segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quando a prática muda crenças sobre liberdade curricular

Pesquisador inglês, que já acreditou que currículo é arbitrariedade, mudou de opinião e agora defende dois padrões: nacional e escolar
Quando um país se propõe a estabelecer um currículo nacional é comum que haja algum tipo de resistência ou embate entre diferentes correntes ideológicas até que se chegue a um consenso que viabilize a sua implantação. Ao longo desse processo, alguns argumentos são colocados à prova. Um exemplo emblemático é o do especialista em sociologia do conhecimento Michael Young, professor emérito do Instituto de Educação da Universidade de Londres e um dos principais teóricos em educação do mundo, que reviu as ideias que defendia ao se deparar, em campo, com um cenário diferente do traçado por suas teorias.
Em 1971, Young publicou o livro Knowledge and Control, em que se posiciona a favor da liberdade curricular e endossa a visão de que o currículo se trata de uma arbitrariedade cultural, em que as decisões envolvem relações desiguais de poder. Porém, no início da década de 1990, ao trabalhar na África do Sul quando Nelson Mandela foi eleito presidente, o especialista foi forçado a mudar de opinião. Para se livrar da educação do tempo do apartheid e tudo o que ela representava, o primeiro governo democrático do país construiu um currículo muito abrangente e generalista. Os professores, tão acostumados com um currículo hierárquico e ditatorial, não souberam o que fazer. Ao ver os padrões educacionais caírem quando se esperava o contrário, Young percebeu que dar aos professores e às escolas total liberdade não é a única resposta para se melhorar as oportunidades para todos os alunos.
Svetlana Tikhonova - Fotolia.com

Foi então que o especialista começou a desenvolver os principais conceitos que permeiam a sua visão atual sobre o currículo, resumidos no artigo O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas. Um deles é o do conhecimento poderoso. Em todas as sociedades, em qualquer área, há um conhecimento que é melhor, mais importante para ser aprendido e aplicado. Na educação, é desse conhecimento poderoso que todos os alunos precisam para irem além de suas próprias experiências.
Para Young, crianças e jovens vão à escola para aprender aquilo que não alcançam por meio de suas vivências cotidianas – ou seja, o conhecimento poderoso tem uma característica emancipatória. Ele compreendeu que somente um currículo nacional, centrado em disciplinas definidas a partir do saber posto à prova por especialistas ao longo dos anos – e não em temas derivados de opiniões e preferências pessoais de alunos e professores –, podem garantir que todos os estudantes, em todas as escolas, tenham assegurado o seu direito ao conhecimento mais confiável disponível em cada área, que será essencial para o seu desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico.
A experiência sul-africana ensinou que é o currículo nacional que irá determinar quais são os principais conteúdos que devem ser contemplados em sala de aula. “Como em qualquer profissão, os professores necessitam de orientações sobre o que é o conhecimento importante ao qual todos os alunos precisam ter acesso”, explicou Young em entrevista por e-mail ao Porvir. Porém, ainda que afirme que fornecer essas orientações é o papel de um currículo nacional, o especialista acredita que o documento não deve especificar como os professores ensinam. “Os profissionais precisam de autonomia para interpretar as diretrizes para o contexto de suas escolas. Portanto, um currículo escolar é tão importante quanto um currículo nacional.”
O currículo escolar incorpora o que Young chama de pedagogia, que é a forma como o professor interage com os alunos e os permite acessar os conceitos do currículo. Essa é uma das principais distinções feitas pelo especialista em suas obras. Enquanto o currículo traça as metas do professor e da escola, é por meio da pedagogia que os profissionais irão motivar os estudantes e transformar os conceitos em uma realidade para os alunos. “Os professores precisam desenvolver o conhecimento especializado adequado à sua disciplina e à sua pedagogia não só em seu desenvolvimento profissional inicial, mas também de forma contínua”, afirma.
“É importante se entender como verdade o fato de que nenhum currículo pode superar as desigualdades que têm origem na economia, mas isso não deve ser um argumento contra um currículo nacional”
Essa pode ser a resposta aos receios existentes – inclusive no Brasil, que discute a construção e a implementação de uma base nacional curricular – em relação à autonomia do professor. Para Young, a chave é a capacitação. “Além de uma orientação nacional, também é necessário o desenvolvimento do conhecimento profissional dos professores por meio, por exemplo, de associações e links com universidades, que são um recurso tanto para reforçar a sua autonomia – que não é sinônimo de ‘vale tudo’ –, quanto, principalmente, para tornar o ensino uma profissão mais madura.”
Assim como o debate brasileiro, o processo de desenvolvimento de uma base comum é uma experiência intrincada mesmo em países com um sistema educacional tradicional como o da Inglaterra. Implantado pela primeira vez em 1988, o currículo nacional inglês já passou por várias revisões – sendo a última em outubro de 2013 – e a discussão tem sido muito polarizada, com confrontos entre governo e comunidade educacional. De acordo com Young, as disciplinas representam um forte elemento do currículo das escolas de elite no país, tanto públicas quanto privadas, mas ainda há um pressuposto de que esse currículo é apropriado apenas para uma minoria. “No entanto, como uma sociedade democrática, o currículo deveria ser para todas as crianças até, pelo menos, até o fim do ensino básico. Trata-se de um desafio pedagógico e alguns professores com recursos limitados e classes muito grandes são inclinados a desistir de alguns alunos e descrevê-los como ‘não-acadêmicos’.”
Para o especialista, seja na Inglaterra ou em qualquer outro país, outro desafio é entender o currículo com o propósito do desenvolvimento intelectual dos estudantes, e não como um meio para resolver problemas sociais e econômicos. Para ele, quanto mais o foco for esse, menos provável é que os problemas sejam tratados onde de fato se originam. “É importante se entender como verdade o fato de que nenhum currículo pode superar as desigualdades que têm origem na economia, mas isso não deve ser um argumento contra um currículo nacional. Se um país realmente quer estender o acesso ao conhecimento para todos, é necessária toda uma série de mudanças sociais na economia e na sociedade que não são apoiadas atualmente pelos principais partidos políticos. Um currículo para todos os alunos, baseado no conhecimento, deve ser um objetivo a ser alcançado a longo prazo”, diz Young.
http://porvir.org/porpensar/quando-pratica-muda-crencas-sobre-liberdade-curricular/20141003

