quinta-feira, 3 de abril de 2014

Prefeitura inaugura mais um Centro de Educação Infantil nesta quinta


Secom Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá inaugura nesta quinta-feira (03), às 19h20, mais um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Desta vez a unidade beneficiará o bairro Passaredo, região do Coxipó, e levará o nome do Jornalista Auro Ida.
O CMEI terá capacidade para atender 240 crianças com idade entre 0 a 5 anos, com atendimento de creche e pré-escola. Do total de vagas 140 serão destinadas para crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, as demais vagas serão para alunos de 4 e 5 anos.
As unidades são compostas por seis salas pedagógicas e dois berçários, cozinha, lactário, sala de leitura e informática, refeitório, playground, além da área administrativa, totalizando 1,2 mil metros quadrados de área construída.
Os CMEIs estão sendo construídos com recursos do Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), e com contrapartida da Prefeitura de Cuiabá.
Ao todo serão 30 unidades como essas construídas em Cuiabá até 2016 para atender crianças de 0 a 5 anos de idade. Com essa iniciativa a Prefeitura pretende abrir pelo menos 7,2 mil novas vagas na creche e pré-escola nos próximos 30 meses.
A primeira unidade entregue foi a do bairro Pedra 90 que levou o nome da professora Ady de Figueiredo Mattos. Ainda este ano serão mais 10 unidades inauguradas.
Homenagem – o nome do CMEI será uma homenagem ao jornalista Auro Ida, assassinado em julho de 2011 no bairro jardim Fortaleza, aos 53 anos de idade.
Formado pela Universidade Federal do Paraná, Auro Ida era um dos jornalistas mais experientes de cobertura política de Mato Grosso.
Há 30 anos atuava em Cuiabá. Auro Ida foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá na gestão do prefeito Roberto França, diretor de Comunicação da Câmara de Vereadores, trabalhou em vários veículos de comunicação, entre eles no jornal A Gazeta, onde atuou como repórter de política por oito anos.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/prefeitura-inaugura-mais-um-centro-de-educacao-infantil-nesta-quinta/8586

Os tradicionais mercados e feiras livres de Cuiabá

Quem vai às compras hoje nem pode imaginar que esse singular comércio cuiabano já foi uma bagunça que faltava gente pra ver

NELSON SEVERINO 

Quem vai às compras nos dias atuais nos dois principais terminais atacadistas de Cuiabá – o do Porto e o do Verdão – e vê aquela abundância de produtos que são ofertados à clientela, sem contar as feiras livres domingueiras que se espalham pela capital mato-grossense, nem de longe pode imaginar que esse singular comércio cuiabano já foi uma bagunça que faltava gente pra ver. Como toda feira livre que se preza...

Hoje, todo tipo de mercadorias chega a Cuiabá em grandes containers, caminhões frigoríficos e ate de avião, tudo isso sob rigorosa fiscalização da saúde pública. Em tempos bem remotos, não tinha nada disso! Os gêneros alimentícios, incluindo peixes, naturalmente, chegavam na primeira feira livre de Cuiabá, a do Largo da Cruz das Almas, hoje Praça Ipiranga, de canoas ou pequenos botes, impulsionados a remo, através do córrego da Prainha.

Feira da Avenida General Ponce, além de ser o centro comercial nos finais de semana, era palco
das batalhas de confetes nos períodos carnavalescos


O transporte dos produtos que a população consumia era feito pelos próprios chacareiros e sitiantes que subiam ou desciam o Rio Cuiabá até a “Boca do Valo”, que é onde o córrego da Prainha se encontra com o grande rio que banha a capital. Na época, o córrego da Prainha, com um grande volume de água, era totalmente navegável, facilitando o trabalho dos remadores, que iam vender diariamente ou de vez em quando seus produtos aos cuiabanos.

Geógrafo, historiador e professor universitário aposentado, o escritor Aníbal Alencastro dá um mergulho no passado e relembra detalhes interessantes dos mercados e feiras livres de Cuiabá. A confusão que caracteriza as feiras era uma diversão para os seus frequentadores habituais. O texto que se segue é de sua autoria. As fotos que ilustram o material jornalístico são de Laércio Ojeda.  Alencastro é autor de vários livros, entre os quais Cuyabá histórias, crônicas e lendas (já esgotado) e colaborador do HiperNotícias. 

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http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=180&cid=34089

Biblioteca comunitária é instalada em ponto de ônibus em bairro de Cuiabá

Espaço disponibiliza 1.000 livros em ponto no bairro Morada do Ouro.
Idealizadores dizem que a intenção é estimular a leitura na capital.


