quinta-feira, 16 de abril de 2015

Seduc possibilita sonho e inaugura aulas para catadores de recicláveis

A aula inaugural para catadores de resíduos sólidos de uma associação de Várzea Grande, na manhã desta quarta-feira (15.04), representa um marco para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Trata-se de uma oferta de educação básica inédita, que possibilita a realização de um sonho para estes profissionais.

São 37 alunos, matriculados inicialmente, que vão frequentar as aulas na sede da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Várzea Grande (Assacavag), na comunidade Cidade de Deus, que funcionará como sala anexa do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), Licínio Monteiro.

O atendimento, além de garantir um direito do cidadão à educação, envolve outros aspectos importantes. Segundo a presidente da Associação, Joana Fátima de Paula, os alunos que buscam estudos nas escolas que atendem esta modalidade, mesmo com o ensino voltado aos jovens e adultos, não raramente desistem, “pois, são vítimas de discriminação”.

De acordo com Joana, “por mais que o catador passe em casa e tome o banho, o cheiro do lixo não sai, porque está impregnado”. Isso acaba afastando os catadores da sala de aula. Eles poderão conciliar na prática uma grande dificuldade do estudante jovem e adulto, que é o de compatibilizar os tempos de escola e de trabalho.
 
 
O professor Antônio Marcos de Mattos, técnico da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (CJA), destacou que a vontade coletiva dos membros da Associação e sua determinação permitiram que a Secretaria de Educação também se mobilizasse para que eles pudessem tornar este sonho possível.

“Destacamos a importância desta oferta e a responsabilidade de cada um dos envolvidos nela. O sucesso será capaz de garantir, futuramente, outras demandas com características semelhantes”, disse o professor.

O secretário de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, reiterou que não se trata de nenhum favor aos catadores e, sim, de uma obrigação que o Estado tem com os seus cidadãos. 
 
 
Para o secretário, a sala de aula, na sede da Associação, deve se constituir um espaço onde se deve aprender. “O ato de aprender antecede o de ensinar, aspecto não só importante como fundamental na prática pedagógica do professor da EJA, bem como estratégia metodológica, haja vista os saberes e a história de vida que cada estudante traz consigo ao chegar à sala de aula”, disse Fraga, citando o educador Paulo Freire.

Assessoria 
Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-possibilita-sonho-e-inaugura-aulas-para-catadores-de-recicl%C3%A1veis.aspx

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cresce MT: educação deve ser compromisso de todos

O enfrentamento do desafio constitucional de garantir o direito à educação deve ser um compromisso de toda a sociedade civil e esferas governamentais. Sob essa ótica, especialistas, autoridades, produtores rurais, entre outros, fomentaram discussões sobre a importância da educação na transformação da economia e da política mato-grossense, durante todo o dia de ontem (14.04), no seminário Cresce MT.
 
Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), o evento reuniu mais de 1.400 pessoas e contou com a participação de especialistas, como Ricardo Amorim, economista e consultor financeiro de investimentos, Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor e professor, e Xico Graziano, mestre em Economia Agrária e doutor em Administração, além do governador Pedro Taques (PDT), do secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Gilberto Fraga, e do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, entre outros.
 
 
No painel "A interferência da educação na economia e na política", Gilberto Fraga, evidenciou a necessidade de implementação de políticas públicas para mudar o cenário negativo em que Mato Grosso se encontra - resultado da ausência do poder público nos últimos anos -, com 8% de sua população analfabeta, no contexto geral, sendo 12% residentes no campo. "Diferentemente do que se possa pensar, essa situação não ocorre em municípios distantes da capital. Ocorre em Chapada dos Guimarães, Poconé, no mais distante, a 100 km", informou.
 
De acordo com ele, a atual gestão se dispõe a enfrentar o problema, com a responsabilidade de promover uma educação inclusiva. "É preciso que o Estado garanta o acesso à educação a todas as pessoas, independentemente da idade, pois esse é um direito público subjetivo", destacou, ressaltando que uma das medidas do Governo é o programa estadual de erradicação do analfabetismo, que será lançado nos próximos dias, além do compromisso de promover a discussão do sistema ciclado e de investimento na formação dos professores.
 
 
O governador Pedro Taques também reforçou que seu administração terá mania de educação, lembrando ser filho de professora e atuante como docente há 20 anos. "Precisamos debater e rever o sistema de ciclos no Estado, pois o tema foi mal discutido e, por isso, há uma dificuldade em se formar pessoas; promover a valorização profissional, entre outras questões", afirmou, declarando que o desafio é grande.
 
Especialistas – No contexto de formar e treinar pessoas, principalmente as que atuam no setor do agronegócio, o professor Mario Sergio Cortella, destacou que a educação vai além do treinamento, e que apenas ela garante a emancipação de uma pessoa. "Emancipação torna o cidadão autônomo, dono da própria ação, capaz de construir, aprender, crescer. Pessoas com mais educação são mais livres para fazer suas escolhas, tomar decisões e julgar por elas mesmas", garantiu.
 
Durante uma hora o filósofo falou sobre o tema, sempre diferenciando educação de escolaridade e informação de conhecimento. "É até ofensivo o Brasil ser a sétima economia do mundo e termos uma escolaridade tão degradada. Não podemos ser omissos, pois sermos omissos significa sermos cúmplices. Nossa tarefa é trabalhar no presente para termos orgulho no futuro do passado que criamos".
 
Cortella finalizou afirmando que educação é a base para a construção de uma sociedade, um processo de aprendizagem que começa desde cedo. "Se você acredita que educação não é um bom investimento, tente investir em ignorância", propôs a reflexão.
 
Já Xico Graziano defendeu, na palestra "A importância da Educação para o Agronegócio", uma escola de campo com identidade, assim como toda diversidade. "É necessário o aprofundamento da reflexão e proposição de propostas pedagógicas, onde as crianças possam conhecer melhor sua origem, de sua história e sobre a importância dos agricultores", lembrando que é preciso acreditar na força do conhecimento.
 
Sobre a questão do aumento de produção versus preservação, Graziano ressaltou que a saída é uma só: fazer os dois ao mesmo tempo - o que só é possível por meio da educação. "Os ecologistas do futuro serão os agricultores de hoje".
 
Fechando a programação, Ricardo Amorim analisou as oportunidades para o Mato Grosso em meio à crise econômica, trazendo a importância da área educacional. "A educação sempre foi fundamental, e hoje é ainda mais. E ela é muito mais que preparar as pessoas, é despertar a vontade nelas de serem melhores".
 
Para Amorim, é preciso que os poderes públicos invistam, mas gastem "bem" com a educação. Que promovam ensino básico de qualidade e ensino universitário acessível a todos. 


