terça-feira, 12 de maio de 2015

Empresário dá US$ 1 milhão a 'melhor professor do mundo'

Indiano Sunny Varkey diz querer recuperar o status e o reconhecimento que a docência um dia já teve.

O Global Teacher Prize (Prêmio Professor Global, em tradução livre) oferece US$ 1 milhão (cerca de R$ 3 milhões) a um professor que se destaque em sua disciplina






Neste ano, o vencedor foi a americana Nancie Atwell que anunciou que iria doar o dinheiro para sua escola, no Estado americano do Maine.

Entre os que participaram da premiação, estavam o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o bilionário Bill Gates, que parabenizou Atwell por videoconferência.

O fundador e financiador do projeto é o indiano Sunny Varkey, que diz querer recuperar o status e o reconhecimento que a docência um dia já teve, além de dar à profissão um pouco de brilho e glamour.

No entanto, Varkey lembra que antes de lançar a iniciativa quase todos lhe disseram que sua ideia era terrível.

O empresário ouviu de muitas pessoas que dar um prêmio em dinheiro a um professor seria tratá-lo como uma estrela de cinema ou um banqueiro e, portanto, contra o espírito da educação.

Mas ele ignorou as críticas e seguiu seu instinto.

'A profissão mais importante'

"A docência é a profissão mais importante do mundo e deve ser respeitada como tal", defende Varkey.

Ele diz ficar irritado ao ver como as celebridades dos reality shows têm mais espaço nos meios de comunicação que as pessoas que realmente influenciam vidas, como professores.

Segundo Varkey, seguir seus instintos, apesar das críticas que recebeu, era agir como um verdadeiro empreendedor.

"Tem sido a história da minha vida", diz ele.

O multimilionário de origem indiana, que vive em Dubai, é um dos empresários mais bem sucedidos do mundo na área da educação.

O grupo comandado por Varkey administra escolas públicas e privadas em 14 países, a maioria delas no Golfo Pérsico, embora seu "império" se estenda também por Oriente Médio, Ásia, África, Europa e Estados Unidos.

Agora ele planeja expandir suas operações para mercados como o Extremo Oriente, América Latina e África.

História
Pais de Varke eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia (Foto: BBC) 
Pais de Varke eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia (Foto: BBC)
 
Varkey leva a educação em seu sangue.

Seus pais eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia.

"Chegando aonde chegamos foi uma tarefa hercúlea", lembra ele.

A família viajou de barco para o Golfo e ali lançou um negócio de aulas particulares, abrindo, logo depois, uma escola para a comunidade local de indianos.

Sendo o mais jovem, Varkey ajudava a dirigir o ônibus escolar.

"Eu me lembro do respeito com que eles (alunos) tratavam meus pais. Na Índia, os professores também são muito respeitados".

No entanto, ele diz estar "chocado" com a perda de status da docência ultimamente.

"Por trás de primeiros-ministros, presidentes e cientistas, há professores que não são percebidos por ninguém", adverte ele.

Quando em uma ocasião pôde participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, afirma ter notado o mesmo desdém da elite política. "Ninguém falou sobre professores e educação".

Varkey criou o prêmio em Dubai, uma cidade que fala vários idiomas e não deixa nada passar em branco.

A primeira cerimônia de premiação atraiu líderes mundiais, e alguns dos finalistas chegaram a se encontrar com o papa Francisco, no Vaticano.

Para Varkey, a mensagem é que o ensino não deve ser sempre um "desconhecido".

Falta de professores
 
Falta de professores é problema em países em desenvolvimento

No entanto, em grande parte do mundo em desenvolvimento, um dos grandes problemas das escolas é a falta de professores.

A ONU advertiu que, nos próximos 15 anos, serão necessários mais de 4 milhões de professores de níveis primário e secundário somente na África subsaariana.

Varkey, que é embaixador da boa vontade da Unesco, o braço das Nações Unidas para educação, financiou o treinamento de 12 mil professores em Uganda por meio de sua fundação e planeja expandir esse número para 250 mil.

A meta é ousada: para cada estudante privado a quem é dada instrução, o objetivo do empresário é educar outros 100 alunos de escolas públicas.
Seu grupo também tem uma unidade de inovações, na qual testa o uso de novas tecnologias na sala de aula para melhorar o processo de ensino ou ajudar os professores a chegar a mais alunos.

"A tecnologia tem feito muito para as outras indústrias e eu acho que a educação será adicionada à lista; é só uma questão de tempo", conclui.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/05/empresario-da-us-1-milhao-a-melhor-professor-do-mundo.html

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Seduc inicia seminário internacional de formação continuada

 
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Cerca de 150 profissionais da educação começaram a discutir nesta segunda-feira (11.05) processos e práticas educacionais inovadoras, experiências bem sucedidas e perspectivas estratégicas no contexto do Mercosul. A programação faz parte do Seminário Internacional de Formação Continuada e Docentes em Serviço, que segue até o dia 15 de maio, no Mato Grosso Palace Hotel, em Cuiabá.

Durante toda a semana serão debatidos assuntos como a relevância e emergência da formação continuada; as experiências e perspectivas em gestão, implementação e avaliação de políticas, uso de tecnologia de informação e comunicação em formação continuada em instituições no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Entre os participantes estão docentes da Educação Básica, professores universitários formadores de professores, gestores educacionais e estudantes universitários e demais interessados.

