terça-feira, 12 de março de 2019

Ministério concede novo prazo para que municípios finalizem projetos inacabados

O ministro da Educação, professor Ricardo Vélez Rodríguez, prorrogou nesta segunda-feira, 11, por mais seis meses, o prazo para que os municípios se adequem à resolução nº 3, de 23 de fevereiro de 2018, que prevê a utilização de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a finalização de obras inacabadas em todo o território nacional.
Dados do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec) de 6 de março deste ano indicam que, em todo o Brasil, existem 945 obras com status de inacabadas, para as quais estados ou municípios não solicitaram nova pactuação com o objetivo de retomar a execução do empreendimento. Sob análise do FNDE, encontram-se 491 obras, enquanto 102 estão aptas à nova pactuação.
Para o ministro da Educação, a assinatura do documento é um ato de grande relevância para os municípios, já que trata justamente de “um dos principais focos desta gestão”, que é “colocar o Estado a serviço da sociedade, com menos Brasília e mais Brasil”.
O professor Ricardo Vélez Rodríguez destaca que “se cuidarmos do município, cuidaremos da democracia brasileira. Hoje o que a sociedade quer é ter o Estado a serviço dela, participar da criação de riqueza, poder participar ativamente da vida política e da tomada de decisões. Então, é nesse sentido que estamos focalizando toda a nossa política pública de educação. Fortalecer os municípios na grande tarefa de educar os futuros cidadãos. Essa é uma questão fundamental”.
Na ocasião, o ministro reforçou ainda a necessidade de aprofundar a pauta construtiva para o país, “cujo primeiro ponto, a meu ver, é o pacto federativo. Gasta-se ali onde se arrecada. Os municípios precisam tomar certamente o lugar que lhes corresponde como parceiros do governo no desenvolvimento nacional”.
O FNDE vem adotando critérios técnicos para permitir a retomada das obras por estados ou municípios que demonstrem a efetiva possibilidade de consecução do objeto. Por isso, até o momento, foram deferidas apenas 102 solicitações. "Podemos melhorar muito a educação brasileira se adotarmos como premissa básica respeitar a gestão estratégica diferenciada e parceria com os municípios, com os prefeitos, com os secretários de educação. Assim, nós conseguiremos conduzir o Brasil a um caminho continuado de resultados objetivos e crescentes para a boa educação do Brasil", pontuou o presidente da autarquia, Carlos Decotelli.
Setembro – O novo prazo, ampliado até 25 de setembro de 2019, atende a uma solicitação feita por representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que apresentaram ao Ministério da Educação, em 28 de fevereiro, propostas para a educação do país. O prazo da resolução terminaria em 29 de março.
O diretor-executivo da CNM, Gustavo Cezário, destacou a postura municipalista do atual governo, que tem recebido bem os pleitos dos municípios. “[O professor Ricardo Vélez Rodríguez] quis criar um plano de ação para imediatamente tomar providências sobre estas medidas. Aqui, hoje, constitui um pleito do movimento municipalista antigo, sendo atendido já pelo Ministério da Educação”, pontuou.
Ele afirmou que a necessidade de resolver o problema das obras inacabadas vem desde 2017 e tem sido tratada também junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e FNDE. Cezário aproveitou para solicitar apoio para a criação de novos mecanismos a fim de que os municípios possam garantir a manutenção dessas instituições.
Entre as obras a serem concluídas, estão as do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) – uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação, que tem como objetivo garantir o acesso de crianças a creches e escolas, bem como a melhoria da infraestrutura física da rede de educação infantil.
http://www.fnde.gov.br/

segunda-feira, 11 de março de 2019

Professora de Tangará da Serra leva para sala de aula detalhes de sua visita à Nasa