Viviane Saggin
Assessoria Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Educa%C3%A7%C3%A3o-como-compromisso-de-todos.aspx

Governo propõe debate sobre escola ciclada e analfabetismo em MT


Combater o analfabetismo, discutir o ensino ciclado e investir em capacitação continuada são metas deste governo para elevar os índices de educação em Mato Grosso. Estes foram os pontos destacados como prioritários pelo governador Pedro Taques durante a 1ª edição do evento 'Cresce MT', realizado nesta terça-feira (14), no Cenarium Rural.
 
O evento, organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso, busca debater a forma como a educação pode interferir na política e na economia do estado. O tema é de fundamental interesse para esta gestão que, segundo Taques, fará fortes investimentos em educação, além de trazer para o debate com os professores o tema escola ciclada e implantar um plano de governo para erradicar o analfabetismo.
 
“Precisamos discutir o sistema de ciclos com os profissionais da educação e também implantar o plano de combate ao analfabetismo. Temos muitos analfabetos na zona rural. O desafio é grande e seu enfrentamento será de fundamental importância para o Estado de Mato Grosso”, afirmou Taques.
 
O secretário adjunto de políticas educacionais, Gilberto Fraga, pondera que os investimentos já realizados na educação não trouxeram os resultados esperados, por isso é necessário realizar políticas públicas concretas que garantam ao cidadão o direito à aprendizagem. “É preciso discutir o sistema de ciclos nas escolas e descobrir porque não está havendo aprendizagem de fato. Estes debates em um evento como este significa que o setor produtivo está de fato querendo discutir a educação”, avaliou.
 
A primeira palestra do evento ficou a cargo do filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, que conversou com o público sobre como a educação é capaz de transformar a política e a economia de um Estado. “Que a gente seja capaz de pensar como que um Estado grande como Mato Grosso se eleva quando é capaz de levar mais conhecimento para a população. Para fazer melhor é preciso potencializar a formação. Importante pensar que educação não é só sinônimo de escola. Ela se dá no trabalho, na escola, na família, na mídia, por isso a importância dessa reflexão”. 


SINARA ALVARES
Redação/Gcom -MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Governo-prop%C3%B5e-debate-sobre-escola-ciclada-e-analfabetismo-em-MT.aspx

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Juara: Comprometimento com qualidade resulta em superação de índices

O trabalho desenvolvido na Escola Estadual Luiza Nunes Bezerra, no município de Juara, no noroeste de Mato Grosso, tem ganhado destaque no cenário nacional pelos bons resultados obtidos. Com mais de 800 alunos matriculados no ensino fundamental, a instituição tem obtido índice zero de evasão escolar desde 2011.
Os números do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) são outro ponto de destaque da escola. Em 2013, ela obteve 6,7 nos anos iniciais (primeiro ao quinto), quando o esperado era 5,8. Quanto aos anos finais (sexto ao nono) o resultado de 5,8 também superou a meta, de 5,6.
“A diferença da nossa escola é o comprometimento com a qualidade da educação, o trabalho coletivo pela aprendizagem e o envolvimento com a comunidade”, diz a professora Sibeli Lopes, diretora da instituição. Ela cita ainda a metodologia de projetos, adotada há alguns anos.

“O projeto Nossas Mãos Podem Salvar o Planeta – Lixo Transformado em Arte, incluso no projeto político-pedagógico da escola há mais de cinco anos, trabalha com conceitos de educação ambiental, solidariedade, arte, coordenação motora, conservação do patrimônio público e outros temas interdisciplinares”, explica Sibeli. “Outro projeto que vem dando certo há mais de dez anos é o Sala de Leitura, que explora o hábito de ler, a interpretação e a escrita.” Os projetos Estudantes Solidários, Apoio Pedagógico e Laboratório de Informática são outros citados pela diretora.

A Escola Estadual Luiza Bezerra foi destaque na edição de 2013 do Prêmio Gestão Escolar, promovido pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), com apoio do Ministério da Educação, União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), entre outras instituições.

De acordo com Sibeli, a premiação é resultado de trabalho coletivo, de mais de duas décadas, que envolveu muito compromisso e dedicação por parte dos profissionais da escola. “Nosso trabalho foi e é pautado no projeto político-pedagógico da escola e na legislação vigente, o que dá maior consistência no fazer educacional”, adianta.

Para 2015, a diretora pretende implementar novas ações em projetos já existentes e criar comitês, formados por grupos de alunos e um professor líder, como o de orientação sobre a preservação do patrimônio público. Outro plano é terminar as obras de reforma geral na escola, com a construção de salas para o desenvolvimento das atividades dos projetos.

Professora há cerca de dez anos e gestora desde 2013, Sibeli tem licenciatura plena em matemática e cursa pós- graduação em metodologia da interdisciplinaridade.

Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21217

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Prefeitura abre edital para contrato temporário na Secretaria de Educação


A Prefeitura de Cuiabá publicou nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso edital para processo seletivo simplificado para a contratação temporária de profissionais para a Secretaria Municipal de Educação. Ao todo são 315 vagas disponíveis para Técnico de Nível Superior (TNS) e Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI).
As inscrições serão isentas de taxa e podem ser feitas de 13 a 15 de abril das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Para as vagas de TNS os candidatos devem fazer as inscrições no Órgão Central da Secretaria e para TDI nas creches e CMEIs, cujos endereços estão anexos no edital.
O contrato temporário será para preenchimento de vagas ou substituições nas Unidades de Creches, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e na sede da Secretaria.
Os cargos de TNS são para as áreas de engenheiro civil, engenheiro sanitarista e arquiteto com especialização em segurança do trabalho. Para ocupar o cardo de TDI o candidato deve ser graduado em pedagogia ou ter curso médio profissionalizante em magistério. 
Serão disponibilizadas para TNS 15 vagas com remuneração de R$ 2.478,30 e 300 vagas para TDI com salário de R$ 1.279,77. A carga horária de ambos será de 30 horas semanais. 
O resultado final do processo seletivo, dos candidatos inscritos nas creches e CMEIs, será divulgado no dia 22 de abril no mural das unidades em que o candidato se inscreveu e no site da Prefeitura. Dos candidatos para TNS será divulgado no dia 30 de abril no site da Prefeitura, no mural da Secretaria Municipal de Educação e no Diário Oficial de Contas.
A convocação dos candidatos selecionados será feita através de telefone e e-mail, obedecendo a ordem de classificação.
O Edital de Processo Seletivo Simplificado com as normas, rotinas e procedimentos para a contratação temporária foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso, páginas 30 a 36.
O edital também está disponível no site da Prefeitura de Cuiabá www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/educacao/processo-seletivo, no saguão de entrada da Secretaria Municipal de Educação e no mural das Unidades de Creches e CMEIs.


http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/prefeitura-abre-edital-para-contrato-temporario-na-secretaria-de-educacao/10551

Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas de educação fixadas pela Unesco

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Paris/Nova Delhi, - Somente um terço dos países alcançou todos os objetivos mensuráveis de Educação para Todos (EPT) estabelecidos em 2000. Apenas metade de todos os países conseguiu atingir o objetivo mais visado de acesso universal à educação primária. Além das ambiciosas contribuições governamentais já feitas, são necessários US$ 22 bilhões anuais extras para garantir que alcancemos as novas metas educacionais que estão sendo agora estabelecidas para serem atingidas até 2030.


