segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Londrina faz "concurso" para secretário de Educação; 129 se inscreveram

Rafael Moro Martins
Colaboração para o UOL, em Curitiba





O processo seletivo que irá, segundo o prefeito eleito Marcelo Belinati (PP), definir o secretário da Educação de Londrina (381 km ao norte de Curitiba) recebeu 129 inscrições. Deles, 70 vivem na cidade, mas há também "gente do Ceará, da Paraíba, do Mato Grosso, de São Paulo", comentou o político. O prazo terminou na terça-feira (15).

Belinati foi eleito no primeiro turno, com 51,57% dos votos válidos, e irá comandar pelos próximos quatro anos a cidade de 553.393 habitantes, segundo maior município do Paraná e o quarto do Sul do país.

"Será um processo semelhante ao da escolha de um CEO de uma empresa", prometeu o novo prefeito. "Haverá análise curricular, psicológica, se pessoa tem conhecimento da rede pública municipal de Londrina", elencou. "Serão selecionados de três a cinco nomes, submetidos a mim, que darei a palavra final."
 
A opção pelo "concurso" não foi uma promessa de campanha. "Veio depois [do resultado nas urnas]. Eu tinha a ideia de fazer isso para toda a administração. Mas priorizei a Educação", explicou. "Quero mudar essa lógica [da indicação política]."

"Nós inovamos em relação ao João [Dória, tucano que comandará São Paulo a partir de 2017] (risos). Espero que ele se inspire em nós (risos)", brincou Belinati. O político garante que não há custos "nem para a prefeitura, nem para os inscritos".

Questionado pelo UOL sobre o motivo de fazer o processo apenas para a escolha do secretário da Educação, e por que não o estendeu para, por exemplo, a Fazenda ou a Saúde, ele disse que o "processo de escolha é lento e demorado, mas não está descartado".
Apesar de a seleção estar em curso, Belinati disse não descartar nomeações políticas no lugar do candidato aprovado para o cargo. 
"Mesmo no processo seletivo [do secretário da Educação], a experiência em gestão pública será levada em conta. E não há [no acordo com a empresa que realiza a seleção, a Vetor Brasil] a obrigatoriedade expressa de que o nomeado deverá ser escolhido entre os finalistas", acrescentou.

"Tanto faz", diz sindicato

Presidente do Sindiserv (Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina), Marcelo Urbaneja não demonstrou empolgação com o método anunciado pelo prefeito eleito para escolher o secretário da Educação. "É uma ideia que ele teve, está dentro da prerrogativa dele, então ele faz como achar melhor. Não temos que opinar a respeito disso", afirmou.
"Para nós, é indiferente. Nem positivo, nem negativo. Quando [o novo secretário] for escolhido, teremos que negociar condições de trabalho, número de alunos em sala de aula, toda a pauta que temos, que será trabalhada com qualquer secretário", argumentou.
"Ele [Belinati] está procurando maneiras de inovar, achou que esse ato atenderia a esse propósito. Não vejo como [algo] marqueteiro. A Secretaria da Educação sempre foi a menina dos olhos [da cidade]: 100% dos professores têm nível superior, muitos têm pós-graduação, alguns têm mestrado", afirmou Urbaneja.
Segundo o prefeito eleito, Londrina tem mais de 40 mil estudantes na rede pública municipal, distribuídos em 116 escolas, 34 centros de educação infantil próprios e 53 conveniados. O presidente do sindicato informa que cerca de 3,8 mil professores trabalham para o município, mas "4,5 mil seria o número ideal."
"É uma proposta bastante ousada, e positiva. Vejo com bons olhos a tentativa de buscar talentos que trabalhem com Educação, para dar um impacto na área. Normalmente, se escolhe um professor bem preparado da casa, ou um indicado político, que não tem preparo para o cargo. Mas, com certeza, vai encontrar muita resistência", avaliou o consultor em educação Renato Casagrande, ex-pró-reitor Acadêmico e de Planejamento e Avaliação na Universidade Positivo, em Curitiba.
"Se o prefeito eleito não for capaz de convencer os professores de que a estratégia dele vale a pena, vão lhe puxar o tapete. Se o secretário não mostrar a que veio, o projeto fracassa. E, muito importante, precisa ter estratégia de implantação [do novo modelo de administração], não basta apenas a novidade na escolha [do secretário]", argumentou.