Silvana é a única mulher brasileira a participar do Instituto de Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica e passou 10 dias realizando atividades na maior agência mundial de exploração espacial.
Adilson Rosa | Seduc MT 
Professora Silvana observa a aluna Maria Gisllany com roupa de astronauta dentro da Nasa - Foto por: Arquivo Pessoal
A professora de física Silvana Copcesk, a primeira mulher de Mato Grosso a conhecer a Agência Espacial Americana (Nasa), diz que para realizar um sonho é preciso ter determinação, pois nada é impossível. Como exemplo, a professora cita o fato de ela ter passado 10 dias realizando atividades na maior agência mundial de exploração espacial.
Silvana utiliza sua experiência para motivar os alunos no projeto multidisciplinar “Novo Asteroide”, que ela coordena na Escola Estadual Plena Ramon Sanches Marques, em Tangará da Serra (a 249 km a médio-norte de Cuiabá).
“Fui para um dos lugares mais fantásticos do mundo, graças ao empenho de meus alunos”, relembra. A viagem para a cidade de Houston, onde fica a Nasa, ocorreu em setembro de 2016. Na ocasião, ela acompanhou a aluna Maria Gisllany Bezerra da Silva, 18 anos, que ganhou o concurso de redação promovido pela agência espacial. Na época, a professora, que foi orientadora de Maria Gisllany, era da Escola Estadual 13 de Maio.
Durante 10 dias, Silvana e a aluna conheceram as instalações espaciais da Nasa e também no Estado da Virgínia. “Foi uma viagem inesquecível. Um grande aprendizado. Visitamos o foguete Saturn 5 que tem mais de 100 metros de tamanho, participamos de um simulador”, relata.
Única representante da Nasa
Silvana é a única mulher brasileira a participar do Instituto de Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC - International Astronomical Search Collaboration) que tem muitos funcionários talentosos que dedicam seu tempo e dinheiro para manter o IASC funcionando sem problemas. A maioria do pessoal do IASC é voluntária e permite que o IASC continue a oferecer seus programas gratuitamente, conforme o site http://iasc.hsutx.edu/Staff.html .
Na página dos colaboradores, Silvana é definida como graduada em Matemática e pós-graduada em Metodologia e Física de Ensino de Matemática. Ela leciona na Escola Pública Ramon Sanches Marques. Desde 2016, ela e seus alunos participaram do Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica. E desde 2017, ela participa de campanhas de busca de asteróides do IASC com seus alunos.
http://www2.seduc.mt.gov.br/

Justiça atende municípios e determina que União defina valor de investimento em ensino

Crédito: Freepik

Fonte:Agência de Notícias da AMM
A União tem o prazo de 60 dias para decidir o valor do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), que define o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano, em cada etapa e modalidade da educação básica pública, para garantir um padrão mínimo de qualidade do ensino. O descumprimento da ordem judicial implica multa de R$ 100 mil, sem prejuízo de novas multas e outras penalidades legais. O CAQi deveria ter sido implementado até junho de 2016 como parâmetro para o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) às prefeituras. Como a medida não se consolidou, os municípios acionaram a União judicialmente, por meio da Coordenação Jurídica da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM.
A decisão, assinada pelo juiz federal da 3ª Vara de Mato Grosso, Cesar Augusto Bearsi, atende as cidades de Nova Nazaré, Novo Santo Antônio, Ribeirãozinho e São José do Xingu. Todos os municípios mato-grossenses recorreram à justiça para solucionar a pendência e os que ainda não tiveram a ação julgada, aguardam a definição.
“Considerando que decorreu mais de 2(dois) anos sem que a União profira alguma decisão, e tendo em vista a necessidade de se fixar o CAQi para o Município a fim de que execute os projetos na área de educação, reconheço que a omissão da União deve ser suprida”, relata trecho da sentença, que também aponta que  “vem sendo recorrente o controle jurisdicional das políticas públicas, diante de reiteradas omissões do Poder Público visando a efetivação desses programas estatais, e, por conseguinte, dar concretude aos direitos fundamentais mínimos garantidos na constituição”.
Na sentença, o juiz Cesar Augusto Bearsi também rejeitou o pedido de ilegitimidade passiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - autarquia federal- que tentou se eximir de responsabilidade na ação interposta pelos municípios. Na decisão, Bearsi destaca que a missão do FNDE é transferir recursos aos entes federados para garantir educação de qualidade e, desta forma, a autarquia “apresenta-se como corresponsável no processo de definição de política pública na seara da educação”.
O juiz também rejeitou a preliminar de conexão de Ação Civil Pública alegada pelo FNDE  e União com base na ACP interposta pelo Rio de Janeiro, que também reivindica a adoção do CAQi para os municípios fluminenses. A preliminar de conexão visava a suspensão das ações dos municípios mato-grossenses, enquanto não fosse julgada a ACP, porém o juiz entendeu que “no caso em análise não há conexão, pois a ação coletiva está discutindo sob o prisma de mera questão de direito, ou seja, qual o critério aplicável, enquanto aqui se discute a omissão da União em analisar um determinado e específico projeto e conjunto de documentos encaminhado pelo Município”.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que a expectativa é que a Justiça também decida favoravelmente aos demais municípios mato-grossenses, considerando que a Constituição da República e leis infraconstitucionais definem princípios e defendem padrões de qualidade de ensino. “A utilização do CAQi permitirá um incremento na receita dos municípios, viabilizando investimentos na educação, considerando que as prefeituras têm grande responsabilidade na promoção do ensino, mas dispõem de poucos recursos ”, explicou.
De acordo com a coordenadora jurídica da AMM, Débora Simone Faria, uma das motivações da instituição para acionar a justiça foi a morosidade do Ministério da Educação em homologar a resolução nº. 08/2010, do Conselho Nacional de Educação (CNE). Segundo ela, a União, através do MEC, deveria ter implementado o CAQi como parâmetro de cálculo para o Fundeb desde junho de 2016.
https://www.amm.org.br/

