 
Patrícia Neves
Assessoria Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14149&parent=20

Pesquisadores consideram prédio escolar como o terceiro professor

Para a professora e arquiteta Doris Kowaltowski, o mais indicado é que quando surja a oportunidade de se construir uma nova escola, todos os agentes se juntem para bolar o projeto


Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

Escola F.D.E. em estrutura pré-moldada realizado pela aluna Talita Tiemi,
orientada pela Prof ª Arlete Maria Francisco no curso de Arquitetura e Urbanismo -
Os prédios escolares são parte importante e marcante da educação de um indivíduo. Quem não lembra de como era o prédio da escola em que estudou no ensino médio ou fundamental? Ao redor do mundo e no Brasil, pesquisadores começam a incitar uma discussão mais aprofundada sobre como utilizar a arquitetura escolar a serviço do ensino e não apenas como um espaço a ser preenchido com alunos.
Para a arquiteta e professora da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, Doris Kowaltowski, que estuda a arquitetura escolar de escolas do Brasil e do mundo, o mais indicado é que quando surja a oportunidade de se construir uma nova escola, todos os agentes se juntem para bolar o projeto: arquitetos, engenheiros, professores e pedagogos. “Não necessariamente as pessoas que discutem os projetos precisam ser as mesmas a usá-lo depois de pronto, mas sua experiência com a educação é muito importante de ser colocada na mesa”, explica.
Para atender a um novo formato de ensino que vem surgindo nos últimos anos, a professora indica que é preciso unir a técnica da construção com a pedagogia. “Existem alguns trabalhos que chamam a arquitetura escolar de terceiro professor. O primeiro é o professor em si, o segundo é o método e o material. Podemos até achar que estamos ignorando o ambiente em que estamos inseridos, mas não estamos. Se ele é bem concebido, nos influencia positivamente. Podemos ensinar física com a arquitetura, colocando um relógio de sol na sala de aula, por exemplo. Os alunos aprenderiam sobre o movimento do sol e geometria com as sombras. Tento inserir essa reflexão, de que a arquitetura pode ensinar”.
A sala de aula é muito enraizada na cultura escolar mundial e no Brasil não é diferente. “É um elemento muito forte e que se repete. Porém, se repete sem uma reflexão. Ao redor do mundo o modelo de sala de aula com um aluno atrás do outro, o professor na frente com o quadro, está sendo questionado”, conta. Com a tecnologia e internet, o padrão atual de sala de aula pode não ser mais o melhor. Agora, os alunos utilizam muito mais equipamentos como celulares e computadores e o professor não é mais a única fonte de informação. É preciso que o ambiente seja rico e contribua para vencer a batalha da atenção com os celulares, que também contém a informação.
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http://noticias.terra.com.br/educacao/pesquisadores-consideram-predio-escolar-como-o-terceiro-professor,18df1dfd04564410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NTM Cuiabá oferece cursos de tecnologias na educação





O Núcleo de Tecnologia Municipal de Cuiabá - NTM está ofertando os seguintes cursos aos profissionais de educação:

IED - INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO DIGITAL

TIC - TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: ENSINANDO E APRENDENDO COM AS TICs


EP - ELABORAÇÃO DE PROJETOS


RA - REDES DE APRENDIZAGEM


Para fazer sua inscrição clique NTM


Carnaval no Portal do Professor




SUGESTÕES DE AULAS

Aqui você pode acessar diversas aulas sobre o Carnaval. Você também pode acessar através do site do Portal do Professor onde encontrará aulas sobre outros temas interessantes.
 
Educação Infantil
Carnaval Pernambucano: Frevo
Carnaval Baiano: Axé Trio Elétrico
Carnaval Maranhense: Tambor de Crioula
Carnaval Italiano: Veneza
Carnaval Carioca: Samba Enredo
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Ensino Fundamental Inicial
Comemorações de Festas Populares na Escola: O Que Isso Tem a Ver Com Religião?
Dia 14 de setembro, dia do frevo!
Carnaval e saúde
Lendo e escrevendo narrativas de carnaval
Ouvindo e escrevendo marchinhas de carnaval
Trabalhando o carnaval na alfabetização
A história e as comemorações do carnaval
O carnaval em outros países
Espaço entre palavras e reconhecimento de palavras com _Marchinhas de Carnaval
Carnaval: uma grande festa cultural!
Produção textual: texto informativo – Carnaval no Brasil (ou outras festividades)
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Ensino Fundamental Final
Máscaras
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Educação de Jovens e Adultos
Dia 14 de setembro, dia do frevo!
Carnaval: uma grande festa cultural!

