quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Aula magna com senador marca início do ano letivo

Referência em educação no país, o senador Cristovam Buarque vai proferir no dia (06.02) a aula magna que marcará o início do ano letivo na rede pública estadual de ensino. A aula inaugural será realizada no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, a partir das 14 horas. Diretores de escolas e coordenadores pedagógicos da capital e de Várzea Grande participarão da palestra. 
O evento também faz parte da semana pedagógica, iniciada no dia (02) em todas as 750 unidades escolares de Mato Grosso, e que se estenderá até a próxima sexta. Na segunda-feira (09) começa o ano letivo nas escolas da rede pública estadual.

O governador Pedro Taques tem reiterado a prioridade na educação com ações voltadas para reestruturar e fortalecer o ensino em todos os níveis no Estado.

O secretário de Educação, Permínio Pinto, afirma que o momento é de desafios para implementar programas direcionados à valorização do profissionais e melhorar a qualidade do ensino.

Cristovam Buarque

Autor de pelo menos 20 livros, o senador Cristovam Buarque é professor emérito da Universidade de Brasília. Tem ainda como formação engenharia mecânica e economia. É o criador do Bolsa-Escola, implantado pela primeira vez durante a sua gestão à frente do governo do Distrito Federal.

Ex-reitor da Universidade de Brasília (1985 a 1989), ex-governador do Distrito Federal (1995 a 1998), Cristovam Buarque foi eleito senador em 2002 e reeleito em 2010. De 2003 a 2004 foi ministro da Educação.



Assessoria
Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Aula-magna-com-Cristovam-Buarque-marca-in%C3%ADcio-do-a.aspx

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Entrevista: Metas para a educação infantil no PNE evidenciam dificuldades de concepção, organização e financiamento

Rita Coelho, coordenadora geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC, comenta sobre falta de clareza dos sistemas de ensino com as orientações de seu trabalho e fala ainda sobre as dificuldades da educação infantil no campo


Marina Almeida

A ampliação do acesso à pré-escola e à creche, definido na meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é um grande desafio que o país vai enfrentar nos próximos anos. A dificuldade não está apenas no financiamento, mas também na ausência de clareza dos sistemas de ensino sobre qual a concepção e a forma de organização que orientarão seu trabalho, sobretudo para os primeiros anos dessa etapa. É o que defende a coordenadora geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Rita de Cássia de Freitas Coelho. Na entrevista a seguir, concedida à editora Marina Almeida durante a II Conferência Nacional de Educação (Conae), ela fala ainda sobre as dificuldades de oferecer educação infantil no campo, da falta de regulamentação do transporte coletivo para crianças pequenas e da avaliação da etapa. Rita aborda ainda a importância de existir um professor graduado para os alunos pequenos e a necessidade de regulamentar o profissional conhecido como auxiliar ou cuidador que também atua nesta etapa.

A meta 1 do PNE é atender, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos. Os gestores têm apontado esse como um dos grandes desafios para os municípios. O problema é apenas de recursos?
A meta de 50% de atendimento da população de 0 a 3 anos é um objetivo do PNE anterior. Ela é uma meta que já estava posta há 12 anos e não foi cumprida. Considero que ela seja alta para o país, mas agora é lei e temos de nos empenhar ao máximo para atingi-la. Eu sintetizaria em três grandes dificuldades: uma delas é de concepção. O sistema educacional nunca trabalhou com bebês. Ele não tem práticas, não tem materiais, não tem rubricas, não tem materiais de despesa para desenvolver um trabalho com esse sujeito que é tão diferente. Há essa diversidade etária, em que o mais diferente é o bebê, mais diferente que o deficiente, indígena, que o negro, o quilombola. Segundo: há uma dificuldade objetiva de organização. No diálogo que temos com prefeitos e secretários de Educação, eles têm medo, até, de atender bebê. Eles não têm aqueles protocolos que a Saúde tem. Como organizar um lactário, como trocar fralda em um ambiente coletivo, institucional. O meu exemplo de trocar as fraldas dos meus filhos, dos meus netos não vale de nada, pois uma coisa é trocar a fralda de um bebê, outra é de oito, dez. Há essa dificuldade de organização do espaço, da proposta de atendimento, da formação do professor, da relação com a família... A família tem características muito próprias de organização nessa faixa etária: culpa, medo, cumplicidade. É tudo muito desafiador para o sistema. E tudo isso recai no financiamento, que não é uma dificuldade exclusiva da educação infantil, mas é muito forte ali. A primeira vez que se redefiniu o valor do repasse do Fundeb, ele era muito inferior. Mesmo que ele venha aumentando, ainda é muito diferente do custo do atendimento desse bebê. O financiamento é necessário, mas não é suficiente. Há municípios que têm recursos, mas não atendem como deveriam.

Em sua fala na mesa de educação infantil, a senhora disse que há creches do Pró-infância que ficam fechadas por um ano. É uma dificuldade de organização da escola?
Isso acontece por vários motivos. Primeiro, por dificuldade de organização. Às vezes é um município que nunca atendeu crianças de 0 a 3 anos e não tem quadro de pessoal, por exemplo. Às vezes a obra não atendeu às exigências do projeto original e não foi aprovada pelo FNDE, então é preciso fazer algum ajuste. Algumas dessas obras fechadas têm relação com questões políticas, trocas de gestão municipal...

E com relação à pré-escola, até 2016 o país deve universalizar o acesso. Como tem sido essa evolução?
Essa é uma questão mais tranquila e o próprio investimento do município é maior nessa área. O problema é que, onde não estamos atendendo, não é por dificuldades da educação infantil, mas da estrutura desigual do país. Quem é que não está na pré-escola? É a criança do campo, é o ribeirinho, é a criança de uma família muito pobre, que às vezes não tem conhecimento do direito. São famílias das periferias dos grandes centros, onde não conseguimos construir por falta de terreno. Embora ele seja menor não quer dizer que seja mais simples.