Sobrenome famoso

Marcelo Belinati carrega consigo um sobrenome famoso em Londrina. O tio dele, Antonio Belinati, um ex-radialista, foi prefeito da cidade por três vezes entre as décadas de 1970 e 90. No terceiro mandato, foi alvo de acusações de desvio de dinheiro público, nepotismo, enriquecimento ilícito e fraude de licitações, entre outras irregularidades.
"Devido às acusações, foi afastado três vezes do cargo e, em 23 de junho de 2000, foi cassado pela Câmara Municipal de Londrina por 14 votos a seis. Após a cassação, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE/PR) rejeitou a prestação de contas referente à sua gestão na prefeitura nos anos de 1997 e 1998, apontando gastos irregulares de cerca de 113 milhões de reais. Em 2001, foi preso duas vezes. Após ser libertado, voltou a comandar um programa de rádio", registra o verbete sobre ele no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas.
Apesar disso, Antonio Belinati seguiu um político popular na cidade. Candidatou-se para um quarto mandato, em 2004, mas perdeu. Em 2008, venceu nas urnas, mas teve o registro cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não tomou posse. A mulher dele, Emilia Belinati, foi vice-governadora entre 1995 e 2003, sob Jaime Lerner (sem partido, então no DEM). Um filho do casal, Antonio Carlos Belinati, primo de Marcelo, o prefeito eleito, foi deputado estadual.
Procurado pela reportagem, Antonio Belinati decidiu não comentar as acusações.
O processo de seleção será realizado em parceria com a Vetor Brasil, ONG que informa em seu site a missão de "desenvolver talentos e práticas no governo para oferecer serviços públicos de qualidade a quem mais precisa". A companhia tem apoio, dentre outros, da Fundação Lemann, do multimilionário Jorge Paulo Lemann.






http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/11/18/londrina-faz-concurso-para-secretario-de-educacao-129-se-inscreveram.htm

Escola Maria Leite Marcoski (Várzea Grande) encerra etapa de projeto de Educomunicação

Trazendo novas formas de ensino e aprendizagem, o projeto buscou a melhoria da comunicação entre os alunos, professores e demais instâncias da escola.
Viviane Saggin | Seduc-MT 
Em andamento desde o ano passado na unidade escolar, a iniciativa promoveu oficinas de fotografia, vídeo, textos jornalísticos e contos, de forma colaborativa e compartilhável. - Foto por: Mayke Toscano
Alunos e professores da Escola Estadual Maria Leite Marcoski, em Várzea Grande, se reuniram na manhã desta sexta-feira (18.11) para apresentar o resultado do trabalho desenvolvido durante o projeto Educomunicação: Cultura Científica, outros Saberes e Cotidiano Escolar - uma parceria entre Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em andamento desde o ano passado na unidade escolar, a iniciativa promoveu oficinas de fotografia, vídeo, textos jornalísticos e contos, de forma colaborativa e compartilhável.
Trazendo novas formas de ensino e aprendizagem, o projeto buscou a melhoria da comunicação entre os alunos, alunos com os professores e demais instâncias da escola, e dela mesma com seu entorno, com a sociedade, comunidade e famílias.
O professor de Língua Portuguesa da unidade, Welinton Sousa, que coordena o projeto de Educomunicação da escola e que esteve também envolvido no projeto da Seduc e UFMT, diz que a ação foi um sucesso e que contou com o engajamento dos estudantes. “Foi realizado de maneira democrática, por meio de uma mediação que soube ouvir e valorizar o processo comunicativo”.
Letícia Dantas, Wagner Mouta, Ketyllin Protti e Carol Franquini, todos do 2º ano, são alguns dos alunos participantes. Para eles, o projeto foi essencial para a ampliação e desenvolvimento dos conhecimentos técnicos da área de comunicação, estimulando o exercício crítico da cidadania, a prática do protagonismo juvenil e a valorização da região. 
A jovem Letícia gostou de conhecer os conceitos de fotografia. “Vimos coisas que só teríamos acesso se fizéssemos um curso ou faculdade”, afirma.
“O mais importante que o projeto trouxe, para mim, foi a ampliação de matérias e conteúdo que não temos na escola. Muitos assuntos interessantes para quem está no Ensino Médio e estamos gratos pela oportunidade”, comenta Wagner.
Ketyllin, que gosta de entrevistar pessoas, diz que o projeto a ajudou a aperfeiçoar suas técnicas e habilidades de produção de texto. Já Carol lembrou que as oficinas complementaram conteúdo vistos em sala de aula, de maneira transversal a muitas disciplinas.
Suporte pedagógico
O diretor da escola argumenta que ao adotar as novas tecnologias de informação e comunicação como suporte pedagógico, os educadores provocam mais o interesse dos alunos pelo conteúdo abordado em sala de aula e possibilita que eles possam se sentir em sintonia com o contexto da modernidade. “Atualmente, uma das principais dificuldades que encontramos como educadores é aliar o conhecimento com o interesse dos alunos, que contam com uma gama de tecnologia atrativa”.
De acordo com ele, o professor precisa utilizar novas ferramentas já uso das tecnologias de informação e comunicação tornou-se uma necessidade no mundo em que vivemos. “Isso irá facilitar também as relações sociais e a proliferação do conhecimento”.
A professora de matemática da escola, Rosana Aparecida Dias, diz que o desenvolvimento do projeto de Educomunicação despertou talentos, promoveu engajamento e pensamento crítico nos alunos. “Essas mudanças também apresentaram reflexos em sala de aula. Eles passam a desenvolver habilidades relacionadas à leitura, escrita e comunicação oral, destacando-se pela capacidade de compreensão e argumentação nos mais variados contextos”, frisa.
Compartilhamento
O professor doutor da UFMT, Dielcio Moreira, idealizador do projeto, lembra que o objetivo é combinar as funcionalidades de comunicação e disseminação de informação com a construção de um ambiente colaborativo e participativo.
“Com histórias, narrativas e contos curtos foram produzidos com a ideia de que não tivessem um fim. Assim, outros estudantes de outras escolas participantes podem pegar o contexto e dar continuidade à história, com um trabalho colaborativo”, relata Dielcio, destacando que a plataforma permitirá a divulgação do conhecimento de cada aluno para além dos muros das escolas, sem limitação de distância física.
Todo o conteúdo produzido pelos alunos está disponível na Plataforma+10 http://www.ufmt.br/mais10educomunicacao/.