Censo escolar revela forte crescimento do número de matrículas em tempo integral

Para o ministro da Educação, Henrique Paim, a expansão do ensino integral é um dos grandes destaques do Censo Escolar da Educação Básica de 2013, divulgado nesta terça-feira, 25. O Censo revela que, desde 2010, o número de matrículas em educação integral no ensino fundamental cresceu 139%, chegando a 3,1 milhões de estudantes. Só no último ano, o crescimento foi 45,2%. 

O evento de divulgação contou ainda com a presença do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares, e da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Yvelise Arcoverde.

O aumento de alunos no ensino integral é atribuído à ampliação do Programa Mais Educação, criado pelo Ministério da Educação para incentivar as secretarias estaduais e municipais de educação, com a transferência de recursos federais, a oferecer a educação integral. 

“Estes números demonstram o esforço que está sendo feito e que já temos resultados”, disse o ministro. “A meta de ensino integral do Plano Nacional de Educação (PNE), de 25% dos alunos estarem no ensino integral, é factível de ser alcançada se continuarmos com este esforço”, complementou. 

A meta do Mais Educação para 2013, de 45 mil unidades educacionais, foi superada e o total alcançado foi de 49 mil escolas. Para 2014, está previsto o atendimento em 60 mil escolas. É considerada educação integral a jornada escolar com sete ou mais horas de duração diária.

O censo destaca ainda a evolução de matrículas em creche, que teve crescimento de 72,8%, passando de 1.579.581 para 2.730.119 no período entre 2007 e 2013. Entre 2012 e 2013, o aumento das matrículas em creche foi de 7,5%. A pré-escola apresentou evolução de 2,2% na quantidade de matrículas entre as duas últimas edições do censo, chegando a 4.860.481 crianças matriculadas. “Temos uma contribuição muito importante também dos municípios no aumento das matrículas do ensino infantil”, destacou Paim. 

Na educação profissional, o número de matrículas foi de 1,4 milhão, sendo 749.675 na rede pública. A rede federal puxou o crescimento de toda a rede pública, uma vez que o número de alunos nas instituições federais cresceu 8,4%, entre 2012 e 2013, chegando a 228.417 matrículas. Em relação a 2007, o crescimento da rede federal de ensino foi de 108%, por exemplo. Número superior aos 78,5% registrados na rede privada, que também apresenta expansão no ensino técnico e chegou a 691.376 matrículas, em 2013. 

De acordo com o ministro Henrique Paim, os dados do censo revelam o resultado das políticas públicas e programas governamentais voltados à ampliação da oferta educacional. “A médio e longo prazo, as políticas públicas voltadas para o processo educacional começam a surtir efeito no censo”, afirmou o ministro. 

“Os dados sinalizam uma mudança de paradigma, com acesso mais cedo, por meio da expansão do ensino infantil, e maior permanência diária na escola, por meio do ensino integral”, avaliou o presidente do Inep, Chico Soares.

Melhora – No total geral da educação básica, nas redes pública e privada, houve decréscimo de 1% nas matrículas, que caíram de 50,5 milhões em 2012 para 50,04 milhões em 2013. A redução maior, de 2,8%, ocorreu nos anos finais do ensino fundamental, nos quais havia 13,6 milhões de alunos no ano anterior e agora existem 13,3 milhões. 

O presidente do Inep explicou que isso se deve a uma acomodação do sistema de ensino ao tamanho da população e à melhoria do fluxo escolar, com menores taxas de reprovação, por exemplo. “O fluxo escolar está melhorando e o sistema se aperfeiçoando, é uma queda boa”, ressaltou Soares. 

Confira a apresentação da coletiva

Assessoria de Comunicação Social do Inep

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20264

Comissão aprova projeto que dificulta fechamento de escolas rurais, indígenas e quilombolas