Do G1 MT

Ponto de ônibus passou por reparos antes da instalação de biblioteca (Foto: Rayane Alves/ G1)
Uma biblioteca comunitária foi instalada em um ponto de ônibus no Bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. A ideia faz parte de um projeto que tem como objetivo estimular a leitura. Uma das idealizadoras do projeto, Letícia Moraes, acredita que pequenos gestos como esse podem ajudar a melhorar a educação na capital. Ela e outras pessoas pesquisaram sobre diferentes ações sociais e resolveram colocar o projeto em prática.
Durante a pesquisa, foi encontrado um programa desenvolvido no Japão que incentiva a leitura a partir da doação de livros. Os exemplares são inseridos nos principais pontos de ônibus daquele país. “Depois que vimos no Japão, ficamos sabendo que Brasília também implantou bibliotecas em alguns pontos. Isso nos chamou a atenção porque em Cuiabá não existe nenhum projeto como esse”, disse Letícia ao G1.
Conforme Letícia, quando ela e a amiga Josane Fortes pensaram em implantar o projeto na capital, várias pessoas começaram a rir e a fazer comentários negativos, dizendo que a ideia não iria dar certo nunca. "As pessoas não estão acostumadas com esse tipo de ação, e por isso, me falavam que depois de inaugurado o espaço, não iria ter nenhum livro porque seriam todos roubados", comentou. Mesmo com dúvida, ela e a colega resolveram decidiram seguir em frente.
A biblioteca funciona durante o dia todo. Ao todo, 1.000 exemplares já foram doados pela comunidade para compor o acervo. Os livros estão divididos nas categorias de enciclopédias, literatura, gibis, dicionário e marketing. Também livros construtivos que auxiliam na formação de um acadêmico de direito e administração.
De acordo com Letícia, como a biblioteca foi inaugurada há apenas três dias, o pedido de doação de livros foi em diferentes categorias. Mas, com o passar do tempo, o projeto vai buscar personalizar o espaço para livros de literatura e história de Cuiabá. Por enquanto, os livros serão trocados semanalmente, mas depois eles deverão ser trocados a cada dois dias com outros temas e revistas atualizadas.
Para implantar a biblioteca no ponto, foi necessário fazer alguns reparos. Além de pintura, o ponto de ônibus recebeu uma manutenção completa em toda a estrutura. Depois de instalado, também foi realizado um teste para verificar se com a nova estrutura os livros não molhariam com a chuva.
Para o empréstimo dos livros não existe regra. Todos os moradores do bairr, ou até mesmo de outro podem pegar o livro para ler no local, ou levar para casa. Porém, a única determinação é que os livros que forem utilizados pelo leitor seja devolvido no mesmo local ou até mesmo trocado por outro que a pessoa desejar.
“Caso a pessoa goste do livro e não tiver tido tempo de terminar de ler, pode levar para casa", explicou. Ainda conforme Letícia, para fazer doação basta ir na biblioteca comunitária que fica localizada na Avenida Milton Figueiredo, no Bairro Morada do Ouro, na capital.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/04/biblioteca-comunitaria-e-instalada-em-ponto-de-onibus-em-bairro-de-cuiaba.html

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Resultado do Pisa reflete problemas estruturais do ensino, diz especialista

Yara Aquino 
Da Agência Brasil, em Brasília


A avaliação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada na terça-feira (1°), que traz o Brasil na 38° posição entre os 44 países que testaram habilidades de estudantes de 15 anos em resolver problemas de raciocínio e de lógica, relacionados à situações do cotidiano, é o reflexo de problemas estruturais da educação brasileira, na avaliação do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, que também é colunista do UOL.
"Isso decorre da maneira como se organiza a gestão da educação no Brasil. Se tem forte responsabilização dos governos municipais e estudais e participação aquém do necessário do governo federal. É um problema estrutural que vem desde a época da Proclamação da República. O governo federal é quem mais arrecada recursos e quem menos contribui na área de educação", disse Cara sobre os resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2012.
Veja Mais:
Alunos brasileiros ficam entres os últimos em teste de solução de problemas

Segundo ele, para avançar na qualidade da educação é preciso que haja complementação de recursos do governo federal aos estados e municípios, de modo a garantir o direito à educação com um padrão mínimo de qualidade. "Essa complementação deve vir junto com uma lei dura para determinar a forma como os estados e municípios vão gastar os recursos, e a sociedade deve poder acompanhar a fiscalização", conclui.

O coordenador da CNDE acrescenta que é preciso garantir uma política de valorização dos profissionais de educação e escolas com estrutura adequada para o ensino.
O Pisa é aplicado a cada três anos, voltado para leitura, ciências e matemática, e, pela primeira vez, mediu a capacidade de resolução de problemas mais elaborados de lógica e raciocínio. No Brasil, menos de 2% dos estudantes avaliados atingiram a performance máxima na solução dos problemas. A avaliação registra que, no país, as meninas tiveram desempenho melhor que os meninos.
Os países que lideram o ranking da OCDE são Cingapura, Coreia do Sul e Japão. As três últimas posições são ocupadas por Uruguai, Bulgária e Colômbia.
Em dezembro do ano passado a OCDE havia divulgado resultados do Pisa 2012 que mostram que, entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar no desempenho dos estudantes nas três áreas de conhecimento avaliadas.
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/02/resultado-do-pisa-reflete-problemas-estruturais-do-ensino-diz-especialista.htm

Calendário de feriados e pontos facultativos, 2014


Clique nos links para acessar os Decretos que regulamentam os feriados 

e pontos facultativos, em MT e Cuiabá, inclusive aqueles relacionados aos 

jogos da Copa em Cuiabá. Somam-se a esses as possíveis liberações nos

dias 12, 17 e 23 de junho, quando ocorrem jogos da Seleção brasileira na 

Copa. 


