quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ENEM 2015: O impacto do nível de formação docente nas 10 Escolas Estaduais de MT com melhores pontuações



Veja a Nota Técnica sobre Indicador de Formação Docente

É notória a defasagem de professores efetivos na rede estadual de ensino. Não tanto é a defasagem entre a formação, independente de ser efetivo ou contratado, com a prática docente. Como pode se ver na tabela, entre as escolas que tiveram os maiores resultados no ENEM 2015, há uma variação que vai de 29,20% até 53,50%. Sem dúvida que é um dado  preocupante enquanto princípio. Vale refletir: 1. o que fez a EE Jardim Universitário com 29,20% para alcançar essa pontuação (497,59), que é superior à Média da escolas públicas (486,5)? 2. Um pouco abaixo no ranking está a Escola Militar Tiradentes com 53,50%, mas com uma pontuação um pouco menor (495,69). O que impactou na segunda escola  que tem quase que o dobro de professores em condições ideais de formação e atuação para ter um resultado inferior? 

Sem que se tenha respostas simples para perguntas simples, o fato é que cabe a reflexão. 

Ainda tendo como parâmetro essas duas unidades, cabe verificar a variação do nível socioeconômico. A EE Jardim Universitário tem sua clientela classificada como Nível Médio, enquanto a Escola Militar Tiradentes está no Nível Alto. Qual o impacto disso no resultado? Que tipo de formações estão sendo estabelecidos? Que expectativas estão sendo criadas para o sucesso formativo e emancipador dos alunos?

No caso do Município de Rondonópolis, que mais uma vez tem suas escolas entre as com melhores pontuações, há um equilíbrio entre os indicadores, tanto do nível de formação docente, como do nível socioeconômico. Estabeleceram um padrão e estão mantendo.

Em todos os casos, exceto por esse percentual um pouco superior à metade (53,50%) que tem a Escola Militar, caberia perguntar: se essas escolas estão fazendo isso com menos da metade do exigido legalmente em termos de formação docente (veja a Nota Técnica), o que poderiam fazer para garantir mais aprendizagens aos alunos se tivessem os 100%? 

A tabela acima, que mostra as dez melhores, oculta as com desempenho inferiores, já que não era o foco aqui. Porém, para se entender o tamanho da distorção, uma unidade de MT tem 11,10% de indicador de formação docente. 

É, há muito o que fazer. Os dados indicam, as políticas podem fazer alcançar a melhoria. Pelo exposto, em um passado recente, os dados não se transformaram em políticas.  

Gilberto Fraga 


terça-feira, 4 de outubro de 2016

ENEM, 2015 - ESCOLAS ESTADUAIS COM OS 10 (DEZ) MAIORES RESULTADOS - MT


Enem 2015. Acesse os resultados das escolas de Mato Grosso


Enem por Escola 2015 - Acesse aqui os resultados


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.

Comunicação MEC

Clique AQUI para acessar os resultados das escolas de Mato Grosso

Resultado do Enem 2015 por Escola


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.
Esses resultados foram divulgados para as escolas que cumpriram, concomitantemente, os dois critérios a seguir:
a) possuir pelo menos 10 (dez) alunos concluintes do ensino médio regular seriado participantes do Enem 2015; e
b) possuir pelo menos 50% de alunos participantes do Enem 2015, de acordo com os dados do Censo Escolar 2015.
  Consulte aqui os resultados do Enem por Escola

      Ranking das escolas aqui
 Consulte aqui os resultados da sua Escola
Veja, abaixo, documentos referentes ao Enem 2015 por Escola:

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Língua Portuguesa: Comissão Julgadora Estadual seleciona textos em Cuiabá