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (25) projeto que dificulta o fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 98/2013 exige que o fechamento dessas escolas seja precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino. A matéria segue agora para apreciação do Plenário.
De autoria da Presidência da República, o projeto dispõe que o órgão normativo do respectivo sistema de ensino deve considerar a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar.
Ao expor os motivos dessa proposta, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apontou que nos últimos cinco anos foram fechadas mais de 13 mil escolas do campo, resultando em muitos casos em transtorno para a população rural que deixa de ser atendida ou passa a demandar serviços de transporte escolar.
Funcionam como órgãos normativos na área educacional, por exemplo, os Conselhos Municipais de Educação, com representantes não só dos gestores, mas de toda comunidade escolar.
- Pais e alunos não podem ficar desprotegidos dos humores de gestores públicos que podem simplesmente optar pela descontinuidade da oferta do ensino – disse a relatora da proposta, senadora Ana Rita (PT-ES).
Depois de Ana ler o seu relatório, a senadora Ana Amélia (PP-RS) questionou se o governo federal daria alguma ajuda ao município no caso da manutenção de escolas com poucos alunos e dificuldades econômicas. Mas Ana Rita esclareceu que a proposta não impede o fechamento das escolas e que o parecer para o fechamento da escola caberá ao órgão normativo responsável pela instituição, que pode ser municipal, no caso do ensino fundamental, ou estadual, no caso do ensino médio.
Após a votação da matéria, também foi aprovado o requerimento de urgência feito pela relatora para que o texto seja apreciado o quanto antes pelo Plenário. Se for aprovada pelo Plenário sem emendas, a proposta seguirá para sanção presidencial.

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/02/25/comissao-aprova-projeto-que-dificulta-fechamento-de-escolas-rurais-indigenas-e-quilombolas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Professores municipais decidem manter greve em Várzea Grande (MT)

Os professores de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. A paralisação completou uma semana nesta segunda-feira (24). As principais reivindicações da categoria são a reestruturação do Plano de Cargo, Carreira e Salários e revisão salarial.
A decisão de permanecer em greve foi tomada durante uma assembleia geral da categoria realizada nesta segunda. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Subsede em Várzea Grande, Gilmar Soares, ainda não houve acordo com a Secretaria municipal de Educação quanto às principais reivindicações da categoria. “Na última vez em que sentamos com o secretário Jonas da Silva (Educação) e Ismael Alves (Governo), na última terça-feira, foi dito que a reestruturação do Plano de Cargo, Carreira e Salários (PCCS) e o estudo de impacto já estavam nas mãos do prefeito, mas até agora nada foi definido”, revelou.

Veja tambémProfessores de 4 cidades estão em greve
De acordo com Gilmar Soares, o piso atual é de R$ 906 e a categoria reivindica um salário de R$ 1.060. Além disso, a categoria cobra o pagamento de férias e a concessão de licença-prêmio.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação de Várzea Grande, que disse que o secretário Jonas da Silva estava em reunião. No começo da greve, a assessoria informou que a pasta estaria trabalhando na elaboração de um possível acordo e que uma posição mais concreta deveria ser repassada ao sindicato dos professores. A assessoria não soube informar a porcentagem de professores e instituições de ensino que aderiram ao movimento. De acordo com o sindicato, no entanto, das 80 creches e escolas do município, 60 estão com as atividades suspensas desde o dia 17. Com isso, aproximadamente 18 mil alunos estão sem aula.
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http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/02/professores-municipais-decidem-manter-greve-em-varzea-grande-mt.html

Programa Atleta na Escola abre inscrição a unidades de ensino

Está aberta a adesão de escolas ao programa Atleta na Escola. Podem participar unidades públicas e privadas da educação básica, que tenham matrícula de estudantes de 12 a 17 anos. A adesão pode ser feita a partir desta segunda-feira, 24 de fevereiro, até 30 de abril, no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE interativo), informando as modalidades esportivas que serão desenvolvidas e o número de estudantes.
O coordenador do Atleta na Escola, Renausto Amanajas, da diretoria de formação e conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC, explica que cada escola participante receberá uma verba fixa de R$ 1 mil e mais R$ 3,00 por aluno inscrito. O objetivo é levar o programa aos 5.564 municípios e a 40 mil escolas que tenham registrado, no censo escolar de 2013, alunos de 12 a 17 anos de idade, independente da série que cursam.
Segundo o coordenador, os diretores das unidades precisam verificar se o estado e o município a que pertencem aderiram, porque essa é uma condição para a escola participar do programa. A adesão das secretarias estaduais e municipais de educação está aberta desde janeiro e os dados devem ser inseridos por elas no Plano de Ações Articuladas (PAR).
Modalidades – Neste ano, o Atleta na Escola acrescenta três novas modalidades: arremesso de peso, judô e voleibol, além das atividades que participaram do programa em 2013 – corrida de velocidade, com provas de 75 metros e de 100 metros; corrida de resistência, de mil metros e de 3 mil metros; e provas de salto em distância. Renausto sugere que os diretores façam a adesão logo nos primeiros dias, para que tenham tempo para organizar os campeonatos escolares e, posteriormente, participar das etapas municipal e regional.
Em 2014, o Atleta na Escola contempla o esporte paraolímpico com as modalidades atletismo, bocha, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de roda, voleibol sentado, futebol de 5 (DV) e futebol de 7 (PC), definidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, na faixa de 12 a 17 anos, feminino e masculino. O coordenador do programa explica que o Atleta na Escola apoiará a fase estadual nas modalidades paraolímpicas.
Trajetória – Lançado em maio de 2013, o Atleta na Escola teve a adesão, no ano passado, das secretarias de educação dos 26 estados e do Distrito Federal, de 4.554 municípios e de 22,9 mil escolas. O Ministério da Educação estima que 2 milhões de estudantes da educação básica participaram da fase escolar. Dados do censo escolar de 2013 mostram que o país tem 194.577 escolas, entre públicas e privadas, das quais 147.307 unidades registraram estudantes na faixa de 12 a 17 anos de idade, que constitui o público do programa.
Ionice Lorenzoni
Acesse a página eletrônica do programa Atleta na Escola

