quinta-feira, 14 de março de 2019

CENPEC lança nota técnica sobre militarização da escola pública

Documento questiona objetivos da medida e aponta contradições entre o modelo de escolas militares e o acesso universal à educação
POR REDAÇÃO | 12/03/2019

No último dia 2 de janeiro, o Decreto nº 9.465/2019 fez alterações na estrutura do Ministério da Educação (MEC) e criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, com a função de “promover, fomentar, acompanhar e avaliar, por meio de parcerias, a adoção por adesão do modelo de escolas cívico-militares nos sistemas de ensino municipais, estaduais e distrital”.
O decreto não detalha as características do novo modelo de escola, mas o artigo 16 deixa claro que os programas didático-pedagógicos e o sistema de gestão serão desenvolvidos pela subsecretaria. Nesse sentido, desde o início do ano letivo, quatro escolas públicas do Distrito Federal, com cerca de 7 mil alunos no total, têm integrado um projeto-piloto que inclui militares na gestão: a Secretaria de Educação do DF fica responsável pela área pedagógica, enquanto militares assumem a administração e a disciplina.

Equívocos e preocupações

Em nota técnica divulgada nesta terça-feira (12/03), o CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária faz uma série de questionamentos e exterioriza preocupações quanto à militarização das escolas públicas.
A nota faz uma retomada da expansão da escola pública civil no Brasil, que, desde a Lei nº 12.796, requer que os sistemas de ensino recebam qualquer estudante sem distinção, e a contrasta com a situação das escolas militares, que “foram criadas, prioritariamente, para prover educação básica aos dependentes de militares. Estudantes que não estejam nessa condição são selecionados por meio de um concurso público, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental”.
A nota técnica aponta, ainda, a grande diferença no orçamento destinado a escolas civis e militares: “enquanto o Estado gasta anualmente, em média, R$ 19 mil por aluno da escola militar, empenha três vezes menos no aluno na escola pública civil: apenas R$ 6 mil/ano”.
A responsabilidade sobre o currículo é outra preocupação, já que atualmente estados e municípios têm autonomia para defini-los. Finalmente, o CENPEC alerta para o fato de que a militarização das escolas passa a mensagem de um modelo disciplinar ideológico, que remete à restrição da liberdade e à rigidez hierárquica, com o risco de confundir política educacional e de segurança pública.
Em fevereiro, 12 entidades nacionais já haviam comentado a proposta das escolas cívico-militares em nota pública. Segundo as organizações, a medida pretende responder aos anseios da população de ensino de qualidade e segurança, mas há equívocos, como o fato de que tanto escolas públicas não militares quanto militarizadas apresentam dados de excelência, além de que a política educacional tal como proposta pelo novo governo fere o direito universal à educação de qualidade para todos. O CENPEC também apoia esse documento.
Leia abaixo a nota técnica do CENPEC, na íntegra.