Aline Coelho | Seduc-MT 

Os avaliadores da Comissão Julgadora Estadual da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro se reuniram em Cuiabá, na sexta-feira (30.09). O grupo, formado por docentes especialistas em Língua Portuguesa, realizou a seleção dos textos que passarão para a etapa regional da 5ª edição do concurso, que traz o tema “O lugar onde vivo”.
Essa segunda etapa é presencial e reúne todos os avaliadores para discutir discrepâncias de cada gênero linguístico. Para selecionar os finalistas, os educadores avaliaram os critérios descritos no Regulamento da Olimpíada e a melhor representatividade de Mato Grosso. A primeira fase do trabalho da comissão foi realizada à distância, de modo virtual, momento em que cada texto foi lido por, no mínimo, dois avaliadores, durante os dias 16 e 28 de setembro.
A colaboradora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Maria Tereza Antônia Candia, explica que para participar da Olimpíada é necessário que o professor inscreva a ele mesmo e as turmas nos quatro gêneros. Sendo eles Poema (para estudantes do 5º e 6º anos do Ensino Fundamental); Memórias literárias (para estudantes do 7º e 8º Anos do Ensino Fundamental); Crônica (para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio); e Artigo de Opinião (para estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio).
“A comissão seleciona os melhores textos de cada unidade. A próxima seletiva é realizada pela Comissão Municipal que repassa os escolhidos para a Comissão Estadual”, ressalta Maria Tereza.
Esse ano, o grupo de julgadores de Mato Grosso recebeu 263 textos nas quatro categorias. Para a próxima etapa serão escolhidos os textos de três estudantes semifinalistas titulares e três suplentes em cada gênero. Os jovens, acompanhados do professor orientador, diretor da unidade escolar e um responsável participarão dos encontros regionais, realizados em novembro.
Durante esses encontros, realizados em São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza, os estudantes participam de oficinas de formação e criação, das quais serão selecionados os 20 finalistas. “Nessa fase, os professores orientadores também realizam relatos de práticas, que serão selecionados e premiados”, frisa a colaboradora.
Proficiência
Apesar do destaque do Programa Escrevendo o Futuro ser na Olimpíada, ele é composto por uma Formação continuada para professores de Língua Portuguesa. A formação à distância pode ser acessada por professores da rede, ou não, que se cadastrarem no site do Programa durante todo ano.
Em anos ímpares é realizada a formação presencial, enquanto nos anos pares acontece o concurso, momento para os professores exercem em sala de aula o que aprenderam durante a formação.  
Maria Tereza Antônia Candia lembra que o principal objetivo do Programa é o aprimoramento da didática dos professores. “Queremos que todos os estudantes ampliem a comunicação e expressão”.
Realizadores
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social (Itaú Social), com coordenação técnica do Cenpec. Ela conta com uma rede ancoragem formada pela Universidade Federal de Mato grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME).
Atuaram na Comissão Julgadora Estadual os professores Eliane Quinhone (SME/Cuiabá), Simone Padilha (UFMT), Leandro Resende (Seduc/MT), Ruth Moreira Xavier (Seduc/Cuiabá), Cesarina Benites Santos (Undime), Gláucia Ribeiro (Seduc/MT) Neiva de Souza Bueno (Seduc/Cuiabá/MT), Erica Meireles (Seduc/MT) e Maria Tereza Candia (Cenpec). 


http://www.mt.gov.br/-/5054292-comissao-julgadora-estadual-seleciona-textos-em-cuiaba

ENEM 2015: Resultado por escola do exame será divulgado em 4 de outubro

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola de 2015 estará disponível para consulta no próximo dia 4 de outubro. As notas serão publicadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

A classificação das escolas é definida a partir da média de desempenho dos alunos participantes do exame para cada uma das quatro áreas de conhecimento e redação, e pela distribuição percentual desses educandos. Só serão aprovadas instituições que tenham tido a participação mínima de 10 estudantes no Enem 2015 e que tenham atingido, pelo menos, 50% de taxa de participação.

São considerados participantes do Enem 2015 os estudantes que realizaram as quatro provas objetivas e a redação, que tenham atingido proficiências superiores a zero nas cinco áreas do exame e que tenham sido matriculados na terceira série do ensino médio, de acordo com o Censo Escolar 2015.

As normas estão definidas em Portaria publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 28/09.

Acesse o portal do Inep


Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=39781

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Reforma deve formar professor, diz Unesco

Estadão Conteúdo

Brasília - A nova arquitetura do ensino médio, que promete colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado, é importante, mas não soluciona todos os problemas da Educação brasileira sem que se invista na formação de professores e de gestores escolares. É assim que a coordenadora de Educação da Unesco (órgão das Nações Unidas responsável pelas áreas de Educação, Ciência e Cultura), Rebeca Otero, avalia a reformulação anunciada semana passada pelo governo Michel Temer, cuja principal mudança é a adoção de um currículo 50% comum e 50% específico, além da ampliação da política de tempo integral.