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20259

Prefeitura decreta ponto facultativo dia 03 de março














A Prefeitura de Cuiabá decretou ponto facultativo o dia 03, véspera do feriado de carnaval, 04 de março. No dia 05 de março o expediente será iniciado às 13h.
As atividades consideradas de caráter essencial, como saúde, coleta de lixo, manutenção de distribuição de água e defesa civil, permanecem normais.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/comunicacao/prefeitura-decreta-ponto-facultativo-os-dias-03-e-04-de-marco/8322

Pais acampam em quadra de escola para tentar matricular filhos em MT

Do G1 MT

Para organizar a fila, os pais criaram uma lista com nome de cada responsável.
Fila é para conseguir matrículas para o primeiro ano do ensino médio.


Duzentos e trinta pais de alunos em Tangará da Serra, cidade a 242 km de Cuiabá, acamparam na Escola Estadual Vinte e Nove de Novembro para tentar conseguir matricular os filhos no primeiro ano do ensino médio no período matutino. Eles montaram barracas e colocaram colchões na quadra da escola desde de domingo (23) para garantir as senhas porque a matrícula deve ser feita somente em março.
A diretora da escola, Adilene Bastos, informou que os pais se mobilizaram desta forma para conseguir vagas para os filhos no período da manhã, já que para os períodos da tarde e da noite há vagas. Conforme a diretora, as senhas começam a ser entregues nesta terça-feira (25) para que os pais não precisem ficar mais acampados.
Para organizar a fila durante o período em que estiveram acampados, os pais criaram uma lista com o nome de cada responsável. A cada três horas é feita uma chamada para conferir se todos ainda permanecem no local e se alguém desistiu. Durante as duas noites que passaram na quadra de esportes, os pais levaram barracas e colchões.
A técnica de enfermagem Eva Rocha disse que mesmo estando operada precisou ficar na fila para conseguir pegar uma das 80 vagas que estão sendo oferecidas no período matutino. “Eu tenho duas filhas e preciso da vaga, mas todo mundo aqui também está na mesma situação que a minha. E não é porque estou operada e preciso de repouso que vão me deixar passar na frente”, lamentou a mãe.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/02/pais-acampam-em-quadra-de-escola-para-tentar-matricular-filhos-em-mt.html

Menina com paralisia não volta às aulas por falta de estrutura de escola

Manuela, de cinco anos, espera contratação de
funcionária para poder voltar à escola
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Aos cinco anos, a pequena Manuela Soares foi a única aluna de sua turma que não voltou às aulas, iniciadas no dia 6 de fevereiro em uma escola municipal de Canoas, na Região Metropolitana. A menina nasceu nasceu com paralisia cerebral e tem vaga garantida na rede pública do município. No entanto, a escola não tem condições de recebê-la no momento por falta de um funcionário que a acompanhe, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo abaixo).
Manuela frequenta a Escola Municipal de Educação Infantil de Canoas desde 2012, mas teve de se afastar em junho do ano passado para fazer uma cirurgia no quadril. Mesmo assim, a rematrícula foi realizada. Só que a instituição não tem uma pessoa para acompanhar a menina de perto e ajudar a professora, como costumava acontecer com a menina.
Leia mais:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/02/menina-com-paralisia-nao-volta-aulas-por-falta-de-estrutura-de-escola.html

