quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Congresso internacional reúne cerca de 500 profissionais da educação em Cuiabá


Cuiabá sedia o II Congresso Internacional de Formação e Desenvolvimento Profissional Docente (CIFDPD) dos dias 14 a 16 de dezembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso. O evento reúne mais de 500 professores, gestores, técnicos e estudantes, além de especialistas nacionais e internacionais.
Durante a abertura, na manhã desta quarta-feira, o coordenador do Congresso, e Superintendente de Formação Profissional da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT), Kilwangy kya Kapitango-a-Samba, destacou que a intenção é promover a discussão e o estudo de modelos, políticas e ações formativas para os profissionais na América Latina. “Temos que aproveitar essas oportunidades para articular relações de intercâmbio entre Educação Básica e Superior, no contexto nacional e internacional”.
De acordo com ele, os debates serão embasados em investigações científicas e experiências profissionais da área de formação docente (inicial e contínua). “Além disso, focamos no desenvolvimento profissional do professor e avaliação de desempenho, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior”, informou.
Representando a reitora da Universidade Estadual do Estado de Mato Grosso (Unemat), Ana Maria Di Renzo, o assessor de Formação Agnaldo Rodrigues da Silva ressaltou a importância de grupos de pesquisas em instituições de educação, que funcionam e trazem resultados. “Essas iniciativas, que agregam profissionais e intelectuais, trabalham temáticas que são fundamentais para a reflexão social, educacional e diversas outras áreas do saber”.
Agnaldo destacou a relevância do Congresso para a sociedade. “Os modelos educacionais, políticas e ações formativas de outros locais, outros países, são interessantes, a partir do momento que vêm de um contexto das práticas que funcionaram, que dão certo. Assim, podemos promover reflexões na prática corrente no nosso contexto”, comentou o assessor, ressaltando que articulação entre Educação Básica e Educação Superior também faz parte das temáticas fundamentais que precisam ser discutidas.
Desafios
A professora Monica Coronado, da Universidad Nacional de Cuyo, Argentina, que proferiu a palestra “Estratégias para a ampliação e consolidação da profissão docente: formação em serviço”, garantiu que eventos como esse são muito importantes para discutir e compartilhar as perspectivas, histórias e trajetórias de formação em diferentes países. “Ajudam a ampliar a visão da formação docente”, frisou.
Para ela, o principal desafio da educação latino-americana é vencer definitivamente o analfabetismo, melhorar a qualidade da formação básica, fortalecer o trabalho docente, ante a uma sociedade que mudou muito. “Além disso, precisamos nos adaptar à nova geração de estudantes que têm outra mentalidade, outra configuração cognitiva, e oferecer-lhes aprendizagem estimulantes. Temos que trabalhar muito na mudança permanente do docente, para enfrentar essa situação, em uma sociedade onde existem muitas formas de aprendizagem”.
A professora de Física Silvana Copceski, da Escola Estadual 13 de Maio, de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá), vive, nos últimos tempos, essa mudança de paradigmas. Ela contou sobre o trabalho desenvolvido com a aluna Maria Gisllany Bezerra da Silva, 18 anos, que sonha em ser astronauta. De forma voluntária, desde 2012, elas desenvolvem o projeto Novo Horizonte, no qual apresentam, com o auxílio de um telescópio amador, um novo ponto de vista sobre o universo, aos estudantes. Com isso, têm despertado o interesse nos jovens pelas aulas de matemática, química e física.
As duas viajaram recentemente para os Estados Unidos, onde conheceram a Agência Espacial Americana (Nasa), na cidade de Houston. Silvana reforça a importância da busca pela qualificação e formação continuada do professor e da preparação para ensinar o aluno do século XXI. “Nós professores não podemos mais pensar que vamos entrar em sala e dar a aula de sempre, com um livro, quadro, fazendo acompanhamento básico. Essa forma não funciona mais. Ou o professor realmente muda de atitude ou ele vai acabar desmotivado e desmotivando seus alunos”.
A professora menciona que essa mudança ocorre nas trocas de experiências, em curso, congressos, viagens, ou em qualquer outra oportunidade. “Depois de toda a transformação que ocorreu em minha vida, com as experiências que tenho passado, jamais serei aquela mesma professora que um dia fui. Estou sempre em busca de conhecimento”, finalizou.