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mulheres são maioria na educação profissional e nos cursos de graduação

Gráfico – Número de matrículas na educação profissional segundo faixa etária e sexo – Brasil – 2018
Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica
As mulheres são maioria nos cursos profissionais da Educação Básica. Dados do Censo Escolar 2018, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram a predominância de alunas em todas as faixas etárias, com exceção dos alunos com mais de 60 anos. A maior diferença observada entre os sexos está na faixa de 40 a 49 anos, em que 60,7% das matrículas são de mulheres. Para o Censo Escolar, educação profissional engloba cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional articulado à EJA ou ao ensino médio; ou cursos técnicos de nível médio nas formas articuladas (integrada ou concomitante) ou subsequente ao ensino médio.
Os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, referentes a 2017, também mostram a predominância das mulheres na educação superior. Elas são 55% dos estudantes ingressantes, 57% dos matriculados e 61% dos concluintes dos cursos de graduação. Na licenciatura, por exemplo, 70,6% das matrículas são do sexo feminino.
Distorção idade-série – A proporção de alunos do sexo feminino com defasagem de idade em relação à etapa que cursam é menor do que a do sexo masculino em todas as etapas de ensino. Os dados são do Censo Escolar 2018 e consideram as classes comuns (não exclusivas de alunos com deficiência). A taxa de distorção idade-série é o percentual de alunos, em cada série, com idade superior à idade recomendada. A maior diferença entre os sexos é observada no sexto ano do ensino fundamental, em que a taxa de distorção idade-série é de 31,6% para o sexo masculino e 19,2% para o sexo feminino.
Gráfico - Taxa de distorção idade-série por etapas dos ensinos fundamental e médio segundo o sexo – Brasil – 2018
Gráfico - Taxa de distorção idade-série por etapas dos ensinos fundamental e médio segundo o sexo – Brasil – 2018
Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica
http://portal.inep.gov.br/

Resumo Técnico do Censo Escolar 2018 destaca principais resultados da pesquisa estatística

O Resumo Técnico do Censo Escolar 2018 está disponível no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A publicação compõe o conjunto de instrumentos de divulgação dos resultados da pesquisa estatística. A elaboração do documento considerou os princípios de imparcialidade, objetividade, acessibilidade e transparência dos Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais, adotados pela Assembleia Geral da Nações Unidas e incorporados como princípios fundamentais e de boas práticas que orientam a produção e divulgação das estatísticas educacionais oficiais produzidas pelo Inep.
As informações revelam o panorama atual da educação básica brasileira, com algumas estatísticas apresentadas em série histórica, o que possibilita traçar algumas tendências da área. O volume está organizado em seções que apresentam o quantitativo e as características gerais das principais estatísticas da educação básica brasileira (matrículas, docentes e escolas), distribuídas para as diferentes etapas desse nível de ensino (educação infantil, ensino fundamental – anos iniciais e anos finais, ensino médio, educação profissional e educação de jovens e adultos).
O Resumo Técnico foi pensado para ser um documento de referência geral e consulta rápida para gestores dos sistemas de ensino, técnicos dos órgãos de gestão da política educacional no âmbito federal, estadual e municipal, estudantes e acadêmicos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e demais interessados. Contudo, por sua divulgação e organização sistemáticas, também tem o potencial de orientar análises mais detalhadas sobre temas específicos relacionados ao sistema educacional brasileiro, que poderão ser desenvolvidas a partir dos demais produtos de divulgação.
Resultados – Todos os dados do Censo Escolar 2018 estão disponíveis no Portal do Inep, em diferentes instrumentos de divulgação. As Notas Estatísticas resumem os principais resultados; enquanto o Resumo Técnico apresenta os dados em série histórica. As Sinopses Estatísticas, por meio de tabelas, trazem dados desagregados por estado e município. Os Microdados permitem cruzamentos de variáveis diversas a partir de programas estatísticos. Também estão atualizados os Indicadores Educacionais da Educação Básica: Média de Alunos por Turma, Indicador de Adequação da Formação do Docente, Percentual de Funções Docentes com Curso Superior, Média de Horas-Aula Diária, Indicador de Complexidade de Gestão da Escola, Indicador de Esforço Docente, Indicador de Regularidade do Docente, Taxa de Distorção Idade-Série. Todos os instrumentos de divulgação cumprem a finalidade institucional de disseminar as estatísticas educacionais do Inep e estão reunidos no Press Kit do Censo Escolar 2018.
Censo Escolar – Principal pesquisa estatística sobre a educação básica, o Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação. Com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: regular, especial, profissional, jovens e adultos (EJA).
http://portal.inep.gov.br/