Campo Novo do Parecis: Aulas de xadrez contribuem para mudar a realidade de escola

Professor de educação física e xadrez na Escola Municipal Jardim das Palmeiras, em Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, Cleiton Marino Santana idealizou projeto para tentar mudar a realidade daquela instituição de ensino, inserida em um complexo de desigualdade e vulnerabilidade social.
O projeto, Xadrez como Ferramenta de Inclusão Social, foi um dos vencedores, no ano passado, da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil, na categoria Temas Livres, subcategoria Séries ou Anos Finais do Ensino Fundamental.
Com recursos da Fundação André Maggi, de utilidade pública, foram adquiridos móveis, computadores, impressora, lousa digital, 70 peças de xadrez escolar, dez peças de xadrez oficial, seis livros e 45 relógios específicos do jogo, entre outros equipamentos. “Nosso objetivo era criar a melhor sala de ensino de xadrez do Brasil”, diz o professor.
Além dos alunos que participam das aulas, o projeto conta com alunos-monitores, que ajudam na organização da sala, no ensino da modalidade e em outras atividades. Cada monitor é responsável por uma área do projeto e recebe treinamento semanal sobre os conceitos técnicos do jogo e de suas metodologias de ensino. De acordo com Cleiton, isso contribui para a evolução do aluno-monitor quanto a itens como cumprimento de horários, responsabilidade, organização, respeito, paciência, autocontrole e demais habilidades necessárias à futura inserção no mercado de trabalho.
As aulas de xadrez fizeram tanto sucesso que logo ultrapassaram o horário da educação física, ao qual estava restrita. O projeto foi ampliado e, hoje, a sala de xadrez fica aberta de segunda a sexta-feira, das 7 às 11 e das 13 às 17 horas. Aos sábados, das 7 às 11 horas, com atendimento a mais de 750 alunos por semana.
Com a repercussão, outras escolas mostraram interesse. Isso levou Cleiton a preparar alunos integrantes do projeto para atuar como professores-monitores nas demais instituições.
Com graduação em educação física e pós-graduação em docência do ensino superior, Cleiton considera o xadrez uma grande ferramenta escolar, pois a prática colabora para a concentração do aluno. Entre os bons resultados do projeto, ele cita melhoria no rendimento, como a obtenção de notas médias melhores entre os alunos que praticam o jogo em relação aos demais.
Estímulo — Os estudantes convidados a participar de competições em eventos municipais, regionais ou nacionais tiveram a oportunidade de conhecer localidades e de entrar em contato com outras culturas. Para o professor, que está no magistério há 12 anos, a atividade contribui, assim, para ampliar os horizontes e as perspectivas dos alunos. Ele afirma ainda que a oportunidade de participar de torneios e fazer viagens é um estímulo para que os alunos não integrantes do projeto passem a se dedicar ao xadrez.
O desenvolvimento do projeto Xadrez como Ferramenta de Inclusão Social possibilitou, ainda, a integração entre pais e alunos, a aprendizagem de tecnologias (computador e lousa digital), a criação da Associação de Xadrez de Campo Novo e o destaque dos monitores do projeto na segunda fase das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.
Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20257

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ministro lança Olimpíada de Língua Portuguesa

O ministro da Educação, Henrique Paim, participa nesta segunda-feira, 24, do lançamento nacional da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, às 18 horas, no Itaú Cultural, em São Paulo. O programa busca aprimorar a prática didática de professores de Língua Portuguesa da rede pública em todo o Brasil com o objetivo de desenvolver competências de escrita nos alunos e contribuir com a qualidade do ensino.

O período de inscrições da quarta edição da Olimpíada de Língua Portuguesa começa nesta segunda-feira, 24, e termina em 30 de abril. A Olimpíada é mais que um concurso de textos, já que realiza ações de formação de professores para atividades com gêneros de escrita. Mesmo professores que participaram de edições anteriores e que já estejam cadastrados no portal deverão fazer sua inscrição. Para que o professor possa participar do concurso é preciso que a secretaria estadual ou municipal de Educação – dependendo da rede à qual esteja vinculado – faça a adesão ao projeto no mesmo período de inscrição.

Prêmios – A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro vai distribuir prêmios nas etapas estadual, regional e nacional a estudantes, professores e escolas públicas.