Esses são os resultados do Relatório de Monitoramento Global de EPT 2015 (RMG) “Educação para Todos 2000-2015: progressos e desafios”, produzidos pela UNESCO, que tem acompanhado o progresso desses objetivos nos últimos 15 anos.
“O mundo tem feito um progresso enorme em direção à Educação para Todos”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “Apesar de não cumprir o prazo de 2015, há milhões de crianças a mais na escola do que haveria se persistissem as tendências dos anos de 1990. No entanto, a agenda ainda está longe de ser concluída. Necessitamos elaborar estratégias específicas e bem fundamentadas que priorizem os mais pobres, sobretudo as meninas, para melhorar a qualidade da aprendizagem e reduzir as falhas de alfabetização para que a educação se torne significativa e universal”.
Lançado hoje, um mês antes do Fórum Mundial de Educação, em Incheon (Coreia do Sul), o Relatório revela os seguintes resultados:
Objetivo 1. Expandir a educação e os cuidados na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis
Entre os países, 47% alcançaram o objetivo e outros 8% quase conseguiram. No entanto, 20% ficaram longe desse objetivo, ainda que, em 2012, quase dois terços a mais de crianças, em relação a 1999, tenham sido matriculadas na educação infantil.
Objetivo 2. Alcançar a educação primária universal, particularmente para meninas, minorias étnicas e crianças marginalizadas
Este objetivo foi alcançado por 52% dos países; 10% quase conseguiram e os 38% restantes estão longe ou muito longe de alcançá-lo. Isso deixa quase 100 milhões de crianças sem concluir a educação primária em 2015. Uma falta de foco nos marginalizados tem deixado os mais pobres com cinco vezes menos chances de completar o ciclo de educação primária em comparação com os mais ricos, além de um quadro em que mais de um terço das crianças fora da escola estão em zonas afetadas por conflito.
Houve também êxitos importantes: com relação a números de 1999, cerca de 50 milhões a mais de crianças estão matriculadas na escola agora. A educação ainda não é gratuita em muitos países, mas os programas de alimentação e de transferência de renda têm tido impacto positivo na matrícula escolar dos mais pobres.
Objetivo 3. Garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida
O acesso universal às séries iniciais de educação secundária foi alcançado por 46% dos países. Globalmente, os números relativos ao acesso às séries iniciais de educação secundária aumentaram em 27% e essa estatística mais que dobrou na África Subsaariana. Entretanto, um terço dos adolescentes em países de baixa renda não completarão as séries iniciais de educação secundária em 2015. 
Objetivo 4. Alcançar uma redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015
Somente 25% dos países alcançaram esse objetivo; 32% continuam muito longe disso. Mundialmente, a porcentagem de adultos analfabetos caiu de 18%, em 2000, para 14%, em 2015, porém, esse progresso é quase completamente atribuído a jovens educados que alcançaram a maioridade. Quase dois terços da população de adultos analfabetos continuam a ser mulheres. Além disso, metade das mulheres da África Subsaariana não tem habilidades básicas de leitura.
Objetivo 5. Alcançar a paridade e a igualdade de gênero
A paridade de gênero será alcançada na educação primária em 69% dos países até 2015. No nível secundário, somente 48% dos países atingirão esse objetivo. Casamento infantil e gravidez precoce continuam a impedir o progresso educacional de meninas, assim como também o fazem a necessidade de formação de professores em abordagens sensíveis às questões de gênero e à reforma curricular.
Objetivo 6. Melhorar a qualidade de educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos
O número de alunos por professor diminuiu em 121 dos 146 países, entre 1990 e 2012, no nível primário, mas ainda são necessários mais 4 milhões de professores para obter todas as crianças na escola. A carência na oferta de professores qualificados continua em um terço dos países: em vários países da África Subsaariana, menos de 50% deles são treinados. No entanto, a qualidade de educação tem recebido atenção especial desde 2000 e o número de países que realizam avaliações nacionais de aprendizagem dobrou.            
Financiamento e vontade política
Desde 2000, muitos governos aumentaram significativamente suas despesas com educação: 38 países aumentaram seu comprometimento em 1% ou mais do PIB. Entretanto, o financiamento continua a ser um grande obstáculo em todos os níveis educacionais. 
“A menos que sejam tomadas medidas reparadoras e a educação receba a merecida atenção que deixou de receber durante os últimos 15 anos, milhões de crianças continuarão em desvantagem e a visão transformadora da futura agenda de desenvolvimento sustentável será prejudicada”, disse o diretor do Relatório de Monitoramento Global (RMG), Aaron Benavot. “Os governos devem encontrar meios de mobilizar novos recursos para a educação. Parceiros internacionais devem garantir que a ajuda seja distribuída para os mais necessitados”.
O RMG faz as seguintes recomendações:
Completar a agenda de EPT: os governos devem tornar compulsório pelo menos um ano de educação pré-primária. A educação deve ser gratuita para todas as crianças: taxas relacionadas a ensino, livros didáticos, uniformes escolares e transporte devem ser abolidas. Gestores de políticas devem identificar e priorizar habilidades a serem adquiridas ao final de cada estágio de escolaridade. Políticas de alfabetização devem ser atreladas às necessidades das comunidades. A formação e o treinamento de professores devem ser melhorados para incluir estratégias focadas nas questões de gênero. Estilos de ensino devem refletir melhor as necessidades dos alunos e a diversidade dos contextos em sala de aula.
Equidade: governos, doadores e sociedade civil devem desenvolver programas e direcionar o financiamento para atender às necessidades dos mais desfavorecidos, de forma que nenhuma criança seja deixada para trás. Os governos devem superar a crítica escassez de dados para que sejam capazes de direcionar recursos àqueles que mais necessitam. 
Pós-2015: as futuras metas de educação devem ser específicas, relevantes e realistas. De acordo com os índices atuais, estima-se que somente metade de todas as crianças em países de baixa renda completarão as séries iniciais de educação secundária até 2030. Em muitos países, mesmo o principal objetivo de atingir a educação primária universal permanecerá distante se não houver esforços reparadores.
Superar as deficiências de financiamento: a comunidade internacional, em parceria com os países, deve encontrar meios para cobrir o déficit anual de US$ 22 bilhões em valores a serem destinados à educação pré-primária de qualidade e à educação básica para todos até 2030. Metas claras de financiamento educacional devem ser estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, onde nenhuma existe atualmente.
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Contatos:
Para entrevistas, fotos, b-roll, infográficos, vídeos – incluindo um vídeo com mensagem do secretário-geral das Nações Unidas – ou para mais informações, entre em contato com:
Contatos no Brasil:
  • Ana Lúcia Guimaraes, Coordenadora de Comunicação, da UNESCO no Brasil, +55 61 2106 3536, a.guimaraes(at)unesco.org
  • Demetrio Weber, Assessor de Imprensa da UNESCO no Brasil, +55 61 2106 3538. D.weber(at)unesco.org<//strong>
Para fazer o download do relatório completo e outros materiais em inglês e em outras línguas: clique aqui
Senha: Report_EFA2015
Para informações sobre o evento no Brasil e para acessar o relatório conciso,visão geral e outros materiais em português, consulte Educação para Todos 
Notas aos editores:
Desenvolvido por uma equipe independente e publicado pela UNESCO, o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos é uma referência confiável que visa a informar, influenciar e sustentar compromissos genuínos em Educação Para Todos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Prefeitura lança Programa de Avaliação Institucional da Rede Pública Municipal de Educação de Cuiabá