Realização
O II Congresso Internacional de Formação e Desenvolvimento Profissional Docente é uma realização do Grupo de Pesquisa: Educação, Políticas Públicas e Profissão Docente (EP3D/CNPq), Laboratório de Metodologia Científica da Unemat, Seduc-MT, por meio da Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação Básica, em parceria com Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade do Estado de Mato Grosso (campus Barra do Bugres) e do Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento Profissional Docente Transmutare, do Departamento de Educação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR).
Participaram ainda da abertura a secretária de Relações Internacionais, em exercício, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Edna Bispo Barbosa; o reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), José Bispo Barbosa; o secretário executivo de Ciência e Tecnologia (Secitec), Elias Alves de Andrade; e o presidente do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes.
Viviane Saggin
Assessoria Seduc-MT


http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Congresso-internacional-re%C3%BAne-cerca-de-500-profissionais-da-educa%C3%A7%C3%A3o-em-Cuiab%C3%A1.aspx

Acordo entre MPE e SEDUC obriga a reforma de 49 unidades escolas na capital

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 8ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – com atribuições na área de educação –, e a Secretaria Estadual de Educação assinaram Termo de Acordo Judicial que prevê a destinação nos próximos dois anos de R$133 milhões do orçamento da SEDUC para reforma de escolas da capital. Serão contempladas 49 unidades públicas de ensino, o que corresponde integralidade da demanda por reforma nas unidades escolares estaduais e que foram objeto de ações propostas pelo MPE ao longo dos últimos anos. 

Caberá a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer apresentar o cronograma de obras que passará a ser parte integrante do acordo judicial. As atividades necessárias a realização das respectivas reformas e construções deverão ter início em dezembro deste ano e ser entregues em novembro de 2018. 

O Ministério Público fiscalizará se as obras estão sendo realmente concluídas com padrão de qualidade atendendo as normas técnicas de segurança. Caso haja necessidade de prorrogação dos prazos por parte da Seduc a justificativa deverá ser apresentada ao MPE acompanhada de explicações e passará pela apreciação do juízo competente. 

O acordo foi firmado nos autos referentes a três ações civis públicas. Desde 2011, o Ministério Público vem cobrando judicialmente do Estado e do município de Cuiabá a realização de adequações nos prédios escolares. De acordo com o promotor de Justiça Henrique Schneider as irregularidades verificadas constam em relatos, fotografias e relatórios do Programa de Fiscalização Preventiva Integrada realizados pelo Conselho Regional de Engenharia (CREA). Algumas situações constatadas são consideradas graves e preocupantes e colocam em risco, até mesmo, a integridade física dos alunos, professores e servidores. 

Esta semana um acordo com os mesmos moldes foi firmado com a Secretaria Municipal de Educação no valor de R$29 milhões. O documento foi protocolado na Vara da Infância e Juventude dando fim as ações propostas contra o município de Cuiabá no que diz respeito a infra estrutura e reforma das unidades escolares. Esse valor está previsto no orçamento da Secretaria Municipal de Educação nos próximos 3 anos. 



https://www.mpmt.mp.br/conteudo.php?sid=58&cid=70770

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Aprovada exigência de educação física, arte, sociologia e filosofia no ensino médio

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 324 votos a 5, emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE) à Medida Provisória 746/16 para incluir como disciplinas obrigatórias, na Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.
A diferença em relação à emenda anterior rejeitada, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), é que, não necessariamente, a base comum fixará a oferta dessas disciplinas nos três anos do ensino médio.
Veja mais:

Sinop: Veridiana Paganotti vai comandar Educação

A servidora pública Veridiana Paganotti vai comandar a Secretaria de Educação na Prefeitura de Sinop. Professora,  graduada em Pedagogia e pós-graduada em Gestão Escolar, Veridiana teve o nome anunciado na tarde desta segunda (12) pela prefeita eleita Rosana Martinelli (PR). 

Secretaria de Educação – Veridiana Paganotti: é servidora pública em Sinop, professora graduada em Pedagogia e pós-graduada em Gestão Escolar. Atuou na docência de salas de Aceleração da Aprendizagem do Instituto Airton Senna, foi coordenadora pedagógica da EMEB Jardim Paraíso, por quatro anos, e gestora na mesma unidade por dois mandatos, totalizando também quatro anos. Além disso, é membro da Comissão do transporte escolar, do Conselho Escolar, por oito anos.

Lana Motta e Julia Munhoz

Carta Consed-Undime sobre o PL 7420/06 - Lei de Responsabilidade Educacional


O Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) vêm a público manifestar preocupação diante do substituto ao Projeto de Lei 7420/2006 que “estabelece requisitos para garantia do padrão de qualidade da educação básica, o financiamento supletivo e a responsabilização pela implementação de políticas educacionais”.
Para tanto, ambas as instituições encaminharam ao relator do PL nº 7420/2006, deputado Bacelar (PTN/ BA), com cópia para a presidente da Comissão Especial do PL 7420/06, deputada Gorete Pereira (PR/ CE) e para os demais integrantes da Comissão da Comissão Especial carta com ponderações. A carta foi enviada para os endereços eletrônicos dos deputados na sexta-feira (9) e protocolada nos gabinetes nesta segunda (12).
A carta está disponível no link: https://goo.gl/8bkBBh 

Fonte: Undime


https://undime.org.br/noticia/13-12-2016-10-50-carta-consed-undime-sobre-o-pl-7420-06-lei-de-responsabilidade-educacional

Resultado da Eleição de Gestores da Rede Municipal de Educação de Cuiaba

A Secretaria de Educação de Cuiabá tornou público o resultado final do pleito eletivo, realizado no dia 25 de novembro, para as funções de Diretor e Coordenador Pedagógico e do processo seletivo para a escolha de Secretário Escolar.
Também foram designados os Gestores para a escolas onde não teve eleitos.  