Na abertura, o secretário Adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), Gilberto Fraga, destacou que o seminário reúne diversos profissionais comprometidos com o ensino e dispostos a evoluir na tarefa de ensinar. “Nos próximos dias, teremos a oportunidade de, acima de tudo, compartilharmos experiências, algumas extremamente exitosas, tanto do Brasil, quanto dos países do Mercosul. Que nessa reflexão possamos nos apropriar desses conhecimentos e ganharmos tempo que já não temos mais”, afirmou, se referindo à implantação de políticas públicas, estratégias e pesquisas que possam contribuir para o avanço da educação.

Segundo Fraga, Mato Grosso tem um enorme desafio no que se refere à educação. Além da diversidade, muitas vezes inimaginável, dimensões continentais e dificuldades de acesso às localidades, o Estado possui professores que apresentam fragilidade na formação inicial, o que impacta diretamente na execução das suas práticas como docente. “Me refiro a um diagnóstico já realizado. O que precisamos é saber quais são essas dificuldades e como superá-las, e qualificar nossos profissionais”, destacou.

Nesta tarefa, o secretário afirmou ainda que a pasta conta com a importante parceria dos Centros de Formação e Atualização de Professores (Cefapros) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). As instituições promovem ações e discussão dos desafios colocados, no atual contexto educacional, para os formadores de educadores e para os que planejam e coordenam ações de formação continuada de professores.

Para a professora Izaura Maciel, que atua na educação especial e como intérprete de Libras, a formação continuada dever ser vista como parte integrante do trabalho docente, e a participação de eventos como o seminário é também de grande relevância, neste sentido. “A expectativa é que o evento traga novas experiências de outros países e estados que possam contribuir para o avanço da educação básica, para que o aluno se torne agente do seu aprendizado. Em encontros como este, muitas vezes, detectamos nossas carências e vemos exemplos concretos de como promover a melhoria das nossas atividades e da educação.”

A abertura contou com a presença das representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Profª Drª Izabel Lima Pessoa, da Reitoria da Unemat, da Pró-Reitora de Ensino de Graduação da Unemat, Profª Drª Vera Maqueia, do Reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), José Bispo Barbosa, do presidente do Conselho Estadual de Educação, Carlos Alberto Caetano, do coordenador em Mato Grosso do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul (Pasem), Profº Drº Kilwangy Kapitango-a-Samba, além do deputado Wilson Santos, presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT).

O seminário é uma realização da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com o Laboratório de Metodologia Científica e Grupo de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual de Mato Grosso (GPEPPS/UNEMAT/CNPq), e conta com o apoio do Estudos de Filosofia e Formação da UFMT e financiamento do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul (Pasem). 

VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT


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http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-inicia-semin%C3%A1rio-internacional-de-forma%C3%A7%C3%A3o-continuada.aspx

Ministro abre debate sobre base curricular com a área científica

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, reuniu-se nesta segunda-feira, 11, em São Paulo, com entidades científicas para debater a elaboração da base nacional curricular comum. “É uma reunião para debater assunto específico, uma das pautas mais importantes porque foi determinada pelo Plano Nacional de Educação”, disse o ministro. “É uma decisão de somar esforços na educação básica.”

O encontro com integrantes das entidades científicas foi promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), como parte de reunião de trabalho com a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação para a construção da base comum, prevista na Lei n° 13.005, de 25 de junho de 2014, a Lei do PNE.

De acordo com Janine Ribeiro, o plano é claro ao determinar a instituição da base nacional curricular comum. Segundo ele, a adoção dessa base não é obrigatória, mas importante. “A proposta trará a noção de conhecimento que cada área considere essencial” afirmou. “É importante também para organizar melhor o trabalho dos professores e fazer uma ligação entre o que se ensina em um país continental como o nosso.”

Presente ao encontro, o secretário de educação básica do Ministério da Educação, Manuel Palacios, explicou que o MEC pretende promover reuniões com representantes de estados e municípios para produzir a versão preliminar do documento. Como estabelece o PNE, a base nacional curricular comum deve estar concluída até junho de 2016. “A intenção é terminar essa primeira proposta até julho, e temos de abrir debates com entidades científicas, universidades, professores e todos os atores desse processo”, disse Palacios. “Queremos um debate nacional para produzir um pacto federativo o mais avançado possível.”

A reunião conta com a participação das professoras Maria Eunice Marcondes, da Universidade de São Paulo (USP), e Edênia Ribeiro do Amaral, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Elas falarão sobre os princípios gerais para a área de ciências da natureza na construção da base nacional curricular. Os princípios gerais para a área de matemática serão abordados pelo professor Marcelo Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os debates têm a coordenação do professor Ítalo Dutra, da Diretoria de Currículos e Educação Integral da SEB.


Assessoria de Comunicação Social


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21288

sábado, 9 de maio de 2015

Educação: seminário internacional de formação continuada será realizado em Cuiabá