NOTA TÉCNICA

Militarizar não resolve problemas da escola pública

Ao associar a militarização das escolas públicas ao sucesso de aprendizagem dos alunos, seus defensores incorrem em afirmações que demonstram desconhecimento dos sistemas de educação pública. As características determinantes da qualidade das escolas militares não se aplicam, necessariamente, ao contexto das escolas públicas civis. O melhor desempenho de seus estudantes, na comparação com os alunos da rede pública, não decorre necessariamente de suas metodologias.
Não é raro ouvirmos que a escola pública de antigamente era melhor. Como não havia vaga para todos, os exames de seleção e de admissão acabavam por filtrar, entre os interessados, aqueles que tiveram melhores condições de aprender, desenvolver-se e ampliar o repertório cultural. Uma vez selecionado, o grupo formado pelos alunos com esse perfil acabava por se constituir numa clientela de excelência. As escolas de qualidade tornavam-se um privilégio para poucos.
A obrigatoriedade do ensino gratuito para todos, determinada pela Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, impôs uma nova realidade. Os sistemas de ensino devem receber, sem distinção, qualquer estudante. Seus pais ou responsáveis são cobrados quanto a essa obrigação. As salas de aula do ensino civil são abertas a todo e qualquer cidadão, sem distinção de raça, classe social e, mais recentemente, deficiências – mas, se a lei eliminou o funil da seleção, ela trouxe consigo o desafio de compatibilizar a universalização do acesso com a qualidade de ensino.
A expansão obrigatória impactou seriamente os custos da educação pública. Para atender à demanda, a rede de atendimento teve que se organizar muito rapidamente e ainda enfrenta enormes dificuldades, em razão do grande salto de escala na prestação de seus serviços.
Para melhor compreensão do desafio que é prover educação a todo brasileiro dos 4 aos 17 anos de idade, como obriga a lei, considere-se que, entre 1960 e 1990, a escolaridade média da população brasileira foi de 2 anos para 5 anos. Entre 1970 e 1994, com o crescimento populacional do período, o atendimento escolar por faixa etária quase duplicou, percentualmente. A absorção dessa enorme massa de estudantes exigiu a construção de muitas salas de aulas, a compra de muitas carteiras e a contratação de muitos professores. Eram 90 milhões de habitantes no Brasil de 1970. Em 1994, já atingiam 160 milhões. Hoje, são mais de 208 milhões.
O cenário de crescimento exponencial exigiu uma organização sem precedentes do sistema educacional. Da formação de professores e capacitação de gestores até a produção de materiais de ensino e o provimento de uniformes e de transporte escolar, tudo foi impactado. O fato é que, hoje, a escola pública tem que estar preparada para atender aproximadamente 50 milhões de estudantes, distribuídos em 150 mil escolas. Toda a responsabilidade pela gestão desse sistema está a cargo dos estados e municípios, por meio de suas secretarias de Educação, que têm autonomia para definir as formas como cumprirão a obrigatoriedade legal.
Já as escolas militares têm uma situação absolutamente distinta. Embora presentes nos estados e municípios, estão subordinadas ao Departamento de Educação e Cultura do Exército – um ente federal. Foram criadas, prioritariamente, para prover educação básica aos dependentes de militares. Estudantes que não estejam nessa condição são selecionados por meio de um concurso público, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental. Cerca de 22 mil concorrentes, entre civis e dependentes de militares, disputam anualmente as vagas disponíveis. No total, perto de 15 mil estudantes frequentam os bancos das 13 escolas militares existentes.
Essa breve comparação entre os dois modelos já suscitaria desconfiança sobre a viabilidade dos programas de militarização das escolas públicas. Em análise mais aprofundada, compreende-se que a qualidade da educação oferecida pelas escolas militares é decorrente de um conjunto de fatores, na maioria das vezes ausentes nas escolas públicas. A começar do orçamento. Enquanto o Estado gasta anualmente, em média, R$ 19 mil por aluno da escola militar, empenha três vezes menos no aluno na escola pública civil: apenas R$ 6 mil/ano.
Por outro lado, a melhoria da escola pública já tem um rumo traçado. Está confirmado, por inúmeras pesquisas, que a quantidade adequada de alunos por docente, os processos seletivos e os regimes de dedicação docente exclusiva representam um ganho de qualidade educacional. Os programas de escolarização em tempo integral, que vêm sendo realizados em diversos estados, confirmam diariamente essa tese.
Se o caminho virtuoso já está aberto, que ganho teria a sociedade brasileira com a militarização da escola pública? Militarizar corresponderia a “transformar” as escolas públicas nos modelos já existentes das escolas militares? Isso é viável? É desejável?
Outra questão a ser respondida é: sob qual “comando” ficariam as escolas, numa possível militarização? Devemos observar que, na forma como o sistema educacional está definido em lei e organizado, a possível militarização implicaria em mudanças legislativas. Elas impactariam não somente os orçamentos federais, estaduais e municipais, como toda a organização das redes de ensino, o que envolve desde a gestão da infraestrutura (manutenção e construção de prédios, aquisição de materiais etc.), passando pela formação continuada dos docentes, avaliação e monitoramento, e desaguando nos sistemas que regem as carreiras – de educadores e agentes educacionais. Sempre considerando que o sistema educacional público tem por obrigação não deixar de atender nenhuma criança ou jovem. Portanto, não lhe é permitido selecionar estudantes.
Vale ressaltar ainda que estados e municípios têm autonomia para definir seus currículos, a partir de seus Planos de Educação. Como isso seria tratado, no novo modelo? Sob quem ficaria a responsabilidade pela definição e implementação curricular? A proposta de militarização das escolas públicas não deve se esquivar de responder, objetivamente, sobre a profunda transformação que ela implica.
Há que se destacar, finalmente, que a ideia de militarização das escolas passa a mensagem de um modelo disciplinar ideológico, que remete à rigidez hierárquica e à restrição de liberdades. Um modelo contraditório com as metodologias educacionais mais modernas em debate no mundo, que recomendam a participação, colaboração e envolvimento das escolas com os territórios onde estão inseridas. O território das 13 escolas militares é, de certa forma, conhecido e controlado por elas, uma vez que o perfil dos pais dos estudantes – militares, na sua maioria – está alinhado aos objetivos das escolas.
No entanto, como se daria essa relação entre escola e militares nos territórios de extrema desigualdade social e alta vulnerabilidade? É impossível desconsiderar que a missão da escola é prover educação e não resolver problemas de segurança pública. O confinamento compulsório dos estudantes em espaços militarizados e a imposição a eles de um modelo disciplinar que não é o mesmo da vida civil é política educacional ou de segurança?
Espera-se de qualquer política pública, em especial para a educação, respostas claras sobre o objetivo a alcançar. Todo argumento que favoreça a qualidade da educação é bem-vindo, mas é indispensável observar se a busca pela qualidade não resultará no aumento das desigualdades educacionais, já tão alarmantes no nosso país, e considerar se a disciplina visada no ambiente escolar deve ser buscada com mentalidade e práticas autoritárias.
Qualidade, quando oferecida para poucos, é somente privilégio. Disciplina imposta sem diálogo é mera obediência. O desafio brasileiro está em garantir o direito à educação para todos, na idade certa, em escolas bem equipadas, com professores preparados e valorizados, ambiente de ampla liberdade de pensamento e expressão – e a melhor qualidade pedagógica possível.




