domingo, 13 de setembro de 2015

Estereótipo de que 'matemática é para garotos' afasta meninas da tecnologia, diz pesquisador



A crença no estereótipo de que homens têm mais habilidade em matemática do que mulheres pode ser absorvida por meninas mais cedo do que se imaginava – e contribuir para afastar mulheres de campos como engenharia e ciências da computação, segundo o psicólogo americano Andrew Meltzoff.
Meltzoff, Ph.D. em Oxford, é especialista em desenvolvimento infantil e co-diretor do Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Suas descobertas sobre a memória e a capacidade de imitação de crianças nos primeiros meses de vida revolucionaram estudos científicos sobre o desenvolvimento da personalidade, do cérebro e das capacidades cognitivas humanas.
Ele esteve no Brasil no último mês de julho para participar de conferências sobre estudos do cérebro e de uma mesa redonda da Academia Brasileira de Ciências sobre o aprendizado das disciplinas conhecidas pela sigla em inglês STEM – ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Meltzoff falou sobre o poder dos estereótipos culturais no aprendizado das crianças, o principal tema ao qual sua equipe de pesquisadores tem se dedicado nos últimos anos.
"Nos Estados Unidos, as crianças só começam a aprender as operações de multiplicação e divisão no 3º ano. Mas nossas experiências mostram que, antes mesmo de começar a aprender matemática mais complexa, elas já 'pegaram' o estereótipo cultural de que matemática é para meninos", disse, durante a conferência.
Andrew Meltzoff | Foto: DivulgaçãoImage copyrightDivulgacao
Image caption"Acredito que os estereótipos da sociedade começam a afetar até a performance acadêmica de nossas crianças muito cedo"
Segundo ele, a ideia de que os garotos seriam melhores nas ciências naturais e as meninas, nas ciências humanas, contribui para a baixa proporção de mulheres nos cursos universitários ligados à área e, principalmente, nas empresas de tecnologia.
"Na Universidade de Washington, 46% do departamento de psicologia é de mulheres, mas só 14% do departamento de matemática. Na Universidade de Stanford é semelhante, só 3% do departamento de matemática é de mulheres. Em Harvard e no MIT, os valores são ainda menores", afirmou.
No Brasil, cursos de engenharia de computação nas principais universidades do país tiveram cerca de 11% de mulheres aprovadas nos vestibulares de 2015. Para Meltzoff, o caminho para impedir que estereótipos sobre homens e mulheres desestimulem meninas a seguir carreira nas disciplinas STEM é manter um diálogo aberto com os filhos desde o início da infância.
Confira os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - O que exatamente são estereótipos culturais? E que tipo de influência eles exercem nas pessoas?
Andrew Meltzoff - Estereótipos são imagens que temos em nossas mentes, que traduzem crenças gerais que temos sobre grupos de pessoas. Eles não são necessariamente verdade, mas, sim, crenças que temos sobre categorias sociais.
É uma tendência natural dos seres humanos formar estereótipos sobre um grupo. Isso simplifica nossa visão de mundo, porque não temos que pensar sobre e responder a cada indivíduo em um grupo, mas formamos uma representação que funciona para todo o grupo.
Isso é simples, mas pode ter efeitos negativos. Um deles é que tendemos a usar o estereótipo para fazer previsões sobre as pessoas. Posso ter um estereótipo de que "homens se interessam por suas carreiras e mulheres, em cuidar da família", por exemplo. Mas mesmo que alguns homens se interessem mais por suas carreiras do que pela família, isso não é verdade para todos eles.
BBC Brasil - Em que momento da nossa vida estes estereótipos começam a ser assimilados? E como isto acontece?
Andrew Meltzoff - Estamos muito interessados em determinar o momento em que o estereótipo começa e quão cedo no desenvolvimento da criança podemos ver os primeiros sinais de estereótipos. Temos uma grande equipe trabalhando nisso no Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro na Universidade de Washington.
Publicamos um artigo científico mostrando que estereótipos sobre garotos e garotas relacionados com matemática e leitura começam a aparecer surpreendentemente cedo. A maior parte dos adultos mantém o estereótipo de que garotos se identificam mais com matemática e garotas, com leitura.
Em um estudo que publicamos em 2011, descobrimos que crianças do segundo ano escolar (entre seis e oito anos) já têm esse estereótipo. A maioria das meninas e meninos acha que matemática é coisa de homens. No entanto, eles têm desempenho semelhante em matemática na escola nesta idade. Os meninos não se saem melhor do que as meninas.
Por isso, acreditamos que as crianças adquirem essa crença da cultura que as rodeia. Elas absorvem este estereótipo da cultura adulta.
BBC Brasil - Por que estereótipos culturais são tão importantes no desenvolvimento das crianças?
Meltzoff - Eles são importantes porque podem influenciar a maneira como as crianças pensam umas sobre as outras. Se uma criança acredita que meninas não são boas em matemática, ela tende a tratar as garotas como se não gostassem de números, calculadoras, aritmética ou robôs, por exemplo.
Se as meninas são tratadas assim, e há uma expectativa social ampla de que matemática não é para garotas, elas podem começar a internalizar isso. Elas podem escolher jogos matemáticos com menos frequência, ou serem menos persistentes em problemas matemáticos difíceis, porque elas acham que "meninas não são boas em matemática" ou "matemática não é para mim".
Com o tempo, isso pode influenciar o conceito que elas têm de si mesmas e suas aspirações para o futuro.
E se a menina é boa em matemática – e muitas são – terá que dedicar energia e tempo extra para lutar contra o estereótipo dos outros. É trágico quando restringimos os sonhos das crianças sobre o que elas podem fazer, o que podem ser e o que podem alcançar.
Foto: PAImage copyrightPA
Image captionEm diversos países, mulheres são minoria em cursos universitários relacionados a disciplinas STEM e no mercado