Para priorizar as vagas na pré-escola, há redes reduzindo as de creches?
Acontece, mas isso não tem um impacto nacional na frequência da educação infantil. No censo escolar é possível ver que o atendimento em creches vem aumentando sistematicamente, com bons percentuais. Não há um retrocesso. O que ocorre é que, infelizmente, alguns gestores não compreendem que a obrigação do gestor é idêntica em relação à creche e à pré-escola, e o Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre isso. Há essa interpretação equivocada, e conveniente, de que a matrícula obrigatória torna a pré-escola prioritária. Prioritário é o atendimento no que o município é mais deficitário. Hoje o que os estudos mostram é que o maior desafio é o atendimento de 0 a 3 anos.

E quanto à qualidade dessa educação ofertada? Corremos o risco de expandir sem qualidade?
Na educação infantil, esse é o grande desafio. Para as dificuldades de acesso, nós já encontramos um caminho. Será preciso tempo e recursos, mas sabemos que a saída está na mudança da estrutura do país, com a efetivação do regime de colaboração e o aumento dos recursos para a educação. E já há uma proposta do governo federal em andamento, que é o Próinfância. Já na qualidade, os desafios ainda são muito grandes, mesmo porque ainda não temos muitos consensos do que seria essa qualidade. Além disso, há aspectos da qualidade que serão sempre relativos àquela comunidade, àquela criança, família e escola determinada. O problema é que a escola não pode ser toda relativa, há determinados aspectos que devem ser assegurados.

E com relação à educação infantil no campo?
Lançamos junto com as Universidades Federais do Rio Grande do Sul, de Campina Grande, de Minas Gerais e do Amazonas, e também a Universidade Estadual de Sinop, um estudo sobre a oferta e demanda da educação infantil no campo. É um desafio nacional. E, insisto, primeiro, de concepção. Esse modelo de educação infantil urbano não atende a todas as realidades do campo. Atende só a algumas, como as zonas rurais próximas às cidades. Temos de estabelecer o que é rural e o que é urbano. É preciso conceituar melhor o que é o campo e nessa pesquisa há um esforço para isso. Em segundo lugar, temos de construir outra possibilidade que não seja esse padrão de atendimento de cinco dias por semana, por 4 ou 7 horas, mas que também não represente uma precarização, com um programa de visita domiciliar, com um profissional não habilitado, isso não é educação infantil. É importante visitar as famílias, orientá-las, ler para as crianças, todas essas questões podem se configurar como programa, mas não são equivalentes ao dever do Estado com a Educação Básica. Agora, que modelo é esse, nós também não sabemos. O MEC está com uma enorme disposição para debater e queremos construir isso com a realidade, com essas populações, não só na mesa com especialistas. Para nós está claro: para algumas realidades das escolas do campo, ficar quatro horas na escola responde sim, mas para outras não, e vamos ter de pensar em outras possibilidades. Outros países têm diversas formas de atender, um semi-internato, uma ação conjunta com a família, uma ação itinerante com alternância...

Ainda não há uma legislação nacional sobre o transporte público de crianças pequenas e essa questão começa a preocupar os gestores.
A criança pequena ainda é muito invisível na nossa sociedade, que acha que o que é bom para o adulto é bom para a criança pequena. O mobiliário da educação infantil corresponde ao do ensino fundamental reduzido em tamanho? Não. É preciso outro mobiliário, que dê suporte, para que a criança aprenda a andar, possa se mover, que tenha também um aspecto lúdico. Em nosso país isso ainda está em concepção. Na questão do transporte a questão é ainda mais grave, pois não existe uma legislação de transporte coletivo de crianças pequenas, seja interestadual ou municipal. No âmbito do transporte escolar isso se torna um grande desafio, pois não há um adulto para cada criança, não faz sentido. O programa Caminho da Escola não abarca a educação infantil por isso, pois não vamos criar uma lei sobre transporte. E o município que faz o transporte escolar o faz no âmbito da sua autonomia, com responsabilidade dele. O MEC e o Ministério Público estão fazendo um esforço para induzir a discussão dessa legislação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Outra questão importante é o quadro de recursos humanos. Obrigatoriamente na educação infantil a criança precisa ter um professor, além do cuidador?
A educação infantil entrou para o sistema educacional brasileiro e o profissional da educação é o professor. Claro que o perfil é diferente se ele leciona no ensino superior ou na Educação Básica. A criança tem o direito de ser atendida por um profissional habilitado no magistério, que é o professor. Mas existe a necessidade de outros profissionais atuarem na educação? Sim, não há dúvida. Alguns desses profissionais, como especialistas, para serem estes profissionais precisam ter sido antes professores. Entretanto, outros profissionais têm uma identidade própria, como merendeira, secretário de escola e o técnico de informática, não há dúvida de que o professor não é o único profissional da educação. Na educação infantil vem aparecendo essa figura do auxiliar, do monitor, do recreacionista, que tem origem na assistência social, onde bastava ter boa vontade, ser carinhoso. E na educação há a antiga concepção de que se é para a criança, não há a necessidade do diploma. É uma concepção atrasada, que alinhada a esses outros fatores, da dificuldade no financiamento, da inexperiência, falta de concepção para a etapa, vem alimentando a ocupação desses cargos. É o município que cria a lei desses cargos de auxiliares, que tem outra carreira, outra formação e outras funções. Aqui está o primeiro problema: deveríamos discutir nacionalmente quem é esse profissional, assim como já discutimos quem é a merendeira, quem é o funcionário da escola, qual o seu papel, qual é a formação exigida, qual a carreira dele, qual é o sindicato dele. Essa discussão não está feita. Além disso, há outro problema, muitos municípios usam esse profissional como professor. E isso é mais grave ainda. É uma questão muito complexa: existe a necessidade de outro profissional atuar na educação infantil? Vamos supor que a resposta seja sim. Se existe, quem é esse profissional? Qual é a sua função? Em nenhuma hipótese ele pode substituir o professor.

O professor da educação infantil tem direito ao piso e a um terço de hora-atividade?
Sim, tem direito à carreira docente. Ele entra por concurso de títulos, é a mesma carreira da Educação Básica. Já o auxiliar, não. Essa base nem está na base dos trabalhadores da educação, há outros sindicatos disputando-o. A impressão que tenho é que está sendo implantada uma disputa de corporações, de identidade, como se a educação infantil fosse uma disputa de leigos. Não há esse reconhecimento como há com outras etapas.