https://www.cenpec.org.br/

Comissão de Educação será presidida por Pedro Cunha Lima (PB)

Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)
O deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) foi eleito nesta quarta-feira (13) presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A 1ª vice-presidente será a deputada Rose Modesto (PSDB-MS), e a 2ª vice será Alice Portugal (PCdoB-BA).
Ao tomar posse, o novo presidente da comissão destacou a importância da educação na melhoria da qualidade de vida e na busca pela justiça social. "Dedicarei o meu melhor para que a gente possa construir, com moderação e equilíbrio, soluções para problemas como evasão escolar, de falta de vaga na creche e pouca valorização do professor", disse. 
Cunha Lima informou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, virá à comissão no dia 24 de abril para prestar esclarecimentos sobre as recentes exonerações na pasta, entre outros temas.

PerfilPedro Cunha Lima nasceu em Campina Grande, tem 30 anos e é advogado e mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra (Portugal). É filho do ex-senador Cássio Cunha Lima e neto do ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima.
Em seu segundo mandato como deputado federal, Lima já atuou como membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e da própria Comissão da Educação, além de ter sido vice-líder da bancada do PSDB.

O que faz a comissãoA comissão trata de assuntos relativos à educação em geral, como política e sistema educacional, questões relacionadas ao direito da educação e recursos humanos e financeiros para o setor.
https://www2.camara.leg.br/

14º Fórum Estadual Ordinário UNDIME - MT

"A Gestão Municipal e os Desafios Frente as Inovações nas Estruturas Organizacionais e nas Políticas Públicas da Educação"

O 14º Fórum Estadual Ordinário da Undime Mato Grosso será realizado nos dias 11 e 12 de abril, em Cuiabá, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

Os Dirigentes Municipais de Educação e demais interessados em participar do evento, já podem se inscrever através do link abaixo.

Haverá oficinas destinadas aos dirigentes municipais de educação que não irão participar do processo eleitoral, professores e coordenadores pedagógicos da Educação Infantil, aos técnicos da secretaria municipal de educação que trabalham com a plataforma Conviva Educação e, ainda estamos no aguardo de confirmação do FNDE, quanto a vinda de um técnico para o atendimento individualizados aos municípios com pendências nos programas e projetos federais.

Esta ação é importante para o fortalecimento da gestão municipal.
Atente-se ao vencimento do boleto de inscrição - 28/03/2019

A sua participação é fundamental!