Os processos e práticas educacionais inovadoras e as perspectivas estratégicas no contexto do Mercosul serão debatidos durante o Seminário Internacional de Formação Continuada e Docentes em Serviço, que será realizado entre os dias 11 e 19 de maio, no Mato Grosso Palace Hotel, em Cuiabá. Vale ressaltar que as inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 08/05 (sexta-feira). As vagas são limitadas.
Podem participar do evento docentes da Educação Básica, professores universitários formadores de professores, gestores educacionais e estudantes universitários e demais interessados.
Entre os assuntos em pauta estão a relevância e emergência da formação continuada; as experiências e perspectivas em gestão, implementação e avaliação de políticas, em uso de tecnologia de informação e comunicação em formação continuada em instituições no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
O seminário conta com a participação de representantes da Direção Geral de Escolas de Governo de Mendonza, da Escola Normal Superior de San Miguel Domingo Faustino Sarmiento e do Ministério da Educação da Província de Tudumán (Argentina), Ministério de Educação e Cultura e Instituto de Formação Docente do Paraguai, e Conselho de Formação em Educação/Instituto de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores do Uruguai.
Participam ainda emissários das secretarias de Estado de Educação do Amapá e Rondônia, Universidades Federal do Ceará (UFC) e Estadual de Londrina (UEL), além de professores doutores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), entre outros.  
A realização é da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) em parceria com o Laboratório de Metodologia Científica e Grupo de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual de Mato Grosso (GPEPPS/UNEMAT/CNPq). Conta ainda com o apoio do Estodos de Filosofia e Formação da UFMT, e financiamento do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul.
Serviço:
Inscrição: interessado deve encaminhar os seguintes dados até o dia 08/05: Nome Completo, CPF, Instituição de vínculo trabalhista ou estudantil, telefone de contato e e-mail, para: unematlmc@gmail.com
Período: 11 a 15 de maio, para público em geral e de 11 a 19 de maio, para Pasantes do Intercâmbio-PASEM.
Local: Mato Grosso Palace Hotel (Rua Joaquim Murtinho, 170. Tel. (65)3614-7000. Próximo à Praça da República na Av. Getúlio Vargas)
Cidade do evento: Cuiabá, Mato Grosso-Brasil
Informações: (65) 3613-6404
Confira a programação: Programacao.pdf

Viviane Saggin
Assessoria Seduc/MT
http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Educa%C3%A7%C3%A3o-semin%C3%A1rio-internacional-de-forma%C3%A7%C3%A3o-continuada-ser%C3%A1-realizado-em-Cuiab%C3%A1.aspx

Comissão inicia discussão sobre Ciclo de Formação Humana


​​A comissão de estudo sobre o Ciclo de Formação Humana, criada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizou na manhã desta quinta-feira (07.05), a primeira reunião de trabalho. A intenção é promover uma análise reflexiva sobre a prática educativa e o sistema, os avanços, limites e possibilidades, bem como as perspectivas para o Estado, baseada em estudos feitos pelos membros do grupo.
As discussões terão como base: aspectos filosóficos, sociológicos e políticos, analisando as falhas e lacunas ocorridas desde o início da implantação do sistema em Mato Grosso; planejamento; formação inicial e continuada dos docentes; avaliação e participação da família. “A secretaria está buscando ainda, internamente, fazer uma autocrítica sobre a forma que processo foi iniciado e como vem sendo desenvolvido o trabalho até hoje”, explicou o secretário adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga.

A diretora de Licenciaturas da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Rinalda Bezerra, disse que as universidades, que são as formadoras de docentes, precisam fazer também uma avaliação institucional. “Devemos preparar nossos futuros professores para este novo método de ensino, que tem gerado muita discussão”, afirmou, destacando que a responsabilidade pela aprendizagem no Ciclo é sempre compartilhada por um grupo de docentes e não mais por professores individualmente.
Para a conselheira de Estado de Educação (CEE-MT), Maria Luiza Zanirato, a expectativa dos profissionais da educação é que o estudo explicite para a sociedade as dificuldades que a categoria tem na implantação do sistema, e que possa apresentar alternativas e avanços, tendo a cooperação de todos os envolvidos: escola, professores, educandos e pais. “A prioridade deve ser o aluno. Ele tem que ser observado para a aplicação de conteúdo e respeitado como indivíduo, em cada etapa da vida”.

 
O secretário ratificou que o sistema deve ser compreendido como uma ação coletiva e participativa, o que constitui num dos princípios fundantes do processo democrático requerido pelos ciclos de formação humana na organização escolar. “A comunidade assume papel relevante na condução do destino da escola. É uma situação que requer o seu envolvimento com os projetos escolares, identificando as dificuldades e problemas que impedem os alunos de aprenderem e avançarem em seus estudos”, afirmou, destacando que, ao final dos trabalhos, a comissão deve redigir um documento que será encaminhado ao governador do Estado, Pedro Taques.
Na ocasião, a comissão definiu o calendário de encontros. A próxima reunião foi agendada para o dia 25 de maio.
Membros
A comissão é formada por técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Conselho Estadual de Educação (CEE), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (Uncme-MT), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Assembleia Legislativa.
A comissão poderá receber contribuições de representantes da sociedade civil organizada no decorrer dos trabalhos, que deverão ser concluídos em 180 dias.
VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Comiss%C3%A3o-inicia-discuss%C3%A3o-sobre-Ciclo-de-Forma%C3%A7%C3%A3o-Humana-.aspx

domingo, 3 de maio de 2015

Vida virtual da escola depende da formação do professor

Pesquisa aponta tendências para o uso de tecnologia na educação e como os educadores interagem com essas ferramentas
A formação e atualização de professores está ligada ao uso de recursos digitais nas escolas. É isso o que aponta a primeira etapa do relatórioTendências da Vida Virtual na Educação (TVVE), produzido com o apoio da ferramenta de diagnóstico de aprendizagem QMágico. Segundo o levantamento, a dimensão do impacto da tecnologia na escola tem relação com a capacitação dos educadores para saber quais ferramentas estão disponíveis e quando podem usá-las.
A pesquisa considerou a percepção de gestores de escolas em 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, contabilizando 956 públicas e 147 privadas. Quando questionados sobre o fator que mais contribui para o aumento do uso de tecnologia na educação, a formação de professores apareceu em primeiro lugar com 36,5% das respostas, seguidas por outros itens como melhor conexão à internet (28,5%) e computadores disponíveis para o uso dos alunos (19,3%).
QMágico Tecnologia Formação ProfessoresCrédito: maglara / Fotolia.com