6ª Edição da Olimpíada de Língua Portuguesa - Inscreva-se



Resultado de imagem para olimpiada de lingua portuguesa 2019
Clique na imagem para acessar o Portal da Olimpíada
6ª edição - 2019
A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social, com coordenação técnica do CENPEC, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro.
O tema das produções é “O lugar onde vivo”, que propicia aos alunos estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.
Nesta edição, a premiada escritora mineira, Conceição Evaristo, é a grande homenageada!


Inscreva-se até o dia 30 de abril!
Central de atendimento:
 0800 771 9310

Quem pode participar?

Professores da rede pública e seus alunos do 5º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.

Quais são as categorias de inscrição?




Poema
5º ano do Ensino Fundamental

Memórias Literárias
6º e 7º anos do Ensino Fundamental

Crônica
8º e 9º anos do Ensino Fundamental

Documentário
1º e 2º anos do Ensino Médio

Artigo de Opinião
3º ano do Ensino Médio
















quarta-feira, 6 de março de 2019

Aluno de Escola Estadual de Nova Monte Verde entra para curso de Direito da USP em primeiro lugar

Jovem que costumava estudar debaixo de um pé de manga, no quintal de casa, também alcançou vaga nas renomadas Fuvest, Unesp e Unicamp.
Adilson Rosa | Seduc MT 
Rafael saiu de Nova Monte Verde para ser o primeiro colocado em Direito na USP - Foto por: Arquivo Pessoal


A perspectiva de muitos jovens em chegar a uma universidade pública é sempre balizada pela força de vontade, determinação e principalmente esforço. Entrar para a Universidade de São Paulo (USP) e ainda em primeiro lugar para o curso de Direito é o sonho de muitos, mas realidade de poucos.  O estudante Rafael Pinheiro de Matos Cardoso, 18 anos, entra nessa seleta lista e com um detalhe que valoriza o seu empenho - concluiu o ensino médio numa escola pública em Nova Monte Verde (a 968 quilômetros ao norte de Cuiabá).
Na semana passada, quando iniciaram as aulas na universidade, o adolescente se fixou no Largo do São Francisco, no centro de São Paulo, onde está localizada a USP, para começar uma nova e importante etapa na sua vida. “Se conquistei alguma coisa, foi graças a minha fé em Deus e meu esforço pessoal, que teve um papel fundamental. Porque de nada adianta se você tem ótimos professores e uma escola com excelente estrutura, mas não se dedica”, destaca Rafael.
Rafael ressalta que nunca frequentou cursinho pré-vestibular. Para se tornar um craque nos estudos, ele disse ter facilidade em aprender sozinho. Ele explica que se dedicou muito aos estudos, aproveitando domingos e feriados para estudar. “Não tinha tempo para outras atividades. A dedicação e esforço pessoal é contínua e tem um papel importante, mas não são os únicos fatores do sucesso”, observa.
Ele lembra que cresceu numa família que o motivou a estudar, o que teve um papel primário. Os pais sempre o incentivaram no hábito da leitura. “A leitura é tudo. Se você não tem o hábito de ler, terá dificuldade em tudo”, conta o rapaz, lembrando que costumava estudar embaixo de uma mangueira, no quintal de sua casa em Nova Monte Verde.
Para Rafael, o apoio da família o ajudou muito, assim como dos professores que sempre se dispuseram em tirar dúvidas. “Sempre ficava na escola no contraturno e aproveitava para tirar dúvidas com os professores”.
Planejamento
No período do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Rafael se planejava para estudar montando um cronograma. Para isso, fazia um estudo sistemático. Com isso, conseguia dominar o conteúdo. “Se você fizer as coisas só na hora que tiver vontade, não vai ter sucesso. É preciso ter disciplina”.
A vida universitária de Rafael começou em 2017, quando passou para o curso de Física na própria USP. Ele explica que pelo Enem conquistou vagas também para cursos na Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), para Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Ele explica que cursar Direito na USP, considerada na melhor universidade pública do país e a segunda melhor da América Latina, não foi exatamente um sonho, mas surgiu como uma possibilidade que depois se concretizou. “Foi uma grande surpresa meu nome aparecer no topo da lista. Sabia que teria uma nota boa, mas não imaginava que sairia tão bem”.
Escola Pública
Rafael estudou desde o 9º ano, na Escola Estadual Neide Enara Sima, em Nova Monte Verde. Para o pai de Rafael, o professor Joaquim Cardoso, além do esforço e dedicação do filho, outro ingrediente importante é o fato dele ter estudado o ensino fundamental e médio numa escola pública.  “Isso comprova que a escola pública tem muita coisa boa”, comemora. 
http://www2.seduc.mt.gov.br/