A medida provisória editada pelo presidente Temer a pedido do ministro da Educação, Mendonça Filho, não toca na formação docente, no salário do professor ou na sabida falta de tempo para planejar as aulas - algo que Rebeca considera primordial para reverter o fracasso do ensino médio brasileiro, já constatado pelos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estagnados há quatro anos e, desde 2013, abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC).

Para a coordenadora, será preciso oferecer cursos de capacitação para que os docentes se preparem para implementar as mudanças previstas pela reforma. A medida provisória prevê que o ensino médio terá um conteúdo comum na primeira metade do ciclo - a ser definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em meados do ano que vem - e ênfase de conhecimento a ser escolhida pelo próprio aluno, na segunda metade da etapa, a depender do seu interesse profissional.

Formação. Para Rebeca, no entanto, é preciso ir até a raiz do problema. "A formação inicial do docente nos cursos de licenciatura e de Pedagogia é precária no Brasil, pois não dá insumos suficientes para que ele chegue à sala de aula capaz de contornar problemas. O governo precisa acompanhar isso."


Ela ainda destaca que as faculdades que formam docentes são desconectadas da vida prática e que esses profissionais, que não têm plano de carreira satisfatório, são pouco valorizados. "Isso os obriga a se dividirem entre vários empregos, o que tem ligação direta com a falta de tempo para o planejamento de aulas", afirma.

"Como resultado, em geral, temos professores com métodos ultrapassados e impositivos de ensino, ancorados no pressuposto de que eles sabem tudo e os alunos, nada. Isso precisa mudar. O estudante não quer ficar apenas copiando da lousa", completa.

Investir


Apesar dessas críticas, a coordenadora da Unesco afirmou que a mudança pretendida pelo governo "é bem-vinda", principalmente por causa da parte flexível do novo currículo. "O aluno deve investir tempo e esforço no que ele gosta e quer aprender, no que ele acha que vai ser necessário para a sua vida", afirma, salientando a importância de investimentos na educação profissional.

"Tem de haver ofertas mais variadas e conectadas com a realidade do mercado de trabalho, como eletrônica, informática, robótica. Hoje, a maior parte dos cursos é da área administrativa, pois não precisa de tanta infraestrutura."

Sobre o fomento à ampliação do número de alunos estudando em tempo integral (a meta do Ministério da Educação é que 500 mil novos estudantes estejam enquadrados nesta modalidade, que preconiza 7 horas de aula por dia, até o ano que vem), Rebeca diz que é imprescindível que a quantidade esteja aliada à qualidade e à interdisciplinaridade das ações.

"Não basta fazer com que os jovens fiquem mais tempo na escola se forem aulas 'mais do mesmo'. Isso pode ser entediante para eles", diz. A solução, segundo ela, é trabalhar menos com as chamadas "decorebas" e mais com os objetivos maiores da Educação: "Transformar vidas, trabalhar a cidadania e ganhar qualidade de vida".

Rebeca também vê uma inversão de influências entre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o conteúdo ensinado nas salas de aula nesta etapa da educação. Hoje, o que cai no Enem é que pauta o que será lecionado aos alunos do ensino médio, quando, para ela, deveria ocorrer o processo inverso - algo que o novo modelo, se aprovado no Congresso Nacional, pode ajudar a realizar. O Senado abriu consulta pública sobre a medida provisória do ensino médio integral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2016/09/28/reforma-deve-formar-professor-diz-unesco.htm

domingo, 25 de setembro de 2016

Veja as propostas de governo de candidatos a Prefeito em Cuiabá.