Veja AQUI a Portaria com a designação dos eleitos, selecionados e designados.

Adultos sem educação

Guilherme Perez Cabral

Guilherme Perez Cabral





Manhã de sábado de dezembro. 10:05. Atrasados para a apresentação de fim de ano das crianças, no banco de trás do carro acelerado. Chegaram. Pais e filhos pulam do automóvel, mal estacionado em algum lugar proibido.

Entram no ginásio arrumado para o musical infantil. Palco, cadeiras, telão, decoração. Além disso, muitos, muitos adultos fora do lugar. Pais, tios, avós. Em pé, falando alto, amontoando-se lá na frente. Crendo-se mais importantes que os outros, criam sua própria área VIP. Mais atrás, muita cadeira vazia.

A professora, na entrada, pega os recém-chegados e corre. Só um sorriso educado, com censura, aos pais atrasados. Ufa, deu tempo, pensam. E se acalmam, vendo que as mais de cem crianças, de três a dez anos, todas brancas (menos uma) ainda tomam seus lugares no palco, conduzidas por meia dúzia de professoras brancas (menos uma). A escola é privada. Seu público, pretendente à elite branca.

Enquanto se arrumam, chegam mais crianças atrasadas. O espetáculo começaria às 10. Pediram para chegar 15 minutos antes. Já são dez e meia e ainda chegam crianças, levadas pela professora que corre, depois de um sorriso educado e de censura aos pais atrasados.

Parece que vai começar. Com o microfone, a coordenadora pede educadamente para que os pais sentem e liberem o espaço na frente do palco, mas é absolutamente ignorada. Sua fala talvez chegue aos destinatários, mas não os toca: o recado deve ser para os outros, devem pensar os que ouviram. Pede de novo e é novamente ignorada. Continuam os pedidos educados e ignorados. Na quinta ou sexta vez, a senhora sobe o tom e informa que, se não se sentarem, não começa (algo como, "menino, se não comer, não tem sobremesa!"). Alguns saem da frente.

Antes do início, a coordenadora explica. É um musical, gente. As crianças cantam, todas juntas, e, entre as músicas, há diálogos entre os nossos pequenos artistas. Por isso, para não atrapalhar a sequência da apresentação, por favor, não batam palmas ao final de cada música. Esperem até o fim da peça, ok?

Ninguém prestou atenção.

Começa. É um musical sobre as belezas do Brasil. Sua natureza, sua cultura, sua diversidade e outras riquezas que não seriam vistas no salão.

Ao fim da primeira canção, antes que o menino do 2º ano pudesse iniciar sua fala, uma grande salva de palmas toma conta do lugar. O ator mirim aguarda o silêncio, que não viria nunca, para a sequência da cena. E assim se seguiu, a cada música concluída, aplausos calorosos fora de hora, dos adultos fora do lugar. Lá pelas tantas, os meninos e meninas só cumpriam o roteiro, ora falando junto com as palmas, ora disputando o espaço (e atenção) com outros barulhos.

Acabou. Pais correm em direção ao palco para pegar seus pequenos. Empurram cadeira, empurram outros adultos e empurram crianças. Bolsada na cara dos menores. Arrastão e falta de educação.

São adultos sabidos, cheios de opinião e certezas. Juízes dos outros. Doutores em assuntos de família, moral, religião, economia e política. Falam, com propriedade, sobre o impeachment da presidente, a urgência da "PEC do teto", a decisão que absolve quem faz aborto, a liminar do Marco Aurélio, a importância da Lava Jato, a prisão de Cunha, a grandeza de Sérgio Moro, a reforma da previdência.

Têm respostas para todos os nossos problemas. Sabem o caminho certo para um novo Brasil, livre de petralhas corrutos e outros inimigos comuns.

No sábado de manhã, porém, revelam toda a sua humanidade. E se revelam incapazes de se comportar, minimamente, numa simples apresentação escolar de fim de ano.