Etapa estadual - Os professores inscritos e os alunos autores dos 500 textos semifinalistas selecionados na etapa estadual receberão os seguintes prêmios: professor – medalha e cupom para retirada de um ou mais livros na livraria montada no local do encontro regional; aluno – medalha e cupom para retirada de um ou mais livros na livraria montada no local do encontro de semifinalistas.

Etapa regional – Serão distribuídos os seguintes prêmios: professor – medalha e um tablet; aluno – medalha e um tablet; escola participante – placa de homenagem.

Etapa nacional – Os professores inscritos e os alunos autores dos 20 textos selecionados na etapa nacional receberão os seguintes prêmios: professor – medalha, um notebook e uma impressora; aluno – medalha, um notebook e uma impressora; escola participante: 10 microcomputadores, uma impressora, um projetor multimídia, um telão para projeção e livros.

Histórico – Em 2008, a Olimpíada de Língua Portuguesa se tornou política pública de educação, sob a coordenação do MEC, em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A olimpíada teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social, entre 2002 e 2006, em edições bienais, que contaram, naquele período, com a participação de mais de 3,5 milhões de estudantes em todo o país.

Na segunda edição, em 2010, a olimpíada teve a participação de mais de 7 milhões de alunos da educação básica, 60,1 mil escolas públicas e 239,4 mil professores; em 2012, na terceira edição, foram 5 milhões de alunos, 40 mil escolas públicas e 90 mil professores. 

Assessoria de Comunicação Social


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20258

PEC inclui na Constituição direito a educação especial para altas habilidades (superdotação)

Desde 2013, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) já prevê esse direito para os alunos com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Arquivo/Gustavo Lima
Paulo Wagner
Paulo Wagner: “a melhor forma de salvaguardar esse direito é incluindo-o no texto constitucional”.
A Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição 336/13, que inclui no texto constitucional que alunos com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação também têm direito a atendimento educacional especializado. Atualmente, aConstituição prevê esse tipo de atendimento somente para pessoas com deficiência (artigo 208).
A PEC também inclui na Constituição que o atendimento especializado ocorrerá em todas as faixas etárias e níveis de ensino, em condições e horários adequados às necessidades do aluno.
O autor da proposta, deputado Paulo Wagner (PV-RN), ressalta que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) já estendeu aos alunos com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação o direito à educação especial. A inclusão ocorreu por meio das alterações promovidas com a Lei12.796/13.
Para o parlamentar, no entanto, “a melhor forma de salvaguardar esse direito é incluindo-o no texto constitucional”.
Tramitação
Inicialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à admissibilidade. Se aprovada, terá de ser analisada por comissão especial criada unicamente para essa finalidade. Posteriormente, será votada em dois turnos pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Pierre Triboli







http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/462593-PEC-INCLUI-NA-CONSTITUICAO-DIREITO-A-EDUCACAO-ESPECIAL-PARA-SUPERDOTADOS.html

Projeto que institui residência pedagógica para professores deve ser votado na terça

Da Redação


Em reunião na terça-feira (25), às 10h, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) deverá examinar, em caráter terminativo, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 284/2012, que institui a residência pedagógica para os professores da educação básica.
O projeto altera o artigo 65 da Lei 9.394/1996 - que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional – e determina que aos professores habilitados para a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental será oferecida a residência pedagógica, etapa ulterior de formação inicial, com o mínimo de 800 horas de duração, e bolsa de estudo.A discussão do projeto, de autoria do senador Blairo Maggi (PR-MT), teve início no último dia 18. A proposição tem como relator o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), favorável à proposta com emenda.
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/02/21/projeto-que-institui-residencia-pedagogica-para-professores-deve-ser-votado-na-terca

Educação Infantil: Aprendendo com Cachinhos Dourados

Para especialista em educação infantil, experiências lúdicas, incluindo os contos de fada, são a melhor forma de ensinar as crianças