BBC Brasil - O senhor disse acreditar que o mesmo estereótipo em relação a garotas e matemática exista na América Latina e na Europa. O que sabe sobre os estereótipos culturais sobre gênero no Brasil?
Andrew Meltzoff - Ainda não fizemos este trabalho com as crianças no Brasil, mas adoraríamos colaborar com educadores e cientistas para abordar esse tema, como estamos fazendo no Chile. Mas se você me pede uma opinião, eu diria que sim, as crianças no Brasil e na América Latina também acham que matemática é para garotos e leitura, para garotas.
Será preciso mais pesquisas para saber quão forte é esta crença na América Latina e como ele pode influenciar a performance delas em matemática. O governo brasileiro, assim como o governo americano, quer que suas crianças se interessem mais pelas disciplinas STEM e tenham notas melhores nos testes internacionais.
O que acredito, no momento, é que os estereótipos da sociedade começam a afetar até a performance acadêmica de nossas crianças muito cedo no desenvolvimento delas (na escola primária ou até antes). Por causa deles, os resultados do Brasil e dos EUA nestes testes não são tão bons quanto poderiam ser. Precisamos realizar estudos para saber se isso é realmente verdade. E se for, precisamos fazer algo a respeito!
BBC Brasil - Mas garotos e garotas demonstram habilidades diferentes em disciplinas STEM desde cedo?
Meltzoff - Muitos adultos acham que as meninas têm resultados piores do que os meninos em matemática, mas, na maioria dos países, elas têm notas maiores do que as dos meninos nos primeiros anos da escola.
Os testes padronizados de muitos países também mostram que não há diferença nas performances de garotas e garotos. Em alguns destes países, na verdade, as meninas se saem melhor do que os meninos nos exames. Este assunto é de grande interesse científico e é, como você pode imaginar, muito controverso.
Quando fui ao Brasil, esta é uma das coisas que mais me perguntaram. Há diferenças biológicas nas habilidades STEM? Existem forças culturais que empurram meninas e mulheres para longe dos campos STEM? Precisamos de estudos objetivos muito bons para responder a estas questões.
BBC Brasil - Como o senhor acha que esses estereótipos influenciam o número de mulheres em campos STEM? Os baixos índices encontrados nos EUA também são comuns em outros países?
Meltzoff - Sim, sabe-se que há muito poucas mulheres em geral nos campos STEM, especialmente na altamente influente indústria das ciências da computação. Estereótipos e expectativas culturais podem levar a um número menor de mulheres na escola ou na universidade entrando em disciplinas que as preparam para carreiras na ciência da computação.
Se as mulheres não se inscreverem nestas aulas tanto quanto os homens, acabaremos com menos mulheres na indústria. Em alguns campos STEM, começamos a perder muitas mulheres cedo em suas trajetórias acadêmicas. Já escrevemos alguns artigos sobre isso. Talvez possamos atrair mais mulheres para a ciência da computação se entendermos melhor o que as está afastando disso.
BBC Brasil – Por que é importante ter mais mulheres nos campos STEM e, especialmente, em ciência da computação?
Meltzoff – Há dois motivos. O primeiro é a equidade social. Ciência da computação é um campo com muitos empregos lucrativos. Não é justo termos tão poucas mulheres neste campo. O segundo motivo é que o próprio campo será beneficiado ao trazer mais mentes criativas e brilhantes com outras perspectivas.
Se desencorajamos muitos estudantes a permanecer neste campo, nos prejudicamos como sociedade. Ao trazer mais mulheres e minorias subrepresentadas no campo, podemos melhorar os tipos de jogos criados, os tipos de software.
BBC Brasil – Que tipo de trabalho o senhor e sua equipe estão desenvolvendo para recrutar mais garotas para campos STEM? Que países se mostraram interessados nestas ideias?
Meltzoff - Nossa pesquisa mostra que o ambiente físico é muito importante para a maneira como as mulheres enxergam a ciência da computação. Publicamos recentemente um estudo que mostra que mais mulheres se interessam por aulas de ciência da computação se a sala de aula não for tão geeky.
Se a sala tinha pôsteres de Jornada nas Estrelas e estátuas de Spock em todos os lugares, menos garotas do ensino médio queriam estar na aula do que se a sala tivesse itens mais neutros na decoração. Usando análises estatísticas, descobrimos que as garotas sentiam que não "pertenciam" ao ambiente maisgeeky e achavam que teriam notas menores.
Isso é interessante porque mostra que a decoração de uma sala pode projetar estereótipos que podem afastar as garotas da disciplina. Elas se afastavam porque não sentiam que aquilo correspondia à sua identidade como mulher.
Pessoas tanto na educação quanto na indústria já expressaram interesse nisso. É relativamente barato mudar o ambiente das salas de aula e escritórios. E pode fazer a diferença.
Espanha e Cingapura demonstraram muito interesse em ideias para intervenções que atraiam mais garotas para a matemática nos primeiros anos escolares. Achamos que mais países ficarão interessados quando obtivermos resultados de nossos testes lá.
BBC Brasil – Como os pais podem saber em quais estereótipos sobre gênero seus filhos acreditam?
Meltzoff – Desde a escola primária, os pais podem perguntar aos filhos quem gosta mais de matemática – se meninos ou meninas. Quem gosta de robôs? Quem gosta mais de ler? Estas são questões simples que mostram estereótipos que as crianças podem estar absorvendo.
Falar com os filhos sobre as coisas em que eles acreditam pode abrir os olhos dos pais. E falar sobre essas coisas é útil. Não faz sentido ignorar esses assuntos. Estereótipos existem. As crianças percebem isso. Não dá para fingir que não vemos esses estereótipos, só não temos que apoiá-los!
Há estereótipos nos meios de comunicação, em filmes, em livros, em lojas. Nossas crianças crescerão expostas a eles. Mas podemos ensiná-las a não aplicar estes estereótipos nelas mesmas e não deixar que eles limitem seus sonhos e visões de futuro.
Os estereótipos podem ser difundidos na sociedade, mas não determinam nosso destino. Os pais podem ajudar nisso.