http://www.mt.gov.br/-/5292116-escola-maria-leite-marcoski-encerra-etapa-de-projeto-de-educomunicacao

Ministro da Educação participa de audiência interativa sobre reforma do ensino médio

Os interessados poderão acompanhar o debate e encaminhar dúvidas e sugestões por meio de nova versão de sala criada para o cidadão participar
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza, na quarta-feira (23), audiência pública para debater a reforma do ensino médio com o ministro da Educação, Mendonça Filho. O debate, que terá início às 11 horas, também vai inaugurar uma nova versão da ferramenta para acompanhamento interativo das audiências públicas (audiencias.labhackercd.net). O objetivo do serviço é estimular a participação da sociedade no debate de temas legislativos importantes para o País.

As pessoas interessadas na reforma do ensino médio, prevista na MP 746/16, poderão entrar na plataforma para encaminhar dúvidas ao ministro da Educação ou aos demais parlamentares presentes na audiência, enquanto acompanham o vídeo de todo o debate. Também é possível discutir o assunto com os outros internautas em um espaço para troca de mensagens. As perguntas que tiverem apoio dos demais participantes, por meio de curtidas no texto, serão enviadas à comissão para que os convidados esclareçam as dúvidas ainda durante o evento.

A MP da reforma do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar das atuais 800 horas para 1.400 horas. O texto, que recebeu 568 emendas dos parlamentares, será votado por uma comissão especial formada por deputados e senadores.

Avaliação dos usuários
Deste evento até o encerramento dos trabalhos legislativos neste ano, a nova ferramenta de audiências públicas interativas estará em fase de testes. Os internautas poderão, a qualquer momento, avaliar a plataforma, registrar erros ou problemas, e ainda deixar sugestões para aprimorar o serviço, que será lançado oficialmente em fevereiro de 2017, início do próximo ano legislativo.