Decreto com feriados e pontos facultativos de Cuiabá, 2014

Decreto com feriados e pontos facultativos de Mato Grosso, 2014

Prefeitura decreta redução do expediente nesta quarta-feira

A Prefeitura de Cuiabá informa que o expediente nos órgãos da administração pública municipal nesta quarta-feira (2), será encerrado excepcionalmente às 16 horas, devido a inauguração da Arena Pantanal.

O estádio, que foi construído para receber os jogos da Copa do Mundo Fifa 2014 em Cuiabá, terá suas estruturas testadas hoje, através do jogo entre o clube mato-grossense Mixto e Santos. O evento está marcado para as 21 horas.

O Decreto, de nº 5.489, que dispõe sobre o horário de funcionamento das unidades, foi assinado pelo prefeito de Cuiabá em exercício, Rogério Gallo e publicado no Diário Oficial de Contas desta quarta.

Atividades de caráter essencial, como plantões nas unidades de saúde, por exemplo, não estão enquadradas no decreto.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/comunicacao/prefeitura-de-cuiaba-tera-expediente-reduzido/8582

PNE vai a votação nesta quarta com 10% do PIB exclusivamente para educação pública, diz relator

A afirmação foi feita na terça-feira no videochat organizado pela Câmara dos Deputados que discutiu o Plano Nacional de Educação, em tramitação na Casa.

O relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), reforçou nesta terça-feira (1º) que vai manter no seu parecer a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para a educação pública. O texto irá à votação nesta quarta, às 14h30, na comissão especial que analisa a proposta.
Vanhoni participou de um videochat promovido pela Câmara dos Deputados sobre o tema. Segundo o deputado, o texto final deverá ser examinado ainda este mês pelo Plenário da Casa e remetido à presidente Dilma Rousseff para sanção em maio.
O projeto do PNE foi enviado pelo Executivo em dezembro de 2010. Foi aprovado na Câmara em 2012, tramitou no ano seguinte Senado, onde sofreu modificações, e agora retornou à Câmara, para análise final. Segundo ele, os deputados deverão manter a destinação dos 10% do PIB para a educação pública, rejeitando o texto aprovado pelos senadores, que estabelece o investimento do mesmo percentual do PIB em educação, não necessariamente pública, o que poderia beneficiar entidades filantrópicas e assistenciais.
Escolaridade
Respondendo a perguntas de internautas que participaram do videochat, o relator da proposta afirmou que o objetivo do PNE é ampliar a escolaridade da população. Atualmente, segundo Vanhoni, a escolaridade média do brasileiro é de 7,3 anos. Nos países desenvolvidos, esse número chega a 13 anos. No caso do ensino superior, o deputado afirmou que apenas 12% dos jovens chegam à universidade. Na Argentina, esse número é três vezes maior.
“Entendemos que o Brasil precisa enfrentar o desafio para este milênio de consolidar a educação e pesquisa como o principal vetor do desenvolvimento econômico e social”, disse o deputado. Segundo ele, esses desafios exigem uma contrapartida nos recursos, principalmente para a educação pública.
Vanhoni afirmou que o País investe hoje cerca de 6% do PIB em educação. A meta de 10% incluída no seu parecer quase dobra o percentual para a educação. “Consideramos que o Brasil tem uma dívida muito grande com a educação. Temos perto de 11 milhões de crianças de 0 a 3 anos que ainda estão fora a escola. No ensino médio, quase 1 milhão de jovens estão fora. Isso tem custo”, afirmou.
Desigualdades
Questionado por internautas, o deputado explicou que o seu parecer vai manter a redação de um dispositivo que determina que a superação das desigualdades educacionais dará ênfase à “promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Este dispositivo havia sido alterado quando o projeto tramitou no Senado. Um internauta chegou a perguntar se ele iria manter a “ideologia de gênero” no relatório.
O parlamentar defendeu a sua redação. Ele disse que o PNE deve abordar a questão das desigualdades. “O plano deve ser o espaço ideal para que a sociedade promova ações para diminuir as desigualdades, de renda, culturais ou educacionais. E o nosso País tem uma sociedade profundamente machista. A educação deve consolidar valores, valores de igualdade, valores humanos”, afirmou Vanhoni, destacando que o seu parecer está em linha o que determina a Constituição.
O deputado disse ainda que uma das principais metas do PNE é estimular a escola em tempo integral para a educação infantil. Esse foi um ponto destacado pelo parlamentar no videochat. Segundo ele, a meta é incorporar 1 milhão de crianças a cada ano na educação integral.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Janary Júnior
Edição - Rachel Librelon