domingo, 5 de outubro de 2014

Mensagem para o Dia Mundial do Professor, 5 de outubro de 2014



Mensagem dos representantes da UNESCO, OIT, UNICEF, PNUD e Education International, por ocasião do Dia Mundial do Professor, 5 de outubro de 2014

O dia 5 de outubro de 2014 marca o 20º aniversário do Dia Mundial do Professor.
Um sistema educacional somente pode ser tão bom quanto seus professores. Os professores são essenciais para uma educação universal e de qualidade para todos: eles são fundamentais na formação das mentes e das atitudes das próximas gerações, para lidar com os novos desafios e oportunidades mundiais. Um ensino inovador, inclusivo e com foco nos resultados é essencial para 2015 e além, se desejarmos oferecer as melhores oportunidades possíveis para milhões de crianças, jovens e adultos em todo o mundo.
Em muitos países, a qualidade da educação é reduzida por um déficit de professores. É necessário um acréscimo de 1,4 milhão de professores nas salas de aula de todo o mundo, para que se consiga alcançar a educação primária universal até 2015, e mais 3,4 milhões desses profissionais serão necessários até 2030, de acordo com o Instituto de Estatística da UNESCO.
Além do desafio dos números, existe a questão da qualidade. Com muita frequência, os professores trabalham sem recursos ou sem formação adequada. Os desafios atuais são enormes: nós enfrentamos uma crise mundial da aprendizagem, com 250 milhões de crianças que não aprendem o básico, mesmo que mais da metade delas tenha passado quatro anos na escola.
Portanto, capacitar os professores para que tenham sucesso é uma prioridade. Isso significa formação rigorosa, melhores condições de trabalho, treinamento com base na qualidade, desenvolvimento de carreira bem planejado e atração de novos professores e novos talentos, especialmente jovens e mulheres de comunidades sub-representadas. Assim, tendo em vista as perspectivas de 2015 e além, a Consulta Temática Mundial em Educação na Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, estabelece de forma objetiva os elementos essenciais de apoio à efetividade dos professores, tais como: 1) condições decentes de emprego, incluindo contratos e salários adequados, bem como perspectivas de progressão e promoção na carreira; 2) boas condições no ambiente de trabalho, baseadas na criação de contextos escolares propícios para o ensino; 3) formação de alta qualidade para professores, anterior e durante o trabalho, baseada no respeito aos direitos humanos e nos princípios da educação inclusiva; e 4) gerenciamento efetivo, incluindo o treinamento e o desenvolvimento dos professores.
Além disso, o ensino de qualidade depende de os professores gozarem de direitos básicos, como proteção contra a violência, liberdade acadêmica e liberdade de aderir a sindicatos independentes. A proteção aos direitos dos professores também os auxilia a promover a segurança de meninas e meninos sob sua responsabilidade; nós devemos insistir que a escolas continuam sendo um espaço de proteção para crianças e professores.
Crianças e jovens encontram-se no coração da sociedade. Uma boa educação permite que eles, como cidadãos mundiais, respondam aos desafios de um mundo complexo e contribuam para a construção de comunidades pacíficas e sustentáveis. Os professores do presente e do futuro precisam de competências, conhecimentos e apoio, que permita a eles atender às diversas necessidades de aprendizagem de cada menina e menino. Nós devemos nos lembrar de que os professores são um investimento para o futuro.
Os governos e a comunidade internacional devem permanecer unidos para apoiar os professores e educação de qualidade em todo o mundo, especialmente naqueles países que têm os maiores números de crianças fora da escola. Nós convidamos você a se unir a nós, para disseminar a mensagem de que 5 de outubro é o Dia Mundial do Professor, e de que investir nos professores significa investir no futuro.
Por Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO; Guy Ryder, diretor-geral da OIT; Anthony Lake, diretor-executivo do UNICEF; Helen Clark, administradora do PNUD; e Fred van Leeuwen, secretário-geral da organização Education International

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/message_for_world_teachers_day_5_october_2014/#.VDGsmWddW9Y

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O futuro da escola está no “contraturno”