A audiência para debater a reforma do ensino médio, proposta pelos deputados Angelim (PT-AC) e Maria do Rosário (PT-RS), será realizada no plenário 10.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Da Redação - RL

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'







http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519555-MINISTRO-DA-EDUCACAO-PARTICIPA-DE-AUDIENCIA-INTERATIVA-SOBRE-REFORMA-DO-ENSINO-MEDIO.html

sábado, 19 de novembro de 2016

Bandeira de Mato Grosso é um dos símbolos mais antigos do país

Julia Oviedo | Gcom-MT
Meneguini/GCom

No Dia da Bandeira, comemorado neste sábado, 19 de novembro, a bandeira brasileira é constantemente lembrada por sua tradição e identidade, entretanto, Mato Grosso também carrega um símbolo rico em história e com alguns aspectos curiosos que muitos mato-grossenses desconhecem.
A bandeira do Estado foi uma das primeiras criadas no período republicano, mais precisamente no dia 31 de janeiro de 1890, 73 dias após a oficialização da bandeira do Brasil, datada em 19 de novembro de 1889. A formalização ocorreu por meio do Decreto Nº 02, assinado por um dos heróis da Guerra do Paraguai, general Antônio Maria Coelho.
Atualmente, o símbolo mato-grossense corresponde ao desenho original criado há 126 anos. Mas em 1929 houve uma mudança na bandeira oficial, que perdurou por 18 anos. No entanto, a bandeira original foi retomada por meio da Constituição do Estado de Mato Grosso de 11 de julho de 1947. 
As semelhanças entre a bandeira de Mato Grosso e a brasileira simbolizam a integração existente entre o Estado e país. As cores principais são o azul, o verde, o amarelo e o branco e cada uma delas possui um significado diferente e muitas vezes até místico. 
O azul assemelha-se ao céu carioca da noite da Proclamação da República, além de sugerir a ideia de busca pela evolução espiritual. O branco é a cor que simboliza a paz e a concórdia, já o losango é uma referência à mulher, símbolo da República. A esfera central da bandeira estadual exalta a soberania, que junto com a cor verde remete à esperança, à juventude e à natureza, tão abundante em Mato Grosso, único Estado a reunir três biomas naturais.
O destaque principal é a grande estrela amarela no centro da esfera, símbolo dos ideais republicanos. Trata-se de Sirius, que integra a constelação de Cão Maior e é a estrela mais brilhante que pode ser observada no céu. Nas antigas civilizações, Sirius era considerada elemento sagrado e cheia de significado. Já a cor amarela da estrela simboliza as riquezas minerais, a exemplo do ouro, tão abundante em terras mato-grossenses.
Curiosidades
A bandeira de Mato Grosso segue um protocolo diário de hasteamento em órgãos públicos, a exemplo de como ocorre no Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado. Todos os dias, às 8h, ocorre o hasteamento e às 18h, o arriamento de bandeiras. As bandeiras só podem estar hasteadas no período noturno caso estiverem iluminadas, como acontece na Praça das Bandeiras, no Centro Político Administrativo.
O símbolo estadual é hasteado sempre ao lado direito da bandeira nacional, que fica localizada no centro, quando em números ímpares (considera-se a direita de uma pessoa colocada junto ao mastro e voltada para a rua ou plateia). Já ao lado esquerdo, pode variar entre a bandeira do município ou de outro país, em casos de visitas ou eventos. 
O tamanho da bandeira de Mato Grosso também pode variar de acordo com a altura do mastro. No caso do Palácio Paiaguás, que possui um mastro de cinco metros de altura, a bandeira mato-grossense mede 70 centímetros de altura por 1 metro de largura.
Em ocasiões que reúnem todos os Estados da Federação, a ordem das bandeiras pode variar de acordo com a modalidade do evento, mas via de regra, a ordem das bandeiras segue a data de criação de cada Estado. Sendo assim, Mato Grosso ocupa a nona posição da direita para a esquerda.



http://www.mt.gov.br/-/5285707-bandeira-de-mato-grosso-e-um-dos-simbolos-mais-antigos-do-pais