A prefeitura de Cuiabá lançou nesta segunda-feira (6), durante a cerimônia de entrega da obra de revitalização da sede da Secretaria Municipal de Educação, o Programa de Avaliação Institucional da Rede Pública Municipal de Educação de Cuiabá e o Projeto Avaliar, cujo objetivo é construir e desenvolver um sistema de avaliação próprio para as escolas da rede pública municipal.
O Programa de Avaliação Institucional e o projeto Avaliar está sendo implantado em Cuiabá em parceria com a União das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No programa de Avaliação Institucional estão articuladas as avaliações do desempenho acadêmico, da gestão e de desempenho funcional.
“Esta é uma ação inovadora no município de Cuiabá, que vai avaliar não só o aluno, mas também a gestão educacional, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino”, disse o prefeito Mauro Mendes.
O secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, explicou que, como parte das ações do Programa de Avaliação Institucional, foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação da Rede Pública Municipal de Cuiabá (Idec).
O Idec vai analisar a qualidade dos processos de gestão administrativa e pedagógica das unidades educacionais municipais, facilitando a proposição de metas para a melhoria do ensino.
Para calcular o Idec será considerada a avaliação de desempenho do aluno, que será feita por meio da Prova Cuiabá, que vai medir a proficiência em Língua Portuguesa e Matemática; o fluxo escolar; e a avaliação da equipe gestora.
A secretária-adjunta de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, apresentou o programa aos convidados, explicando de que forma o mesmo funcionará na rede.
Segundo a secretária-adjunta, para avaliar o Idec e realizar o monitoramento dos processos de gestão administrativa e pedagógica foi desenvolvido o Sistema para Gestão do Índice de Desenvolvimento da Educação da Rede Pública Municipal de Cuiabá (SIG-Idec). Com essa ferramenta tecnológica os gestores das escolas poderão tomar decisões rápidas e planejar as ações a médio e longo prazo.
O SIG-Idec está organizado em cinco módulos, Administração de Recursos; Avaliação de Indicadores; Avaliação Acadêmica; Projeto Político Pedagógico (PPP); e Avaliação de Desempenho Funcional;
A implementação do Idec e a implantação do SIG-Idec serão importantes mecanismos para o alcance das metas estabelecidas nos Planos Nacional e Municipal de Educação e o Plano de Desenvolvimento Institucional da Secretaria Municipal de Educação, que visa garantir a qualidade na Educação Básica e a meta de elevar Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 4,8 para 7,0 (nos anos iniciais) e de 4,2 para 6,5 (nos anos finais) até 2023.


http://cuiaba.mt.gov.br/educacao/prefeitura-lanca-programa-de-avaliacao-institucional-da-rede-publica-municipal-de-educacao-de-cuiaba/10529

Governo realizará concurso público para a educação

 
Com a meta de deixar o número de professores contratados, os chamados interinos, em índices aceitáveis em relação aos efetivos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou o processo para realização de concurso público. Este foi um dos compromissos assumidos pelo governador Pedro Taques, que começa a ser colocado em prática nos 100 primeiros dias de gestão.
Uma comissão, formada por técnicos da Seduc, da Secretaria de Gestão e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep), analisará a demanda, porém, dentro da previsão orçamentária do Estado. Após este levantamento, começa o processo para contratar a empresa que será responsável pelo concurso. Atualmente, 60% dos professores da rede estadual são contratados.
A proposta da atual gestão é se organizar para, ao longo dos quatro anos, alcançar uma média histórica de professores efetivos. O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, lembra que há uma decisão judicial para realização do concurso que será cumprida pelo governo, muito embora pudesse ter recorrido para reverter a determinação, já que a demanda vem de governos anteriores.
Também nestes primeiros 100 dias de governo foram colocadas em prática metas consideradas ousadas à educação, como a discussão do Sistema Ciclado de Ensino, implantado no Estado há mais de uma década e que gera questionamentos dos próprios educadores, pais e estudiosos no assunto.
Para debater o Sistema Ciclado, a comissão, criada por meio de portaria, realizará audiências de maneira que envolva todas as regiões do Estado. Essa comissão é formada por técnicos da Seduc, Conselho Estadual de Educação (CEE), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME), Sintep e Assembleia Legislativa.
Programa de combate ao analfabetismo, quitação de restos a pagar, realização de concurso de redação para celebrar os 150 anos do Marechal Cândido Mariano Rondon são algumas das ações realizadas neste início de governo em meio às medidas para amenizar a precariedade na rede física da maioria absoluta das 748 escolas. Além disso, a Seduc quitou de restos a pagar R$ 57,8 milhões entre janeiro e março. Foram pagas dívidas com construtoras, prefeituras, fornecedores e impostos.
Em visitas às unidades, apesar da série de problemas enfrentados, há um clima de expectativa por parte da comunidade escolar no atual governo. São dezenas de escolas que estão com sua estrutura apresentando riscos para os alunos. Para isso, prédios serão locados para não prejudicar os estudantes durante o ano letivo.
A professora Josivânia Fonseca Silva observou que a atual gestão está mais próxima, mais humanizada. “É coisa fantástica um governador vir até a escola. Estamos confiando muito em todos vocês”, disse a educadora durante a visita de Taques e Permínio à escola Adolfo Augusto de Moraes, localizada em Rondonópolis.
A unidade será uma das sete reconstruídas no decorrer deste ano. Dentro de 60 dias deve ser concluído o processo de licitação. “O nosso foco é o aluno. Hoje, eles são os que mais sofrem ao frequentar uma sala com tantos problemas”, disse Permínio.
“Carrego um peso nas minhas costas do risco que correm dos alunos”, afirmou a diretora da escola Benedito de Carvalho, Rebeka Ruiz. A unidade está localizada no CPA II em Cuiabá e passará por reforma este ano. Será destinado em 2015 um montante de R$ 65 milhões para melhorias nas unidades públicas estaduais.
Concurso de Redação - O governo de Mato Grosso realiza um concurso de redação destinado aos alunos de todos os níveis da rede estadual para celebrar os 150 anos de nascimento do Marechal Rondon, um dos mais ilustres mato-grossenses.
“Rondon: de sertanista sonhador a desbravador de fronteiras” é o tema do concurso, que vai premiar os vencedores com certificados, medalhas e kits multimídia em diferentes categorias.