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150831_entrevista_andrew_meltzoff_cc?post_id=1496197874023882_1496197867357216#_=_

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Privados de liberdade terão a opção de cursar ensino médio


Resultado de imagem para privado de liberdadePessoas privadas de liberdade em todo o Brasil terão a opção de estudar nos estabelecimentos prisionais do país. A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou na última quarta-feira, 9, a Lei nº 13.163, que institui o ensino médio naqueles estabelecimentos.

Resultado de imagem para ensino medioO novo texto, publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira, 10, modifica a Lei de Execução Penal (nº 7.210, de 11 de julho de 1984) para o cumprimento da universalização da educação básica, conforme previsto na Constituição Federal. O texto prevê a implantação do ensino médio, regular ou supletivo, com formação geral ou educação profissional de nível médio nos presídios. Caberá aos sistemas de ensino a oferta de cursos supletivos de educação de jovens e adultos.

O atendimento aos privados de liberdade deve constar dos programas de educação a distância e de uso de novas tecnologias de ensino da União, estados, municípios e do Distrito Federal. Além disso, a lei determina que o Censo Penitenciário passe a apurar, em cumprimento da mudança na legislação, o nível de escolaridade dos presos; a existência de cursos nos níveis fundamental e médio e o número de pessoas atendidas.

Também caberá ao censo verificar a implementação de cursos profissionalizantes em nível de iniciação ou aperfeiçoamento técnico e o número de presos atendidos; a existência de bibliotecas e as condições de dos acervos.

Assessoria de Comunicação Social

Confira a Lei nº 13.163, de 9 de setembro de 2015Confira a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=30631

Base Nacional reacende debate de competências para o século 21

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Para estimular discussão em torno do documento que subsidiará o currículo nacional, Porvir realiza série de reportagens sobre conhecimentos e habilidades que jovens devem aprender para lidarem com mundo atual e desafios do futuro

por Sergio Pompeu



 Um debate recorrente no meio educacional chegou a um momento decisivo. No dia 16 o Ministério da Educação divulga para a sociedade o documento que vai subsidiar o debate sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNC). Prevista no PNE (Plano Nacional da Educação), a base é uma tentativa de definir o que deve ser ensinado no país, partindo de um pressuposto básico: quais são as competências e habilidades que um estudante brasileiro deve ter para navegar com autonomia no século 21? Mais do que isso, quais são os conhecimentos e competências que os sistemas de ensino (públicos e privados) têm a obrigação de garantir, como um direito dos alunos, um pré-requisito para a cidadania plena?

Para estimular a discussão da BNC, o Porvir lança hoje uma série de reportagens que vai levantar aspectos relevantes a serem debatidos depois da divulgação do texto do MEC, com foco especial nas competências para a vida no século 21. Nossa equipe ouviu duas dezenas de especialistas em educação, gestores, empresários e formadores de opinião do Brasil e do exterior para entender o que a sociedade espera que os alunos aprendam e que competências devem ser incluídas no projeto final da BNC.

Leia mais reportagens sobre a Base Nacional Comum

Dependendo do ponto de vista de quem a analisa, a BNC tem outros usos, para além da questão dos direitos. Um deles é colocar o ensino brasileiro de fato no século 21, um debate que está ocorrendo em boa parte do mundo. Países que lideram rankings de qualidade do ensino, como Finlândia, Estados Unidos, Canadá e Austrália, passaram por processos recentes de definição do seu currículo nacional. Outros, como a Coréia do Sul, já admitem promover uma discussão semelhante para reorientar suas políticas educacionais – no caso coreano, o modelo é visto como excessivamente competitivo e conteudista, indutor do individualismo e da mera repetição de fórmulas, o que não prepara jovens para as demandas de um mundo no qual o trabalho em equipe, o espírito colaborativo e a criatividade são cada vez mais valorizados dentro e fora do mercado de trabalho. A BNC, portanto, pode representar uma oportunidade para o Brasil cortar caminho e usar um atalho para se aproximar de sistemas de ensino consolidados há muito mais tempo e de performance superior ao brasileiro.

Outro possível efeito positivo de uma BNC de qualidade é o de “editar” e dar foco ao currículo, considerado extenso demais, particularmente no ensino médio. A grade engessada de disciplinas (o número de matérias varia de 14 a 19) é uma queixa recorrente de gestores escolares, ainda que, paradoxalmente, não exista um currículo oficial, mas Diretrizes Curriculares, meros indicativos, do ponto de vista formal.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a “Constituição” da educação brasileira, é clara ao dizer que a escola tem autonomia para definir seu projeto pedagógico. Trocando em miúdos: a crítica à grade engessada procede, mas até hoje, para se mudar isso, bastava vontade, digamos, “político-pedagógica”. A questão é que poucas escolas assumiram o desafio de propor soluções mais radicais, como o Projeto Âncora, em São Paulo, que aboliu aulas tradicionais e provas e dá ao aluno liberdade para decidir seus caminhos de aprendizagem, ajudado por um tutor.

Na verdade, a BNC será uma ferramenta que vai ajudar a orientar a construção do currículo das mais de 190 mil escolas de Educação Básica do país, espalhadas de norte a sul, públicas ou particulares. Pelo menos essa é a atribuição legal prevista para ela no PNE. Ao contrário das Diretrizes Curriculares, a BNC terá força de lei, o que torna seu debate ainda mais relevante.