(atualizada)
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/464999-PNE-VAI-A-VOTACAO-AMANHA-COM-10-DO-PIB-PARA-EDUCACAO-PUBLICA,-DIZ-RELATOR.html

Repasses do Fundeb, janeiro a março, Cuiabá

Repasses de recursos do

Fundeb, Cuiabá

Março       R$ 10.177.532,36 


Fevereiro R$ 11.271.011,21 

Janeiro     R$ 14.805.704,94 




Total no ano 

R$ 36.254.248,51

Autismo será tema de audiência pública na CDH

Da Redação

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa promove na quarta-feira (2), a partir de 11h, uma audiência pública que terá como tema o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Entre os convidados estão o senador Wellington Dias (PT-PI), que tem uma filha autista; o diretor-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, e a coordenadora do Movimento Orgulho Autista Brasil no Estado do Rio de Janeiro, Cláudia Moraes.
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado anualmente no dia 2 de abril. A data foi definida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para esclarecer, informar e chamar a atenção da sociedade para a causa do autismo. Neste dia, o prédio do Congresso Nacional vai ser iluminado de azul, assim como muitos outros monumentos espalhados pelo mundo.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que afeta, em graus diferentes de acordo com cada indivíduo, a capacidade de interação social, a comunicação e o comportamento. O médico Dráuzio Varela esclarece que o autismo pode afetar pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais meninos do que meninas. Os sintomas do transtorno podem dar os primeiros sinais nos primeiros meses de vida. No entanto, só ficam mais evidentes quando a criança completa três anos.
A audiência pública na CDH para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo vai ser interativa. A sociedade terá à disposição uma série de canais para entrar em contato com os senadores e convidados. São eles: Portal e-Cidadania (www.senado.leg.br/ecidadania) ou Link curto/mnemônico: bit.ly/CDHAutismo; pelo Facebook no endereço - Facebook.com/eCidadaniaSF; pelo Twitter.com/e­_cidadania  #CDHSenado #Autismo e ainda pelo Alô Senado, no número 0800 61 22 11.
Agência Senado

VEJA MAIS:
Escolas municipais realizam ações de conscientização no dia do autista


http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/03/31/autismo-sera-tema-de-audiencia-publica-na-cdh

Telhas de coxas foram a primeira cobertura da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho

Telhas tinham como molde as coxas dos escravos, que iam amassando o barro sobre suas pernas até que ganhassem forma

NELSON SEVERINO 

As telhas de coxas, que foram a primeira cobertura da quase bicentenária Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, o imponente templo que se transformou no mais belo cartão de visita da capital mato-grossense e conhecido pelo mundo afora como a Notre Dame de Cuiabá por causa da arquitetura semelhante à da catedral do mesmo nome de Paris, estão deixando de fazer parte do cenário e da história da cidade.


O estranho nome tem uma explicação: as telhas tinham como molde as coxas dos escravos, que iam amassando o barro sobre os fêmures das suas pernas até que ganhassem forma desse objeto. Quando o barro começava a secar, as telhas, já com o formato definido e sem riscos de rachaduras, eram cuidadosamente retiradas das coxas dos escravos e guardadas até que pudessem ser utilizadas como cobertura.



Historiador da Cúria Metropolitana de Cuiabá, onde desempenha inúmeras outras funções, o padre Felisberto Samoel da Cruz, o primeiro sacerdote tchapa e cruz a exercer seu apostolado na Arquidiocese, lembra que no período colonial geralmente as igrejas usavam as telhas de coxas em seus tetos.
Padre Felisberto Samoel da Cruz, historiador da Cúria Metropolitana de Cuiabá.
Foto: 
Marcos Lopes/HiperNotícias


As telhas de coxas eram muito utilizadas também para coberturas dos palacetes dos governantes nos períodos de capitania e província de Mato Grosso, com a transferência da capital de Vila Bela da Santíssima Trindade para Cuiabá.

Os senhorios endinheirados que mantinham escravos igualmente usavam no teto de seus casarios telhas de coxas, que ao longo do tempo foram desaparecendo com o apodrecimento e a substituição do madeiramento de sustentação da cobertura.

Das telhas de coxas da cobertura original da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho em sua nova versão sabe-se o destino de pelo menos uma delas: restaurada e pintada, abriga em sua curvatura interna uma imagem de razoável tamanho de Nossa Senhora Aparecida, colocada à entrada dos aposentos do arcebispo emérito de Cuiabá, dom Bonifácio Piccinini, na Cúria Metropolitana.