NOELMA OLIVEIRA
Assessoria/Seduc-MT


http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Governo-realizar%C3%A1-concurso-p%C3%BAblico-para-a-educa%C3%A7%C3%A3o.aspx

Setas e Seduc discutem projeto para diminuir evasão escolar

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SANDRA CARVALHO
Assessoria/Setas-MT  


Desenvolver uma política integrada de enfrentamento a evasão escolar e ao trabalho infantil é o principal o objetivo do projeto Novo Horizonte elaborado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).

A proposta, baseada em boas práticas, foi apresentada nesta segunda-feira (06.03) à Secretaria de Estado de Educação durante reunião do titular da Setas, Valdiney de Arruda e equipe técnica com o secretário adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, e a superintendente de Educação Básica, Márcia Carvalho .  

“Trata-se de um plano de intervenção para o enfrentamento da evasão escolar e do trabalho infantil em Mato Grosso tendo como público alvo estudantes do ensino médio da rede pública, com idade de até 18 anos, membros de família em situação de vulnerabilidade social ou que sejam egressos do trabalho infantil”, detalhou Valdiney de Arruda, citando o último censo do IBGE (2010) que apontava 16,7 mil crianças trabalhando no Estado.

Este é um dos indicadores que serviu como base para a elaboração do projeto, cuja meta é aperfeiçoar e consolidar um modelo de transição escola-trabalho eficiente aos adolescentes e jovens com vistas a erradicação do trabalho infantil, redução da evasão escolar e diminuição de ato infracional.

Para tanto, foram traçadas duas estratégias de ação. A primeira fundamentada na articulação de políticas públicas de desenvolvimento social, educação e profissionalização, que ofereça formação laboral, proteção integral e emprego juvenil a adolescentes em situação de trabalho infantil ou risco de envolvimento com as piores formas de trabalho infantil, em diferentes setores produtivos.

A segunda estratégia é possibilitar aos estudantes acesso ao universo de desenvolvimento da ciência e tecnologia por meio de uma bolsa de pesquisa e orientação adequada para que possam participar da construção da ciência, evitando assim situações de trabalho infantil ou mesmo situações de trabalho degradante.

“O Novo Horizonte tem como objetivos específicos o combate a evasão escolar e ao trabalho infantil, utilização da ciência como ferramenta de inclusão social e o fortalecimento do processo de formação continuada nas escolas públicas de Mato Grosso”, acrescentou o secretário.

Valdiney de Arruda observou, por outro lado, que o plano também busca incentivar jovens estudantes das escolas públicas do Estado a participarem do processo de desenvolvimento da ciência e tecnológica e estudantes de baixa renda a fazerem um ensino técnico ou superior.

A proposta foi bem recebida na Seduc. “Achamos o projeto viável , traz objetivos em comum e, portanto, vamos avançar nesta discussão”, avaliou o secretário adjunto Gilberto Fraga. Novas reuniões serão agendadas para os devidos encaminhamentos, com a perspectiva de que o projeto se transforme em uma política pública perene em Mato Grosso.  



http://www.mt.gov.br/editorias/acao-social/setas-e-seduc-discutem-projeto-para-diminuir-evasao-escolar/139394

sexta-feira, 20 de março de 2015

'Eu nasci de novo', diz avó que voltou a estudar por causa do neto

Maria das Mercês Silva, 66, voltou a estudar para ajudar no neto nas lições de casa
A faxineira Maria das Mercês Silva, 66 anos, queria ter ido para a escola quando era menina, mas o pai sempre achou que estudo era coisa de homem. Mulher tinha que se dar bem na cozinha, dizia ele. Sem saber ler e escrever, a menina cresceu, casou, cruzou o país, virou mãe, separou e tornou-se avó.
Depois de tantos capítulos vividos em Pernambuco, Paraná, Distrito Federal e São Paulo, ela diz que nasceu de novo. O renascimento começou há dois anos, quando, incentivada pelo neto, dona Maria passou a frequentar a escola pela primeira vez.
Mãe de nove filhos e com a família toda em São Paulo, a pernambucana radicada em Curitiba (PR) não perde uma aula sequer. Segundo a pedagoga Priscila Correia Costa, dos exercícios de matemática aos treinos de educação física, a vovó participa de todas as atividades propostas pelos professores da Escola Municipal Rachel Mader Gonçalves.
"Ela não falta aula. Empresta livros toda semana. Ela evoluiu muito", afirma Priscila. Maria está no 2º período do EJA (educação de jovens e adultos) – o equivalente ao 4º e 5º anos do ensino fundamental – em uma turma de 12 alunos com idades entre 36 e 71 anos.
O principal estímulo vem do neto Felipe Alexandre Feitosa dos Santos, 10 anos, que vive com a avó desde que tinha 1 ano e 6 meses. Sem contato com os pais desde então, o menino sempre foi incentivado a estudar pela avó. A situação se inverteu quando Felipe passou a pedir ajuda nas tarefas escolares e, como resposta, ouvia o choro de Maria. "Eu chorava porque eu não conseguia ajudar nas tarefas", lembra. "Vovó, vamos para a escola. Vai ser bom para você. Você vai aprender e vai me ensinar", passou a dizer o neto.
A senhora criada na roça cedeu ao apelo do neto e fez matrícula na escola. O primeiro ano foi de muitas faltas, mas, diante da marcação cerrada de Felipe, a assiduidade às aulas nunca mais foi um problema. Sempre que possível, avó e neto vão para a escola de bicicleta.
Enquanto Maria está em aula, Felipe aguarda em uma sala de acolhimento, onde brinca e desenvolve atividades educativas. "Ela já melhorou muito. Reconhece palavras, escreve e sabe ler. Eu costumo corrigir as lições dela, mas eu quero que um dia ela corrija as minhas", diz o "futuro advogado", que frequenta o 5º ano na Escola Municipal Marumbi.
A história de Maria das Mercês e Felipe chamou inclusive a atenção do poder público. Felipe tornou-se um herói mirim do projeto Kids of Curitiba, que retrata o perfil de crianças vencedoras e com histórias de superação no perfil da Prefeitura de Curitiba no Facebook.
Com os avanços que já obteve na escola, Maria orgulha-se em dizer que agora não tem mais medo de andar de ônibus. Antes, sem saber ler, era um desafio praticamente impossível. "Eu estou muito feliz. Estou igual a uma criança. Sabe quando a pessoa está cega e começa a enxergar? É isso que está acontecendo comigo hoje. Aprendendo a ler e a escrever, eu nasci de novo", diz a faxineira que sonha continuar os estudos para ser professora.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/03/19/eu-nasci-de-novo-diz-avo-que-voltou-a-estudar-por-causa-do-neto.htm