Em entrevista do programa Roda Viva, da TV Cultura, ainda nos anos 90, o escritor norueguês Jostein Gaarder respondeu da seguinte maneira à pergunta se ele não se interessava por temas do ocultismo ou discos voadores, ao invés da trivialidade do cotidiano em suas obras: “Isso me parece ser obrigado a atravessar um rio para buscar água do outro lado”.
Alexandre Le Voci Sayad é jornalista e educador. É fundador do MEL (Media Education Lab) e autor do livro Idade Mídia: A Comunicação reinventada na Escola, publicado pela editora Aleph.
Uma educação baseada em projetos, sem disciplinas estanques, estimuladora do empreendedorismo e autonomia do estudante e desenvolvedora de habilidades e competências para este século existe neste momento – não é uma promessa de futuro.  E mora no chamado “contraturno” de escolas que realizam iniciativas interessantes, alguns em parcerias com universidades. Mas gestores do ensino parecem cegos de tanto enxergá-las.
Muitas atividades extra-curriculares, por exemplo, formam o cenário ideal para que a tecnologia e os espaços “makers” sejam experimentados, catalisando a inovação e provocando a criatividade.
Há uma busca desenfreada por inovação no ambiente escolar (de vocação conservadora).  Este movimento não ordenado soa como buscar água do outro lado do rio.  Muitas vezes a instituição desenvolve soluções importantes na grade extra-curricular. Mas as atividades de “contraturno” foram sempre discriminadas como ações de menor importância dentro de uma escola conteudista e pós-industrial.
É como se, no turno, as disciplinas acadêmicas ou curriculares (Matemática, Línguas, História etc.) fossem a parte importante da escola e o período de contraturno, a recreação para passar o tempo (Teatro, Esporte, Desafios Científicos, Jornal Escolar etc.). Muitas escolas certamente duplicam o fracasso do currículo por mais um período e chamam isso de educação integral – mas há tantas outras com projetos inovadores.
O auto-boicote é tão grande que nem mesmo sistemas de avaliação foram desenvolvidos para as chamadas áreas “não-cognitivas” da educação – afinal, brincadeiras não careciam ser avaliadas.

Os anos 60 e 70,  com o surgimento dos Cieps no Rio de Janeiro e outros projetos de educação integral,  pareciam que chamariam a atenção da sociedade para o lado oculto do cotidiano escolar. Não foi o que aconteceu.  Tais movimentos reforçaram algo positivo, que é a integralidade do ensino – mas, sem perceber, mantiveram o currículo como o eixo central da escola.  A cena conservadora se reflete até hoje, nos discursos dos candidatos à eleição deste ano.
Há um desafio ululante maior: como transformar o chamado “contraturno” na escola em si. E reduzir o tempo de sala de aula, mas não o de envolvimento do aluno com o conhecimento.
Para isso, há o desafio de montar uma mandala pedagógica de conhecimentos, habilidades e competências que atenda tanto a necessidade de compreender a programação de computadores e de se comunicar, como as de se expressar com conhecimento da Língua Portuguesa e fazer operações matemáticas.
Por outro lado, o vestibular continua vivo e passa bem. Não há como ignorá-lo. Essa é a principal barreira para um ensino que considera a habilidade de “fazer” tão importante como a de “pensar”. Mas não deve servir de bode expiatório para justificar a imobilidade da escola perante as transformações do mundo. Uma educação menos escolarizada e mais baseada no “fazer” depende muito da sociedade enxergá-la como transformadora e exigir as mudanças.



http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/09/30/o-futuro-da-escola-esta-no-contraturno/

Escola se transforma em museu de aprendizados

Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, a palavra museu se refere a uma “instituição dedicada a buscar, conservar, estudar e expor objetos de interesse duradouro ou de valor artístico, histórico etc.”. A partir dessa perspectiva, o modelo norte-americano de escolas Magnet [escolas públicas com currículo especializado] criou, em 2002, a Escola Magnet Museu Normal Park, em Chattanooga, no Tenneesse, nos Estados Unidos.
Lá, os estudantes – de 5 a 14 anos – se tornam autores e também curadores do seu processo de aprendizagem. Além da participação e intensa vivência no desenvolvimento de projetos, os alunos apresentam seus trabalhos regularmente à comunidade escolar e do entorno: a cada nove semanas, todos apresentam os resultados do que fizeram como uma exposição de museu. Nestas visitas à escola, as pessoas da comunidade podem opinar sobre os projetos, sugerir novas intervenções e até disponibilizar seu apoio, encontrando formas para contribuir com os processos pedagógicos da instituição.