 Continue lendo:
http://porvir.org/base-nacional-reacende-debate-das-competencias-para-seculo-21/

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Escola cobrará pais se aluno faltar a 10% das aulas em São Paulo

 A medida pretende zerar o abandono escolar no Estado, que tem uma taxa de 5% no Ensino Médio
Baixa qualidade do ensino médio afasta jovens da escola
Os principais motivos para deixar os estudos vão da necessidade de arrumar emprego ao desinteresse pelas disciplinas(Agência Brasil/VEJA)
Para evitar o abandono escolar no ensino público em São Paulo, a Secretaria Estadual de Educação decidiu "apertar" as regras sobre o acompanhamento de faltas e reforçar o monitoramento às unidades em pior situação. Resolução aprovada na última semana e publicada no Diário Oficial do Estado obriga as escolas estaduais paulistas a entrar em contato por telefone com os pais dos estudantes quando estes atingirem ausência em 10% das aulas.

Antes, este comunicado era feito ao atingir 20%, número próximo ao total de faltas que causa reprovação automática (25%), o que diminuía o tempo para qualquer intervenção. O contato deve ser feito pelo próprio diretor ou coordenador pedagógico. Além disso, as 30 unidades com maior taxa de faltosos receberão uma força-tarefa de uma equipe da secretaria para tentar "resgatar" os estudantes, além de emitir aviso aos pais sobre as faltas via celular, por SMS. Se o projeto-piloto destas escolas for bem sucedido, mais unidades receberão o mesmo tratamento.

Leia também:
A caixa preta da educação: por que não conseguimos saber se o ensino público melhorou - ou piorou
Apenas 54% concluem o ensino médio até os 19 anos

Evasão escolar - A ação da pasta surge de um esforço do Estado de São Paulo para zerar seu índice de abandono escolar. Como a taxa já é a segunda menor do Brasil - 5% em 2014 no ensino médio, segundo o Ministério da Educação (MEC) - o número de estudantes que deixam os estudos tem ficado praticamente estável. Em 2007, quando o dado começou a ser divulgado, eram 6%. Já no ensino fundamental o problema é menos impactante: a taxa se manteve em 1,5% no mesmo período. Na rede privada, a média é menor do que 1% em ambas as etapas.

No mesmo período, as redes estaduais do Brasil reduziram o abandono no ensino médio em 41%. Pernambuco, que tinha a segunda maior taxa no País em 2007 (24%), é hoje o Estado com menor número de desistências - só 3,5% dos estudantes no ensino médio. O Estado tem apostado nas escolas de tempo integral, que oferecem atividades extracurriculares, e também no maior acompanhamento das famílias dos alunos para manter o índice baixo.

Razões do abandono - Os principais motivos para deixar os estudos vão da necessidade de arrumar emprego logo cedo ao desinteresse pelo formato das disciplinas, longe da realidade do jovem. Um perfil detalhado desses estudantes está sendo produzido pela secretaria e deve ser finalizado no próximo mês.
Camila da Silva, de 18 anos, parou de estudar há cerca de um ano e meio para trabalhar. Estava no 3º ano do ensino médio em uma escola estadual no Jardim Robru, na zona leste, mas não chegava a tempo nas aulas após sair do trabalho, no Brás, região central. "Faltavam só quatro meses para eu terminar o ensino médio. Mas eu largava do trabalho às 18 horas e só chegava na escola às 20 horas. Para poder entrar na segunda aula, tinha de chegar às 19h40. Não queria ter parado, mas estava passando necessidade e minha mãe estava desempregada". Hoje, ela pensa em retomar os estudos e fazer Pedagogia.

Especialistas aprovam a medida da secretaria, mas dizem que deve ser acompanhada de outras ações. Para o membro do Conselho Nacional de Educação José Fernandes Lima é preciso mostrar ao aluno a importância do estudo. "É uma questão de custo-benefício. Ele assiste às aulas e não consegue ver nada de imediato que possa ajudá-lo na carreira. Sem um propósito, ele tende a desistir." Priscila Cruz, diretora executiva do movimento Todos Pela Educação, diz que a escola precisa ser mais atrativa. "Seria importante investir mais em campeonatos esportivos, gincanas culturais. Isto ajuda o aluno a querer ficar mais na escola."

(Com Estadão Conteúdo
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/escola-cobrara-pais-se-aluno-faltar-a-10-das-aulas-em-sao-paulo

Unemat oferece vagas para mestrado e doutorado


Os interessados em participar da seleção têm até o dia 30 de outubro para se inscrever

Resultado de imagem para unematA Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) oferece 20 vagas para mestrado e oito de doutorado dentro do Programa de Pós-graduação em Linguística, para ingresso em 2016.

Os interessados em participar da seleção têm até o dia 30 de outubro para se inscrever em uma das linhas de pesquisa: “Estudos de Processos Discursivos”, “Estudos de Processos de Significação” e “Estudos de Processos de Variação e Mudança”.

O programa de pós-graduação oferece o curso de mestrado desde 2010. Já para doutorado, esta é a primeira seleção.

Para mestrado o processo é composto por prova escrita, análise do projeto de pesquisa e entrevista, enquanto que para doutorado as etapas são: projeto de pesquisa e defesa oral do projeto.

O programa de pós-graduação em Linguística tem conceito 04 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O resultado final do processo de seleção será conhecido no dia 27 de novembro.

Para mais informações acesso aqui.



http://midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=242093

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Deputados querem recursos para novas universidades públicas

 Expansão universitária é consenso em audiência da Câmara, mas parlamentares estão preocupados com as fontes de financiamento

Audiência pública para debater novas Implantações de Campus de Ensinos Superiores Federais no Sistema de Educacional do País
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

 A criação de novas universidades federais e a abertura de novos campi foram debatidas, nesta terça-feira (8), em audiência pública da Comissão de Educação. Uma comitiva de 35 prefeitos, vereadores, sindicalistas e comerciantes do Rio Grande do Sul defendeu a criação da Univales, a universidade federal que atenderia a região dos vales e serras gaúchos. O presidente da Associação Pró-Univales, Pedro Roque Giehl, lembrou que, apesar de a região ter cerca de três milhões de habitantes, não é contemplada com uma universidade pública.

