terça-feira, 20 de maio de 2014

Prefeitura cria o selo "Escola Transparente"


Prefeitura cria o selo “ESCOLA TRANSPARENTE”, 

a ser concedido às escolas municipais que publicarem

em tempo real a prestação de contas no Portal da

Transparência do Município de Cuiabá.


Para saber mais, veja o Decreto 5.503/2014

Letramento digital


Aprenda o que é e como se faz para aplicá-lo em sua sala de aula!

Por Laísa Larcher e Isabele Veronese


Objetivos:
★ Introduzir uma nova visão do uso de tecnologia em sala de aula, a fim de propor uma reflexão mais profunda sobre a importância do letramento digital.

Faixa etária:
 professores em geral.




Dica de leitura!★ Letramento e Tecnologia
O livro de Denise B. Braga e Ivan L. M. Ricarte, graças aos textos de fácil compreensão, que permitem uma leitura informativa, sinergética e prazerosa, é ideal para os educadores que se interessam tanto pela temática relacionada ao letramento digital quanto pelos impactos que a sociedade vivenciou com as mudanças ocorridas nas formas de registro da fala, bem como pela busca de informação ao longo dos séculos, no que concerne à apreensão da linguagem escrita. Para obtê-lo, acesse gratuitamente o site do Centro de Formação Continuada de Professores do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas (CEFIEL-UNICAMP): www.iel.unicamp.br/cefiel/imagens/cursos/19.pdf

Estamos familiarizados com o conceito de letramento nas situações de leitura e escrita de nossas escolas, o que entendemos como uma prática cultural, que leva o aluno a compreender a função da leitura e da escrita em nossa sociedade. No entanto, é sempre bom lembrar que estar letrado é diferente de estar alfabetizado, pois o sujeito alfabetizado é aquele que compreende o código e realiza atividades simples, utilizando a leitura e a escrita; já o letrado é o sujeito que compreende a linguagem para além dos limites do código e, com o tempo, torna-se capaz de entender textos mais elaborados, informações implícitas e de responder adequadamente às demandas sociais da cultura escrita. Esse conceito é denominado de letramento alfabético.
Mas, nos últimos anos, além do letramento alfabético, tem surgido no contexto escolar o conceito de letramento digital, que contempla situações de leitura e escrita em ambientes digitais. Logo, ser letrado digitalmente pressupõe assumir as mudanças nos modos de ler e escrever nesses ambientes, uma vez que o aumento da utilização de ferramentas tecnológicas tem exigido aprendizagem de comportamentos e raciocínios específicos. Assim, essa aprendizagem se configura como uma nova modalidade de letramento, já que ela implica no aprendizado de um conjunto de informações e habilidades específicas que responderão às necessidades de se comunicar utilizando as novas tecnologias.
Hoje em dia, existem pessoas altamente letradas alfabeticamente e que são analfabetas digitais. Como, por exemplo, escritores renomados que ainda preferem escrever seus textos à mão ou à máquina de escrever, e que se negam a utilizar as ferramentas digitais porque as consideram complicadas demais. Ou ainda, profissionais de diversas áreas, inclusive professores, que não têm o hábito de utilizar os recursos tecnológicos para realizar as atividades diárias. Eles são sujeitos letrados, mas não digitalmente.
Dessa forma, no contexto atual, não basta garantirmos o letramento alfabético ao estudante, acreditando que, por si só, ele estará letrado digitalmente. Temos que ensiná-los sobre a finalidade da leitura e da escrita no meio digital, bem como suas especificidades em relação a essas práticas em outros contextos e, especialmente, suas possibilidades.
Continue lendo: http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/116/letramento-digital-aprenda-o-que-e-e-como-se-308911-1.asp

Entrevista com Mário Sérgio Cortella: 'A escola passou a ser vista como um espaço de salvação'