Jonathan Stutz - Fotolia.comEscola se transforma em museu de aprendizado
Em sua missão, a escola se propõe a “cultivar sabedoria e cidadania em todos os alunos, preparando-os para o futuro e desafiando-los a descobrir-se e ao mundo”. Dessa forma, a gestão escolar e a equipe docente compartilham de valores-chave em todas suas ações: apreciação, colaboração, criatividade, descoberta, paixão pelo conhecimento e esperança. Para a instituição, é só reconhecendo o desenvolvimento individual de cada criança e de cada docente que o sucesso acadêmico se constrói. Por isso, todos têm acesso a várias possibilidades de aprendizagem, que incluem também percursos integrados ao currículo em sete equipamentos museológicos da cidade.
No lugar de ficar apenas na sala de aula, os estudantes acessam a comunidade e transitam por diferentes espaços livres da escola, que estão diariamente repletos com as suas intervenções e projetos. Para tanto, a escola oferece expositores com qualidade de museu, tanto para valorização, quanto para preservação das obras dos estudantes. As paredes são todas ocupadas por murais coloridos e existem variados espaços de intervenção dos alunos, garantindo que eles possam comunicar suas experiências e efetivamente fazer parte do espaço.
Paralelamente, artistas da comunidade são regularmente convidados a expor suas obras na escola, com momentos abertos ao público geral, mas especialmente priorizando o envolvimento da comunidade escolar e a relação delas com o trabalho pedagógico da instituição.
Currículo
Para a escola, a chave do processo curricular está na colaboração, tanto entre professores e estudantes e entre estudantes, quanto com as instituições da comunidade. Por isso, semanalmente, todos participam de expedições curriculares pelos museus parceiros, como o Museu Hunter de arte americana, o Aquário do Tennessee, o Centro de História, o Zoológico  e o Centro Natural de Chattanooga, o museu de Descobertas Criativas e o Centro Cultural Bessie Smith. Além da visita, o diferencial é que a escola planeja conjuntamente com as equipes educativas das instituições o percurso a ser feito. Nos espaços, os estudantes participam de atividades que dialogam diretamente com o que o aluno está desenvolvendo em sala de aula.
Normalmente interdisciplinares, as experiências nos museus se relacionam também com os projetos e temas das exposições dos alunos. Para complementar o aprendizado, a escola aciona outros parceiros da comunidade, como o tribunal de justiça, o centro de artes da cidade, teatros e parques locais.
Tanto nas expedições à comunidade, quanto nas aulas na escola, a proposta é a de fortalecer a autonomia do estudante, incentivando-o a manter o desejo de aprender ao longo da vida. Para tanto, o corpo docente trabalha em módulos trimestrais e aprendizagem por problemas, apresentando o resultado final como ponto de partida da investigação acadêmica. As questões disparadoras têm sempre uma relação com a comunidade, com os temas da juventude ou com o que as instituições parceiras discutem.
Amparada por tecnologia, a escola faz uso de lousas digitais de aprendizagem e de notebooks encorajando a interação e colaboração entre os envolvidos. Mas, além dos recursos digitais, os estudantes mantém diários de bordo, nos quais são convidados a descrever o que aprenderam, suas dúvidas e questionamento sobre o currículo e o programa escolar. Estas reflexões auxiliam – trimestralmente - a Normal Park a rever sua proposta pedagógica. A instituição apoia o acompanhamento personalizado do docente com seus alunos.
Além disso, a escola trabalha com aulas de escrita estimulando, inclusive, a publicação dos trabalhos dos estudantes; aulas de modelos matemáticos em um método que associa a ciência às questões do mundo contemporâneo; leitura guiada em sala de aula, tanto em grupos, quanto individualmente, incentivando o debate na compreensão de textos; e uso constante de laboratórios de ciências, apoiando a experimentação e o “aprender fazendo”.
Avaliação
A Normal Park trabalha com múltiplos recursos avaliativos. Embora existam provas, elas têm a função de orientar o professor no acompanhamento do estudante. No lugar, os meninos e meninas se autoavaliam a partir dos seus portfólios. Já seus trabalhos, expostos à comunidade, recebem críticas, sugestões e apreciação de terceiros; tudo sempre na perspectiva da colaboração.
Durante todo o processo, o educador indica as expectativas de aprendizagem aos estudantes, tornando-os copartícipes do processo.
Como atividades complementares, os estudantes podem participar de oficinas de teatro (tanto em atuação, quanto em produção cênica), dança, artes visuais, banda de fanfarra, banda de jazz e coral.
http://porvir.org/porfazer/escola-se-transforma-em-museu-de-aprendizados/20141001