Alexandra Lopes

Wilson Santos (PSDB), Julier Sebastião (PTD) e Serys  Slhessarenko (PRB) são os candidatos a prefeitos de Cuiabá  com propostas mais claras e concretas nesta eleição com base no plano de governo que todos os candidatos enviam ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Veja a íntegra dos planos em anexo. 
 Emanuel Pinheiro (PMDB) também apresenta propostas, mas bem menos concretas. O candidato justifica que o plano ainda está sendo construído junto com os cuiabanos, de forma coletiva, durante a curta campanha eleitoral de um mês.
Entre as prioridades de Wilson, Serys, Julier e Emanuel está, por exemplo, a conclusão das obras do novo Pronto-Socorro de Cuiabá. 
O candidato do Psol, procurador Mauro, não apresenta muitas propostas de ações a serem realizadas caso ganhe o pleito. Seu plano está focado em fazer auditorias e políticas públicas. O mais "subjetivo" é o de Renato Santtana (Rede), que em seu plano de governo prevê apenas políticas públicas, a maior parte delas voltada para a sustentabilidade – um dos pilares do partido.  
A campanha entrou na reta final e, a uma semana do 1º turno, o  traz um levantamento sobre o que dizem os candidatos nos planos de governo, registrados junto à Justiça Eleitoral e também por meio das assessorias e nos programas de tv. O raio X, no entanto, optou por focar nas propostas voltadas a três eixos essenciais: saúde; infraestrutura e transporte; e educação. 
O plano de governo com o maior número de página é de Julier, com 64 páginas. Serys apresenta um diagnóstico de 51 páginas, Wilson, de 26, Emanuel, com 19,  e o Procurador Mauro, com 10. Renato é o candidato mais conciso. Resumiu suas propostas em apenas quatro folhas.  
Mário Okamura/Rdnews
Plano de governo candidatos de Cuiabá
Candidatos a prefeito de Cuiabá entregam no ato do registro de candidatura o plano de governo que tem para gerir o município. Poucos têm propostas concretas
Clique para continuar lendo: http://www.rdnews.com.br/rumo-as-eleicoes/plano-de-governo-de-candidados-traz-pouca-novidade-e-sao-semelhantes/75585


Arquivo(s) anexado(s)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Veja a Medida Provisória que altera o Ensino Médio



Em edição extra, o Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira, 23, a Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016, que trata da criação do Novo Ensino Médio. Conforme anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante cerimônia no Palácio do Planalto, na quinta-feira, 22, a medida considera prioritária a aprendizagem do aluno e a manutenção dos jovens na escola, a partir de uma proposta curricular que contemple as necessidades individuais dos estudantes e ofereça oportunidades equivalentes às ofertadas nos principais países.
Trata-se da maior mudança ocorrida na educação brasileira nos últimos anos, desde a Lei das Diretrizes e Bases da Educação [Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996].
A Medida Provisória nº 746/2016, que promove as alterações no ensino médio, foi publicada no Diário Oficial da União, edição extra nº 184-A, nesta sexta-feira 23.   
Assessoria de Comunicação Social

Clique na imagem ou no link para acessar a MP

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1000&pagina=1&data=23/09/2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ensino médio: português e matemática serão únicas obrigatórias; veja o que muda




Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Português e matemática serão os dois únicos componentes curriculares obrigatórios nos três anos do ensino médio, de acordo com o novo modelo para a etapa anunciado hoje (22) pelo governo. A definição está em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Atualmente, a etapa tem 13 disciplinas obrigatórias para os três anos.

A MP prevê a flexibilização do ensino médio com o objetivo de torná-lo mais atraente para o jovem, segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho. Os componentes curriculares que deverão ser ensinados no período obrigatoriamente serão definidos na Base Nacional Comum Curricular, que começará a ser discutida no próximo mês e deverá ser definida até meados do ano que vem, segundo o Ministério da Educação.

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas - modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional.
“O novo ensino médio tem como pressuposto principal o protagonismo do jovem. Hoje é bastante engessado. Esse modelo caminha na direção da flexibilidade”, disse Mendonça Filho.

Arte e Educação Física

O texto, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), determina o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental.

As mudanças passarão a valer 180 dias após a publicação da Base Nacional, ou seja, não modificam o atual currículo. De acordo com o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Silva, a intenção é enxugar na lei as obrigatoriedades do ensino médio. “Agora a Base Nacional tem que dizer o que é e o que não é obrigatório nesse um ano e meio. Se eu vou definir ênfases, como eu posso ter todos os conteúdos do mundo? Se eu digo que os 13 conteúdos são obrigatórios?”, questionou.