As alterações feitas na LDB em 2013 colocaram em pauta a avaliação da educação infantil. Como tem sido essa discussão com os municípios?
Isso ainda passa por uma disputa. Primeiro: de que avaliação estamos falando? Vamos avaliar a criança, o programa, o projeto, a política educacional? Nós da SEB somos contra a criação de um instrumento de avaliação dessa criança. E a própria LDB diz que a avaliação é de processo, não da criança. Mas que avaliação é essa? É uma satisfação que devemos dar, uma avaliação das condições de oferta. O Inep, com a Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e em parceria com uma comissão de especialistas e um grupo de entidades, montou uma matriz de referência, com as dimensões de oferta, formação profissional, gestão da escola, gestão do sistema, materialidade, infraestrutura.

Na Conae 2010 foi indicado o fim das escolas de educação infantil conveniadas, mas a reivindicação não foi adotada no PNE. Elas podem prejudicar a qualidade da educação?
A política que o MEC tem construído é de defesa, estímulo e apoio da rede pública. Nós entendemos que isso é um grande ganho para o município. O gestor está vivendo um momento histórico em que ele pode ter essa identidade, de ter fortalecido a educação infantil como política pública de gestão direta do poder público do município. Mas o município é autônomo para tomar outra decisão. Uma primeira questão é que muita coisa que se chama de conveniamento não é. Esse modelo implica o repasse de recursos e um termo assinado. Acontece de um município ceder professor e chamar isso de conveniamento, sem um documento, prestação de contas, monitoramento, controle da frequência das crianças. Precisamos exigir que o conceito de conveniamento seja executado na educação infantil e o MEC tem um documento para orientar essas parcerias: Orientações para a oferta da educação infantil por meio de conveniamento. Por outro lado, a história da educação infantil foi construída a partir dessas iniciativas. Não devemos negar essa origem. Essa rede comunitária, filantrópica, teve, historicamente, um papel muito importante e a que existe historicamente deve ser respeitada e valorizada. Nós do MEC defendemos que não deveríamos expandi-la. Belo Horizonte está fazendo um movimento como esse, com parcerias público-privadas, que me preocupam muito mais que as conveniadas.


Qual a diferença das parcerias público-privadas para as escolas conveniadas?
São parcerias muito mais complexas, abrangentes e, eu diria, contraditórias. O convênio não muda a natureza da entidade, que continua sendo privada, mas faz um atendimento seguindo as exigências públicas. A parceria público-privada é uma transferência de exigências: o professor, o material, tudo é deles. Já com o convênio conseguimos controlar esse atendimento.

http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/42/educacao-infantil-desafio-de-ampliar-com-qualidade-335170-1.asp

sábado, 31 de janeiro de 2015

Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo - Manoel de Barros

Secretário vai até as escolas ouvir as demandas

Fotos: ​Lenine Martins/Gcom-MT
O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho, visitou nove escolas de Cuiabá e Várzea Grande na sexta-feira (30.01). O gestor ouviu diversas demandas dos diretores, coordenadores e professores relacionadas à estrutura física das unidades escolares. 

A primeira escola visitada foi a Fenelon Müller, localizada no CPA II. Nesta unidade, estão matriculadas 170 alunos do 7º ao 9º ano. Permínio constatou várias deficiências estruturais. “A gente tem que ter solução para esta precariedade”, observou o secretário. 

Uma das sugestões apontadas, neste momento, é transferir as atividades desta unidade para outro local até que seja feita uma reforma no prédio. A diretora Maria Helena da Silva afirmou que diante da precariedade do prédio os alunos que moram mais próximos não querem estudar no local. 

Na escola professor Benedito de Carvalho, também localizada no CPA II, a diretora Rebeka Ruiz informou que a unidade existe há 32 anos e nunca foi realizada uma reforma geral, apenas reparos. Há problemas no telhado e na parte hidráulica. O banheiro masculino está interditado. 

“Carrego um peso nas minhas costas do risco que corre os alunos”, avisa Rebeka. Já são 510 alunos matriculados nesta escola. Também foi visitada a escola Padre João Panarotto, que está passando por pequenos reparos. Em seguida, Permínio foi até a escola Newton Alfredo Aguiar, no CPA IV. 

O diretor João Abílio Ilha Teixeira disse que o cupim está comprometendo todo o telhado. “Desde 2006 os laudos indicam que o telhado pode desmoronar. É uma questão de calamidade pública”, acrescentou. São aproximadamente 900 alunos divididos nos três turnos. 

Permínio reforçou que a estrutura deve ser melhorada, iniciando pelo telhado. Técnicos da Secretaria de Educação (Seduc) vão indicar como deve ser feito o reparo para não prejudicar o início do ano letivo, marcado para o dia 9 próximo. 

Em conversa com o secretário, o diretor da escola Leovegildo de Melo, localizado no CPA III, Joilson de Jesus, afirmou que são vários os problemas da escolas, principalmente, neste período de chuvas. Ele apontou a necessidade de reformar o telhado, banheiros e estrutura hidráulica. 

VÁRZEA GRANDE 

As escolas Gonçalo Botelho de Campos, Maria da Cunha Bruno, professora Vanil Stabilito e Fernando Leite foram visitadas. Permínio também ouviu reivindicações e reafirmou o compromisso de melhorar a estrutura das escolas. Ainda neste município, ele esteve na assessoria pedagógica.

Assessoria
Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Secret%C3%A1rio-vai-at%C3%A9-as-escolas-ouvir-as-demandas.aspx

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Aula inaugural para os profissionais da educação será na segunda-feira

Foto: Jorge Pinho
Os profissionais da educação da rede municipal participam na segunda-feira (2 de fevereiro) da aula inaugural do ano letivo de 2015. O evento será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso e vai reunir pelo menos cinco mil profissionais, entre efetivos e contratados.
A aula inaugural foi dividida em dois momentos: no período matutino, a partir das 8h, participam os gestores escolares (diretores, coordenadores e secretários de escolas) e professores do ensino fundamental. No período da tarde, a partir das 13h30, participam os gestores, professores e Técnicos em Desenvolvimento Infantil (TDIs) que atuam nas creches e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
Na oportunidade, a psicóloga e psicopedagoga Daniela Piloni vai proferir palestras com os temas: “Ser Educador” e “Cuidar educando e educar cuidando”.
As aulas para os cerca de 50 mil alunos das escolas, creches e CMEIs da rede municipal de Cuiabá iniciam na terça-feira (3).