GUILHERME PEREZ CABRAL

Guilherme Perez Cabral é advogado e professor, doutor em filosofia e Teoria Geral do Direito

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

II CONGRESSO INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO E DESEMPENHO PROFISSIONAL DOCENTE (CIFDPD)


Clique no Banner para acessar o Formulário de Inscrição

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (SEDUC-MT)/Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação Básica em parceria com o Grupo de Pesquisa Educação Políticas Públicas e Profissão Docente (EP3D/CNPq); Laboratório de Metodologia Científica (LMC/UNEMAT); Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT – Barra do Bugres) e o Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento Profissional DocenteTransmutare, do Departamento de Educação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), convidam Vossa Senhoria para participar do II CONGRESSO INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO E DESEMPENHO PROFISSIONAL DOCENTE (CIFDPD), cujo objetivo é promover discussões críticas de modelos, políticas e ações formativas baseadas em investigações científicas e experiências profissionais da área de formação docente (inicial e contínua) e do desenvolvimento profissional docente e avaliação de desempenho, tanto na educação básica quanto no ensino superior; bem como, articular relações de intercâmbio entre Educação Básica e Superior no contexto nacional e internacional. Para alcançar esse objetivo contará com a presença de pesquisadores nacionais e internacionais da área. O evento tem como público professores, gestores e técnicos da educação. Vossa presença é de fundamental importância.

Programação do CIFDPD

14 de dezembro de 2016

08h às 9h – Credenciamento

09h – Mesa de abertura: autoridades: SEDUC-MT, UNEMAT, UFMT, IFMT, SECITEC, CEE.

10 h Conferência de Abertura:

Formação dos profissionais da educação básica: politicas diretrizes e desafio. Prof. Dr. Luiz Fernandes Dourado -  UFG/Conselho Nacional de Educação

14h -  Mesa Temática Internacional: Formação Docente: modelos e experiências I

1 - Formação Docente: modelos e experiências – I Modelos de formación docente en Uruguay: pasado y proyección futura

 Prof. Dr. Fernando Pesce Guarnaschelli. Universidad de la República.

2- Experiencias inovadoras em la formacion inicial de professores.

Profa. Dra.  Gabriela Varela. Consejo de Formación en Educación-(CFE-ANEP).

3 - Desarrollo profesional docente y resignificación de la    educación continua; la experiencia   del   Programa de Educación Continua para el Magisterio. Profa. Dra.  María Gabriela Martini. Universidad de Chile.

15 de dezembro de 2016

08 h – Mesa Temática Estadual: Formação e desenvolvimento Profissional Docente em Mato Grosso

1 - Formação e desenvolvimento profissional docente: perspectivas e desafios na internacionalização de currículos. 

Profa. Dra. Edna Lopes Hardoim - UFMT

2- Desenvolvimento Profissional na Educação Profissional e Tecnológica em Mato Grosso: o caso das Escolas Técnicas Estaduais de EPT. Profa. Dra. Marcia Helena de Moraes Souza - SECITEC

3- UNEMAT - Pesquisador a Confirmar; 4- IFMT - Pesquisador a Confirmar; 5 – SINTEP -  Pesquisador a Confirmar; ADUNEMAT - Pesquisador a Confirmar.

14  -  Mesa Temática Internacional: Formação Docente: modelos e experiências II

1 - De Doctores a Trabajadores. Cambios en el perfil docente en el Uruguay a lo largo del siglo XX.  Prof. Dr. Fernando Pesce Guarnaschelli. Universidad de la República.

2-  Profesionalización y desarrollo profesional docente. Profa. Dra.  Gabriela Varela - (CFE-ANEP)

3- Estratégias para a ampliação e consolidação da profissão docente: formação em serviço. Profa. Dra.  Monica Coronado – Universidad Nacional de Cuyo -  Argentina

15 de dezembro de 2016

08h  Mesa  Temática  Nacional :     Formação e desenvolvimento profissional docente

1 - Desafios e trajetórias para o desenvolvimento profissional docente. Profa. Dra. Marielda Ferreira Pryjma – UFTPR.

2 - O desenvolvimento profissional docente: da base legal prescrita às práticas em construção. Prof. Dr. Oseias Santos de Oliveira – UFTPR.

3 - A realidade em diálogo com a dimensão política: elementos de uma formação emancipatória. Prof. Dr. Mauricio Fagundes – UFTPR

4 - Desenvolvimento profissional em Curitiba - avanços e tropeços entre as políticas e as práticas de formação docente. Profa. Dra. Claudia Madruga Cunha – UFPR.

14:00 as 17:00 h -   Reunião do Comitê Científico

Comissão discute parecer sobre Lei de Responsabilidade Educacional na terça

comissão especial que analisa o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06) reúne-se na próxima terça-feira (13) para discutir e votar o parecer do relator, deputado Bacelar (PTN-BA).
A reunião está marcada para as 14h30, em plenário a ser definido.
Proposta

A proposta responsabiliza, com penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92), o gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos estados, municípios e Distrito Federal.
A chamada Lei de Responsabilidade Educacional reúne 19 propostas (o projeto principal 7420/06, de autoria da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, e outras 18 propostas sobre o mesmo assunto que tramitam apensadas). Veja aqui as matérias apensadas.