‘Destino: Educação’ apresenta a Ross School, nos EUA


Uma escola que prioriza os aprendizados de vida para que os alunos sejam cidadãos globais. Essa é a missão da Ross School. A instituição norte-americana, localizada em East Hampton, nos Estados Unidos, é o tema do 9º episódio da série “Destino: Educação – Escolas Inovadoras”, realizada pelo canal Futura com consultoria do Porvir/Inspirare.
Além de oferecer educação infantil, ensino fundamental e médio, a escola também conta com um programa de pós-graduação. Diferentemente do termo usado no Brasil, trata-se de uma oportunidade para alunos que já terminaram o ensino médio, mas estão procurando uma experiência educacional por mais um ano, antes de entrarem na universidade.
Dos 765 alunos da escola, uma taxa de 50 a 60% vêm de outros países. Segundo o diretor da Upper School, o ensino médio, isso condiz com a missão da escola, que é oferecer uma experiência global e não centrada apenas no contexto norte-americano. Isso significa que, ao invés dos estudantes apenas lerem e estudarem sobre costumes de outros países, eles de fato convivem com colegas que vieram de fora dos Estados Unidos.
Além de usar um sistema de ensino que motiva a curiosidade dos alunos a partir de perguntas, a escola também tem um sistema de avaliação diferente. Ao contrário do que é comum nos EUA, a Ross School não usa letras, como A, B, C como notas, e sim conceitos: excelente, competente, suficiente e insuficiente. Dentro de uma mesma aula, o aluno pode ser avaliado em até três frentes.
Veja o programa completo:



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Educação reforça desigualdades entre brancos e negros, diz estudo


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil




A educação para brancos e negros é desigual no Brasil, segundo dados educacionais organizados pelo movimento Todos pela Educação. Os brancos concentram os melhores indicadores, é a população que mais vai à escola e conclui o estudo. São também os que se saem melhor nas avaliações nacionais. Para o movimento, a falta de oferta de uma educação de qualidade é o que aumenta essa desigualdade. O estudo é divulgado hoje (18), dois dias antes do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

Os negros, soma daqueles que se declaram pretos e pardos, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são maioria da população brasileira, 52,9%. Essa população, no entanto, ganha menos da média do país, que é R$ 1.012,25, segundo dados do IBGE de 2014. Entre os negros, a média de renda familiar per capita é 753,69 entre os pretos e R$ 729,50, entre os pardos. Os brancos têm renda média de R$ 1.334,30.


Os dados seguem apontando a desigualdade, o desemprego é maior entre os pretos (7,5%) e pardos (6,8%) que entre os brancos (5,1%). O trabalho infantil, maior entre pardos (7,6%) e pretos (6,5%), que entre brancos (5,4%).
As desigualdades sociais são reforçadas na educação.  A taxa de analfabetismo é 11,2% entre os pretos; 11,1% entre os pardos; e, 5% entre os brancos. Até os 14 anos, as taxas de frequência escolar têm pequenas variações entre as populações, o acesso é semelhante à escola. No entanto, a partir dos 15 anos, as diferenças ficam maiores. Enquanto, entre os brancos, 70,7% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão no ensino médio, etapa adequada à idade, entre os pretos esse índice cai para 55,5% e entre os pardos, 55,3%.

No terceiro ano do ensino médio, no final da educação básica, a diferença aumenta: 38% dos brancos; 21% dos pardos; e, 20,3% dos pretos têm o aprendizado adequado em português. Em matemática, 15,1% dos brancos; 5,8% dos pardos e 4,3% dos pretos têm o aprendizado adequado.  
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que os indicadores são resultado de uma educação de baixa qualidade que não é capaz de fazer com que os estudantes superem as diferenças sociais. Segundo ela, os estudantes mais vulneráveis têm também acesso a escolas com as piores infraestruturas e ensino.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista: 

Agência Brasil - O que esses dados nos mostram?
Priscila Cruz - Não adianta só a gente ter o diagnóstico de que o país é desigual e que a oferta da educação é desigual, a gente precisa começar a pensar em estratégias para que isso seja resolvido pela política pública porque o que esse estudo mostra é que existe uma baixíssima mobilidade educacional. A chance de um filho de pais analfabetos continuar analfabeto é muito grande e isso é mais forte na população negra. Então, se a gente tem uma dívida histórica com a população negra, não basta só ter direitos iguais, não adianta a gente só dar direitos iguais a negros e pardos, a gente tem que ter políticas específicas na educação básica.