Link de Inscrição - Clique aqui

Link Programação prévia - Clique aqui


https://undime-mt.blogspot.com/

terça-feira, 12 de março de 2019

Seminário debate atuação das bibliotecas como promotoras de mudanças na sociedade

O Dia do Bibliotecário (12 de março) está sendo comemorado no Congresso Nacional com amplo debate sobre o papel das bibliotecas como promotoras de mudanças na sociedade. A abertura do seminário "Bibliotecas: diálogos para mudança" aconteceu nesta segunda-feira (11), com um debate com profissionais de 24 países no auditório do Interlegis, no Senado. O evento continua hoje.
“Todo o recurso voltado para biblioteca é um investimento, não um gasto. Estudos demonstram que para cada euro investido em biblioteca, há um retorno de 3,80 euros”, afirmou, na abertura do evento, a presidente da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias - Seção América Latina e Caribe (Ifla-LAC), Glória Pérez-Salmerón.
Para a diretora da Biblioteca do Senado, Mônica Rizzo, a reunião de profissionais de diversos países também é uma oportunidade única para aprofundar o entendimento sobre o papel do bibliotecário na atualidade, bem como de unir forças em prol do bem comum. “A Ifla inclusive está comprometida com uma das metas da educação da agenda 2030 da ONU, que preconiza a alfabetização universal.”
A diretora da Biblioteca da Câmara dos Deputados, Janice Silveira, destacou os ganhos para a sociedade resultantes de eventos como esse. “Agregamos ferramentas e formas de melhorarmos tanto a comunicação com a sociedade quanto o trabalho com parlamentares e o atendimento aos públicos interno e externo.”
Já o professor da Universidade de São Paulo (USP) Eugênio Bucci, falou sobre a missão das bibliotecas. Para ele, o momento atual no mundo é da pós-verdade, com predominância de fake news e distorção intencional das mensagens. “As bibliotecas devem, mais do que nunca, realizar seu papel histórico: propiciar o recolhimento, para que o indivíduo tenha acesso ao livro, ao autoconhecimento e a liberdade que isso acarreta”, disse.
Novos debates
Para hoje estão previstos debates com o professor e presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, e mesa-redonda com as bibliotecárias Marília Abreu Paiva, Célia Regina Simonetti e Gilvanedja Mendes.
O seminário "Bibliotecas: diálogos para mudança" está sendo realizado no auditório do Interlegis, no Senado. A programação completa do seminário pode ser conferida aqui.
O evento é promovido pelas bibliotecas da Câmara e do Senado, com o apoio da Ifla, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e do Comitê Interinstitucional de Cooperação Informacional e Bibliotecária (Cicib).
Da Redação - MB
Com informações da Agência Senado

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias
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Seminário reúne especialistas nacionais e internacionais em primeira infância