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http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=180&cid=34026

terça-feira, 1 de abril de 2014

Inovação tecnológica: para professores e escolas, é mudar ou morrer, diz estudioso

O professor emérito da UFSM, especialista em ensino e inovação tecnológica, diz que o atual sistema educacional é obsoleto e que o novo modelo só se erguerá se docentes e instituições ouvirem as lições de um ator: o aluno


Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria e autor do
 livro “Educando para a Inovação” 
(Berenice Roth)
Séculos depois do início da universalização do ensino e décadas após a introdução da formação profissional, a educação enfrenta uma terceira revolução. O motor é a tecnologia. Nem todos, porém, reagem bem ao terremoto, avalia Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria, ex-secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação no Ministério da Ciência e ex-secretário de ensino superior do Ministério da Educação. "Os alunos já podem estudar em casa e até obter diploma pela internet. Mas muitos professores ainda não perceberam esse movimento: serão engolidos pela tecnologia e perderão a atenção dos estudantes", diz Mota, que acaba de lançar, em coautoria com David Scott, professor da universidade de Londres, o livro Educando para Inovação (Elsevier, 49,90 reais). A obra aborda o desafio das escolas de formar pessoas em um mundo de mudanças aceleradas em que a grande demanda é o aprendizado permanente. A despeito do atraso geral de instituições e mestres para lidar com a nova realidade — "O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também" —, ele diz que o Brasil pode aproveitar a crise do modelo de ensino para promover uma grande transformação. "Temos uma população jovem, com nível de tolerância alto e flexibilidade diante de experimentos, elementos que favorecem a adaptação. Se fizéssemos disso um terreno para mudanças educacionais, provocaríamos uma grande transformação." Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Em Educando para Inovação, o senhor afirma que as mudanças a que assistimos hoje não são apenas tecnológicas e que esse movimento impulsiona também uma revolução de conceitos. Quais ideias estão em transformação? Inovação é muito associada a equipamentos e maquinário, mas as grandes mudanças deste século não têm necessariamente essa característica. Tomemos como exemplo uma inovação em outra área: o Cirque du Soleil. A partir do conceito tradicional do circo, o grupo canadense promoveu uma reestruturação radical e formatou um novo produto, criando um novo público. O conceito tradicional de inovação parte da ideia de que existe, antes de tudo, uma demanda para um produto ou processo. O que estamos vivendo neste século, porém, é o aparecimento de mudanças que não provêm da necessidade. Elas são tão revolucionárias que induzem a demanda após serem criadas. O tablet não foi feito após uma consultoria descobrir que havia demanda por computadores não portáteis. Ele surgiu como um produto inovador e criou a demanda a partir dele. Talvez você não necessite de uma impressora 3D agora, mas daqui a três anos vai querer uma em casa. O produto convence você de que é impossível viver sem ele.
Como a escola se insere nesse contexto de mudanças aceleradas? O que significa educar para a inovação? Significa que a escola precisa formar pessoas aptas a viver nesse cenário de constante inovação. No modelo fordista (sistema predominante no séxulo XX marcado pela linha industrial de produção), o papel da educação era formar técnicos competentes, aptos a atuar na produção tradicional para desenvolver tarefas com eficiência. Definitivamente, educação não é mais isso. O mundo não é mais fordista. Hoje, o sucesso ou não das empresas está associado diretamente à capacidade de inovar. O problema é que a escola segue se preparando para o antigo modelo. É como formar profissionais competentes que podem trabalhar em uma gráfica em vez de formar designers capazes de atuar em várias plataformas de comunicação. As instituições de ensino ainda não são, em geral, capazes de fazer esse raciocínio, pois carregam um atraso intrínseco. A título de comparação, tomemos o que aconteceu na área financeira nos últimos 30 anos: os bancos de hoje em nada lembram as instituições do passado devido à ascensão tecnológica. Enquanto isso, a escola permaneceu absolutamente a mesma. Ainda mantemos a figura clássica do professor que entra na sala de aula e apresenta o conteúdo para os alunos como se eles não soubessem nada. Isso, porém, não deve nos dar a ilusão de que a escola não será transformada: ela será.