"Nós precisamos de uma universidade que seja o retrato do desenvolvimento da nossa região. A Univales quer corrigir a expansão concentrada que o ensino superior público teve no Rio Grande do Sul", disse Giehl. Hoje, o Rio Grande do Sul já possui as seguintes universidades federais: UFRGS, UFPEL (Pelotas), UFSM (Santa Maria), Unipampa (sul do estado) e UFCSPA (ciências da saúde).
Autor do pedido de audiência pública, o deputado Professor Victório Galli (PSC-MT) lembrou a mobilização dos municípios de Lucas do Rio Verde, Mirassol, Confresa, Rondonópolis e Água Boa por um campus da UFMT.
"Há anos, a sociedade organizada de Lucas do Rio Verde luta por um campus da UFMT no município. A população jovem do município e região está indo embora por falta de qualificação profissional superior da universidade federal".


Cortes orçamentários
De forma geral, todos os parlamentares apoiaram as propostas de expansão universitária, mas ressaltaram que é preciso impedir novos cortes orçamentários e garantir outras fontes de financiamento. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), por exemplo, pediu a mesma mobilização em torno do investimento de recursos arrecadados com o petróleo do pré-sal em educação. Essa medida é prevista em lei que está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal.


Já o deputado Evair de Melo (PV-ES) citou o movimento que defende a transformação de um dos campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Universidade Federal do Vale do Itapemirim, no sul do estado. O parlamentar já encampou a proposta.


Investimento do governo
O secretário de educação superior do Ministério da Educação, Jesualdo Farias, lembrou que o governo federal criou 18 novas universidades, dobrou o número de campi e ampliou as matrículas entre 2003 e 2013. O investimento no setor foi superior a R$ 10 bilhões, nos últimos 12 anos. Sem os recursos do pré-sal e sem os 10% do PIB aplicados na educação, Jesualdo avalia que será difícil até mesmo cumprir a meta de, até 2024, elevar a taxa de matrículas da população de 18 a 24 anos no ensino superior, conforme previsto no Plano Nacional de Educação.


"Quando eu falo em mais de um milhão de vagas no sistema público, estou falando de um aumento de orçamento de 80%, tomando como base o custo do aluno/ano, estipulado pelo Tribunal de Contas da União. Isso vai representar R$ 29,5 bilhões a mais, no período de nove anos e meio que nós temos no âmbito do Plano Nacional de Educação", afirmou Jesualdo.

A meta citada pelo Jesualdo prevê a elevação da taxa bruta de matrícula na educação sperior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público.


O secretário do MEC afirmou que o esforço do governo federal para a expansão universitária visa cobrir os "vazios regionais" e citou o exemplo da região Norte, que teve o número de campi ampliado de 24 para 56 entre 2003 e 2013. Reconheceu, no entanto, que a expansão não foi suficiente para atender a demanda e, por isso, buscou-se a complementação dessas ações por meio de programas como o Fies e o ProUni.


Critérios técnicos
A presidente da Andifes, a associação dos dirigentes de instituições federais de ensino superior, foi outra convidada da audiência pública. Maria Lúcia Neder, que também é reitora da UFMT, defendeu a adoção de critérios técnicos para a expansão universitária e a ampliação do ensino à distância como forma de levar ensino superior ao maior número possível de municípios. "Nós não vamos poder colocar campus em cada um dos mais de cinco mil municípios deste país, mas podemos alcançá-los se tivermos, dentro das universidades públicas, uma rede bem estruturada para a educação à distância", ressaltou.


Ela lembrou que atualmente as universidades brasileiras abrigam 90% das pesquisas em curso no país. Segunda ela, uma eventual expansão universitária precisa ser pensada nas dimensões política, pedagógica e estrutural. "Quando se pensa em financiamento, não se pode esquecer que ainda está em curso o processo de expansão anterior (2003-2013). Não pode haver contingenciamento de recursos", ponderou.

Neder defendeu os seguintes critérios para a ampliação do número de universidades e de campi no país: a região beneficiada deve ter, no mínimo, 100 mil hectares; distância de 100 km para as cidades satélites; instalação de polos regionais de desenvolvimento; não coincidência de instituições públicas de ensino superior; e criação de universidades condicionada a estudo técnico das necessidades.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Sandra Crespo


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/495678-DEPUTADOS-QUEREM-RECURSOS-PARA-NOVAS-UNIVERSIDADES-PUBLICAS.html

Câmara inclui na LDB gasto com feiras de ciências entre os de desenvolvimento do ensino


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8), em caráter conclusivo, proposta que explicita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - 9.394/96) que os valores investidos pelo Estado em atividades complementares para alunos e professores poderão ser classificados como “despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino”.

Pela medida, essas atividades curriculares serão realizadas por meio de exposições, feiras ou mostras de ciências, matemática, língua portuguesa ou língua estrangeira, literatura ou cultura.
 
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Efraim Filho
Relator na CCJ, Efraim Filho defendeu a aprovação do projeto
 
O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Educação ao Projeto de Lei 3940/12, da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). A versão aprovada enumera, de forma clara, que tipo de atividades podem ser consideradas complementares e amplia as áreas do conhecimento que podem ser abordadas nessas atividades.

O relator na CCJ, deputado Efraim Filho (DEM-PB), não viu problemas quanto à juridicidade da matéria e recomendou a sua aprovação. A proposta seguirá agora para análise do Senado, exceto se houver recurso para que passe antes pelo Plenário da Câmara.

Distribuição de recursos
A LDB considera como despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis.