Agência Brasil - Quais seriam essas políticas?
Priscila Cruz - A gente tem que dar as melhores escolas para a população negra e parda, porque ela só vai conseguir romper o ciclo de exclusão e pobreza que estão presas há gerações com política pública específica. Não adianta ter diploma, é a qualidade que vai importar. Para conseguir qualidade, o estado tem que dar muito mais para a população historicamente excluída. Ainda tem um imaginário no Brasil muito forte de exclusão em relação aos negros. A gente naturaliza que o negro vai estudar em uma escola pior do que o aluno branco de uma renda maior. A gente precisa desnaturalizar isso. Para os negros, a gente tem que ter escolas com os melhores professores, melhor formados, investimento maior, apoio técnico das secretarias e governos. Essa é a lógica que a gente tem que instaurar no Brasil se a gente quiser reduzir desigualdade.

Agência Brasil - Seria investir mais naqueles que têm piores resultados. O inverso de uma política por mérito?
Priscila Cruz - Mérito é quando você está comparando dois pontos de partida iguais. A gente está dizendo o seguinte, que têm alunos que, em uma corrida de 100 metros, partem dos 50 metros; têm alunos que partem do zero. O dado de que um chega mais rapidamente no ponto de chegada que os outros não é porque tiveram as mesmas condições, é porque tiveram condições diferentes. A gente só começa a levar em consideração o mérito na hora de premiar, de dar melhores condições, quando se chega no mesmo patamar.

Edição: Fábio Massalli



http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-11/educacao-reforca-desigualdades-entre-brancos-e-negros-diz-estudo

Tangará da Serra abre processo seletivo para Educação e Assistência Social

Clique na imagem para acessar o Edital
Do G1 MT
A Prefeitura de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, abriu um processo seletivo para contratação de 187 novos profissionais de ensino fundamental, médio e superior, além de formar cadastro de reserva. Os salários variam entre R$ 545,85 a R$ 4.042,50. A taxa de inscrição varia também de R$ 20 até R$ 30.
Os interessados devem se inscrever a partir desta sexta-feira (18) até o dia 28 de novembro pela internet. O valor da taxa é de R$ 20 (ensino fundamental), R$ 40 (ensino médio) e R$ 60 (ensino superior).
Os cargos oferecidos são os seguintes: professor de várias modalidades, intérprete de libras, ajudantes de serviços gerais, motorista, auxiliar de desenvolvimento infantil e educação especial, ajudantes de serviços gerais, vigia, nutricionista, mecânico, agente administrativo, instrutor de oficina de teatro, instrutor de oficina de dança, instrutor de dança clássica, instrutor de artesanato, pedagogo, assistente social, psicólogo, orientador social, agente social, entrevistador social, instrutor de oficina de dança, instrutor de artesanato e atendente de agência postal.
Os inscritos serão selecionados por meio de prova escrita objetiva, prática e análise de títulos, conforme o cargo pretendido. A prova objetiva está marcada para ser aplicada no dia 11 de dezembro.As inscrições podem feitas também na Biblioteca Municipal, localizada na Avenida Brasil nº 376-E, Centro, das 9h às 17h.