Que tipo de transformação será essa? O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também. Ele poderá até receber outra denominação, como "designer educacional", um profissional dedicado à organização de conteúdos. Mas ele não poderá fazer essa tarefa sozinho: o processo de ensino e aprendizado será cada vez mais coletivo. O designer educacional de física que se propuser a colocar o conteúdo de aula em uma plataforma on-line contará com ajuda de gente que saiba usar a plataforma, alguém que entenda de design, usabilidade e ferramentas no ambiente virtual. Não será uma pessoa só, vai ser um time. No começo do processo de mudança, provavelmente ainda contaremos com um professor clássico, que domina o conteúdo de uma disciplina. Mas ao lado dele, veremos um menino de 14 anos, responsável por fazer a interface gráfica da plataforma. É um fenômeno que já está acontecendo: as grandes funcionalidades dos portais educacionais são desenvolvidas hoje por jovens que dominam os sistemas digitais graças à afinidade que possuem com o universo dos games. Se resolver ficar sozinho, o professor perderá essa corrida.
Nesse cenário, como será o ensino? Grande parte dos jovens já aprende parte do conteúdo escolar em canais que não dependem da escola. Os alunos já podem estudar em casa e até obter diploma pela internet. Mas muitos professores ainda não perceberam esse movimento: serão engolidos pela tecnologia e perderão a atenção dos estudantes. Não é o fim da escola, mas uma chance que se apresenta para aqueles alunos que não aguentam permanecer em sala de aula e que procuram mecanismos alternativos para adquirir o próprio conhecimento. Há muitos adolescentes criativos, que serão profissionais muito competentes e que simplesmente vivem em conflito com a escola. É um processo que vai acontecer cada vez mais. Até pouco tempo, existia um conflito do professor, que era alguém não digital, com o aluno, um nativo digital. Já estamos na fase seguinte, do não diálogo. As crianças já chegaram a uma etapa em que abstraem o conflito e simplesmente aprendem por conta própria, independente da escola. Seria um erro concluir que a escola não é mais importante. Ela é, mas desde que reconheça a existência do novo processo e que saiba se inserir nessa realidade. Se a escola entender isso como um confronto, vai perder.
Se a escola não mudar, a evasão de alunos vai crescer? Sim. A escola já enfrenta esse fenômeno, ainda que se trate de uma evasão não contabilizada. O aluno é deixado pelos pais na escola, senta lá por algumas horas e finge prestar atenção às aulas. O professor, por sua vez, altamente desestimulado, deixa o aluno ali, muitas vezes evitando o conflito. Quando olhamos os resultados numéricos desse modelo educacional, concluímos que o ensino vai mal. Sim, está ruim, mas é mais grave que isso. Temos dois conflitos acontecendo ao mesmo tempo: o ensino tradicional vai mal no Brasil e vai mal em si. Para superar essa crise, precisamos melhorar a qualidade de ensino e, simultaneamente, transformá-lo. O Brasil tem uma real oportunidade de dar um salto significativo e mais rápido do que outros países se entender a importância da inovação.
Por quê? Tomemos como base os resultados do exame do Pisa (mais importante avaliação educacional do mundo, realizada em alunos com 15 anos de idade), da OCDE. A Finlândia está sempre nos primeiros lugares da prova, que avalia o ensino tradicional. Qual a consequência? Os professores finlandeses morrem de medo de mudar seu método de ensino: afinal, quem quer mexer em time que está ganhando? A Finlândia pode não conseguir enfrentar os desafios da inovação com tanta facilidade. O Brasil, por sua vez, não tem motivo para temer a mudança. Afinal, se olharmos para o ensino médio brasileiro, podemos afirmar que não há como piorar. Por isso, temos um campo vasto para aplicar metodologias revolucionárias. O Brasil tem 200 milhões de habitantes e 104 milhões de usuários da internet, que em média navegam mais do que pessoas de outros países. Temos uma população jovem, com nível de tolerância alto e flexibilidade diante de experimentos, elementos que favorecem a adaptação. Se fizéssemos disso um terreno para mudanças educacionais, provocaríamos uma grande transformação.
Quais os caminhos para a inovação? Precisamos usar metodologias que valorizem a aprendizagem independente. Em caminho contrário, o Brasil deve ser o campeão mundial da aprendizagem dependente. Desde a pré-escola até o pós-doutorado, o que fazemos é estimular o estudante a ser dependente do professor. Por que o professor que termina o pós-doutorado na universidade tem medo de sair do laboratório? Porque ele é dependente. Nos países mais desenvolvidos, o estudante é estimulado a encontrar seus próprios caminhos. Aqui,  criamos uma estrutura de dependência tão grande que as pessoas são estimuladas a não abdicar da zona de conforto. O que mais precisamos é do oposto disso. Quando isso ocorre, temos a rebelião à que estamos assistindo, sem interferência do Estado, dos pais e muito menos da escola: essa rebelião é movida pela juventude à procura de mecanismos alternativos. Isso explica o sucesso de serviços de aprendizagem on-line como o Veduca, que já tem 3,5 milhões de inscritos.
Como o senhor avalia projetos que tentam colocar o tablet na sala de aula?
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http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/para-professores-e-escolas-e-mudar-ou-morrer-diz-estudioso