“Os recursos virtuais serão essenciais para um aprofundamento dos conteúdos apresentados tanto dentro de sala de aula quanto fora dela, desde que os professores sejam capacitados para a sua utilização”, diz no relatório a diretora Francisca dos Santos, da Escola Estadual Valdicleiwtson da Silva Menezes, de Cedro (PE).
Mais da metade dos gestores concordam plenamente (31,85%) ou parcialmente (43,31%) com a afirmação de que o que falta para aumentar a vida virtual das suas escolas é a formação de professores em tecnologia. João Paulo Uchôa, idealizador-executivo do relatório TVVE, explica que essa capacitação consiste em mostrar para o professor como a tecnologia pode ser uma ferramenta utilizada no trabalho dele. “As coisas passam a fazer parte do dia a dia do professor quando elas ganham sentido e significado”, explica.
De acordo com o relatório, os dispositivos mais presentes na escola são os projetores (85%), os computadores para alunos (76,5%) e professores (75,5%) e as câmeras digitais (73%). Ao investigar os benefícios que as escolas buscam ao adotar recursos virtuais, identificou-se que 21,5% das instituições desejam prover conteúdos que atendam à proposta de aula. Outros propósitos como captar a atenção dos alunos (17%) e otimizar o tempo em sala de aula (14,5%) também encabeçam a lista, relevando um uso que ainda está muito relacionado ao formato de aula tradicional.
Em contrapartida, o relatório também identifica uma tendência de que o uso de recursos virtuais aumente nas escolas durante os próximos anos, incorporando mais ferramentas relacionadas a um ensino personalizado, como jogos virtuais e listas de exercícios online.  “A tecnologia vai se moldar e se adaptar à realidade da escola”, comenta Uchôa.
A primeira fase do relatório TVVE já está disponível para download. A previsão é que a segunda etapa apresente um novo recorte nacional, acrescentando a percepção dos professores sobre o uso de tecnologia na escola. “O que deixa a gente feliz é que todos estão buscando significados para o uso da tecnologia”, afirma o empreendedor Thiago Feijão, criador do QMágico.

http://porvir.org/porpensar/formacao-de-professores-reflete-vida-virtual-da-escola/20150430

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional

Tânia Rego/ Agência Brasil 

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.
O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.
A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).
Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.
Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.
O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.
Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).
Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.
Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos - entre os piores entre os países pesquisados - a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.
"Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional", diz o relatório.
Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.

Deficiências no gasto

Os dados mais recentes da OCDE mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro.
Segundo a organização, o gasto do governo brasileiro com educação cresceu rapidamente desde o ano 2000, atingindo 19% do seu orçamento em 2011 - a média da OCDE foi de 13%.
O gasto público com educação chegou a 6,1% do PIB brasileiro, acima da média da OCDE de 5,6%, e à frente da proporção de outros latino-americanos como Chile (4,5%) e México (5,2%).
Porém, o gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros - US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.


http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/04/30/professores-no-brasil-estao-entre-mais-mal-pagos-em-ranking-internacional.htm

Universidade de Salamanca promove encontro com Seduc

 
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Representantes de um dos maiores centros espanhóis para formação de estrangeiros, a Universidade de Salamanca, se reuniram, na tarde desta quarta-feira (27/05), em Cuiabá, com o secretário adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Gilberto Fraga. O objetivo foi iniciar as discussões para a institucionalização de parceria para a formação continuada e intercâmbios de professores da rede estadual de educação.
 
De acordo com Fraga, a intenção é desenvolver projetos que beneficiem os docentes da língua espanhola. "Queremos proporcionar a eles a cultura e o embasamento suficientes para que contribuam na formação da população escolar, tornando a escola um espaço público de ensino da língua estrangeira com qualidade", avaliou, ressaltando que os alunos mato-grossenses (quase 500 mil), precisam ter a convicção de que saber falar outro idioma é uma necessidade vital nos dias de hoje.
 
O secretário lembrou ainda que pelo contato com tecnologia e aplicativos que têm como base outras línguas que não o português, os alunos até têm essa compreensão, mas muitas escolas e professores não possuem. "Estou convicto que, tendo ainda a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) como terceiro elo, vamos conseguir, com visão estratégica, o firmamento da parceria, principalmente para o intercâmbio para pós-graduação, tendo em vista a expertise da Salamanca neste campo".
 
 
 
A vice-reitora de Relações Internacionais da Universidade de Salamanca, Maria Angelles Serrano, disse que a instituição possui foco na aprendizagem e na cultura desde a sua criação em 1218, e recebe anualmente milhares de estudantes de diversos países. "O governo brasileiro e instituições universitárias brasileiras também são antigos parceiros em programas de intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores", afirmou, destacando que Cuiabá conta com uma Escuela de Lengua Española de la Universidad de Salamanca, um polo da instituição em território brasileiro, que será uma aliada para o desenvolvimento de projetos em conjunto com a Seduc.
 
Para Angelles, Cuiabá, por sua localização estratégica, perto das fronteiras do Paraguai e da Bolívia, é um centro de interesse para o ensino do espanhol, devido à forte demanda para aprender a língua de Cervantes.
 