Cuiabá adota método de alfabetização usado com sucesso no Ceará

Estado nordestino é destaque nacional no Ideb e seu material didático começa ser usado na rede municipal da Capital


mm
Laura Nabuco
lauranbranco@gmail.com
Foto: Jorge Pinho
Parte do método de alfabetização que colocou 77 escolas públicas do Ceará entre as 100 melhores do país – segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2016 – começou a ser implantado em Cuiabá. E a expectativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) é grande: ver o resultado ainda neste ano, mais ou menos em outubro, quando a Prova Brasil deve ser aplicada, segundo previsão do Ministério da Educação (MEC).
O foco é a alfabetização e, se o método funcionar como funcionou no Estado nordestino, os alunos da rede municipal devem sair do 2º ano da educação básica, aproximadamente aos 7 anos de idade, sabendo ler e escrever perfeitamente.
Hoje, de acordo com um levantamento contratado pela própria Prefeitura de Cuiabá, só 30% dos alunos chegam ao 2º ano sabendo tudo o que se espera que eles saibam.
“O aluno do 1º ano já deveria saber escrever seu nome completo, mas sabia escrever só o primeiro nome. Então, se ele tem três nomes, estava com uma defasagem de dois terços de aprendizagem. Isso é uma catástrofe”, diz o técnico da Diretoria de Ensino da SME, Gilberto Fraga de Melo.
Segundo ele, das 44 escolas municipais de Cuiabá que participaram da última Prova Brasil, 20 conseguiram a nota mínima (200 pontos) que, conforme os critérios do MEC, indica que os alunos estão alfabetizados. A média atingida pela Capital em 2017 foi de 206 pontos, um resultado melhor do que em 2015, quando conseguiu 199.
O professor Gilberto destaca, no entanto, que essa média só chegou a esse patamar porque Cuiabá vive extremos. A primeira colocada atingiu 260 pontos, enquanto a última obteve 173 pontos como nota no ensino do português.
“Uma escola que está com 260 pontos está contribuindo, significativamente, para tirar algumas das que não atingiram a nota mínima, quando fazemos uma média”, destaca Gilberto, segundo quem o objetivo da Secretaria é atingir um equilíbrio entre as escolas mantidas pela prefeitura.
Boa parte do método que começou a ser aplicado em Cuiabá consiste em um material didático específico. É o mesmo que foi usado em Sobral, município cearense que primeiro e mais se destacou quando o Estado começou sua evolução no quesito educação.
Secretária-adjunta de Educação: Edilene Machado diz que trabalho começou em 2018, com avaliação do nível em que estavam as crianças (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)
Mas, mais do que um material para os alunos, trata-se de uma capacitação para os professores. É o que afirma a secretária-adjunta Edilene Machado, segundo quem a base da proposta é fazer com que os profissionais da educação consigam organizar a rotina e o tempo dos alunos em sala de aula.
“É como se fosse uma aula, realmente, para o professor”, ela diz, completando que todos os efetivos da rede municipal de educação básica já passaram pela primeira etapa da capacitação. Os próximos serão os contratados. Depois disso, todos devem seguir juntos novas fases, que vão se estender até o final no ano.
A proposta é que, com disciplina – principalmente, por parte do professor, já que ela acaba se estendendo ao aluno – haja mais efetividade no tempo de ensino das crianças. Segundo o professor Gilberto, das 4h diárias que um aluno passa em uma sala de aula em Cuiabá, hoje, só 2h30 são de efetiva transmissão de conhecimento.
“O material impede o desvio e desperdício de tempo, porque o professor recebe um material semi-estruturado e tem que seguir aquilo. Ele inicia a aula sabendo que tem que trabalhar aquele conteúdo naquele dia, porque aquilo antecede o que precisa ser trabalhado no dia seguinte”, detalha Gilberto.