A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional é uma das exigências do Plano Nacional de Educação (PNE - L
ei 13.005/14), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor.
Piora dos índices
Segundo o relatório de Bacelar, a piora dos índices de qualidade da educação caracteriza ato de improbidade administrativa do chefe do Poder Executivo – no caso os prefeitos e governadores.
Nesse caso, aplicam-se as penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público.
Se o chefe do Executivo justificar por que não atingiu as metas, ele não será punido. “Por exemplo, se o prefeito tem como meta colocar duas mil crianças em creches, mas ele só tem dois estabelecimentos, que atendem 300. Então ele vai, periodicamente, anualmente, prestar contas dos avanços ou então dos retrocessos ocorridos, justificando-os”, explicou Bacelar.
Tramitação
Se for aprovada na comissão especial, a proposta seguirá para análise pelo Plenário da Câmara. Depois, deverá ser votada pelo Senado.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Da Redação - MB

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'








http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/521041-COMISSAO-DISCUTE-PARECER-SOBRE-LEI-DE-RESPONSABILIDADE-EDUCACIONAL-NA-TERCA.html
Foto: Jorge Pinho
As matrículas para alunos novos nas escolas da rede municipal de Cuiabá serão realizadas a partir da próxima terça-feira (13), das 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas, e seguem até o total preenchimento das vagas ofertadas para cada unidade educacional. A Secretaria Municipal de Educação informa que as matrículas para alunos novos nas creches e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) serão realizadas na segunda quinzena de janeiro e serão on-line.

Os documentos necessários para efetuar a matrícula são a certidão de nascimento do aluno, documentos dos pais ou responsáveis, comprovante de endereço, e no caso de alunos de creches é necessário também o cartão de vacina.

O ano letivo de 2017 iniciará no dia 6 de fevereiro e o término do ano letivo de 2017 será em 20 de dezembro.

O período para confirmação de pré-matrículas nas unidades educacionais foi realizado de 30 de novembro a 02 de dezembro de 2016. A matrícula para os alunos redimensionados de unidades educacionais pertencentes à rede municipal foi de 05 a 07 de dezembro de 2016.

Os alunos que não conseguiram efetivar a matrícula no período estabelecido deverão se cadastrar via telefone, pelo 0800-646-2003. 

A secretária municipal de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, informa que o calendário letivo para 2017 na educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos (EJA) terá carga horária de no mínimo 800 horas, distribuídas em 200 dias de efetivo trabalho escolar.

O profissionais da educação retornam no dia 22 de janeiro de 2017, quando voltam para suas respectivas unidades para planejamento das atividades referentes ao ano letivo de 2017, para formação continuada e organização do espaço escolar para receber os alunos no dia 6 de fevereiro. 

Após o término do primeiro semestre, no período de 10 a 24 de julho de 2017, terá recesso de 15 dias para alunos, professores em sala de aula, intérprete de libras, readaptados de função temporária e cuidadores de alunos com deficiência (CAD's).

http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/educacao/matriculas-para-alunos-novos-nas-escolas-municipais-comecam-na-terca-feira-nas-creches-e-cmeis-serao-em-janeiro/13834

domingo, 11 de dezembro de 2016

"É preciso um pacto com a sociedade para melhorar o ensino"

Secretário de Educação Marco Marrafon diz que avanço na Educação 

requer "medidas drásticas"


CAMILA RIBEIRO E LUCAS RODRIGUES 
DA REDAÇÃO

Marco Marrafon                           Foto:Marcus Mesquita

Índices de avaliação estudantil com resultados aquém do ideal, elevado percentual de evasão, uma centena de escolas que precisam ser reconstruídas e baixo orçamento. Esses são alguns dos problemas listados pelo secretário de Estado de Educação, Marco Marrafon.