Para uma criança, se sentar e ouvir o professor explicar por que um alimento muda de temperatura pode ser muito chato. Mas, quando esse tipo de informação é importante para ajudar Cachinhos Dourados a comer um prato de mingau nem muito quente nem muito frio, a situação muda de figura. Aprender, nesse caso, deixa de ser algo aparentemente sem sentido e se torna crucial para ajudar a simpática garotinha que invadiu a cabana de uma família de ursos na floresta. E se a solução pode ser buscada em parceria com os coleguinhas, a partir de uma série de brincadeiras que inclui até mesmo preparar um prato de mingau com areia e construir um forno de micro-ondas, a escola se transforma numa grande — e instrutiva — aventura.
A descrição não é nada absurda. Ela resume um dos projetos de pesquisa da especialista em educação infantil Marilyn Fleer, professora do Departamento de Educação da Universidade Monash, na Austrália. Depois de visitar inúmeras escolas, observar professores em salas de aula e registrar, em muitas horas de vídeo, a reação de alunos, Fleer tornou-se convencida de que a brincadeira e a liberdade criativa são as melhores ferramentas do ensino.
Baseada na teoria de Lev Vygotsky (1896-1934), bielo-russo pioneiro no estudo do desenvolvimento infantil, Fleer garante que brincar está longe de ser um passatempo inconsequente para os pequenos. Quando transforma um pedaço de madeira em um cavalinho, um menino e uma menina estão pensando de forma abstrata, afirma, realizando um exercício parecido com o de usar, mais tarde, um outro pedaço de madeira como régua para medir objetos.

Em um de seus estudos mais recentes, a professora investigou se os contos de fada podem ser uma boa forma de trabalhar conceitos científicos no início da infância, com alunos entre 3 e 4 anos. Ao colocar em prática o projeto em uma escola australiana, ela e sua equipe puderam observar que histórias fantasiosas como a de Cachinhos Dourados são uma poderosa forma de envolver as crianças na busca por conhecimento. “Elas ficam tão ligadas ao conto que se sentem motivadas a encontrarem soluções para os problemas dos personagens. Elas realmente querem ajudar o herói, o que as torna emocionalmente engajadas”, conta.
Ao visitar Brasília recentemente para palestras na Universidade de Brasília (UnB) e no Centro de Ensino Unificado de Brasília (UniCeub), a convite do professor das duas instituições Fernando González Rey, Fleer conversou com o Correio sobre seus estudos, a teoria de Vygotsky, o ensino científico para crianças e a importância da educação infantil.


A senhora baseia seus estudos  na teoria de Vygotsky. O que ele  ensinou de mais importante  sobre a educação de crianças?
Muitas coisas. Mas, em termos de pedagogia para crianças, destacaria seu trabalho sobre o brincar e a definição que ele deu à brincadeira. A literatura tradicional assumia que as crianças brincam de uma forma predeterminada, mas Vygotsky disse que, na brincadeira, crianças e professores criam juntos uma situação imaginária, na qual o significado de objetos e ações podem ser mudados. E isso é muito importante na relação entre brincadeira e aprendizado. Em sua teoria, quando uma criança pega um pedaço de madeira e o transforma em um cavalinho, faz algo parecido com usar um pedaço de madeira como uma régua para medir as coisas. A medida também é algo abstrato, desenvolvido culturalmente, não existe na natureza. Da mesma forma, a brincadeira é algo construído. Por isso, o jeito de brincar é diferente em cada país, porque não é algo natural, biológico.

Foi essa concepção de brincadeira  que a levou a investigar se os  contos de fada são uma boa  forma de ensinar conceitos  científicos para crianças?

Sim. Por que escolhi os contos de fada? Eles são uma importante tradição em muitas comunidades, e sua carga dramática faz com que a criança responda emocionalmente à história e se identifique com os personagens. Ao mesmo tempo, eles têm a vantagem de permitir à criança entrar e sair daquela situação. Ela se envolve, mas, se fica com medo, pode se afastar. Outros autores que trabalham com a teoria de Vygotsky já argumentaram que esse gênero é um importante apoio ao desenvolvimento infantil, então considerei interessante investigar como ligá-los ao aprendizado de conceitos científicos. E o que acontece é que as crianças ficam tão ligadas ao conto que se sentem motivadas a encontrarem soluções para os problemas dos personagens. Elas realmente querem ajudar, o que as torna emocionalmente engajadas. E isso é experimentado de forma coletiva.

Isso é interessante, porque  Vygotsky dizia justamente que o  aprendizado envolve a emoção,  não é um processo  apenas racional.
Exato. A cognição não funciona isoladamente. Tudo que aprendemos está em um contexto, há sempre uma dimensão social envolvida. Seus sentimentos influenciam seus pensamentos e vice-versa. E nós estamos sempre respondendo emocionalmente ao nosso pensamento e pensando sobre nossos sentimentos. Não é possível separar um do outro, não é assim que funcionamos como seres humanos. Esse é um ponto com o qual concordo totalmente com Vygotsky e que torna seu trabalho tão útil.