Mario Sérgio Cortella
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

As expectativas das famílias em relação às Escolas e o que elas oferecem - ou são, de fato, capazes de ofertar - está em descompasso.
De um lado, há adultos cada vez menos presentes, seja pelo excesso de trabalho, pelos longos deslocamentos nas megalópoles ou até pela falta de paciência, que esperam que a Escola ensine o conteúdo obrigatório e eduque os seus filhos.
Do outro, as instituições se desdobram para dar conta de uma infinidade de disciplinas regulares e ainda são cobradas a disciplinar os Alunos e abordar temas considerados pertinentes. Tudo em quatro horas diárias.
As críticas são feitas pelo Professor, Educador e filósofo Mario Sergio Cortella, que lança nesta semana o livro Educação, Escola e Docência - Novos Tempos, Novas Atitudes. "As famílias estão confundindo Escolarização com Educação. É preciso lembrar que a Escolarização é apenas uma parte da Educação. Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao Professor, responsável por 35, 40 Alunos."
Cortella, que há 16 anos não escreve livros na área educacional, fará dois lançamentos de Educação, Escola e Docência, ambos seguidos de palestras. O primeiro será para Docentes, no dia 22, na feira Educar/Educador 2014, no Centro de Exposições Imigrantes. O segundo, para o público em geral, ocorrerá em 10 de junho, no Teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A seguir, Cortella fala sobre a necessidade de uma parceria entre Escolas e famílias, o impacto da tecnologia e como tornar as aulas mais atraentes.
O senhor fala em métodos de Ensino do século 19, Docentes do século 20 e Alunos do século 21. É possível resolver o descompasso?
A Escola tem de ficar em estado de prontidão para acompanhar uma parcela das mudanças, que acontecem de forma extremamente veloz. Isso porque nem tudo o que vem do passado tem de ser levado adiante.
A Escola precisa distinguir o que vem do passado e deve ser protegido, ou seja, o que é tradicional, daquilo que precisa ser deixado para trás porque é arcaico. Autoridade Docente, atenção ao conteúdo e formação de personalidade ética são valores tradicionais. A Escola tem de estar atenta às mudanças tecnológicas, mas não se submeter a elas. Vou dar um exemplo. Imagine se em 2004, quando foi criado o Orkut, uma Escola criasse um projeto pedagógico baseado nessa rede social.
Como um projeto pedagógico demora 10, 12 anos para ser aplicado na sequência de seriação, hoje ele já estaria obsoleto. Já pensou se quando o pen drive foi lançado outra Escola tivesse decidido que todos os Alunos deveriam organizar seus materiais nesse formato, que, chegou-se a dizer, substituiria a mochila? Hoje, nenhum jovem usa pen drive: eles guardam tudo em nuvens. Portanto, o que digo é que a Escola tem de ficar atenta ao novo, mas não ser refém.

Cada vez mais a aprendizagem ocorre fora do espaço Escolar. O que é preciso fazer para conquistar o Aluno quando tudo fora da Escola parece mais interessante?
Vou te dizer uma coisa que parece óbvia: Ninguém deixa de se interessar por aquilo que interessa. Nós temos de saber o que interessa ao Aluno para, a partir daí, chegar ao que é necessário.
É preciso conhecer o universo circunstancial dos Alunos: as músicas que eles estão ouvindo, o que estão assistindo de programas e vendo de desenho animado, para chegar à seleção do conteúdo científico necessário. Temos de partir do universo vivencial que o Aluno carrega para chegar até aquilo que de fato é necessário acumular como cultura produzida pela humanidade. Hoje, a Escola não pode ser extremamente abstrata, como no meu tempo. O conteúdo tem de ser conectado com o dia a dia.
O que as Escolas precisam fazer para encantar as crianças?
É preciso incorporar o que elas já fazem. A geração anterior, de quem já tem mais de 30 anos, só se comunicava pelo telefone. Esta geração de crianças e jovens voltou a escrever - no Facebook, no Twitter, no WhatsApp, em blogs. A Escola tem de aproveitar essa produção. Alguns até dirão que eles escrevem errado. Claro, todo mundo escreve errado antes de escrever certo. Podemos partir de uma escrita que não está no padrão para chegar à norma culta.
Conversando com pais e Professores, a impressão é de que estão insatisfeitos. As famílias se queixam das Escolas e as Escolas, dos pais. O que acontece?
Antes de mais nada, não estamos diante do crime perfeito, em que só há vítimas. Temos autor também. E essa autoria é multifacetada. A Escola foi soterrada nos últimos 30 anos com uma série de ocupações que ela não dá conta - e não dará.
Em uma sociedade em que os adultos passaram a se ausentar da convivência com as crianças, seja por conta do excesso de trabalho, da distância nas megalópoles ou da falta de paciência para conviver com aqueles que têm menos idade, a Escola ficou soterrada de tarefas. As famílias confundem Escolarização com Educação. É preciso lembrar que a Escolarização é apenas uma parte da Educação.
Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo de que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao Professor, responsável por uma classe de 35 ou 40 Alunos, tendo de lidar com Educação artística, religiosa, ecológica, sexual, para o trânsito, contra a droga, português, matemática, história, biologia, língua estrangeira moderna, etc, etc, etc. A Escola passou a ser vista como um espaço de salvação.