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/aula-inaugural-para-os-profissionais-da-educacao-sera-na-segunda-feira/10200

Celular é ferramenta de leitura e de aprendizagem de história

Professor de história em escolas das redes estaduais de educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, Rodolfo Alves Pereira criou um blogue e um aplicativo para incentivar a leitura de textos históricos pelos alunos. Ele garante que os estudantes ganharam habilidade na leitura, capacidade de articular ideias e argumentos de forma escrita e se tornaram mais reflexivos.
As inovações fazem parte do projeto O Celular como Ferramenta de Leitura e de Aprendizagem, iniciado há quatro anos com alunos do nono ano do ensino fundamental da Escola Estadual Luiz Salgado Lima, no município mineiro de Leopoldina. Em agosto do ano passado ─ até então, era usado apenas o telefone celular ─, o professor criou um aplicativo para facilitar o acesso dos alunos aos textos e conteúdos por ele postados no blogue.
O aplicativo permite a postagem de textos de diversos gêneros, com notícias, mapas e pinturas. “Todo tipo de documento que sirva como fonte histórica de leitura e pesquisa em nossas aulas”, ressalta o professor. As novidades tornaram as aulas mais atrativas. Os estudantes passaram a ler mais e a registrar reflexões sobre os textos. “Muitas dessas reflexões são postadas no blogue e tornam os alunos produtores do conhecimento, na medida em que se posicionam e têm seus trabalhos publicados”, explica Rodolfo. Segundo ele, o projeto atende diretamente cerca de 90 estudantes, mas todos os alunos podem baixar o aplicativo e usá-lo em sala de aula.
De acordo com o professor, o blogue tem apresentado resultados expressivos, quantitativa e qualitativamente. O trabalho deve ser intensificado este ano, a partir das propostas de manter o blogue atualizado com postagens de qualidade e de aumentar a participação dos alunos nas atividades de manutenção. “Vamos dar continuidade à metodologia aplicada, mesclando aulas tradicionais com o uso das tecnologias da informação no ensino-aprendizagem”, ressalta.
Prêmio — O projeto foi um dos finalistas da sétima edição do Prêmio Vivaleitura, na categoria 2, destinada a escolas públicas e particulares, o que deixou o professor orgulhoso. “Ficar entre os finalistas significa um reconhecimento, a coroação de um ano de trabalho muito feliz e produtivo”, afirma. Ele revela que pretende dar prioridade ao desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para formar alunos leitores, reflexivos e capazes de exercer a cidadania em uma sociedade democrática e plural. “Terei de fortalecer os planos de aula para que os alunos tenham objetivos e metas claras e exequíveis”, diz.
Graduado em história, com pós-graduação em ciências humanas, Rodolfo cursa especialização em cultura e história indígena na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). 
O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa dos ministérios da Cultura e da Educação e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI). 

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor e no blogue do projeto Acrópole

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21062

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Após a alfabetização, desafio do professor é inserir as crianças na cultura letrada

Rodas de leitura devem fazer parte da rotina em sala de aula


Débora Rubin e Claudia Jordão


Em um contexto de pouca valorização da leitura, como a escola pode contribuir para a formação de leitores no Brasil? Como superar seus desafios e formar leitores autônomos que gostem de ler? Ensinar algo tão grandioso é uma tarefa desafiadora, mas, talvez por isso mesmo, uma das mais fantásticas que existem.
Após a alfabetização, é importante que as crianças sejam estimuladas a participar ativamente da cultura letrada. Veja abaixo o cenário da formação de leitores no ensino fundamental 1, seus desafios e exemplos de práticas.
CenárioUm dos problemas dessa etapa é avançar para além da alfabetização. "Quando se acompanha uma geração de alunos percebe-se que, em muitos casos, alcançadas as metas de alfabetização plena, os esforços para oferecer atividades de leitura diminuem", lamenta o relações-públicas Volnei Canônica, coordenador do programa Prazer em Ler do Instituto C&A. A educação no Brasil ainda tenta avançar no que diz respeito ao aprendizado de leitura nos primeiros anos do fundamental. A pesquisa Geres (Estudo Longitudinal da Geração Escolar 2005), feita em parceria por seis universidades e realizada em 303 escolas públicas e particulares, de 2005 e 2008, mostra que, ao final do EF 1, os alunos de escolas públicas apresentam uma defasagem equivalente a dois anos de aprendizado em relação aos estudantes de instituições privadas.
Desafio
Desenvolver e consolidar a fluên­cia na língua e a compreensão leitora são os grandes desafios da etapa. Ao mesmo tempo, seguir estimulando a participação ativa na cultura letrada numa hora em que já é possível dar autonomia para esse pequeno leitor. Professores podem e devem indicar livros, mas precisam propiciar à criança momentos em que ela possa fuçar bibliotecas e livrarias para descobrir o que a encanta. "A natureza, os animais, mistérios e fantasias atraem garotos e garotas", diz Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro.
Exemplos de práticas
Para trabalhar a fluência, a compreensão leitora e promover o interesse pela leitura, Gilda Carvalho, da Unesp, propõe o ensino da língua através de textos literários. "Ao mesmo tempo que aprendem a gramática, as crianças estão lidando com vários tipos de textos, gêneros e autores", diz. Além disso, a criança recém-alfabetizada precisa ser estimulada a ler em voz alta. "O professor pode priorizar desde textos que contribuam para a alfabetização, com sílabas bem marcadas e rimas, até outros mais complexos, com narrativas mais engendradas, além de livros ilustrados e gibis", recomenda Gilda. Rodas de leitura devem fazer parte da rotina em sala. "Encontros com autores e produções de texto também estimulam", completa. 
Leia sobre a formação de leitores em outras etapas da Educação Básica:

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/213/apos-a-alfabetizacao-desafio-do-professor-e-inserir-as-criancas-335640-1.asp

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Alunos podem confirmar vagas até esta terça


Os alunos ou responsáveis que fizeram a solicitação da matrícula pela internet tem até esta terça-feira (27.01) para confirmar a matrícula na unidade escolar.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reforça que os interessados procurem a escola, cuja opção foi solicitada no cadastro pela internet, munidos dos documentos pessoais.