terça-feira, 17 de março de 2015

Seduc cria comissão para discutir Ciclo de Formação Humana

O Sistema de Ensino Ciclado da rede estadual passará por uma ampla discussão. Para isso, o secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, determinou, por meio da portaria 070/2014, a formação de uma comissão para discutir o assunto com os profissionais da educação e entidades ligadas à área educacional em Mato Grosso.
A comissão será formada por técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Conselho Estadual de Educação (CEE), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT) e também União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME).
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) e Assembleia Legislativa também poderão indicar membros à comissão. A portaria, assinada nesta segunda-feira (16.03), foi divulgada no Diário Oficial, que circula nesta terça-feira (17.03).
O Sistema de Ensino Ciclado tem sido questionado por profissionais da educação, pais e estudiosos do tema. O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, afirma que a atual gestão não tem preferência por sistema e qualquer definição será feita após uma discussão com os profissionais da educação e com alunos.
"Nosso foco é o aluno e vamos trabalhar o pedagógico. Precisamos avançar no ensino para que nos estudantes possam melhorar a proficiência. Os índices do Ideb, por exemplo, mostram que temos muito o que trabalhar, e na educação as coisas não acontecem em um ano", explica. 
A comissão poderá receber contribuições de representantes da sociedade civil organizada no decorrer dos trabalhos, que deverão ser concluídos em 180 dias a partir da publicação da portaria. A coordenação dos trabalhos da comissão competirá à Secretaria de Estado de Educação. 

Assessoria Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-cria-comiss%C3%A3o-para-discutir-Sistema-Ciclado.aspx

quarta-feira, 11 de março de 2015

Até 2016, todas as redes devem elaborar seus planos de carreira docente






Estados e municípios precisam adequar seus planos às diretrizes nacionais e garantir o pagamento do piso nacional do magistério


Cristina Charão

Há poucas coisas no Brasil que podem ser classificadas como unanimidade. A necessidade de uma educação de qualidade para todos é uma delas. Outra é que alcançar essa meta nacional exige a valorização de uma figura-chave em todo processo de ensino-aprendizagem: o professor. Daí não ser difícil concluir que qualquer plano para democratizar e qualificar a educação deve, além de garantir as condições para que os docentes desenvolvam o seu trabalho no dia a dia, ofertar salários e uma perspectiva de carreira que atraia novos profissionais e valorize o conhecimento e a experiência de quem já está na rede.
Mas a tarefa de criar ou revisar os planos de carreira dos profissionais da educação também está na agenda do dia por questões legais. Embora seja uma exigência antiga, prevista no Artigo 206 da Constituição Federal e já delineada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) em 1996, o atual Plano Nacional de Educação (PNE) determina prazos para que estados e municípios implementem seus planos. Até 2016, todas as redes devem estabelecer carreiras adequadas às diretrizes nacionais, que garantam o valor do piso nacional do magistério como vencimento básico inicial da categoria e que, ao mesmo tempo, promovam a equiparação salarial desses profissionais ao dos demais trabalhadores de mesmo nível de formação.
"Discutir a implementação de planos de carreira em 2015 é quase uma discussão tardia", alerta Carlos Eduardo Sanches, ex-presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e ex-secretário de Castro (PR). Segundo ele, acaba-se "empurrando essa discussão" por ausência de capacidade técnica que equacione a realidade da gestão pública e as demandas dos profissionais, mas também porque efetivamente o que está no discurso muitas vezes não se torna medida concreta. "Discutir processo de valorização e, dentro do processo de valorização, o estabelecimento de carreiras atrativas, modernas, equilibradas não é discutir apenas uma pauta imposta pelo movimento sindical ou para atender às expectativas dos educadores. É muito mais que isso. Discutir valorização é atender a um dispositivo constitucional e investir na qualidade da educação", resume Sanches.
A prioridade da gestão de pessoal na educação é também uma questão de racionalidade, como chama a atenção Rubens Barbosa de Camargo, professor na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). "Em qualquer lugar do mundo, qualidade da educação está relacionada a quanto se gasta com educação e o principal gasto com educação é o valor que se paga para o professor", lembra. Ou seja: um bom plano de carreira é, antes de tudo, um planejamento desse investimento fundamental e, portanto, uma exigência a ser feita para qualquer gestor que esteja comprometido com a qualificação da educação pública.
Heleno Araújo, secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), ressalta que a profissão docente é totalmente regulamentada, conta hoje com um piso nacional e tem mecanismos claros de entrada na carreira - os concursos públicos. "O que a profissão precisa é de organização e é essa a função dos planos", afirma. A razão para isso é simples: "uma profissão e uma carreira organizada resultam em profissionais mais motivados, mais alegres, mas dispostos dentro da escola".