E como resolver a questão?
A família precisa retomar o seu papel, porque ter filho dá trabalho. Ou será que as pessoas não sabiam? Existe tempo, aplicação, reordenamento, partilha das tarefas. A Escola não tem como dar conta de tudo o que dela hoje se requisita. Quando há um linchamento, querem que a Escola fale sobre linchamento.
O mesmo ocorre com briga em estádios, corrupção, etc. E nem adianta o pai ou a mãe dizer: "A gente paga, a gente quer o serviço". É preciso uma parceria entre a Escola e as famílias. Uma ideia é manter, como algumas instituições fazem, uma Escola de pais, com reuniões periódicas para ajudar as famílias na reflexão.
De que maneira a convivência reduzida das famílias com os filhos afeta a Escola?
Nunca tivemos tanta agressividade dos Alunos contra os Docentes. Parte das crianças fica sozinha, come se quiser, vai de perua para a Escola e quase não encontra adultos. Se é de classe média, o único adulto que ela encontra é a empregada, para quem ela dá ordem. Não há uma estrutura da disciplina.
O primeiro adulto que ela encontra no dia é o Professor, que pergunta cadê o uniforme, você fez a tarefa, guarde o celular. Claro que nessa hora a criança vem para cima. É uma geração que confunde desejos com direitos. É preciso uma Educação que seja mais firme, mas isso exige tempo, e tempo é questão de prioridade. 

http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30389/a-escola-passou-a-ser-vista-como-um-espaco-de-salvacao/

Justiça muda regra de matrícula e extingue data de corte etário em escolas de SP

Escolas estaduais e privadas do Estado de São Paulo terão de aceitar no 1º ano do Fundamental crianças que completem 6 anos em qualquer mês

Fonte: iG

O Tribunal de Justiça de São Paulo proferiu uma sentença que obriga a matrícula, no 1º ano do fundamental, de crianças que completarem seis anos de idade em qualquer data do ano, independentemente do mês de aniversário do aluno. Até então, só poderia se matricular aqueles estudantes que completavam seis anos até a "data de corte" de 30 de junho.
A partir de agora, portanto, crianças que ainda tenham cinco anos até depois do fim de junho poderão se matricular regularmente no 1° ano do fundamental. A lógica também passa a ser aplicada no ingresso da criança na pré-escola. Ou seja, aos 4 anos incompletos o pequeno já poderá se matricular e cursar o "Pré-I".
A decisão, de segunda instância, já está valendo para todas as escolas estaduais e privadas do Estado de São Paulo. Caso as redes de ensino descumpram a medida, em eventuais novos pedidos de matrícula ou transferência, elas estarão sujeitas a uma multa diária de R$ 500,00 por aluno não atendido. Os pais dos estudantes que ainda encontrarem resistência durante o processo de matrícula, podem denunciar a escola ao ministério público.
Como a decisão foi tomada a partir do ajuizamento de uma ação civil pública pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP), em Atibaia (SP), a medida não é extensiva à rede municipal da cidade de São Paulo. O alcance da decisão atinge as escolas municipais dessa cidade do interior paulista e todas as escolas estaduais e particulares do Estado de São Paulo.

Além da nova regra que veta o chamado "corte etário" pelas redes de ensino, a decisão também julgou procedente a possibilidade de realização de avaliações pedagógicas educacionais em alunos interessados no ingresso ou transferência para a série pretendida. Ela deve ser feita individualmente a partir de requerimento dos pais do aluno. A não realização também pode ser penalizada com multa. Caso a criança não se adapte à nova série, a sua condição pode ser revisada pela escola.



http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30382/justica-muda-regra-de-matricula-e-extingue-data-de-corte-etario-em-escolas-de-sp/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

"Mais Educação" é realizado em um curral em Cáceres

Criado e bancado pelo governo federal para elevar o nível do ensino fundamental o Programa Mais Educação está sendo executado dentro de um curral na Comunidade de Laranjeira a 80 quilômetros de Cáceres. Além das condições inapropriadas, a estrutura da escola que atende a comunidade está em péssimas condições, assim como os veículos do transporte escolar.

Estas informações constam de uma denuncia feita há duas semanas pelo Conselho Municipal de Educação a Câmara de Vereadores e ao Ministério Público Estadual (MPE).

No documento assinado pelo presidente Laécio Neves Cardoso, o Conselho pede a interdição imediata da escola e a realização de vistoria por parte da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros.

A medida segundo o Conselho, foi tomada diante da falta de iniciativa da Secretaria Municipal de Educação em resolver a questão.

VEJA ABAIXO A DENUNCIA ENCAMINHADA À CÂMARA:

Dirigimo-nos a Vossa Excelência para apresentar fatos que ocorreram nos processos 015512 e 015612, ambos da Escola Municipal Laranjeira I (situada no assentamento Antônio Conselheiro, BR-070, a 85 km da cidade de Cáceres-MT) e que tratam respectivamente da solicitação de Recredenciamento da Instituição de Ensino para o funcionamento da Educação Básica, e Renovação de Autorização para a oferta da Educação Básica, nas etapas da Educação Infantil (Pré-Escola de 04 e 05 anos) e do Ensino Fundamental (1º ao 9º Ano), bem como a Autorização da modalidade EJA – Educação de Jovens (1º Segmento). É importante ressaltar que os Atos autorizativos da instituição de ensino em pauta estavam vencidos desde 31/12/2009.