O secretário-adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, alerta aos interessados para procurarem o quanto antes as escolas desejadas para que em caso de não confirmar o interesse, a vaga possa ser disponibilizada para outros estudantes.

Foram 42.345 solicitações de matricula web realizadas e até a tarde desta segunda-feira (26.01) apenas 17.486 foram confirmadas.

Para efetuar a matrícula, o aluno precisa dirigir-se diretamente até a unidade escolar com os documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência e histórico escolar. No site da Secretaria de Educação (www.seduc.mt.gov.br), o cidadão pode tirar as suas dúvidas. 

Mato-grossense de 23 anos lança segundo livro e terceiro está a caminho


Da Redação - Isabela Mercuri


“Ao passo das horas”, segundo livro do mestrando Joe Sales, será lançado na próxima quinta-feira (05) em Rondonópolis. Quando decidiu publicar o primeiro livro, Joe já tinha 300 poemas escritos, todos separados em coletâneas com títulos específicos, “sou metódico nessa parte”, afirma o escritor. 

Leia mais:
Rondonopolitano que já publicou no Museu Nacional de Poesia de Belo Horizonte lança livro na UFMT
Novo livro de Eduardo Mahon traz realidade paralela onde segredos são penhorados


Depois que ele descobriu a editora Penalux, separou duas coletâneas, a “Porta Estreita”, lançada em setembro de 2014, e “Ao passo das horas”. “Pedi para meu amigo-leitor-e-crítico-ferrenho que lesse ambos os textos e me dissesse qual deles eu deveria enviar. A sua escolha (de meu amigo Léo) foi por Porta Estria; não hesitei o enviei. Depois disso, comecei a reelaborar o Ao passo das horas. O que resultou no nascimento de o Livro Fugaz. Primeiro pensei torná-lo em uma coletânea mas depois de pensar e reler o Ao passos vi que ambos se completavam e resolvi juntá-los numa obra única. Daí veio o livro”, conta Joe. 

No entanto, poucos dos poemas publicados nos dois livros fazem parte dos 300 iniciais. O autor afirma que, assim como Leminski, acredita que “o mundo não deve ler os nossos treinos poéticos”. 

O segundo livro, “Ao passo das horas”, fala sobre sentimentos. Segundo Joe, sobre “Como o tempo escreve nas incertezas em nosso peito os silêncios do instante já”. Ele busca unir o formal e o informal, e é formado por quase poemas, ou frases que se juntam e se separam ao longo do livro. “Pede ao leitor paciência e pressa”, comenta o poeta. 

O lançamento acontece na quinta-feira às 14h, no Anfiteatro da Universidade Federal de Mato Grosso em Rondonópolis. Em Cuiabá, o livro será lançado junto com um de Luana Madrepérola, mas ainda não tem data marcada. 

O terceiro livro de Joe Sales está em processo de edição. O autor afirma, ainda, que acredita ser importante valorizar os escritores regionais: “chamar as pessoas a conhecer o trabalho poético de autores da nossa região: prestigiar nosso povo, nossa cultura, nosso chão”, finaliza. 


http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Mato-grossense_de_23_anos_lanca_2_livro_e_terceiro_esta_a_caminho&id=6616

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pacto pela Alfabetização terá novo ciclo a partir de abril

Está previsto para abril o início do terceiro ciclo do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, promovido pelo Ministério da Educação em parceria com universidades públicas e os sistemas de ensino de estados e municípios. O curso, presencial, qualifica professores das redes públicas da educação básica que lecionam em turmas de alfabetização, do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental.
Na primeira etapa do pacto, em 2013/2014, os professores receberam formação em letramento; na segunda, em 2014/2015, em matemática, curso que será concluído em março próximo, de acordo com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB). O terceiro ciclo, que será desenvolvido em 2015 e 2016, vai abordar as demais áreas do conhecimento de forma integrada, com o objetivo de promover a educação integral das crianças.
De acordo com dados da coordenação de formação continuada de professores da SEB, dos 317.207 educadores inscritos no ciclo do letramento, 313.598 concluíram o curso; no ciclo de matemática, que está em fase final, 311.194 educadores estão em aula e devem finalizar a formação em março próximo.
A qualificação dos docentes alfabetizadores tem duração de 120 horas por ano, com metodologia que propõe estudos e atividades práticas. Os encontros são conduzidos por orientadores de estudos, que são professores das redes públicas a que os alfabetizadores estão vinculados.
Parceria – O Pacto pela Alfabetização na Idade Certa é realizado por uma parceria que reúne quatro segmentos com responsabilidades compartilhadas: o Ministério da Educação, uma rede de universidades públicas federais e estaduais, as redes estaduais e municipais e os professores alfabetizadores.
São responsabilidades do MEC os encargos das bolsas de estudos pagas aos alfabetizadores e das demais bolsas – para educadores das universidades envolvidas na formação, aos coordenadores no pacto nos estados, Distrito Federal e municípios e aos professores orientadores dos cursos em cada município. Também é atribuição do ministério providenciar, produzir e distribuir cadernos de formação dos educadores e enviar material didático, paradidático, dicionários, obras literárias e jogos às escolas que tenham classes de alfabetização.
Cabe às instituições públicas de ensino superior que aderiram ao pacto – hoje elas são 41 e representam as cinco regiões do país – coordenar, supervisionar e qualificar os professores formadores. As tarefas dos estados, Distrito Federal e municípios que aderiram ao pacto são criar condições para que os alfabetizadores tenham acesso à formação continuada, designar coordenadores das ações do pacto em âmbito estadual e municipal e selecionar alfabetizadores experientes em cada rede para orientar os cursos.
As escolas também têm responsabilidades no Pacto pela Alfabetização na Idade Certa. Elas devem liberar os educadores para a formação, presencial, e fazer avaliação diagnóstica anual das suas turmas de alfabetização.
Ionice Lorenzoni
Confira os detalhes na página eletrônica do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21044