Comissão especial do Ensino Médio realiza reunião de instalação e eleição de presidente

A comissão especial da Jornada Integral no Ensino Médio (PL 6840/13) reúne-se nesta terça-feira (1º) a instalação do colegiado e eleição do vice e dos vice-presidentes. O ato de criação do colegiado foi assinado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, no ano passado.
O projeto tem origem no relatório no final da Comissão Especial do Ensino Médio, aprovado em novembro. De acordo com a proposta, a carga horária mínima anual para o ensino fundamental será de 800 horas. Já os alunos do ensino médio terão de cumprir 1.400 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.
Temas transversais O texto do projeto prevê a divisão da organização dos currículos do ensino médio em áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza, humanas e formação profissional); e a ampliação para quatro anos a duração do ensino médio noturno.
Também serão incluídos no ensino médio temas chamados "transversais", tais como prevenção ao uso de drogas e álcool; educação ambiental; educação para o trânsito; educação sexual; cultura da paz; empreendedorismo; noções básicas da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor; importância do exercício da cidadania; ética na política; e participação política e democracia.
A reunião será às 14h30, no plenário 11.

Íntegra da proposta:

Da Redação - RL







Municípios e estados precisam justificar não cumprimento da compra de produtos da agricultura familiar

FOto: João Bittar/MEC
Estados e municípios que não cumpriram o percentual mínimo de aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar para a alimentação escolar, em 2011 e 2012, devem enviar as justificativas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) até 30 de abril.
A Lei nº 11.947/2009 determina que os entes federativos têm de investir 30% dos recursos recebidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na compra direta de produtos de agricultores familiares. Quem não cumpriu esse percentual precisa explicar ao FNDE porque não seguiu as determinações da lei da alimentação escolar.
A justificativa e os documentos comprobatórios devem ser enviados por meio de um novo sistema do FNDE. Prefeitos e secretários estaduais de educação já foram informados, por meio de e-mails, do endereço eletrônico do sistema. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail cgpae@fnde.gov.br.
http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/5328-munic%C3%ADpios-e-estados-precisam-justificar-n%C3%A3o-cumprimento-da-compra-de-produtos-da-agricultura-familiar

Alunos brasileiros ficam entre os últimos em teste de solução de problemas

Do UOL, em São Paulo
Os estudantes brasileiros ficaram em 38° lugar entre jovens de 44 países em um teste de solução de problemas matemáticos feito pela OCDE (Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico) e divulgado nesta terça-feira (1°).
Enquanto os alunos de países da OCDE tiveram média de 500 pontos na avaliação, os jovens brasileiros atingiram em média apenas 428 pontos. O relatório mostra ainda que 47,3% dos brasileiros tiveram baixa performance e só 1,8% conseguiu solucionar problemas de matemática complexos. 
A avaliação foi aplicada a jovens de 15 anos de todo o mundo e é parte do relatório do Pisa 2012 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Os jovens de Cingapura, Coreia do Sul e Japão ficaram nas primeiras posições do ranking.
O desempenho dos alunos brasileiros ficou abaixo ainda do de jovens da Rússia, de Portugal, da Croácia e do Chile.
Meninos tiveram desempenho melhor que as meninas na prova de matemática. Em média, a diferença foi de 22 pontos. Entre estudantes dos países da OCDE, a variação é de, em média, 7 pontos. 
  • 1° lugar - Cingapura - 562 pontos
  • 2° lugar - Coreia do Sul - 561 pontos
  • 3° lugar - Japão - 552 pontos
  • 4° lugar - China - Macau - 540 pontos
  • 5° lugar - China - Hong Kong - 540 pontos
  • 38° lugar - Brasil - 428 pontos
  • 39° lugar - Malásia - 422 pontos
  • 40° lugar - Emirados Árabes Unidos - 411 pontos
  • 41° lugar - Montenegro - 407 pontos
  • 42°lugar - Uruguai - 403 pontos
  • 43° lugar - Bulgária - 402 pontos
  • 44° lugar - Colômbia - 399 pontos

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/01/alunos-brasileiros-ficam-entre-os-ultimos-em-teste-de-solucao-de-problemas.htm

Comissão de Educação discute criação do Dia Nacional de Bandas e Fanfarras

Fanfarra EMEB Francisco Pedroso da Silva
Foto: Jorge Pinho/SME
 
A Comissão de Educação debate nesta terça-feira (1º) proposta que cria o Dia Nacional das Fanfarras. Pela proposta (PL 6989/13), do deputado Severino Ninho (PSB-PE), o Dia Nacional de Bandas e Fanfarras será comemorado no dia 27 de março.
A realização da audiência é uma exigência da Lei 12.345/10, que determina que a proposição de data comemorativa deverá ser acompanhada de comprovação de realização de consultas e/ou audiências públicas a amplos setores da população.
Foram convidados:
- presidente das Bandas e Fanfarras de Pernambuco, Carlos Cavalcanti Paes Barreto (Abanfare);
- presidente do Conselho Fiscal da Abanfare, Hélio Barbosa Ferreira;
- o presidente da Banda Brasília, Eduardo Cavalcante Pinto ; e
- a técnica legislativa do Senado Federal, Helena Castello Branco Rangel.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 10.