Diversidade de planos
Essa organização se dá, hoje, de forma muito dispersa e variada. A Diretoria de Valorização dos Profissionais da Educação da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC (Divap/Sase) analisou os planos de carreira dos 26 estados, do Distrito Federal e das 26 capitais brasileiras. O estudo mostrou uma grande diversidade de critérios e formatos de planos. "Há planos mais ajustados à realidade pós-LDB. Por exemplo, na nomenclatura dos cargos: um de professor, no máximo dois - professor e pedagogo -, sendo que os professores podem desempenhar as mais diversas funções de suporte pedagógico na escola", relata Antonio Roberto Lambertucci, diretor da Divap. "E há planos que têm mais de 20 cargos, incluindo dentista, psicólogo, fisioterapeuta, entre outros que não são vinculados à educação, muito menos ao magistério."
Estas disparidades, afirma Lambertucci, são resultado do encontro da enorme diversidade de características das redes estaduais e municipais com a ausência de diretrizes específicas para a construção dos planos. Hoje, além das exigências legais presentes na LDB, na Lei do Piso e no novo PNE, há uma resolução do Conselho Nacional de Educação com diretrizes genéricas para a criação e adaptação dos planos.
Se por um lado é necessário que os planos de carreira sejam adequados às realidades locais, por outro um delineamento mínimo pode ser um importante indutor para a construção de planos mais modernos e adequados. "A Sase tem trabalhado com a Undime, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a CNTE para que cheguemos a um pacto nacional das diretrizes e também parâmetros um pouco mais objetivos para orientar estados e municípios a realizarem seus planos", diz o diretor.

Atração e retenção
Um dos resultados esperados a partir da organização da carreira do magistério em nível nacional é aumentar a atratividade da profissão como um todo, isto é, fazer com que novos profissionais busquem a atividade docente. O desinteresse dos jovens pelo magistério fica evidente já nos vestibulares. De acordo com a Sinopse da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), em 2012, menos da metade das vagas oferecidas pelas instituições de ensino superior para os cursos de pedagogia e licenciaturas em diversas áreas foram ocupadas. No mesmo ano, para cada vaga aberta para os cursos da área da educação, havia dois candidatos. Nos cursos de medicina, a relação candidato-vaga é mais de vinte vezes superior.
Outro resultado mais objetivo é renovar os quadros das redes de ensino. Hoje, a média de idade dos trabalhadores da educação é de 41 anos. Ou seja: muitos já estão próximos da aposentadoria. "No cenário educacional brasileiro, a situação é complicada. Nós temos baixos salários quando comparados a profissionais com a mesma escolarização", diz Araújo. "No Brasil, os professores ganham entre 50% e 60% da média dos demais trabalhadores. Enquanto, em outros países, em geral, os professores ganham entre 90%, 85% do que ganham os demais trabalhadores", afirma Rubens Barbosa de Camargo.
Considerando que ainda há um número razoável de profissionais, especialmente no segmento da educação infantil, com formação em nível médio ou pós-médio, a CNTE defende o estabelecimento de um piso para essa parcela da categoria e um acréscimo de 50% para quem tem formação superior. A partir daí, outras porcentagens seriam definidas para aumentar o vencimento básico daqueles que forem avançando em seu nível de escolarização com especializações lato e stricto sensu.
Embora a formação seja um critério para progressão na carreira defendido por unanimidade, ele não deve ser o único. Isso porque a dedicação às pós-graduações exige um tempo longo, o que pode desestimular o professor a buscar este aperfeiçoamento ou mesmo desistir da carreira. "Já vi planos em que para chegar ao topo da carreira se exigia pós-doutorado! É uma posição quase inalcançável para todo mundo", comenta Camargo. "No caso da educação, a gente precisa pensar em valorização da formação, títulos, cursos."
Se participar dessas atividades é uma exigência feita aos profissionais, torna-se também uma obrigação dos gestores oferecer essas oportunidades. Não apenas pensando na satisfação dos professores, coordenadores e orientadores com o título e o aumento recebidos, mas também porque essa formação tem de estar conectada a um planejamento mais amplo de qualificação da rede como um todo. "É preciso criar uma agenda de formação, adequada à realidade da rede, mas que também atenda às necessidades de desenvolvimento de cada profissional - ou as pessoas vão fazer cursos só para cumprir tabela", diz Sanches.
Em Rio Branco (AC), o planejamento das atividades de formação é feito em parceria entre o estado e o município. "Começamos em 2006, com o primeiro objetivo de melhorar a escolarização dos professores. Hoje, muito poucos professores não têm o ensino superior", relata Márcio Batista, secretário municipal de Educação da capital acriana. "A segunda etapa foi fazer uma avaliação do que sabiam os professores e do que sabiam os alunos para traçar um perfil da qualidade, da capacidade de intervenção do nosso professor em sala de aula. Com base nessa avaliação é que estabelecemos, junto com o estado, uma estratégia de formação conti­nuada." As universidades locais também participam das ações.

Promoção da qualidade
Como se vê, a formação continuada é um dos elementos centrais para estabelecer as regras para a progressão dentro da carreira através da chamada promoção por merecimento. O que, alertam os especialistas, não pode ser confundido com uma simples análise de desempenho. "Prova para o professor, desempenho dos alunos em testes, isso é um caminho muito ruim, que nunca avalia a educação como um processo coletivo", analisa Camargo. "O que tem de haver é primar, o tempo todo, pela construção de um bom projeto nas escolas."
"Esse mecanismo não pode computar apenas algumas questões relacionadas ao desempenho: temos de trazer questões inerentes a frequência, assiduidade, compromisso, comprometimento dele, participação no projeto da escola e também toda essa discussão sobre a formação continuada", afirma Sanches. Dessa forma, reconhecendo boas condutas individuais e incentivando os momentos de formação e criação coletiva, o plano de carreira pode se tornar um vetor do processo de qualificação da rede, trazendo impacto direto nos processos de ensino-aprendizagem.
O plano de carreira do município de Canoas (RS), criado em 2011 e revisado no ano passado, é um exemplo de como tentar equilibrar tantos elementos de avaliação. Foi criado um sistema de pontuação para a progressão de classe. Para que o profissional ascenda dentro da carreira, elevando o seu salário-base, ele precisa acumular mil pontos a cada intervalo de três anos.
São considerados três critérios: regência, qualidade e conhecimento. Neste último, há uma pontuação específica para atividades como participação em seminários, publicação de artigos, engajamento em projetos de pesquisa ou ações especiais da secretaria. "Outra questão é a valorização da formação do professor. A prefeitura financia dezenas de bolsas de especialização, dez bolsas anuais de mestrado e teremos cinco de doutorado este ano", diz Eliezer Pacheco, secretário municipal de Educação.
No critério qualidade, boa parte da pontuação está atrelada ao desenvolvimento dos planos institucionais de cada escola, além da progressão da escola nas avaliações locais, estaduais e nacionais. E no critério regência, aplicado essencialmente aos profissionais em sala de aula, a pontuação funciona em sentido reverso: no lugar de somar pontos, o professor tem a sua pontuação descontada se, por exemplo, tem algum registro negativo relacionado à cortesia no trato com alunos ou pais ou se falta ou chega atrasado às atividades.