Segundo Silva, artes e educação física, assim como conteúdos como filosofia e sociologia certamente estarão garantidos na Base Nacional Curricular Comum e poderão voltar a ser obrigatórios.

Idiomas

O inglês passa a ser a língua estrangeira obrigatória que deverá ser ensinada em todas as escolas de ensino médio. Outros idiomas podem ser ensinadas em caráter optativo.

A MP abre a possibilidade que os estados tenham mais autonomia nas decisões referentes a essa etapa da educação básica. Um sistema de ensino poderá, por exemplo, definir um sistema de crédito, no qual um aluno cursa determinados períodos e, caso deixe a escola, possa retomar o curso de onde parou e não tenha, necessariamente, que cursar um ano inteiro.

Também está previsto na MP que os créditos adquiridos pelos alunos nesse caso poderão ser aproveitados no ensino superior, após normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologação pelo MEC. Ao entrar na universidade ou no ensino tecnológico, a trajetória escolar do aluno será considerada e ele não precisará cursar matérias que envolvem conhecimentos e competências que já possui.

Carga horária

A reforma também determina que a carga horária mínima anual da etapa deverá ser progressivamente ampliada para 1,4 mil horas, o que tornará o ensino médio integral, com 7 horas por dia.

A expectativa do MEC é que as primeiras turmas que seguirão a formação de acordo com o Novo Ensino Médio começem em 2018, após a aprovação da Base e da MP pelo Congresso Nacional. Não há prazo para que as redes de ensino se adequem às mudanças, mas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) trabalha com o cronograma do Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser implementado até 2024.

Ensino técnico

Entre as trajetórias que os estudantes poderão escolher está a formação técnica. Os alunos serão certificados e seus itinerários formativos permitirão a continuidade dos estudos. Essa oportunidade de formação vai ocorrer dentro do programa regular, sem a necessidade de o aluno estar cursando o período integral. No ensino técnico, os alunos poderão ser certificados a cada etapa que cumprirem, recebendo uma certificação das competências adquiridas até ali.

As aulas técnicas poderão ser ministradas por profissionais com notório saber - ou seja, sem formação acadêmica específica na área que leciona -, reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos afins à sua formação. “Isso não vale para os demais conteúdos, se eu tenho o ensino de filosofia, eu vou continuar tendo que ter um professor formado em filosofia, isso não muda. Vale apenas para o ensino técnico”, explicou o secretário de Educação Básica.

Resultados

A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo depois que o Brasil não conseguiu,  por dois anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas para essa etapa da formação. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país, mostram que o ensino médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta para 2015 era nota 4,3, mas o índice ficou em 3,7.

Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos, número que inclui estudantes das escolas públicas e privadas. Segundo o Ministério da Educação, enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi de 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação no nível fundamental é de 8,2%, frente a 11,5% no ensino médio.

Edição: Luana Lourenço

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-09/ensino-medio-portugues-e-matematica-serao-unicas-obrigatorias-veja-o-que

sábado, 17 de setembro de 2016

Professora aproxima família e escola com boletins do berçário

A partir de informativos, professora explica o que acontece durante o dia dos bebês e mostra como é feito o trabalho pedagógico