Educadores discutem a Reforma do Ensino Médio


O Ministério da Educação, em parceria com o grupo Banco Mundial, organizou o seminário Evidências Internacionais para a Reforma do Ensino Médio no Brasil. Aberto nesta quinta-feira, 17, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, o evento será encerrado na sexta-feira, 18, no escritório do Banco Mundial, também na capital federal. Na cerimônia de abertura, o titular da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Rossieli Soares da Silva, destacou a importância das alterações que estão em curso no Brasil. “A oportunidade de mudança é uma chance para podermos caminhar, como vários países já fizeram”, afirmou.
Também presente, a secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, defendeu a reforma proposta pelo governo federal para o ensino médio. “No momento em que a Finlândia extinguiu o conteúdo tradicional, só oferecendo língua e matemática, não faz sentido estarmos presos a um currículo ultrapassado”, disse. “Precisamos entender do que nossos alunos precisam.”
No seminário, que reuniu especialistas em educação do Brasil e do exterior, foram relatados exemplos de nações como Suíça, Polônia e México, com a apresentação de mudanças similares à que está em curso no país. “Entendemos que o Brasil precisa de uma discussão interna, mas ajuda ter exemplos do que já acontece no exterior”, disse o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser. “O Banco Mundial tem um histórico de apoio em todo o mundo, temos ajudado os países parceiros a responderem à questão-chave: como as crianças e jovens estão adquirindo as habilidades que precisam?”
Exemplos — Integrante de uma das mesas de discussão, a diretora do Instituto Europeu de Educação e Política Social, Janet Looney, falou sobre a possibilidade de os estudantes estarem entediados com os currículos tradicionais. “O que fazer a respeito?”, indagou. Segundo ela, é necessário tornar os conteúdos relevantes, entender o que os estudantes precisam e quais são os interesses deles. “Isso demanda uma quantidade grande de professores para atender aos interesses diferentes e necessidades de aprendizado de uma sala inteira”, disse. “À medida que os professores desenvolvem mecanismos para orquestrar uma sala de aula inteira, conseguem dar aos alunos os testes que eles precisam para aprender e diagnosticar suas necessidades. Isso faz parte do trabalho do professor.”
Outro convidado foi Erik Swars, gerente internacional sênior do Instituto Federal para Educação Vocacional da Suíça. Em seu país de origem, os estudantes já escolhem, ao concluírem o ensino fundamental, entre o ensino médio ou o técnico. “Na Suíça, o dado é surpreendente: dois terços dos jovens optam pelo caminho do ensino técnico”, revelou. “Para os jovens, essa é uma opção muito atraente por causa do trabalho e do salário.”
Além disso, de acordo com Swars, os estudantes podem continuar no sistema educacional. “É possível começar no ensino técnico e chegar ao doutorado, se ele optar por isso”, garantiu.
Assessoria de Comunicação Social 

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=41721

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Aluna de Escola Estadual de Barra do Bugres representará MT no Parlamento Juvenil do Mercosul

O Brasil já tem os novos nomes que representarão o país, nos próximos dois anos, no Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM). Os 27 estudantes, eleitos em cada unidade da Federação, foram conhecidos nesta quinta-feira, 17. “Nosso objetivo é dar voz aos jovens para que eles sejam protagonistas dentro da escola e atuem de forma cidadã e responsável”, afirmou a coordenadora nacional do Parlamento, Sandra Sérgio.
Até 2018, os representantes selecionados estarão à frente das discussões sobre o tema O Ensino Médio que Queremos e terão de elaborar e divulgar a Declaração do Parlamento Juvenil. O documento, produzido em conjunto com os parlamentares juvenis dos países-membros e associados do PJM, deve consolidar propostas para atender necessidades e anseios comuns da juventude dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) e dos países associados ao bloco (Bolívia e Colômbia).
“Essa edição teve uma reformulação”, explicou Sandra. “Diferentemente das edições anteriores, para fazer a inscrição, os candidatos precisaram elaborar um projeto de protagonismo juvenil vinculado à temática do Parlamento e seus eixos temáticos, com envolvimento de toda a comunidade escolar.” Nos anos anteriores, a inscrição dependia somente da produção de um texto.
Coordenado pela Assessoria Internacional do Ministério da Educação, o Parlamento Juvenil do Mercosul busca promover o protagonismo juvenil, de forma a contribuir para a integração regional dos jovens parlamentares. Os eleitos discutem, aprovam e recomendam a adoção de políticas educativas que promovam a cidadania e uma cultura de paz e respeito à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente.
Curso — Durante o mandato, os estudantes ainda realizarão um curso de formação. Eles serão orientados sobre o papel do parlamentar juvenil. “A ideia da capacitação é viabilizar que os parlamentares juvenis tenham capacidade para executar os projetos que desenharam e também para que possam ter uma atuação internacional condizente com a postura do Brasil com relação ao ensino médio”, resumiu a coordenadora.
Os eleitos também participarão de atividades em encontros nacionais e internacionais para trocar experiências com estudantes dos demais países participantes. “A meta é fazer com que eles tenham uma participação bem ativa durante esses dois anos e que estejam devidamente capacitados.”
O projeto de protagonismo juvenil para estudantes do ensino médio surgiu no âmbito do Setor Educacional do Mercosul e está na quarta edição — foi sido realizado em 2010, 2012 e 2014. A cada ciclo, são selecionados 27 estudantes brasileiros, representantes de cada uma das unidades da Federação. Os jovens eleitos têm mandato de dois anos para exercício de voz na tomada de decisões coletivas.
Os representantes do Parlamento Juvenil do Mercosul concentram as reflexões que fazem sobre cinco eixos temáticos: inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos. Os temas representam direitos reconhecidos nos países do Mercosul e seus associados em normativas nacionais específicas e em legislações internacionais às quais se sujeitam os estados que integram o projeto.
Os nomes dos novos parlamentares juvenis brasileiros podem ser verificados na página do Parlamento Juvenil na internet.  
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=41771