Participaram do encontro o diretor do polo em Cuiabá, Jorge Cabalero Fiel, a assessora Uyara Melo, o Conselheiro Delegado de Cursos Internacionais da Universidade de Salamanca, José Miguel Llorente, a professora doutora da UFMT, Vera Lúcia Magalhães, a assessora técnica e Conselheira de Educação da Embaixada Espanhola, Pilar Luengo Mesonero e o superintendente de Formação Profissional da Seduc, Otair Rodrigues Filho.
 
 





Viviane Saggin
Assessoria Seduc


http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Universidade-de-Salamanca-promove-encontro-com-Seduc.aspx

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Secretário recebe cônsul do Canadá para discutir parcerias


 
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou as tratativas para promover o intercâmbio de alunos do ensino médio da rede pública para o Canadá. Nesta terça-feira (27.02), o secretário Permínio Pinto recebeu o cônsul-geral canadense sem São Paulo, Stéphane Larue, para discutir a futura cooperação.
 
Eles também avançaram na questão para trazer para o Estado o conhecimento que o Canadá detém sobre a educação à distância. "O país tem esta especialidade e experiência e nós precisamos aqui em Mato Grosso pela nossa extensão territorial", acrescentou Permínio.
 
O secretário informou que são mais de 250 estaduais que atendem as comunidades indígenas, quilombolas e de campo.  O cônsul explicou que no seu país foi desenvolvida a tecnologia de educação à distância. "Da maneira que foi formada é interessante e o sistema tem uma interação muito ativa entre professor e estudante", disse Larue.
 
Ele esclareceu que os professores fazem curso para levar esta plataforma de ensino aos alunos, captando a sua necessidade. Segundo o cônsul, este programa ganhou o mundo e, no Brasil, o Estado de Pernambuco é o já tem uma parceria com o Canadá.
 
O secretário-adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Melo, a superintendente de Educação Básica, Márcia Carvalho, e o segundo secretários de Assuntos Políticos do Consulado, Christian Gour, participaram da reunião no gabinete do secretário. 
 
Assessoria
Seduc/MT
 



http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Secret%C3%A1rio-recebe-c%C3%B4nsul-do-Canad%C3%A1-para-discutir-parcerias.aspx

Secretaria apresenta metas para o Conselho Estadual de Educação


 
​A política estadual de educação foi apresentada, nesta terça-feira (28.04), para os novos membros do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE). A explanação ocorreu durante a 5ª Reunião Plenária 2015, realizada na sede do CEE, em Cuiabá.

Assuntos como Ciclo de Formação Humana, Projeto Político Pedagógico (PPP), Diversidade, Educação Infantil e Educação Especial, além da estrutura organizacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), foram expostos pelo secretário-adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga. “As políticas e práticas educacionais buscam atender às novas necessidades da contemporaneidade. O desafio é propiciar a todos uma educação pública com qualidade social, como expressão do compromisso com a inclusão social”, afirmou.

O secretário ressaltou que a Seduc, por meio de portaria, formou uma comissão que irá discutir o Sistema de Ensino Ciclado, com profissionais da educação e entidades ligadas à área educacional em Mato Grosso. “Nosso foco é o aluno e vamos trabalhar o pedagógico. Precisamos avançar no ensino para que os estudantes possam melhorar a proficiência”.

Além de técnicos da secretaria, a banca conta com membros do (CEE), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Assembleia Legislativa (as três últimas ainda sem indicação de representantes). A primeira reunião da comissão está prevista para o dia 07 de maio próximo.

Sobre Educação Especial, o secretário informou que a Seduc se dispôs a definir uma política pautada nas variações, que vão desde o ingresso da pessoa com deficiência, e a longo prazo, à perspectiva de inclusão. “O Brasil começou a pensar em inclusão há pouco tempo, e a escola também. Damos acesso, mas não integração”, declarou, acrescentando que aquele que está incluído tem mobilidade por si só, o que não acontece atualmente.

Fraga declarou ainda que o acesso à aprendizagem se constitui o maior desafio para a Seduc e que o órgão não tem a menor condição de superá-lo sozinho. “A superação requer que ação governamental ganhe credibilidade na sociedade, para que juntos possamos conquistar nossos objetivos”, falou, solicitando o apoio do CEE-MT na empreitada.

O presidente da CEE-MT, Carlos Alberto Caetano, agradeceu a participação da Seduc e a presença do secretário adjunto, e colocou o Conselho à disposição para a discussão de qualquer assunto pertinente à educação na plenária. “Somos parceiros para enfrentar os desafios colocados para a nova gestão da secretaria. Estamos abertos para colaborar na construção das políticas educacionais, para que juntos possamos alcançar o direito de aprendizagem de todos os alunos”, finalizou. 

Viviane Saggin
Assessoria Seduc/MT
 



http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Secretaria-apresenta-metas-para-o-Conselho-Estadual-de-Educa%C3%A7%C3%A3o.aspx

Seduc discute intercâmbio com consulados americano e neozelandês


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O desenvolvimento de projetos de intercâmbio para alunos e professores da rede estadual de ensino e a construção de uma escola bilíngue foram pauta de reunião entre gestores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e representantes do consulado dos Estados Unidos da América (EUA) e do governo da Nova Zelândia. Os encontros ocorreram durante a 27ª Conferência Anual da Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai) 2015, que será encerrada​ hoje (29.04), em Cuiabá.