Deveríamos, então, considerar a  importância da brincadeira  também em outras fases do  ensino? Hoje, ainda parece mais  fácil deixar as crianças  aprenderem dessa forma na  pré-escola. Mas, quando elas  chegam ao 1º ou 2º anos, estão  com 6, 7 anos, surge uma  necessidade de tornar o  ensino algo “sério”.
Há vários indícios de que as crianças têm um aprendizado mais rico quando você muda as condições de ensino, saindo dessa forma mais “séria” e as deixando viver experiências de aprendizado criativas, seja por meio do teatro e da arte, seja por alguma outra forma. Em Vitória (estado australiano), por exemplo, existe uma escola para crianças de até 12 anos que se destaca nesse aspecto. E, quando outros colégios recebem os alunos que saem de lá, os novos professores ficam admirados, pois são estudantes motivados, interessados, curiosos. Eles perguntam: “O que tem na água desta escola? O que é feito lá?”.

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http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ultimasnoticias_geral/33,104,33,95/2014/02/18/me_gerais_interna,413395/aprendendo-com-cachinhos-dourados.shtml

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Enchente de 74: 6 bairros destruídos, 5 mil desabrigados e 40 anos de história

Em 1974, o nível do principal curso d’água que banha a capital chegou a 10,80 m, cerca de 20 cm a mais do que a enchente de 1942

NELSON SEVERINO 




Em março próximo completa 40 anos que a mais devastadora das enchentes já causadas pelo Rio Cuiabá na área metropolitana da capital dizimou vários bairros no trecho entre o atual Camelódromo e a Unic – o Terceiro, o Terceiro de Dentro e o Terceiro de Fora, Várzea Ana Poupino e Barcelos – e causou também estragos nas partes mais baixas de Morro do Tambor e do bairro Lagoa, que ficava do outro lado da Avenida 15 de Novembro, aonde as águas chegaram até a Igreja São Gonçalo.

Antes da inundação de 1974 foram registradas outras duas grandes enchentes causadas pelo Rio Cuiabá que afetaram a capital: as de 1942 e 1959. Mas nenhuma causou tantos problemas à população cuiabana como a de 1974, quando o nível do principal curso d’água que banha a capital chegou a 10,80 m, 20 cm a mais do que a de 1942.


Aníbal Alencastro
Enchente de 1974; Cuiabá ficou coberta por água
A consequência das cheias, agravadas pelo refluxo das águas de três riachos, hoje encobertos, que corriam a céu aberto no trecho inundado, incluindo o maior deles, o Boca do Valo, e que desaguavam no Rio Cuiabá, foi desastrosa: muitas casas, principalmente de adobe e pau a pique, foram destruídas, deixando cerca de cinco mil pessoas desabrigadas.

Lembra o radialista, professor universitário e administrador de empresas, já aposentado, e historiador William Gomes – que tinha familiares no Terceiro – que a enchente daquele ano teve dois aspectos dramáticos: primeiro foi o alojamento das vítimas na casa de parentes, escolas, igrejas, clubes, barracões, Estádio Presidente Dutra, instituições públicas, etc.; segundo, a demolição dos bairros, feita na força bruta, com a utilização da maquinaria pesada do extinto Departamento de Estrada de Rodagem de Mato Grosso – Dermat e aparato policial.

Nem bem as águas do Cuiabá baixaram e os moradores dos bairros começaram a tentar voltar aos seus lotes para limpar suas casas e reconstruir ou reformar o que havia restado delas, quando, dia 19 de março, foram pegos de surpresa pela ordem de despejo do Governo do Estado, sob o comando de José Maria Fontanillas Fragelli, que havia desapropriado em caráter de emergência a grande área abrangida pelos bairros afetados pelas cheias e que haviam surgido de invasões, algumas delas incentivadas por políticos.

Aníbal Alencastro
Em 1974, o nível do principal curso d’água que banha a capital chegou a 10,80 m, 20 cm a mais do que a de 1942.
Quem já estava dentro de casa e relutava em sair por bem, antes que as máquinas do Dermat iniciassem a demolição, era retirado à força. Até o Exército foi mobilizado para participar do cerco a área para impedir o retorno da família aos seus imóveis.Surpreendido pela decisão de Fragelli e preocupado com o problema social que a transferência de tantas famílias para outros locais fatalmente iria gerar, o então prefeito José Vilanova Torres, já falecido, tentou contornar a situação, mas não teve jeito: o governo não reconsiderou a decisão.

NEM CRIANÇAS FORAM POUPADAS PELA VIOLÊNCIA NO DESPEJO

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http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=180&cid=33136

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...