Português para entender matemática

Edilene Machado afirma que, embora a base do método que começou a ser implantado em Cuiabá seja o material didático criado em Sobral, o Programa de Alfabetização Cuiabana (Proac) é uma criação da própria Secretaria Municipal de Educação.
E se o foco nesse primeiro ano é alfabetizar mais de 12 mil alunos, espalhados por 74 escolas, a expectativa é bem maior é que apenas isso. A SME espera que o trabalho surta reflexos também nas notas da avaliação de matemática da Prova Brasil, ainda que não de imediato.
Segundo o professor Gilberto Fraga de Melo, “uma vez alfabetizado, o aluno tem garantia de aprendizado nos próximos anos” (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)
O professor Gilberto afirma que a relação de uma disciplina com a outra é óbvia: se o aluno não sabe ler e interpretar o problema matemático, não vai conseguir solucioná-lo. Ainda assim, segundo ele, há uma previsão de que material didático específico para essa disciplina também seja adquirido a partir do ano que vem.
“Isso tem a ver com o resultado que vamos obter agora e com uma disponibilidade financeira”, pontua, lembrando que o valor investido pelo município nesse novo sistema tem potencial para valer mais a pena do que o montante que é gasto quando um aluno fica retido no 3º ano porque não aprendeu tudo que era necessário.

https://www.olivre.com.br/

sexta-feira, 1 de março de 2019

Repasses de recursos do FUNDEB para MT e Cuiabá

A SEDUC recebeu em fevereiro/2019, R$ 142.768.681,11  do FUNDEB. 



Esse valor é 7% superior ao recebido no mesmo mês de 2018. Porém, houve uma queda no repasse de fevereiro em comparação com janeiro do mesmo ano (152.383.155,69), qual seja, 6,7%.  





Para Cuiabá, o repasse do FUNDEB para o segundo mês de 2019 foi de  R$ 19.039.902,30. Em Fevereiro de 2018 o valor foi R$ 17.867.110,76. Portanto, no comparativo entre os meses de fevereiro o acréscimo foi de 6,5%. Entretanto,  na comparação entre janeiro e fevereiro de 2019 houve uma variação negativa de 7%.


Veja no quadro abaixo os valores já recebidos 

REPASSES DE RECURSOS ORIUNDOS DO FUNDEB - 2019
SECRETARIAS
JANEIRO
FEVEREIRO
TOTAL
SEDUC - MT
152.383.155,69
142.768.681,11
295.151.836,80
SME - CUIABÁ
20.371.529,63
19.039.902,30
38.238.640,39
 Fonte: Banco do Brasil

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Vélez Rodriguez recua de novo; não é mais para enviar filmes; será medo de conhecer as escolas sem partido e sem telhado

Por: Reinaldo Azevedo
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, recuou de novo. Agora não precisa mais enviar para o ministério o filme dos alunos cantando o Hino Nacional. Ele descobriu que não haveria como arquivar.
Então fica o dito pelo não-dito.
E o que se experimentou nestes quatro dias foi só o ridículo em estado puro.
E assim é num governo que precisa reunir gente para obter os votos necessários para a reforma da Previdência.
Em qualquer governo razoável, estaria no olho da rua.
Mas esse não é um governo razoável.
Grupos estavam se organizando para enviar ao ministro a escola como ela é.
Vai ver o valente ficou medo de conhecer escolas sem partido e sem telhado.
https://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...