Veja a entrevista: AQUI

sábado, 10 de dezembro de 2016

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2016


No dia 10 de dezembro de cada ano, o mundo comemora o dia em que, no ano de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamando seus princípios como o “ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações”.
Todos os anos, o Dia dos Direitos Humanos oferece uma oportunidade para que todos se renovem com o espírito da longa luta da humanidade por direitos e dignidade, assim como para se mobilizar contra desafios antigos e novos, na forma de pobreza e desigualdade, violência, exclusão e discriminação.
Hoje, em todo o mundo, milhões de mulheres e homens abandonam seus lares e arriscam suas vidas e as de suas famílias na busca por um futuro melhor. Em todas as regiões, as sociedades são afetadas por movimentos de pessoas sem precedentes. Em todas as partes, as pessoas mais pobres e mais marginalizadas continuam sendo as que mais sofrem.
Isso é inaceitável – tal resposta pede a ação dos governos e da comunidade internacional. Acima de tudo, pede que cada um de nós se mobilize para defender os direitos de outras pessoas. Isso é essencial para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, para realizar a promessa de não deixar ninguém para trás.
A UNESCO trabalha em todos os setores para empoderar mulheres e homens, para que se mobilizem por seus direitos e pelos direitos dos outros. A plena realização dos direitos humanos exige o acesso de todos à educação – essa é a nossa força mais poderosa para o desenvolvimento humano, o respeito e a tolerância. Isso inclui as nossas ações para defender a liberdade de expressão e de informação, assim como para reforçar a segurança de jornalistas. Essa é a importância de se assegurar o direito de cada mulher e de cada homem a participar da vida cultural, assim como de utilizar outras culturas para aprender a melhor viver juntos. Isso também inclui o nosso compromisso de compartilhar o progresso da pesquisa científica para o benefício de todos.
Nas palavras do grande Nelson Mandela: “Ser livre não significa simplesmente livrar-se das próprias correntes, mas viver de uma forma que respeite e aumente a liberdade dos outros”.
Mobilizar-se pelos direitos de outras pessoas significa mobilizar-se pela humanidade que nós compartilhamos. Em um mundo turbulento, essa solidariedade nunca foi tão importante, para celebrar a diversidade que enriquece nossas vidas e defender os valores que nos unem. Isso deve ser alimentado, isso deve ser ensinado, isso deve ser defendido, por cada um de nós em nossas próprias vidas, por meio do respeito mútuo, da compreensão e do diálogo. É assim que, juntos, vamos fortalecer as bases para sociedades mais inclusivas, pacíficas e tolerantes.

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_message_for_the_human_rights_day_2016/

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Por que diferença entre escolas particulares e públicas do Brasil no Pisa foi pequena



As mensalidades de valor muitas vezes astronômico das escolas particulares no Brasil se traduzem em ensino de ponta, bem superior ao do escola pública?
De acordo com o recém-divulgado estudo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que avalia a aprendizagem de alunos de 15 anos em 70 países e territórios, a resposta pode ser: nem sempre.
Considerada uma das mais importantes do mundo no que diz respeito à educação, a avaliação mostra que estudantes mais ricos em escolas particulares se saíram apenas um pouco melhor que colegas de pior condição sócio-econômica que estudam na rede pública.
A diferença de qualidade entre os dois tipos de educação é menor no Brasil do que em outros países que submeteram ao Pisa.
"Entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que organiza o relatório), o desempenho em ciências de um aluno de nível socioeconômico mais elevado é, em média, 38 pontos superior ao de um aluno com um nível socioeconômico menor. No Brasil, esta diferença corresponde a 27 pontos, o que equivale, aproximadamente, ao aprendizado de um ano letivo", afirma o relatório do Pisa.
Isso significa que a escola pública é de qualidade e está quase alcançando a rede privada em termos de aprendizagem do ano? <!– more –>
Pelo contrário, afirmam especialistas ouvidos pela BBC Brasil sobre o panorama da educação do país. Eles apontam duas causas principais pela performance baixa das escolas privadas:
• Formação deficiente dos professores, tanto da escola pública como da particular.
• Grade curricular engessada, que não dá autonomia ao professor.
Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE e coordenador das provas do Pisa, falou sobre as escolas privadas brasileiras em um seminário da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca):
"As escolas particulares vão melhor no Pisa, mas a diferença é pequena. Por atender a um público privilegiado, elas (escolas particulares) deveriam se comparar com escolas do mundo em situação semelhante. Mas não conseguem competir", afirmou o diretor.

Mesma faculdade ruim

Para a diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, que dá aulas na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (e foi secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro), a raiz dos problemas está na formação deficiente dos professores.
"Se nós estamos em um patamar muito baixo, e os alunos mais ricos estão só um pouco na frente, isso quer dizer que as escolas privadas de bom nível estão com os mesmos tipos de professores que as públicas. Professores com a mesma formação acadêmica. É aí que mora o problema", afirmou.
Na opinião de Costin, boa parte fez o mesmo tipo de faculdade, que foca excessivamente nos fundamentos, como Sociologia e História da Educação, e muito pouco em como se ensina na prática.
"É claro que um instituto privado pode estruturar melhor o processo pedagógico ou ter mais agilidade para contratar e demitir professores. Mas a formação desses professores foi a mesma, e muitos dão aula em instituições particulares e públicas para terem salário mais alto e estabilidade", diz.