Íntegra da proposta:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/464857-COMISSAO-DE-EDUCACAO-DISCUTE-CRIACAO-DO-DIA-NACIONAL-DE-BANDAS-E-FANFARRAS.html

Câmara promove videochat com relator do Plano Nacional de Educação, nesta terça


A Câmara dos Deputados realizará na terça-feira (1º de abril), às 11 horas, um videochat com o relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT- PR). O plano, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, sofreu alterações no Senado e, por essa razão, voltou para análise da Câmara.
O videochat será transmitido ao vivo pelo portal Câmara Notícias e pela TV Câmara e terá duração de uma hora. Qualquer pessoa poderá participar, enviando perguntas pela internet (em bate-papo que estará disponível no dia do debate) ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).
Gustavo Lima
Dep. Ângelo Vanhoni
Angelo Vanhoni quer manter destinação de 10% do PIB apenas para educação pública.
No último dia 20, Vanhoni apresentou um novo parecer à comissão especial da Câmara que analisa o PNE. O texto precisa ser votado na comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.
O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para o ensino no Brasil nos próximos dez anos. O texto trata de temas como o percentual mínimo de investimento no setor, o salário de professores, as escolas em tempo integral e a matrícula de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino.
Vanhoni, que também foi relator do texto na Câmara em 2010, defende em seu novo parecer a destinação de 10% do PIB exclusivamente para a educação pública, mantendo a redação aprovada pelos deputados em 2012. Os senadores mantiveram o mesmo percentual de investimento, mas abriram a possibilidade de universidades particulares receberem recursos por meio do Fies e do ProUni. Vanhoni discorda dessa alteração.
Críticas
De acordo com a Coordenação de Participação Popular da Câmara, o novo Plano Nacional de Educação alcançou em março o primeiro lugar em atendimentos no Disque-Câmara, com 877 ligações, sendo 860 para manifestar críticas ao texto. Desde o início de 2014, o projeto está em segundo lugar em volume de atendimentos pelos canais interativos da Câmara, perdendo apenas para o projeto de marco civil da internet (PL 2126/11).
Somente na semana de 17 a 23 de março, foram 804 comentários contrários ao PNE e 5 a favor. Um dos pontos mais polêmicos do texto é a diretriz que trata da superação de desigualdades educacionais. O texto aprovado na Câmara fala em “ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, o que motivou críticas ao texto.
“Não sou de acordo em colocar as palavras: gênero, igualdade de gênero e orientação sexual. Solicito a retirada dessas palavras do Plano Nacional de Educação”, disse Tatiane Dias Figueiredo, de Santa Terezinha (BA).
Também contrária ao texto, Maria Ercilia Mais, de Praia Grande (SP), afirmou, por meio do Disque-Câmara, que o projeto contraria seus princípios religiosos. “Sou a favor de uma educação sexual nas escolas e contrária à liberdade sexual”, disse.
Apesar de o Senado ter modificado o texto para tornar genérica a referência às formas de discriminação, Vanhoni se posicionou favorável ao texto da Câmara nesse ponto.
Deficientes
O relator acatou a emenda do Senado que garante a oferta de educação inclusiva aos estudantes com deficiência e proíbe a exclusão deles do ensino regular sob a alegação de deficiência pedagógica.
Vanhoni também manteve a meta de universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência ou superdotados, preferencialmente na rede regular, assegurando a disponibilidade de salas com recursos multifuncionais.
Em relação à alfabetização, o relator manteve o texto da Câmara, que prevê a meta de, em dez anos da vigência do plano, alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Daniella Cronemberger 


   




http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-

Escolas são fechadas após criança contrair meningite em cidade de MT

Menino de 5 anos é aluno de creche municipal de Pontes e Lacerda.
Estudante de campus da IFMT morreu com sintomas da doença.


Carolina HollandDo G1 MT

As escolas municipais e estaduais de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, deverão ficar fechadas durante esta semana para que seja feita a limpeza na estrutura física das unidades. A medida foi tomada depois que um menino de 5 anos, aluno de uma creche municipal, foi infectado por meningite bacteriana. A criança está internada. No dia 22, uma aluna do campus do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT) no município morreu com sintomas da doença. Porém, o caso ainda  não está confirmado como meningite.
Uma segunda aluna do IFMT de Pontes e Lacerda também foi diagnosticada com a doença, segundo Alex Sandro da Silva, diretor da instituição, e está internada em um hospital de Cáceres. O caso, no entanto, ainda não é tratado como meningite pela Secretaria de Saúde do município. "O exame que tenho em mãos não diz que ela tem meningite. Mas o corpo médico está tratando como se fosse. Possivelmente será pedida uma contraprova", disse Divino Donizete Alves, secretário da Saúde.
No total, 5 escolas municipais - sendo três creches - e seis estaduais ficarão fechadas até a próxima sexta-feira (4). "A creche onde a criança está matriculada foi fechada para que sejam cumpridos os protocolos da vigilância sanitária para casos desse tipo. Mas, decidimos estender esses procedimentos para as outras escolas. Preferimos pecar pelo excesso de cuidado", declarou Alves.
Na semana passada, o campus do IFMT também ficou fechado para que fosse feita a limpeza. Aproximadamente 100 pessoas na instituição, entre estudantes e professores que tiveram contato com a adolescente que está internada e com a que morreu estão tomando medicamentos, como forma de precaução. As aulas foram retomadas nesta segunda-feira (31).  
O menino que está infectado está internado no Hospital Regional de Cáceres.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/03/escolas-sao-fechadas-apos-crianca-contrair-meningite-em-cidade-de-mt.html

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...