DIAS 12 E 13

Encontro promovido pelo Ministério da Cidadania vai compartilhar e debater ações voltadas ao desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida
Brasília – Especialistas internacionais e brasileiros no tema primeira infância estarão na capital federal para avaliar as políticas públicas e provocar reflexões que qualifiquem e ampliem o atendimento a essa faixa etária no país. É o que propõe o Seminário Internacional da Primeira Infância – O Melhor Investimento para Desenvolver uma Nação, que será realizado pelo Ministério da Cidadania, nesta terça (12) e quarta-feira (13).
“É um momento importante porque vamos reunir pessoas de vários países que atuam na área de primeira infância e que apresentarão o resultado dos seus trabalhos. É um grande reconhecimento também ao nosso Programa Criança Feliz, que temos o objetivo de ampliar ainda mais”, destacou o ministro da Cidadania, Osmar Terra. Na abertura do evento, Terra divulgará os resultados e desafios do Criança Feliz – destaque mundial na promoção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento infantil.
Até o momento, o programa está presente em 2.622 municípios brasileiros e já atendeu mais de 519 mil crianças e gestantes. No total, mais de 12,1 milhões de visitas domiciliares foram realizadas por cerca de 16 mil profissionais capacitados para orientar as famílias a impulsionar o desenvolvimento cognitivo, motor, socioafetivo e de linguagem das crianças de até três anos beneficiárias do Bolsa Família e daquelas com até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Segundo a secretária nacional de Promoção ao Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, as evidências científicas e a repercussão internacional em relação ao Criança Feliz reforçam a convicção de que o investimento nos primeiros anos de vida impacta positivamente na formação dos cidadãos. “Isso aumenta a conscientização sobre o desenvolvimento da primeira infância porque assegura mais qualidade de vida para a população. Esse reconhecimento é fundamental para ampliar o alcance dessa política pública.”
Durante o seminário, a previsão é de que representantes de 24 estados e do Distrito Federal assinem um documento em que reafirmam o compromisso de dar continuidade ao Programa Criança Feliz.
Programação – Uma das palestrantes do evento é a diretora do Programa de Implante Coclear Pediátrico da Universidade de Chicago, Dana Landau Suskind, que trará dados sobre como o cérebro se desenvolve na interação e comunicação entre o cuidador e a criança, desde o início da vida. Ela abordará o poder da linguagem no desenvolvimento infantil e de que forma pode evitar a pobreza.
A programação conta ainda com a participação da assessora do China Development Research Foundation e de desenvolvimento infantil do Center on the Developing Child da Universidade de Harvard, Mary E. Young; a diretora da Fundação Bernard Van Leer, Cecilia Vaca Jones; o assessor de economia do Departamento Social do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Norbert Schady, entre outros.
Saiba MaisO Ministério da Cidadania coordena as ações do Criança Feliz por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. O programa integra as áreas da Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça, Cultura e Direitos Humanos. Nas visitas semanais, técnicos capacitados orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o BPC. As gestantes também recebem atendimento.
Informações sobre os programas do Ministério da Cidadania:0800 707 2003
Informações para a imprensa:Ascom/Ministério da Cidadania
(61) 2030-1505 / 9.9229-6773
www.mds.gov.br/area-de-imprensa

Ministério concede novo prazo para que municípios finalizem projetos inacabados

O ministro da Educação, professor Ricardo Vélez Rodríguez, prorrogou nesta segunda-feira, 11, por mais seis meses, o prazo para que os municípios se adequem à resolução nº 3, de 23 de fevereiro de 2018, que prevê a utilização de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a finalização de obras inacabadas em todo o território nacional.
Dados do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec) de 6 de março deste ano indicam que, em todo o Brasil, existem 945 obras com status de inacabadas, para as quais estados ou municípios não solicitaram nova pactuação com o objetivo de retomar a execução do empreendimento. Sob análise do FNDE, encontram-se 491 obras, enquanto 102 estão aptas à nova pactuação.
Para o ministro da Educação, a assinatura do documento é um ato de grande relevância para os municípios, já que trata justamente de “um dos principais focos desta gestão”, que é “colocar o Estado a serviço da sociedade, com menos Brasília e mais Brasil”.
O professor Ricardo Vélez Rodríguez destaca que “se cuidarmos do município, cuidaremos da democracia brasileira. Hoje o que a sociedade quer é ter o Estado a serviço dela, participar da criação de riqueza, poder participar ativamente da vida política e da tomada de decisões. Então, é nesse sentido que estamos focalizando toda a nossa política pública de educação. Fortalecer os municípios na grande tarefa de educar os futuros cidadãos. Essa é uma questão fundamental”.
Na ocasião, o ministro reforçou ainda a necessidade de aprofundar a pauta construtiva para o país, “cujo primeiro ponto, a meu ver, é o pacto federativo. Gasta-se ali onde se arrecada. Os municípios precisam tomar certamente o lugar que lhes corresponde como parceiros do governo no desenvolvimento nacional”.
O FNDE vem adotando critérios técnicos para permitir a retomada das obras por estados ou municípios que demonstrem a efetiva possibilidade de consecução do objeto. Por isso, até o momento, foram deferidas apenas 102 solicitações. "Podemos melhorar muito a educação brasileira se adotarmos como premissa básica respeitar a gestão estratégica diferenciada e parceria com os municípios, com os prefeitos, com os secretários de educação. Assim, nós conseguiremos conduzir o Brasil a um caminho continuado de resultados objetivos e crescentes para a boa educação do Brasil", pontuou o presidente da autarquia, Carlos Decotelli.
Setembro – O novo prazo, ampliado até 25 de setembro de 2019, atende a uma solicitação feita por representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que apresentaram ao Ministério da Educação, em 28 de fevereiro, propostas para a educação do país. O prazo da resolução terminaria em 29 de março.
O diretor-executivo da CNM, Gustavo Cezário, destacou a postura municipalista do atual governo, que tem recebido bem os pleitos dos municípios. “[O professor Ricardo Vélez Rodríguez] quis criar um plano de ação para imediatamente tomar providências sobre estas medidas. Aqui, hoje, constitui um pleito do movimento municipalista antigo, sendo atendido já pelo Ministério da Educação”, pontuou.
Ele afirmou que a necessidade de resolver o problema das obras inacabadas vem desde 2017 e tem sido tratada também junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e FNDE. Cezário aproveitou para solicitar apoio para a criação de novos mecanismos a fim de que os municípios possam garantir a manutenção dessas instituições.
Entre as obras a serem concluídas, estão as do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) – uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação, que tem como objetivo garantir o acesso de crianças a creches e escolas, bem como a melhoria da infraestrutura física da rede de educação infantil.
http://www.fnde.gov.br/