domingo, 25 de janeiro de 2015

Domínio da oralidade


 Escrito por Anna Veronica Mautner
Durante muitos e muitos milênios, o homem, graças a seu polegar na magnífica posição que ocupa na mão, pôs-se a fazer. Mas o humano não é apenas aquele que faz; ele tornou-se complexo, muito complexo, ao também se comunicar. O humano diz ao outro, por meio de gestos, mímicas, palavras, o que deseja para formar uma base comum. Começou com um nome para chegar à palavra que designa o fazer, o falar, o lembrar. O nome e a palavra nos tiram do isolamento. Uma árvore, o vento e o frio podem ser comuns a todos. E se ganham um nome, o grupo está formado.
Ainda antes de escrever, logo depois dos primeiros gestos, veio o som e, com ele, a palavra. Muitos seres que se identificam entre si chegaram até o som. Mas a palavra é só do homem. Nós ouvimos sons e reconhecemos esses grupos sonoros, palavras que o semelhante entende mesmo na ausência do denominado objeto.  É o caso do grito que reconhecemos ser de um semelhante mesmo na ausência dele. Tentar fazer a história da humanidade e a gênese da oralidade humana em um parágrafo é muita pretensão. Mas eu só pretendo dizer que somos os autores de nossa sociedade. Não há sociedade sem comunicação.
Algumas palavras são onomatopaicas, isto é, imitam o fato referido. Por exemplo: mãe. Em quase todas as línguas ocidentais, a letra “m” tem a ver com a palavra que designa mãe. Existe uma língua ocidental que eliminou a letra “m” da designação de mãe, que em húngaro é anja. Mas isso não esgotou o sentido de mãe, porque mama, na gíria familiar, é a palavra usada com os nenês e avó é nagy mama, que significa grande mãe. Provavelmente isso tem a ver com a gênese da fala do nenê. A letra “m” está entre as primeiras consoantes que dizemos, é um som fácil que requer muito pouco da língua: vem da garganta até o lábio, sem precisar de dente. Eis aí o primeiro som: mama, mèremothermutterima. O som das letras “d” ou “s” é muito mais complicado de emitir: é preciso movimentar a boca inteira, inclusive os dentes.
Por esses dias, tive contato com alguns bebês, e a presença do “m” saltou aos meus ouvidos. Aí eu fui falar a palavra pai e percebi que para dizê-la precisa-se de lábio, enquanto mãe, não. As vogais nascem nas cordas vocais e no ar que passa por elas, dispensando a morfologia da boca, diferentemente das consoantes. Se nós pensarmos que a junção da consoante com a vogal foi um dos saltos fundamentais da passagem para a condição humana, vamos começar a dar importância ao estudo da língua e da intenção. O grito de dor ou a exclamação de alegria são um salto do sentimento ou do sentir para o som. A consoante demanda intenção, escolha. O sim e o não, que são resultado de pensamentos ou escolhas, têm ou não na consoante a sua base e, no gesto, a sua confirmação. 
A linguagem tem a ver com o quanto de pensamento, sentimento e impulso está envolvido na ideia que a palavra expressa. Quente e frio têm tanto de universalidade quanto mamãe. E por que o primeiro som é “m” e a primeira pessoa é mãe?  Será que é assim em todo lugar? Será que as vogais existem em toda parte? Existem. A predominância da letra “m” como primeiro som, não tenho informações concretas, mas acho que é natural, pela facilidade de ser enunciada. A oralidade e o emitir o som são amálgamas da formação de grupo e da pertinência a esses grupos. Os grupos não são todos iguais pelo planeta afora, mas emitir o som que se ouve logo ao nascer é universal. A ordem de aquisição dos sons é a história do grupo e dos recém-nascidos. Hoje precisamos rever muita coisa por causa da mobilidade dos grupos pelo mundo, seja de barco, de avião, por telefone ou outros meios de comunicação. Somos um planeta cheio de grupos e dá a impressão de que quanto mais grupos, mais dessemelhanças. Derreter as diferenças orais não é a tendência da humanidade, pelo menos até hoje.  

Artigo publicado na edição de novembro de 2014.

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/colunistas-pm/anna-veronica/1136-dominio-da-oralidade

Por que os alunos não aprendem com seus slides

É chegada a hora de repensar a estratégia de ler apresentações de PowerPoint linha por linha durante as aulas
Não se preocupe, todos já fizemos isso: ficamos acordado até tarde e temos que dar aula às 8 da manhã do dia seguinte. Então o que você faz? Joga algum texto no PowerPoint e se prepara para falar sobre os tópicos. Não vai fazer nenhum mal, né? Você pode nem ler os slides inteiros – eles só vão ajudá-lo a dar sequência à aula, e se perder o ritmo, o texto estará lá para te ajudar.
Infelizmente, não importa se você está trabalhando as Grandes Navegações na quarta série ou física quântica com recém chegados à universidade, você pode estar mais prejudicando do que ajudando seus alunos.
Power Point Sala de AulaCrédito: Brian Jackson/Fotolia.com