A equipe da Education New Zealand (um órgão do governo que tem como objetivo principal promover a divulgação da educação no exterior), composta pelo CEO, Grant McPherson, e pelas gerentes de Desenvolvimento de Mercado Cecily Lin e Ana Azevedo, apresentou alguns dos programas de intercâmbio desenvolvidos no país, e também em parceria com o Brasil, entre eles o Ganhe o Mundo, iniciativa desenvolvida com o governo estadual de Pernambuco.

Segundo informações do órgão, com mais de 4 milhões de habitantes, a Nova Zelândia é um país reconhecido por sua atitude positiva e pensamento criativo, sempre aberta a uma nova maneira de ver o mundo, e por isso, tem se tornado um dos principais destinos para estudo e lazer no mundo. São mais de 97 mil estudantes estrangeiros por ano e o Brasil é uma fonte crescente de intercambistas. Dentre as principais vantagens aos estudantes interessados em estudar no país, são destaques a qualidade de vida e de ensino, inovação e ambiente internacional.

De acordo com McPherson, a equipe está contende em poder pensar e oferecer um programa que possa atender aos anseios do governo do Estado. “Nosso intuito é proporcionar mais oportunidades e excelentes experiências para os alunos mato-grossenses e brasileiros. Queremos estreitar laços acadêmicos e culturais entre os dois países.”

Estados Unidos
Os gestores da Seduc se encontraram ainda com o diretor do Escritório de Ensino de Língua Inglesa, do Consulado Geral dos Estados Unidos da América (EUA), em São Paulo, Rick P. Rosenberg, e com a diretora do Departamento de Cultura, Educação e Imprensa, da Embaixada dos EUA, Abigail L. Dressel.

A intenção foi discutir o desenvolvimento profissional e programas de intercâmbio para professores e instrutores da língua inglesa, além do de um projeto piloto de escola bilíngue. “Nosso trabalho no Brasil é focado em fornecer ao professor ferramentas que possam incorporar ao currículo estratégias que induzam à reflexão sobre o aprendizado de Língua Estrangeira. Contamos com workshops, cursos presenciais e cursos online (gratuitos) focados na pedagogia, com profissionais treinados para atender os docentes”, explicou Rosenberg.

O secretário adjunto de Políticas Públicas da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT), Gilberto Fraga, ressaltou que a parceria entre secretaria e governo americano já vinha sendo realizada, mas que agora será institucionalizada. “O desenvolvimento de ações que contemplem o estudo de línguas e a formação do professor é uma preocupação da gestão”, afirmou, acrescentando que a Embaixada e o Consulado são importantes aliados nesta tarefa. 

VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT


http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-discute-interc%C3%A2mbio-com-consulados-americanos-e-neozeland%C3%AAs.aspx

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mato Grosso apoia pesquisas em ciência e tecnologia

O governador Pedro Taques destacou a importância da pesquisa acadêmica e o intercâmbio com outros países durante a abertura da 27ª edição da Conferência Anual da Associação Brasileira de Educação Internacional (FAUBAI 2015), sediada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A conferência acontece entre os dias 27 a 29 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal.Com o tema “Criando parcerias sustentáveis por meio da internacionalização justa e equilibrada”, o evento conta com 600 representantes do Brasil e exterior. “O encontro de hoje mostra que a ciência não tem limites e as distâncias não mais existem. É importante investir em ensino, pesquisa e extensão para que as pessoas possam se conectar com o mundo”, afirmou o governador Pedro Taques.O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, participou do evento e destacou a importância do investimento em tecnologia para que os alunos de Mato Grosso possam se conectar com outros países. “Precisamos investir em tecnologias para encurtar as distâncias. Já estamos discutindo algumas ações para investir em tecnologia e internacionalização, além de criar mecanismos para que o estudante da escola pública aprenda uma nova língua”.Segundo o coordenador do evento, Paulo Teixeira, o objetivo é aprofundar a discussão sobre formas de garantir cooperações mais equilibradas entre países e instituições na área de Educação Superior, valorizando e promovendo parcerias estratégicas. Para Teixeira, nos últimos anos o processo de internacionalização das instituições de ensino superior brasileiras contribuiu para transformar o cenário científico, cultural, econômico e político das universidades brasileiras.Com apoio do governo brasileiro, as colaborações entre pesquisadores brasileiros e parceiros internacionais têm sido fortalecidas por diversas ações e programas. Segundo a reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavali Neder, o apoio do governo de Mato Grosso é importante para conseguir novas parcerias. “Hoje a internacionalização é fundamental para alargar as possibilidades na formação dos estudantes e avanço das pesquisas”.Ministro da Educação Superior, Emprego, Desenvolvimento Econômico e Ciência e Inovação da Nova Zelândia, Steven Joyce, destacou a importância da internacionalização para a pesquisa academia e afirmou que a Nova Zelândia tem interesse em estabelecer parcerias com Mato Grosso. “Temos grandes experiências na internacionalização da educação. Acredito que temos que olhar a todos os tipos de parcerias. Temos interesses em comum com Mato Grosso, como pesquisas na agricultura e ciências ambientais”, afirmou.No domingo (26.04), o governador Pedro Taques recebeu em seu gabinete uma comitiva da Nova Zelândia para tratar sobre parcerias educacionais e realização de pesquisas na área de ciência e tecnologia. Durante a reunião foi discutido o estreitamento das relações em diversas áreas como sistema educacional, agronegócio e produção de laticínios e ainda possibilidades de intercâmbio para os alunos da rede pública de ensino de Mato Grosso.