Professor em ação

Escrito por Analice Bonatto
Em qualquer área, cresce a demanda por profissionais que tenham a qualificação necessária para atender às necessidades do século 21; na educação, isso também acontece. Mas, diferentemente de outras profissões, muitas vezes os baixos salários e a desvalorização da carreira docente afastam a maioria dos profissionais que pensa em ir para a sala de aula. Recente pesquisa do professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP), mostra que o número de formandos em licenciatura no país entre 1990 e 2010 seria suficiente (menos em Física) para atender à demanda atual por professores. (Veja matéria com o professor José Marcelino de Rezende Pinto)
Além dos baixos salários e das más condições de trabalho, problemas na formação inicial, na fase de indução profissional e no trabalho permanente de formação continuada são responsáveis pelas deficiências do sistema de ensino.
Nesse cenário, ao ser questionada sobre o que é um bom professor, Sonia Perin, professora titular da Faculdade de Educação (FE) da USP, ressalta a complexidade da profissão: “Exigem muito dessa pessoa que é o professor; querem que ele resolva os erros, todos os problemas da sociedade. Mas é preciso ter parcerias com a sociedade”. De acordo com ela, se a escola é uma instituição da sociedade, é preciso ter responsabilidade em todos os seus níveis. Para Sonia, o professor precisa de uma boa formação de modo que, ao longo da vida, entenda o seu aluno – sujeito fundamental – e o sentido da escola. “O professor é bom quando as instituições e a sociedade são boas. Agora, dificuldades vão existir. Mas o principal é o professor ter a postura de inquiridor, de aprender a cada situação, de entender o que se passa com o seu grupo de alunos, com a escola. Para isso, ele precisa ter espírito investigativo. É preciso, na formação inicial, fazer da profissão uma pesquisa em ação”.
Formação inicial
Segundo Bernadete Gatti, pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas (FCC), a questão da formação inicial do professor no Brasil é grave, pois os profissionais vão para a sala de aula sem saber dar aula. “Às vezes não conhecem nem o currículo da educação básica. As licenciaturas estão na UTI [Unidade de Terapia Intensiva]”. Ela avalia que, apesar de muitos jovens optarem pela carreira, eles não têm na universidade uma formação adequada. “Desde que a licenciatura nasceu, ela sempre foi um adendo genérico do bacharelado”, explica Bernadete, que é uma das coordenadoras da pesquisa da FCC sobre formação de professores para o ensino fundamental. Quando esse aluno vai para o mercado de trabalho com essas deficiências, gasta-se mais; há custo para formá-lo na graduação e, depois, para fazer a mesma formação na formação continuada, considera a pesquisadora: “A nossa formação continuada não é propriamente uma formação continuada – que deveria aprofundar conhecimentos –, ela é suprimento”. Para Bernadete, a falta de políticas que atuem na formação inicial é uma questão muito grave, porque não há mudança curricular na estrutura dos cursos de licenciatura. “Os países avançados e emergentes têm em suas universidades um centro de formação de professores, mas aqui não há uma concepção de formação de professor da educação básica. Você forma o biólogo, e não o professor de biologia. Nós temos uma fragmentação formativa com uma tinta de educação. É preciso mudar a formação inicial, a estrutura, onde ela se faz, a dinâmica de como se faz e os conteúdos curriculares. Senão, vamos continuar repetindo os mesmos erros, e quem já está atuando ou está ingressando na carreira terá de receber uma formação em serviço”, afirma.
Recém-chegados e sozinhos
O professor português António Nóvoa, um dos maiores especialistas em formação de professores, falou com a Profissão Mestre sobre a fase de indução profissional, ou seja, o início da atuação docente. Segundo Nóvoa, esses dois ou três primeiros anos iniciais, momento em que alguém é introduzido na profissão, são decisivos para o professor. “Há 50 anos sabemos que esses são os anos mais importantes; no entanto, as pessoas estão completamente desprotegidas e sozinhas”, afirma Nóvoa. (Veja entrevista com António Nóvoa)
Elisangela Carolina Luciano, professora de Mogi Guaçu (SP), é um exemplo desse início solitário. Ela conta que, na década de 1990, morava em uma cidade do interior cuja economia era baseada na agricultura e não havia muita opção de emprego, principalmente para as mulheres. Assim, o caminho natural foi seguir para o curso de Magistério, até como uma maneira de fugir do destino de trabalhar na lavoura. A escolha consciente pela profissão veio ao final do curso, quando ela entrou na faculdade. No início da carreira, ela já sabia que professor novo fica com as salas mais complicadas, com os alunos que têm mais dificuldades. “É claro que uma sala assim devia ser dada ao professor mais experiente, mas quem ingressava já sabia que ia pegar as salas mais complexas”, conta Elisangela, que foi escolhida Educadora do Ano de 2013 (por meio do Prêmio Educador Nota10, da Fundação Victor Civita), por seu projeto de alfabetização, leitura e escrita. Segundo ela, o começo é difícil. “É um trabalho muito solitário. É o professor dentro da sala de aula com a porta fechada”. Elisangela ressalta que ainda não se tem a consciência de que o aluno não é do professor. “O aluno é da escola, por isso todos devem se comprometer com ele. Eu acho que o que vai fazer o grupo ter esse sentimento de pertencimento é o desenvolvimento de um projeto político-pedagógico confeccionado por todos, que contemple todas essas questões. Daí, com papéis bem definidos, mesmo se chegar à escola um novo professor, o grupo já se encarrega de incluí-lo”, afirma.
Sem isso, Elisangela acredita que o cotidiano do professor seja quase sempre o mesmo, com cada um desenvolvendo o seu trabalho individualmente. “Eu tenho, por exemplo, dificuldade em seguir o livro didático, o material apostilado, e de repetir o trabalho feito no ano anterior. Estou sempre inventando e pensando coisas novas. A minha prática se identifica muito com os alunos daquele ano. Eu preciso conhecê-los para desenvolver um trabalho ajustado a eles”, conta. Apesar de no início do ano os professores se reunirem com a rede de ensino para pensar o planejamento anual, não há uma reunião com os professores na escola para conhecer o grupo de alunos com o qual eles trabalharão. “No dia a dia da escola, não há espaço para essas discussões tão necessárias”, lamenta Elisangela.
Para a professora da USP Sonia Perin, os primeiros anos são os mais críticos. “Nas reuniões internacionais sobre formação de professores, uma das preocupações a respeito do trabalho docente é como ele é recebido. Dessa forma, o seu trabalho, nos primeiros anos na escola, e o apoio do grupo e da equipe são fundamentais para o processo de aprendizagem dos iniciantes”, explica. E isso já é realizado não mais pela instituição formadora – as universidades, as faculdades de educação, os institutos etc. –, mas sim pelas instituições empregadoras que são os sistemas de ensino. “Depende muito dessas instituições formadoras também”, acrescenta.
Sonia defende que a formação inicial do professor deve inclusive dar um caráter de professor inquiridor. Dessa forma, ao chegar à escola, o professor iniciante pode questionar o que está se passando nela e observá-la sob diferentes aspectos: o tipo de aluno, de escola e de comunidade. “Sempre que a pessoa chega à instituição, ela é um objeto de análise. E se o professor aprendeu a fazer investigação na formação inicial, isso já lhe dá condições melhores para enfrentar o início em sala de aula”, considera a professora. Em recente pesquisa desenvolvida por ela com alunos que estão no início da graduação e com os egressos até cinco anos, é possível constatar essa dificuldade para enfrentar a realidade escolar. Sonia conta que os alunos pesquisados que estavam no terceiro e no quarto ano da graduação, ou seja, se preparando para sair da faculdade, contavam que não se sentiam preparados, pois estavam com medo das questões práticas do dia a dia.
Diante de uma sala de aula
O momento em que entrou na profissão foi decisivo para o professor Gelson Weschenfelder. Ele conta que teve um início bem complicado: “Eu entrei como estagiário e, infelizmente, a graduação não me preparou para a sala de aula. Na época em que eu entrei na escola, a filosofia não era obrigatória, e eu não sabia ao certo o que trabalhar em sala de aula. Na terceira semana, os alunos fizeram um abaixo-assinado para me retirar da escola. Isso foi muito difícil. Daí eu comecei a pensar sobre a minha atitude e o que poderia fazer para introduzir algumas questões de filosofia”, conta. E completa: “Usei uma frase que norteia a vida de um super-herói: ‘grandes poderes trazem grandes responsabilidades’, doHomem-Aranha. E o bacana foi que a partir daí os alunos começaram a trazer teorias de filósofos, sociólogos”, conta Gelson, que é professor no Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha (Cesuca), no Rio Grande do Sul. Nesse momento, o professor conta que percebeu que os alunos queriam buscar algo, tinham esse anseio, mas faltava um tema que os despertasse para isso. Assim, de maneira original – por meio de temas que chamam a atenção dos jovens, como as HQs (histórias em quadrinhos), ele mudou sua forma de dar aulas e conquistou os alunos.
Hoje Weschenfelder é professor universitário, mas o começo da carreira nos ensinos fundamental e médio o motivou a pesquisar mais sobre o tema. “O início foi difícil, e depois precisei pesquisar mais sobre como trabalhar com o adolescente, mas isso motivou meu mestrado. Depois saíram algumas publicações, algumas até com os alunos do ensino médio. Hoje faço o doutorado graças àqueles alunos que me colocaram ‘contra a parede’”, explica.
Ele reconhece que o processo poderia ter sido mais simples e menos sofrido. “Infelizmente, eu vejo essa angústia em sala de aula. A educação não está preparada para esses jovens em sala de aula, por isso é preciso repensar a forma de olhar o aluno. Em diferentes escolas, pedi apoio a outros professores para trabalhar com projetos, mas houve muita resistência deles. Faltam muitas coisas à escola e o professor acaba tendo muitas outras funções, mas ele poderia promover essa mudança onde está inserido”, salienta.