Vamos explorar por que o design instrucional na maioria das vezes não funciona com estudantes e quando você deve ensinar com PowerPoint – e também quando deve evitá-lo. Tudo começa um pequeno conceito chamado de “carga cognitiva”. 
Muita coisa para o estudante processarImagine o cérebro dos estudantes como uma caixa. Conforme você começa a jogar pedras, ela fica mais e mais pesada – e assim, é mais difícil para o estudante aguentá-la e mantê-la organizada. Basicamente, essa é a definição de carga cognitiva. Ela descreve a capacidade da memória do nosso cérebro em suportar e processar partes de informação. Todos temos uma limitação de memória, então quando temos que lidar com informações de mais de uma maneira, a carga fica mais pesada e mais difícil de ser controlada.
Na sala de aula, a carga cognitiva do estudante é muito afetada pela origem externa da informação – em outras palavras, a maneira pela qual ela é apresentada a eles. Todo professor instintivamente sabe que existem jeitos melhores – e piores – de apresentar um conteúdo. A razão para isso, segundo pesquisas, é que, ao aliviar a carga, fica mais fácil para o cérebro do estudante acessar a informação e a transformar em memória.
Ensinar com slides de texto do PowerPoint durante uma leitura em voz alta, infelizmente, significa o mesmo que jogar muitas pedras dentro da caixa do aluno e faz com que ele retroceda. 
O efeito de redundância
A apresentação simultânea de um texto de modo visual e oral, como slides de PowerPoint, atualmente é muito comum nas salas de aula. Pense a respeito: quantas você entrou em uma sala ou auditório e viu uma professora lendo textos dos slides?
Um estudo australiano do final dos anos 1990 (o 1999 Kalyuga Study) comparou o resultado acadêmico de um grupo de universitários que assistiu a uma aula de um professor que usou texto e áudio (o que significa que havia palavras na tela enquanto ele falava) com um outro em que os alunos só ouviam a uma explicação sem PowerPoint. Os pesquisadores concluíram que a utilização de estímulos visuais com palavras durante uma apresentação aumenta a carga cognitiva, em vez de diminui-la.
Isso se deve ao chamado efeito redundante. A redundância verbal “surge da apresentação verbal e discurso na íntegra”, aumentado o risco de sobrecarregar a capacidade de memória – por isso, pode causar efeito negativo no aprendizado.
Considere, por exemplo, uma aula de ciências sobre cadeias alimentares. O professor pode começar explicando a diferença entre carnívoros e herbívoros. Aparece um slide com a definição de cada termo. O professor começa a ler diretamente do slide. As partes duplicadas de informação – falada e escrita – não vão reforçar positivamente uma a outra; no lugar disso, as duas sobrecarregam as habilidades do estudante em controlar a informação.
Pesquisadores como John Sweller e Kimberly Leslie defendem que seria mais fácil para estudantes aprenderem as diferenças entre carnívoros e herbívoros se eles fechassem os olhos e só ouvissem à explicação. Mas estudantes que ficam com olhos fechados durante a aula são acusados de “não estarem prestando a devida atenção”. 
Como aliviar a cargaEntão o que fazer? Como garantir que as crianças aprendam a partir de suas explicações orais em vez de ficarem com o cérebro saturado? (Empreendedores, saibam que isso também poderia ser aplicado em suas apresentações).
Richard Mayer, um neurocientista da Universidade de Santa Barbara e autor do livro “Multimedia Learning” (Aprendizado multimídia) oferece a seguinte receita: elimine elementos textuais de suas apresentações e passe a falar por tópicos, compartilhando imagens ou gráficos com os alunos. Clique no Vídeo para ver exatamente o que ele quer dizer:
Este método, segundo Mayer, é particularmente apropriado para assuntos em que gráficos geométricos e imagens são cruciais para a compreensão dos conceitos-chave, como cadeia alimentar, cálculo de área de uma superfície ou ciclo da água.
Outros estudos, como um outro estudo separado feito por Leslie et al (2012), sugere que misturar pistas visuais com explicações orais (em aulas de matemática e ciências, em particular) é essencial e eficiente. No estudo de Leslie, um grupo da quarta série que não sabia nada sobre magnetismo aprendeu significativamente mais quando teve contato tanto com imagens quanto com a explicação do professor em comparação a outro grupo que só teve a explicação oral.
Você é professor de ciências? Coloque uma foto dos dentes de um leão e de uma zebra na tela enquanto explica a diferença entre carnívoros e herbívoros. Ensina estudos sociais? Coloque em volta da data “1776” pinturas dos Pais Fundadores dos Estados Unidos assinando a Declaração de Independência (o mesmo vale para a História brasileira), em vez de incluir fatos relacionados em sua apresentação.
E se você tem dificuldades em tirar completamente as palavras de suas apresentações em PowerPoint, especialmente quando quer que os estudantes tomem nota, aqui vão mais algumas dicas:
– Limite-se a uma palavra por slide. Se for explicar termos, tente coloca-lo associado a um conjunto de imagens – e peça para os alunos para deduzirem;
– Obedeça ao “princípio da personalização”, que basicamente diz que atrair leitores entregando conteúdo de modo conversacional vai aprimorar o aprendizado. Por exemplo, Richard Mayer sugere usar muitos “Eus” e “Vocês” em seu discurso, porque alunos reagem melhor à linguagem mais informal.
Tem alguma estratégia que funciona melhor para seus alunos? Comente

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo
A educação não vai bem -- isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível.
Para o trio da Santo Caos, uma "consultoria de engajamento" de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.
Usando um método de pesquisa chamado "bola de neve", em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título "Do giz ao tablet: por que a tecnologia não mudou a educação".

Derrubando paredes

"É preciso haver uma remodelagem da escola", afirma Guilheme Françolin, 25, que buscou as respostas em companhia dos sócios Jean Soldatelli, 25, e Daniel Santa Cruz, 25. Ele cita a escola municipal Amorim Lima, que derrubou as paredes das salas de aula e estabeleceu roteiros de estudos para os alunos, flexibilizando a aula.
Segundo ele, a escola de hoje não atende mais as necessidades do mercado de trabalho que os filhos da geração Y (nascidos nos anos 1980) terão que enfrentar. "Temos que mudar isso de um cara no tablado, um professor que só transmite os conhecimentos."
A mudança, indica o jovem publicitário, estaria na maneira de organizar o tempo e as verbas da escola. Como exemplos ele aponta a construção de conhecimento em rede como nas plataformas wiki ou a personalização das experiências de cada aluno.
Ele faz uma analogia tecnológica para explicar seu ponto: "a gente viu que precisava mesmo era de uma plataforma de código aberto". Ou seja, com liberdade e espaço para soluções particulares surgirem, mas com um objetivo comum de ensinar o mesmo para os alunos.
Além do conteúdo, Françolin acha que a escola precisa desenvolver competências nos aluno, as novas chaves para o sucesso.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/01/23/por-que-a-tecnologia-nao-mudou-a-educacao-porque-o-sistema-e-o-mesmo.htm

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Matrículas na rede pública estadual continuam com modelo convencional

ASSESSORIA
Seduc-MT
Encerrado o prazo para as matrículas pela internet na rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) continua a partir desta quinta-feira (22.01) com as matrículas convencionais nas 746 unidades escolares.