segunda-feira, 11 de março de 2019

Professora de Tangará da Serra leva para sala de aula detalhes de sua visita à Nasa

Silvana é a única mulher brasileira a participar do Instituto de Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica e passou 10 dias realizando atividades na maior agência mundial de exploração espacial.
Adilson Rosa Seduc MT 
Professora Silvana observa a aluna Maria Gisllany com roupa de astronauta dentro da Nasa - Foto por: Arquivo Pessoal
A professora de física Silvana Copcesk, a primeira mulher de Mato Grosso a conhecer a Agência Espacial Americana (Nasa), diz que para realizar um sonho é preciso ter determinação, pois nada é impossível. Como exemplo, a professora cita o fato de ela ter passado 10 dias realizando atividades na maior agência mundial de exploração espacial.
Silvana utiliza sua experiência para motivar os alunos no projeto multidisciplinar “Novo Asteroide”, que ela coordena na Escola Estadual Plena Ramon Sanches Marques, em Tangará da Serra (a 249 km a médio-norte de Cuiabá).
“Fui para um dos lugares mais fantásticos do mundo, graças ao empenho de meus alunos”, relembra. A viagem para a cidade de Houston, onde fica a Nasa, ocorreu em setembro de 2016. Na ocasião, ela acompanhou a aluna Maria Gisllany Bezerra da Silva, 18 anos, que ganhou o concurso de redação promovido pela agência espacial. Na época, a professora, que foi orientadora de Maria Gisllany, era da Escola Estadual 13 de Maio.
Durante 10 dias, Silvana e a aluna conheceram as instalações espaciais da Nasa e também no Estado da Virgínia. “Foi uma viagem inesquecível. Um grande aprendizado. Visitamos o foguete Saturn 5 que tem mais de 100 metros de tamanho, participamos de um simulador”, relata.
Única representante da Nasa
Silvana é a única mulher brasileira a participar do Instituto de Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC - International Astronomical Search Collaboration) que tem muitos funcionários talentosos que dedicam seu tempo e dinheiro para manter o IASC funcionando sem problemas. A maioria do pessoal do IASC é voluntária e permite que o IASC continue a oferecer seus programas gratuitamente, conforme o site http://iasc.hsutx.edu/Staff.html .
Na página dos colaboradores, Silvana é definida como graduada em Matemática e pós-graduada em Metodologia e Física de Ensino de Matemática. Ela leciona na Escola Pública Ramon Sanches Marques. Desde 2016, ela e seus alunos participaram do Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica. E desde 2017, ela participa de campanhas de busca de asteróides do IASC com seus alunos.
http://www2.seduc.mt.gov.br/

Justiça atende municípios e determina que União defina valor de investimento em ensino