Para continuar lendo, acesse: http://www.jornaloeste.com.br/?pg=noticia&idn=30928

Rumos da educação são tema de evento em São Paulo

Com o intuito de disseminar e estimular a troca de conhecimentos sobre quais são as possibilidades e inspirações para construir uma educação de qualidade, a edição 2014 da feira e congresso Educar Educador vai debater os rumos do setor no Brasil. “É fundamental falarmos de educação olhando para frente. As crianças que estão na escola hoje vão ser adultos em uma realidade diferente da atual, com novas tecnologias, contextos e práticas”, afirma Vera Cabral, consultora de educação da Bett Brasil.
Há mais de 20 anos no mercado educacional brasileiro, o evento no ano passado foi comprado pelo grupo europeu que organiza a Bett Show, feira internacional voltada a tecnologias educacionais. Ao todo, seis congressos pedagógicos vão acontecer simultaneamente entre os dias 21 e 24 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista. São eles: Bett Brasil, sobre educação e tecnologia; 21o Educador, que debaterá os rumos da educação; 10º Educador Management, que aborda temas de gestão de educação; 11º Avaliar, sobre avaliação educacional; 9 º Infância & Cia, sobre temas de educação infantil e séries iniciais; e 3º Profitec, relacionado a educação profissional e tecnologia.
Rumos da educação são tema de evento em São Paulo
crédito JWS / Fotolia.com

Todo o evento foi estruturado em torno da temática “Uma verdadeira imersão para a excelência em educação. Que rumo seguir?”. Na tentativa de responder a essa questão uma das palavrinhas mais recorrentes entre os educadores é colaboração. “Hoje em dia a busca por soluções envolve todo mundo, Estado, gestores, empreendedores. É unânime o desejo por uma educação melhor, de qualidade. Não é um anseio exclusivo do setor público, mas sim da sociedade como um todo”, reforça Vera Cabral.
Isso reflete também na diversidade das especialidades dos mais de 200 palestrantes convidados para o evento. Entre eles têm educadores, sociólogos, jornalistas, pedagogos, especialistas em tecnologia da informação, em marketing, arquitetos, filósofos e até uma futurista – afinal, a proposta é exatamente debater o futuro da educação.
“Talvez na educação a solução não esteja apenas entre os educadores. Para uma revolução ou uma renovação acontecer, é necessário aproximar da discussão inclusive gente que não tem nada a ver com educação”
A futurista é Beia Carvalho, que também é consultora de negócios. Para ela, pensar no futuro da educação é pensar em mudança. “Entender que o mundo está mudando e que isso vai refletir em todas as áreas já faz as pessoas pensarem diferente e se abrirem para o novo. O nosso modelo de  educação está atrasado e precisa se transformar para se adequar as novas demandas sociais”, explica.
Ela questiona inclusive quem serão os principais atores dessa mudança. Argumenta que grandes ideias que transformaram setores inteiros não partiram de iniciativas internas. Por exemplo, sites como o Booking.com e o TripAdvisor de reservas on-line e avaliação de hotéis e restaurantes, que transformaram o setor por facilitar as transações e reunir opiniões de clientes, não foram feitos por proprietários de estabelecimentos. Outro caso é o PayPal, sistema de transferência de dinheiro e pagamentos on-line, que não foi criado por instituições financeiras.
“Nessa linha, talvez na educação a solução não esteja apenas entre os educadores. Para uma revolução ou uma renovação acontecer, é necessário aproximar da discussão inclusive gente que não tem nada a ver com educação. A heterogenia de visões, de áreas e de idade enriquecem muito o debate, principalmente quando trabalham juntos em prol de um objetivo comum.”
Para quem se interessar em participar do evento e de debates como este, as inscrições para as palestras podem ser feitas pela internet e custam entre R$700 e R$1.400. A entrada na feira é gratuita.
http://porvir.org/porfazer/rumos-da-educacao-sao-tema-de-evento-em-sao-paulo/20140516

Orientações técnicas de educação em sexualidade para o cenário brasileiro: tópicos e objetivos de aprendizagem


A publicação dedicada a educadores é o resultado de uma adaptação para o cenário brasileiro de tópicos e objetivos de aprendizagem incluídos na publicação "Orientação técnica internacional sobre educação em sexualidade: uma abordagem baseada em evidências para escolas, professores e educadores em saúde, volumes 1 e 2", publicada pela UNESCO, Paris, em 2009, em parceria com UNFPA, UNICEF e OMS no âmbito da UNAIDS. A intenção consiste em fornecer orientações para o desenvolvimento de currículos adaptados aos locais onde serão aplicados.