Durante três dias, novos alunos puderam fazer a solicitação da matrícula, via internet, em 500 escolas da rede. O levantamento realizado na tarde desta quarta-feira (21.01) apontou que 36.662 estudantes fizeram o cadastro pela web para ingressar na rede estadual.

A partir desta quinta, os alunos ou responsáveis poderão confirmar a matrícula na unidade escolar solicitada por meio do sistema web. Este processo continua até o próximo dia 27. Até lá, as unidades com vagas disponíveis farão novas matrículas utilizando o método convencional, com os estudantes ou responsáveis tendo que se dirigir ao colégio.

O secretário de Estado de Educação, Perminio Pinto, reforça que ainda existem centenas de vagas em dezenas de unidades escolares. A orientação é para o estudante procurar uma escola mais próxima da sua residência.

As escolas estaduais da zona rural, indígenas, quilombolas, os Centro Educacionais de Jovens e Adultos (Cejas) e as salas de aula que atendem alunos do sistema prisional e socioeducativo continuam usando o processo tradicional de matrículas.

Para efetuar a matrícula, o aluno precisa dirigir-se diretamente até a unidade escolar para verificar a disponibilidade de vagas e, consequentemente, efetuar sua matrícula. No site da Secretaria de Educação (www.seduc.mt.gov.br), o cidadão pode tirar as suas dúvidas.

Semana Pedagógica marca o início do ano letivo da Secretaria de Educação

O ano de 2015 teve seu início oficial nesta quarta-feira (21) para a Secretaria Municipal de Educação, que retoma suas atividades com a Semana Pedagógica. Ao longo de 10 dias, cerca de oito mil profissionais da rede municipal de ensino passarão por formação, preparação e planejamento das atividades que serão desenvolvidas durante o ano letivo.
De 21 a 30 de janeiro, todos os servidores que atuam nas unidades de ensino debaterão questões pontuais sobre as diversas modalidades de educação, além dos grandes desafios que virão em 2015.
“A Semana Pedagógica é o momento que marca a abertura do nosso ano letivo e aqui vamos traçar metas, rever as ações que fizemos em 2014 e dar todo subsídio necessário para nossos coordenadores e demais profissionais para que façamos deste um ano exemplar”, afirma Vanilda Carvalho Mendes, diretora de ensino da Secretaria Municipal de Educação.
Esta capacitação é a primeira do programa Revitalizando a Formação, que abrange todos os cursos de aprimoramento realizados durante o ano.
Para o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, a semana tem papel fundamental e os assuntos tratados são essenciais para o alinhamento do trabalho de cada um.
“É importante frisar que o que acontece aqui tem alinhamento com o plano estratégico da secretaria. Daqui saem decisões e posicionamentos que vão aprimorar a qualidade do nosso ensino e a forma como lidamos com os alunos e seu aprendizado”, conta.
O encontro foi dividido por modalidades: Educação Infantil; Ensino Fundamental 1° Ciclo, Ensino Fundamental 2° e 3° ciclo, e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
De acordo com Gilberto, a setorização do encontro é fundamental para que os assuntos que competem a cada modalidade possam ser abordados com eficácia e sua devida importância.
“Todos os nossos profissionais passam por essa dinâmica de formação e optamos por dividir cada grupo para que eles possam ter a liberdade necessária para discutir e alinhar ideias e projetos. Por exemplo, a escola Maria Dimpina reúne apenas os professores de proficiência das disciplinas de Português e Matemática”, revela.
Para a secretária-adjunta de Educação, Marioneide Klimaschesk, a pasta quer conquistar grandes coisas e isso só será possível com o empenho de cada servidor atuante nas unidades.
“Em 2016 queremos colher os frutos de um ensino de qualidade ainda maior e para isso contamos com o trabalho de toda nossa equipe”, conclui.
Os encontros da Semana Pedagógica acontecem nas Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (Feics), localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça; na Escola Municipal Maria Dimpina, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa; na escola estadual Presidente Médici, na Avenida Mato Grosso; e na escola estadual Nilo Póvoas, no bairro Bandeirantes.
As atividades serão realizadas das 7h30 às 11h e das 13h30 às 17h, e das 19h às 21h para os profissionais da EJA.

Cuiabá: calendário de pagamentos dos servidores


A Prefeitura de Cuiabá divulgou no Diário Oficial de Contas, que circula nesta quarta-feira (21), o cronograma com as datas de pagamento dos salários dos servidores e, também, das aposentadorias e pensões.
Conforme estabelecido pelo prefeito Mauro Mendes desde o início da gestão, os salários dos funcionários municipais serão pagos no último dia útil do mês trabalhado. Já os pagamentos de pensões e aposentadorias serão feitos no dia 25 dos meses de janeiro a novembro e no dia 23, em dezembro. O 13º salário será pago no dia 18 de dezembro para os servidores ativos e no dia 20, para aposentados e pensionistas.
Confira abaixo as datas de pagamento:
CRONOGRAMA DE FOLHA DE PAGAMENTO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CUIABÁ - ANO 2015
JANEIRO – 30
FEVEREIRO – 27
MARÇO – 31
ABRIL – 30
MAIO – 29
JUNHO – 30
JULHO – 31
AGOSTO – 31
SETEMBRO – 30
OUTUBRO – 30
NOVEMBRO – 30
DEZEMBRO – 30
13º SALÁRIO – 18
http://www.cuiaba.mt.gov.br/gestao/prefeitura-divulga-datas-de-pagamentos-de-salarios-de-servidores-e-aposentados/10176

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...