A Constituição determina que os estados, o Distrito Federal e os municípios apliquem anualmente no mínimo 25% por cento da receita resultante de impostos, inclusive a proveniente de transferências, em projetos de manutenção e desenvolvimento do ensino.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Marcelo Oliveira

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/495658-CAMARA-INCLUI-NA-LDB-GASTO-COM-FEIRAS-DE-CIENCIAS-ENTRE-OS-DE-DESENVOLVIMENTO-DO-ENSINO.html

Professores decidem por suspensão de protesto na capital, mas mantêm estado de greve

Professores  decidem por suspensão de protesto na capital, mas mantêm estado de greve
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto
Da Redação - Naiara Leonor

A greve dos trabalhadores da rede municipal de educação de Cuiabá foi suspensa, por decisão da classe em assembleia na Praça Alencastro, na tarde desta terça-feira, 8. Mobilizados em frente à sede do Executivo, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) discursaram sobre as metas alcançadas e a continuação da luta por mais direitos, agora com estado de greve. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) considerou o ato ilegal e determinou multa de R$ 10 mil (ao dia) em caso de descumprimento.  As atividades serão retomadas na quarta-feira,9.

Leia mais:
Após greve ser considerada ilegal, professores avaliam protesto em assembleia

Paralisados desde o dia 31 de agosto, os profissionais da rede municipal de ensino de Cuiabá se reuniram para decidir quanto ao futuro da greve que afetou cerca de 46 mil alunos matriculados em escolas e creches da capital.

As reivindicações da classe perpassam por reajuste salarial de 3%, realização de concursos públicos, recebimento de férias e licenças-prêmio vencidas, rapidez na publicação de processos de aposentadoria, até cursos de capacitação, reforma nas unidades de ensino e revisão da lei orgânica da categoria.

O presidente do Sintep-MT subsede Cuiabá, João Custódio da Silva, declarou ao Olhar Direto que a classe entrou em greve quando as negociações já haviam sido encerradas pela Prefeitura. “O Prefeito Mauro Mendes já havia batido o martelo, dizendo que não atenderia nossas propostas, por isso entramos em greve”.

Já a prefeitura declarou em nota que as negociações ainda estavam em aberto quando o Sindicato anunciou a greve. Declaração que foi utilizada como um dos argumentos para deflagrar a greve ilegal.

João Custódio ainda afirmou que a suspensão da greve não ocorreu pela decisão judicial do Tribunal de Justiça, tornando-a ilegal, mas sim por falta de coro. “Se perguntarem por que suspendemos a greve, direi que foi por falta de coro. Muitos profissionais já estavam em exercício. Não foi a justiça que nos interrompeu, fomos nós mesmos”.


A proposta do Sintep a classe agora é estabelecer um calendário de ações para as reivindicações que não foram atendidas. “Considero a classe vitoriosa. Conseguimos 2,3% de reajuste salarial em uma assembleia com 4 gestores contra o sindicato, apresentando dados que divergiam dos nossos”, disse a Professora Helena Maria Bortolo, membro da diretoria do Sintep-MT, subsede de Cuiabá.

A coordenadora Pedagógica da Escola Celina Fialho Bezerra, do bairro Altos da Serra, em depoimento emocionado, disse que a luta continua e que a classe precisa se unir. “Vivo disso há 19 anos, volto dessa greve muito triste porque eu queria a reforma da minha escola, mas vejo que não compensa 10 escolas servirem de testa de ferro para as demais. Uma professora de uma escola que não estava em greve me disse que não entraria de greve pois trabalhava em uma escola modelo, nova e climatizada. Precisamos nos unir, sem puxar o tapete de ninguém”.

Já o Professor Ednilson de Carvalho, da escola do campo, Nossa Senhora da Penha de França, uma das mais antigas da cidade, no Coxipó do Ouro, disse que era lamentável o prefeito Mauro Mendes viajar justamente na data da assembleia e defendeu a reforma das unidades escolares. “Na minha escola está sendo construído um novo prédio, com 6 salas como um plano de ampliação, mas o prédio antigo não será reformado, a escola funcionará metade no espaço novo e metade no antigo. É preciso modernizar e climatizar as unidades para oferecer melhores condições de aprendizagem aos alunos e de trabalho aos profissionais”.

Na quinta-feira (10), representantes do Sintep se reúnem com gestores de governo para uma reconciliação e retomada da proposta feita de reajuste salarial de 2,3%, que estava condicionado à volta das atividades.


http://olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Professores_suspendem_protesto_na_capital_mas_mantem_estado_de_greve&id=406126

Estudo liga TV ou internet demais a notas dois pontos mais baixas

 Criança no computador e televisão

Pesquisa feita pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, com 800 estudantes revela que alunos que passam mais de quatro horas assistindo à televisão ou em games têm notas menores nas provas

Adolescentes que passam a maior parte do seu tempo de lazer na internet, assistindo à televisão ou jogando no computador tendem a se sair pior nas provas, segundo pesquisa da Universidade de Cambridge, publicada na última semana.

Em um estudo com 845 estudantes ingleses entre 14 e 15 anos, os pesquisadores compararam as atividades dos alunos e suas notas no GCSE (General Certificate of Secondary Education, comparável ao Enem, no Brasil). A análise, publicada no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, determinou que o tempo médio em frente às telas é de quatro horas por dia e revelou que uma hora a mais em frente à TV ou na internet na idade de 14 anos e meio está ligada a dois pontos a menos em provas na idade de 16 anos (a nota cai de B para D, por exemplo, numa escala de A a E).

Já os adolescentes que passam uma hora a mais de seu tempo livre fazendo lições de casa ou lendo livros têm as notas pouco mais de quatro pontos maiores. A conclusão dos autores é que tempo demais em frente às telas reduz os resultados acadêmicos.