O status de desenvolvimento do Brasil e a experiência prática nessa área certamente podem apresentar aspectos inovadores e servir como referências para versões futuras dessa orientação técnica internacional, assim como seus tópicos e objetivos de aprendizagem para a educação em sexualidade.
O interesse da Representação da UNESCO no Brasil, em parceria com organizações especializadas na área, é de analisar nacionalmente os conteúdos desses tópicos para incorporar a rica experiência brasileira nas análises internacionais. Por outro lado, considerando a possibilidade de se adaptar os tópicos do cenário local, é necessário obter a validação dessas orientações por especialistas brasileiros nas áreas de gênero e sexualidade, de forma a garantir a relevância e a adequação dos conteúdos para cada público-alvo no território nacional.
Brasília: UNESCO, 2014. 53 p., illus. ISBN: 978-85-7652-189-1

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/orientacoes_tecnicas_de_educacao_em_sexualidade_para_o_cenario_brasileiro_topicos_e_objetivos_de_aprendizagem/#.U3aGbdJdXkw

Projeto de Lei cria programa de saúde vocal do professor

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (14) as emendas do Senado ao Projeto de Lei 1128/03, do ex-deputado Carlos Abicalil, que autoriza o Executivo a criar o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor da Rede Pública.

O programa consiste em exames de prevenção odontológica, atendimento médico e fonoaudiológico para reabilitação vocal e treinamento semestral ministrado por médicos e fonoaudiólogos sobre saúde vocal e uso adequado da voz.
Relator na comissão, o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) acolheu as emendas propostas pelo Senado e defendeu a aprovação da proposta. Ele afirmou que as emendas resolvem problemas de inconstitucionalidade e falhas de técnica legislativa, mas não desvirtuam o objetivo original da proposição.
Felipe explicou que as duas primeiras emendas do Senado Federal atribuem ao projeto caráter autorizativo, a fim de repassar ao Poder Executivo a competência de criar o programa.
Ainda segundo o relator, as demais emendas corrigem imprecisões terminológicas e incluem os médicos otorrinolaringologistas, além dos fonoaudiólogos, em algumas das ações de saúde previstas no programa.
Tramitação
As emendas do Senado, que também foram aprovadas pela Comissão de Educação, serão ainda analisadas pela Comissão Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, o texto segue para o Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcos Rossi


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/468142-SEGURIDADE-APROVA-EMENDAS-A-PROJETO-QUE-CRIA-PROGRAMA-DE-SAUDE-VOCAL-DO-PROFESSOR.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

18 de Maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

18 de Maio foi o dia escolhido para lembrar à sociedade brasileira que é preciso combater ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A escolha da data se deu em memória à Araceli Cabrera Sanches, uma menina de 8 anos, sequestrada no dia 18 de maio de 1973. Ela foi drogada, agredida fisicamente, violentada sexualmente e morta, e graças ao silêncio da sociedade e da família, essa história terminou como mais um caso de impunidade.
Contudo, a mensagem que o dia 18 de Maio carrega consigo desde que foi instituído  pela Lei 9970/2000, não deve cair no esquecimento nos demais dia do ano. O combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes deve ocorrer continuamente. Como membros da sociedade brasileira, é nosso dever quebrarmos o silêncio, tendo em mente que da mesma forma que os crimes ocorrem diariamente, nossas ações de combate devem ser diárias também.
No dia 18 de Maio, em diferentes cidades em todo o Brasil, coordenadoras da Campanha Quebrando o Silêncio estarão mobilizando ações com o intuito de lembrar à sociedade brasileira que essa luta ainda não acabou, e que não podemos nos silenciar.
Clique AQUI para acessar a Cartilha produzida pelo Ministério Público

Saiba mais, acesse http://quebrandoosilencio.org/

https://www.mpmt.mp.br//storage/webdisco/2013/05/27/outros/ed5cd2c774e8c08e4274c54db261159c.pdf

Veja as escolas sorteadas com ingresso para jogos da Copa do Mundo

A lista das 901 escolas públicas contempladas no sorteio de 48 mil ingressos para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 já está disponível para consulta. A tabela mostra a quantidade de ingressos que cada instituição de ensino vai receber e os jogos correspondentes. O sorteio foi realizado pela Caixa Econômica Federal no dia 3 de maio, a partir de combinações de números geradas pelo resultado da extração da Loteria Federal.
As escolas estão localizadas nas cidades sedes do torneio e fazem parte do programa Mais Educação. Para cada jogo, as instituições receberão ingressos para serem distribuídos aos alunos e para uma pessoa responsável. Os diretores das unidades de ensino deverão aderir por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) do Ministério da Educação, e informar o nome e documentos das pessoas que ficarão responsáveis pelo processo.
Esses responsáveis farão a retirada dos ingressos nos centros de distribuição da Fifa e preencherão no próprio Simec os nomes e lugares dos alunos e seus responsáveis. A lista com o nome de todos os alunos sorteados, com os respectivos jogos, será divulgada publicamente antes do início da Copa do Mundo.
Assessoria de Comunicação Social
Confira a lista das 901 escolas do Mais Educação sorteadas e respectivos jogos