'Ilusão'

Para Maria Rehder, coordenadora de Projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação - que reúne organizações da sociedade civil em prol da promoção da qualidade do ensino -, "imaginar que a escola privada é muito melhor no Brasil é uma ilusão".
Na opinião dela, "é preciso mais liberdade para o professor, para que ele tenha mais autonomia".
Um tipo de liberdade que o professor tem cada vez menos por aqui, segundo especialistas e os próprios estudantes brasileiros ouvidos pelo Pisa. Menos da metade disse que o professor muda a aula se houver problemas como, por exemplo, se a maioria dos estudantes não entender a matéria.
Sistemas de ensino como o finlandês estão baseados justamente nos alunos, adaptando as aulas e os projetos de acordo com os interesses, as habilidades e as dificuldades deles.
"É claro que a formação fraca do professor colabora para o baixo desempenho. E muitos deles fazem faculdades particulares. Mas é apenas um dos fatores", diz Amabile Pacios, diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep).


"O que vivemos hoje é um currículo muito extenso e totalmente engessado. Não há tempo para o professor usar cinco aulas elaborando um conceito ou dando a aula a partir da espontaneidade da experimentação dos alunos. Temos de dar conta de um conteúdo gigantesco e maluco imposto pelo governo e, dessa maneira, não há tempo para acompanhar o feijãozinho nascer", afirmou, referindo-se ao experimento comum que as crianças mais novas fazem, com tempo, na escola.

Ciência e laboratórios

Na edição divulgada este ano, o Pisa deu ênfase à prova de ciências que, segundo Amabile, é uma área particularmente problemática.
"O ensino de ciência aqui é muito desprezado. E , como o conteúdo acaba se tornando muito maçante, as crianças se desinteressam."
Questionada sobre se as escolas particulares, especialmente as que têm laboratórios, por exemplo, não conseguiriam driblar essa morosidade com experimentos e projetos propostos pelos alunos, Amabile diz que a falta de tempo também impede essa abordagem.
A diretora cita outro prejuízo que, em sua opinião, prejudica a performance dos alunos: "A escola precisa ouvir a comunidade em que está inserida e, assim, tratar sua proposta pedagógica de acordo, para que aquilo faça sentido para o aluno".

Professores contam como estão aplicando no Brasil o que aprenderam na Finlândia

Professores brasileiros debatem como pôr em prática os métodos finlandeses nas salas de aula brasileiras

MT: Aluno da rede estadual vence concurso nacional de redação


Assessoria Seduc-MT 
O 2º Concurso de Redação realizado pela Defensoria Pública da União reuniu representantes de 279 escolas de 24 Estados e do Distrito Federal. Com o tema “Tráfico de Pessoas – Diga Não”, o concurso premiou o aluno classificado em primeiro lugar em cada estado, e o seu professor responsável, com um tablet. No total, 939 redações foram inscritas. 
Em Mato Grosso, Rogério Antônio de Lima Júnior, estudante de 16 anos da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, do município de Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá), foi o vencedor. Em seu texto, ele buscou inspiração em “Navio Negreiro”, de Castro Alves, o Poeta dos Escravos. O poema do século XIX relata a situação dos escravos da época e protesta contra esta situação.
O estudante não esconde o orgulho em ganhar o prêmio. “Eu me sinto muito privilegiado por ter levado o nome da escola para fora do Estado, só tenho a agradecer a professora Rosenir, ao diretor e a todos da escola”, contou emocionado.
A professora de português, Rosenir Mendes Müller, leciona na Escola desde 2009 e acompanha Rogério desde que ele ingressou na unidade em 2015, para cursar o primeiro ano do ensino médio. No início desse ano, a dupla já havia ganhado um concurso de redação de âmbito municipal, cujo tema era a exploração sexual e infantil.
Rosenir explica que trabalhou com os alunos o tema do concurso em pesquisas, filmes e que promoveu um debate. Além disso, pediu para que todos os alunos escrevessem uma dissertação sobre o tema. “Eu acredito que a escola é para formar cidadãos críticos e esse tipo de concurso é para isso, além de estimular os alunos”, destacou.
Segundo a articuladora da escola, Tânia Manjabosco, todos os professores de português foram estimulados a trabalhar o tema da redação. “Mobilizar os alunos para participar de um concurso como esse, é estimular a consciência”.
Reconhecimento
O aluno e a professora foram homenageados pela escola durante a realização da Feira de Linguagem, no dia 30 de novembro. A unidade escolar recebeu uma placa de honra ao mérito pela vitória. O diretor da escola, Ailson Benedito de Arruda, disse que o prêmio significa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos docentes junto aos alunos.
“Toda a equipe gestora, que está sempre acompanhando, orientando e incentivando o trabalho pedagógico, está de parabéns. Quero reforçar que a educação se faz em conjunto, portanto, é primordial citar o trabalho pedagógico desenvolvidos pelos educadores da rede pública. Essas oportunidades motivam os nossos alunos a continuarem acreditando no potencial de cada um”, finalizou o diretor.