 Material de apoio
A Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) está finalizando a construção de um sistema informatizado para o desenvolvimento dos planos de carreira. O software será oferecido de maneira gratuita, na web, de modo que cada gestor possa desenvolver o plano de carreira em diálogo com a categoria e simular o impacto financeiro nas contas do estado ou da prefeitura.
Outra ferramenta que estará em breve à disposição dos gestores é um livro, também em fase final de elaboração, que reúne os principais pontos sobre os quais o gestor deve refletir para fazer um plano que equilibre a valorização do professor e a disponibilidade orçamentária. Por fim, a Sase também tem planos de criar uma rede de técnicos capacitados para atuar no Brasil inteiro ainda este ano.


http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/43/uma-carreira-para-a-educacao-338984-1.asp

sexta-feira, 6 de março de 2015

“Professores precisam ser seus próprios gurus”

Ewan McIntosh, da startup NoTosh, fala ao Porvir como a inovação pode chegar à escola para incentivar alunos a mudarem o mundo


Uma escola com menos paredes, que facilite a circulação de pessoas e ideias é o modelo dos sonhos de Ewan McIntosh, presidente e fundador da Notosh Limited, startup que busca redesenhar escolas e torná-las um terreno fértil para a inovação.
A empresa com sedes em Edimburgo, na Escócia, e em Melbourne, na Austrália, busca levar para a educação estratégias que fazem sucesso em grandes empresas (como coaching e design thinking) para tornar aulas mais divertidas, professores mais eficientes e alunos capazes tomar decisões de impacto no mundo.
Fotolia_77985824_Subscription_Monthly_MCrédito: Sergey Peterman/Fotolia.com

Na entrevista concedida ao Porvir durante o evento Innovate 2015, promovido pela Graded School de São Paulo, McIntosh analisa as barreiras físicas e metodológicas para mudanças na sala de aula, que geralmente resultam em desculpas como “não tenho tempo, não tenho dinheiro e minhas ideias nunca serão aceitas” por parte dos professores. Para combater tais problemas, dentre outras sugestões, McIntosh sugere que o ego seja deixado de lado, e propõe maior colaboração dentro da escola para que professores, curiosamente, deixem de dar ouvidos a “gurus” da educação e consigam ser autossuficientes.
Porvir: Quais são as barreiras para a inovação chegar à escola?Ewan McIntosh: Os problemas são os mesmos em qualquer país do mundo, até nos mais ricos: falta de tempo, falta dinheiro e currículo sobrecarregado. As palestras que tenho feito aqui tratam de como sair do conflito criativo, em que todos alegam que as coisas são impossíveis de serem feitas. Essa suposição se deve ao fato que ainda hoje as pessoas acreditam que a maneira mais rápida de aprender é por meio da aula em que o professor transmite todo o conteúdo. E todo mundo sabe que isso não é verdade.
Porvir: Existe uma solução para isso?McIntosh: Se você disser que essas pessoas estão erradas, elas vão responder: “Deixe-me sozinho. Eu não ganho dinheiro suficiente para fazer isso”. Para elas, o que você precisa fazer é proporcionar motivação, entender seus maiores desafios e ajudá-las a planejar o currículo. Muitas vezes, os professores não sabem nem fazer isso. Apesar de não ser um jeito muitosexy, esse é o primeiro passo para inovar no aprendizado e permitir que estudantes direcionem seus estudos e colaborem no planejamento das aulas.
Porvir: E como a inovação entra na sala de aula?McIntosh: A inovação pode acontecer de diversas maneiras, como analisando coisas que estão quebradas. Ideia banais, quando analisadas com profundidade, possuem valor real. Ter boas ideias é fácil e você não precisa fazer um monte de pesquisas para descobrir, por exemplo, que o trânsito de São Paulo tem problemas. A parte mais difícil é dizer “eu posso tomar a iniciativa, eu posso fazer isso”. Temos que ter a certeza que os estudantes saiam com a certeza de que podem mudar o mundo, mas o maior desafio é que nossos professores não acham que podem fazer isso.
ECrédito: Divulgação

Porvir: Qual o papel de professores e líderes educacionais nesse processo?McIntosh: Minha frase preferida de Steve Jobs [presidente da Apple morto em 2011] dizia que “existe um momento na vida em que se descobre que tudo ao seu redor foi feito por pessoas que não são mais inteligentes que você”. Quando percebe isso, sua vida muda para sempre e você não consegue olhar para as coisas do mesmo jeito. Não importa se você é professor de uma escola com recursos ou de uma em comunidade pobre, a questão é sempre a mesma: fazer pequenas mudanças na aula que terão grande impacto ou dizer que apenas segue ordens? A pessoa que decidiu não quer que você obedeça, ela quer saber se o trabalho é bom.
Porvir: Poderia ser mais específico?McIntosh: Professores não precisam acreditar só em gurus de conferências como essa [risos], mas se comprometer com ações que mostrem como fazer a diferença para seus alunos. Quando isso acontece, o professor se torna o guru que chega para todos os outros colegas na escola e diz: “Precisamos parar de fazer desse jeito. Eu fiz assim e olha o que aconteceu”. Nada fala mais alto do que o resultado do trabalho e da mudança de postura dos alunos.
Porvir: Como estabelecer a cultura de feedback?McIntosh: A cultura de prototipagem permite acesso a uma a avaliação de um terceiro com menos tempo, investimento e esforço. Como diz Ron Berger [educador americano diretor da Expeditionary Schools], o feedback deve ser gentil, direto e útil [veja o vídeo abaixo, em inglês, sobre uma atividade com alunos da 1a série]. Prototipar não é pedir um rascunho final de um trabalho, mas fazer seus alunos começarem a trabalhar desde o primeiro dia em alguma coisa, mesmo que seja fraca. Mais tarde, você deve fazer com que eles peçam feedback de outras pessoas. 
Porvir: Como é a escola ideal para você?McIntosh: Acho que deve dar aos jovens um sentimento de que eles podem mudar o mundo ao seu redor. Acabar com o “ego” é importante tanto para professores quanto para alunos, que precisam entender que, para produzir algo significativo, você nunca pode trabalhar sozinho e deve contar com a colaboração de outras pessoas. Todas as escolas precisam realizar conferências comandadas por seus próprios professores − e não com palestrantes escoceses [risos] −, para que eles comecem a se ver como alguém que está aprendendo tanto quanto os estudantes. Mas a prioridade número 1 é dar um cartão de biblioteca para um professor e fazê-lo estudar, porque muitas das respostas para a educação já estão dadas, em inglês ou português bem claro.

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...