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/reportagens/carreira-formacao/985-professor-em-acao

Mais de 90% dos professores utilizam conteúdos da internet para dar aulas, diz pesquisa

A pesquisa apontou também que 88% dos docentes fazem adaptações nos conteúdos

Pesquisa  realizada pela Ong Ação Educativa com o apoio da Wikimedia Foundation sobre recursos educacionais abertos — ou seja, dispostos gratuitamente na internet —  no Brasil — menciona que 96% dos professores de educação básica utilizam esses conteúdos para elaborar aulas e ajudar nos estudos.
Os dados têm base em um estudo da TIC Educação, realizado em 2013 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A pesquisa apontou também que 88% dos docentes fazem adaptações nos conteúdos abertos disponíveis. Porém, apenas 21% dos entrevistados, disseram que publicam seus materiais na web.
Os resultados do estudo “Recursos educacionais abertos no Brasil: o campo, os recursos e sua apropriação em sala de aula” realizado pela Ação Educativa e pela Wikimedia Foundation complementam essas informações, e foram apresentados na última terça-feira (30 de setembro), em São Paulo.
Para esse estudo, foram realizados levantamentos entre março e agosto de 2014. O objetivo foi identificar os principais atores do campo dos REA (Recursos Educacionais Abertos) no Brasil. 
Também foram computadas quais são as oportunidades e obstáculos para o uso e a apropriação dos REA em língua portuguesa pelas comunidades Wikimedia e educacional do País. 
http://noticias.r7.com/educacao/mais-de-90-professores-utilizam-conteudos-da-internet-para-dar-aulas-diz-pesquisa-01102014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Crianças podem votar em eleição virtual do portal Plenarinho

Crianças de todo o Brasil já podem votar na urna eletrônica do site infantil Plenarinho 

(http://www.plenarinho.gov.br), 

da Câmara dos Deputados. Quatro candidatos foram criados pelas escolas participantes da campanha Eleitor Mirim 2014. Eles concorrem ao cargo de deputado federal de Plenarópolis.