SINARA ALVARES
Redação/Gcom-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Mato-Grosso-apoia-pesquisas-em-ci%C3%AAncia-e-tecnologia.aspx

Aluna de Água Boa é campeã estadual do 44º Concurso Internacional de Cartas

A organização do Concurso Internacional de Cartas para Jovens, promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU) e coordenado pelos Correios no Brasil, divulgou na última quarta-feira (22.04) o resultado da 44ª edição do evento. A aluna do 9° Ano, da Escola Estadual 9 de Julho, em Água Boa, Gabriela Cristina da Silva (14 anos), depois de ganhar a etapa Escolar, realizada em março, é a grande campeã estadual.

O segundo lugar foi conquistado por Aline de Souza Brito Alves (13 anos), do 9º ano, da E.E. João M. Sobrinho, do município de Nova Olímpia, e o terceiro lugar ficou para Adriel Elias Padovani (14 anos), do 9º ano, da E.E. Padre Ezequiel Ramim, em Juína. Na etapa Nacional a Escola Estadual 9 de Julho também se destacou, recebendo Menção Honrosa, superando os estados do Pará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Amapá.

Os autores das três redações vencedoras vão receber os seguintes prêmios: 1º lugar – um tablet e certificado; 2º lugar – um smartphone e certificado; e 3º lugar – uma câmera fotográfica digital e certificado. Já as escolas, um computador (1ª colocada) e uma impressora multifuncional para as demais colocações.

O concurso, que teve como tema neste ano: “Escreva uma carta para descrever o mundo onde gostaria de crescer”, tem como objetivo desenvolver a habilidade de composição dos jovens em dar expansão à delicadeza de seu pensamento, despertar neles o gosto pela escrita de cartas e contribuir para o estreitamento dos laços de amizade internacionais, uma das missões essenciais da UPU.

Segundo o diretor da E.E 9 de Julho, Waldiney Santana, uma equipe dos Correios irá comparecer à unidade escolar para realizar a entrega dos prêmios. “Parabenizamos os alunos pela conquista, e destacamos o emprenho dos professores que os orientaram e incentivaram a participar desta importante iniciativa que busca estimular o estudo e a produção de talentos literários nacionais.”

Rondon
 
A premiação representa um incentivo a mais para que a escola participe do 1º Concurso de Redação Marechal Rondon – 150 anos, promovido pelo Governo do Estado, com coordenação técnica e pedagógica da Coordenadoria de Projetos Educativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Tendo como tema “Rondon: De Sertanista Sonhador a Desbravador de Fronteiras”, visa avaliar a capacidade de criação e expressão, por desenho e pela escrita e o conhecimento dos alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos sobre a vida e a obra de Marechal Cândido Rondon, Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro.

De acordo com Santana, já foram realizadas reuniões de formação com os Professores e firmado parceria entre as áreas do conhecimento para a construção das Redações. “Em eventos como este, além do prêmio que motiva o aluno, o mais importante é o processo de discussão e construção do conhecimento que esse tipo de atividade possibilita”, destaca, lembrando que a escola 9 de julho, ao longo dos anos, vem se destacando por conquistas regionais e estaduais, e obtendo inclusive destaque nacionalmente.   
          

VIVIVANE SAGGIN
Assessoria/Seduc

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Aluna-de-%C3%81gua-Boa-%C3%A9-campe%C3%A3-estadual-do-44%C2%BA-Concurso-Internacional-de-Cartas.aspx

domingo, 26 de abril de 2015

Gestores da Seduc assinam contrato de resultados


Objetivando a pactuação de resultados no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o núcleo estratégico da pasta, composto pelo secretário, Permínio Pinto e pelas secretarias adjuntas, e suas superintendências assinaram na tarde desta sexta-feira (24.04) o Contrato de Gestão de Resultados. No acordo, os gestores se comprometem a priorizar, executar, monitorar as ações propostas no plano de governo e apresentar os resultados até 31/12/15.
O documento, elaborado individualmente de forma a atender a cada área específica, foi assinado pelo secretário, pelos adjuntos de Administração Sistêmica e Políticas Educacionais, Juliana Formiga e Gilberto Fraga, respectivamente, e pelos nove superintendentes, de áreas como Educação Básica, Formação Profissional, Gestão de Pessoas, Diversidades, Administrativa e de Estrutura e Monitoramento Escolar.
De acordo com o secretário, a iniciativa busca cumprir os compromissos que constam no plano de governo, elaborado para os quatro anos. “Nas visitas que temos feito, juntamente com o governador Pedro Taques, é fácil perceber sua empolgação e motivação quando o assunto é educação. O que reforça ainda mais a responsabilidade que temos frente à Seduc”, afirmou, destacando que a equipe precisa estar alinhada e comprometida com essas metas para que, juntos, de forma planejada, conquistem os objetivos.
Pelo contrato, caberá ao núcleo estratégico fornecer os recursos necessários à execução das ações e resultados compactuados, realizar reuniões quinzenais de monitoramento e mensais de avaliação e assegurar a divulgação interna dos contratos e resultados. Já aos superintendentes caberá organizar as chefias e equipes técnicas para o desenvolvimento das atividades, disseminar as ações e resultados, apresentar quinzenalmente ao secretário-adjunto relatório demonstrando a situação atual, bem como a demonstração aos gestores da pasta dos resultados alcançados.
Também caberá a unidade de apoio ao núcleo estratégico, composto por gerentes e coordenadores, assegurar o apoio técnico para o alcance das metas, consolidar os resultados mensalmente e prestar suporte às reuniões de monitoramento e avaliação.
Usando a expressão “sangue nos olhos”, Permínio destacou os desafios enfrentados pela equipe neste início de gestão. “Vivemos uma situação delicada, em meio a muitas dificuldades, mas com o apoio do governador e a cooperação de todos vamos desenvolver uma gestão eficiente, transparente e integrada”, finalizou.