"Podemos sugerir que o tempo em frente às telas pode ser prejudicial às notas de um adolescente", disse a cientista Kirsten Corder, do Centro de Pesquisa em Dieta e Atividade da Universidade de Cambridge, que co-liderou a pesquisa.

(Com agência Reuters)


 



http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/cada-hora-extra-em-frente-as-telas-faz-a-nota-cair-dois-pontos-diz-estudo

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Coordenadores pedagógicos debatem resultado de ações

No primeiro momento, em julho, o objetivo era elaborar oficinas de formação com os professores e coordenadores pedagógicos para trabalhar a qualidade do desenvolvimento da Prova Brasil. Ou seja, as decisões estavam centradas nos encaminhamentos que deveriam nortear as atividades. "Agora os coordenadores já estão apresentando resultados. É uma troca de experiências e estamos felizes com o que nos trouxeram porque houve 100% de engajamento não só dos professores de Língua Portuguesa e Matemática, mas dos docentes de todas as disciplinas e estão surgindo novas ideias", avaliou a Superintendência de Formação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Lúcia Ida Oliveira Fortes Pereira. 

Além de apresentarem o que estão executando, também debatem no encontro as dificuldades. "O evento é uma oportunidade de aprendizado para o próprio coordenador pedagógico. Ele precisa se fortalecer e saber que não está sozinho, tem suporte no desenvolvimento de suas atividades de melhorias na qualidade do ensino", completou Lúcia. 

Simulações de provas foram algumas das iniciativas, como também dedicação à leitura. Algumas escolas definiram 2h por semana para leitura, independente da disciplina que for naquele horário. Driblar a falta de interesse pela leitura, por exemplo, ainda é um desafio que precisa da habilidade dos educadores para ser vencido. 

Uma das participantes relatou que os alunos são motivados a ir para a biblioteca, escolher o livro de sua preferência e levar para casa, como quiserem. Depois, relatam aos colegas a história. "Não ficará apenas pontuado como Prova Brasil, mas ações que serão levadas adiante em situações que a escola julgar necessário", frisou Lúcia. 

Pela manhã estiveram reunidos no Cefapro 33 dos 76 participantes representando escolas estaduais da região Sul e Leste de Cuiabá. Os demais, das regiões Norte e Oeste, ficaram para o período da tarde. 
Eliana Bess
Assessoria/ Seduc-MT





http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Coordenadores-pedag%C3%B3gicos-debatem-resultado-de-a%C3%A7%C3%B5es.aspx

Comissão especial debate hoje a Lei de Responsabilidade Educacional

 A comissão especial que analisa a criação da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06) tem audiência pública hoje, às 14h30, no plenário 15.
Segundo o relator, deputado Bacelar (PTN-BA), a futura lei de responsabilidade educacional vai fixar padrões de qualidade para a educação e punição para gestores públicos que descumpri-los. 

A lei é uma exigência do Plano Nacional de Educação (PNE - Lei 13.005/14), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor desde junho passado.
Foram convidados para o debate o vice-governador de Pernambuco e relator da comissão especial na legislatura passada, Raul Henry, e o ex-presidente do colegiado, deputado Waldenor Pereira (PT-BA).

Íntegra da proposta:


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/495574-COMISSAO-ESPECIAL-DEBATE-HOJE-A-LEI-DE-RESPONSABILIDADE-EDUCACIONAL.html

Seduc retoma obra parada há 7 anos em Barão de Melgaço

Depois de sete anos, a Escola Estadual Virgínio Nunes Ferraz Júnior e a comunidade, no município de Barão de Melgaço, vão receber a tão sonhada quadra poliesportiva, cuja obra foi iniciada em 2008. Esta é uma das medidas anunciadas na sexta-feira (04.09) pelo secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Gilberto Fraga, durante visita às escolas da cidade. A obra foi retomada pelo Governo do Estado há um mês e meio e precisa de mais 45 dias para poder ser entregue à comunidade escolar. 
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Antiga reivindicação, a construção da quadra foi paralisada por diversos motivos, entre eles a questão do solo e atraso por parte da construtora. O fato está sendo apurado pelo setor jurídico da Seduc e a quadra será concluída no novo prazo estabelecido pelo governo. Além de visitar as três escolas da rede estadual, localizadas na área urbana, o secretário também participou do desfile cívico em comemoração à Semana da Pátria, prestigiou a peça teatral dos alunos da Escola Coronel Antônio Paes de Barros e se reuniu com professores de duas unidades de ensino. 

Durante o ato cívico, o adjunto destacou a postura do governo em priorizar a educação. "Nós temos que ficar livres de pessoas que, a cada recurso desviado, impede que a sua escola seja melhor, pois, só um país livre e soberano para manter a cidadania", disse Fraga. "Mantenham a disposição para estudar e exijam que todos os dias tenham aulas na s escolas". 

Na reunião com o corpo escolar, os estudantes Renan Araújo e Ricardo Alexandre apresentaram reivindicações para a melhoraria a estrutura física da escola Paes de Barros. Ricardo citou a necessidade de computadores conectado à internet, além de laboratórios e reforma na cozinha. Todas as solicitações, disse o gestor da Seduc, serão avaliadas pela secretaria. "Vamos trabalhar a possibilidade de uma escola nova", acrescentou, lembrando ainda da necessidade de melhorar os aspectos pedagógicos para garantir a proficiência. 
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Na Escola Virgínio Nunes Ferraz, a coordenadora Juciara da Penha Ramos pediu apoio pedagógico e melhorias no espaço físico. A unidade está inserida no próximo lote para a compra, por meio de licitação, do posto de transformação. Os aparelhos de ar condicionados foram instalados, mas a rede de energia não é suficiente para a carga dos equipamentos. 