Crédito: Freepik

Fonte:Agência de Notícias da AMM
A União tem o prazo de 60 dias para decidir o valor do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), que define o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano, em cada etapa e modalidade da educação básica pública, para garantir um padrão mínimo de qualidade do ensino. O descumprimento da ordem judicial implica multa de R$ 100 mil, sem prejuízo de novas multas e outras penalidades legais. O CAQi deveria ter sido implementado até junho de 2016 como parâmetro para o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) às prefeituras. Como a medida não se consolidou, os municípios acionaram a União judicialmente, por meio da Coordenação Jurídica da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM.
A decisão, assinada pelo juiz federal da 3ª Vara de Mato Grosso, Cesar Augusto Bearsi, atende as cidades de Nova Nazaré, Novo Santo Antônio, Ribeirãozinho e São José do Xingu. Todos os municípios mato-grossenses recorreram à justiça para solucionar a pendência e os que ainda não tiveram a ação julgada, aguardam a definição.
“Considerando que decorreu mais de 2(dois) anos sem que a União profira alguma decisão, e tendo em vista a necessidade de se fixar o CAQi para o Município a fim de que execute os projetos na área de educação, reconheço que a omissão da União deve ser suprida”, relata trecho da sentença, que também aponta que  “vem sendo recorrente o controle jurisdicional das políticas públicas, diante de reiteradas omissões do Poder Público visando a efetivação desses programas estatais, e, por conseguinte, dar concretude aos direitos fundamentais mínimos garantidos na constituição”.
Na sentença, o juiz Cesar Augusto Bearsi também rejeitou o pedido de ilegitimidade passiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - autarquia federal- que tentou se eximir de responsabilidade na ação interposta pelos municípios. Na decisão, Bearsi destaca que a missão do FNDE é transferir recursos aos entes federados para garantir educação de qualidade e, desta forma, a autarquia “apresenta-se como corresponsável no processo de definição de política pública na seara da educação”.
O juiz também rejeitou a preliminar de conexão de Ação Civil Pública alegada pelo FNDE  e União com base na ACP interposta pelo Rio de Janeiro, que também reivindica a adoção do CAQi para os municípios fluminenses. A preliminar de conexão visava a suspensão das ações dos municípios mato-grossenses, enquanto não fosse julgada a ACP, porém o juiz entendeu que “no caso em análise não há conexão, pois a ação coletiva está discutindo sob o prisma de mera questão de direito, ou seja, qual o critério aplicável, enquanto aqui se discute a omissão da União em analisar um determinado e específico projeto e conjunto de documentos encaminhado pelo Município”.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que a expectativa é que a Justiça também decida favoravelmente aos demais municípios mato-grossenses, considerando que a Constituição da República e leis infraconstitucionais definem princípios e defendem padrões de qualidade de ensino. “A utilização do CAQi permitirá um incremento na receita dos municípios, viabilizando investimentos na educação, considerando que as prefeituras têm grande responsabilidade na promoção do ensino, mas dispõem de poucos recursos ”, explicou.
De acordo com a coordenadora jurídica da AMM, Débora Simone Faria, uma das motivações da instituição para acionar a justiça foi a morosidade do Ministério da Educação em homologar a resolução nº. 08/2010, do Conselho Nacional de Educação (CNE). Segundo ela, a União, através do MEC, deveria ter implementado o CAQi como parâmetro de cálculo para o Fundeb desde junho de 2016.
https://www.amm.org.br/

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mulheres são maioria na educação profissional e nos cursos de graduação

Gráfico – Número de matrículas na educação profissional segundo faixa etária e sexo – Brasil – 2018
Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica
As mulheres são maioria nos cursos profissionais da Educação Básica. Dados do Censo Escolar 2018, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram a predominância de alunas em todas as faixas etárias, com exceção dos alunos com mais de 60 anos. A maior diferença observada entre os sexos está na faixa de 40 a 49 anos, em que 60,7% das matrículas são de mulheres. Para o Censo Escolar, educação profissional engloba cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional articulado à EJA ou ao ensino médio; ou cursos técnicos de nível médio nas formas articuladas (integrada ou concomitante) ou subsequente ao ensino médio.
Os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, referentes a 2017, também mostram a predominância das mulheres na educação superior. Elas são 55% dos estudantes ingressantes, 57% dos matriculados e 61% dos concluintes dos cursos de graduação. Na licenciatura, por exemplo, 70,6% das matrículas são do sexo feminino.
Distorção idade-série – A proporção de alunos do sexo feminino com defasagem de idade em relação à etapa que cursam é menor do que a do sexo masculino em todas as etapas de ensino. Os dados são do Censo Escolar 2018 e consideram as classes comuns (não exclusivas de alunos com deficiência). A taxa de distorção idade-série é o percentual de alunos, em cada série, com idade superior à idade recomendada. A maior diferença entre os sexos é observada no sexto ano do ensino fundamental, em que a taxa de distorção idade-série é de 31,6% para o sexo masculino e 19,2% para o sexo feminino.
Gráfico - Taxa de distorção idade-série por etapas dos ensinos fundamental e médio segundo o sexo – Brasil – 2018
Gráfico - Taxa de distorção idade-série por etapas dos ensinos fundamental e médio segundo o sexo – Brasil – 2018
Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica
http://portal.inep.gov.br/