VIVIANE SAGGIN
Assessoria Seduc/MT
http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Gestores-da-Seduc-assinam-contrato-de-resultados.aspx

Documento detalha ações do plano “Pátria educadora”

Propostas preliminares para transformar a educação incluem Enem digital, nova rede de escolas de referência e Prova Nacional Docente

http://porvir.org/porpensar/documento-detalha-acoes-plano-patria-educadora/20150424

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Professores defendem maior formação para educação de qualidade, mostra estudo

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília

Estudantes que não aprendem o adequado em matemática ou em português é o que se percebe ano após ano, quando são divulgados os resultados de avaliações como a Prova Brasil. Mas o que pensam os professores de escolas públicas? Uma pesquisa inédita da Fundação Lemann em parceria com a Instituto Paulo Montenegro e o Ibope Inteligência mostra que os professores consideram positivas as avaliações externas e defendem a formação para melhorar o trabalho em sala de aula. Muitos dizem que não são consultados na hora de implementar programas ou políticas nas escolas.
O levantamento mostra que 80% dos professores acreditam que ter formação específica para orientar o trabalho a partir das avaliações externas inluencia positivamente a educação em escolas públicas. Para 66% dos professores, saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano facilita o trabalho do professor. Disponibilizar materiais didáticos digitais de qualidade é visto como algo positivo por 92% dos professores – mesmo percentual que acha positiva a capacitação profissional para a aplicação dessas tecnologias em sala de aula.
"Professor é uma profissão que foi escolhida, geralmente se faz licenciatura sabendo que se quer ser professor", diz o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria. "Um ponto é garantir condições de trabalho para que o professor não perca essa expectativa. Se o professor não vê retorno, pode se desmotivar, pode deixar de ter essa gana de fazer o aluno aprender", acrescenta.
A pesquisa Conselho de Classe – A Visão dos Professores sobre a Educação no Brasil foi feita com profissionais do ensino fundamental de escolas públicas. Foram feitas mil entrevistas, em 50 municípios das cinco regiões brasileiras, entre os dias 19 de junho e 14 de outubro de 2014. A margem de erro é 3 pontos percentuais, e o nível de confiança, 95%.
Quando o assunto é ser consultado para a implementação de programas e políticas na escola onde trabalha, cerca de um terço (34%) diz não ter tido a possibilidade de opinar, 20% disseram ter a possibilidade de opinar apenas após a implementação; 45% atestam terem sido consultados antes e 1% não sabe ou não respondeu.
Dentro da própria escola, 56% dizem que sempre têm a opinião levada em consideração por diretores, coordenadores e pedagogos, 41% são ouvidos algumas vezes e 3% nunca. Em relação à Secretaria de Educação à qual a escola está vinculada, as porcentagens passam para 13% sempre; 61% algumas vezes e 23% nunca. Pelo Ministério da Educação (MEC), 4% dizem ser sempre levados em consideração, 55%, algumas vezes e 40% nunca. O 1% restante em cada categoria não soube ou não respondeu.
A pesquisa também avaliou o que os professores pensam sobre a base nacional comum curricular, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Pela lei, sancionada no ano passado, a base deve estabelecer os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. O levantamento mostrou que ainda há muitas dúvidas em relação ao que seria essa base e de que forma ela poderia ajudar no ensino.
Os dados levantados mostram que 52% dos professores concordam totalmente que os currículos devem ter uma base comum; 55% concordam totalmente ou em parte que a diversidade regional do país seria desconsiderada com uma base comum e 25% discorda totalmente ou em parte que uma base comum possa diminuir as desigualdades educacionais.
De acordo com o coordenador, o diálogo com os professores está aquém do que deveria, sobretudo dentro das escolas e, esse diálogo, é fundamental para a definição de uma base comum. "A informação vem [para os professores] de forma assimétrica. Se tem uma comunicação mais clara, consegue-se levar o argumento e a resistência pode deixar de existir, pode ser que a base comum faça mais sentido para a escola. Essa base vai ter que buscar o essencial."
Para 83% dos professores, os representantes da categoria devem participar da construção da base, enquanto para 40%, eles devem liderar as discussões. Logo em seguida, aparecem os representantes do MEC, 81% acreditam que eles devem participar e 29%, liderar e os representantes das secretarias estaduais de educação (73%, participar e 6%, liderar) e das secretarias municipais (69% e 5% respectivamente)
A pesquisa mostra ainda que os fatores que têm mais impacto no cotidiano escolar estão ligados à falta de apoio para lidar com alunos que precisam de algum tipo de atenção especial – 50% dos professores. Entre esses fatores estão a falta de acompanhamento psicológico (21%), a defasagem de aprendizado (12%), a aprovação de alunos que não estão preparados para o próximo ciclo (10%) e a falta de condições adequadas para inclusão de alunos com deficiência (7%).
Entre os professores do 1º ao 5º ano é maior a porcentagem dos que apontam a falta de acompanhamento psicológico para alunos como principal problema (27%). Entre os professores do 6º ao 9º ano, a indisciplina dos alunos é destacada em maior proporção (18%).

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/04/22/professores-defendem-mais-formacao-e-apoiam-avaliacoes-externas-diz-estudo.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...