por Keli Patricia Luca 

Eu já tinha trabalhado com crianças pequenas, mas nunca com bebês. Quando entrei no berçário, percebi que é uma atuação bem específica e meu primeiro passo foi estudar e pesquisar sobre a rotina. E foi justamente nas primeiras semanas, no período de adaptação dos bebês, que percebi o distanciamento dos pais e a falta de informação do que era feito na escola. Isso dificultava o processo e agravava a sensação de insegurança e o choro dos pequenos.
Os pais ficavam preocupados só com a questão do cuidado. Perguntavam se os filhos comeram e se ficaram bem. Mas a proposta pedagógica é bem mais ampla do que só cuidar, algo que a comunidade escolar também não entendia muito bem. A gente fala que são bebês e que o berçário é só aquela correria de cuidar e dar mamadeira. Mas isso não é verdade. Toda ação de cuidar está associada ao educar também. Quando você vai trocar a criança, por exemplo, você fala as partes do corpo, você conversa ou canta. As pessoas não percebem isso e, se o educador também não prestar atenção, atua sem intenção nenhuma, só pra distrair, enquanto que deve haver todo um planejamento por trás da prática.
A proposta pedagógica é bem mais ampla do que só cuidar
Pensando em reforçar a relação entre a escola e as famílias, eu tive a ideia de fazer boletins informativos. Eles traziam informações sobre o que acontecia durante o dia no berçário e algumas ideias para as famílias desenvolverem em casa com os filhos. Por exemplo, na brincadeira do espelho, expliquei no boletim que os bebês estão se descobrindo e que os pais poderiam repetir a atividade em casa. Eram coisas simples, mas que as famílias poderiam fazer e participar mais.
A princípio, a ideia era fazer os boletins de forma digital e compartilhar com as famílias por email ou no mural de uma rede social. Mas essa opção não foi aprovada, então a diretora permitiu que eu imprimisse cópias em preto e branco e entregasse aos pais. A primeira produção foi sobre o período de adaptação. O trabalho foi bem bacana e eu acho que todo o restante do projeto fluiu em função disso. As famílias conheceram o que tinha sido feito no período de adaptação, formado por uma tríade: nós precisamos atender as necessidades das crianças, nos adaptar a elas e deixar que as famílias também se adaptem.
Ao final de cada sequência didática, eu produzia o boletim informativo e entregava. A partir disso, os responsáveis começaram a me procurar para conversar. O final da tarde não era só um momento de buscar a criança e a gente tinha assunto sobre as atividades. Nesse sentido, democratizar a informação é fundamental para que os pais conheçam o trabalho que é feito na escola.
Muitos responsáveis não têm noção da importância que eles têm nessa faixa etária da vida dos filhos. Como educadora, eu acho que não é só um trabalho com as crianças, mas o trabalho com as famílias também é fundamental.
Foi inspirador?
Keli Patricia Luca
Professora de Educação Infantil. Trabalhou com capacitação de professores nesse mesmo nível de ensino. É graduada em psicologia, pedagogia e filosofia e pós-graduada em psicopedagogia e supervisão escolar. Atualmente é pós-graduanda em planejamento, implementação e gestão de EaD pela UFF.  

http://porvir.org/professora-aproxima-familia-escola-boletins-bercario/

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Medida Provisória para novo ensino médio deve sair semana que vem

São Paulo - Por causa da agenda congestionada do Congresso Nacional, a reformulação do currículo do ensino médio nas escolas brasileiras deve sair por meio de Medida Provisória (MP) a ser editada pelo presidente Michel Temer. O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que isso "possivelmente" já ocorrerá na semana que vem.
A ideia inicial de Mendonça era efetivar a reorganização por meio do Congresso. Ele conversaria com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pautar um projeto de lei, em tramitação desde 2013, sobre o tema. Agora, porém, decidiu apelar diretamente à Presidência. "Encaminhamos ao presidente a necessidade urgente de mudar a arquitetura legal da educação de nível médio", informou o MEC, em nota.
O receio da pasta, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, era de que o projeto ficasse em segundo plano, já que não teria tanta prioridade política frente a assuntos como previdência, teto dos gastos públicos e pré-sal. Mesmo assim, Mendonça deve fazer uma última reunião com Maia para falar sobre a questão.
O plano havia sido anunciado durante apresentação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mostram que o desempenho de alunos no ensino médio está estagnado há quatro anos. "Os números desastrosos não permitem que adiemos a reforma", disse Mendonça. A MP, quando editada por Temer, entra compulsoriamente na pauta do Congresso. "Precisamos começar a adotar a flexibilização do currículo em 2017."