A assessora pedagógica no município, Enilza Albuquerque de Arruda, reconhece o empenho do atual governo, que vem trabalhando na proficiência e a formação continuada. Enilza afirmou que o pedagógico também depende da estrutura física e pediu que a gestão olhe mais para a Baixada Cuiabana. "Nos últimos anos fomos esquecidos". 

Na ocasião, o secretário adjunto afirmou que o objetivo do Estado é, além de estruturar fisicamente as escolas, transformar a dinâmica da educação em Mato Grosso. "A transformação tem como princípio a aprendizagem do aluno. O Estado vai melhorar significativamente a estrutura física das escolas, mas a marca deste governo será a dinâmica da aprendizagem com a interação entre professores e alunos, intermediada por avaliações". ​

NOELMA OLIVEIRA
Assessoria/ Seduc-MT

Professores decidem nesta terça se vão suspender greve em Cuiabá

Categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial de 3%.

Profissionais vão analisar decisão da Justiça que determinou corte salarial.

Kelly Martins Do G1 MT


Os professores e técnicos da rede municipal de ensino de Cuiabá devem decidir nesta terça-feira (8) se vão suspender a greve, que começou no dia 1º de agosto. A categoria vai se reunir em assembleia-geral, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) subsede Cuiabá, a partir das 15h, para discutir a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou corte nos salários dos grevistas e multa diária de R$ 10 mil.

“Vamos avaliar essa nova decisão e decidir se mantemos ou não a paralisação”, frisou o presidente do sindicato, João Custódio. Caso a greve seja suspensa, as atividades nas escolas municipais retornarão já na quarta-feira (9). De acordo com o Sintep, a paralisação tem afetado 48 mil alunos de aproximadamente 90 escolas e creches da capital.
A categoria cobra, entre outras coisas, reajuste salarial de 3% e reformas nas unidades de ensino. Na última reunião, os servidores rejeitaram a última proposta da Prefeitura de Cuiabá para reajuste salarial de 2,3%.

Seis itens estão na pauta de reivindicação dos trabalhadores: reajuste salarial de 3% a partir de janeiro; realização de concursos públicos para a carreira; rapidez na publicação de processos referentes à aposentadoria; recebimento de férias e licenças-prêmio que estão vencidas; revisão da lei orgânica da categoria; cursos de qualificação e reformas nas unidades de ensino.

Na última sexta-feira (4), a desembargadora Nilza Maria Pôssas deferiu recurso interposto pela prefeitura após a categoria manter a greve, em assembleia realizada no dia 3, em contrariedade à decisão judicial proferida no dia anterior que determinou a ilegalidade da paralisação.

“É de se ressaltar, também, que não se discute aqui o direito de greve que é assegurado aos servidores públicos (...) Assim sendo, quando da concessão da antecipação de tutela, deveria o requerido, pensando naqueles 46 mil alunos que estão sendo prejudicados, cessar o movimento paredista e determinar o retorno dos professores às salas de aula, para que assim pudesse dar continuidade às negociações com o município para resolução do conflito, o que não fora feito. Ao contrário, entendeu por bem o requerido, em assembleia geral, descumprir a determinação emanada por este Tribunal”, consta trecho da decisão

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/09/professores-decidem-nesta-terca-se-vao-suspender-greve-em-cuiaba.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Formulação da base nacional comum curricular tem como destaque a pluralidade das propostas

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O portal da Base Nacional Comum, lançado na quinta-feira, 30, é um espaço virtual de participação para agregar ações e informações e permitir a interação entre os interessados em elaborar um documento de referência para educação básica no país. A Base Nacional Comum Curricular está prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) para 2014-2023, aprovado em 2014, por unanimidade, pelo Congresso Nacional e sancionado sem vetos (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014) pela presidenta da República, Dilma Rousseff.

O secretário de educação básica do Ministério da Educação, Manuel Palacios, destacou a pluralidade na formulação da proposta da Base Nacional Comum, que está sendo redigida por representantes de 35 universidades e dois institutos federais de educação, ciência e tecnologia; professores das redes públicas estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal, indicados pelas secretarias estaduais de educação, e gestores das redes públicas estaduais, também indicados pelas secretarias. “É um grande pacto entre os entes federados”, afirmou Palacios.

O portal é uma ferramenta para a construção democrática da Base Nacional Comum Curricular, com ampla consulta à sociedade. As contribuições podem ser individuais ou coletivas, sejam originárias das redes de ensino ou de movimentos e organizações da sociedade civil. As colaborações podem ter caráter geral ou tratar pontualmente de cada tema.

Para participar da apresentação de propostas basta fazer um cadastramento simples no portal. Para cadastros individuais, professores e estudantes devem preencher dados como nome, CPF, cidade e estado. Para os de redes de ensino e organizações da sociedade, além dos dados das instituições, é necessário indicar um responsável.

No portal, é possível obter informações sobre a Base Nacional Comum, sobre a legislação pertinente ao tema e sobre as bases curriculares vigentes nas 27 unidades federativas, além de ter acesso a uma biblioteca virtual, que reúne os documentos teóricos que fundamentam a discussão. Também estão disponíveis vídeos de autoridades, especialistas, professores e estudantes que apresentam o tema. Em breve, estará disponível a proposta preliminar da base curricular.
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, destacou a importância da Base Nacional Comum como estratégia para a melhoria da qualidade da educação brasileira. Ele pretende antecipar as datas fixadas pelo PNE. De acordo com o plano, o MEC tem até dois anos, a partir da promulgação da lei (junho de 2014), para encaminhar o projeto da base ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

“Queremos entregar com alguns meses de antecedência para tornar possível, na data de comemoração de dois anos do PNE, promulgar a base”, disse o ministro. Janine Ribeiro espera encaminhar o documento até março do próximo ano.
Mais informações na página da Base Nacional Comum na internet.  

Assessoria de Comunicação Social

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http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21508

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