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20430

Sintep/MT cobra ações do MPE sobre a estrutura das escolas

Sanitário em unidade escolar. Foto: Sintep 
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) se reuniu nesta quinta-feira (15) com o promotor do Ministério Público do Estado, Alexandre Guedes, para pedir soluções quanto à falta de infraestrutura nas escolas e também na sobrecarga de trabalho sem remuneração por causa da exigência da Secretaria de Estado de Educação para que o ano letivo de 2014 termine até dezembro deste ano.
Na reunião, a diretoria do Sintep/MT protocolou um novo dossiê com a situação da estrutura física das escolas, que pouco mudou depois um ano da apresentação do primeiro dossiê. Foi entregue ao promotor uma amostra com os principais problemas encontrados nas escolas, como rede elétrica precária e condições sanitárias indevidas.
Outra questão apresentada pelo Sindicato foi a exigência da Seduc que os profissionais da educação trabalhassem aos sábados para concluir o calendário escolar de 2014 até 22 de dezembro, o que tem gerado em muitas escolas o esvaziamento das salas de aulas, além da falta de remuneração dos educadores nas horas extras trabalhadas.
Alexandre Guedes se comprometeu a abrir dois inquéritos junto ao Ministério público, o primeiro para apurar a questão da infraestrutura das escolas e o segundo sobre as horas extras trabalhadas pelos educadores.
"Temos diversos problemas na estrutura física das escolas que ainda não foi resolvido e há poucos contratos firmados pela Seduc para resolver essa deficiência. Também cobramos o apoio do Ministério Público em relação ao trabalho não remunerado dos educadores aos sábados, pois além dessa jornada gratuita, essa exigência não está tendo aproveitamento, pois a minoria dos alunos tem comparecido à essas aulas aos sábados", afirma o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento.
http://www.sintep.org.br/site_novo/Noticias/NoticiaVisualizar.aspx?id=3235

Campeão de matemática faz ensino médio e doutorado aos 16 anos

Maria Luisa de Melo
Do UOL, no Rio de Janeiro

Daniel posa com quepe de maquinista; garoto se interessou por matemática aos 11
Ele tem 16 anos e tem uma rotina escolar puxada: ele faz ao mesmo tempo o ensino médio e o doutorado no Impa (Instituto Nacional de Matemática Aplicada), instituição em que ele se graduou e fez mestrado. Neste ano, ganhou mais uma medalha na Obmpe (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). O nome desse prodígio da matemática é Daniel Santana Rocha.
Filho de um professor de matemática, Daniel começou a se dedicar ao estudo da disciplina quando tinha 11 anos. O pai, Fernando Rocha estava fazendo um programa de aperfeiçoamento no Impa e levava o filho nas aulas para que ele não ficasse sozinho em casa.
"Eu sentava perto do meu pai durante as aulas lá do Impa e ficava só observando", lembra o menino que já foi assunto de outras reportagens. "Até que um dia um professor do curso passou um problema no quadro, eu fui lá e resolvi."
Desde então, Daniel não parou mais: "Começaram a me chamar para cursos de verão. Depois engrenei na iniciação científica e recentemente concluí o mestrado. Meu desafio agora é o doutorado no Impa que mantenho com as aulas do ensino médio".
A rápida graduação na carreira é motivo de orgulho para o pai de Daniel que não tem mestrado nem doutorado. "Meu pai dá aula de matemática, química e física, mas não teve oportunidade de se graduar tanto quanto eu. Ele fica muito orgulhoso, todo bobo", conta o estudante.

Levou os amigos

Assim que iniciou os estudos no Impa, Daniel acabou levando amigos do Colégio Estadual Engenheiro Bernardo de Sayão, na Taquara, e Jacarepaguá (zona oeste da capital fluminense) para o mesmo caminho.
Foi o caso de João Pedro Gonçalves Ramos, 18 anos, que já cursa o mestrado antes mesmo de ter acabado o Ensino Médio. "Fiz um curso de verão e acabei ficando...".
Para aqueles que não conseguem dar conta da matemática no Colégio, João Pedro dá sua dica. "Tem que ter calma e persistência acima de tudo. Quando se está diante de um problema matemático, a chave para resolver aquilo é ter calma e não desistir, ir tentando tudo aquilo que se imagina. Não tem como não amar a matemática".
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/15/obmep-olimpiadas-matematica-campeao-de-matematica-faz-ensino-medio-e-doutorado-aos-16-anos.htm

Prefeitura lança “Portalzinho da Transparência” para apresentar noções de cidadania ao público jovem