http://www.mt.gov.br/-/5440961-aluno-da-rede-estadual-vence-concurso-nacional-de-redacao

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Câmara aprova texto-base da reforma do ensino médio


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) o texto principal da medida provisória que reformula o ensino médio (MP 746/16). Foram 263 votos favoráveis, 106 contrários e 3 abstenções.
Os destaques, que são tentativas de modificar o texto, serão analisados na próxima terça-feira (13). Já foram apresentados 11 pedidos de modificação.
O aumento da carga horária e a divisão dos temas a serem estudados, com a possibilidade de os alunos optarem por áreas de afinidade, são os principais pontos da proposta enviada pelo Poder Executivo.
Segundo o parecer aprovado na comissão mista que analisou a MP, o aumento da carga horária do ensino médio terá uma transição dentro de cinco anos da publicação da futura lei, passando das atuais 800 horas para 1.000 horas anuais. O tempo será dividido entre conteúdo comum e assuntos específicos de uma das áreas que o aluno deverá escolher: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica.
No parecer da comissão, as disciplinas de artes e educação física voltaram a ser obrigatórias. A comissão também aumentou, de quatro para dez anos, o período em que o governo federal deverá ajudar estados com recursos para o ensino integral.
A discussão da MP nesta quarta-feira sofreu forte obstrução de PT, PCdoB, Psol e outros partidos de oposição. Os contrários ao texto argumentam que a falta de investimento do setor vai inviabilizar medidas propostas, como o ensino integral.
Queda na qualidade
Já os deputados favoráveis destacaram que a queda na qualidade do ensino médio obriga uma mudança metodológica. O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) lembrou que essa queda é demonstrada nos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A pontuação do Brasil no Pisa caiu nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. No ranking mundial, o País ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª em matemática.
“Só sete países são piores que nós. E isso impõe a necessidade de medidas rápidas e urgentes. Vamos dar ao jovem a oportunidade de escolher o seu destino”, disse Peixoto.
Para o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), a medida provisória marca o início de uma mudança no ensino. “Não poderíamos ficar com os braços cruzados vendo a educação brasileira ir para o brejo. Estamos apenas avançando e precisamos avançar muito mais”, disse.
A queda na qualidade do ensino médio também foi apontada pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), para quem a medida provisória rompe com um “imobilismo” na discussão de mudanças mais profundas. “O governo faz bem em romper esse imobilismo, esse tema é discutido há mais de 20 anos”, disse. Para ele, as corporações trabalham contra mudanças. “Quando se fala na necessidade de discutir métodos de alfabetização, as corporações de sindicatos de professores não deixam”, disse.
Falta de recursos
O deputado Bacelar (PTN-BA), no entanto, afirmou que o investimento deveria se concentrar na infraestrutura das escolas públicas brasileiras e na qualificação de professores. “Essa reforma vai bagunçar o ensino brasileiro e é impossível de ser implementada. Nas nossas escolas, quando chove, molha mais dentro do que fora”, criticou.
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que a realidade da educação brasileira é de escassez de recursos. “Falar em reforma do ensino médio massacrando professores com a reforma da Previdência e a PEC dos Gastos é uma mentira”, disse ele. Para Valente, a proposta tem um viés elitista do ensino público, ao focar em educação profissionalizante.

Os professores foram defendidos pelo deputado Chico Alencar (Psol-RJ). “Qualquer mudança educacional precisa do envolvimento não só do setor docente, mas da valorização de sua formação educacional”, afirmou.
Alcance da reforma
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que poucos alunos serão beneficiados. “A proposta traz aumento de 1.400 horas só no enunciado, mas a meta é de 500 mil alunos e somos 8,3 milhões de estudantes. Estamos fazendo duas escolas no País: uma que vai ter tudo e uma que não vai ter nada”, declarou.
O presidente da comissão mista que analisou a reforma do ensino médio (MP 746/16), deputado Izalci (PSDB-DF), disse que o texto que está em discussão no Plenário inclui a reivindicação de 90 emendas e sugestões propostas em audiências públicas e pela população, por meio do portal e-Democracia.
“Vamos colocar o aluno como protagonista, para que ele possa decidir aquilo que gosta, a sua vocação. Só no Brasil temos este modelo ultrapassado”, disse Izalci.


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/520956-CAMARA-APROVA-TEXTO-BASE-DA-REFORMA-DO-ENSINO-MEDIO-DESTAQUES-FICAM-PARA-TERCA.html

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