As práticas e estratégias das escolas com bons resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental


POR ERNESTO MARTINS FARIA

No último post, há duas semanas, apresentei os resultados do Ideb 2015 e escrevi (aqui) que abordaria nesse post as escolas que conseguem bons resultados educacionais. Para começar, vou apresentar algumas características das escolas que conseguem bons resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. No post seguinte abordarei as características das escolas com bons resultados nos anos finais.
Desenvolvido entre 2012 e 2014, o estudo Excelência com Equidade, feito em parceria pela Fundação Lemann e o Itaú BBA, buscou analisar o que 215 escolas que conseguiram ótimos resultados com alunos de baixo nível socioeconômico apresentam como diferenciais, de acordo com visitas aprofundadas a escolas com bons indicadores educacionais e por meio de modelos estatísticos feitos a partir de dados da Prova Brasil e do Censo Escolar.
O relatório completo da pesquisa, com os resultados dos relatórios qualitativo e quantitativos, podem ser acessados aqui: 
Algumas análises do estudo também foram apresentadas em algumas reportagens (O Globo, Agência Brasil, editorial de O Estado de S. Paulo).
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Mas o que encontramos?
O estudo qualitativo da pesquisa nos permitiu identificar as práticas e estratégias comuns das escolas que passaram pelos critérios, enquanto o estudo quantitativo procurou mapear as características dessas 215 unidades que podem explicar o sucesso e as ações que conseguiram implementar. Listo abaixo as principais conclusões do estudo.

Quatro práticas comuns às escolas que conseguem garantir o aprendizado de todos os alunos
Primeiramente, todas as escolas analisadas em profundidade definem metas, tendo claro seus objetivos. Essas metas sempre estão relacionadas ao aprendizado dos alunos. Um segundo aspecto, talvez o mais importante, é que as escolas acompanham de perto – e continuamente – o aprendizado dos alunos. Muitas vezes esse acompanhamento é liderado pela secretaria, que faz um acompanhamento minucioso do trabalho das escolas, buscando lhes dar um suporte adequado. Esse acompanhamento busca fornecer dados sobre o aprendizado para embasar as ações pedagógicas, como reforço escolar e formação continuada. Por fim, há uma atenção da gestão escolar par fazer da escola um ambiente agradável e propício ao aprendizado.

Quatro estratégias-chave usadas por escolas que obtiveram sucesso ao implementar mudanças
Um dos grandes apontamentos do estudo foi que tão importante quanto a prática é o “como fazer“. Uma boa ideia se mal implementada não só pode não ter efeito positivo como pode ter efeito negativo. Por isso, há aspectos chave para a implementação de uma boa política educacional. Primeiramente, é fundamental criar um fluxo aberto e transparente de comunicação, tanto entre escola e secretaria, como entre escola e comunidade escolar. Também é essencial que a gestão escolar e da secretaria de educação respeite a experiência dos professores e os apoie em seu trabalho. É preciso empoderar os professores, que estão no dia-a-dia com os alunos e buscam garantir o aprendizado deles.
Como os desafios educacionais são grandes, e mudanças em um sistema não são simples, é necessário ter grupos comprometidos para enfrentar resistências dentro das escolas. Por fim, é fundamental ganhar o apoio de atores de fora da escola, como os pais e a comunidade do entorno.

Quatro características que ilustram o porquê do sucesso das 215 escolas
O estudo quantitativo do estudo também mostrou as características dessas escolas com bons resultados. Primeiramente, boa parte delas integra uma rede de ensino que oferece condições e apoio para que as mudanças aconteçam. Um segundo aspecto muito importante é que a gestão dos recursos têm um maior foco na garantia das condições de aprendizagem em comparação com outras escolas. Essas escolas também se destacam em relação às condições para o ensino e procuram garantir um bom clima escolar para mantê-las. Por fim, elas contam com uma gestão escolar focada na aprendizagem dos alunos e se apropriam dos recursos e das condições escolares em favor do ensino.

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