 
Secom Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá lançou nesta semana o Portalzinho da Transparência, site que traz as informações sobre as ações desenvolvidas pela Controladoria-Geral do Município (CGM), com uma linguagem adequada para o público infantil e infanto-juvenil, de 6 a 12 anos.
O modelo online foi desenvolvido pela equipe da Controladoria-Geral do Município, em complemento às apresentações dadas aos alunos do ensino fundamental e médio durante a Semana da Transparência. Todos os dados são apresentados em forma de quadrinhos e brincadeiras, para despertar a atenção dos jovens.
A auditora da CGM, Priscila Ventura, uma das responsáveis por conduzir o projeto, explica que a principal intenção de construir o site é a de provocar o sentimento de cidadania desde cedo nas crianças. “Quanto mais cedo elas tiverem essa noção de que são parte da administração, melhores cidadãos serão”, disse.
O controlador-geral do Município, Marcelo Bussiki, afirma que além de estimular a criança, o Portal da Transparência servirá também como ferramenta de apoio aos professores para o ensinamento das noções de ética e transparência.
“O portal poderá ser peça fundamental nas salas de aula, porque através das atividades propostas lá é que as crianças poderão visualizar melhor e vivenciar ludicamente os exemplos de cidadania contados nas brincadeiras e nas histórias”, comentou.
No Portalzinho da Transparência é apresentado ainda o 1º Concurso de Desenho e Redação desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, que tem como tema “Acesso à informação: Um direito de todos”. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 26 de setembro. O regulamento pode ser visualizado aqui.
O Portalzinho da Transparência pode ser conferido no http://www.portalzinho.cuiaba.mt.gov.br/

Câmara aprova projeto que torna crime hediondo a exploração sexual de crianças

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) o Projeto de Lei 7220/14, do Senado, que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes, impedindo o condenado de obter anistia, graça ou indulto ou pagar fiança. A matéria será enviada à sanção presidencial.
Quem é condenado por crime hediondo tem ainda de cumprir um período maior no regime fechado para pedir a progressão a outro regime de cumprimento de pena. É exigido o cumprimento de, no mínimo, 2/5 do total da pena aplicada se o apenado for primário; e de 3/5, se reincidente.
A votação do projeto nesta quarta-feira foi acertada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, com os líderes partidários após pedido da ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos.
O próximo domingo, 18 de maio, é o Dia Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Segundo a ministra, que se reuniu mais cedo com o presidente, a aprovação do projeto foi “uma das contribuições inestimáveis” que os parlamentares deram para eliminar essa forma de violência.
A Lei do Crime Hediondo (8.072/90) já prevê essa classificação para outros dez crimes graves, como estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas vulneráveis (que não têm condições de discernimento para a prática do ato devido a enfermidade ou deficiência mental), latrocínio e sequestro seguido de morte.
Proprietário do local
Segundo o projeto, será considerado hediondo o crime tipificado no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) de submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos ou vulnerável. A pena é de 4 a 10 anos dereclusão e é aplicável também a quem facilitar essa prática ou impedir ou dificultar o seu abandono pela vítima.
Iguais penas são atribuídas a quem for pego praticando sexo ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 e maior de 14 anos no contexto da prostituição.
Da mesma forma, pode ser enquadrado nesse crime o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que ocorre a prostituição.
Se o crime for praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.
Rodovias federais
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), relatora da matéria pela Comissão de Seguridade Social e Família, lembrou que levantamento da Polícia Federal e da Secretaria de Direitos Humanos mostra a existência de mais de 1,8 mil pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais.
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Votação do Projeto de Lei 7220/14, do Senado, que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes, impedindo o condenado de obter anistia, graça ou indulto ou pagar fiança. Dep. Maria do Rosário (PT-RS)
Maria do Rosário apresentou parecer favorável ao projeto.
“Esse tipo penal suscita repúdio social, sendo um atentado à liberdade sexual e se revela como a face mais nefasta da pedofilia”, afirmou.
Pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) apresentou parecer favorável à matéria, destacando que incluir esse crime na lista dos hediondos não banaliza a lei porque se trata de uma tipificação claramente hedionda. “A matéria não deve ser confundida com a criminalização da prostituição de pessoas adultas que desejam atuar nessa atividade”, explicou.
Segundo a relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada Liliam Sá (Pros-RJ), existe uma verdadeira rede de exploração de pessoas dessa faixa etária em vários pontos do Brasil. “Esta Casa está dando um grande passo com esse projeto, mas ainda existem muitos pedófilos e exploradores de crianças que precisam ser presos e, somente assim, as crianças serão prioridade neste País”, disse.
A presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF), ressaltou que esse tipo de crime cria uma cadeia de vitimização: as crianças são empurradas, pela pobreza, ao regime de exploração sexual; têm a infância e a adolescência roubadas; são desumanizadas na exploração; e, finalmente, são culpadas pela exploração de que são vítimas.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/468026-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-TORNA-CRIME-HEDIONDO-A-EXPLORACAO-SEXUAL-DE-CRIANCAS.html

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Carta Aberta à Câmara dos Deputados: A sociedade brasileira exige a votação do PNE

Brasil, 14 de maio de 2014. 