Resumo Técnico do Censo Escolar 2018 destaca principais resultados da pesquisa estatística

Resumo Técnico do Censo Escolar 2018 está disponível no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A publicação compõe o conjunto de instrumentos de divulgação dos resultados da pesquisa estatística. A elaboração do documento considerou os princípios de imparcialidade, objetividade, acessibilidade e transparência dos Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais, adotados pela Assembleia Geral da Nações Unidas e incorporados como princípios fundamentais e de boas práticas que orientam a produção e divulgação das estatísticas educacionais oficiais produzidas pelo Inep.
As informações revelam o panorama atual da educação básica brasileira, com algumas estatísticas apresentadas em série histórica, o que possibilita traçar algumas tendências da área. O volume está organizado em seções que apresentam o quantitativo e as características gerais das principais estatísticas da educação básica brasileira (matrículas, docentes e escolas), distribuídas para as diferentes etapas desse nível de ensino (educação infantil, ensino fundamental – anos iniciais e anos finais, ensino médio, educação profissional e educação de jovens e adultos).
O Resumo Técnico foi pensado para ser um documento de referência geral e consulta rápida para gestores dos sistemas de ensino, técnicos dos órgãos de gestão da política educacional no âmbito federal, estadual e municipal, estudantes e acadêmicos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e demais interessados. Contudo, por sua divulgação e organização sistemáticas, também tem o potencial de orientar análises mais detalhadas sobre temas específicos relacionados ao sistema educacional brasileiro, que poderão ser desenvolvidas a partir dos demais produtos de divulgação.
Resultados – Todos os dados do Censo Escolar 2018 estão disponíveis no Portal do Inep, em diferentes instrumentos de divulgação. As Notas Estatísticas resumem os principais resultados; enquanto o Resumo Técnico apresenta os dados em série histórica. As Sinopses Estatísticas, por meio de tabelas, trazem dados desagregados por estado e município. Os Microdados permitem cruzamentos de variáveis diversas a partir de programas estatísticos. Também estão atualizados os Indicadores Educacionais da Educação Básica: Média de Alunos por Turma, Indicador de Adequação da Formação do Docente, Percentual de Funções Docentes com Curso Superior, Média de Horas-Aula Diária, Indicador de Complexidade de Gestão da Escola, Indicador de Esforço Docente, Indicador de Regularidade do Docente, Taxa de Distorção Idade-Série. Todos os instrumentos de divulgação cumprem a finalidade institucional de disseminar as estatísticas educacionais do Inep e estão reunidos no Press Kit do Censo Escolar 2018.
Censo Escolar – Principal pesquisa estatística sobre a educação básica, o Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação. Com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: regular, especial, profissional, jovens e adultos (EJA).
http://portal.inep.gov.br/

6ª Edição da Olimpíada de Língua Portuguesa - Inscreva-se



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6ª edição - 2019
A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social, com coordenação técnica do CENPEC, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro.
O tema das produções é “O lugar onde vivo”, que propicia aos alunos estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.
Nesta edição, a premiada escritora mineira, Conceição Evaristo, é a grande homenageada!


Inscreva-se até o dia 30 de abril!
Central de atendimento:
 0800 771 9310

Quem pode participar?

Professores da rede pública e seus alunos do 5º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.

Quais são as categorias de inscrição?




Poema
5º ano do Ensino Fundamental

Memórias Literárias
6º e 7º anos do Ensino Fundamental

Crônica
8º e 9º anos do Ensino Fundamental

Documentário
1º e 2º anos do Ensino Médio

Artigo de Opinião
3º ano do Ensino Médio
















Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...