Alteração

A proposta estabelece turno integral e disciplinas focadas na área de interesse do estudante no ensino superior. Por exemplo: se o aluno quer ser engenheiro, o programa de ensino contemplará mais as Ciências Exatas. "A reforma vai enxugar os conteúdos ensinados nas salas de aula e permitir maior integração com a vida do estudante, que chega ao ensino médio já sonhando com seu futuro profissional", sustentou Mendonça na ocasião da apresentação dos resultados do Ideb. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2016/09/16/medida-provisoria-para-novo-ensino-medio-deve-sair-semana-que-vem.htm

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Câmara aprova MP que altera regras de transferência de recursos para educação infantil

O ente federado (município ou Distrito Federal) que cumprir a meta anual terá direito a apoio financeiro suplementar de pelo menos 50% do valor anual mínimo por aluno definido para educação infantil
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos
O Plenário decidiu manter o texto do projeto elaborado pela comissão mista
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13), a Medida Provisória 729/16, que muda as regras de transferência de recursos da União para municípios e para o Distrito Federal para apoio financeiro suplementar à educação infantil. O objetivo da medida é estimular a ampliação do número de vagas em creches para crianças de zero a quatro anos de famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O texto aprovado é o Projeto de Lei de Conversão 26/16, da comissão mista que analisou a matéria, elaborado pelo relator, senador Cristovam Buarque (PPS-DF).
Conforme o projeto, a transferência de recursos será realizada com base na quantidade de matrículas de crianças de zero a quatro anos, cadastradas no Censo Escolar da Educação Básica, cujas famílias sejam beneficiárias do Bolsa Família ou do BPC. O projeto de conversão incluiu no rol dos beneficiários as crianças com deficiência nessa faixa etária. As crianças que se encaixarem em mais de um critério serão contabilizadas apenas uma vez. O texto altera a Lei 12.722/12, que criou o repasse suplementar, com base apenas no número de matrículas de crianças de famílias beneficiárias do Bolsa Família.
Segundo o projeto, o valor referente à transferência de recursos será definido em ato conjunto dos ministros do Desenvolvimento Social e Agrário e da Educação. Ato desses ministros também definirá qual a meta numérica anual de crianças a serem matriculadas em creches, de forma a atingir a Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE). A Meta 1 prevê a universalização, até 2016, da educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade e a ampliação, até 2024, da oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos.
Valores
De acordo com o Projeto de Lei de Conversão, o ente federado (município ou Distrito Federal) que cumprir a meta anual terá direito a apoio financeiro suplementar de pelo menos 50% do valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente para educação infantil. Caso a meta não seja cumprida, o repasse cai para no mínimo 25% do valor anual mínimo por aluno. Essas regras valerão a partir de 2018.
A MP original dizia “até 25%” e “até 50%”, mas o relator acatou uma série de emendas e modificou o texto para que esses passem a ser os valores mínimos a serem transferidos em cada circunstância. O repasse complementar ocorrerá com o desconto dos valores normais já transferidos e não utilizados pelos municípios até o mês anterior ao desse repasse. Não entrarão nesse desconto os valores suplementares repassados antes.
Transição
Para os anos de 2016 e 2017, haverá uma regra de transição devido ao fato de não ser possível divulgar as metas numéricas, por falta de dados consolidados. Nesses dois anos, o repasse adicional será de, no mínimo, 50% do valor mínimo anual por aluno para os municípios que tenham matriculado ao menos uma criança a mais ou que tenham número de vagas 35% maior que o do ano anterior.
Um novo caso nessa transição foi incluído pelo relator, beneficiando municípios com população de até 20 mil habitantes e que tenham assinado termo de compromisso junto ao Ministério da Educação para o cumprimento da meta do PNE.
Creches comunitárias
Durante a votação, foi rejeitado destaque do Psol para votação em separado do dispositivo do projeto que admite, para fins do repasse, o cômputo das matrículas das pré-escolas, comunitárias, confessionais ou filantrópicas, sem fins lucrativos, conveniadas com o Poder Público e que atendam a crianças de quatro a cinco anos. O cômputo dessas matrículas será válido até a universalização da pré-escola. “É nosso dever incentivar e direcionar recursos para a criação de creches públicas, e não para a contratação de creches”, defendeu o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP).
A deputada Professora Dorinha (DEM-TO), que foi sub-relatora da matéria, foi contrária ao destaque. “Em muitos municípios, as creches confessionais, comunitárias e ligadas a entidades filantrópicas são as únicas existentes e as únicas que atendem às crianças. A permissão de transferência de recursos para esse tipo de creche é temporária”, afirmou.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/516195-CAMARA-APROVA-MP-QUE-ALTERA-REGRAS-DE-TRANSFERENCIA-DE-RECURSOS-PARA-EDUCACAO-INFANTIL.html

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