Ao Deputado Henrique Eduardo Alves 
Presidente da Câmara dos Deputados 

Aos líderes partidários da Câmara dos Deputados 


O Plano Nacional de Educação (PNE) tramita há mais de 1.240 dias no Congresso Nacional. Após inúmeras conquistas garantidas pela sociedade civil no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, em junho de 2012, o Projeto de Lei seguiu para o Senado Federal, retornou à Câmara e desde 9 de maio de 2014 está pronto para votação em plenário. 

A sociedade civil brasileira, diante de sua intensa contribuição ao texto do PNE, exige a votação da matéria antes do início da Copa do Mundo de 2014, pois, do contrário, com o começo da campanha eleitoral, isso só poderá ocorrer após as eleições. Para tanto, é preciso criar uma alternativa para liberar a pauta, travada por Medidas Provisórias. 

O Brasil não pode prescindir do plano educacional que orientará a ação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios no que se refere à matéria educativa, com vistas à garantia do direito à educação. 

Quanto ao conteúdo do PNE, a sociedade civil brasileira reivindica a aprovação do texto da Comissão Especial, que incluiu uma série de formulações e demandas históricas do movimento educacional, como a manutenção da Estratégia 20.10, que determina a complementação da União ao Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e ao Custo Aluno-Qualidade (CAQ); a prioridade do setor público na criação de vagas no ensino técnico e superior; a equiparação da média salarial dos professores em relação aos demais profissionais com mesmo nível de formação; o respeito ao ciclo de alfabetização no contexto do ensino fundamental de 9 anos. 

Nesse sentido, a comunidade educacional considera imprescindível a apresentação e a aprovação de destaques que garantam: a supressão do dispositivo do Senado Federal que permite a contabilização de parcerias público-privadas na meta de investimento equivalente a 10% do PIB para a educação pública; a exclusão da Estratégia 7.36, que estimula políticas de bonificação por resultados, prejudicando políticas de valorização docente; e o retorno à explicitação do combate prioritário às discriminações racial, de gênero e orientação sexual nas escolas brasileiras, oriundo do texto aprovado na Câmara dos Deputados em junho de 2012. 

As entidades abaixo assinadas contam com o compromisso público e a sensibilidade dos parlamentares da Câmara dos Deputados, para aprovarem um PNE capaz de colaborar decisivamente com a universalização do direito à educação pública de qualidade. 

Anped (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação) 
ANPG (Associação Nacional de Pós-graduandos) 
Campanha Nacional pelo Direito à Educação 
CEDES (Centro de Estudos de Direito Econômico e Social) 
CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) 
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) 
FOMEJA (Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos) 
Fórum de Educação Infantil do Rio Grande do Norte 
INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos) 
Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil) 
PANTÁKULO - Assessoria, Consultoria e Projetos 
Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) 
Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) 
UNE (União Nacional dos Estudantes) 
UNIPOP (Instituto Universidade Popular)

Educadores procuram soluções para distorção do fluxo escolar

O Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, promoveu na tarde desta quarta-feira, 14, em Brasília, o seminário Direitos de aprendizagem: Desafio da adequação idade-ano. No encontro, gestores e educadores discutiram a trajetória dos estudantes brasileiros da educação básica e apresentaram experiências no uso de novas tecnologias na correção do fluxo.
O evento teve a participação do ministro da Educação, Henrique Paim, e do presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares.
Segundo o ministro, a correção da distorção idade-ano é um dos desafios para a educação básica brasileira. “O Brasil avançou muito em relação aos anos iniciais, e nós temos segurança que continuaremos tendo bons resultados”, observou. “O grande nó que nós temos é quando entramos no sexto ano do ensino fundamental ou no primeiro ano do ensino médio, quando aumenta a complexidade e o currículo é interdisciplinar”, afirmou Paim.
Para diminuir a distorção ano-série, a Fundação Roberto Marinho e o MEC, por meio das secretarias estaduais de educação, estão implementando a metodologia telessala em 10 estados. De acordo com esse método, o professor atua como mediador de aprendizagem, utilizando, em suas aulas, os livros do telecurso, as teleaulas e material didático complementar – cadernos de cultura, livros de literatura, dicionários, mapas, com o objetivo de dinamizar o aprendizado e torná-lo mais atrativo.
De acordo com o diretor-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, a primeira etapa da parceria atenderá 211 mil estudantes.
O presidente do Inep, Chico Soares, destacou que a educação deve se concretizar em resultados escolares e que o direito ao aprendizado deve ser garantido. “O tema do evento se relaciona diretamente com a trajetória regular e com o aprendizado”, disse. “A trajetória regular envolve, na idade certa, o acesso à escola, a permanência, a promoção e a conclusão”, explicou.
Soares ainda destacou a importância de políticas públicas e ações que promovem a redução das taxas de distorção, como os programas Mais Educação e Bolsa-Família, além do crescimento dos investimentos em educação.
“É preciso mudar a cultura de tolerância com a desigualdade. Além disso, a escola deve se adaptar ao aluno que atende e, com essa estratégia, garantir sua permanência e aprendizado”, afirmou.

Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20426

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...