Até o dia 26 de outubro, as crianças podem assistir aos vídeos com a campanha de cada um deles no portal do Plenarinho e votar no candidato preferido. As  campanhas eleitorais foram montadas pela equipe do Plenarinho com base nas informações enviadas pelas escolas.
A partir de 5 de outubro, crianças e adolescentes que visitarem o Congresso Nacional também poderão votar na eleição mirim, em um computador que estará disponível na Câmara dos Deputados.
Conheça os candidatos
Os concorrentes no pleito de 2014 são:
  • Felicinha, do Partido da Criança Feliz (PCF). Criada pela professora Sueny dos Santos Lira Costa e seus estudantes da Escola Estadual Rezende de Almeida, de Itaparatins (TO);
  • Maria Açaí, do Partido Salvação do Verde (PSV). Criada pela professora Naglla Quemel e seus estudantes do 5º ano do Colégio Santo Antônio, de Belém (PA);
  • Senhor Ecolítico, do Partido de Respeito ao Meio Ambiente (PRMA). Criado pela professora Márcia Alonso e seus estudantes do 6º ano do Colégio Sagrado Coração de Maria, de Brasília (DF);
  • Vismonte, do Partido Educacional Monte Sinai (PEMTES). Criado pelo professor Paulo Roberto Leandro da Silva e seus estudantes dos 8º e 9º anos do Colégio Monte Sinai, de Maceió (AL).
Eleitor Mirim
Realizado em anos eleitorais, em parceria com professores, o Eleitor Mirim tem por objetivo conscientizar as crianças sobre a importância da participação na vida política. Os professores recebem uma cartilha sobre os vários aspectos do processo eleitoral, como a importância do voto e a necessidade de acompanhar o trabalho dos eleitos. A cartilha ainda traz sugestões de atividades para serem desenvolvidas em sala de aula.
A novidade deste ano é um banner digital da campanha mirim para ser compartilhado por e-mail ou nas redes sociais, com o slogan #pesquiseconheçavote.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/475069-CRIANCAS-PODEM-VOTAR-EM-ELEICAO-VIRTUAL-DO-PORTAL-PLENARINHO.html

Chuva destelha creche e causa estragos

Foto: Priscila Silva
Fernanda Escouto e Priscilla Silva
A chuva que caiu na tarde desta quarta-feira (1º) em Cuiabá, provocou estragos em diversos pontos da cidade. Por conta da forte ventania, que veio junto com a tempestade, o telhado de uma creche, no bairro Despraiado, foi destelhado. No momento da chuva, 90 crianças estavam na unidade. Elas acabaram socorridas por um vizinho. Ninguém ficou ferido. 
O prédio da creche municipal Renisea Guilhermette Barua passou por uma reforma há quase um ano, ocasião em que o teto foi reformado. A parte que foi levada pelo vento atingiu a sala de aula que atende os alunos do jardim um.
“Acabou a luz, e o teto foi levado pelo vento. Nós tivemos que atravessar as crianças debaixo das telhas derrubadas durante a chuva”, relatou a conselheira da unidade, Andréia Laura Costa campos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e isolou o local. O acesso ao prédio para recolher os materiais das crianças, que ficaram para trás, só foi permitido com a chegada de funcionários da empresa responsável pela obra.
Após o incidente a empresa que foi responsável pela reforma da creche compareceu ao local para fazer uma avaliação prévia. Segundo o técnico da empresa Aroeira Construções Alexandre Nogueira a ‘queda’ do telhado ocorreu devida a intensidade do vento que foi superior ao que a estrutura suporta.
O representante da empresa também reforçou que a posição geográfica onde está à escola favoreceu a queda do telhado. “A creche está posicionada em uma área onde não tem nada em volta, quando o vento veio em sua direção ocorreu um efeito de ‘empuxo’ o que fez com que o material fosse arremessado”, justificou. O material utilizado para a cobertura da edificação foi o isotérmico, composto por zinco e isopor.
A creche Renisea Guilhermette Barua existe há oito anos e atende crianças do bairro Despraiado e região. Atualmente 110 pequenos estão matriculados na unidade e a preocupação agora é para onde elas serão remanejadas com a interdição da creche.

A Defesa Civil do município informou que não foi acionado para a ocorrência na creche, mas relatou que além da ventania e chuva também houve queda de granizo em algumas regiões da capital, dentre elas está o bairro Jardim Cuiabá. O gelo teria “o tamanho de um grão de feijão”.
Fotos: Internauta / Priscilla Silva / Luciana Serafim

Veja Nota de Esclarecimento da SME
http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/9/materia/430550/t/chuva-destelha-creche-e-causa-estragos

Entidades que lutam pelo direito à educação reivindicam um sistema de ensino verdadeiramente inclusivo



Seminário realizado em Brasília foi uma das principais atividades da 12ª Semana de Ação Mundial 2014: Direito à Educação Inclusiva – por uma escola e um mundo para todos, que ocorreu em todo o País entre os dias 21 e 27 de setembro

“Eu não me conformo com números. Está tudo bem… Tudo melhorando… A estatística diz que… Afinal de contas, é a qualidade que deve prevalecer. E eu não me conformo com isso!”, reivindicou Antonio Davi Souza de Almeida, estudante do curso de pedagogia da UECE (Universidade Estadual do Ceará), durante o Seminário Nacional Desafios para a Garantia do Direito à Educação Inclusiva, que ocorreu no último dia 23 de setembro, em Brasília. Em sua fala, ele denunciou a discriminação praticada por professores e alunos, a falta do AEE (Atendimento Educacional Especializado) e a ausência da flexibilização do currículo e das avaliações. O evento foi uma das principais atividades da 12ª Semana de Ação Mundial: Direito à educação inclusiva – por uma escola e um mundo para todos, realizada entre os dias 21 e 27 de setembro em todo o Brasil.
As discussões ocorreram no Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo), na UnB (Universidade de Brasília) e foram transmitidas ao vivo pela internet, no blog da iniciativa. Participaram do debate representantes da sociedade civil, do poder público federal e municipal, da academia, do judiciário, da Unesco e do Unicef.
Durante o seminário, em nome da Campanha e das nove entidades que compõem o Comitê Técnico da SAM 2014, Meire Cavalcante, coordenadora regional do Fórum Nacional de Educação Inclusiva, juntamente com o promotor de justiça do Pará, Waldir Macieira, entregaram uma carta aberta com as ações que o país precisa colocar em prática para assegurar um sistema de educacional inclusivo para todas as pessoas. O documento foi entregue à Suzana Maria Brainer, coordenadora geral de Articulação da Política de Inclusão nos Sistemas de Ensino da Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação.
Além do seminário, outras ações foram desenvolvidas por mais de 2,2 mil instituições, coletivos e pessoas, das cinco regiões do país, que se inscreveram e receberam por correio os materiais da Semana de Ação Mundial (pôster, folder e caderno de atividades). “Esses números mostram o grande potencial de mobilização e de capilaridade da SAM. A grande mensagem que queremos passar é que a educação inclusiva é um direito de todos, e não apenas das pessoas com deficiência”, enfatizou Iracema Nascimento, coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, durante a abertura do debate.
A SAM é uma iniciativa da CGE (Campanha Global pela Educação), realizada simultaneamente em mais de 100 países, desde 2003, com o objetivo de envolver a sociedade civil em ações de incidência política, de modo a exercer pressão sobre os governos para que cumpram os acordos internacionais da área, entre eles o Programa Educação para Todos (Unesco, 2000). No Brasil, a SAM é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com outros movimentos, organizações e redes.
Leia outras notícias sobre o Seminário Nacional da SAM 2014:

Confira as apresentações dos palestrantes:
http://semanadeacaomundial.org/2014/entidades-que-lutam-pelo-direito-a-educacao-reivindicam-a-construcao-de-um-sistema-de-ensino-verdadeiramente-inclusivo/

Competências socioemocionais em Políticas Públicas



Veja o índice

AMPLIANDO A FRONTEIRA DA EDUCAÇÃO. ............................................................4
Novos paradigmas para a educação. .....................................................................................5
O Brasil e a educação para o século 21. ...............................................................................6
O Instituto Ayrton Senna e a educação para o século 21. ....................................................7
DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS PARA O SÉCULO 21. .....................................8
Políticas públicas educacionais para desenvolver
competências para o século 21. ..........................................................................................10
Práticas pedagógicas para desenvolver competências para o século 21. ...........................14
A) Oportunidades de aprendizagem. ..................................................................................14
B) Relação professor-aluno. ...............................................................................................19
AVALIANDO COMPETÊNCIAS PARA O SÉCULO 21 ...............................................21
Propostas de avaliação do Instituto Ayrton Senna..............................................................22
Matriz de avaliação de competências socioemocionais. ....................................................23
Instrumentos de avaliação de competências socioemocionais. ..........................................24
- Avaliar para orientar políticas públicas
Questionário Socioemocional SENNA . ............................................................................24
- Avaliar para orientar práticas pedagógicas
Roteiro de avaliação socioemocional SENNA. ..................................................................26
EDUCAR PARA O SÉCULO 21: UM DESAFIO COLETIVO .......................................28


Clique para acessar o Material de discussão

Veja Mais: Política educacional com foco nas emoções


http://educacaosec21.org.br/wp-content/uploads/2013/07/COMPET%C3%8ANCIAS-SOCIOEMOCIONAIS_MATERIAL-DE-DISCUSS%C3%83O_IAS_v2.pdf

Setembro com Mais Educação encerra atividades nesta quinta-feira no CPA 2

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá
Alunos de 20 escolas municipais da regional Norte de Cuiabá participam nesta quinta-feira (02), das 8h às 12h, do último dia de atividades do projeto Setembro com Mais Educação. O evento, promovido em comemoração aos seis anos do programa Mais Educação, será realizado na Praça Cultural do CPA 2. 
Nas apresentações as escolas vão mostrar algumas das atividades que são realizadas nas oficinas ofertadas pelo programa, entre elas a dança, coral, capoeira, judô, karatê e banda de percussão.
Participam do evento as escolas municipais 12 de Outubro, Professora Gracildes Mello Dantas, Coronel Octayde Jorge Silva, Estevão Alves, Aristotelino Alves Praeiro, Professor Lenine de Campos Póvoas, Orzina de Amorim Soares, Augusto Mário Vieira, Antonia Tita, Dejani Ribeiro Campos, Deputado Ulisses Guimarães, Jescelino Jose Reiners, Madre Marta Cerutti, Pedrosa de Moraes e Silva, Professor Firmo Jose Rodrigues, 8 de Abril, Professor Rafael Rueda, Senhorinha Ana Alves de Oliveira, Tenente Octacílio Sebastião da Cruz e Nossa Senhora Penha de França.
Durante o evento, as escolas Senhorinha Alves, Ulisses Guimarães, Gracildes Mello, Dejani Ribeiro, Lenine Póvoas e Aristotelino Alves vão expor alguns trabalhos artesanais, feitos por meio do Programa Escola Aberta, entre eles tapetes, biscuit, telas, crochê e bordados.
O programa Mais Educação foi implantado e implementado em 2008 e no mês de setembro completou seis anos. Em Cuiabá, pelo menos 80 escolas da rede municipal são beneficiadas com o programa. 
O Setembro com Mais Educação foi dividido em quatro etapas, a cada semana uma regional de Cuiabá foi contemplada.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/setembro-com-mais-educacao-encerra-atividades-nesta-quinta-feira-no-cpa-2/9638

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...